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Helena Almeida: Uma obra em movimento sempre acompanhada pelo marido

© Impala

Quando, em 2013, realizou uma das maiores exposições sobre a sua obra, no espaço BES Arte & Finança, em Lisboa, Helena Almeida falou sobre o seu processo de trabalho, em conjunto com o marido.

Com obras que recuavam até 1977, e um conjunto de inéditos em Portugal, a exposição revelava, por exemplo, “Andar, abraçar”, um vídeo inédito, de 2010, de 19 minutos, no qual a artista aparece com o marido, o arquiteto e escultor Artur Rosa, e liga uma das pernas de cada um com um fino cabo elétrico.

Com esta ligação, agarrados pelas pernas, percorrem o ateliê da artista, até o chão negro ficar riscado de branco.

Questionada pela Lusa, na altura, sobre o papel do marido, Artur Rosa, ao longo da sua obra, já que ele fotografou todo o seu trabalho, e foi a única pessoa, além da artista, a participar nas composições, Helena Almeida comentou: “Eu iria estranhar se fosse outra pessoa”.

“Eu estranharia se fosse alguém com quem não tivesse intimidade. Para mim não é importante que seja um grande fotógrafo. Interessa-me que fotografe aquilo que eu quero. É o fundamental”, salientou.

“O Artur percebia bem o que eu queria, e estava sempre disponível. Quando éramos novos ele tinha muito trabalho de arquitetura, mas mesmo assim vinha para o ateliê e trabalhávamos”, recordou ainda Helena Almeida.

Artur Rosa, por seu turno, também presente na visita à exposição, disse à Lusa que nunca teve de fazer nada mais do que aquilo que Helena pedia: “Eu fui sempre conduzido”, resumiu.

Uma das principais características do trabalho de Helena Almeida reside no facto de a artista aparecer sempre nas imagens, vestida de preto, por vezes com objetos ou móveis que fazem parte do seu estúdio.

“Foi o Delfim [Sardo, curador da exposição] que descobriu que eu fazia muito isto do andar e abraçar na minha obra. O meu trabalho pode ser abordado de muitas maneiras. Ele abordou desta maneira, que é interessante”, disse a artista à agência Lusa.

Delfim Sardo, curador da mostra, apontou que andar e abraçar são “gestos que pertencem a um léxico humano primeiro”, são “fundadores da Humanidade”.

Já este ano, em janeiro, quando a artista ficou em destaque, com a exibição fotografia e desenho, na Tate Modern, em Londres, Helena Almeida disse à Lusa ter ficado “radiante” com a exposição de obras suas naquele museu, durante todo este ano.

A criadora de “Tela Habitada” e da série “Desenho (com pigmento)”, que pertencem à coleção da Tate Modern, disse ter ficado muito satisfeita, porque o museu “recebe milhares de visitantes”.

A exposição encontra-se patente no espaço In the Studio, da Tate Modern, que apresenta ciclicamente núcleos dedicados a vários artistas, para dar aos visitantes uma experiência do processo criativo.

Na mesma sala estão obras dos artistas Mark Rothko, Bridget Riley e Gerhard Richter, a quem Helena Almeida teceu elogios: “São artistas ótimos, e é muito bom ter o meu trabalho ao lado deles”.

A Tate Modern possui no seu acervo cerca de 40 obras de Helena Almeida, que já foi anteriormente alvo de exibição no museu.

“Recebemos a comunicação do museu e não estava nada à espera”, comentou ainda a artista, nascida em Lisboa, que representou Portugal na Bienal de Veneza em 1982 e em 2005, e recebeu os prémios PhotoEspaña, em 2003, e BESphoto, em 2005.

Helena Almeida, nascida em Lisboa, é uma das artistas portuguesas com maior projeção internacional, representada em diversas coleções estrangeiras, e a sua prática artística abrange a fotografia, o vídeo e o desenho, evoluindo a partir de uma interrogação permanente da linguagem da pintura.

O seu trabalho encontra-se representado em coleções como The Museum of Modern Art (MoMA), em Nova Iorque, Tate Modern, em Londres, no Museu Nacional de Arte Reina Sofía, em Madrid, e nas coleções Gulbenkian, Berardo e Serralves.

A exposição “Do Tirar Pelo Natural – Inquérito ao Retrato Português”, patente no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, abre exatamente com uma obra de Helena Almeida, disposta a toda a largura do átrio de acesso, com a sombra da artista em movimento constante: “Ouve-me”.

LUSA

Morreu fadista Celeste Rodrigues com 95 anos

© Global Imagens

“É com um enorme peso no coração, que vos dou a notícia da partida da minha Celestinha, da nossa Celeste. Hoje deixou uma vida plena do que quis e sonhou, amou muito e foi amada, mas acima de tudo, foi a pedra basilar da nossa família, da minha mãe, da minha tia, dos meus irmãos, sobrinhos e filhos, somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi”, escreveu Diogo Varela Silva na rede social Facebook, remetendo para mais tarde informações adicionais.

Nascida no Fundão, em 14 de março de 1923, a irmã de Amália Rodrigues iniciou a carreira há 73 anos, ao aceitar o convite feito pelo empresário José Miguel (1908-1972), detentor de vários teatros e casas de fado, entre os quais o Café Casablanca. Do seu repertório constam, entre outros temas, ‘A Lenda das Algas’ e o ‘Fado das Queixas’.

[Notícia em atualização]

LUSA

Morreu António Arnaut, “pai” do Serviço Nacional de Saúde

©DR

António Arnaut, advogado, nasceu na Cumeeira, Penela, distrito de Coimbra, em 28 de janeiro de 1936, e estava internado nos hospitais da Universidade de Coimbra.

Entretanto, o secretário-geral do PS, António Costa, decretou hoje luto partidário, com a bandeira socialista a meia haste em todas as sedes de país.

“O PS está de luto com o falecimento de António Arnaut, nosso presidente honorário. Fundador do PS, militante dedicado, honrou-nos como deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República e como governante”, referiu ainda António Costa, aqui numa primeira alusão às funções que este destacado advogado de Penela desempenhou como ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional liderado por Mário Soares.

De acordo com António Costa, “para sempre” o nome de António Arnaut “será indissociável da conceção e criação do Serviço Nacional de Saúde, grande conquista do Portugal de Abril”.

“Para a eternidade todos o recordaremos justamente como o pai do SNS. À sua esposa, filhos e netos envio um abraço fraterno”, acrescentou o líder socialista na sua nota.

Presidente honorário do PS desde 2016, António Arnaut foi ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional, Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano e foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem da Liberdade e com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

Poeta e escritor, António Arnaut envolveu-se desde jovem na oposição ao Estado Novo e participou na comissão distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Humberto Delgado.

Recorde a entrevista que António Arnaut concedeu ao Notícias ao Minuto em setembro do ano passado.

LUSA

Chris Cornell morre aos 52 anos

Chris Cornell, vocalista de bandas como os Audioslave ou Soundgarden, morreu durante a noite de ontem, quarta-feira. Tinha 52 anos.

Numa declaração à Associated Press, o agente de Cornell, Brian Bumbery, adiantou que a morte de Cornell foi “repentina e inesperada”, disse que a mulher e família do músico estavam ainda em choque.

Na declaração, Bumbery acrescenta que a família trabalhará em conjunto com a equipa de médica de investigação para determinar a causa da morte e pede privacidade.

Doze anos depois do último concerto, os Audioslave tinham voltado a juntar-se em janeiro e atuaram numa noite de protesto contra a tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os Audioslave, que integram músicos dos Rage Against The Machine e dos Soundgarden, atuaram no Teragram Ballroom, em Los Angeles, numa noite programada pelos Prophets of Rage e intitulada “Power to the people”.

A banda formou-se em 2002 depois, do ex-vocalista dos Soundgarden Chris Cornell se ter juntado aos membros dos Rage Against the Machine Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk.

‘Nico’, uma figura incontornável do teatro, cinema e televisão

Nicolau Breyner

Nicolau Breyner morreu ontem, aos 75 anos, vítima de ataque cardíaco durante a noite. Dando pela sua falta na Nicolau Breyner Academia, encontraram-no já sem vida na sua residência, em Lisboa.

Depois do choque com a notícia foram vários os amigos, colegas, personalidades da política às artes, que quiseram prestar uma homenagem “ao amigo Nico”.

“A missão do ator é simplesmente emocionar as pessoas. Levá-las ao riso ou às lágrimas. Fazer com que nos odeiem ou nos amem. Enfim…. É fazê-las sonhar. Quando isso acontece, a vossa missão está cumprida”. A frase, de Nicolau Breyner, inscrita no site da escola de atores NBAcademia, que fundou, possivelmente sintetiza o trabalho de uma vida ligada à representação, ainda que com um desvio pela política.

O alentejano que ficará na história da cultura portuguesa
Nascido em Serpa, em 1940, onde viveu parte da infância, Nicolau Breyner viveu e estudou em Lisboa – canto e teatro no conservatório — e fez os primeiros trabalhos como ator nos anos 1960. Estreou-se como ator na peça ‘Leonor Telles’, de António Lopes Ribeiro, no Teatro da Trindade, e a estreia na televisão deu-se com ‘Cruzeiro de Férias’, ao lado de António Silva.

Mas foi a partir dos anos 1970 que passou a ser mais conhecido, sobretudo por causa de programas televisivos de ficção e entretenimento. Naquela década, criou o programa ‘Nicolau no País das Maravilhas’, no qual protagonizou, com um então estreante Herman José, a rábula ‘Senhor Feliz e Senhor Contente’.

Figura facilmente reconhecível pelo público português, Nicolau Breyner foi também um dos motores da produção de ficção televisiva a partir dos anos 1980, quando se estreou a primeira telenovela nacional, ‘Vila Faia’, na qual foi ator, produtor e coautor do guião.

Foi fundador da NPB Produções e tem o nome ligado a dezenas de produções de ficção, entre novelas, programas de humor e entretenimento, como ‘Gente fina é outra coisa’, ‘Origens’, ‘Os homens da segurança’, ‘Ferreirinha’, ‘Nico d’Obra’ e ‘Eu show Nico’. Atualmente participava na telenovela ‘A Impostora’, da TVI.

A marcar que também deixará na ‘sétima arte’
No cinema participou, por exemplo, em ‘O Barão de Altamira’ (1986), ‘Jaime’ (1999), ‘Os imortais’ (2003), ‘A Bela e o Paparazzo’ (2009) e ‘Os gatos não têm vertigens’ (2014) e assumiu o papel de realizador, entre outros, em ‘Contrato’ e ‘Sete pecados rurais’.

Henrique Campos, Joaquim Leitão, António-Pedro Vasconcelos, Luís Galvão Telles, António da Cunha Telles, Leonel Vieira, Jorge Paixão da Costa e Fernando Lopes foram alguns dos realizadores com quem trabalhou.

Distinguido em 2005 com a Ordem de Mérito, Nicolau Breyner desejava ver no Alentejo a criação de uma estrutura profissional de captação de produções de cinema para a região, que nunca foi completamente concretizada. Em 2010, quando celebrou 50 anos de carreira, protagonizou o espectáculo ‘The Opera Show’.

O artista que chegou a vereador
Apesar do tempo passado em Lisboa, Nicolau Breyner nunca esqueceu o Alentejo e cumpriu funções políticas na região. Nos anos 1990, candidatou-se à autarquia de Serpa, pelo CDS-PP, e assumiu funções como vereador.

Na década seguinte chegou a ser militante do PSD e, mais recentemente, integrou a candidatura de Nuno da Câmara Pereira pelo SIM – Movimento Independentes por Sintra à presidência da câmara.

Num país envelhecido como o Japão, a morte é um bom negócio

“Quero promover os nossos produtos porque todos os anos morrem quase 1,2 milhões de pessoas, mas ainda vendemos apenas 60 mil [tapetes]”, explica Koichi Fujita, representante de uma empresa que comercializa almofadas e tapetes tatami para caixões. Os números em que baseia o seu argumento já estão desatualizados: no ano passado, o Japão despediu-se de 1,3 milhões de cidadãos, e deu as boas vindas a apenas um milhão de bebés.

A empresa de Fujita era uma das muitas expositoras da feira Endex, um evento inteiramente dedicado ao planeamento para o fim da vida, que tomou conta de um dos maiores centros de exposições de Tóquio.

“Os japoneses passam toda a vida em cima de tapetes tatami”, diz Fujita, referindo-se ao tradicional revestimento de palha que se encontra em quase todos os quartos no país. “E há um ditado popular que diz que as pessoas querem morrer sobre um tapete tatami, ou seja, que querem morrer em casa. Uma vez que tantas pessoas acabam por morrer no hospital, esta é uma oportunidade de terem o seu tatami no caixão, para a despedida”, esclarece.

O Japão tem a população mais envelhecida do mundo. Mais de um quarto da população tem 65 anos ou mais, e as estimativas do Ministério da Saúde prevêem que em 2060, serão 40%.

O consumidor idoso

Não admira, por isso, que grande parte da vida quotidiana no Japão esteja virada para os seniores. Entra-se numa loja de conveniência e encontram-se prateleiras repletas de fraldas para adulto e copos com palhinha – para os velhinhos. Nos balcões das agências bancárias e das estações de correios há óculos graduados para ajudar os clientes que estão a perder a visão, e nas passadeiras há botões para aqueles que precisam de mais tempo para atravessar a rua.

A Panasonic tem uma linha de eletrodomésticos – panelas para cozinhar arroz, micro-ondas, máquinas de lavar – mais fáceis de usar, lançada para o público mais idoso. Nas secções de congelados, há refeições prontas a comer com porções apropriadamente mais reduzidas para a terceira idade.

Assim, o negócio da morte apresenta-se como uma clara oportunidade. Os japoneses até têm uma palavra para a descrever: Shukatsu, que quer dizer preparar-se para morrer. É um jogo de palavras que remete para a expressão de procurar emprego.

“Segundo as projeções do Governo, em 2038 vamos ter 1,68 milhões de pessoas a morrer”, afirma Midori Kotani, cientista social no Instituto de Investigação Dai-Ichi Life, que está integrado numa companhia de seguros. “Como há muito mais pessoas a morrer do que a nascer, é aí que residem as oportunidades de negócio”, justifica.

Na primeira edição da Endex (Life Ending Industry Expo), mais de 200 empresas competiam por uma fatia maior da indústria funerária, que segundo o comité organizador da feira está avaliado nuns impressionantes 41 mil milhões de dólares.

Ali estavam os previsíveis caixões, lápides e os últimos modelos de carros funerários. Mas também monges budistas que lembravam que as pessoas não andam a cumprir os ritos anuais, ou empresas de café que esperavam vender os seus produtos como “lembranças” a distribuir pelos participantes num funeral, cumprindo assim a tradição local.

Também havia um crematório móvel para animais de estimação: uma empresa que se dispõe a estacionar a carrinha apetrechada com o forno à porta de casa, e a transformar o Bobby ou o Tareco em cinzas. Um cão até cinco quilos custa cerca de 300 dólares e demora uma hora a cremar. Já a cremação de um hamster é consideravelmente mais barata, e menos demorada.

O espaço é o limite

As novidades estendiam-se também aos produtos destinados a seres humanos.

“Muitas pessoas alimentaram durante anos o sonho de ir ao espaço”, diz Hirohisa Deguchi da Galaxy Stage, uma empresa especializada em enviar pequenos contentores de cinzas metálicos para o espaço (e, por coincidência, o seu apelido significa “saída”). “Pomos as cinzas nesta cápsula e lançamo-las num foguetão”, exemplifica.

Cinco pessoas tiveram os seus restos lançados para o espaço, e há outras cinco com descolagem marcada para o próximo mês.

O “memorial espacial” mais barato – o procedimento consiste em lançar as cinzas numa cápsula para o espaço, que depois se desfaz ao reentrar na atmosfera terrestre – custa cerca de 3700 dólares. Outra alternativa, orçada em oito mil dólares, pode ser entrar em órbita num satélite, que a família pode seguir, através de um GPS, durante pelo menos 240 anos. A opção de luxo, que consiste em depositar uma cápsula com as cinzas na lua, custa uns astronómicos 21 mil dólares.

Para quem preferir ficar por terra firme, a empresa Heart in Diamond oferece a possibilidade de converter o cabelo ou as cinzas numa pedra preciosa. Com preços que podem variar entre os 3000 e os 20 mil dólares, a companhia disponibiliza uma vasta gama de diamantes coloridos, incluindo laranja, azul ou verde, em diferentes tamanhos e quilates.

A maioria dos clientes são mulheres que desejam manter as suas mães por perto, informa Naoto Kikuchi, o diretor da empresa, assoberbado com o movimento no seu stand de exposição. Há uma razão especial para que este tipo de “joalharia lutuosa” seja tão apelativo para as mulheres japonesas: “Quando as mulheres são casadas, são enterradas junto da família do marido e não da sua. Estas joias são uma maneira de ficar sempre perto da família de nascimento”, explica.

Fazer gastar mais

Mas há ainda outra razão por trás desta necessidade de inovação no negócio do shukatsu: apesar de o número de óbitos estar a aumentar, o montante que as pessoas estão dispostas a gastar em funerais e outras cerimónias mortuárias está em declínio. Isso quer dizer que, do ponto de vista da indústria, o crescimento estagnou, nota Kotani, do Instituto Dai-ichi.

“Numa cidade como Tóquio, cerca de 30% das pessoas que morrem não têm funeral, vão diretas para a cremação. E o dinheiro que é gasto em cada funeral tem vindo a diminuir”, diz Kotani, acrescentando que a tendência para a moderação e frugalidade se explica pelo facto de muitos idosos não quererem tornar-se um fator de stress ou um fardo económico para as suas famílias.

“E é por isso que os empresários do setor têm de encontrar maneiras de maximizar os montantes gastos por cada morte, e que tenham aparecido serviços a oferecer o envio de mensagens em vídeo deixadas pelos mortos ou o lançamento de cinzas no espaço”, prossegue Kotani.

Entre as 22 mil pessoas que pagaram entrada para a exposição em Tóquio estava Mariko Saiko, uma viúva de 68 anos. “Ouvi falar disto na televisão”, contou, enquanto avaliava diferentes modelos de urnas budistas. “Eu não quero ser enterrada no mesmo túmulo que o meu marido, porque nunca me dei bem com a família dele”, admite, entre risos. “Por isso, quero saber o que se pode fazer e pensar no que eu posso pagar, para depois comunicar os meus planos à minha filha, quando ela me vier ver no Ano Novo”, diz.

Do ponto de vista do negócio, o incentivo para agradar a potenciais clientes como Saito é a inovação: é preciso descobrir novas formas de fazer dinheiro com a morte. Até porque, como remata Kotani, “as pessoas só morrem uma vez”.

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