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Continente inova na utilização de novo formato de publicidade nos menus interativos do MEO

Este novo conceito, desenvolvido em parceira com o SAPO, pretende ir de encontro às novas tendências de consumo de televisão, onde os acessos aos serviços on-demand ganham cada vez maior relevância, e em paralelo, representa uma aposta numa comunicação cada vez mais próxima dos clientes.

Esta campanha alusiva ao mundo Popota, esteve disponível durante o mês de dezembro, e o cliente ao aceder à área de Gravações do MEO, era impactado com um banner publicitário do Continente, e caso optasse por clicar no mesmo, era remetido para o vídeo da campanha.

Para Tiago Simões, diretor de Marketing da Sonae MC, “o Continente pretende explorar todas as tendências do mercado de consumo, assegurando a inovação nas suas abordagens e simultaneamente a proximidade com os clientes. É com orgulho que uma vez mais somos pioneiros e estamos na vanguarda do digital, desta vez, ao desenvolvermos pela primeira vez em Portugal conteúdo publicitário integrado numa box TV.”

Filipa Martins, Diretora Geral do SAPO, explica que “foi um ótimo desafio a criação de uma área de conteúdo publicitário na MEO Box. Com esta iniciativa, o SAPO, o MEO e o Continente ressalvam a sua capacidade disruptiva de desenvolver novos conceitos capazes de agilizar o mercado e favorecer a proximidade com os consumidores.”

Para o MEO, nas palavras de Tiago Silva Lopes, Diretor de Produtos e Serviços B2C, “esta é uma estratégia pioneira e impulsionadora de uma nova tendência relativamente à qual o MEO se orgulha de disponibilizar o acesso, abrindo o caminho para novos desenvolvimentos no setor.”

Desta forma, o Continente, um dos maiores anunciantes em Portugal, volta a estar na vanguarda da inovação através de uma solução que vai permitir às marcas estarem cada vez mais perto dos seus clientes.

TDT tem ficado aquém das expectativas

O documento, divulgado na página na internet da Autoridade Nacional para as Comunicações (ANACOM), diz ainda que, se o caminho atual for mantido, “a penetração irá continuar a decrescer e os utilizadores da TDT serão indubitavelmente as populações de menor rendimento disponível, do interior e com menos apetência tecnológica”.

Por outro lado, acrescenta, “aumenta, sobretudo entre as novas gerações, a visualização de conteúdos através de outros meios (como a internet ou o móvel, em detrimento do tradicional aparelho de televisão, em casa) o que pode significar, nas novas gerações, uma redução do consumo através de pacotes”.

O ‘Estudo sobre alargamento adicional da oferta de serviços de programas na TDT’, promovido pela ANACOM, sugere que a mobilidade “é outra das ofertas que podem ser desenvolvidas na plataforma da TDT”, embora possa trazer um “impacto significativo” em investimento na rede, caso se pretenda manter a cobertura semelhante à atual.

“Em caso de se oferecer uma cobertura mais restrita para captar segmentos específicos de utilizadores, o investimento pode ser mais moderado e compensador do ponto de vista de negócio”, sugere.

O estudo diz ainda que a oferta de pacotes que combinem Tv + Internet (em parceria com operadores de banda larga) “pode ser atrativo para o mercado da TDT, indo buscar utilizadores à faixa de utilizadores do cabo que consomem os pacotes mais básicos”.

Os autores do estudo reconhecem que os hábitos da visualização da televisão estão a mudar e que isso “pode ser visto como uma ameaça ou uma oportunidade”.

“Por um lado, cada vez mais se está a optar pela visualização não linear de conteúdos, uma funcionalidade que a TDT em Portugal não apresenta de uma forma consistente e que as outras plataformas alternativas apresentam de uma forma massiva”, afirma o estudo, sugerindo que a Televisão Digital Terrestre “deveria equacionar a apresentação de uma oferta competitiva com a inclusão desta funcionalidade”.

Quanto aos canais televisivos, o estudo refere que “a taxa de crescimento do share da RTP3 quando entrou na TDT pode ser um bom indício do interesse dos canais na plataforma”.

Sublinha ainda que, “nas entrevistas realizadas, todos os operadores atualmente presentes na plataforma (RTP, SIC e TVI) demonstraram interesse na introdução de mais canais”.

Os autores do estudo lembram que a nível internacional foram identificadas novas ofertas de serviço, “baseadas em novos modelos de negócio de canais baseados em vendas, em entretenimento/jogos ou em publicidade, que muitas vezes sustentam operações de TDT e em que os canais tradicionais são remunerados (ou pagam valores reduzidos) para estarem presentes nessas plataformas e serem apenas “geradores” de tráfego”.

Contudo, recordam, em termos do operador de TDT, “não parece possível que o atual detentor do DUF [Direito de Utilização das Frequências] tenha qualquer incentivo para o alargamento da oferta, a introdução de novos canais e serviços ou a valorização da plataforma no seu todo. Isto porque o modelo de negócio definido (em termos das regras de pricing) e o seu claro conflito de interesses (por ser também detentor de uma plataforma concorrente) assim o determinam”.

A este nível, o estudo diz que “deve ser ainda analisada e equacionada a implicação, em termos de conflitos de interesse, da MEO — empresa titular do DUF — ser a mesma (ou estar inserida no mesmo grupo de empresas) que um operador concorrente à TDT — o operador de TV por cabo e satélite da MEO”.

“Acresce a este facto que a MEO formalizou ainda uma oferta sobre o Grupo Media Capital, onde se encontra a TVI, um dos clientes do serviço do titular do DUF”, sublinha.

Quanto aos poderes públicos (nos quais se podem incluir a ANACOM, a Entidade Reguladora para a Comunicação e os titulares do poder executivo) “denota-se uma clara vontade de avançar (…) para o alargamento da oferta e a introdução de novos serviços que potenciem o serviço da TDT e vão mais ao encontro das expetativas criadas por esta plataforma”.

“No entanto, tudo isto é feito num cenário de contenção orçamental do nosso país, pelo que os valores disponíveis para investimento público não são significativos”, considera o estudo promovido pela ANACOM, sugerindo que “os valores provenientes da venda do dividendo digital 2, com a libertação das frequências da faixa dos 700 MHz para outras atividades” podem obviar a situação.

Como opção para o futuro, o estudo sugere a alteração do modelo de negócio, permitindo uma clara separação entre a transmissão e a agregação de conteúdos.

“O agregador de TDT deverá ser livre de escolher a rede em que irá operar (caso haja essa oferta no mercado) e concentrar-se no seu negócio core — o desenvolvimento da plataforma, através de canais, novos serviços, funcionalidades adicionais e de uma cobertura do território e qualidade de serviço que possam ser competitivas com as outras plataformas de televisão”, acrescenta.

LUSA

Trabalhadores da PT/MEO: “maratona de luta não vai parar”

Depois de um plenário que decorreu no interior das instalações da PT, no Porto, cerca de 100 trabalhadores concentraram-se no exterior para pedir ao Governo que “impeça a destruição da PT”.

“Despedimentos encapuzados não! Contra o desmembramento da PT/MEO” era uma das frases que se liam nas faixas que acompanhavam gritos de ordem como “A luta continua, na MEO e na rua”.

Em declarações aos jornalistas, o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual (SINTTAV), Manuel Gonçalves, disse que no plenário participaram “cerca de 300 trabalhadores” e garantiu que a “maratona de luta não vai adormecer”.

“Faz hoje 90 dias que os primeiros trabalhadores foram transmitidos. Esta luta já vai com mais de 100 dias e é uma luta que provavelmente se vai prolongar. O país tem de saber porque é que estamos a lutar. Estamos a lutar pelos trabalhadores da PT e não só”, referiu o responsável.

Questionado sobre se está a ser equacionado o recurso à greve, Manuel Gonçalves disse que “essa é uma possibilidade sempre em cima da mesa”, no entanto, ressalvou que os “trabalhadores não querem fazer greve só por fazer”.

Entre as principais reivindicações está a questão da transmissão de estabelecimento, uma figura jurídica presente no Código do Trabalho.

Os sindicatos acusam a Altice (dona da PT/Meo) de estar a utilizar a transmissão de estabelecimento de forma “fraudulenta” e apontam que 155 trabalhadores foram transferidos para outras empresas fora do universo da PT/Meo, tendo 26 deles rescindido contrato.

De acordo com o SINTTAV, soma-se a isto a “situação de instabilidade e pressão laboral” sobre “cerca de 200 trabalhadores que estão sem funções atribuídas”.

Manuel Gonçalves acrescentou que a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) levantou mais de 100 autos inspetivos e aplicou coimas à empresa de mais de 4,8 milhões de euros.

Mas, segundo o responsável, “os trabalhadores continuaram sem funções ou foram dispensados por 90 dias de forma a serem escondidos da ACT”.

No entanto, Manuel Gonçalves disse não ter números exatos sobre quantos trabalhadores foram abrangidos por esta situação, mas adiantou que está “a fazer o levantamento”.

Atualmente estão a ser discutidas no Parlamento, na especialidade, alterações ao Código do Trabalho, tendo como base projetos do PCP, Bloco de Esquerda, PS e PAN e, no dia 18, decorreu uma audiência com o grupo de trabalho da comissão parlamentar de Trabalho, Emprego e Segurança Social, na qual foram ouvidas estruturas representativas dos trabalhadores.

“Sabemos que agora a empresa está na expectativa de saber o que o Parlamento vai aprovar”, disse Manuel Gonçalves, que adjetivou de “tática” a suspensão da transferência de funcionários anunciada pela empresa numa reunião que decorreu na semana passada.

Na tribuna pública, que teve lugar após o plenário, estiveram presentes responsáveis e várias estruturas sindicais, bem como representantes dos partidos.

O deputado do PCP, Jorge Machado, salientou que a luta da PT é, disse, “uma luta nacional” e apelou “à manutenção da união dos trabalhadores”.

Também José Soeiro, do Bloco de Esquerda, referiu que “esta luta não diz apenas respeito à PT, mas diz respeito ao país”.

E ambos enumeraram os passos dados junto do Governo no sentido de alterar o Código do Trabalho e clarificar a figura jurídica transmissão de estabelecimento.

Altice vai cortar benefícios a trabalhadores da PT Portugal

É já a partir de abril que os trabalhadores vão sofrer esta redução no pacote salarial. As medidas visam uniformizar a política de benefícios da Altice, dona da Meo, às restantes companhias do grupo francês fundado por Patrick Drahi, apurou o DN/Dinheiro Vivo.

“Tendo em conta o contexto multinacional em que a PT está inserida – o grupo francês está presente em 15 países e tem mais de 38 mil colaboradores – e para manter equidade e alinhamento internacional foi decidido proceder a algumas alterações, assegurando sempre que todos os colaboradores dispõem dos meios e dos instrumentos indispensáveis ao exercício das suas funções”, diz a empresa.

Depois da redução dos subsídios de refeição e nas ajudas de custo, a PT voltou a cortar nos benefícios dos trabalhadores, numa altura em que iniciou a negociação do acordo coletivo de trabalho da empresa. Aliás, foi no própria dia em que administração e os sindicatos se sentaram para negociar que Paulo Neves, CEO da PT, comunicou aos trabalhadores esta mudança nos descontos nos pacotes M4O e M5O.

Estes pacotes de serviços integrados – e que são comercializados pela empresa por valores que oscilam entre os 53,99 e 81,99 euros – eram até aqui gratuitos para os trabalhadores no ativo e eram vistos como uma forma de compensar os que tinham os salários congelados há vários anos. A partir de abril passam a pagar por estes serviços, embora a PT vá manter uma política de descontos que oscila entre os 58% até cerca de 80% para os colaboradores no ativo.

O mesmo corte vai ser sentido pelos cinco mil trabalhadores em situação de pré-reforma e com contrato suspenso. Até aqui quem tinha pacotes integrados só pagava metade do valor; agora só terá um desconto de 30%, o mesmo que beneficia os reformados da PT. Aqui não há mexidas, nem nas comunicações móveis a que os trabalhadores da empresa têm direito (foi reforçado os pacotes de dados).

Mas não é só nas telecomunicações que a dona da Meo quer cortar. Vai haver mudanças na política de atribuição das viaturas para uso próprio, revelou na sexta-feira a administração aos diretores de primeira linha. A partir de abril, só a comissão executiva e os diretores de primeira e de segunda linha terão direito a carro da empresa. Uma redução significativa no número de beneficiários. Até aqui, ao que foi possível apurar, seriam cerca de 800 colaboradores a ter esta benesse no seu pacote salarial.

Os restantes trabalhadores, a não ser em casos excecionais, deixarão de ter carro pago pela empresa para utilização própria. E o mesmo sucede com o direito a parque de estacionamento, a plafonds de combustível e a Via Verde. Só quem tem direito a carro beneficia destas regalias. As opções a nível de escolha de carro também foram substancialmente reduzidas, passando a empresa apenas a oferecer três modelos de uma única marca: a francesa Renault.

Nas próximas semanas, estas decisões serão comunicadas aos trabalhadores que até aqui tinham estes benefícios.

As medidas de contenção de despesas estão, no entanto, a provocar alguma inquietação. Fontes ouvidas pelo DN/Dinheiro Vivo receiam uma desmotivação dos colaboradores, num momento em que a PT tem pela frente uma grande pressão para apresentar resultados e um plano de expansão da rede de fibra: 600 mil lares só em 2016. A Altice quer colocar a margem de EBITDA da PT nos 40%, ao nível dos concorrentes europeus. A dona da Meo ainda está longe desses números: fechou o terceiro trimestre com 261,9 milhões de EBITDA (cash flow operacional), e uma margem de 45,2%. Ainda assim uma melhoria de 8,4 pontos percentuais muito à custa do corte de custos, já que as receitas recuaram 9,4%, para 579,3 milhões.

As reuniões com os sindicatos serão retomadas esta semana. Em cima da mesa está um aumento salarial de 3,5%. A empresa já deu indicação de que este valor será dificilmente atribuído.

SIC e MEO assinam novo acordo para distribuição de seis canais até 2018

O novo acordo tem início já em janeiro, é valido até dezembro de 2018 e permitirá ao grupo de Francisco Pinto Balsemão “cumprir os objetivos de crescimento que traçou para 2016”, assim como ao MEO, da PT Portugal (grupo Altice), “disponibilizar aos seus clientes os melhores conteúdos em português”, segundo o comunicado conjunto hoje divulgado.

“Neste âmbito, a SIC vai distribuir seis canais na plataforma MEO nos próximos três anos, com a entrada da SIC Caras em janeiro de 2016, que após celebrar recentemente o seu 2º aniversário, vê a sua audiência crescer exponencialmente”, lê-se no comunicado.

Nos próximos três anos, a SIC vai então distribuir na plataforma de televisão por subscrição MEO, que chega a mais de quatro milhões de portugueses, todos os canais que fazem parte do seu universo: SIC, SIC Notícias, SIC Radical, SIC Mulher, SIC K e SIC Caras.

“Conseguimos chegar a um acordo muito relevante para o Grupo Impresa, com um parceiro importante para nós. Além disso, vamos alargar a audiência potencial dos nossos seis canais nacionais a mais espectadores”, frisa o presidente executivo do Grupo Impresa, Pedro Norton, citado no comunicado.

No mesmo sentido, o presidente executivo da PT Portugal, Paulo Neves, destaca: “Este é um acordo, que acreditamos será benéfico, acima de tudo, para os espectadores da SIC e clientes do MEO”.

O gestor diz que o novo acordo “é o reforço do compromisso” que a operadora assumiu “de disponibilizar sempre os melhores conteúdos nacionais” e de ter uma oferta que vai ao encontro do que os seus clientes procuram.

“E é com grande satisfação que hoje anunciamos que a partir de janeiro a SIC Caras fará parte da oferta do MEO e chegará a mais quatro milhões de portugueses. Este é o caminho que estamos a traçar, de termos os melhores conteúdos alicerçados na melhor e maior rede de fibra ótica do país, num vasto ecossistema de inovação e com o compromisso de integrar um serviço de excelência”, diz Paulo Neves, também citado no documento.

A SIC, tal como a TVI, encontrava-se em negociações com a Meo, para a distribuição dos seus canais na plataforma, tendo a RTP chegado a acordo no mês passado.

O impasse no acordo entre a SIC e a TVI com a Meo levou a que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) já tenha manifestado preocupação sobre o tema, admitindo a possibilidade de recorrer ao mecanismo legal das obrigações de transporte.

Depois do acordo hoje divulgado e do anúncio sobre o novo acordo de distribuição dos canais temáticos da SIC com a Vodafone Portugal também este mês, falta apenas agora a TVI chegar a acordo com a MEO.

Direitos: tudo o que precisa saber sobre os milhões em jogo

A história do futebol português, pelo menos a mais recente, começou a mudar quando o Benfica, antecipando-se aos rivais, anunciou, com toda a pompa que merecia a ocasião, a celebração de um milionário acordo com a NOS para a cedência dos seus direitos televisivos.

Os ‘encarnados’, em pleno estádio da Luz, confirmaram ao mundo que tinham alienado os seus direitos televisivos por 400 milhões de euros. Luís Filipe Vieira fez questão de referir que este seria um referencial para terceiros e Pinto da Costa ouviu-o, com ouvidos de quem não desdenha.

Dias depois, era a vez do FC Porto. Depois da azáfama noticiosa para dar impressão sobre o esboço do acordo, os portistas anunciavam novo subir de fasquia. A Meo/Altice tinha acordado pagar 457,5 milhões de euros pelos direitos ‘azuis e brancos’.

O patrocinador da camisola, aquele que tinha tardado em chegar até então, era anunciado, com efeitos imediatos para janeiro de 2016. Também a publicidade nas camisolas fora vendida.

Por último, mas não com piores números, o Sporting, o clube que segundo o seu presidente não está em saldos, anunciava uma venda mais abrangente, onde cabia a renegociação de alguns acordos. 515 milhões de euros. O acordo com a NOS, que abrange mais do que os ‘rivais’ cederam, vale 446 milhões, cabendo à PPTV de Joaquim Oliveira, o restante montante.

Mas, porque os números são complexos e as alienações múltiplas, vamos perceber, em detalhe, mas de forma simplificada, o que foi a jogo nesta batalha de milhões.

– Benfica: 400 milhões de euros
O clube vendeu os seus direitos televisivos com o contrato a entrar em vigor já na próxima temporada. Este acordo é válido por 10 anos, mas terá de ser revisto após cumpridos os primeiros três. Além dos jogos ‘encarnados’, a NOS fica ainda com o direito de transmissão e distribuição da BTV, pelo mesmo período. A publicidade nas camisolas, ao contrário dos rivais, tem outro ‘dono’. A Fly Emirates é anunciante de destaque, não tendo ainda sido revelado o valor do contrato que tem término em 2017/18.

– FC Porto: 457,5 milhões de euros
O contrato celebrado entre os ‘dragões’ e a Meo tem início em 2018. Os ‘azuis e brancos’ cedem, a partir daí, o direitos de transmissão dos seus jogos por uma década. Não se sabe ainda onde serão transmitidos, uma vez que, ao contrário da NOS, que detém parte da Sport TV, a operadora não tem qualquer participação em canais desportivos. O Porto Canal começa a ser explorado, a partir do próximo dia 1, pela Meo, um contrato que tem validade por 12 anos e meio. Também a publicidade nas camisolas foi vendida. O clássico entre Sporting e portistas terá também uma batalha de operadoras na camisola. Os espaços publicitário do estádio também cabem no pacote, num contrato que se estende por 10 anos.

– Sporting: 515 milhões (446 devido ao contrato com a NOS)
Os ‘leões’ conseguiram o que é, aparentemente, o melhor negócio. Mas numa análise mais profunda percebe-se que deixaram partir muito mais do que ‘águias’ e ‘dragões’. Do bolo de mais de 500 milhões de euros, a NOS paga 446 e assegura, além dos direitos televisivos, a partir de 2018 e por 10 anos, a Sporting TV por 12 temporadas, esta parceria com arranque marcado para 2017. Também no pacote está a exploração da publicidade estática e virtual do reduto ‘leonino’, bem como o espaço para o patrocinador na camisola, por 12 anos e meio.

– Os ‘pequenos’: sem dados
Depois de falhada a centralização dos direitos televisivos pela Liga, os clubes negociaram individualmente a cedência dos seus direitos televisivos. Alguns acordos já foram anunciados, mas os valores são (assustadoramente) discrepantes com a realidade dos ‘grandes’. Os negócios megalomanos de FC Porto, Benfica e Sporting já foram criticados, servindo o argumento de que as diferenças de capacidade financeira entre os clubes se irão agudizar.

Direitos televisivos: Que fatia do bolo fica para os outros clubes?

São negócios com termos diferentes, mas fiquemo-nos pelo número redondo. Benfica, 400 milhões por dez anos com a NOS. FC Porto, 457,5 milhões também por dez anos com a Altice/Meo. Sporting ainda não anunciou qualquer acordo, mas estará a negociar por valores de grandeza aproximada. E como ficam os outros clubes que participam nas competições profissionais de futebol em Portugal? Como fica a sua capacidade negocial? Se parece claro que a negociação centralizada dos direitos televisivos ficou sem efeito, ainda haverá margem para os clubes de pequena e média dimensão negociarem em conjunto, mas também é certo que alguns já estão a negociar individualmente contratos de longa duração com os diferentes operadores.

Com a exceção do Benfica, que explora os seus jogos na Luz em canal próprio desde 2013-14 até ao final da presente época, após a qual entra em vigor o acordo com a NOS, todos os outros clubes têm acordos com a Olivedesportos até ao final da época 2017-18. Ainda haverá mais duas épocas e meia para negociar, mas muitos deles já estarão a negociar individualmente – o Jornal de Negócios noticiou recentemente que Boavista, Vitória de Guimarães e Belenenses estarão a negociar com a Altice – e também o União da Madeira, tal como revelou ao PÚBLICO o seu presidente Filipe Silva, também já tem uma proposta de um operador, sem no entanto dizer qual é.

Mas não é esta a solução que o presidente do clube madeirense defende. “O que eu defendo é que os clubes, com a exceção dos três ‘grandes’, do Sp. Braga e do V. Guimarães, estivessem a negociar em conjunto. Seria um bloco muito interessante e até podia conseguir valores muito superiores aos que individualmente algum de nós irá conseguir”, refere. Mas Filipe Silva não acredita muito na vontade dos clubes negociarem em conjunto: “Tentámos abordar a questão com alguns clubes e sentimos que o pulsar será cada um por si. Não nos vamos colocar fora dessa negociação. Em bloco, faria um encaixe financeiro superior, depois até fazer uma redistribuição, primeiro equitativa e, depois, em função dos resultados”.

Neste sentido, observa o dirigente, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) liderada por Pedro Proença ainda poderá ter uma palavra a dizer, apesar de considerar que “é uma utopia falar neste momento da possibilidade de centralização”. “A centralização dependia da vontade dos clubes em colocar os direitos nas mãos da Liga. Viu-se que essa não era intenção de alguns deles. Mas a Liga ainda pode tentar fazer uma centralização parcial em nome de alguns clubes”, refere.

De acordo com os contratos ainda vigentes, o FC Porto deverá receber cerca de 16 milhões anuais, com o Sporting a receber 15 milhões, de acordo com valores divulgados pelo jornal “A Bola”. Com três ou quatro exceções, os restantes clubes receberão cerca de um décimo destes valores. O que estes meganegócios celebrados por Benfica e FC Porto mostram, defende Filipe Silva, é que os direitos televisivos estavam subavaliados. “Os valores estavam baixos, muito por falta da concorrência no mercado”, sustenta o presidente do União, frisando que os clubes de pequena e média dimensão têm de saber adaptar-se às circunstâncias, tendo em conta que as receitas dos direitos televisivos são a sua “tábua de sustentabilidade económica”: “Neste momento a procura é grande e os clubes mais pequenos têm de saber adequar-se, ouvir os players existentes no mercado e tomar a melhor decisão em função dos seus interesses”.

Na II Liga, os valores são de uma grandeza completamente diferente, em que cada um dos clubes recebe 300 mil euros por ano. Para António Fiúsa, presidente do Gil Vicente, estes meganegócios, significam que as diferenças entre grandes e pequenos serão ainda maiores. “A II Liga é o parente pobre. Quando tudo apontava para a centralização e uma distribuição mais justa, está a acontecer o contrário, com os grandes a ficarem com o bolo todo. Acredito que muita água vai correr debaixo da ponte e não acredito que o futebol consiga viver só com dois ou três clubes”, diz ao PÚBLICO o presidente do clube de Barcelos, que ocupa atualmente o sétimo lugar da II Liga.

Fiúsa defende uma intervenção estatal na regulação dos direitos televisivos. “Terá de ser o governo, como aconteceu em Espanha, a tomar conta do negócio. É inadmissível que isto aconteça só em Portugal, quando todos os países da Europa tem a centralização”, refere o líder gilista, para quem é essencial os clubes pequenos e médios apresentarem-se unidos: “Passa por se unirem e exigirem aquilo que lhes pertence. Quando se unirem têm uma força, quer a nível de assembleias gerais da Liga, paralisação de campeonatos. Quando chegar a esse dia, as pessoas vão olhar com olhos de ver”.

Meo e Vodafone pedem ajuda aos reguladores para combater NOS

O acordo entre NOS e Benfica para a transmissão dos jogos do campeão nacional de futebol, para além dos direitos sobre a Benfica TV, já fez correr muita tinta. Os 400 milhões de euros pagos ao clube ‘encarnado’ são inéditos no mercado nacional e estão a provocar reações fortes das principais rivais da operadora liderada por Miguel Almeida.

Numa conferência organizada ontem pela SRS Advogados, a PT, dona da Meo, e a Vodafone expressaram as suas preocupações com o negócio multimilionário, dando conta de um desequilíbrio crescente criado por um alegado monopólio da NOS.

Para Marta Neves, do comité executivo da PT, existem “desafios na área dos conteúdos que têm de ser ponderados”, uma vez que existe “uma maior concentração de conteúdos desportivos no operador que tem a maior quota de mercado de televisão paga”. A representante da Portugal Telecom, acredita que os conteúdos do portfólio da NOS devem ser “ponderados do ponto de vista regulatório”, de forma a garantir a igualdade circunstâncias no mercado.

“Gostei da intervenção da minha co-painelista do lado esquerdo”, brincou Cristina Perez, da Vodafone, antes de seguir pela mesma linha de discurso. A diretora jurídica e de regulação classifica o tema dos direitos desportivos como “muitíssimo sexy” e “muito interessante”, mas pede atenção dos reguladores.

A representante da Vodafone assegura que a concentração de conteúdo exclusivo “deve ser combatida”, para que todos “beneficiem de serviços rápidos e inovadores, acessíveis a toda a população”.

Em resposta à polémica, a Autoridade da Concorrência garantiu ao Jornal de Negócios que está “a acompanhar o tema”, mas escusou-se a fazer mais comentários sobre a compra de direitos de transmissão de jogos a clubes de futebol.

MEO vai ter de repetir nas regiões autónomas campanha sobre listas telefónicas

A entidade reguladora do setor das comunicações (Anacom) aprovou uma decisão em que impõe à MEO a repetição, nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, de uma parte da campanha informativa prevista no contrato celebrado entre o Estado Português e aquela empresa, para assegurar a prestação do serviço universal de disponibilização de uma lista telefónica completa e de um serviço completo de informação de listas.

A decisão que determina «correções» à campanha informativa da MEO foi adotada na passada quinta-feira e resulta do facto de a Anacom «ter constatado a não realização da totalidade das ações previstas na campanha, consideradas essenciais para que as populações das Regiões Autónomas e do Continente possam ter conhecimento de que só terão acesso às listas telefónicas impressas se as solicitarem previamente de forma expressa», justifica a entidade reguladora numa nota publicada nesta segunda-feira.

«A repetição da campanha deverá incluir a emissão de 4 spots diários, entre as 7:00 e as 10:00 horas, na TSF Açores, durante um período contínuo de 7 dias, e na TSF Madeira, na Rádio Renascença e na RFM, durante o período contínuo de 2 dias. Em simultâneo, deverão ser adotadas as medidas necessárias e adequadas, nos termos previstos na especificação do serviço universal e na campanha aprovada, para permitir que os utilizadores manifestem a sua vontade de receber a lista telefónica completa desde o dia em que é iniciada a emissão dos novos spots até um mínimo de 7 dias após o término dessa emissão», determinou a autoridade setorial.

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