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Investidores podem vir a contestar capitalização do Novo Banco

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O Banco de Portugal decidiu, na terça-feira, que o Novo Banco (NB) vai ser capitalizado com quase dois mil milhões de euros provenientes de títulos de dívida, suportados por grandes obrigacionistas, nomeadamente investidores qualificados como bancos ou fundos de investimento.

Em declarações à Lusa, Octávio Viana, responsável pela ATM, explicou que a dimensão do problema “ultrapassa os investidores qualificados”.

“A medida no nosso entender não tem suporte legal. É manifestamente ilegal porque viola princípios muito importantes: do tratamento igual dos detentores das mesmas categorias de valores mobiliários. Se há investidores com grande poder de litigância que vão ser afetados pela medida que é manifestamente ilegal é normal que eles vão litigar”, sublinhou Octávio Viana.

O responsável reiterou que, tratando-se de uma medida “manifestamente ilegal” e dado que “prejudica os investidores”, não admite que as pessoas não se possam defender.

“Nós estamos a tratar de forma diferenciada as pessoas, entidades, que detêm exatamente os mesmos direitos. Estamos a falar de uma categoria de valores mobiliários que são obrigações seniores, e não posso distinguir os direitos das mesmas apenas porque o seu titular é alguém com mais ou menos conhecimento do mercado. Isso viola ostensivamente o princípio do tratamento igual dos detentores de valores mobiliários”, explicou.

O Banco de Portugal decidiu na terça-feira retransmitir para o BES a responsabilidade pelas obrigações não subordinadas ou séniores por este emitidas e que foram destinadas a investidores institucionais, cujo montante é de 1.941 milhões de euros.

“Por força desta retransmissão, o Novo Banco deixou de ser o devedor responsável pelas referidas emissões de obrigações, as quais passam a integrar o balanço do BES”, refere a informação enviada à CMVM.

O esclarecimento do Banco de Portugal tornado público na terça-feira relativo a responsabilidades futuras do Novo Banco consta do comunicado divulgado no mesmo dia no qual o supervisor e regulador bancário anunciaram que foi decidido passar para o ‘banco mau’, BES, as obrigações não subordinadas destinadas a investidores institucionais (como fundos de investimento, públicos ou privados) que ficaram no Novo Banco. As emissões com obrigações seniores afetadas têm vencimento entre 2016 e 2024.

Com esta medida – que altera a que tinha sido tomada após a resolução do BES, quando o Banco de Portugal decidiu não imputar perdas aos credores seniores ao transmitir a dívida não subordinada do BES para o Novo Banco – o capital da instituição agora liderada por Stock da Cunha é reforçado em 1.985 milhões de euros, permitindo assim ao banco entrar em 2016 a cumprir as exigências regulamentares, e sem recorrer diretamente ao dinheiro dos contribuintes.

Obrigacionistas seniores chamados a capitalizar Novo Banco

O Novo Banco precisa de cerca de 1400 milhões de euros para cumprir os rácios de capital mínimo exigido pelo BCE. E, de acordo com a TSF, a solução passa por um “bail-in” – um resgate “dentro de portas”.

Na prática, os 1,4 mil milhões de euros vão resultar da transformação de dívida sénior (obrigações que pressupõem prioridade no pagamento em caso de incumprimento) em capital.

Segundo a estação de rádio, a solução está a ser desenhada em contra relógio e terá de estar pronta nas próximas horas, a tempo de passar pelo Conselho de Ministros desta quarta-feira.

Embora os detalhes ainda não estejam totalmente fechados, será feita uma “escolha seletiva” ou “rateio” das obrigações a transformar em capital. O Dinheiro Vivo contactou o gabinete do primeiro-ministro, mas não obteve resposta até ao momento.

No final do primeiro semestre, as obrigações e outros títulos colocados no Novo Banco ascendiam a mil milhões de euros.

Citando fonte próxima do executivo liderado por António Costa, a solução encontrada não atinge os emigrantes detentores de obrigações seniores. No entanto, os investidores que tinham ficado a salvo da resolução em agosto de 2014 são agora chamados a capitalizar o banco.

Procura-se solução para Novo Banco que poupe os contribuintes

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Depois da recente resolução do Banif, que vai buscar cerca de três milhões de euros ao bolso dos contribuintes, as autoridades procuram uma solução para o Novo Banco que não afete mais os contribuintes.

Segundo o Público, a capitalização do banco que resultou da cisão do BES é um dossier sensível que o Executivo tem em cima da mesa, ainda que seja liderado pelo Banco de Portugal.

O que as autoridades pretendem é que apresentar rapidamente vias que possibilitem a Stock da Cunha entrar em 2016 com os rácios dentro dos limites exigidos, colmatando as insuficiências da instituição que, segundo os analistas, podem rondar dois mil milhões de euros.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, já prometeu que os contribuintes não voltarão a ser chamados a pagar prejuízos dos bancos. Tendo em conta que o primeiro-ministro está também determinado em não abalar a confiança dos depositantes, não se espera uma solução radical.

O que o Banco Central Europeu (BCE) defende é seguir uma via que envolva os obrigacionistas seniores, que são credores do banco, tendo em conta que no BES se atingiram os obrigacionistas subordinados.

Em todo o caso, é pretensão do governador do Banco de Portugal retomar o processo de venda do Novo Banco no próximo ano.

Milhares de postos de trabalho em risco na banca mundial

Durante este ano, os 11 maiores bancos europeus e norte-americanos cortaram um total de mais de 10% dos seus postos de trabalho, diz o jornal.

A mais recente vaga de cortes aconteceu na semana passada, com o banco holandês Rabobank a suprimir nove mil postos de trabalho. Também na semana passada, o Morgan Stanley anunciou o corte de 1.200 postos de trabalho.

De acordo com fontes anónimas citadas pelo Financial Times, o BNP Paribas e o Barclays vão anunciar cortes nos postos de trabalho quando apresentarem as suas novas estratégias que preveem diminuir as despesas entre 10 a 20% nos seus bancos de investimento.

No Barclays, o presidente executivo, Jes Staley, vai anunciar os cortes nos postos de trabalho no dia 1 de março, quando for apresentada a nova estratégia para o banco britânico. Já o banco francês BNP Paribas vai anunciar novos cortes em fevereiro, revelam as mesmas fontes.

O Financial Times diz que o setor tem vindo a sofrer uma queda nas receitas devido a uma combinação de fatores, como regulamentações mais apertadas, taxas de juro baixas e pouca atividade dos clientes.

Na lista dos bancos que anunciaram mais cortes nos postos de trabalho durante 2015, o Novo Banco surge no 11º lugar. Segundo o Financial Times, o Novo Banco, que conta com um total de 7.700 trabalhadores, pretende eliminar mil postos de trabalho.

Nesta lista, o HSBC surge em primeiro lugar, com cortes anunciados na ordem dos 25 mil postos de trabalho. Seguem-se o StanChart, com um corte de 15 mil postos de trabalho, e o RBS, com 14 mil.

Novo Banco: Sindicatos esperam conhecer hoje impacto da reestruturação

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A reunião entre os dirigentes sindicais e o presidente do Novo Banco, Stock da Cunha, está marcada para as 10:00 na sede do Novo Banco, em Lisboa. O encontro esteve marcado para a passada quinta-feira, mas foi adiado, com o banqueiro a justificar o adiamento com “situações inesperadas”. Em setembro, depois de ter sido suspensa a venda do Novo Banco, o Banco de Portugal encarregou a administração da instituição financeira de delinear um plano de reestruturação. Apesar de ainda não ser conhecida publicamente, os sindicatos temem que essa reestruturação implique o encerramento de balcões e a redução substancial dos cerca de 7.000 trabalhadores do banco. Dinheiro Digital com Lusa.

BCE já recebeu plano de recapitalização do Novo Banco

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“Recebemos ontem [segunda-feira] o plano de recapitalização”, disse fonte oficial do Banco Central Europeu (BCE) à Lusa.

A 14 de novembro, a instituição liderada por Mario Draghi divulgou os resultados dos testes de resistência ao Novo Banco, tendo este passado no cenário base mas ‘chumbado’ no cenário mais adverso (que implica queda da economia e aumento do desemprego) ao apresentar um rácio de capital CET1 de 2,4%, abaixo do mínimo de 5,5%. Neste cenário, foi detetada uma insuficiência de capital de 1398 milhões de euros.

Perante isto, o banco tinha duas semanas para apresentar ao BCE um plano com medidas para reforçar os seus capitais, que terá agora de concretizar no prazo de nove meses, até ao verão do próximo ano.

Segundo o Jornal de Negócios de hoje, o plano contém medidas de reforço de capitais que deverão mesmo ir além dos 1.400 milhões de euros exigidos pelo supervisor bancário.

Cortes no Novo Banco chegam já em dezembro

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Com o plano de reequilíbrio financeiro fechado, o Novo banco está a acertar os últimos pormenores da reestruturação exigida pelo Banco de Portugal. A garantia é dada pelo Diário Económico, que cita fontes próximas do processo para dar conta da preparação dos detalhes finais do plano de cortes.

A estratégia definitiva deverá estar pronta até 15 de dezembro, data em que o documento será entregue à Direção Geral da Concorrência da União Europeia. O calendário definido permite ao Novo Banco impor cortes na estrutura, salários e quadro de pessoal de acordo com as novas regras europeias, que entram em vigor no início o próximo ano.

O ajustamento na estrutura do Novo Banco tornou-se uma necessidade após o falhanço do primeiro processo de privatização, no qual o Baco de Portugal não conseguiu chegar a acordo com a Fosun, Anbang ou Apollo Global Management.

Para além da obrigação de reestruturar o grupo, a administração de Stock da Cunha tem também de cobrir as necessidades de capital identificadas pelos testes de esforço do Banco Central Europeu divulgados já este mês. O regulador da zona euro vai forçar o Novo Banco a compensar um ‘buraco’ de 1,4 mil milhões de euros, recorrendo a uma estratégia de recapitalização que será entregue hoje ao BCE e Banco de Portugal, depois de já ter sido aprovado pelo novo Ministro das Finanças, Mário Centeno.

Novo Banco pode receber mais uma ajuda do Fundo de Resolução

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Afinal, o investimento do Fundo de Resolução no Novo Banco poderá ainda não ter chegado ao fim. De acordo com o Jornal de Negócios, o Banco de Portugal está a considerar a venda da seguradora GNB Vida ao instrumento de apoio à banca, como forma de acelerar o reequilíbrio financeiro exigido pelo Banco Central Europeu.

O regulador financeiro da zona euro identificou falhas de 1.400 milhões de euros nos níveis de capital do ‘banco bom’ do antigo BES e por isso mesmo, é necessário repor o equilíbrio. Além da reestruturação, a liderança de Stock da Cunha quer vender vários ativos não-essenciais e em primeiro lugar da lista surge a GNB Vida, considerada uma das empresas mais valiosas do grupo Novo Banco.

Devido à provável demora de um processo de venda aos privados, o Fundo de Resolução é visto como possível comprador pelo Banco de Portugal.

O balanço do instrumento é, no entanto, o principal problema: a ajuda ao Novo banco deixou o Fundo com menos do que os 400 milhões de euros em que a seguradora está avaliada, mesmo tendo em conta as contribuições da banca durante o último ano.

De acordo com o Jornal de Negócios, existe ainda o risco de a nova ajuda custar dinheiro ao Estado, como se verificou no resgate prestado após a queda do Banco Espírito Santo e respetiva transformação no Novo Banco.

Novo Banco é instituição financeira em que os portugueses menos confiam

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A confiança dos portugueses no Novo Banco é a mais baixa em todo o sistema financeiro. De acordo com um estudo da Multidados enviado à redação do Notícias ao Minuto, o ‘banco bom’ do antigo BES ainda não convence a maior parte dos clientes, sendo identificado por 57,2% dos inquiridos como instituição menos confiável.

Finantia e Caixa Galícia surgem logo a seguir na lista de bancos com menos confiança dos portugueses. Pela positiva, destaca-se a Caixa Geral de Depósitos, banco visto como o mais fidedigno do sistema financeiro português, logo seguida do Santander Totta e Montepio.

O banco público é mesmo a grande ‘estrela’ do estudo, sendo escolhido como o banco que mais portugueses conhecem e a quem confiariam as poupanças, com o Millenium BCP a surgir tambémno pódio em ambas as categorias.

Quanto aos culpados pelos problemas no setor financeiro, 41,6% dos inquiridos identifica os gestores dos bancos como culpados, mas os políticos, a crise internacional e o Banco de Portugal também não escapam às críticas.

Dispensas no Novo Banco podem atingir mais de mil trabalhadores

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O Banco de Portugal já tinha avisado que o Novo Banco seria alvo de fortes cortes, mas só agora começam a ser conhecidos os pormenores do plano da administração de Eduardo Stock da Cunha. Os principais afetados deverão ser os trabalhadores, que segundo informações avançadas hoje pelo Jornal de Negócios, vão receber más notícias em breve.
No total, o banco de transição do antigo BES tem como objetivo manter menos de 6.000 trabalhadores em Portugal, estando a porta igualmente aberta para dispensas fora do território português. De acordo com as contas divulgadas em junho, o Novo Banco tem 6.715 trabalhadores em Portugal e 7.527 em todo o mundo.
O Negócios garante que cerca de mil trabalhadores poderão ser dispensados, de forma a reduzir os custos fixos do Novo Banco e restabelecer o equilíbrio financeiro, que recebeu nota negativa do BCE. Os testes de esforço do regulador europeu identificaram um ‘buraco’ de 1.400 milhões de euros no banco que juntou os ativos bons do antigo BES, obrigando o Banco de Portugal e a administração do Novo Banco a reequilibrarem os níveis de capital.
A instituição já começou a vender alguns ativos não-essenciais, mas a dispensa de funcionários será mesmo inevitável. O plano que será enviado para aprovação de Bruxelas irá também incluir o encerramento de balcões, excluindo no entanto os cortes salariais temporários.

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