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Paris, refugiados e um vestido lideraram no Twitter em 2015

Os atentados em Paris a 13 de novembro agitaram o Twitter durante dias. A hashtag #PrayForParis foi usada para partilhar os sentimentos e críticas pelos que morreram e ficaram feridos mas também pelos que comentaram aquele que foi um dos piores ataques da última década na Europa. Perto de 130 pessoas morreram às mãos de extremistas em vários locais na capital francesa, dez meses depois do semanário satírico Charlie Hebdo ter também sido alvo de homens fundamentalistas muçulmanos armados, a 7 de janeiro. Doze pessoas morreram.

#JeSuisCharlie (eu sou Charlie) foi a frase que se multiplicou nas redes sociais e o Twitter não foi exceção, com milhares de tweets a serem publicados sob a hashtag uns pela liberdade de expressão outros pela defesa do respeito pela religião islâmica. “Fizemos o nosso trabalho. Defendemos o direito à caricatura”, afirmou em julho último o diretor da publicação francesa, Laurent Sourisseau. “É estranho, espera-se que exerçamos uma liberdade de expressão que mais ninguém se atreve a exercer.”

Além destas duas hashtags outra surgiu para assinalar a solidariedade para com os franceses e Paris, onde os dois ataques ocorreram. #PortOuverte (porta aberta), foi usada para ajudar os que precisaram de abrigo na cidade após os atentados de novembro.

Segue-se a hashtag #BlackLivesMatter (as vidas dos negros importam), que se tornou um dos movimentos sociais mais influentes deste ano. Começou como uma hashtag no Twitter para se tornar o lema de manifestações que se repetiram pelos Estados Unidos em nome da igualdade racial. Segundo a rede social, a hashtag ou frase foi incluída num tweet 9 milhões de vezes, depois de ter servido para unificar os incidentes que se passaram em #Ferguson, #Charleston e #Baltimore, onde cidadãos negros foram agredidos ou mortos pela polícia em casos que levaram à realização de protestos, alguns violentos, contra o racismo atribuído às autoridades.

No Facebook, por exemplo, as fotografias de perfil de muitos foram sobrepostas por arco-íris, símbolo da comunidade gay, mas no Twitter foram #HomeToVote e #LoveWins (o amor vence) que simbolizaram a legalização nos Estados Unidos e na Irlanda do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A hashtag #HomeToVote foi utilizada pelos que regressaram a casa para votar no referendo sobre o casamento homossexual, a 21 de maio. A #LoveWins celebrou a decisão do Supremo Tribunal norte-americano de legalizar, a 26 de junho, o casamento gay nos Estados Unidos.

#RefugeesWelcome (bem-vindos refugiados) foi uma das hashtags mais influentes  em 2015. Criada para assinalar a vinda de várias dezenas de milhares de pessoas da região do Médio Oriente e África para a Europa, em busca de refúgio, foi usada para publicar tweets de apoio aos refugiados por organizações de defesa dos direitos humanos e cidadãos que se juntaram para angariar bens e alimentos para ajudar os que chegavam ao território europeu e para apelar aos países europeus que abrissem as suas fronteiras.

Ahmed Mohammed, o rapaz de 14 anos que foi detido na sua escola no Texas, nos Estados Unidos, por ter criado um relógio digital em casa e o ter levado para as aulas, entrou no top do Twitter através da hashtag #IStandWithAhmed (eu apoio Ahmed). Uma fotografia do jovem algemado pelas autoridades depois de se ter suspeitado de tinha criado uma bomba, tornou-se viral. Segundo o Twitter, menos de seis horas depois do incidente, a hashtag foi criada e levou à publicação de mais de 370 mil tweets, com reações de apoio do próprio Presidente Barack Obama.

As eleições na Argentina, Canadá, Singapura, Índia e Reino Unido lideraram também entre tweets, com eleitores a trocarem opiniões e a iniciar discussões sobre o futuro político dos seus países.

Houve ainda lugar para o futebol no feminino. Em #FIFAWWC, foram trocados tweets entre os que seguiram os jogos do Campeonato do Mundo no Canadá, em junho, com tweets apenas com a palavra “golo” ou com observações sobre a performance das jogadoras. “Os tweets sobre #FIFAWWC foram vistos nove mil milhões de vezes entre 6 de junho e 5 de julho, tornando o campeonato um dos maiores eventos desportivos do ano”, escreve a rede social.

A fotografia mais nítida de sempre do planeta Plutão suscitou a curiosidade de milhares a 14 de julho e levou a que #PlutoFlyby se destacasse em 2015. Mais de um milhão de tweets foram criados nesse dia depois de conhecidas as imagens captadas pela sonda New Horizons da NASA.

Em fevereiro, um simples vestido às riscas provocou uma acesa discussão sobre cores. Tudo porque uns o viam de cor preta e azul e outros branco e dourado. Houve explicações de cientistas e médicos que afirmaram tratar-se de problemas na retina dos que viam uma dada combinação de cores e não a outra e outros que defenderam que se deve à forma como o nosso cérebro processa a informação visual que vem dos olhos. É nesta segunda opção que reside a explicação do fenómeno. #BlueandBlack ou #WhiteandGold tornaram-se virais e os 4,4 milhões de tweets publicados mostram-no.

O Twitter fecha o top dos mais influentes com Caitlyn Jenner, o transsexual norte-americano cuja conta na rede se tornou a mais rápida (apenas em quatro horas) a atingir um milhão de seguidores, em junho, batendo a própria conta do Presidente dos Estados Unidos @POTUS.

País continua sem plano de articulação operacional entre militares e polícias

A Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo (ENCT) entrou em vigor em fevereiro, após o ataque terrorista em Paris contra o jornal Charlie Hebdo. Porém, o previsto plano de articulação operacional – já referido nas Grandes Opções do Conceito Estratégico de Defesa Nacional de 2013 – ainda “não existe” e as FA desconhecem quaisquer iniciativas para o elaborar, soube o DN junto de fontes militares.

Fontes das Forças e Serviços de Segurança (FSS) disseram que a implementação da ENCT decorre nos trâmites previstos e, frisou uma delas, “conta com o envolvimento e a participação de todas as entidades com responsabilidades na matéria”. Em relação à Unidade de Coordenação Antiterrorista, que está por regulamentar, os trabalhos para a sua evolução “decorrem conforme previsto” à luz das recentes alterações à Lei de Segurança Interna.

Para o general Loureiro dos Santos, “isso limita a possibilidade de empregar as FA” para responder a um ataque como os do dia 13 de novembro em Paris, “a não ser que simultaneamente fosse declarado o estado de sítio ou de emergência”. Se os militares assumem o comando das operações no estado de sítio, “no estado de emergência é que as FA apoiam as forças de segurança” e, para isso, “falta a tal articulação”, frisou o ex–ministro da Defesa e antigo chefe do Exército.

O major-general João Vieira Borges, na edição de janeiro de 2013 da Revista Militar, escreveu: “Este plano deve contemplar medidas de coordenação associadas aos diferentes tipos de ameaças transnacionais, como os procedimentos, as relações de comando (nestas situações, fora do quadro da Defesa Nacional, entendemos que as forças militares devem atuar sob controlo das forças de segurança), os meios (com destaque para a necessária interoperabilidade dos sistemas e equipamentos), a doutrina, etc.”

A ausência desses mecanismos e do referido plano de articulação operacional, no caso específico da resposta a ataques terroristas, dificulta ou impede o “planeamento prático” das ações a executar por civis, polícias e militares, alertou uma alta patente ao DN.

Miguel Machado, tenente-coronel paraquedista e autor do site online Operacional, sublinhou que teria de se recorrer ao Exército se fossem precisas viaturas blindadas em todo o país – mas “a resposta seria mais demorada e atabalhoada, inicialmente”. Por isso é que, “quando as coisas estão treinadas, é muito mais fácil. Para isso há planos de contingência, para treinar situações que podem acontecer”, frisou.

Uma outra fonte levantou também dúvidas quanto às regras de empenhamento dos soldados em missões de apoio às FSS. “Nunca se discutiu isso em Portugal”, nomeadamente o que faz um militar quando os agentes policiais já não podem proteger civis que continuam a ser atacados.

Registe-se que os militares só podem usar as respetivas armas no espaço público em caso de legítima defesa e nos mesmos moldes de qualquer cidadão, pois carecem de autoridade para se substituir aos agentes das FSS (como sucede na generalidade dos países aliados).

De acordo com a lei, “a cooperação entre as FA e as FSS é aprofundada, no quadro constitucional e legal em situações de intervenção perante agressões terroristas, de acordo com o Plano de Articulação Operacional, que contempla medidas de coordenação e a interoperabilidade de sistemas e equipamentos, serviços de proteção civil, emergência médica e FA”.

Salah Abdeslam já estará na Síria

Os serviços de inteligência franceses acreditam que Salah Abdeslam já não se encontra na Europa. Fonte próxima da investigação, citada pela CNN, revelou que a teoria na qual as investigações se baseiam é a de que Salah já se encontra na Síria.

A mesma informação foi confirmada à cadeia norte-americana de televisão por uma fonte próxima do núcleo antiterrorismo francês.

Recorde-se que o mentor dos ataques à capital francesa foi morto a 18 de novembro durante uma ação policial levada a cabo no bairro Saint-Denis, em Paris.

A prima de Salah também morreu na mesma ocasião, bem como um terceiro elemento que as autoridades ainda não identificaram.

Reservas de voos caem após ataques em Paris

Paris

As viagens para Paris foram afetadas imediatamente após os ataques de 13 de novembro e o número de cancelamentos desceu agora consideravelmente, sendo que as novas reservas estão a demorar a retomar o seu ritmo.

Segundo Olivier Jager, co-fundador e CEO da ForwardKeys, “a imagem que resulta dos nossos dados é de que houve cancelamentos dramáticos de última hora de planos de viagens imediatos, sobretudo entre os viajantes de negócios, após os ataques. As novas reservas também caíram drasticamente abaixo dos números do mesmo período do ano passado”.

As maiores descidas de reservas verificaram-se por parte dos EUA, China, Espanha e Itália.
As reservas acumuladas para o período das férias de Natal, em comparação com 2014, estagnou imediatamente após os ataques de 13 de novembro .
Globalmente, o número de cancelamentos de 14 a 21 de novembro aumentou 21% quando comparado com o mesmo período do ano passado, embora agora tenha regressado a níveis normais.

O número de novas reservas permanece 27% abaixo dos números do ano passado.
O cenário para o Natal permanece negro com o número de reservas de viagens para este período agora em menos 13%. Antes dos ataques terroristas, estavam 2% abaixo de igual período de 2014.

Fatos de proteção desapareceram de hospital em Paris

Praça da República, Paris

Fatos de proteção usados em hospitais, semelhantes aos que vimos serem usados por especialistas que lidaram de perto com o vírus Ébola, desapareceram de uma sala, fechada com código, de um dos hospitais de Paris.

O caso aconteceu no hospital Necker na passada quinta-feira mas só foi admitido publicamente no último domingo, quando as autoridades parisienses revelaram que um “número limitado” de material tinha desaparecido.

Segundo a Time, porém, a imprensa francesa refere que não foi apenas um número limitado de material a desaparecer. Na verdade, além de 12 fatos de proteção, também três dezenas de pares de botas e de luvas, bem como máscaras de proteção antibacterianas terão desaparecido.

Na passada quinta-feira, dia em que o material desapareceu, Manuel Valls, primeiro-ministro francês, alertou que poderia existir o risco de serem usadas por terroristas armas químicas ou biológicas.

Governo francês cancela marcha pelo clima em Paris

Paris

O Governo francês anunciou que não vai autorizar as manifestações e marchas pelo clima previstas em Paris para 29 de Novembro, um dia antes da abertura da Conferência da ONU sobre as Alterações Climáticas, e 12 de Dezembro, um dia depois de terminar, por motivos de segurança.

A coligação de entidades que promovem a manifestação, liderada pela organização não-governamental 350.org, estava a discutir com as autoridades francesas a possibilidade de manter o evento, apesar do risco de novos atentados. A marcha inicial era o ponto central de mais de duas mil acções, dias 28 e 29 de Novembro, em diferentes pontos do mundo, num alerta para o combate ao aquecimento global. O objectivo da organização é reduzir a actual concentração das moléculas de dióxido de carbono na atmosfera de 400 partes por milhão para 350 partes por milhão.

Centenas de milhares de pessoas são esperadas nas ruas de Paris. O percurso previsto iniciava-se na Praça da República e terminava na Praça da Nação, atravessando o bairro onde ocorreram a maior parte dos ataques terroristas de sexta-feira.

“A situação criada pelos atentados odiosos de 13 de Novembro e as investigações em curso” obrigam “a reforçar as condições de segurança”, diz em comunicado a presidência da conferência (COP21), liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius. “Para evitar riscos suplementares, o Governo decidiu não autorizar as marchas pelo clima previstas para Paris e outras cidades de França.”

Há mais de 300 eventos, debates e conferências marcados durante toda a conferência, e esses serão mantidos – à excepção das excursões escolares ao local onde decorrem os trabalhos, em Le Bourget.

Dois terroristas mortos, cinco polícias e vários civis feridos

Um dos mortos é uma mulher bombista que se fez explodir durante o cerco. O segundo morto é um homem, mas desconhece-se a sua identidade, pelo menos para já.

De acordo com a estação televisiva France 24, vários civis ficaram feridos na sequência dos tiros e das explosões. Os ferimentos, que serão leves, foram causados pelos estilhaços de vidros que se partiram durante a troca de tiros entre as autoridades e os terroristas.

Até ao momento há a informação de sete pessoas detidas: três jihadistas que estavam no interior do apartamento, o dono da habitação e uma amiga deste. Relativamente às últimas duas detenções não há ainda informações.

Cinco detidos e dois mortos durante operação antiterrorista em Paris

Paris

A procuradoria de Paris confirmou a detenção de cinco pessoas, esta quarta-feira de manhã, na sequência de uma operação policial relacionada com os atentados terroristas de sexta-feira passada, que mataram 129 pessoas na capital francesa.

As autoridades francesas não disponibilizaram qualquer informação sobre a identidade destas pessoas. A procuradoria confirmou, apenas, a morte de uma mulher que se fez explodir durante uma rusga a um apartamento, onde estava refugiado um grupo armado. Segundo a imprensa local, outro suspeito também morreu.

No Twitter, a Polícia Nacional francesa revela que cinco polícias das forças especiais, RAID, ficaram feridos sem gravidade na operação.

A Procuradoria diz que não é possível aferir, ao certo, quantas pessoas estão ainda no apartamento.

A operação tem como alvo o alegado cérebro dos ataques, o belga Abdelhamid Abaaoud.

Cerca de 50 soldados franceses foram entretanto destacados para Saint-Denis, a zona onde decorre a operação policial, tendo sido posicionados na principal rua da cidade, perto do apartamento alvo de ataque das autoridades francesas.

Os estabelecimentos de ensino no centro de Saint-Denis vão manter-se encerrados e foi pedido “à população que evite totalmente a zona do centro” de Saint-Denis. Metro, autocarros e elétricos foram suspensos devido à intervenção policial, de acordo com a autoridade dos transportes RATP.

Atentados em Paris: Polícia tentou negociar com terroristas

Praça da República, Paris

Foi divulgado na manhã desta terça-feira que, pouco tempo antes do desfecho dos ataques terroristas no Bataclan, em Paris, um dos suspeitos terá contactado a polícia francesa, avança o Le Monde.

Ao que tudo indica, cinco chamadas foram realizadas, todas com o intuito de exigir à polícia que saísse do local. Em tom de ameaça garantiam que iam fazer mais vítimas.

O terrorista assegurava que decapitaria os reféns e faria explodir o Bataclan. As negociações foram em vão e 89 pessoas, que assistiam ao concerto dos Eagles of Death Metal, acabaram por ser executadas.

Existe ainda o relato de que um dos agentes terá ficado frente-a-frente com um dos terroristas, que depois terá acionado o colete de explosivos.

Mais dois bombistas suicidas foram identificados

Praça da República, Paris

Na manhã desta segunda-feira foram identificados mais dois dos bombistas suicidas que perpetraram os atentados da passada sexta-feira, em Paris.

Um dos suspeitos será responsável por uma das explosões no Estádio de França e o outro será um dos bombistas do Bataclan, anunciou o procurador de Paris.

O primeiro trata-se de Ahmad Al Mohammad, um cidadão sírio, cujo passaporte terá sido encontrado junto ao local do ataque. O segundo é Samy Amimour, de 28 anos, nascido em Paris na zona de Drancy. Este último terá sido indiciado em outubro de 2012, por associação a terroristas. Em outubro de 2013, terá violado o controlo jurisdicional a que estava obrigado, tendo sido alvo de um mandado de captura internacional.

Ao todo, já foram identificados cinco dos autores dos ataques que tiveram lugar em Paris, na sexta-feira.

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