Inicio Tags Nações Unidas

Tag: Nações Unidas

Há um português a colaborar com os U2 na erradicação da pobreza extrema

«Desde 1990, que o número de pessoas que vive em Pobreza Extrema foi reduzido em cerca de 60%. E com os investimentos correctamente aplicados a esta poderá descer ainda mais até 2030 com a implementação da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável, criado pelas Nações Unidas. Por isso a importância em envolver desde já todos os candidatos ao Parlamento Europeu», comenta Fernando Gaspar Barros, que irá manter reuniões com os candidatos.

Esta relação entre a Brands Like Bands, de Fernando Gaspar Barros, e a ONE, de Bono Vox, surgiu no ano passado quando os U2 passaram por Lisboa, local onde o número de adesões bateu todos recordes comparativamente às outras cidades europeias e dos EUA, por onde também passou a Experience & Innocence Tour. E que serviu, posteriormente, ao vocalista da banda irlandesa, defender esta sua causa no Fórum Económico Mundial, em Davos, durante o passado mês de Janeiro.

Após a campanha ONE Vote, Fernando Gaspar Barros continuará ligado ao projecto de Bono Vox ao apoiar a ONE na edição deste ano do festival Brands Like Bands, o único Festival de Empresas do Mundo, que contará com a presença de cerca de trinta empresas nacionais e multinacionais.

Caso seja necessário, confirmar com: Billy Hill |  +44 (0)7880 187 467- ONE Against Poverty (UK) | 8th Floor | Endeavour House | 189 Shaftesbury Avenue | London | WC2H 8JR

África precisará de mais 11 milhões de médicos e professores em 2030

No documento, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) refere que, se África mantiver o atual ritmo de crescimento demográfico “sem precedentes”, haverá 170 milhões de novas crianças entre 2017 e 2030, aumentando o número de menores no continente africano para 750 milhões.

“Investir na saúde, proteção e educação deve tornar-se uma prioridade absoluta para África até 2030. Estamos num ponto crítico para as crianças africanas. Fazendo as coisas bem, conseguiremos criar as bases para retirar centenas de milhares de pessoas da pobreza extrema e contribuir para elevar a prosperidade, estabilidade e paz”, lê-se no relatório.

Segundo Leila Pakkala, uma das relatoras e diretora da UNICEF para a África de Leste e Austral, os menores representam quase metade da população atual em cerca de um terço dos 55 Estados membros da União Africana (UA).

Por seu lado, Marie-Pierra Poirier, também relatora e diretora da UNICEF para a África Ocidental e Central, indicou que, segundo as projeções feitas para 2055, o número de jovens poderá atingir os mil milhões.

A UNICEF estima que, se as políticas para promover o emprego e os investimentos – locais e internacionais – no capital humano de África forem bem coordenadas, as próximas gerações terão melhorado quatro vezes a renda per capita.

Caso contrário, adverte a agência da ONU, esta “oportunidade única” será substituída por um “desastre demográfico”, caracterizado pelo desemprego e instabilidade política e social.

Neste sentido, a UNICEF recomenda várias linhas de ação, que passam por melhorar os aspetos relacionados com a saúde, com a adaptação dos sistemas educativos, com o dar acesso aos jovens às novas tecnologias, para que possam aceder ao mercado laboral do século XXI, e com o garantir da segurança face a fenómenos como a violência, exploração, casamento infantil e abuso sexual.

As novas políticas, acrescenta a UNICEF, visam também eliminar as barreiras que impedem as mulheres e crianças de se tornarem membros plenos das respetivas comunidades e igualdade de oportunidades no plano laboral e na vida política.

Segundo a agência das Nações Unidas, o crescimento demográfico exponencial em África explica-se com a menor mortalidade infantil, maior taxa de fertilidade e pelo aumento de mulheres em idade reprodutiva.

O crescimento do total de habitantes do continente africano, segundo as projeções da UNICEF, levará ao aumento dos atuais 1.200 milhões para 2.500 milhões de pessoas em 2050.

Pyongyang ameaça EUA com “o maior sofrimento e dor” se insistir nas sanções

Num comunicado reproduzido pela agência de notícias oficial norte-coreana, KCNA, o Ministério dos Negócios Estrangeiros adverte que se Washington “avançar com esta ‘resolução’ ilegal sobre um endurecimento das sanções, a Coreia do Norte assegurará que seja absolutamente certo que os Estados Unidos paguem o preço”.

“As medidas que serão tomadas causarão aos Estados Unidos o maior sofrimento e dor em toda a sua história”, disse o ministério.

“O mundo será testemunha de como a Coreia do Norte domina os ‘gangsters’ americanos, lançando uma série de ações que serão mais duras do que jamais imaginaram”, referiu.

A pedido de Washington, o Conselho de Segurança da ONU vai votar, esta segunda-feira, novas sanções duras contra o regime de Kim Jong-un, acusado de ameaçar a paz com os seus programas de armamento nuclear e convencional.

A Coreia do Norte realizou, em 03 de setembro, o seu sexto ensaio nuclear, que disse ter-se tratado de uma bomba de hidrogénio, ou bomba H miniaturizada, apta a ser colocada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

O teste com uma bomba de hidrogénio foi o mais potente já realizado pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região.

Em julho, aquele país asiático já tinha realizado dois disparos de ICBM.

Estas atividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas, que já infligiram sete conjuntos de sanções a Pyongyang.

Marcelo garante “compromisso entusiástico de Portugal” com as Nações Unidas

Marcelo Rebelo de Sousa não esconde que a sua grande prioridade da sua viagem a Nova Iorque e da participação na 71.ª Assembleia Geral das Nações Unidas é contribuir para a eleição de António Guterres como secretário-geral da ONU. Mas na sua primeira intervenção como chefe de Estado no plenário das Nações, inibiu-se de o fazer directamente, ao contrário de outros.

Preferiu começar e acabar a sua intervenção garantindo o “compromisso firme e permanente de Portugal para com as Nações Unidas”. Ou, na versão longa escolhida para rematar o discurso, “o apoio firme, convicto e entusiástico” de Portugal na defesa do papel da ONU “na construção da paz, da liberdade, do desenvolvimento e da justiça em todo o mundo”.

PUB

Numa intervenção de cerca de 15 minutos, Marcelo deu a volta ao mundo. Lembrou que Portugal está em África, nas missões do Mali e da República Centro-Africana, na promoção da segurança marítima do golfo da Guiné, na defesa de uma “solução sustentável” para a Guiné-Bissau. Saudou o acordo de paz na Colômbia, garantindo que Portugal irá enviar efectivos para a missão das Nações Unidas e contribuir financeiramente. Reafirmou o apoio português à retoma do processo negocial na questão israelo-palestiniana e condenou a escalada de violência na península coreana.

A seguir, sublinhou que “o terrorismo não pode ser tolerado” e defendeu que “a comunidade internacional, sob mandato das Nações Unidas, tem o direito legal e o dever moral de pôr fim a este flagelo, designadamente ao Daesh”. “Não cederemos ao medo nem abdicaremos dos nossos valores e princípios, nomeadamente em matéria de direitos humanos”, frisou.

Aterrou depois no tema a que mais se tem dedicado – a questão dos migrantes e dos refugiados – para sublinhar o exemplo de Portugal, duplicou, por sua iniciativa, a quota estabelecida a nível da União Europeia.

Só no fim fez uma referência abstracta à eleição para as Nações Unidas, destacando as qualidades que Portugal defende para sucessor à sucessão de Ban Ki-moon. “Estando em curso o processo de selecção do próximo secretário-geral das Nações Unidas, gostaria de exprimir os meus votos mais sinceros para que a pessoa que venha a ocupar este cargo tenha as qualidades humanas e profissionais à altura do desafio”.

E elencou-as: “Que seja um congregador de espíritos e vontades e que se guie pelo exemplo dos valores e da abordagem que Mahatma Gandhi e Nelson Mandela sempre aplicaram na vida: indo para além do seu grupo ou círculo, e assim unindo e representando todos e não uma parte”. Mais: “Que construa pontes; que saiba ouvir e tenha a sabedoria e capacidade de liderança inatas que lhe permitam tomar decisões em que todos se revejam e se sintam incluídos”.

Certo é que Portugal não é o único país que está a aproveitar a 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas para fazer campanha por um candidato à sucessão de Ban Ki-moon. Um pouco antes de Marcelo falar, o presidente da Eslovénia, Borut Pahor, apelou directamente ao apoio à candidatura do seu conterrâneo e antecessor, Danilo Turk, que na segunda votação, em Agosto, recebeu 11 votos de apoio e dois contra.

Guterres é o candidato com melhores resultados nas quatro votações já efectuadas até agora, seguido de perto por um outro candidato de Leste: o ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia, Miroslav Lajcak, o segundo melhor colocado nas últimas duas rondas.

A próxima votação está marcada para 26 de Setembro, logo após o fim desta Assembleia Geral, sendo concluída, então, esta fase de apreciação das candidaturas. Em Outubro, ainda em data não definida, decorre o primeiro escrutínio com votos coloridos dos cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança: China, França, Estados Unidos, Grã-Bretanha e Rússia.

Nações Unidas: a procissão já saiu do adro

Independentemente do desfecho final, que ainda é incerto, porque as negociações entre os grandes ainda não começaram, e nestas coisas de interesses estratégicos tudo pode acontecer, os resultados obtidos até agora por António Guterres são de se lhe tirar o chapéu. O Conselho de Segurança da ONU tem sido consistente na apreciação das qualidades excecionais do candidato proposto por Portugal para secretário-geral. Enquanto se têm notado oscilações importantes no reconhecimento do mérito dos outros concorrentes, no caso de Guterres as votações têm mantido uma avaliação constante, a um nível alto e promissor.

Se na próxima ronda, que será a quarta, o apoio continuar ao mesmo nível, tornar-se-á muito difícil impor um outro candidato. Sobretudo um candidato de última hora, alguém chegado de novo, de fora, a um processo que já percorreu muito caminho.

Mas tudo pode ainda acontecer. O passado mostra que a escolha pelo Conselho de Segurança de um novo patrão das Nações Unidas mantém-se imprevisível até ao último momento.

A Rússia está convencida que um secretário-geral proveniente de um pequeno país da Europa do Leste lhe será, no futuro, mais favorável, menos inclinado a críticas à política externa russa. Sobretudo se o país da sua nacionalidade tiver uma relação de proximidade económica e cultural com a Rússia. Por isso, será de prever que o Kremlin continue a insistir na questão da rotatividade geopolítica, ou seja, que desta vez o cargo deve caber à Europa Oriental. É verdade que a Europa Oriental é uma ficção política, que deixou de existir com o fim da Guerra Fria, a subsequente expansão da NATO e as adesões à UE. Mas é uma ficção que existe ainda na ONU e que pode ser útil aos interesses russos, tal como a classe dirigente atual os vê.

Nessa linha de reivindicação geopolítica, um nome parece agora emergir. E de modo surpreendente. O primeiro-ministro da Eslováquia esteve em Moscovo uns dias antes da votação desta semana e teve uma conversa muito apreciada por Vladimir Putin. É assunto que convém seguir com algum cuidado.

Por outro lado, quer a Rússia quer os outros grandes do Conselho, os P5, como se chama aos permanentes, preferirão um secretário-geral que seja considerado politicamente pragmático. Ou seja, flexível, uma palavra que traduz bem a principal característica que eles gostam de ver na pessoa que ocupa o secretariado-geral. Os membros permanentes não apreciam os moralistas, em matéria de política internacional. Também não morrem de amores por gente com um forte pendão humanitário.

Há ainda a variável do género. A administração americana tem em Washington quem pense – e é gente influente, com acesso aos ouvidos do presidente – que Obama não deve deixar passar a oportunidade, no termo do seu mandato, de contribuir para a eleição de uma mulher. Ficaria bem na fotografia final e nos livros de história.

Sem esquecer, claro, que Hillary Clinton também vai influenciar a escolha, mesmo que o faça de modo indireto. Vai ser ela, em princípio, quem irá ter como interlocutor o novo secretário-geral.

Os americanos querem, por tudo isto, que as candidatas femininas continuem até à próxima ronda. Têm porém um problema como uma outra mulher: Teresa May. A líder britânica não pode apoiar a candidata preferida por Washington. A razão é clara. Toca numa questão internacional que faz parte da sua história recente e que está estreitamente associada ao legado de uma outra líder conservadora, Margaret Thatcher: as Ilhas Falklands, para uns, Malvinas, para outros.

Para quem gosta de histórias de suspense, a inovadora metodologia eleitoral, que os estados membros estão desta vez a seguir, oferece uma boa dose de excitação. Tem, igualmente, o mérito de chamar a atenção pública internacional para uma questão que no passado sempre passou despercebida: a importância da função. Num panorama de grandes tensões, a personalidade do secretário-geral conta de modo determinante. E é por isso que a candidatura de António Guterres ganhou o peso que agora tem.

O que é, afinal, a tão temida bomba de hidrogénio?

Bandeira da Coreia do Norte

Desde que, esta quarta-feira, Kim Jong-Un anunciou ter desenvolvido, com sucesso, o primeiro teste de uma bomba de hidrogénio na Coreia do Norte, o mundo não mais descansou.

Nações Unidas e União Europeia, bem como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, não tardaram em reagir, manifestando preocupação com as alegações vindas de Pyongyang.

Para já, e até que organismos independentes confirmem o teste – o que pode levar mais de duas semanas –, mantêm-se algumas reticências. Recorde-se que a complexidade da bomba H fazia duvidar de que a Coreia do Norte alguma vez conseguisse concretizá-la.

Na televisão estatal, o primeiro teste concluído com sucesso foi, contudo, confirmado. Aconteceu depois de atividade sísmica fora do comum – e não provocada por causas naturais – ter sido detetada no nordeste do país.

Mas o que é afinal a bomba de hidrogénio? Segundo a BBC, trata-se da bomba mais poderosa do planeta, que chega a ser três mil vezes mais violenta do que a bomba atómica – que em 1945 foi lançada sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão.

Ao contrário da bomba atómica, que funciona através da fissão de átomos de urânio ou plutónio, a bomba H funciona através de um processo de fusão nuclear. Ao invés de dividir átomos, une-os, formando núcleos maiores, num processo extremamente complexo.

Segundo o cientista Matthias Grosse Perdekamp, “a potência que pode ser alcançada com a fusão nuclear não tem limites”.

De acordo com a BBC, nenhuma explosão superou a potência da Tsar Bomba, uma bomba de hidrogênio de 50 megatons (equivalente a 50 milhões de toneladas de dinamite), detonada pelo governo soviético numa ilha do oceano Ártico. O seu enorme tamanho fez com que não passasse de um teste pelo que foi descartada para propósitos de guerra.

EMPRESAS