Inicio Tags Nicolás Maduro

Tag: Nicolás Maduro

Maduro acusa Portugal de sabotar a importação de pernil de porco

“O que se passou com o pernil? Fomos sabotados e posso dizer de um país em particular, Portugal. Estava tudo pronto, comprámos todo o pernil que havia na Venezuela, mas tínhamos que importar e sabotaram a compra”, disse Nicolás Maduro.

O Presidente da Venezuela referiu que fez um plano e acertou os pagamentos, mas que “foram perseguidos e sabotados os barcos” que traziam o pernil.

Nicolás Maduro lamentou ainda que alguns países tenham bloqueado as contas bancárias que iriam ser utilizadas para efetuar os pagamentos.

Presidente da Venezuela ordena “tolerância zero contra os terroristas”

“‘Plomo’ (disparem tiros) contra os grupos terroristas, ‘plomo’ contra eles”, disse o Presidente, fazendo alusão ao ataque realizado segunda-feira por um grupo de 49 homens armados a um comando da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar), tendo roubado armas e munições.

O Presidente da Venezuela falava no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, num encontro com governadores e presidentes de câmaras municipais, que foi transmitido em direto e de forma obrigatória pelas televisões venezuelanas, duramte o qual deu a conhecer um Plano Especial de Formação Estratégica para as Entidades Político-Territoriais 2018-2022.

Nicolás Maduro questionou sobre o “que pensam essas pessoas” de que é possível “assaltar um núcleo das Forças Armadas, roubar umas espingardas automáticas e ameaçarem a democracia e que vão ser tolerados”, referindo-se a um assalto a um paiol na segunda-feira, de onde foram roubadas espingardas e munições..

“Zero tolerância, com a Constituição na mão”, frisou.

Por outro lado, referiu-se ao apagão de cinco horas que segunda-feira deixou a cidade de Caracas e os vizinhos Estados de Vargas e Miranda às escuras, que atribuiu a ações dos EUA e grupos aliados para violar a paz no país.

“Ordenámos uma investigação e demonstrou-se com factos que houve um ataque ao sistema que fornece eletricidade a Caracas, Vargas e Miranda. Afortunadamente, as nossas instituições e o nosso povo reagiu rapidamente”, disse.

LUSA

101 pessoas mortas durante manifestações na Venezuela

O diretor da FPV, Alfredo Romero, indicou numa conferência de imprensa que a onda de protestos levou a 5.092 prisões e que 1.325 pessoas continuam presas.

Entre os detidos, explicou, estão 626 civis que foram submetidos a tribunais militares, enquanto 389 foram enviados para a prisão por decisão da Justiça Militar.

Alfredo Romero disse ainda que a Organização de Estados Americanos (OEA) garantiu a existência de 620 “presos políticos” no país, um número superior aos menos de 200 que estavam contabilizados antes do inicio dos protestos.

Segundo o balanço do Ministério Público 121 pessoas morreram durante a crispação social e política.

No domingo, três pessoas morreram durante o ataque à base militar de Paramacay.

O registo oficial da crise na Venezuela aponta para dois mil feridos e atribui mais de metade deles a abusos por parte da força pública na contensão dos protestos dos cidadãos.

Vaticano pede suspensão de Assembleia Constituinte da Venezuela por “hipotecar futuro”

Num comunicado, a Secretaria de Estado do Vaticano lamentou a “radicalização e o agravamento da crise”, assinalando que o papa Francisco “acompanha de perto” a situação e “as suas implicações humanitárias, sociais, políticas, económicas e mesmo espirituais”.

A oposição venezuelana manifesta-se hoje em Caracas contra a Assembleia Constituinte, cuja sessão inaugural está prevista também para hoje.

A eleição da Assembleia foi boicotada pela oposição, que a considera ilegítima, tendo dois dos seus líderes, Leopoldo López e Antonio Ledezma, sido detidos na terça-feira.

A vaga de contestação contra o governo de Maduro começou em abril passado e desde então mais de 120 pessoas perderam a vida.

Venezuela: Maduro rejeita sanções norte-americanas. “Não obedeço a ordens imperialistas”

CAR01. CARACAS (VENEZUELA), 30/12/2014.- El presidente venezolano, Nicolás Maduro, habla durante una rueda de prensa sobre el "programa económico de recuperación" para el 2015 del país hoy, martes 30 de diciembre de 2014, en el Palacio de Miraflores de Caracas (Venezuela). EFE/Miguel Gutiérrez

“Não obedeço a ordens imperialistas, não obedeço a governos estrangeiros, sou um Presidente livre”, declarou Nicolas Maduro, numa reação à decisão norte-americana de congelar todos os bens que o chefe de Estado venezuelano possua nos Estados Unidos.

A decisão foi anunciada algumas horas antes pelo secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, que apelidou Maduro de “ditador”.

A convocatória para a eleição foi feita a 1 de maio por Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

A oposição venezuelana acusa o Presidente de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.

Pelo menos dez pessoas morreram no domingo em protestos contra a eleição da Assembleia Constituinte.

Na segunda-feira, a procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega Diaz, informou que 121 pessoas perderam a vida e 1.958 ficaram feridas desde 1 de abril, quando começaram os protestos contra o Governo de Maduro.

Apoiantes de Maduro invadem Parlamento venezuelano com violência

Dezenas de pessoas munidas de varas e vestidas de vermelho invadiram, esta quarta-feira passada, o parlamento na Venezuela. Trata-se de apoiantes do Governo de Nicolás Maduro, cuja invasão provocou vários feriados, entre os quais, quatro deputados.

O grupo de manifestantes estava concentrado diante do edifício do Parlamento em protesto contra a oposição a Nicolás Maduro, maioritária no órgão legislativo desde o início de 2016. A invasão dos jardins deu-se durante um intervalo na sessão.

Foram ouvidas pequenas explosões causadas por petardos atirados contra o edifício.

Alguns deputados foram agredidos violentamente na cabeça e outros funcionários do Parlamento foram também alvo dos manifestantes.

Os deputados, funcionários e jornalistas terão sido agredidos com pedras e paus das bandeiras, usadas pelos manifestantes. Além das agressões, terão lançado gás lacrimogéneo e, segundo os deputados opositores, disparado vários tiros.

O ataque foi precedido por uma visita do vice-presidente da Venezuela, Tarek El Aissami, que, conjuntamente com vários membros do Governo venezuelano, e cerca de 300 de apoiantes, entrou no parlamento para realizar um ato no salão Elíptico, onde está a ata da Independência da Venezuela.

A Venezuela vive a mais grave crise política, económica e social das últimas décadas. A violência que tem marcado a vaga de manifestações contra Maduro, fortemente reprimida pelas autoridades, causou já 91 mortes, em três meses.

Nicolás Maduro perseguido na rua por multidão em fúria

Uma multidão em fúria perseguiu o Presidente venezuelano Nicolás Maduro, que tinha ido inaugurar a renovação de novo complexo de habitações sociais na pequena localidade de Villa Rosa, na turística ilha Margarita. Foram colocados vídeos nas redes sociais que mostram os populares a rodear completamente o impopular Presidente, de noite, que fugiu a correr.

Maduro foi recebido na noite de sábado com uma “caçarolada”, manifestantes a bater em tachos e panelas, a gritar que tinham fome, em protesto contra a falta de bens essenciais. Cerca de 72% dos venezuelanos diz não ter tido comida suficiente “algumas vezes” ou “sempre” nos últimos 12 meses, segundo dados do inquérito Latinobarómetro.

A ilha Marguerita em concreto tem sérios problemas de abastecimento de água e alimentos, diz o jornal venezuelano, El Nacional, próximo da oposição, que o Governo tenta resolver à pressa para receber a Cimeira dos Países não Alinhados, a 13 de Setembro.

O Presidente tentou falar com a multidão, mas essa atitude não resultou: gritaram-lhe obscenidades e começaram a persegui-lo, descreve o New York Times.

Cerca de 30 pessoas foram detidas por causa deste protesto na ilha Margarita. Uma delas é Braulio Jatar, director do jornal online Reporte Confidencial, o primeiro a divulgar a notícia e os vídeos da perseguição ao Presidente. O seu filho diz que o Ministério Público o pretende acusar de “branqueamento de capitais”, por alegadamente ter encontrado uma elevada soma de dinheiro no seu carro, relata o El Nacional.

Inicialmente, Jatar foi dado como desaparecido, relata o espanhol El País, que disse que o jornalista tinha sido detido pela polícia política, Sebin. Já não é a primeira vez que Jatar, que também nacionalidade chilena, é incomodado pela Sebin, diz o jornal espanhol.

Hoje, Maduro não só é impopular como enfrenta uma tentativa de destituição mediante convocação de referendo.

Na quinta-feira passada, a oposição levou uma enorme multidão a Caracas, a capital falou-se num milhão de pessoas – para pressionar o regime e iniciar a campanha de recolha de pelo menos quatro milhões de assinaturas válidas(correspondentes a 20% dos venezuelanos inscritos nos cadernos eleitorais) para que a consulta popular possa ser convocada. A mobilização prossegue, a 7 e 14 de Setembro.

“As panelas vão continuar a fazer-se ouvir, é uma forma de protesto pacífica! O que vão fazer? Tirar as panelas ao povo?”, intimou, no Twitter, um dos líderes da oposição, Henrique Capriles, ex-candidato às eleições presidenciais, que divulgou alguns dos vídeos, bastante escuros, que mostram o povo a perseguir o Presidente.

Pedro Carvajalino, um jornalista televisivo pró-regime, acusou Capriles de estar por trás deste protesto. “É uma falta de respeito pela dignidade presidencial”, afirmou.

O ministro da Informação, Luis Marcano, divulgou um vídeo no Twitter de Maduro com o punho no ar, a mandar beijinhos e a ser aplaudido em Margarita. “Isto é o que não viram nos vídeos manipulados pela direita”, escreveu.

Nicolás Maduro diz que Lula será «um Mandela» na América do Sul se for detido

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, condenou na quinta-feira o pedido de prisão preventiva para o ex-presidente do Brasil Lula da Silva e considerou que a detenção faria dele um Nelson Mandela da América do Sul.

«Lula será como um [Nelson] Mandela no continente», disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, num ato público transmitido pelo canal estatal Venezuelana de Televisão (VTV) e durante o qual sublinhou que Lula da Silva foi «um dos protagonistas das mudanças no continente».

Quatro horas para explicar aumento de 6000% na gasolina

“Chegou a hora de instalarmos um sistema que garanta o acesso aos derivados dos hidrocarbonetos a preços justos, venezuelanos, mas que garanta o pagamento do que se investe para produzir a gasolina e, inclusivamente, o salutar funcionamento da Petróleos da Venezuela (Pdvsa), petrolífera estatal”, disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, no Salão Ayacucho do palácio presidencial de Miraflores, durante uma reunião de ministros, transmitida pelas rádios e televisões do país, em que fez um balanço da Agenda Económica Bolivariana para enfrentar a crise venezuelana.

Segundo chefe de Estado, um litro de gasolina normal passa de 0,07 bolívares para 1,00 bolívar por litro (de 0,01 euros para 0,14 euros o litro à taxa de câmbio Cencoex, a principal do país), o que representa um aumento de 1000%, e a gasolina de 95 octanas passa de 0,097 bolívares para 6,00 bolívares por litro (de 0,013 euros para 0,85 euros o litro), o que representa um aumento de 6000%.

Atualmente, na Venezuela, é possível encher um depósito médio de gasolina super com três bolívares (0,42 euros) e uma garrafa de água de 220 cc custa 50 bolívares (7,15 euros).

Segundo Nicolás Maduro, a Venezuela tem “a gasolina mais barato do mundo” e “a Pdvsa e o Governo pagam para que os venezuelanos ponham gasolina”, pois o custo de produção é superior ao da venda.

Desvalorização do bolívar

Durante a reunião, o Presidente da Venezuela anunciou ainda uma desvalorização do bolívar (a moeda nacional) cuja taxa principal passa de 6,30 para 10 bolívares por cada dólar norte-americano (de 6,99 para 11,1 bolívares por cada euro).

Além da taxa Cencoex (principal) que é usada pelo Estado para as importações prioritárias, existem duas outras taxas oficiais, uma a 13 bolívares e a outra a 200 bolívares por cada dólar norte-americano (14,43 e 222 bolívares por cada euro).

Há ainda uma cotação conhecida como dólar paralelo, que ronda os 1.160,00 bolívares por cada euro, mas cujo valor é proibido divulgar localmente.

EMPRESAS