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Paris celebra “dia dedicado a Portugal”, promovido pela comunidade

© REUTERS

“É um dia dedicado a Portugal em Paris. Temos a gala à noite e durante o dia, acontece o encontro nacional de associações portuguesas em França. Portanto, temos um dia inteiro em que a Câmara de Paris está mobilizada para a comunidade portuguesa”, disse à Lusa Luciana Gouveia, delegada-geral da Associação Cap Magellan, que está encarregue da programação artística da gala.

A oitava edição da Noite de Gala, oferecida pela Câmara Municipal de Paris e programada pela Cap Magellan, vai juntar 650 convidados, entre artistas, empresários, dirigentes associativos, políticos, professores e “estudantes lusófonos ou lusófilos”.

Nos salões nobres do Hôtel de Ville, no centro de Paris, vão subir ao palco o fadista Rodrigo Costa Félix, enquanto António Manuel Ribeiro, líder dos UHF, João Grande, fundador dos Táxi e Boss AC vão atuar ao lado de jovens nomeados para o prémio revelação artística.

“O espírito da Cap Magellan, desde o início, é juntar artistas consagrados em Portugal com jovens lusodescendentes e lusófonos, lançar desafios aos primeiros para agilizarem momentos especiais com jovens desconhecidos”, explicou Luciana Gouveia.

A gala, que vai ser apresentada por José Carlos Malato e pela lusodescendente Sónia Carneiro, vai também recompensar projetos associativos, estudantes, cantores, jovens empreendedores e iniciativas cidadãs.

O evento realizou-se pela primeira vez em 2011, depois de um “Tratado de Amizade” entre Paris e Lisboa assinado pelos então autarcas António Costa e Bertrand Delanoë, e assinala-se, todos os anos, perto da data da Implantação da República Portuguesa.

“A gala vem de uma iniciativa política das câmaras municipais de Paris e Lisboa. O objetivo da associação é propor uma programação memorável e que a noite de gala seja incontornável da programação anual para a comunidade portuguesa de Paris e até de França de forma geral. Gostávamos que servisse de exemplo para outras cidades de França e até devia ser uma reivindicação da comunidade, mas aí entramos noutro debate que é a nossa eterna transparência”, acrescentou a dirigente associativa.

Ao longo do dia, a Coordenação das Comunidades Portuguesas da França (CCPF) vai organizar o 15.º Encontro Nacional das Associações Portuguesas de França e o 2° Encontro das Associações Lusófonas, sob o tema “O mundo associativo na Europa/O Futuro da Europa”.

“Na véspera das eleições europeias de 2019 e numa altura em que alguns países europeus escolheram o recolhimento ideológico, o futuro da Europa parece comprometido. A Coordenação das Comunidades Portuguesas da França propõe às associações portuguesas e lusófonas de vir refletir sobre estas questões europeias”, indica o evento criado numa página Facebook.

Entre as questões em debate vão estar “Que futuro para a Europa e para qual Europa? Que papel as associações podem desempenhar na construção da Europa? O que a Europa pode trazer ao mundo associativo? Qual é o lugar da língua portuguesa e das culturas de língua portuguesa na Europa?”.

Os convidados das mesas-redondas são o antigo embaixador em França Francisco Seixas da Costa, os historiadores Miguel Guerra e Vítor Pereira, o escritor Nuno Gomes Garcia, Adeline Afonso, presidente da associação Jeunes Européens -Paris, Ricardo Lopes, fundador e diretor da revista JG Jumelage/Geminações, Ana-Maria Torres, conselheira municipal na cidade de Bordéus, e Luísa Semedo, presidente da secção regional da Europa do Conselho das Comunidades Portuguesas.

O dia dedicado à cultura portuguesa acontece no fim-de-semana em que Portugal volta a estar em destaque na Festa das Vindimas de Montmartre, com iguarias, vinhos e artesanato.

Portugal participa no evento pelo segundo ano consecutivo e vai estar representado pelo município de Reguengos de Monsaraz, pela Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa e pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.

LUSA

Quadro ‘Intrusion’ de Vieira da Silva vendido em leilão por 162.500 euros

© Sotheby's

Trata-se do lote 146 do Leilão de Arte Contemporânea que a Sotheby´s está a realizar desde o início da tarde de hoje, e que continua a decorrer, estando por revelar se foi ou não vendido ‘Fête’, outro quadro de Vieira da Silva, com o lote 121, que partia com a estimativa mais elevada.

‘Intrusion’ tinha uma estimativa de 70 mil a 100 mil euros, enquanto ‘Fête’ vai de 200 mil a 300 mil euros, de acordo com as informações da leiloeira.

Na quarta-feira, também num leilão na Sotheby’s, o quadro de Maria Helena Vieira da Silva ‘Red Houses’, atingiu 175 mil euros, ultrapassando o valor máximo da estimativa de 150 mil euros.

Contactada esta semana pela agência Lusa sobre a importância destas obras no contexto da obra da artista portuguesa, Marina Bairrão Ruivo, diretora do Museu Arpad Szénes-Vieira da Silva, em Lisboa, disse: “As obras são boas e importantes, sem serem tão importantes, mesmo em dimensões, como as da coleção Brito”.

No ano passado, o Estado Português pagou 5,55 milhões de euros por seis quadros de Vieira da Silva aos herdeiros do colecionador e empresário Jorge de Brito (1928-2006), proprietários das obras, com quem estava em negociações desde 2016.

As seis pinturas em causa – ‘Novembre’ (1958), ‘La Mer’ (1961), ‘Au fur et à mesure’ (1965), ‘L’Esplanade’ (1967), ‘New Amsterdam I’ e ‘New Amsterdam II’ (1970) – estão expostas no Museu Arpad Szènes – Vieira da Silva, em Lisboa.

“Não me parece que o Estado possa fazer este investimento agora”, comentou à Lusa a diretora do museu.

Fonte do gabinete de comunicação da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) contactada pela agência Lusa esta semana sobre o eventual interesse do Estado português de participar nos leilões para fazer alguma aquisição, respondeu: “Não há intenção de compra” por parte desta entidade.

‘Fête’ é um óleo sobre tela datado de 1965, foi apresentado a leilão por um colecionador particular que o adquiriu à galeria Daniel Varenne, de Paris, por volta de 1974, segundo a leiloeira.

O quadro, com uma dimensão de 65 centímetros por 81 centímetros, foi originalmente colocado pela pintora na galeria Knoedler, de Nova Iorque, em 1966.

‘Intrusion’, uma pintura de têmpera em papel de 1971, também pertencia a um colecionador privado, que o adquiriu à galeria da artista, em Paris, a Jeanne Bucher.

Com uma dimensão de 92 centímetros por 63,5 centímetros, tinha um valor estimado entre os 70 mil e os 100 mil euros.

O quadro ‘Red Houses’, vendido na quarta-feira, é uma das têmperas sobre tela apresentadas por Vieira da Silva em 1963, nas galerias Jeanne-Bucher, em Paris, Knoedler, em Nova Iorque, e na Phillips Collection, em Washington.

Com 37 centímetros de largura por 54 centímetros de comprimento, este quadro foi originalmente vendido pela galeria nova-iorquina, e seguiu para a Galeria Albert Loeb, também representada na capital francesa, onde um colecionador de Milão o adquiriu, de acordo com a genealogia agora apresentada pela leiloeira, que não indica alguma exposição pública da obra nem a passagem por Portugal.

No leilão de arte contemporânea de 06 de dezembro de 2017, a Sotheby’s Paris vendeu outro quadro da pintora, “Rue de la Glacière”, um óleo sobre tela de 1955, por 309 mil euros.

No passado mês de março, o óleo de Vieira da Silva ‘L’Incendie’ atingiu um valor recorde de 2,29 milhões de euros, num leilão da Christie’s, em Londres.

Trata-se de um dos quadros emblemáticos da artista, feito em 1944, durante o exílio no Brasil, que fez parte da coleção Jorge de Brito.

Nascida em Lisboa, em 1908, Vieira da Silva mudou-se para a capital francesa quando tinha dezanove anos, para poder estudar durante uma época de grande atividade artística, tendo acabado por se instalar na cidade, onde morreu em 1992.

No final de maio, a Direção-Geral do Património Cultural publicou em Diário da República um anúncio relativo à proposta de classificação de interesse público da pintura ‘Les bicycletes ou Les Cycles’, de Vieira da Silva, datada de 1951, na posse de um colecionador privado.

LUSA

Paris: maior nevão desde 1987

Foto: Gonzalo Fuentes/reuters

Um espesso manto branco cobriu os passeios da Ile-de-France, onde muitos condutores bloqueados tiveram de abandonar os veículos durante a noite, nomeadamente no sudoeste da capital francesa, noticiou a agência de notícias francesa AFP.

No total, segundo uma contagem oficial, mais de 1.500 pessoas passaram esta noite em centros de acolhimento, estações de comboios ou aeroportos na Ile-de-France.

A Torre Eiffel foi encerrada esta terça-feira.

A companhia ferroviária francesa aconselhou os habitantes da região a adiarem as suas deslocações.

A rede de autocarros ficou paralisada, mas o metro tem estado a funcionar de forma quase normal.

Vários outros pontos do país registam perturbações por causa da neve, do centro ao nordeste, e o instituto de meteorologia Météo-France manteve hoje de manhã 25 departamentos em alerta laranja de neve e geada, pelo menos até meio do dia.

 

Paris recorda hoje Aristides de Sousa Mendes

projeção do filme “O Cônsul de Bordéus”, de João Correa e Francisco Manso, vai ser acompanhada pela apresentação do livro “Sousa Mendes, Le Consul de Bordeaux – Regards sur la Belgique et l’Europe au XXème Siècle” (“Sousa Mendes, O Cônsul de Bordéus – Olhares sobre a Bélgica e a Europa no século XX”), editado pela L’Harmattan, e que vai estar à venda, em França, a partir de 01 de novembro.

João Correa, de 74 anos, interessou-se pela vida de Aristides de Sousa Mendes “por volta de 1989” quando estava a realizar uma minissérie e se apercebeu, em Bordéus, que “ninguém conhecia o cônsul a não ser um padre e o professor Manuel Dias”, que é atualmente o vice-presidente do Comité National d’Hommage à Aristides de Sousa Mendes.

“Quando comecei com esta história, não acreditei na história. Pensei que aquilo era uma espécie de aldrabice, que 35.000 pessoas salvas em Bordéus por um português que ninguém conhecia era uma história bonita para o cinema”, começou por descrever o correalizador de “O Cônsul de Bordéus”.

Em 1996, foi ao centro Simon-Wiesenthal, nos Estados Unidos, para “ver se a história do Sousa Mendes era verdadeira” e deparou-se com um “visto Sousa Mendes” que mais parecia “um salvo-conduto da Idade Média”.

“Encontrei um responsável e perguntei como é que era possível que tenha salvo tanta gente em tão pouco tempo. Ele olhou para mim e disse: ‘Mas o senhor nunca viu um visto Mendes’ e foi a um cofre, voltou com um papelinho dobrado em quatro, amarelo, já quase destruído, abriu-o e mostrou-me”, lembrou o português que vive na Bélgica desde 1964.

O filme estreou-se em Portugal, em novembro de 2012, e só vai chegar às salas francesas a 22 de novembro deste ano, de acordo com João Correa.

“O Cônsul de Bordéus” é protagonizado por Vítor Norte, no papel de Aristides de Sousa Mendes, o diplomata português que, à revelia de António de Oliveira Salazar, o presidente do governo da ditadura, atribuiu cerca de trinta mil vistos a refugiados perseguidos pelo regime nazi, em 1940.

O filme centra-se neste período, nos nove dias de junho de 1940, durante os quais o cônsul ajudou milhares de refugiados, designadamente judeus, a viajarem para Portugal e, daí, para diferentes países, sobretudo para os Estados Unidos.

Quanto ao livro, “Sousa Mendes, Le Cônsul de Bordeaux – Regards sur la Belgique et l’Europe au XXème Siècle”, conta com o prefácio do escritor belga Pierre Mertens e tem dois textos de dois ex-ministros franceses da Cultura, Jack Lang e Jacques Toubon.

Hoje, no cinema Lucernaire, a partir das 20h00 (menos uma, em Lisboa), além da apresentação do livro e exibição do filme, João Correa participa num debate com um neto de Aristides de Sousa Mendes, Marc Daout, e várias outras personalidades.

O evento acontece numa altura em que o Comité National d’Hommage à Aristides de Sousa Mendes comemora o seu 30.º aniversário, tendo previsto o lançamento do livro “30 ans au service des mémoires” (“30 anos ao serviço das memórias”), a 28 de outubro, na cidade francesa de Cenon, e a participação na cerimónia do Armistício de 1918, em Bordéus, para homenagear os 4201 soldados portugueses mortos entre 1917 e 1918.

Cinco detidos após deteção de explosivos em bairro de Paris

French police officers walk as two people have been detained after a possible explosives laboratory was discovered in Villejuif, south of Paris, Wednesday, Sept. 6, 2017 in Paris. The prosecutor's office said that "elements that may be part of the composition of explosives" were discovered in an apartment (AP Photo/Christophe Ena)

“Entre as pessoas que foram detidas, um estava sinalizado no ficheiro FSPRT [Ficheiro das sinalizações para a prevenção da radicalização de caráter terrorista], o que quer dizer radicalizado”, disse à rádio France Inter o ministro do Interior, Gérard Collomb.

A polícia parisiense disse que um morador alertou as autoridades para atividade suspeita na madrugada de sábado num edifício no 16.º bairro, onde estão localizadas algumas embaixadas e considerado uma zona de classe alta.

Um responsável da justiça disse que o engenho explosivo foi encontrado e desativado, segundo a Associated Press.

Os cinco suspeitos continuavam hoje sob custódia e os procuradores contra terrorismo abriram uma investigação, segundo o mesmo responsável.

O incidente ocorreu no mesmo fim de semana em que um homem matou duas mulheres à facada em Marselha.

Os motivos do crime continuam por esclarecer, embora o ataque tenha sido reivindicado pelo Estado Islâmico.

O parlamento francês deverá aprovar hoje uma nova lei contra o terrorismo.

É a vez de Paris receber os Jogos Olímpicos

“Estamos aqui para escrever a história. Estou orgulhoso por poder anunciar que os Jogos Olímpicos vão voltar aos Estados Unidos (…) e a Los Angeles”, disse o presidente da câmara da cidade californiana, Eric Garcetti.

Em comunicado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mostrou-se confiante de que a cidade “vai encarnar na perfeição o espírito olímpico e o espírito norte-americano”.

A presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, garantiu estar “feliz” com o anúncio da candidatura norte-americana, por este ser um “passo de extrema importância” na atribuição dos Jogos de 2024 à capital francesa.

Apesar deste acordo, que ainda terá de ser formalizado, o COI vai lançar um processo de candidatura para os JO de 2028, e nomear uma comissão de avaliação que será presidida pelo suíço Patrick Baumann, que já liderou a comissão para a escolha do organizador do evento em 2024.

Pela “espera” de quatro anos, o COI deverá atribuir à cidade norte-americana uma verba a rondar os 1,52 mil milhões de euros, enquanto Paris receberá cerca de 1,26 mil milhões.

Esta será a terceira vez que Los Angeles recebe a maior competição desportiva do mundo, depois das edições de 1932 e 1984.

Em 2024, Paris receberá o evento também pela terceira vez, depois de 1900 e 1924.

No próximo ano Paris irá ter táxis voadores

Os chamados “Sea Bubbles” são planadores aquáticos feitos de fibra de vidro e espuma de alta densidade, alimentados a energia solar. Um velejador francês, Alain Thébault, e um surfista sueco, Anders Bringdal, são os criadores por trás desta solução de mobilidade ecológica que, a uma velocidade de 15 km/h cruzará as águas do Sena transportando um máximo de cinco pessoas por veículo.

Paris será primeira cidade do mundo a ter táxis que “voam”, sobre o rio Sena, já em 2017.

Desde que tomou posse em 2014, a Presidente da Câmara Municipal de Paris, Anne Hidalgo tem procurado alternativas para fazer da cidade de Paris um local ecologicamente mais verde.

2v-1

No futuro, o objetivo é integrar este novo meio de transporte no diretório de empresas como a Uber, e estima-se que a tarifa rondará os 12 euros.

Espera-se que o protótipo esteja concluído a tempo da Consumer Electronics Show, que vai decorrer já no início de Janeiro de 2017, em Las Vegas. Na primavera, cinco “Sea Bubbles” farão uma demonstração no Sena. Para já, depois de Paris, fala-se em Londres e em Geneva como as próximas cidades a receber estes táxis “voadores”.

França: Violência em manifestações contra revisão de leis do trabalho

Pela 14.ª vez, milhares de opositores à “Lei do Trabalho” desfilaram pelas ruas de Paris e de mais uma centena de cidades francesas para exigir a “retirada integral” desta lei defendida pelo Governo socialista contra uma parte do seu próprio campo político.

O texto, que pretende “tornar mais fluido” o mercado de trabalho num país onde o desemprego atinge 10% da população, é considerado demasiado favorável aos empregadores pelos seus críticos, que multiplicaram os protestos, muitas vezes manchados por violência.

Hoje, um agente da polícia sofreu queimaduras numa perna e outras cinco pessoas, entre as quais um manifestante, ficaram feridas em confrontos em Paris, segundo a polícia.

Manifestantes, alguns encapuzados, lançaram objetos às forças da ordem que, por sua vez, responderam com granadas de gás lacrimogéneo e de atordoamento.

Paragens de autocarro e outro mobiliário urbano foram alvo de vandalismo e foram lançados cocktails Molotov a montras de lojas.

Pelo menos 12 pessoas foram detidas antes e durante a manifestação, mas a maioria dos participantes (13.000, segundo a polícia, 40.000 segundo os organizadores) manteve-se pacífica.

Em Nantes e Rennes, duas cidades do oeste de França, onde a contestação foi particularmente forte na primavera, registaram-se também confrontos com a polícia.

Desde a apresentação do seu projeto de revisão da lei do trabalho, no início deste ano, o Governo socialista francês enfrenta protestos de dimensões inéditas dentro do seu próprio campo político.

No auge da contestação, a 31 de março, entre 390.000 pessoas (autoridades) e 1,2 milhões (sindicatos) saíram à rua.

O gesto de Zidane e outros atletas em forma de triângulo. Sabe o que é?

Durante várias horas circularam nas redes sociais fotos de atletas e outras individualidades francesas a formarem com os dedos a forma de um triângulo. É possível ver Zidane, Kevin Gameiro e até o ministro do desporto Patrick Kanner em fotos na rede social twitter a fazer o famoso gesto

Porquê? Para promover a candidatura de Paris à organização dos Jogos Olímpicos de 2024.

Três mulheres detidas quando preparavam ataque contra gare de Paris

As autoridades francesas suspeitam que as três mulheres – de 19, 23 e 39 anos – detidas a noite passada nos arredores de Paris estariam prestes a cometer um ataque que, segundo fontes policiais, poderia incluir a gare de Lyon. As mulheres eram procuradas desde a descoberta, no domingo, de um carro abandonado no centro da capital, com botijas de gás e latas de gasóleo, que terão tentado incendiar.

As três mulheres foram detidas em plena rua, na localidade de Boussy-Saint-Antoine, 25 quilómetros a sudeste do centro de Paris, quando deixavam o apartamento que lhes serviu nos últimos dias de esconderijo.

A mais nova, identificada como Inès M., é filha do proprietário do automóvel abandonado e a principal suspeita de uma investigação que o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, descreveu como uma “corrida contra o tempo”. Surpreendida pelos agentes que esperavam o grupo, a adolescente atacou um deles com uma faca, tendo sido baleada no joelho por outro elemento da patrulha.

“Estas jovens, radicalizadas, fanatizadas, preparavam-se visivelmente para novas acções violentas, que acreditamos estariam iminentes”, revelou Cazeneuve, adiantando que Inès trazia com ela uma carta em que afirmava aquilo que as autoridades já suspeitavam – a sua lealdade ao Estado Islâmico, o grupo jihadista radicado entre a Síria e o Iraque e ao qual se juntaram nos últimos anos centenas de jovens franceses. A jovem era já conhecida dos serviços de informação, por suspeitas de que pretendia viajar para a Síria, e a imprensa adianta que foi o próprio pai quem alertou as autoridades para o seu desaparecimento, no domingo, por temer que ela pudesse deixar o país.

No decorrer das investigações – que tinham já levado à detenção de dois casais, na quarta-feira – as autoridades conseguiram localizar o telefone de uma das três mulheres, o que lhes forneceu a sua localização e informações de que estariam a preparar um ataque numa estação de caminhos-de-ferro da região parisiense.

A agência AFP adianta que as esquadras de polícia receberam quinta-feira um alerta de atentado, avisando que um grupo, activado a partir do estrangeiro, estaria a preparar um ataque durante o dia numa estação de comboio. Segundo as televisões BFM-TV e RTL, os objectivos das três mulheres seria a gare de Lyon, no Sul de Paris, e também a de Boussy-Saint-Antoine, ponto de partida da viagem que estariam prestes a fazer.

Fontes da polícia adiantaram à RTL que as três mulheres pretendiam vingar a morte de Mohammed al-Adnani, porta-voz e um dos principais comandantes do Estado Islâmico, morto num bombardeamento aéreo final de Agosto.

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