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Esquema de roubos em famosa leiloeira parisiense dá penas de cadeia para 30 pessoas

Trinta porteiros do Hotel Druout, a maior casa leiloeira francesa, foram condenados a penas de prisão pelo seu envolvimento num esquema de roubo que se prolongou durante longos anos. Dois leiloeiros foram igualmente condenados.

Os objetos roubados eram de todos os tipos, desde quadros a mobília, joalharia, etc. Entre as peças recuperadas há obras de Chagall, Courbet e Matisse, bem como trajes do mimo Marcel Marceau, cerâmica antiga, e muito mais. Um dos porteiros disse anonimamente à imprensa que não conhecia um único dos seus colegas que não tivesse levado objetos. Em 147 buscas efetuadas, a polícia encontrou cerca de seis mil peças.

Muitos dos roubos aconteciam quando alguém morria e os seus bens eram transferidos para a leiloeira, por vezes antes de estarem corretamente inventariados. No tribunal, ficou claro que muitos dos réus não consideravam roubo o que faziam, até por ser tão generalizado. Chamavam-lhe “recuperação”.

CARROS DE LUXO, UM BAR EM PARIS…

Os porteiros agora condenados, cujas responsabilidades incluiam a manutenção e o transporte dos bens, faziam parte de uma corporação que tinha o exclusivo daquele serviço: a Union des Comissionnaires de L’Hôtel des Ventes (UCHV), fundada no século passado e tradicionalmente composta por pessoas oriundas da região alpina da Saboia. Os seus 110 membros usavam o característico uniforme preto com gola vermelha –donde a alcunha por que eram designados: “cols rouges”. Tinham quotas iguais na UCHV e dividiam entre si o produto dos roubos.

Foram os carros de luxo e outras exibições públicas de riqueza que começaram a fazê-los dar nas vistas. Um dos porteiros tinha mesmo comprado um bar em Paris. Em 2009 houve uma denúncia anónima e as autoridades começaram a investigar.

Após um processo que ocupou as manchetes, o tribunal emitiu condenações por roubo e recetação com penas até três anos de cadeia, parte delas suspensas, acrescidas de multas que atingem os 60 mil euros. Quanto à UCHV, foi dissolvida.

Automóvel com botijas de gás encontrado em Paris

A brigada antiterrorismo francesa efetuou esta quarta-feira várias detenções em Paris, depois de ter sido descoberto um veículo sem matrícula, na noite de sábado para domingo, junto à Catedral de Notre Dame.

O carro — um Peugeot 607 — estava com os quatro piscas ligados, tinha pelo menos seis botijas de gás no seu interior, e estava “abandonado, sem nenhum ocupante”, de acordo com uma fonte citada pelo jornal francês Le Figaro. A mesma fonte explicou que “as botijas não estavam ligadas a nenhum detonador”. Segundo a Reuters, o dono do carro (que foi detido) está numa lista dos serviços secretos com nomes de potenciais radicais islâmicos.

Equipas forenses analisaram o interior do veículo e conseguiram identificar os últimos ocupantes. Várias pessoas estão sob custódia enquanto decorre uma investigação preliminar.

Sindicatos nas ruas de Paris no dia em que Senado vota a lei laboral

O protesto anterior, que decorreu no passado dia 23, tinha sido inicalmente proibido por razões de segurança, mas acabou por ser autorizado pelo ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

A intenção inicial sobre a proibição desencadeou uma série de reações, sobretudo por parte da esquerda e das centrais sindicais, incluído a CFDT, que apoia a reforma laboral, além de algumas forças da direita política e da Frente Nacional, de extrema-direita.

A manifestação de terça-feira, a décima primeira desde fevereiro contra a nova legislação laboral, vai concentrar-se na Praça da Bastilha.

O novo protesto sindical nas ruas da capital vai coincidir com a votação no Senado do texto da reforma laboral, previsivelmente às 18:00 (16:00 em Lisboa).

A imprensa francesa antecipa hoje que após a votação de terça-feira não se vai verificar o acordo necessário no quadro da Comissão Mista Paritária, entre as duas câmaras parlamentares, pelo que o mais certo é que a proposta volte à Assembleia Nacional no próximo dia 5 de julho.

Tal como aconteceu no passado dia 10 de maio, o Governo pode voltar a utilizar o artigo 49-3 da Constituição francesa para aprovar o texto sem votação, contornando desta forma a falta de apoios de que precisa para fazer passar a legislação.

Exposição dedicada a Amadeo de Souza Cardoso reúne 300 obras em Paris

Além das 250 obras assinadas por Amadeo de Souza Cardoso, serão também exibidas 15 obras de outros artistas, que foram próximos do criador português, como Modigliani, o casal Robert e Sonia Delaunay, e Brancusi, além de 52 documentos de arquivo.

Organizada pelo organismo público francês Réunion des Musées Nationaux et du Grand Palais des Champs-Élysées, com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, a exposição é comissariada por Helena de Freitas e tem como objetivo dar a conhecer a obra de um artista que teve uma vida curta e intensa, tendo falecido apenas com 30 anos, de gripe pneumónica.

Embora tenha morrido jovem, Amadeo viveu em Paris, onde teve contactos com os modernistas, e chegou a exibir e a vender o seu trabalho nos Estados Unidos, sendo considerado, pelo crítico de arte norte-americano Robert Loescher, “um dos segredos mais bem guardados do início da arte moderna”.

Nesta exposição, será também apresentado um tríptico em vídeo encomendado ao artista Nuno Cera, pela Fundação Calouste Gulbenkian – intitulado “Tour d’Horizon” -, que mostra os lugares de referência de Amadeo: Manhufe, onde nasceu, no concelho de Amarante, em Portugal, a Bretanha e Paris.

Das ‘estrelas’ da exposição destacam-se “Le Saut du lapin” (1911), um óleo sobre tela proveniente do Art Institute of Chicago, “Avant la corrida”, outra tela que tinha sido exibida no Grand Palais, no Salão de Outono, em 1912, e que foi no ano seguinte para a exposição Armory, nos Estados Unidos, onde foi vendida, pertencendo atualmente ao acervo da Gulbenkian.

“Procession Corpus Christi”, “La Cuisine de la maison de Manhufe”, “Casa do Ribeiro”, “Cavaliers”, “L’Athlète”, todas datadas de 1913, são outras telas que serão expostas, pertencentes à coleção da Fundação Calouste Gulbenkian ou a coleções particulares.

Nos desenhos, o público poderá ver, entre outros, sobretudo de 1912, “Le bain des sorcières”, “L’athlète”, “Le tournoi”, “Le tigre”, “La tourmente”, “Les chevaux du sultan”, “La Détente du cerf”, “La forêt merveilleuse”, muitos deles criados para o álbum “XX Dessins”, que Amadeu imprimiu e replicou, para divulgar a sua obra na cena artística da época, enviando, entre outros países, para os Estados Unidos e Alemanha.

Haverá dezenas de caricaturas, uma expressão artística que despontou em Amadeo de Souza Cardoso, ainda em criança, pois todos os seus livros de escola revelam esse hábito de desenhar qualquer figura que o rodeava.

Também postais trocados com a família, outros artistas e a própria mulher, Lucie Souza Cardoso, que guardou grande parte do espólio do artista, após a morte, regressando a Paris, onde se rodeou dos quadros de Amadeo, que cobriam as paredes da residência, revelam as fotografias da época.

Amadeo de Souza Cardoso ainda expôs a sua obra ao lado dos maiores do seu tempo, nomeadamente Braque, Picasso, Duchamp, Matisse, Kandinsky ou Léger, mas a morte precoce interrompeu uma carreira artística que poderia ter sido fulgurante, segundo alguns críticos ouvidos pelo realizador do filme “Amadeo de Souza Cardoso: O último segredo da arte moderna”.

O documentário realizado por Christophe Fonseca terá estreia mundial em televisão, na RTP, no próximo dia 20, data de abertura ao público da exposição, em Paris.

A exposição dedicada a Amadeo de Souza Cardoso vai ficar patente no Grand Palais até 18 de julho.

 

 

Há pelo menos oito suspeitos em fuga depois dos atentados de Paris e Bruxelas

Há pelo menos oito homens em fuga depois de terem sido identificados pelas agências de segurança europeias como suspeitos de terem ligações aos atentados de Paris e de Bruxelas. Esta informação está a ser avançada pela CNN, que refere um documento de 11 páginas que foi partilhado entre autoridades europeias a 23 de março, um dia depois dos atentados de Bruxelas, onde morreram 31 pessoas.

A CNN refere ainda que apenas um dos oito suspeitos não tem ligações a Abdelhamid Abaaoud, o líder dos ataques de Paris, e Salah Abdeslam, o único terrorista que sobreviveu após os atentados de 13 de novembro na capital francesa e que foi detido a 18 de março, em Bruxelas.

Três dos suspeitos terão vivido ou pelo menos passado tempo na Holanda, na Alemanha e na Suécia. Entre estes, a CNN apurou que estão Naim al Hamed (nome possivelmente falso, suspeito de participar na preparação dos atentados de Bruxelas) e Yoni Patric Mayne (presumível recrutador para o Estado Islâmico, que viajou para a Síria em 2014 com Abaaoud e o irmão de 13 anos de Abaaoud).

Entretanto, na manhã desta segunda-feira a Procuradoria-Geral informou que três pessoas — identificados como Yassine A., Mohamed B. e Aboubaker O. — foram acusadas de participação em atividades de grupos terroristas. É provável que estes arguidos tenham sido detidos na série de 13 raides feitos pelas autoridades belgas no domingo um pouco por todo o país. Foram detidos 9 pessoas, sendo que cinco já foram entretanto libertadas.

Também no domingo, as autoridades holandesas detiveram um francês de 32 anos em Roterdão suspeito de estar a preparar um novo ataque; e no sábado foi detido um argelino de 40 anos identificado como Djamal Eddine Ouali que poderá ter sido o responsável pela produção de documentos falsos alegadamente utilizados pelos terroristas de Paris.

Os jihadistas continuaram em Bruxelas a matança começada em Paris

As grandes matanças terroristas do último ano fizeram com que se tornasse lugar-comum dizer de uma cidade que ela aprendeu a viver com o medo. Isso é particularmente visível em Bruxelas. Nos cinco dias que se seguiram aos atentados de 13 de Novembro em Paris, a capital belga fechou-se sobre si mesma, temendo um ataque dos mesmos homens que no país vizinho tinham acabado de matar 130 pessoas. O centro da cidade tornou-se um espaço fantasma, viam-se tanques e militares nas ruas; escolas e metro encerraram durante quase uma semana. Nesta quarta-feira, porém, um dia depois de ter sido Bruxelas a atingida pela ânsia sangrenta do grupo Estado Islâmico e apesar de haver um atacante em fuga, a cidade parecia ter aprendido a conviver com a ameaça ubíqua do terrorismo contemporâneo.

À excepção de uma linha de metro e uma outra de eléctrico, vistorias de segurança que criaram filas enormes na Estação Central de Bruxelas e estação de comboio de Charleroi, por exemplo, os serviços da capital funcionaram quase na normalidade. O metro encerrou mais cedo, às sete da tarde, como acontecerá também na quinta-feira. O aeroporto de Zaventem, atingido por duas bombas, continuará encerrado até sábado. Mas, no centro de Bruxelas, na Praça da Bolsa, onde na terça-feira se organizou um memorial improvisado, uma grande multidão observou um minuto de silêncio que terminou em aplausos e “Viva à Bélgica!”.

“Os autocarros estiveram mais vazios do que o habitual, as ruas um pouco mais calmas”, explica a correspondente da revista Time em Bruxelas. “Mas há também resiliência entre os habitantes e o desejo de que em breve se possa voltar àquele provocação, àquele estoicismo de um país que se manteve unido apesar de um movimento resoluto para a independência de um Norte com idioma holandês”, argumenta. Apesar de tudo, escreve Charlotte McDonald-Gibson, a cidade já fez a aprendizagem do medo. “Não é um terror que consome tudo e que nos acompanha a qualquer momento, mas uma incómoda impressão de insegurança nos cantos da mente.”

A cidade está longe de cicatrizar das bombas. Há ainda 61 pessoas nos cuidados intensivos, mas mantêm-se os mesmos 31 mortos contados terça-feira, apesar de notícias não confirmadas de um cadáver ter sido encontrado nos destroços de Zaventem. O número de pessoas com ferimentos graves, no entanto, sugere que este não será o cálculo final das vítimas. Alguns têm ferimentos causados por queimaduras graves, outros por estilhaços de bomba — “ferimentos de guerra”, como disse ao Guardian um médico belga. Os serviços médicos afirmaram nesta quarta-feira terem contado 300 feridos de 40 nacionalidades, muitos dos quais regressaram no dia seguinte aos ataques com problemas auditivos causados pelas explosões.

A ligação parisiense

A rede de terroristas que atacou Paris em Novembro sobreviveu a quatro meses de grandes operações e investigação para continuar na terça-feira em Bruxelas a carnificina começada na capital francesa. Os três bombistas-suicidas identificados esta quarta-feira eram já procurados pelo seu envolvimento nos ataques de Paris. Há um único suspeito não identificado em fuga, cujas ligações se desconhecem. É o terceiro homem do ataque ao aeroporto: deixou lá uma mala cheia de explosivos e pôs-se em fuga, enquanto os seus dois companheiros se fizeram explodir. Na fotografia capturada momentos antes do ataque, é o primeiro a contar da direita, de chapéu negro e casaco branco.

Os três bombistas são Ibrahim e Khalid el Bakraoui — irmãos — e Najim Laachraoui, este último identificado não oficialmente pelo diário Le Monde e agência France-Press. Todos participaram nos atentados de Novembro. Um dos irmãos Bakraoui arrendou sob nome falso um apartamento onde dois terroristas se encontraram antes de atacarem a capital francesa e fez o mesmo com a residência onde há uma semana a polícia entrou em tiroteio com três suspeitos jihadistas. Nesse dia escaparam duas pessoas: o principal fugitivo de Paris, Salah Abdeslam, foi uma delas. Pensa-se que a segunda tenha sido Laachraoui, que ajudou a planear e preparar explosivos para os ataques de Paris e foi um dos dois homens a fazerem-se explodir no aeroporto de Zaventem.

De volta à manhã dos acontecimentos de terça-feira. Dois minutos antes das oito da manhã, hora local, o irmão Bakraoui mais velho, Ibrahim, de 30 anos, fez-se explodir no balcão número 11 da zona de embarque do aeroporto de Zaventem. Nove segundos mais tarde, Najim Laachraoui fazia-se também detonar, mas no balcão número dois. Os explosivos detonados no aeroporto estavam em malas, não em coletes suicidas, como aconteceu em Paris. A maior carga, aliás, transportada pelo homem que se pôs em fuga, acabou por não detonar no momento pretendido e, quando o fez, não feriu ninguém. Mais de uma hora depois, Khalid Bakraoui fez-se explodir numa carruagem de metro, matando mais de 20 pessoas.

Os três homens que atacaram o aeroporto viajaram para lá de táxi. Queriam inicialmente transportar cinco malas, mas o carro tinha apenas espaço para três. Suspeita-se que o suspeito a monte — o único que não se fez explodir — já planeara a sua fuga antes, visto que só os dois bombistas usavam uma luva apenas na mão esquerda, presumivelmente para ocultar um detonador. Através do taxista, as autoridades chegaram ao bairro de onde os homens partiram: Schaerbeek, onde se realizaram buscas na tarde de terça-feira e se encontrou material suficiente para fazerem “mais dez grandes bombas”, de acordo com um especialista em explosivos contactado pelo Guardian.

Acabar na prisão

A polícia fez também um achado raro: Ibrahim deixara um computador para trás no seu apartamento, onde escreveu um texto de despedida. O procurador-federal belga, Fréderic van Leeuw, narrou-o aos jornalistas numa citação muito livre. “Ele explica que está a agir à pressa, que não sabe mais o que fazer, que é procurado em todo o lado e que se arrisca a acabar a sua vida numa prisão, se não fizer nada.” O escrito não menciona o nome de nenhum cúmplice, mas faz referência a “um irmão” encarcerado, que se pensa que poderá ser Salah Abdeslam, capturado na sexta-feira depois de mais de quatro meses em fuga.

Às perguntas que se amontoavam já sobre o que terá impedido às autoridades encontrarem vários suspeitos ligados aos atentados de Paris depois de quatro meses de operações e de, acima de tudo, não conseguirem impedir essas mesmas pessoas de lançarem um novo ataque coordenado, esta quarta-feira juntou-se uma nova questão embaraçosa. O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que as autoridades belgas ignoraram em 2015 alertas enviados pelo seu país em relação a Ibrahim Bakraoui, que se detonou no aeroporto.

O extremista foi detido em Maio na Turquia ao tentar viajar para a Síria para combater com o grupo Estado Islâmico. A Bélgica não pediu a sua extradição a tempo e Ibrahim ficou em liberdade na Europa. A situação, porém, não é incomum: muitos dos terroristas que atacaram Paris eram conhecidos pelas autoridades europeias por terem combatido na Síria e em Bruxelas há dezenas de antigos combatentes jihadistas em liberdade.

Estudo português sobre cirurgia de ambulatório distinguido em Paris

“Este trabalho quis conhecer a taxa e compreender as razões do adiamento e da exclusão dos doentes para cirurgia de ambulatório, na Unidade de Cirurgia de Ambulatório do CHUC, e estabelecer estratégias para a sua diminuição. Para isso foi realizado um estudo prospetivo e descritivo, a partir do registo das consultas de anestesia entre julho de 2012 a junho de 2013”, explica Inês Mesquita, Interna de Formação Específica de Anestesiologia e primeira autora do trabalho vencedor.

E acrescenta: “A realização do estudo só foi possível com o apoio incondicional e orientação de Maria Lurdes Bela, Assistente Hospitalar Graduada de Anestesiologia, assim como pelo contributo dos outros coautores”.

Segundo Carlos Magalhães, Presidente da Associação Portuguesa de Cirurgia de Ambulatório (APCA): “Esta distinção é o reconhecimento da elevada qualidade da investigação na área de Cirurgia de Ambulatório que se tem praticado em Portugal”.

A distinção vai permitir a Inês Mesquita um estágio, com a duração de dois dias, numa Unidade de Cirurgia de Ambulatório na Europa, acreditada pela Associação Internacional de Cirurgia Ambulatório (IAAS).

A Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA) existe em Portugal desde setembro de 1998, resultado da necessidade de criação de uma estrutura que desenvolvesse e divulgasse o conceito de Ambulatório no nosso País. Ao longo destes anos tem vindo a desenvolver inúmeras iniciativas na área e teve o reconhecimento de estrutura com Estatuto de Interesse Público, em Junho de 2009. O principal objetivo da Associação é defender, promover e protagonizar o processo de evolução da cirurgia de ambulatório no nosso País, intervindo em iniciativas internacionais.

Siemens instala sistema sem condutor na linha 4 do Metro de Paris

O operador de transportes públicos RATP (Régie Autonome des Transports Parisiens) adjudicou à Siemens o fornecimento de sistemas de sinalização e de controlo operacional para as 27 estações da linha 4 do Metro de Paris, uma das mais movimentadas do sistema de metro da cidade. O funcionamento totalmente automático permite aumentar a capacidade de transporte em 20%, uma vez que os comboios passam a circular em intervalos mais curtos.

“A Siemens já equipou cerca de 300 quilómetros de ferrovia em todo o mundo com tecnologia de sinalização que permite o funcionamento totalmente automático, fazendo com que seja líder de mercado neste campo. A operação automática da linha 4 permitirá um intervalo de apenas 85 segundos entre os comboios. Simultaneamente, o controle automático reduzirá o consumo de energia até 15%”, explica Jochen Eickholt, CEO da Siemens Mobility.
O valor total da encomenda ronda os 70 milhões de euros e o início do serviço de passageiros está previsto para 2020.

Para modernizar os doze quilómetros da Linha 4, a Siemens fornecerá o sistema de controlo automático de comboios Trainguard MT, que permite o funcionamento totalmente automático, sem condutor. Todos os movimentos dos comboios serão controlados e monitorizados pelo centro de operação e controlo, que também faz parte do fornecimento da Siemens. Para além disso, serão instaladas portas de segurança especiais nas plataformas que proporcionarão segurança adicional nas 27 estações do Metro.

A Siemens e o Metro de Paris
Com cerca de 700 mil passageiros por dia, a Linha 4 do Metro de Paris é uma das  mais movimentadas de toda a rede de transportes públicos da cidade. É também a ligação norte-sul mais importante da capital francesa uma vez que liga a estação de Porte de Clignancourt à futura estação de Bagneux. Ao longo do seu percurso faz paragens em três importantes estações ferroviárias de longa distância, sendo ainda a única linha com terminais de correspondência para todas as outras 16 linhas de transporte público.

Além da linha 4, a Siemens já equipou as linhas 14 e 1 para funcionar sem condutor. A linha 1 do metro é a linha metropolitana mais antiga e movimentada de Paris, ligando a cidade num eixo este-oeste, com 17 quilómetros de comprimento. Recentemente, a Siemens forneceu equipamentos e sistemas de sinalização para as linhas 3, 5 e 9.

Terroristas de Paris podem estar em Portugal

Três dos jihadistas franceses que estiveram envolvidos nos ataques de Paris podem estar em Portugal. O alerta partiu da Interpol e da polícia espanhola, sendo que as autoridades portuguesas já estão a investigar, avança o Jornal de Notícias.

Os suspeitos – Kevin Guiavarch, nascido em 1993, Memdi Kaddour, nascido em 1995, e um terceiro, que se sabe apenas chamar-se Samir, estarão armados e são referenciados como extremamente perigosos.

Este último pode mesmo ser Samir Bouzid, um dos cabecilhas dos atentados em França, que terá passado pela Bélgica e viajará numa viatura Citroën de cor escura com matrícula francesa.

Na sequência deste alerta, estará em marcha uma caça ao homem concentrada sobretudo no norte do país. O Distrito de Viana do Castelo é considerado zona sensível devido a ligações a Espanha.

Inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e 115 militares da GNR controlaram ontem, durante grande parte do dia, a entrada de pessoas sem identificação em todas as fronteiras terrestres e fluviais do distrito.

Seis franceses, cinco tunisinos, quatro chineses e quatro marroquinos foram alvo de fiscalização; um português foi intercetado por suspeitas de furto; e dois espanhóis foram detidos por condução ilegal.

Emissões globais de CO2 podem baixar este ano

São “tendências encorajadoras”, segundo investigadores dos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Noruega, num estudo publicado na revista Nature Climate Change. Mas estão longe de prenunciar o fim do problema das alterações climáticas.

Entre 2013 e 2014, a quantidade de CO2 libertada pela queima de combustíveis fósseis e pelas indústrias – que  juntos representam a esmagadora maioria de emissões mundiais – subiu apenas 0,6%, comparado com 2,4% anuais na década anterior. Em 2015, tudo indica que haverá uma queda de 0,6%, segundo projeções apresentadas pelo estudo.

A notícia circulou rapidamente no centro de exposições de Le Bourget, nos arredores de Paris, onde as Nações Unidas estão a finalizar negociações para um novo tratado contra as alterações climáticas. Em jogo está o que o mundo deve fazer para reduzir drasticamente as emissões de CO2 nas próximas décadas. “As emissões não subiram [nos últimos anos], e isto são boas notícias. Mas estamos focados nas negociações”, disse Todd Stern, enviado especial dos Estados Unidos para a área das alterações climáticas, numa conferência de imprensa.

A evolução dos últimos anos tem um responsável principal claro: a China, que tem reduzido o seu brutal consumo de carvão. Também a procura pelo petróleo e gás natural cresceu menos e as renováveis estão a avançar.

Há um dado que agora surpreende. “Ao contrário de outros períodos onde houve pouco ou nenhum crescimento das emissões, o PIB mundial cresceu substancialmente nestes dois anos”, escrevem os autores do estudo, liderado por Robert Jackson, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

As emissões globais de CO2 tiveram outros momentos de estabilização nos anos 1990, com a recessão no Leste europeu depois da queda do muro de Berlim e em crises económicas mundiais, como a de 2008. Nos três últimos anos, porém, o PIB mundial cresceu a taxas de 3,3 e 3,4% e em 2015 deverá subir mais 3,1%.

“O tempo dirá se esta surpreendente interrupção no crescimento das emissões é transitório ou um primeiro passo em direção à estabilização”, escrevem os autores do artigo.

“Não podemos celebrar ainda. Dois anos de aparente estabilização de emissões não fazem uma tendência”, alerta Martin Kaiser, diretor de política climática da organização ambientalista Greenpeace.

Nas previsões para 2015 do estudo agora divulgado, as emissões deverão cair na China, Estados Unidos e União Europeia – os maiores contribuintes para o total global. Mas subirão no resto do mundo, em particular na Índia – também no topo da lista dos maiores emissores globais de CO2.

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