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Moçambique: chuva já matou 200 pessoas desde outubro

“A preocupação continua a ser a assistência às populações. Passámos para uma situação de 21 mortos”, declarou Paulo Tomás, porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

O número de óbitos cresceu devido à depressão tropical que atingiu, na última semana, em que morreram sete pessoas nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia, acrescentou.

Imagens divulgadas pelos residentes na região mostraram construções típicas do interior rural (feitas com barro) destruídas, ruas alagadas, outras cobertas de lama e estruturas derrubadas por fortes correntes de água pluvial.

No total, de acordo com dados do INGC, mais de 15 mil famílias já foram afetadas nestas quatro províncias.

As autoridades preveem que sejam necessários 300 milhões de meticais (mais de 4,1 milhões de euros) para reparar os danos causados pelas chuvas e ventos fortes nas províncias.

Da verba, 187 milhões de meticais (2,5 milhões de euros) serão destinados serão destinados à reabilitação de estradas e pontes, segundo dados do INGC.

Entre outubro e abril, Moçambique é ciclicamente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, sujeita à passagem de tempestades e, ao mesmo tempo, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral.

Lusa

Moçambique: Elefante em risco de extinção na Reserva do Niassa

“Os caçadores furtivos estão a matar elefantes de todas as idades, exterminando famílias e não dando oportunidades para as crias e jovens reproduzirem, o que tem contribuído para o rápido declínio da espécie”, declarou o administrador da ANAC, Baldeu Chande, citado hoje pelo diário Notícias.

Entre 2011 e 2015, a reserva perdeu sete mil elefantes, o correspondente a uma média de 140 animais desta espécie abatidos por ano, indicam dados da ANAC.

A Reserva do Niassa tem uma área de 42 mil metros quadrados e o seu ecossistema tem capacidades para 20 mil elefantes.

Além do elefante, várias outras espécies de animais correm risco de extinção na reserva, que faz fronteira com a Tanzânia, país que, como Moçambique, está entre as 22 nações mais envolvidos no comércio de marfim, segundo a Organização das Nações Unidas.

Moçambique perdeu 48% da população de elefantes entre 2012 e 2016 e pode ser banido do comércio internacional de derivados da espécie, devido à falta de clareza na gestão dos animais, indicava um relatório do Departamento de Fiscalização e Combate à Caça Furtiva na ANAC divulgado em 2016.

Em média, segundo os dados, dois mil animais desta espécie são abatidos por ano.

Além da localização de Moçambique nas proximidades dos países considerados como centros da caça furtiva, a pobreza das populações locais e o crescimento do mercado internacional de venda de marfim são apontadas como as principais causas da matança de animais no país.

LUSA

Moçambique: Oito mortos devido ao mau tempo

“As oito mortes que foram registadas são consequência de descargas elétricas”, explicou Paulo Tomás, adiantando que os óbitos aconteceram nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, norte de Moçambique.

Segundo os dados do INGC, mais de 119 casas, cinco igrejas e sete mesquitas foram destruídas nas províncias de Nampula e Cabo Delgado, com os ventos e as chuvas fortes a atingir 21.045 pessoas no norte e centro do país.

“Já estamos posicionados em locais estratégicos para assistir as populações”, garantiu Paulo Tomás, apelando, no entanto, para que as populações abandonem as zonas de risco.

Para fazer face ao atual período chuvoso em Moçambique, o INGC precisa de mil milhões de meticais (mais de 14 milhões de euros).

O alerta laranja serve para intensificar as ações de monitorização e prontidão.

As autoridades moçambicanas preveem para a época de chuvas 2016/2016 três cenários distribuídos pelo território moçambicano, nomeadamente chuva, ventos fortes e seca.

Na província de Sofala, cerca de 25 mil pessoas estão isoladas nos distritos de Nhamatanda e Gorongosa, no centro de Moçambique, devido às inundações causadas pelas chuvas que caem desde domingo na região.

Entre outubro e abril, Moçambique é atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral, mas, paradoxalmente, o sul do país é igualmente afetado por secas prolongadas.

Em Moçambique falta, sobretudo, mais formação

De três empresas e de três sócios, Fernando Gusmão, Raul Bessa e Fernando Pimentel, nasce uma nova entidade empresarial – a GTO. Uma empresa especialista em soluções integradas de Engenharia, atuando principalmente nas áreas de Climatização, Térmica ,Eletrotécnica, Segurança Integrada,Telecomunicações e Luminotécnica (Lighting Design), tanto a nível nacional como internacional.

Fernando Gusmão

Nasceu da vontade de consagrar negócios em Moçambique, atuando localmente. “Procura-se que os trabalhos sejam executados em Moçambique e por isso é que temos uma estrutura local, com profissionais locais. Esta é também uma forma de assegurar uma outra questão muito relevante: a formação. Pretendemos que os profissionais de Moçambique recebam a formação e que, assim, possam desenvolver competências adequadas a práticas inovadoras nas áreas da Engenharia. É óbvio que um jovem país não pode ter a experiência de uma “velha” Europa, mas África está a dar passos significativos quer na área técnica, quer tecnológica. Existe um crescimento mais importante que o científico que por vezes fica esquecido: a evolução das mentalidades. E neste sentido, em Moçambique este desenvolvimento é notório.

A GTO assume-se como entidade que quer marcar presença em África, não simplesmente através de uma perspetiva financeira mas também como uma filosofia pedagógica: “Damos muita importância à questão pedagógica. É nosso objetivo ter colaboradores, localmente, que saibam fazer as coisas. Desta forma esperamos desenvolver uma filosofia no sentido de ensinar para que no futuro sejam eles a fazer tudo sozinhos e, deste modo, tornarmo-nos parceiros”.

Moçambique – Um país à espera de aprender

Fernando Pimentel

Quando está em Moçambique, Fernando Gusmão, é muitas vezes convidado a participar em colóquios nas universidades e afirma que os moçambicanos são pessoas que querem absorver toda a informação que lhes é transmitida: “As pessoas gostam de ouvir as novidades, que os europeus, lhes levam. Novos conceitos, novas formas de olhar para as coisas; são pessoas extremamente recetivas. Por isso, consideramos que a questão de intercâmbio entre estudantes e técnicos seria algo precioso. Moçambique é um país incrível, com pessoas também elas incríveis, dispostas a aprender, no entanto, seria necessário criar condições às empresas para que elas possam conceber projetos de intercâmbio para troca de conhecimentos. Tal poderia dar-se através de criação de bolsas, por exemplo, através de protocolos entre o governo e as empresas. É preciso incentivar e premiar as empresas que estão a querer despender  tempo para formação”.

“Já temos planeado trazer moçambicanos para cá, para aprenderem connosco. Apesar de terem uma sede enorme de conhecimento, não têm ao seu dispor os recursos necessários”.

Por isso, o nosso interlocutor mostra-se a favor da criação de mecanismos para que os jovens moçambicanos venham para Portugal ou que técnicos experientes vão para Moçambique, no entanto, alerta que seriam precisos protocolos entre universidades, governo e empresas. 

“Transmitir conhecimentos”

Foi numa perspetiva de oferecer o que sabem que decidiram constituir a GTO em Moçambique, segundo FG e FP declaram que: “Desde o início que o objetivo passou por levar – além da formação – algo mais criativo e sustentável. Temos conseguido angariar grandes projetos como a iluminação do edifício sede do BCI; Complexo de edifícios do Banco de Moçambique; o edifício Platinum; o edifício Sal & Caldeira; o complexo de edifícios JAT 6; a remodelação do Hotel Polana Mar, entre outros… é aí que somos diferentes. Para além de toda a nossa filosofia e modo de olhar as coisas é algo que queremos perpetuar. A questão da sustentabilidade é de extrema importância”.

Quarta maior cidade moçambicana sem água potável desde sexta-feira

A tubagem do ramal principal da rede de abastecimento de água de Quelimane rebentou e está a provocar uma fuga de água, privando os mais de 300 mil habitantes do município de Quelimane.

“A empresa deveria entender que é uma situação de emergência. Enquanto a avaria é reparada, deveria dar-nos água em recipientes pequenos”, disse ao Notícias Fátima Cardoso, residente do bairro Vila Pita, assinalando que esgotou todas as reservas de água que tinha em casa.

A avaria abriu uma cratera e interrompeu o trânsito na Avenida Heróis de Libertação Nacional.

Lusa

Aula ao ar livre sensibiliza crianças portuguesas para a falta de condições dos alunos em Moçambique

Uma aula ao ar livre, sem paredes ou teto, com pessoas e viaturas a passar, com sol e vento intenso, já as mesas e as cadeiras são de madeira, bem como o quadro do professor, onde se escreve a giz, foram estas as condições que alguns alunos de Lisboa encontraram esta manhã na Praça do Oriente, no Parque das Nações.

“A ideia surgiu precisamente pela época que estamos a viver, do regresso às aulas, e pelo contraste imenso com que decorre em diferentes países”, disse à Lusa a coordenadora geral e executiva da HELPO, Joana Clemente, acrescentado que “o regresso às aulas não é igual para todos, mas pode ser”.

Moçambique: 800 mil mesas escolares fabricadas com madeira apreendida

Falando durante o Conselho Coordenador do MINEDH, a titular da pasta da Educação, Conceita Sortane, disse que, no total, serão produzidas 824.361 carteiras escolares entre este e o próximo ano.

Conceita Sortane adiantou que as carteiras serão distribuídas pelas escolas do ensino primário do país nos próximos dois anos.

Em março, o Ministério da Terra e Desenvolvimento Rural de Moçambique lançou a campanha “Operação Tronco”, visando a confiscação de madeira ilegal, como forma de estancar a delapidação de recursos florestas no país.

Com a campanha, as autoridades moçambicanas esperavam apreender 700 mil metros cúbicos de madeira ilegal, avaliada em 20 mil milhões de meticais (279 milhões de euros).

Na altura, o ministro da Terra e Desenvolvimento Rural moçambicano afirmou que o país perde por ano, no mínimo, 150 milhões de dólares (140,7 milhões de euros) em contrabando da madeira, classificando a situação como “um roubo à luz do dia”.

Cadeias moçambicanas com cerca de 11 mil reclusos acima da capacidade

Dados fornecidos pelo SERNAP, durante uma visita na quinta-feira do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, ao Ministério da Justiça, apontam que o país conta com 84 cadeias, que alojam atualmente 19 mil reclusos.

Comentando os números, Filipe Nyusi manifestou preocupação com as enchentes nas cadeias do país, assinalando a importância da celeridade na aplicação de medidas alternativas à prisão.

“Preocupa-me a superlotação das cadeias, não só porque os reclusos vivem mal, mas também porque não deviam estar lá, pois o tempo da sua estadia foi ultrapassado”, declarou o chefe de Estado moçambicano.

Caso as medidas alternativas à prisão fossem aplicadas, prosseguiu o chefe de Estado, 37% de reclusos estariam em liberdade.

“Temos de avançar com medidas concretas para descongestionar os nossos estabelecimentos penitenciários”, enfatizou Filipe Nyusi.

De acordo com o SERNAP, do total de reclusos em Moçambique, 6.253 são moçambicanos em prisão preventiva, contra 77 estrangeiros na mesma condição.

Em situação de condenados, estão 12.571 moçambicanos contra 208 estrangeiros.

Fora de Moçambique, estão presos 3.054 moçambicanos, dos quais 753 em prisão preventiva e 2.301 julgados e condenados.

Valentina Guebuza, filha de ex presidente moçambicano foi assassinada esta noite

Valentina Guebuza terá sido atingida por vários tiros. E enquanto se dirigia ao hospital para ser assistida, em Maputo, não resistiu aos ferimentos graves e morreu.

O marido estará detido numa das esquadras da cidade de Maputo.

Filha do ex-chefe de Estado Armando Guebuza, que liderou o Governo moçambicano entre 2005 e 2015, Valentina da Luz Guebuza, 36 anos, era uma das mais destacadas empresárias do país.

Em dezembro de 2013, a revista Forbes colocou-a entre as vinte jovens africanas mais poderosas de África, à frente da ‘holding’ familiar Focus 21 Management & Development, com interesses em vários setores, na banca, telecomunicações, pescas, transportes, mineração e imobiliário.

Valentina Guebuza casou-se a 26 de julho de 2014 com Zófimo Muiuane, chefe do departamento de marketing da operadora de telecomunicações Mcel, numa cerimónia religiosa na Igreja Presbiteriana de Chamanculo, nos arredores de Maputo, perante centenas de convidados.

“Por um Moçambique maior e melhor para todos”

Mulher de negócios, jovem líder, economista, NGO Presidente, escritora e ativista, Tânia Tomé tem representado e elevado Moçambique e a língua portuguesa um pouco por todo o mundo. Como descreveria o seu dia a dia? 24 horas são suficientes para conciliar todos estes papéis com um peso tão significativo?

Para já em primeiro lugar confessar quão me sinto honrada por poder partilhar com o mundo de Moçambique e a língua portuguesa. De facto o tempo é um desafio que enfrento nesta multiplicidade de papéis em que estou envolvida. Nas minhas oito horas diárias dedico-me sobretudo a empresa onde sou a diretora executiva, no que me resta, divido-me entre as ações sociais e humanitárias, e nos intervalos de respiração os meus tempos livres. Fazer tudo isso implica definir objetivos e concretizar o planeamento para os efetivar. Mas também devo salientar que sempre fui de facto multiactividades e desde sempre que sou profundamente uma workaholic. Todo curso de economia na Universidade foi concretizado enquanto trabalhava, fazia atividades socio-humanitárias e participava em associações, escrevia livros, e ainda conseguia atuar. Eu concilio o melhor que posso as minhas atividades todas, creio que o importante é saber fazer uma gestão adequada do tempo, estabelecendo objetivos e metas em todas áreas, com prioridades e rotinas, e criando planos de curto, médio e longo prazo. E por fim com muita disciplina, amor e atitude, trabalhar para os atingir na perfeição, e ainda que não chegue lá, procurar estar perto.

É de facto interessante e sui-generis que de facto acabe por ter tantos prémios e reconhecimento internacional e em Moçambique em todas as áreas em que está envolvida, e portanto tem prémios como economista e empreendedora, como ativista e sócio-humanitária, mas também como escritora e artista. Pode citar-nos alguns dos prémios mais marcantes para si?

Devo salientar que não trabalho para ter prémios, mas para ter um trabalho de qualidade que possa servir de referência a gerações vindouras, e que é emocionante e lisonjeio-me por isso a cada fase de cada percurso nas mais diversas áreas ser reconhecida internacionalmente e nacionalmente pelo meu trabalho. Só para citar alguns Young African Leader 2016 pelo Presidente Barack Obama Iniative, Pan African Humanitarian Young Achievers Award on Leadership Excelence 2016, Jovem Empresária Lider pela Global Banking and Finance 2015 (United Kingdon), African Achievers Awards 2015, Prémio de mérito da Presidência da Republica de Moçambique, Prémio Académico Africano da Fundação Portugal-Africa do Presidente Mário Soares (Portugal 2003), Prémio de poesia Bim 2005, Livro é Referencia Bibliografia na Pós-graduação em Letras Vernáculas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Selecionada para Prémio de Literatura Portugal- Telecom (Brasil 2011), Prémio de música de Africa (Soundicity Nigeria 2010 e tantos outros.

Tânia Tomé foi nomeada “Jovem Líder Africana 2016” (Young African Leaders Initiative – YALI) pelo presidente dos EUA, Barack Obama. O que significou este dia e esta distinção para si, tendo em consideração que este é também o terceiro reconhecimento que recebe de um presidente?

Não tenho palavras, e ainda me defino em estado de emoção, pois estar com ele pessoalmente foi de uma emoção desmedida. Não posso ser mais grata e honrada por estas oportunidades que se atravessam no meu caminho, como resultado sobretudo do meu envolvimento na promoção do empreendedorismo, na liderança e atuação de mais de 12 anos de vários projetos na área de investimentos, financiamento e as várias atividades socioculturais e humanitárias. Barack Obama é um líder que inspira e tem nele o carisma e a empatia como dádivas natas, que só podem ser aprimoradas com aprendizagem e experiência, mas ou se tem ou não tem, não se aprende na escola. E valorizo tanto porque sei que é uma oportunidade única, e sobretudo sendo eu do setor privado e da sociedade civil essa oportunidade ainda se torna mais grandiosa, pois o mérito é individual e sem suporte institucional.

É Diretora Executiva da Ecokaya, uma empresa de investimento, assessoria e  mentorship com o objetivo de ser um parceiro empenhado para identificar e desenvolver oportunidades de negócios localizados em Moçambique e África Austral e  Palop. Mais uma vez está a representar os interesses e o desenvolvimento de Moçambique. Este vai continuar a ser o seu caminho, representar e elevar o nome de Moçambique?

É um dever meu, com o conhecimento e experiência que tenho partilhar com meu Moçambique e apoiar no seu crescimento e sobretudo desenvolvimento. Moçambique só irá fazer-se no exercício de toda uma juventude que ainda que atue individualmente atue de forma concertada e consistente com objetivo comum de fazer crescer a nossa nação de e para o povo que nele habita. A liderança deve fazer-se em todas áreas e setores necessários desde os líderes políticos até aos líderes sociais e aos líderes empreendedores. E sobre tudo isso, devo reiterar a importância da educação, e sobretudo a aposta num ensino primário de qualidade voltado para o conhecimento, empreendedorismo e programação financeira é imprescindível. E que podemos esperar da Tânia Tomé? Uma mulher cada vez mais madura, que continuará mobilizar pessoas a atitudes mais positivas e aprendizagem. Quero uma Tânia Tomé que continuará ajudar pessoas a crescer nas mais diversas áreas, estarei muito em particular a apoiar pequenas e médias empresas e empreendedores a descobrirem seus sucessos com técnicas de gestão e negocio e comunicação. E pretendo com os meus projetos sempre atingir resultados que possam ter impactos sociais na nossa sociedade. Por um moçambique maior e melhor para todos.

 

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