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Bispos renunciam aos 75 anos obrigatoriamente, diz Papa

Segundo a carta apostólica do papa, quando um bispo titular completar 75 anos deve apresentar carta de renúncia, sendo que esta não perderá a validade se não for respondida em três meses, devendo antes aguardar resposta do pontífice.

Os 75 anos é a idade determinada pelo Código de Direito Canónico para que bispos, responsáveis da Cúria Romana ou representantes diplomáticos da Santa Sé, por exemplo, apresentem ao papa o seu pedido de resignação.

A carta apostólica, datada de 12 de fevereiro e publicada hoje, contém as recomendações do Conselho dos Cardeais que auxiliam o papa na reforma da Cúria Romana.

O papa explica que, quando os prelados, bispos e titulares de cargos pastorais especiais chegarem aos 75 anos “são convidados a submeter a renúncia de seus deveres pastorais”.

A renúncia deve ser avaliada pelo papa de acordo com as circunstâncias concretas, devendo os prelados continuar nas suas posições até o pontífice aprovar a demissão ou a extensão dos cargos.

No documento, Francisco pede aos bispos que se preparem para deixar os seus cargos em oração, pensando em novos projetos de vida marcados “por austeridade, humildade, oração, tempo dedicado à leitura ou disponibilidade de serviços pastorais”.

Também explica que as possíveis extensões após o cumprimento dos 75 anos não devem ser consideradas como “um privilégio, um triunfo pessoal ou um favor”, mas sim uma decisão por “razões ligadas ao bem comum eclesial”.

Reclusas pedem ao papa para interceder pela redução de penas às mães

O pedido foi feito durante uma visita que o pontífice realizou, com a Presidente do Chile, Michelle Bachelet, a esta prisão, construída no município de São Joaquim, com capacidade para 1.080 reclusas, mas que alberga mais de 1.200 mulheres.

Francisco encontra-se no Chile para uma visita de três dias.

Jeannette Zurita, que falou em nome das prisioneiras, entregou ao papa uma petição “para que interceda junto do sistema judicial no sentido de mudar as penas das mulheres que são mães de menores de idade”.

A porta-voz exprimiu o desejo de que estas mulheres “possam pagar a sua dívida para com a sociedade sem prejudicar os seus filhos, evitando que sejam, também eles, futuros condenados”.

“Este é um lugar muito ingrato (…) sofre-se, e a dor é ainda mais forte, não por estarmos presas, mas por estarmos longe dos nossos filhos”, lamentou a condenada a 15 anos por tráfico de droga.

De acordo com a reclusa, as crianças mais afortunadas são as que ficam com os avós, mas muitos são abandonados à sua sorte, ou entram no Sename (Serviço Nacional de Menores).

“Todos sabemos o que se passa dentro desses centros de menores”, queixou-se, aludindo às 1.313 mortes de crianças ocorridas entre 2005 e 2016, em centros dependentes ou colaboradores deste organismo.

Agradeceu ainda a visita do papa ao Chile e às “pessoas mais esquecidas do país”, que representam “cerca de 50.000 homens e mulheres pobres e vulneráveis, privados de liberdade”.

O papa aterrou na noite de segunda-feira na capital chilena para a primeira visita a esta nação com 17 milhões de habitantes, desde que assumiu o papado, em 2013.

LUSA

Vaticano pede suspensão de Assembleia Constituinte da Venezuela por “hipotecar futuro”

Num comunicado, a Secretaria de Estado do Vaticano lamentou a “radicalização e o agravamento da crise”, assinalando que o papa Francisco “acompanha de perto” a situação e “as suas implicações humanitárias, sociais, políticas, económicas e mesmo espirituais”.

A oposição venezuelana manifesta-se hoje em Caracas contra a Assembleia Constituinte, cuja sessão inaugural está prevista também para hoje.

A eleição da Assembleia foi boicotada pela oposição, que a considera ilegítima, tendo dois dos seus líderes, Leopoldo López e Antonio Ledezma, sido detidos na terça-feira.

A vaga de contestação contra o governo de Maduro começou em abril passado e desde então mais de 120 pessoas perderam a vida.

Papa Francisco recebe Trump no Vaticano

O primeiro encontro entre os dois líderes, programado para 8h30 no palácio apostólico e sob forte esquema de segurança após o ataque em Manchester, aconteceu duas horas antes da tradicional audiência geral na Praça de São Pedro.

A reunião privada começou às 08:33 (07:33 em Lisboa) e durou pouco mais do que os 20 minutos que habitualmente duram as conversas do Papa com os chefe de Estado e de Governo que o visitam.

Depois da cerimónia de troca de ofertas e apresentação da delegação, que inclui a filha mais velha de Trump, Ivanka, e o genro, Jared Kushner, o Presidente dos Estados Unidos vai reunir-se com o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Para reativar o diálogo com o Vaticano, o presidente americano, um presbiteriano apoiado pelos setores ultraconservadores católicos, nomeou como embaixadora na Santa Sé Callista Gingrich, uma católica devota, terceira esposa do ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich, dos republicanos,  que apoiou Trump durante a campanha presidencial de 2016.

“É uma viagem histórica. Nenhum presidente visitou numa só viagem a terra de origem dos judeus, cristãos e muçulmanos. O presidente Trump procura unir os povos de todas as religiões em torno de uma mesma visão de paz”, explicou à AFP Herbert McMaster, conselheiro de Segurança Nacional do presidente.

As relações entre Francisco e Trump estremeceram depois de, em fevereiro de 2016, a bordo do avião de volta para Roma, depois da viagem ao México, o Papa criticar as declarações contra os imigrantes do então pré-candidato republicano à Casa Branca.

Fátima: peregrinos já marcam lugares para ver o Papa em primeira fila

Várias dezenas de pessoas já colocaram hoje cadeiras para marcar lugar junto às grades que delimitam a passagem do cortejo e da procissão, frente ao altar, algumas com cadeados, preparando-se para dormirem duas noites ao relento.

As grades delimitam não só toda a zona frente ao altar do santuário, onde estão as cadeiras para membros do clero que vão assistir às cerimónias, mas também definem o corredor central, por onde vai passar o papamóvel.

As cadeiras a marcar lugar eram já hoje dezenas, algumas abertas e cobertas por uma capa plástica, outras fechadas e encostas ao gradeamento, muitas com cadeados, outras com fitas, mas todas para garantir que os respetivos donos têm o melhor lugar possível para assistirem às cerimónias e conseguirem ver o papa Francisco.

Mil euros para duas pessoas por uma noite num saco-cama para ver o Papa

Uma casa de hóspedes que funciona num edifício de cinco pisos, com 40 quartos e apartamentos, no centro da cidade, propunha, numa página de reservas na internet, uma noite para dois adultos em “quarto duplo económico” (aparentemente apenas para os dias da visita do papa), com estada em saco-cama, por 992 euros, já sem vagas disponíveis.

O mesmo empreendimento turístico anuncia, para a noite de 12 para 13 de maio e ainda com lugares disponíveis, um quarto para duas pessoas com casa de banho partilhada por 1192 euros (com casa de banho privativa o mesmo quarto custa mais 300 euros por noite), e outras opções, de alojamento triplo até um apartamento para 10 pessoas, com preços que variam entre os 2300 e os 6000 euros.

Uma cama em dormitório de seis pessoas, com casa de banho partilhada, fica pelos 500 euros por noite, subindo para 600 euros com casa de banho privativa.

Mas se o visitante optar pelo fim de semana anterior à visita papal, os mesmos preços caem vertiginosamente: as camas em dormitórios variam entre os 40 e 60 euros, o apartamento de 10 hóspedes passa a custar 500 e o quarto duplo 120 euros.

Já outra unidade de apartamentos turísticos, que no quarto de 45 metros quadrados disponibiliza frigorífico e micro-ondas, pede dois mil euros pela mesma noite para dois adultos, preço que no fim de semana anterior não ultrapassa 60 euros.

Apesar do reitor do Santuário, Carlos Cabecinhas, ter apelado, no início do mês, a que não haja especulação de preços na visita do papa Francisco, pelo menos duas modernas unidades hoteleiras propõem preços que chegam a ser 40 vezes superiores às tarifas praticadas fora do 13 de maio e, aparentemente, são as únicas que ainda possuem vagas na cidade.

Os dois hotéis de quatro estrelas anunciam quartos duplos por 2150 e 2500 euros, um deles também na sua própria página de internet, tendo registado em conjunto mais de três dezenas de reservas nos últimos dois dias.

A maioria das reservas para a peregrinação de maio é não reembolsável, o que quer dizer que, a mais de dois meses da visita papal, se for cancelada terá de ser paga na totalidade.

O aumento de preços faz-se sentir não só em Fátima mas também na região circundante, num raio de cerca de 60 quilómetros (km): em Leiria, a 30 km do santuário de Fátima, um quarto duplo num hotel de quatro estrelas é proposto por 1.200 euros na noite de 12 para 13 de maio. No fim de semana anterior, o mesmo quarto custa 60 euros.

Na mesma cidade, em dois ‘hostel’ do centro histórico, há quartos duplos disponíveis a preços que vão dos 500 euros e 600 euros (com casa de banho partilhada) até 650 euros com wc privativo (mas fora do quarto). Uma cama em dormitório misto ascende a 200 euros.

Uma semana antes, as mesmas acomodações variam entre os 35 a 39 euros diários, enquanto a cama não ultrapassa os 12 euros.

Já em Santarém, a 58 km de Fátima, os preços também aumentam, mas em menor proporção: dois hotéis pedem 350 euros por uma noite em quarto duplo, acomodação que uma semana antes não ultrapassa os 75 euros.

Com a vista papal, crescem os negócios entre particulares e, em páginas na internet, não faltam propostas de arrendamento de quartos em moradias, em Fátima e em localidades próximas como Minde ou Caxarias, mas também no Entroncamento ou na praia de Vieira de Leiria, a preços entre os 300 a 1.000 euros diários e algumas com direito a transporte em viatura própria do proprietário até ao Santuário.

Num dos anúncios, um homem diz ter reservado e pago três quartos num hotel de três estrelas de Alcobaça, a 40 km de Fátima, por 205 euros cada (quase cinco vezes a tarifa normal) “dado a visita do papa a Portugal”.

“Infelizmente, não poderei estar presente e nesse sentido cedo os três quartos duplos pelo preço a que fiz a reserva”, um total de 615 euros, anuncia.

Lusa

Papa condena “silêncio vergonhoso” sobre violência no Congo

O papa Francisco lamentou este domingo o massacre ocorrido na República Democrática do Congo e criticou o “silêncio vergonhoso” que favorece a perpetuidade dos conflitos e a morte de inocentes sem “peso na opinião mundial”.

“O meu pensamento está com os habitantes do Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, recentemente atingidos por novos massacres que se perpetuam devido a um silêncio vergonhoso e sem chamar a nossa atenção”, disse Francisco, falando à janela do Palácio do Vaticano. “Por desgraça fazem parte de tantos inocentes que não têm peso na opinião mundial”, adiantou.

De acordo com a informação divulgada esta segunda-feira na página da Rádio Vaticano, um grupo de homens armados assassinou na noite de sábado pelo menos 50 pessoas no Kivu do Norte, perto da fronteira com o Uganda.

As autoridades de Kinshasa atribuem o massacre ao grupo islamita ugandês das Forças Democráticas Aliadas, embora um missionário que relatou o ocorrido ao Vaticano tenha dito que ouviu os agressores falarem na língua dos soldados congoleses.

Papa vai canonizar Madre Teresa de Calcutá em setembro

A canonização, decretada por Francisco em 15 de março, vai integrar os atos religiosos previstos para o dia, além da missa que começará às 10.30 horas (9.30 em Portugal continental).

Teresa de Calcutá, fundadora da Ordem das Missionárias da Caridade, vai ser canonizada um dia antes do 19.º aniversário da sua morte e durante o Ano Santo extraordinário da Misericórdia.

A canonização de Madre Teresa foi decidida depois de a Igreja católica ter aceitado, por unanimidade, a “cura extraordinária”, por intercessão da futura santa, de um brasileiro, em 2008.

A aprovação pelo papa do segundo milagre, requisito fundamental para a canonização, encerrou o processo que levou à beatificação em 2003, durante o pontificado de João Paulo II, para quem Teresa de Calcutá era a “incansável benfeitora da humanidade”.

Teresa de Calcutá, que se chamava Gonxha Bojaxhiu, nasceu em Skopke (na altura território albanês) a 26 de agosto de 1910 e morreu em Calcutá (Índia) a 05 de setembro de 1997. Foi proclamada beata a 19 de outubro de 2003, numa cerimónia na praça de São Pedro, no Vaticano.

“É terrível dizer às crianças que podem escolher o seu género”

O Papa Francisco lamenta que se ensine às crianças que podem escolher o seu género e considera que essas ideias estão dentro de uma “colonização ideológica” patrocinada por interesses. O assunto surgiu durante uma conversa com bispos da Polónia, durante a visita de Francisco a Cracóvia na semana passada. As considerações do Papa foram reveladas esta terça-feira pelo Vaticano.

Tudo começou quando o Papa falava sobre a situação dos refugiados na Europa. Dizia Francisco que o problema está na “exploração das pessoas” e que esta é a “era do pecado contra Deus, o criador”, citando o Papa Bento XVI. Francisco defendeu que a base destes problemas está numa “colonização ideológica” e a questão do género é um exemplo dessa “colonização”.

Hoje, as escolas ensinam às crianças – às crianças! – que qualquer um pode escolher seu género. Porque é que se ensina isso?”
“Deus criou o homem e a mulher, Deus criou o mundo dessa forma, só dessa forma, dessa única forma, e nós estamos a virá-lo ao contrário. Estava a falar com o Papa Bento XVI, que está bem de saúde, tem uma mente aberta, e às tantas ele diz-me: ‘Santo Deus, esta é a época do pecado contra Deus, o criador’. Ele tem razão! É inteligente”, disse o atual líder da Igreja Católica aos bispos polacos. Francisco acrescentou, nota a Associated Press: “Estamos a viver uma época de aniquilação do homem como imagem de Deus”

As declarações podem surpreender, visto que o Papa Francisco já recebeu um transexual e a namorada no Vaticano. “Deus aceita-te como és. Deus quer bem a todos os seus filhos”, disse ao cidadão espanhol, quando lhe telefonou para o convidar a visitar o Vaticano. Em junho, o Papa considerou também que a Igreja devia “pedir desculpa aos homossexuais” que tenha ofendido e meses antes, quando questionado sobre a aceitação da homossexualidade, respondeu: “Quem sou eu para julgar?”

A tal “colonização ideológica” que referiu vê-se em “diferentes países com influência” e é suportada por “pessoas e instituições que dão dinheiro” para a manter, sendo que o responsável não especificou a que países, pessoas e organizações se referia. Disse apenas que as escolas ensinam aos mais novos que cada um pode escolher o seu género “porque os livros são daquelas pessoas e instituições que dão dinheiro. E isso é terrível”, sublinhou.

Pelé ou Maradona? Nenhum. Para o Papa o melhor é…

O Papa Francisco não tem rodeios. Quando lhe perguntam qual o melhor jogador, se Pelé ou Maradona, o chefe da Igreja Católica responde que nenhum deles. Para o Papa o melhor do mundo é Lionel Messi.

Foi num encontro com jovens em Cracóvia, na Polónia, ontem à tarde, que o Papa Francisco foi confrontado com a pergunta por parte de um fiel. “Para mim, Messi é melhor que Maradona e Pelé”, afirmou.

O jogador do FC Barcelona já ganhou cinco bolas de Ouro.

Nascido na Argentina, o Papa é adepto do San Lorenzo.

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