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Universidade de Aveiro quer ajudar a NATO a combater extremistas na Internet

Numa época em que as redes sociais são cada vez mais usadas para difundir mensagens extremistas e onde fotografias e imagens são manipuladas constantemente, a competição lançada pela NATO StratCom desafiou investigadores de todo o mundo a apresentarem soluções para combater uma realidade que a organização considera ser “um risco claro para a segurança da Aliança Atlântica”.

“O objetivo da NATO é detetar conteúdo malicioso em vídeos e fotos online. Esse conteúdo pode ir desde propaganda política extremista até alterações ou descontextualização de imagens”, explica Daniel Canedo que, a par de António Neves, José Luis Oliveira, Alina Trifan e Ricardo Ribeiro, todos especialistas em Informática do Instituto de Engenharia Eletrónica e Informática de Aveiro (IEETA) da UA e do respetivo Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI), assina o projeto com que a equipa portuguesa pretende ajudar a NATO StratCom.

“O universo online é muito sensível a este tipo de informação, especialmente porque a faixa etária predominante na Internet é a mais jovem”, aponta o investigador que, não tem dúvidas: “Facilmente se consegue moldar uma mente jovem através da Internet, e quem cria este conteúdo malicioso está bem ciente desse fenómeno”. Portanto, “a NATO, por querer criar formas para combater este problema, lançou o desafio à comunidade científica com o objetivo de desenvolver sistemas capazes de detetar conteúdo malicioso”.

A ideia apresentada pela equipa da UA passa pelo desenvolvimento de um sistema capaz de analisar imagens, sejam em formato vídeo, sejam em fotografia, em três grandes dimensões. Em primeiro lugar o sistema quer esmiuçar os objetos. Os investigadores propõem-se a que no final da análise todos os objetos presentes nas imagens estejam rastreados de forma a que sejam ou não identificados aqueles que possam estar potencialmente ligados a grupos extremistas.

Em segundo lugar, o dispositivo informático permitirá também concluir se as imagens são originais ou se sofreram qualquer tipo de manipulação. Por último, o ‘detetive’ da UA terá a capacidade de analisar a informação extraída das imagens, enquadrada com as eventuais mensagens que a possam acompanhar como posts ou comentários a elas ligados nas redes sociais.

“Com base na informação extraída das imagens e dos conteúdos textuais dos posts que possam estar associados, o nosso sistema classificará o risco dessa informação utilizando técnicas de mineração de dados [exploração de grandes quantidades de dados em busca de padrões consistentes] e classificadores [treino de algoritmos para aprenderem padrões e fazerem previsões a partir de dados]”, explica Daniel Canedo.

Afeganistão: Pelo menos 40 mortos em explosões em Cabul

“O alvo do ataque foi o centro cultural Tabayan. Uma cerimónia estava a ser realizada por ocasião do 38.º aniversário da invasão soviética do Afeganistão quando ocorreu uma (primeira) explosão”, disse à AFP o porta-voz adjunto do Ministério do Interior, Nasrat Rahimi.

O mesmo imóvel alberga uma mesquita e os escritórios da agência de notícias afegã Sada-e-Afghan, inicialmente também considerada como possível alvo do ataque.

Um balanço inicial do governo afegão dava conta de pelo menos cinco mortos e seis feridos.

A agência de notícias espanhola Efe refere que além de 40 mortos, as explosões da manhã de hoje causaram pelo menos 30 feridos.

A capital afegã tem sido alvo este ano de graves atentados.

No final de maio, Cabul registou o pior atentado no país desde 2001, quando um camião carregado de explosivos causou 150 mortos e mais de 300 feridos.

Desde o final da missão de combate da NATO em janeiro de 2015, Cabul tem vindo a perder terreno perante os rebeldes até controlar apenas 57% do país, segundo o inspetor especial geral da Reconstrução do Afeganistão (SIGAR) do Congresso dos Estados Unidos.

LUSA

Bruxelas: Criado Fundo Europeu de Defesa com 5,5 mil milhões euros por ano

A proposta do executivo comunitário, que tinha sido mandatado na cimeira de março passado pelos chefes de Estado e de Governo dos 27 para apresentar propostas concretas para concretizar o plano de ação da União Europeia na área da Defesa, surge num contexto em que a UE assume que deve fazer “mais e melhor”, quando se prepara para “perder” o Reino Unido e não sabe até que ponto pode continuar a contar com os Estados Unidos como aliado estratégico.

De acordo com a Comissão, que hoje apresentou em Bruxelas, um documento de reflexão sobre “a futura orientação da defesa numa UE a 27”, o Fundo Europeu de Defesa visa “ajudar os Estados-Membros a despender o dinheiro dos contribuintes de uma forma mais eficiente, reduzir duplicações na despesa e obter uma melhor relação custo-benefício”.

“Um Fundo Europeu de Defesa ambicioso ajudará a garantir uma União Europeia capaz de proteger e defender os seus cidadãos, em complementaridade com outros trabalhos em curso”, como a implementação do reforço da cooperação estratégica UE-NATO, indica a Comissão.

Englobando duas vertentes — a investigação, por um lado, e o desenvolvimento e aquisição, por outro -, o fundo irá “coordenar, complementar e ampliar os investimentos nacionais na investigação em matéria de defesa, no desenvolvimento de protótipos e na aquisição de equipamentos e tecnologia de defesa”.

No campo da investigação, a UE atribuirá subvenções a uma investigação colaborativa dedicada às tecnologias e aos produtos inovadores no domínio da defesa, financiadas de forma integral e direta a título do orçamento da União, com 90 milhões de euros até ao final de 2019 e 500 milhões por ano a partir de 2020.

Em 2018, a Comissão irá propor um programa comunitário específico de investigação em matéria de defesa, com um orçamento anual previsto de 500 milhões de euros, que “tornará a UE num dos maiores investidores da Europa em investigação no domínio da defesa”.

A nível de “desenvolvimento e aquisição”, o fundo criará incentivos para os Estados-membros cooperarem no desenvolvimento e aquisição conjuntos de equipamentos e tecnologias de defesa, com cofinanciamento do orçamento da UE e o apoio prático de Bruxelas.

“Os Estados-membros poderão, por exemplo, investir em conjunto no desenvolvimento tecnológico de ‘drones’ ou das comunicações por satélite, ou adquirir helicópteros por atacado para reduzir os custos”, explica a Comissão, sublinhando que “apenas serão elegíveis projetos colaborativos e uma parte do orçamento global será atribuída a projetos que envolvam a participação transfronteiriça de pequenas e médias empresas (PME)”.

A UE garantirá o cofinanciamento com um total de 500 milhões de euros para 2019 e 2020, no âmbito de um programa específico de desenvolvimento industrial e de defesa, e mil milhões de euros por ano a partir de 2020.

“Em toda a Europa, as pessoas estão preocupadas com a sua segurança e com a segurança dos seus filhos. Complementarmente à nossa cooperação com a NATO, precisamos de fazer mais e melhor. Hoje mostramos que estamos a passar da teoria à prática. O Fundo servirá de catalisador para uma indústria europeia da defesa forte, capaz de desenvolver tecnologias e equipamentos de ponta e plenamente interoperáveis”, afirmou em conferência de imprensa o vice-presidente Jyrki Katainen.

A Comissão destaca que, “com o apoio do Parlamento Europeu e dos Estados-Membros, o Fundo Europeu de Defesa pode rapidamente tornar-se no motor de desenvolvimento da União Europeia da Segurança e da Defesa, desejada pelos cidadãos”.

Juncker propõe quartel-general europeu em Bruxelas “complementar à NATO”

O Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, propôs esta quarta-feira, em Estrasburgo, a criação de um quartel-general europeu para que a União Europeia seja eficaz em termos de defesa.

“A Europa não pode continuar a depender apenas da potência e capacidade militar dos países individuais, devemos assumir juntos a proteção dos nossos interesses, é preciso que criemos um quartel-general único na União Europeia (UE)”, referiu Juncker no discurso sobre o estado da UE.

“Não temos uma estrutura permanente e, sem esta, não temos capacidade para funcionar eficientemente”, disse, traçando ainda o objetivo de “trabalhar para uma força militar comum”.

O quartel-general deverá situar-se em Bruxelas e ser “complementar à NATO”.

Para Juncker, “mais defesa europeia não significa menos solidariedade transatlântica”.

Vinte e dois dos 28 Estados-membros da UE são também membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa).

França considera a Rússia como parceiro e não como ameaça

“Para a França, a Rússia não é um adversário, não é uma ameaça. A Rússia é um parceiro que, por vezes, e nós vimos na Ucrânia, usa a força, o que nós condenámos aquando da anexação da Crimeia”, afirmou o responsável à chegada da cimeira de líderes da NATO, a decorrer em Varsóvia.

O ministro português da Defesa, José Azeredo Lopes, considerou que “a leste, e mais concretamente a partir da federação russa, existe uma ameaça que resulta dos acontecimentos de 2014 (anexação da Crimeia pela Rússia”.

O governante reafirmou que Portugal defende “firmeza no flanco leste, mas essa firmeza não deve confundir-se com um processo de escalada”.

Azeredo Lopes considerou que seria trágico na NATO “desenvolverem –se mecanismos de regionalização da Defesa”, recordando que Portugal tem sido coerente e por isso envolveu aviação e 120 militares numa operação na Lituânia.

Já hoje, o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou a deslocação de mil soldados dos Estados Unidos e a instalação de um quartel de brigada autónomo na Polónia, no âmbito do projeto da NATO, que inclui a instalação de três outros batalhões para os países bálticos (Estónia, Letónia e Lituânia) face ao que é definido como uma Rússia mais agressiva.

Na sequência da dissolução do Pacto de Varsóvia, em julho de 1991, a NATO comprometeu-se em não estabelecer bases militares permanentes na antiga esfera de influência soviética na Europa de leste.

A criação dos quatro batalhões é dos principais anúncios da cimeira da NATO que decorre entre hoje e sábado, face às interrogações suscitadas pelas ambições russas após a crise ucraniana.

A França, Alemanha e Itália têm pressionado a aliança para manter abertas as linhas de comunicação com Moscovo para evitar um impasse ao estilo da Guerra Fria.

NATO quer conversações formais com a Rússia após cimeira de Varsóvia

A Aliança Atlântica e a Rússia reuniram-se pela última vez em abril desde junho de 2014 – altura em que o conflito na Ucrânia gelou as relações entre os blocos militares -, mas as conversações no seio do Conselho permanente NATO-Rússia foram marcadas por “profundos desentendimentos”.

“O Conselho NATO-Rússia tem um papel importante a desempenhar enquanto fórum de diálogo” e poderá “aumentar a previsibilidade”, disse hoje Stoltenberg aos jornalistas.

“É por isso que estamos a trabalhar com a Rússia no sentido de realizar outra reunião do Conselho logo a seguir à cimeira” desta sexta-feira e sábado em Varsóvia, acrescentou o secretário-geral aliado.

Jens Stoltenberg disse em maio que a Aliança Atlântica estava a tentar agendar uma reunião do Conselho antes da cimeira.

Os líderes dos 28 Estados-membros deverão decidir este fim-de-semana na capital polaca o maior reforço da presença militar na fronteira oriental do bloco aliado desde o final da Guerra Fria, em resposta à anexação russa da península ucraniana da Crimeia em 2014 e ao comportamento de Moscovo no conflito na Ucrânia.

A Rússia reagiu já a esta decisão pela voz do seu presidente, Vladimir Putin, que afirmou que a Aliança está a provocar uma corrida às armas na Europa, a que Moscovo dará resposta.

Canadá envia mil militares para a Letónia no âmbito de operação da NATO

Segundo o ministro da Defesa canadiano, Harjit Sajjan, explicou, em comunicado, que o Canadá, em conjunto com os Estados, Reino Unido e Alemanha, “será uma das quatro nações” que vão fortalecer a presença avançada da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na Europa de Leste e Central.

“O Canadá vai dirigir um batalhão tático multinacional”, salientando que mais detalhes vão ser divulgados durante a próxima cimeira da NATO, que vai decorrer entre 08 e 09 de julho em Varsóvia.

Os militares canadianos vão integrar uma força de quatro efetivos da NATO nos estados bálticos e na Polónia.

Militares portugueses partiram para a Lituânia cumprindo compromisso com a NATO

“Esta força é a afirmação de um compromisso, da unidade da Aliança Atlântica num desígnio que nós compreendemos e com o qual somos solidários”, disse o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, no aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, perante a força que partiu para a Lituânia.

Os 108 militares do Regimento de Artilharia n.º 4, da Brigada de Reação Rápida, vão integrar a força “Light Artillery Batery/Assurance Measures 2016 e que, no total, será composta por 120 efetivos, entre os quais 14 mulheres.

A missão “Assurance Measures” vai prolongar-se até ao dia 31 de outubro, sendo que a bateria de artilharia de campanha que vai ser projetada na Lituânia vai efetuar, segundo o comandante da força, “essencialmente treino” no âmbito da Aliança Atlântica.

“Todas as missões têm um grau de exigência elevada, inevitavelmente, e, estando nós num país da União Europeia e num país da NATO, será essencialmente uma missão de treino, de mostrar que as forças da aliança trabalham em conjunto e que são uma força credível”, disse à Lusa o capitão de Artilharia Aires Almeida Carqueijo, comandante da força que partiu hoje para a Lituânia.

A projeção das forças da Aliança Atlântica nos países bálticos é uma consequência da crescente concentração de meios militares de Moscovo ao longo da fronteira ocidental da Rússia e da instabilidade que se verifica sobretudo nas zonas fronteiriças da Ucrânia.

O número total dos militares que vão constituir os batalhões da NATO na região do Báltico é um dos assuntos que deve ser definido na próxima cimeira da Aliança Atlântica que vai decorrer em Varsóvia, na Polónia, nos próximos dias 08 e 09 de julho.

“Este Governo acredita firmemente que, nos tempos conturbados e difíceis que vivemos no flanco leste da NATO, que hoje damos um sinal muito claro de crédito e de capacidade com a deslocação desta bateria de artilharia de campanha”, acrescentou o ministro da Defesa.

Apesar da preocupação com a situação no “flanco leste”, o ministro da Defesa encara também com preocupação as situações que se verificam a sul.

“Portugal considera também que o flanco sul deve ser, pelo menos, uma prioridade tão significativa como o flanco leste, como infelizmente, diria eu, e tragicamente, foi confirmado mais uma vez com o atentado do aeroporto de Istambul”, disse Azeredo Lopes, referindo-se ao atentado suicida registado na terça-feira.

O aeroporto de Atatürk, em Istambul, um dos mais movimentados do mundo, foi palco, na noite de terça-feira, de um triplo atentado suicida que resultou em pelo menos 36 mortos e 147 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

A autoria do atentado — o quarto a atingir a maior cidade turca desde o início do ano — ainda não foi reivindicada.

O primeiro-ministro turco afirmou, entretanto, que os primeiros indícios apontam para o grupo extremista Estado Islâmico (EI) como o responsável pelo triplo atentado suicida.

NATO condena atentado em Istambul e expressa solidariedade da aliança

“Condeno veementemente os horrendos atentados”, assinalou o responsável máximo da NATO, afirmando que os seus pensamentos estão com as famílias das vítimas, com os feridos e com o povo turco, em geral.

“Não pode haver nenhuma justificação para o terrorismo”, disse Stoltenberg, assegurando que os aliados “estão unidos” na “determinação para combater o terrorismo em todas as suas formas”.

O aeroporto de Atatürk, em Istambul, um dos mais movimentados do mundo, foi palco, na noite de terça-feira, de um triplo atentado suicida que resultou em pelo menos 36 mortos e 147 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

A autoria do atentado — o quarto a atingir a maior cidade turca desde o início do ano — ainda não foi reivindicada.

O primeiro-ministro turco afirmou que os primeiros indícios apontam para o grupo extremista Estado Islâmico (EI) como o responsável pelo triplo atentado suicida.

NATO seria incapaz de contrariar invasão russa dos países bálticos

“É verdade que a Rússia demoraria menos tempo a conquistar os Estados bálticos do que nós a chegar para os defender”, disse o general norte-americano Ben Hodges, comandante das forças terrestres da NATO, à margem do exercício militar aliado Anaconda-16, em curso na Polónia, em declarações que serão publicadas esta quinta-feira pelo diário alemão e divulgadas hoje pela agência France Presse.

O Anaconda-16 envolve a participação de 31 mil soldados de 24 países, que combatem um agressor imaginário chamado “União dos Vermelhos”, que tem como alvo os países bálticos e norte da Polónia.

As manobras militares decorrem dias antes da cimeira da Aliança Atlântica em Varsóvia nos próximos dias 8 e 9 de julho, que deverá consagrar o reforço da presença militar aliada no leste da Europa.

Criticados pela Rússia, estes exercícios são oficialmente manobras polacas e não da NATO, numa tentativa de atender à sensibilidade de Moscovo, de acordo com o general norte-americano.

“Alguns países, como a Alemanha ou a França, entendem que seria demasiado provocador em relação à Rússia chamar ‘exercícios da NATO’ a estas manobras”, disse Ben Hodges.

O reforço do flanco oriental da NATO, a mais importante alteração desde o final da Guerra Fria, deve ser decidido formalmente na cimeira da Varsóvia, e é uma resposta aliada à anexação da Crimeia pela Rússia e ao conflito no leste da Ucrânia.

Este reforço traduzir-se-á, nomeadamente, na deslocação para os países bálticos, Polónia, Roménia e Bulgária, por períodos rotativos de nove meses, de unidades militares que formarão, no total, uma brigada blindada.

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