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O Natal num carrinho de compras

O aproximar da época festiva associada ao período do Natal junta famílias à volta da mesa e impulsiona a compra de presentes, tornando este período o mais importante do ano para as vendas de Bens de Grande Consumo (BGC), que atingem o seu pico na semana anterior ao Natal.

A importância do Natal é conduzida por um aumento do valor gasto por ato de compra (+15%) e não pelo número de visitas às lojas, que se mantém estável relativamente ao resto do ano. Este mês continua a registar mais promoções do que o resto do ano (51% no Natal versus 47% na média no ano), sendo que o impacto promocional é já continuamente muito elevado no mercado nacional.

Os lares com maior expressão para o consumo natalício correspondem a lares de perfil mais sénior já sem filhos a seu cargo – donas de casa inativas, com mais de 54 anos, com um ou dois membros e sem crianças. Este será o perfil de lares que acolherá as respetivas famílias em celebrações de Natal, o que demonstra a importância para estes segmentos de consumidores de uma tradição de convívio que ainda se conserva.

O peso da tradição revela-se também nas categorias que mais destaque conquistam nesta época. Os Bombons conquistam o pódio – 61% das vendas totais de Bombons do ano estão concentradas no período de Natal. Os portugueses continuam a comprar nos hipermercados e supermercados muitos dos seus presentes de Natal relacionados com categorias alimentares, de bebidas e toilette, tal como é visível pela relevância das compras de Bombons, Figuras de Chocolate, Águas-de-colónia, Licores e outras bebidas e Bolachas Sortidas, entre outros.

A tradição ainda é o que era na lista de compras dos portugueses

Entre os Bombons, o grande destaque vai para as caixas, normalmente alusivas ao período de Natal e à ideia de presente. No Natal de 2018, este tipo de embalagens representou mais de 90% do total de vendas de Bombons. Por sua vez, as latas não conseguiram manter a sua importância face ao ano anterior, o que coincide com significativas subidas do preço médio deste tipo de embalagem.

O Bacalhau é uma das estrelas do Natal, associado à tradição gastronómica do nosso país. Por ser um produto fundamental da nossa gastronomia, o seu consumo é relevante durante todo o ano, de uma forma mais homogénea do que as restantes categorias incluídas do Top 15 de vendas. Ainda assim, o Bacalhau Seco faz parte do Top 15 das categorias com maior importância no Natal.

No consumo de Bacalhau é notória uma distinção entre perfis de consumidores, associados a diferentes estilos de vida, níveis de rendimentos e contexto geográfico. Nas principais zonas metropolitanas do país (Lisboa e Porto), entre consumidores de classes sociais mais elevadas e em lares com crianças, sobressai o consumo de Bacalhau Congelado, justificado por um ritmo de vida mais acelerado, um preço mais elevado do produto e uma maior necessidade de soluções mais práticas. Por outro lado, em zonas rurais do país, em lares mais seniores e entre os consumidores de classes sociais mais baixas, o Bacalhau Seco conquista ainda predominância.

O consumo de Bacalhau Seco e Bacalhau Congelado apresentam também diferentes comportamentos de compra. Exigindo uma compra mais planeada, dada a necessidade de uma maior preparação deste artigo, o Bacalhau Seco começa a aumentar as suas vendas cerca de um mês antes do Natal, tendência para a qual também contribuem as promoções existentes nesta altura. É em meados de dezembro que a venda de Bacalhau Seco atinge o seu pico. Por outro lado, o Bacalhau Congelado, um produto relacionado com a Conveniência e com uma compra menos planeada, tem o seu pico numa data mais próxima do Natal.

Fim de Ano é momento-chave para o consumo

O final do ano e a noite de Passagem de Ano é também um período de festa, o que significa consumo, particularmente alimentar e de bebidas.

O Top 15 dos produtos mais relevantes na passagem de ano é encabeçado, sem surpresas, pelo Marisco Fresco e o Vinho Espumante. Outros produtos associados a festa, tais como as bebidas alcoólicas, os bolos, os patés, as tostas e os frutos secos, entre outros, são também dignos de nota nesta época de convívio e celebração.

Segundo Marta Teotónio Pereira, Client Consultant Senior da Nielsen, “as duas celebrações que marcam o final do ano continuam a ter uma considerável importância e o esforço demonstrado para ter momentos de convívio ajuda a impulsionar os gastos de consumo que verificamos no mercado durante este período. A existência de produtos tradicionalmente consumidos nesta época faz com que, inevitavelmente, estes conquistem lugar à mesa e debaixo da árvore de Natal dos portugueses. O mês de dezembro é, assim, de ganhos significativos para marcas e retalhistas, num dos momentos-chave para o consumo no ano e que mais contribui para os resultados anuais de vendas no mercado nacional”.

A Confiança dos Consumidores em Portugal: Confiança e otimismo em alta para o próximo ano

Segundo os resultados do estudo “The Conference Board® Global Consumer Confidence Survey”, conduzido em colaboração com a Nielsen, o grau de confiança registado entre os consumidores portugueses manteve o seu máximo histórico, acima da média europeia e superando os resultados de países próximos.

Confiança dos Portugueses consolida máximo histórico

Portugal mantém neste terceiro trimestre do ano o valor já conseguido neste Índice no trimestre anterior, o mais alto de sempre no nosso país. Invertendo o seu histórico pessimismo, os portugueses revelam um nível de otimismo superior ao registado na Europa, numa tendência visível ao longo do último ano e que permite ultrapassar países como Espanha, França e Itália.

Metade dos portugueses esperam ano positivo para o país e para si próprios

Quando inquiridos acerca do estado atual da economia, mais de metade dos portugueses (54%) não consideram que o país se encontre em recessão (contra apenas 22% em Itália, 36% em França e 37% em Espanha) e também cerca de metade afirmam encontrar boas ou excelentes perspetivas laborais e financeiras no próximo ano para o seu país.

“Num cenário de maior confiança, a tendência entre os portugueses tem sido de comprar mais e gastar mais. Importa, por isso, que marcas e retalhistas consigam encontrar estratégias para potenciar um espírito de otimismo crescente entre os consumidores portugueses. O desafio neste momento centra-se em apresentar uma oferta para uma disponibilidade acrescida para gastar, mas que apresente uma mais-valia que seja percetível para os consumidores, que responda às suas necessidades e anseios e se enquadre em preocupações e estilos de vida em transformação”, comenta Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal.

Quase metade dos portugueses opta por poupar o dinheiro que lhes sobra

Quando questionados sobre o que fazem após pagar as principais despesas que têm a seu cargo, cerca de metade dos portugueses responderam que a escolha passa por poupar. A necessidade de “fugir” à rotina e a procura por novas experiências é patente no facto de 31% dos portugueses optarem por gastar o dinheiro acumulado em férias e viagens, uma tendência associada a um estilo de vida mais preenchido e à busca por tempo de qualidade fora do contexto de trabalho.

Após pagarem as suas despesas habituais, são cada vez menos os portugueses que dizem que não lhes sobra dinheiro (apesar de ainda representarem 1/6 da população).

A saúde e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional assumem, sem surpresas, um carácter prioritário nas principais preocupações dos consumidores portugueses. Estes são os dois desafios recorrentemente apontados como os mais relevantes para os consumidores em Portugal.

A encerrar o pódio das preocupações, surge o aquecimento global, que preocupa 21% dos consumidores contra apenas 12% no período homólogo. Em apenas um ano, esta preocupação subiu do 6º para o 3º lugar na lista de principais preocupações dos portugueses. Portugal tornou-se o 5º país do mundo que mais se preocupa com esta temática. Estes resultados estão em linha com o crescente mediatismo que o tema tem vindo a conquistar em anos recentes. A discussão em torno do impacto das alterações climáticas supera mesmo questões como a economia ou o emprego.

“É importante que as marcas vão ao encontro daquilo que são as principais preocupações dos consumidores nacionais. Os consumidores continuam a querer produtos saudáveis, a procurar um maior equilíbrio nas suas vidas, poupando tempo em algumas tarefas e utilizando-o para as atividades de que mais gostam, e preocupam-se de forma exponencial com a sustentabilidade ambiental do nosso planeta. Com mais dinheiro e maior disponibilidade para o gastar, os consumidores procuram este desafio por parte das marcas e retalhistas, sendo esta uma boa oportunidade para criar um maior envolvimento com os mesmos”, conclui Ana Paula Barbosa.

Nielsen na vanguarda da comunicação digital inteligente

O Digital Audience Profiler pretende responder ao objetivo final de compreensão das audiências como fator-chave para liderar campanhas de marketing eficazes. Face a um universo imenso de público existente em plataformas de social media, como se torna possível às marcas saber o que procuram os seus consumidores, quais os seus interesses, aquilo que os move e qual o meio mais fácil para os alcançar? E como podem adaptar a sua estratégia em termos de targets identificados, canais utilizados e conteúdo elaborado?

Tal como explica João Otávio, Client Development Senior da Nielsen, “a facilidade em utilizar soluções digitais não se verifica apenas entre os consumidores, mas também no crescente investimento realizado por parte das marcas. É cada vez mais notório o interesse por este tipo de veículo de divulgação e, como consequência, a necessidade de conseguir avaliar a eficácia do processo de comunicação, o seu retorno para a visibilidade da marca e o seu impacto nos resultados alcançados. A Nielsen, através de dados quantitativos, é agora capaz de apontar exatamente qual o público online e o caminho mais fácil para o alcançar, cruzando as suas características demográficas e comportamentais.” 

A segmentação dos targets e a definição de um público de referência como objeto de estudo permitem chegar a resultados analíticos e insights relevantes para a implementação de campanhas de sucesso. Cada marca ou insígnia pode, de acordo os seus objetivos específicos, definir a audiência a estudar com base em variáveis sociodemográficas e em comportamentos e interesses identificados. Este perfil é depois analisado em comparação com um universo de referência, de forma a que sejam tiradas conclusões sobre as especificidades do público a analisar.

No sentido de exemplificar a solução disponibilizada, a Nielsen realizou uma análise aos Fado Lovers, procurando identificar interesses partilhados dentro deste grupo. Neste caso, a audiência estudada foram os utilizadores de redes sociais localizados em Portugal, com idades entre os 18 e os 65 anos, que manifestam interesse em Fado, analisados em comparação com a população em geral.

A avaliação implementada através da solução Digital Audience Profiler permitiu constatar que quem aprecia este estilo musical possui gostos mais amplos em termos de música. O público-alvo expressa, de forma global, uma maior afinidade pela generalidade dos estilos, o que parece indicar um genuíno gosto pela música, sendo a música clássica a que mais se destaca. A afinidade é demonstrada também relativamente a atividades artísticas como o teatro, a arquitetura, a pintura, a escrita e eventos musicais diversos, tais como espetáculos de ópera, concertos e teatro musical.

A solução da Nielsen revela ainda que os amantes de Fado são também leitores ávidos, com uma particular inclinação pela obra de Fernando Pessoa. Outros autores, como Luís de Camões, José Saramago ou Sophia de Mello Breyner Andresen, são também escolhas relevantes entre este grupo.

São também fãs de diferentes tipos de cozinha. Se as cozinhas francesa, italiana e espanhola (mediterrânica) estão em evidência, são também referenciadas opções mais exóticas, exemplo da japonesa, chinesa, coreana ou do Médio Oriente.

Os integrantes deste grupo são mais atentos a temáticas e preocupações sociais do que o público em geral. Tópicos como o voluntariado, a ecologia, os direitos humanos, a política, o ambiente e a sustentabilidade são os que representam uma maior motivação para este grupo.

Um interesse especial pelo Fado é notório em Coimbra e Lisboa, assim como nos vários distritos do Centro e Sul de Portugal, tais como Évora, Santarém, Beja, Setúbal e Portalegre, que apresentam uma maior proporção de Fado Lovers, comparativamente com a população em geral. Este perfil é mais feminino (60%) e mais maduro do que média da população nacional.

A solução Digital Audience Profiler, da Nielsen, permite-nos ainda compreender, por exemplo, quais as redes sociais mais utilizadas por este público, os canais de informação que visitam, as personalidades por quem se interessam ou as marcas com que têm maior afinidade, entre muitas outras variáveis.

Apenas 5% da inovação nos bens de grande consumo inclui valores sustentáveis

A sustentabilidade é um conceito que tem vindo a conquistar cada vez mais importância no mercado dos Bens de Grande Consumo. No entanto, há ainda um longo caminho a percorrer para que essa tendência seja visível no carrinho de compras. Segundo o relatório da Nielsen “Inovação com valores”, apenas 5% das inovações no setor incluem valores sustentáveis, exemplo do carácter 100% natural e orgânico dos produtos ou o respeito para com o meio ambiente. 

Apesar disso, quando à sustentabilidade se encontram associadas outras vantagens do produto e da embalagem, tais como a conveniência, a facilidade de utilização e a eficácia, as probabilidades de o consumidor optar pela marca em questão são multiplicadas por três.

O mesmo acontece quando falamos de embalagens. Uma das conclusões do estudo indica que para 63% dos consumidores a principal preocupação é que a embalagem seja capaz de proteger o produto. Já para 57% dos consumidores a facilidade na abertura da embalagem e o facto de esta ser reciclável e respeitar o meio ambiente são outros dos fatores que mais têm em conta. A conclusão é que a sustentabilidade é valorizada desde que sejam asseguradas outras premissas relacionadas com a experiência de utilização do produto.

Comunicar uma história

Adicionalmente a conotações relacionadas com a sua utilização ou questões ambientais, a embalagem de um produto pode constituir uma ferramenta para a marca contar a sua história. Grande parte das decisões de compra são realizadas no linear. O facto de as marcas aproveitarem este suporte para comunicar os seus valores ajuda o consumidor a conhecer a sua história e incentiva à sua escolha. A Nielsen calcula que 65% das vendas associadas à sustentabilidade resultem da comunicação ao consumidor dos valores de determinadas marcas.

Segundo Cristina Rojo, Diretora de Inovação da Nielsen, “esta preocupação social revela-se essencial para as novas gerações. Deste modo, 8 em cada 10 millennials e jovens da Geração Z consideram que é bastante importante que as marcas implementem estratégias para melhorar o meio ambiente. O desafio para o mercado é conseguir que esses valores sejam incorporados nos processos de inovação de produto, fazendo com que, na hora de decidir o que comprar, a sustentabilidade e o seu impacto na sociedade sejam drivers de escolha da marca”.

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Sobre a Nielsen

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento. Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, representando mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

“Voltar às raízes” na alimentação saudável

Os portugueses demonstram uma preocupação cada vez maior no que à alimentação saudável diz respeito. Segundo o estudo ShopperTrends, da Nielsen, 74% dos portugueses procuram ter uma alimentação mais saudável. Para atingirem esse objetivo, uma das principais medidas que tomam (em 2º lugar neste ranking) é o consumo de mais frutas, vegetais e leguminosas.

O consumo de Frutas e Legumes em Portugal tem vindo a aumentar ao longo dos anos de uma forma clara. A tendência aponta para uma diminuição dos lares que consomem menos Frutas e Legumes, ao passo que têm aumentado aqueles em que as Frutas e Legumes têm maior peso, assistindo-se assim a uma transferência de consumo dos primeiros para os segundos.

Verificam-se crescimentos significativos em frutas como a banana e em legumes como as cebolas e as cenouras. Também os produtos de 4ª e 5ª Gama (legumes, vegetais e saladas embalados, lavados e prontos a consumir) apresentam um excelente dinamismo, assim como os Frutos Secos.

Segundo Andreia Carvalho, Analytics Consultant CPS da Nielsen, “a percentagem de portugueses que procuram ter uma alimentação mais saudável aumenta de ano para ano, assim como a introdução de Frutas e Legumes nos seus hábitos de consumo. Por essa razão, temos todos os motivos para acreditar que esta continuará a destacar-se como uma forte tendência no mercado nacional”.

Consumo de Frutas e Legumes mais importante para os séniores

Tendo em conta estes pressupostos, a Nielsen, a partir do seu Painel de Lares, segmentou, nesta análise, os lares em 4 grupos, de acordo com o seu gasto em Frutas e Legumes.

Observou-se então que existe um grupo de lares em que as Frutas e Legumes têm um maior peso na cesta de compras. Esse grupo é constituído por um perfil mais sénior, com um agregado menor e sem crianças no lar. Este segmento, de menor dimensão (19%) e mais envelhecido, é aquele que concentra o maior gasto em Frutas e Legumes (36%), mostrando preocupar-se com a saúde e tendo uma cesta composta maioritariamente por produtos frescos.

Nielsen revela as 25 maiores inovações no mercado europeu

A Nielsen BASES, área de análise de inovação de produto, revelou a sua mais recente lista “Top 25 Breakthrough Innovations”. O relatório destaca inovações de produto lançadas no mercado europeu em categorias de BGC que foram bem-sucedidas no setor do retalho, tendo por base resultados analisados pela Nielsen.

Alguns dos fatores comuns a potenciar a inovação entre os vencedores deste ano estão relacionados com marcas que demonstram capacidades excecionais não apenas de conquista de quota de mercado e crescimento, mas também de implementação de estratégias específicas de inovação. Estas marcas foram bem-sucedidas porque escutaram os seus consumidores, exploraram o design de embalagem e alcançaram a excelência em processos de venda. As inovações abrangem desde iniciativas de curta duração a produtos relacionados com tendências de procura por opções saudáveis de consumo e mesmo produtos orientados a nichos de público, destinados a melhorar a relação e a interação com determinados tipos de consumidores. Outras marcas estão focadas em apelar a premium shoppers, por exemplo.

“No mercado dos BGC, a pressão sobre os responsáveis de marketing para inovar e disponibilizar uma oferta única e diferenciadora é elevada”, afirma Cristina Rojo, Innovation Business Partner da Nielsen. “Os comportamentos e necessidades dos consumidores têm vindo a alterar-se ao longo do tempo, evoluindo com o surgimento do e-commerce, das marcas próprias e da exposição a plataformas digitais, que permitem às marcas adotarem uma mensagem personalizada. Esta enorme competição para atrair a atenção do consumidor tornou a inovação de produto num desafio para as empresas de BGC.”

A inclusão na lista “Top 25 Breakthrough Innovations” da Nielsen inclui requisitos de diferenciação, relevância e resiliência, e avalia o modo como as marcas empregam um conjunto alargado de estratégias que as tornam bem-sucedidas.

“A inovação bem-sucedida pode adotar formas distintas – algumas podem ser disruptivas, ao passo que outras podem ser lançadas para contrapor pressões competitivas ou com o propósito de potenciar uma tendência de consumo emergente. Algumas destas marcas desafiaram a noção tradicional de sucesso e encontramos hoje, a nível europeu, histórias extraordinárias de inovação que nascem da aplicação de diferentes abordagens a um problema de negócio,” acrescenta Cristina Rojo.

Os produtos incluídos nesta lista são reconhecidos pela inovação e pelo crescimento que trouxeram às suas respetivas categorias.

“TOP 25 BREAKTHROUGH INNOVATIONS IN EUROPE” DA NIELSEN BASES

 

Produto Empresa País
Bon Pari Koshmariki Nestlé Rússia
Buitoni La Sfoglia Rotonda Senza Glutine Nestlé Itália
Buongrano Mulino Bianco Barilla Itália
Cadbury Roundie Mondelēz International Reino Unido
Couches Lotus Baby Essity França
Danissimo Shake & Go Danone Rússia
Diet Pepsi Wild Cherry PepsiCo Rússia
Diplomatico Mantuano Destilerías Unidas S. A. (DUSA) França
Epica Protein Yogurt Ehrmann Rússia
Felix Doubly Delicious Dry Cat Food Nestlé Purina Rússia
Heineken 0.0 Heineken França
Herta Le Bon Paris Conservation Sans Nitrite Nestlé França
Ichnusa Non Filtrata Heineken Italia S.p.A. Itália
Judith Williams Cosmetics Judith Williams Alemanha
Knoppers NussRiegel Storck Alemanha
L’OR Classique Jacobs Douwe Egberts B.V. Reino Unido
Ladron de Manzanas Cider Heineken Espanha
Lenor 3in1 Pods Procter & Gamble Alemanha
Lenor Inspiré par la Nature Procter & Gamble França
M&M Bâtonnets Mars Wrigley Confectionery França
Magnat Champagne & Strawberry Unilever Rússia
Maybelline Superstay Matte Ink L’Oréal Espanha
Nature Valley Bars General Mills Reino Unido
Oral-B Répare Gencives et Émail Procter & Gamble França
Perwoll Care & Refresh Henkel Alemanha
Purina Gourmet Gold Tortini Nestlé Purina Itália

 

SOBRE A ANÁLISE BREAKTHROUGH INNOVATION DA NIELSEN

A análise Breakthroug Innovation da Nielsen, realizada pela equipa Nielsen BASES, apresenta uma lista de inovações de produto bem-sucedidas na Europa. Esta análise considera um leque abrangente de produtos, avaliando a capacidade destas marcas de capitalizarem uma combinação de pesquisa de dados de mercado e insights globais.

O resultado é uma lista de produtos que se evidenciam por qualidades-chave fortes e únicas, tais como a atração a um público generalizado, a longevidade, o crescimento de marca, a diferenciação na categoria e a interação com um segmento específico de público. A análise disponibiliza insights de marketing e aprendizagem acerca do lançamento de novos produtos bem-sucedidos por empresas de BGC no mercado europeu, e o modo como estas marcas implementam estratégias que se traduzem num renovado engagement com o consumidor e respondem às suas necessidades através de produtos inovadores.

SOBRE A NIELSEN

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento.

Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, cobrindo mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

3,5 mil milhões de euros na “selva promocional” dos bens de grande consumo

Num contexto em que se registam vendas em promoção no valor de 3,5 mil milhões de euros – valor global de 2018 – os dados da Nielsen serviram de ponto de partida para explicar a evolução detalhada das promoções no mercado português, avaliar a sua eficácia e expor as mecânicas promocionais de sucesso de outros países.

O panorama no mercado nacional revela a importância central do fenómeno promocional, que se torna notória quando comparamos a realidade portuguesa com a europeia: Portugal é o 4º país europeu em que a promoção adquire maior peso e quase metade das vendas (46%) no mercado nacional em 2018 foram realizadas em promoção.

Quase metade dos consumidores portugueses (versus apenas um terço dos europeus) assume que, mesmo que não mudem de loja em função das promoções, procuram-nas ativamente quando fazem as suas compras. Para além isso, um terço dos shoppers escolhem as suas marcas de acordo com as promoções em vigor.

Sabemos que 20% dos lares em Portugal concentram 50% das vendas em promoção: são os promo seekers. Este cluster identifica-se por famílias com 4 ou mais membros, de nível sócio-económico médio-alto, com uma frequência de compra de 4 vezes por semana e um gasto de 24€, optando especialmente pelas Marcas de Fabricante, que geralmente estão em promoção.

Para João Otávio, Client Development Senior da Nielsen, “não há dúvida de que as promoções ocupam um papel decisivo no consumo em Portugal. No entanto, mais de metade das vendas em promoção correspondem a vendas não incrementais, ou seja, vendas que seriam feitas de qualquer forma (com ou sem promoção). Este investimento de 3,5 mil milhões de euros em promoção deve ser direcionado de forma estratégica para um mundo de oportunidades. O papel da Nielsen, através da implementação de estudos mais sofisticados, é o de compreender de que forma as marcas podem aumentar a sua eficiência promocional e quais os tipos de promoção e produto em que devem, de facto, investir para gerar incrementos nas suas vendas, tanto para os fabricantes como para os retalhistas”.

Entre 2017 e 2018, mais de metade das vendas das categorias dos Bens de Grande Consumo (54%) diminuíram a sua eficiência promocional. Com efeito, a Nielsen prevê que, mantendo-se a estratégia atual, a eficiência não vai aumentar em Portugal, sendo necessário encontrar e adaptar novas estratégias.

Apesar da importância atribuída pelo consumidor à existência de promoções, tornam-se cada vez mais preponderantes outros fatores que influenciam a decisão de compra. O consumidor atual, mais exigente, procura também a qualidade dos produtos frescos, a conveniência, o sortido, a inovação, entre outros atributos. Em Portugal, 70% dos shoppers procuram alimentação saudável, 2/3 mostram-se dispostos a pagar mais por maior qualidade e metade admitem pagar mais para poupar tempo.

Com efeito, em categorias básicas, que já estão em todos os lares de Portugal, a estratégia deve ser a de procurar oferecer outros atributos que valorizem o produto e satisfaçam as necessidades que o consumidor procura e pelas quais está disposto a pagar mais.

“No entanto, num país como Portugal, não é necessariamente obrigatório reduzir a pressão promocional. É necessário explorar outras oportunidades de trabalhar as promoções, aumentando a eficiência para valores muito mais altos. O investimento exclusivamente em promoção pode levar-nos a deixar escapar alguns atributos importantes para o consumidor, que está, efetivamente, disposto a pagar mais por elas”, explica João Otávio.

A área de Sales Effectiveness, da Nielsen, estuda todos os atributos capazes de alavancar vendas, como o Preço e as Promoções, ajudando os clientes a investir onde e quando lhes é mais favorável. “É essencial saber exatamente qual será a variação em volumes para cada 1% de aumento de preço. Sabemos que os líderes de mercado aplicam uma pressão promocional acima da média em 80% das suas categorias, sendo os principais responsáveis por dinamizar os preços oferecidos ao consumidor. É urgente perceber qual é a oportunidade que cada marca possui para contribuir para a recuperação do valor das suas categorias”, conclui João Otávio.

Sobre a Nielsen

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento. Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, representando mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

Consumo de produtos de alimentação infantil cresce 4%

Com a recente estabilização dos valores da natalidade depois de quebras acentuadas em 2013 e 2014, seria agora esperada estabilidade do sector. No entanto, este crescimento pode ser explicado, em grande medida, pelo considerável aumento das vendas de Produtos Homogeneizados (boiões, saquetas, tacinhas) – 14% em valor e 9% em volume, que se encontram a conquistar lares em Portugal e mantêm a oportunidade para crescer.

No que à Higiene do Bebé diz respeito, a categoria não sofreu alterações significativas quando comparada com 2017, saldando-se num valor de 112,9M€ de vendas no último ano. A venda de Fraldas, o mais importante produto nesta categoria, confirma a tendência geral e não demonstra oscilações relevantes.

“O segmento de Saquetas é impulsionador da categoria aliando não só o lançamento de novos produtos e a conquista de linear por este segmento, mas também a tendência de procura pela conveniência sentida na globalidade do mercado nacional” afirma Ana Raquel Santos, Client Consultant Senior da Nielsen. Esta não é a única tendência que afecta os FMCG e as categorias de Alimentação Infantil. Para a especialista da Nielsen, “no último ano houve um maior foco na aposta em produtos biológicos e na reformulação de receitas nos produtos desta categoria, desde farinhas infantis a homogeneizados, aproximando-se das exigências alimentares e nutricionais procuradas pelos pais”.

 

Portugueses aderem cada vez mais às entregas de refeições ao domicílio

© RÁDIO REGIONAL

Segundo o Nielsen Connected Commerce Report 2018, os portugueses com acesso à internet compraram online especialmente viagens, produtos de moda, bilhetes para eventos, produtos de papelaria e produtos tecnológicos. No entanto, o dinamismo é claro no que diz respeito à compra de refeições para entrega ao domicílio, tendo este consumo aumentado 9% em relação a 2017.

“Num cenário de crescente confiança e de recuperação do consumo, a Nielsen tem vindo a observar uma maior procura por soluções que ofereçam uma maior qualidade de vida e mais tempo para atividades de lazer. Com efeito, também no e-commerce verificamos esta tendência, com as soluções de conveniência (como a entrega de refeições) e de lazer (como as viagens) a crescerem de uma forma muito notória”, comenta Mafalda Silva Ferreira, Client Development Senior da Nielsen.

No que diz respeito à compra online de produtos de mercearia embalada e frescos, a Nielsen registou aumentos de 3% e 2%, respetivamente, e as oportunidades de crescimento são evidentes. Este relatório revela que os consumidores estão mais disponíveis para a compra online de produtos de mercearia quando lhes são oferecidas determinadas opções de compra e garantias de qualidade. Questionados sobre quais as ações que os encorajariam a comprar este tipo de artigos através da internet, os portugueses demonstraram especial interesse na possibilidade de devolução caso os produtos não cumpram o pretendido (51%), na substituição de artigos no próprio dia (42%) e no serviço de entrega gratuita (42%).

Enquanto no passado o comércio eletrónico se focava essencialmente em produtos não perecíveis como viagens, moda e livros, temos assistido nos últimos tempos a um crescimento de compras online noutras categorias. Para Mafalda Silva Ferreira, “a oportunidade do e-commerce em Portugal existe e é real também para os Bens de Grande Consumo. O desafio para marcas e retalhistas é exatamente ir ao encontro das necessidades e missões de compra do shopper, desenvolvendo uma oferta específica para a compra online, com base na segurança, no sortido, na conveniência e na simplicidade”.

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 Sobre o estudo Connected Commerce Report 2018

O Nielsen Connected Commerce Report 2018 analisa o comportamento do consumidor global conectado, o seu comportamento de compra e a evolução das diferentes categorias, apontando perspetivas futuras de crescimento. Este relatório identifica ainda as categorias mais procuradas e com maiores crescimentos, assim como as expetativas dos consumidores no que se refere à sua experiência online. Os insights irão ajudar as empresas de Bens de Grande Consumo a formular estratégias para melhorar as experiências de compra dos consumidores no mundo digital. 

Sobre a Nielsen

A Nielsen Holdings plc (NYSE: NLSN) é uma empresa global de gestão de medição e análise de dados, que proporciona a mais completa e confiável visão sobre os mercados e os consumidores em todo o mundo. A Nielsen reúne os seus próprios dados com dados de outras fontes, de forma a ajudar os seus clientes em todo o mundo a compreender o que está a acontecer no presente e o que irá acontecer no futuro e qual a melhor forma de utilizar esse conhecimento. Há mais de 90 anos, a Nielsen oferece dados e análises inovadoras e com grande rigor científico, e continua a desenvolver continuadamente novas formas para dar resposta às mais importantes questões que as indústrias de media, publicidade, retalho e Bens de Grande Gonsumo enfrentam atualmente. A Nielsen, empresa cotada na Standard & Poors 500, está presente em mais de 100 países, representando mais de 90 por cento da população mundial. Para mais informações, visite www.nielsen.com.

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