Quinta-feira, 25 Fevereiro, 2021
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Beja celebra Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Património e Paisagem Rural é o tema deste ano. Pretende-se, desse modo, promover o entendimento das zonas rurais enquanto paisagem, e da paisagem enquanto património, estimulando a percepção de territórios em permanente mutação, que acumulam os saberes e as práticas decorrentes de uma vivência continuada, em constante adaptação aos imperativos ambientais, culturais, sociais, políticos e económicos. 

Em Beja comemoraremos a data no Moinho Grande. Localizado nos arredores de Beja, é propriedade da família Soares, que tem desde há várias gerações garantido a sua salvaguarda, permitindo hoje a sua dinamização, e (re)valorização paisagística da envolvente da cidade.

O Moinho Grande, para além da sua beleza inegável, é símbolo de património ímpar, onde o vento dava lugar à farinha e daí ao mais transversal dos alimentos humanos, o pão. É lugar de mil e umas histórias e saberes que, ao final da tarde do dia 18, exploraremos através de visitas guiadas pelo Sr. Francisco Soares e de uma sessão de Contos promovida pela Biblioteca Municipal de Beja. 

Região Norte: um património rico em diversidade, história e vivências locais

A Direção Regional de Cultura do Norte tem vindo a desenvolver um trabalho de excelência no que diz respeito à promoção e preservação da cultura a Norte. Tem sido um trabalho fácil?

Tem sido um trabalho de persistência e muita determinação para assegurar o objetivo último da nossa missão que visa, sobretudo, a salvaguarda, valorização e divulgação do património arquitetónico e arqueológico.

Para além de uma vertente muito importante de acompanhamento das atividades e apoio das estruturas de produção artística financiadas pelo Ministério da Cultura, a Direção Regional de Cultura do Norte tem desenvolvido a sua atividade visando a criação de condições de acesso aos bens culturais, para que estejam disponíveis para a fruição do público. Conjugar a salvaguarda do património com a demanda turística atual é o grande desafio que se coloca.

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Na sua ótica qual é a realidade cultural da região Norte do país?

A região Norte do País tem um património riquíssimo que resulta da sua diversidade geográfica e humana, mas também da sua História e vivências locais. Se ao património edificado juntarmos todos os outros elementos distintivos da nossa herança cultural, poderemos afirmar que estamos perante um território com enorme potencial a vários níveis, assente, não só, mas também, no dinamismo cultural.

De facto, a cultura e a identidade dos povos são valores que importa cada vez mais preservar e transmitir de geração em geração. É nossa responsabilidade assegurar o legado dos valores culturais, identitários e patrimoniais que herdamos do passado. É nossa responsabilidade, também, desenvolver um trabalho agregador e consensual, na medida que permita sensibilizar para a riqueza do património na construção de uma identidade.

Pelo 4º ano consecutivo, aumentou o número de visitantes nos museus e monumentos tutelados pela Direção Regional de Cultura do Norte. Trata-se de uma mudança de mentalidade ou de um maior investimento e promoção da cultura?

As mais-valias de cada território, a serem exploradas como potencial de diferenciação, assentam nas suas especificidades e na capacidade de gerar inovação aliada à competitividade, com resultados inequívocos na dinamização dos territórios.

Pelo 4º ano consecutivo, aumentou o número de visitantes nos museus e monumentos tutelados pela Direção Regional de Cultura do Norte, registando, em 2017, uma subida de 6,1% em relação ao período homólogo.

Desde 2013, já se registaram cerca de 2,7 Milhões de visitantes no conjunto museológico composto pelo Museu de Lamego, Museu dos Biscainhos e Museu D. Diogo de Sousa (Braga), Paço dos Duques e Museu de Alberto Sampaio (Guimarães), Museu da Terra de Miranda (Miranda do Douro) e Museu do Abade de Baçal (Bragança).

Se a estes resultados se somarem os registos de entradas nos principais monumentos geridos pela DRCN, constata-se um valor próximo dos 5 Milhões de visitantes.

O crescimento verificado nos últimos anos deve-se a um reforço da estratégia de trabalho em rede por todo o território, onde temos vindo a desenvolver uma política descentralizadora de investimentos, envolvendo os agentes culturais e autarquias locais na prossecução de um esforço comum de salvaguarda, preservação e divulgação do Património a Norte.

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Em 2018 Santa Maria da Feira será a Capital da Cultura do Eixo Atlântico. É a quinta cidade portuguesa a receber o título por parte da associação transfronteiriça. O que acarreta este título?

A Capital da Cultura do Eixo Atlântico visa potenciar a cultura em todas as suas expressões nas cidades do Eixo Atlântico contando sempre com a presença cultural dos países historicamente ligados a Portugal e à Galiza. É uma excelente oportunidade para reforçar o papel da cultura na construção de uma sociedade mais enriquecida.

A Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) está a investir 2,3 milhões de euros na Operação Mosteiros a Norte. O que já pode ser dito sobre esta Operação Mosteiros? Quais são as expectativas?

A Operação Mosteiros a Norte é apenas uma das várias ações que a DRCN tem curso no território, aproveitando os fundos comunitários do Portugal 2020.

Em concreto, a Operação «Mosteiros a Norte» visa dar continuidade às intervenções de consolidação do edificado já anteriormente realizadas nos Mosteiros de Arouca, Grijó, Rendufe, Tibães, Pombeiro e Vilar de Frades. Pretende-se melhorar e criar espaços de receção/acolhimento, reforçar as iniciativas culturais e artísticas, divulgar os espaços monásticos como pólos de atração no território e atrair novos públicos.

A operação «Mosteiros a Norte» constitui um itinerário de valor patrimonial, resultante do aprofundamento dos modos de intervir em monumentos, da criação de condições de receção e acolhimento dos visitantes.

Tudo a postos? As galerias romanas voltam a abrir

As Galerias Romanas da Rua da Prata, na baixa pombalina, voltam a abrir ao público, divulgou a EGEAC. Um momento sempre muito aguardado e com acesso limitado. Para garantir a entrada no subsolo lisboeta, nesta iniciativa inserida nas Jornadas Europeias do Património, deve fazer a inscrição.

Segundo a EGEAC, o link para as inscrições estará disponível nos sítios do Museu de Lisboa, Egeac e Câmara Municipal de Lisboa, por isso há que estar atento. A entrada custa 2 euros, crianças até 12 anos não pagam.

Localizadas na Rua da Conceição, as Galerias Romanas são visitáveis duas vezes por ano. O criptopórtico foi descoberto em 1770 quando se fazia a reconstrução da cidade pós terramoto.

O seu refúgio rural

Com quartos com nomes de flores e frutas, a Casa Valxisto – Country House assume-se como um “refúgio que lhe oferece os tons, os aromas e toda a riqueza campestre”. A partir do momento em que se pisa este espaço, o que é que se pode esperar?
A Casa Valxisto – Country House é uma casa de campo, inserida na Aldeia rural preservada de Quintandona, classificada como Aldeia de Portugal, localizada em Lagares, Penafiel.
É um projeto criado com amor e dedicação para oferecer aos seus hóspedes momentos únicos de lazer, quer através dos espaços como dos serviços, primando pela simpatia e qualidade.
Queremos que o lema “My Country House” seja verdadeiro e que cada hóspede se sinta em casa e envolvido com o ambiente campestre. Criamos espaços com a simplicidade do meio rural e em sintonia com os tons das flores e frutas que escolhemos para a decoração dos quartos, mas com o conforto dos dias de hoje.
Na Casa valorizamos os produtos da Quinta, dando ênfase à prática “da Quinta para a mesa”, pelo que servimos aos nossos hóspedes refeições em que utilizamos vários produtos de produção própria, privilegiando assim os aromas e sabores locais. Os nossos hóspedes encontram um local para descanso em contacto com a riqueza campestre.

FWEWEFWEFEngenheiros de profissão, não estava nos vossos planos apostar no setor turístico. Mas os projetos mudaram. Por que é que decidiram transformar esta antiga casa agrícola num espaço de turismo rural?
A outrora casa agrícola da Quinta de Valverde foi utilizada no passado como habitação de várias gerações da família. Os nossos antepassados mais antigos cultivavam a terra como modo de subsistência e os mais recentes como atividade complementar às suas profissões. Com o avançar dos tempos a casa foi envelhecendo e quando recebermos a propriedade algumas partes já estavam degradadas, pelo que teríamos de encontrar uma solução para recuperar o património e restituir a beleza desta típica casa agrícola valorizando-a.
Sempre fomos amantes do turismo em espaço rural, talvez pelas nossas raízes ou pelo que este tipo de turismo oferece a quem o pratica, então porque não transformar a casa numa casa de campo.
Está dotada de oito quartos e cada espaço foi decorado harmonizando os elementos rurais com os modernos e sofisticados. Três dos quartos estão preparados para receber pessoas com mobilidade reduzida e todos estão equipados com casa de banho privativa e ar condicionado.
Para nós é um prazer dar as boas vindas a quem nos visita e procuramos fazer tudo para que se sintam bem.

Localizada em Penafiel, a Casa Valxisto – Country House é a ponte para explorar a cultura, a gastronomia e o património da região. O que há a descobrir?
Estamos localizados numa região rica em cultura, gastronomia e património. No restaurante da Casa oferecemos uma ementa baseada na gastronomia regional e funciona mediante reserva. As refeições são confecionadas na cozinha que conserva a lareira e um típico forno a lenha e são servidas na antiga adega onde se preserva o lagar.
Para os dias de calor, a Casa dispõe de uma esplanada e piscina exterior com queda de água para a vinha de vinho verde, para que os hóspedes possam desfrutar de momentos relaxantes e refrescantes saboreando um produto único da região, o vinho verde. Não podendo nunca faltar a referência ao nosso fantástico serviço de massagens com aromaterapia para proporcionar uma estadia relaxante e rejuvenescedora.
A Casa é também um local ligado à nossa cultura, encontra-se inserida na Aldeia rural preservada de Quintandona, caracterizada pelas suas casas com uma mistura de ardósia (xisto) e granito e está rodeada de importantíssimos monumentos históricos, principalmente da época do românico, daí ser a Casa ideal para descansar durante uma visita aos monumentos e locais da  Rota do Românico.
Estamos geograficamente localizados no centro de três zonas classificadas como Património Mundial da Humanidade, a 30 minutos da cidade do Porto, 45 minutos da cidade de Guimarães e a 60 minutos da cidade do Peso da Régua já na região do Douro vinhateiro.
Temos todo o gosto em ajudar os nossos hóspedes a planear os seus percursos na região para que possam aproveitar ao máximo o seu tempo de visita, enfim… para que possam apreciar e saborear o que esta terra tem para oferecer.

FEFEWFNa quinta cultivam produtos hortícolas e frutícolas, respeitando as regras de uma agricultura biológica. Ao longo deste processo produtivo, que cuidados são adotados para que daqui nasçam produtos únicos e diferenciadores?
A agricultura biológica surge como um princípio de valorização dos produtos produzidos na Quinta, procurando-se obter hortícolas e frutas com as suas propriedades naturais, para que façam parte da nossa alimentação e da experiência única que oferecemos aos nossos hóspedes.
Todos sabemos os benefícios associados aos produtos biológicos, os quais aliados à crescente preocupação com a sustentabilidade, dão mais sentido ao projeto da Casa Valxisto – Country House.

A produção em agricultura biológica assume-se de forma crescente como uma oportunidade para a agricultura portuguesa. Por que é que decidiram apostar neste método produtivo?
A aposta na agricultura biológica surge como um complemento valorizador do turismo em espaço rural, bem como resposta à nossa preocupação com a preservação do meio ambiente e pelo consumo de produtos na sua essência naturais.
Não é um método produtivo fácil, mas quando a quantidade ou a dimensão não são os fatores mais valorizados, mas sim as suas qualidades, como o sabor, compensa.
Verifica-se lentamente a mudança dos hábitos de consumo da sociedade, como uma maior valorização da sustentabilidade, baseada em métodos produtivos amigos do ambiente.

A Casa Valxisto – Country House tem a particularidade de permitir a participação dos hóspedes nas tarefas agrícolas e na alimentação dos animais da quinta. Este turismo participativo tem permitido fidelizar e cativar novos visitantes? Que feedback vão recebendo?
Como queremos que os nossos hóspedes se sintam literalmente em casa, não há qualquer restrição em percorrer os campos da Quinta e as plantações, podendo colher e saborear nas épocas as frutas, desde os pequenos frutos vermelhos, framboesas, mirtilos, amoras, como maçãs, peras ou uvas.
Também é possível alimentar os tradicionais animais de Quinta, como galinhas, patos, perus, ovelhas, cabras entre outros.
Esta é uma área que pretendemos desenvolver ainda mais com o intuito de criarmos momentos também únicos para os nossos hóspedes mais pequenos.
O retorno é positivo, quer pelo impacto que o ambiente de Quinta tem no espírito das pessoas e no seu momento de lazer, sendo muitas vezes um regressar às origens ou mesmo o primeiro contacto com a terra e com os animais domésticos.

Apostar na agricultura biológica e no turismo participativo faz parte dos planos da Casa Valxisto. Para o futuro, que projetos pretendem concretizar?
A nossa constante preocupação é garantir a satisfação das pessoas que nos visitam, pelo que vamos complementando e melhorando as comodidades da Casa e os serviços disponibilizados, sendo no futuro nossa intenção criar uma maior simbiose entre a Casa, a Quinta e os seus produtos.
Existe também a pretensão de valorizar o património existente, em particular o “canastro”, infraestrutura onde era guardado e seco o milho produzido na Quinta, este projeto ainda está na fase de idealização. Será uma surpresa! Se procura um lugar para fugir da azáfama diária e descansar em contacto com a natureza, não deixe de nos visitar. Até Breve.

Visabeira investe oito milhões no primeiro hotel Vista Alegre em Lisboa

Frederico Costa

O grupo está ainda a fechar o nome do hotel, que será divulgado durante o mês de Janeiro de 2016, mas é certo que a marca Vista Alegre constará do nome, tal como já acontece na unidade que detém em Ílhavo.

Frederico Costa sublinhou que as obras para a construção desta unidade arrancam no início de 2016, para que o hotel possa entrar em operação no primeiro semestre de 2017. “O valor total do investimento é de cerca de oito milhões de euros”, revelou ainda o gestor.

O presidente da Visabeira Turismo salientou que o novo projeto será um hotel de cidade, virado para o lazer e que aposta no “mercado externo que procura Lisboa, como os brasileiros e os espanhóis”. O facto de se associar o hotel a uma das marcas de referência do grupo servirá de chamariz para clientes que já conhecem as lojas e que poderão escolher a unidade para alojamento.

Até concretizar este projeto no Chiado, a Visabeira Turismo aposta no recém-aberto Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, que está em ‘soft opening’ desde o passado dia 2 de Novembro. Com 82 quartos e um investimento total de 13,3 milhões de euros, esta unidade em frente à Ria de Aveiro aproveita os 200 anos de história do local onde nasceu a Vista Alegre para criar um “hotel experiência” que entre outras valências integrará um museu, um teatro do século XIX e a possibilidade de realizar ‘workshops’ de como se faz porcelana e pintura.

“O mercado britânico será forte para esta unidade, mas também o brasileiro e o espanhol, estes últimos mercados onde a Vista Alegre está em força com lojas”, sublinha o gestor que acrescenta ainda os turistas franceses e alemães.

Reforçar parceria internacional

O grupo de Viseu fechou recentemente um contrato de ‘franchising’ com uma das maiores redes espanholas de turismo, a Paradores, que atribui esta marca ao Hotel Casa Ínsua, em Penalva do Castelo. Esta é a primeira parceria internacional da Paradores, cuja atuação se assemelha à das Pousadas de Portugal ao transformar edifícios emblemáticos em projetos hoteleiros. A rede operava, até este contrato, 95 hotéis.

Desde dia 15 de Outubro que esta unidade de cinco estrelas abriu com a nova marca, sendo que a mudança já está a ter impacto. “Mais do que duplicou os resultados, atingiu mais de 80% de taxa de ocupação, enquanto o preço subiu mais de 30%”, revela Frederico Costa que lembra que com esta ligação à Paradores conseguiu colocar o hotel no mapa internacional.

Desde a abertura, turistas de Espanha, Estados Unidos, Rússia e França têm reforçado a procura no novo Parador Casa Ínsua.

Mas a parceria com a Paradores não vai ficar por aqui. Frederico Costa admite que em cima da mesa está a possibilidade de selecionar outras unidades e alargar a atuação da rede Paradores em Portugal. Neste cenário pode acontecer através de três caminhos: “Outra unidade do grupo poder integrar a rede, abrir caminho a que outras empresas se possam associar à marca ou a Visabeira estar no ‘managment’ para ajudar algum hotel em dificuldades e ajudar a adaptá-lo à marca Parador”, esclarece o mesmo responsável.

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