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Novo Banco. Vender já é o único caminho para se evitar o desastre total

A opinião dos economistas ouvidos pelo i é unânime. No entanto, reconhecem que as atuais condições poderão não ser as mais favoráveis para a venda, e há ainda que contar com a instabilidade política. “Cada dia que passa é pior para o vendedor porque fica mais enfraquecido. O vendedor está cada vez mais enfraquecido e com menor margem de manobra para negociar”, garante Filipe Garcia, economista da IMF.

Assim que foram conhecidos os resultados do teste de stresse e a necessidade do reforço de capital – ainda assim aquém do que vinha a ser previsto pelos analistas, que apontava para necessidades de financiamento entre 1500 e 2 mil milhões de euros –, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, prometeu iniciar de imediato a nova etapa do processo de venda. De acordo com um comunicado do Banco de Portugal, esta falha de capital será ultrapassada via implementação do plano estratégico, que já está em marcha e deverá ser apresentado nas próximas semanas, mas também através do processo de venda da participação detida pelo Fundo de Resolução no Novo Banco a um investidor privado. Ou seja, o esforço de capitalização passará também para o comprador, o que terá impacto no preço de venda.
Apesar desta garantia, Filipe Garcia lembra que o banco já devia ter sido vendido em Agosto. “Ficaram com um problema por resolver e agora podem não existir tantos interessados porque a estabilidade política também não é grande”, revela o economista, que chama ainda a atenção para a possibilidade de as condições que estão neste momento em cima da mesa serem alteradas, o que afasta o interesse de potenciais compradores. “Ainda corremos o risco de acontecer o que aconteceu com a TAP. É natural que os investidores estrangeiros olhem para o Novo Banco com menos interesse que em Julho”, salienta.

A ideia é partilhada pelo gestor da XTB  Pedro Ricardo Santos. “Se antes da divulgação dos testes de stresse pelo regulador europeu já existia urgência na venda, o chumbo no cenário mais adverso fundamenta uma alienação rápida da instituição que resultou da divisão do antigo BES”, acrescentando ainda que, dadas as atuais condicionantes, a venda do banco é a melhor solução. “Adiar a venda apenas vai revelar mais debilidades da instituição, empurrando o negócio para uma venda muito abaixo do valor injetado pelo Fundo de Resolução” salienta.
No entanto, também o analista admite que a atual crise interna acabe por arrefecer os hipotéticos interessados. “A possibilidade de um governo com o apoio da esquerda parlamentar leva a que muitos projetos fiquem guardados na gaveta”, refere Pedro Ricardo Santos. E no pior dos cenários admite que o negócio possa vir a ser anulado no caso de as propostas de compra serem muito baixas. No entanto, o analista acredita que estas exigências vão obrigar a um esforço financeiro de todos os bancos acionistas do fundo e, no caso concreto, da Caixa Geral de Depósitos, com reflexos indiretos na carteira dos contribuintes.

Reestruturação em cima da mesa A instituição financeira liderada por Stock da Cunha prepara-se para entregar no início de Dezembro um plano de reestruturação com soluções para colmatar as necessidades de capital, que terá de ser cumprido nos próximos nove meses (teria seis meses se tivesse falhado os exames mais suaves).
Já este ano, o Novo Banco recebeu uma injeção de 379 milhões de euros da venda do BESI ao grupo chinês Haitong, mas as alienações não ficam por aqui e já tinha anunciado a venda da seguradora GNB-Seguros de Vida (ex-BES Vida) por cerca de 400 milhões de euros.

A venda da seguradora é considerada “imperativa” por Pedro Ricardo Santos, uma vez que, no seu entender, “só assim é possível minimizar o impacto negativo da descapitalização”, e acredita que é um ativo que é fácil de vender. “Penso que o ramo vida do antigo BES será um negócio aliciante para os principais players mundiais. Basta tomar como exemplo a venda das seguradoras Tranquilidade e Fidelidade, que juntas ultrapassaram os 1200 milhões de euros. Apesar de o atual processo de ajustamento da economia chinesa condicionar o investimento no estrangeiro, não será estranho que as propostas venham exatamente deste país”, salienta o gestor ao i.

Também Filipe Garcia vê com naturalidade a venda da seguradora, lembrando que é o caminho que tem sido seguido por grandes grupos internacionais e representa uma dinâmica comum dos mercados. Mas admite que, perante as soluções que têm vindo a ser apresentadas, “não se percebe o caminho que se pretende seguir”.

A venda urgente do Novo Banco é imperativa depois de a instituição financeira liderada por Stock da Cunha ter chumbado nos testes de stresse do Banco Central Europeu (BCE) e de necessitar de um reforço do capital de 1398 milhões de euros. A opinião dos economistas ouvidos pelo i é unânime. No entanto, reconhecem que as atuais condições poderão não ser as mais favoráveis para a venda, e há ainda que contar com a instabilidade política. “Cada dia que passa é pior para o vendedor porque fica mais enfraquecido. O vendedor está cada vez mais enfraquecido e com menor margem de manobra para negociar”, garante Filipe Garcia, economista da IMF.
Assim que foram conhecidos os resultados do teste de stresse e a necessidade do reforço de capital – ainda assim aquém do que vinha a ser previsto pelos analistas, que apontava para necessidades de financiamento entre 1500 e 2 mil milhões de euros –, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, prometeu iniciar de imediato a nova etapa do processo de venda. De acordo com um comunicado do Banco de Portugal, esta falha de capital será ultrapassada via implementação do plano estratégico, que já está em marcha e deverá ser apresentado nas próximas semanas, mas também através do processo de venda da participação detida pelo Fundo de Resolução no Novo Banco a um investidor privado. Ou seja, o esforço de capitalização passará também para o comprador, o que terá impacto no preço de venda.
Apesar desta garantia, Filipe Garcia lembra que o banco já devia ter sido vendido em Agosto. “Ficaram com um problema por resolver e agora podem não existir tantos interessados porque a estabilidade política também não é grande”, revela o economista, que chama ainda a atenção para a possibilidade de as condições que estão neste momento em cima da mesa serem alteradas, o que afasta o interesse de potenciais compradores. “Ainda corremos o risco de acontecer o que aconteceu com a TAP. É natural que os investidores estrangeiros olhem para o Novo Banco com menos interesse que em Julho”, salienta.
A ideia é partilhada pelo gestor da XTB  Pedro Ricardo Santos. “Se antes da divulgação dos testes de stresse pelo regulador europeu já existia urgência na venda, o chumbo no cenário mais adverso fundamenta uma alienação rápida da instituição que resultou da divisão do antigo BES”, acrescentando ainda que, dadas as atuais condicionantes, a venda do banco é a melhor solução. “Adiar a venda apenas vai revelar mais debilidades da instituição, empurrando o negócio para uma venda muito abaixo do valor injetado pelo Fundo de Resolução” salienta.
No entanto, também o analista admite que a atual crise interna acabe por arrefecer os hipotéticos interessados. “A possibilidade de um governo com o apoio da esquerda parlamentar leva a que muitos projetos fiquem guardados na gaveta”, refere Pedro Ricardo Santos. E no pior dos cenários admite que o negócio possa vir a ser anulado no caso de as propostas de compra serem muito baixas. No entanto, o analista acredita que estas exigências vão obrigar a um esforço financeiro de todos os bancos acionistas do fundo e, no caso concreto, da Caixa Geral de Depósitos, com reflexos indiretos na carteira dos contribuintes.

Reestruturação em cima da mesa A instituição financeira liderada por Stock da Cunha prepara-se para entregar no início de Dezembro um plano de reestruturação com soluções para colmatar as necessidades de capital, que terá de ser cumprido nos próximos nove meses (teria seis meses se tivesse falhado os exames mais suaves).
Já este ano, o Novo Banco recebeu uma injeção de 379 milhões de euros da venda do BESI ao grupo chinês Haitong, mas as alienações não ficam por aqui e já tinha anunciado a venda da seguradora GNB-Seguros de Vida (ex-BES Vida) por cerca de 400 milhões de euros.
A venda da seguradora é considerada “imperativa” por Pedro Ricardo Santos, uma vez que, no seu entender, “só assim é possível minimizar o impacto negativo da descapitalização”, e acredita que é um ativo que é fácil de vender. “Penso que o ramo vida do antigo BES será um negócio aliciante para os principais players mundiais. Basta tomar como exemplo a venda das seguradoras Tranquilidade e Fidelidade, que juntas ultrapassaram os 1200 milhões de euros. Apesar de o atual processo de ajustamento da economia chinesa condicionar o investimento no estrangeiro, não será estranho que as propostas venham exatamente deste país”, salienta o gestor ao i.
Também Filipe Garcia vê com naturalidade a venda da seguradora, lembrando que é o caminho que tem sido seguido por grandes grupos internacionais e representa uma dinâmica comum dos mercados. Mas admite que, perante as soluções que têm vindo a ser apresentadas, “não se percebe o caminho que se pretende seguir”.

Corte de rating A Moody’s já ameaçou cortar a classificação de risco da dívida do Novo Banco. A decisão é atribuída diretamente às necessidades de capital de 1,4 mil milhões de euros. A agência de notação diz que não acredita que a reestruturação anunciada pelo banco seja suficiente para preencher o capital necessário para que os rácios mínimos sejam cumpridos.

Já a Standard and Poor’s considera que o atraso da venda do Novo Banco está a “comprometer a maior parte dos ativos do antigo BES”, o que “pode ter impacto” no sistema bancário português.

A Moody’s já ameaçou cortar a classificação de risco da dívida do Novo Banco. A decisão é atribuída diretamente às necessidades de capital de 1,4 mil milhões de euros. A agência de notação diz que não acredita que a reestruturação anunciada pelo banco seja suficiente para preencher o capital necessário para que os rácios mínimos sejam cumpridos.

Já a Standard and Poor’s considera que o atraso da venda do Novo Banco está a “comprometer a maior parte dos ativos do antigo BES”, o que “pode ter impacto” no sistema bancário português.

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