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Campanha “IR(S) é o melhor remédio” vai renovar pediatria para crianças e jovens com diabetes

“Uma nova pediatria na APDP também depende de si!” é o mote desta campanha, cujos fundos vão permitir a remodelação e ampliação do serviço de pediatria da APDP. A pediatria da APDP tem atualmente 5 salas de consulta e uma pequena zona de espera dedicada aos mais jovens, que beneficiarão de melhorias significativas graças a esta campanha.

“Esperamos aumentar a capacidade das salas de consulta e criar um espaço de convívio e de refeições para dar melhor conforto e condições às mais de 600 crianças e jovens com diabetes tipo 1 que acompanhamos anualmente na APDP”, explica José Manuel Boavida, endocrinologista e presidente da APDP.

O jornalista Martim Cabral, coapresentador da rubrica televisiva “Ir é o melhor remédio” é o embaixador desta causa e explica no vídeo como todos podem ajudar a APDP, doando 0,5% do seu IRS sem qualquer custo.

Para ajudar a APDP a renovar o serviço que ajuda a associação a cuidar das crianças com diabetes, basta inserir o NIF da APDP, 500 851 875, no quadro 11 do modelo 3, selecionando “Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública”.

“A pediatria da APDP já é um centro referência a nível europeu, reconhecido como “Centro Sweet” e estamos certos de que a renovação desta ala vai contribuir para melhorar o trabalho dos profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, os cuidados prestados às crianças e jovens com diabetes tipo 1”, conclui João Filipe Raposo, Diretor Clínico da  APDP.

A diabetes tipo 1 caracteriza-se pela incapacidade do pâncreas em produzir insulina, o que implica que as pessoas com este tipo de diabetes tenham de realizar terapêutica com insulina durante toda a vida. De acordo com os números mais recentes do Observatório Nacional da Diabetes 2016, referentes a 2015, estima-se que a diabetes tipo 1 afete 3.327 crianças e jovens entre 0 e 19 anos.

Sobre a APDP

Fundada em 1926, a APDP é a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo. Com cerca de 15 mil associados, desenvolve a sua atividade na luta contra a diabetes e no apoio à pessoa com esta doença, tendo sempre como meta a integração das pessoas com diabetes enquanto elementos ativos na sociedade. A APDP tem sido pioneira na prevenção, na educação e no acompanhamento personalizado. Conhecer melhor a doença e explorar novas formas de tratamento são os seus principais objetivos, a par da criação de estruturas capazes de dar resposta aos diversos problemas que envolvem a diabetes.

www.apdp.pt

CONSULTORES DE LACTAÇÃO: UMA NOVA PROFISSÃO NA ÁREA SAÚDE

A OMS recomenda a amamentação exclusiva até aos seis meses de vida e a sua continuação junto com alimentação complementar até aos dois anos ou mais.
No entanto, a maioria das mulheres começam a dar leite artificial aos seus filhos nos primeiros meses de vida e param de amamentar muito antes dos dois anos de idade. Existem inúmeras razões para que isto aconteça. As mães frequentemente pensam que têm pouco leite ou que o seu leite é fraco, deparam-se com reais dificuldades na amamentação para as quais não obtêm apoio adequado e recebem por parte dos profissionais de saúde conselhos antagónicos.

2014-07-11
Atualmente, em Portugal, a formação curricular dos profissionais de saúde na área da ciência da lactação humana é insuficiente, não respondendo às necessidades das mães e bebés no apoio à amamentação. A formação em Aleitamento Materno requer um elevado conhecimento baseado na evidência científica, da fisiologia da lactação, das competências bio-comportamentais da criança e da mãe, dos riscos da alimentação artificial e uma postura ética no papel de facilitador, para além da experiência prática.

Em resposta às necessidades das mães de um apoio especializado na amamentação e a par com a evolução da ciência da lactação humana, surge uma nova profissão na área da saúde: os Consultores de Lactação, conhecidos internacionalmente como IBCLC (International Board Certified Lactation Consultant). Os Consultores de Lactação são profissionais com certificação internacional cuja prática está sujeita a um código de ética e a uma conduta que garante a quem recorre aos seus serviços, um atendimento dentro dos mais elevados níveis de cuidados prestados às mães que amamentam e aos seus bebés.

Os Consultores de Lactação educam mulheres, famílias, profissionais de saúde e a sociedade sobre a lactação humana. Defendem a amamentação como norma da alimentação do bebé e dão um apoio holístico às mulheres e suas famílias desde a preconceção ao desmame.
Em países como os do norte da América, Austrália e norte da Europa, os Consultores de Lactação trabalham em maternidades e unidades de neonatologia, contribuindo para o aumento da taxa de amamentação exclusiva e da duração da amamentação. Ajudam a reduzir os custos associados à saúde, reduzindo o número de consultas, internamentos e absentismo laboral. No caso de bebés prematuros ou com necessidades especiais, fornecem as melhores respostas e soluções.

EM PORTUGAL APENAS EXISTEM 14 CONSULTORES DE LACTAÇÃO
A clínica Amamentos, em Lisboa, é a primeira clínica de amamentação em Portugal. Dispõe de uma equipa de profissionais especializados na área da amamentação que integra cinco consultores de lactação, que diariamente realizam consultas de amamentação.

A OPINIÃO Graça Gonçalves e Elsa Paulino, Médicas Pediatras e Consultoras Internacionais de Lactação

Operação Nariz Vermelho angariou cerca de 14 mil euros em campanha

A campanha de angariação de fundos de rua da ‘Operação Nariz Vermelho’ (ONV), que decorreu entre 1 e 5 de junho em oito cidades portuguesas, angariou cerca de 14.4000 euros em donativos.

De acordo com um anúncio publicado esta terça-feira na imprensa nacional, a ‘Operação Nariz Vermelho’ revela que a campanha de rua para angariação de fundos que decorreu em Lisboa, Almada, Sintra, Cascais, Coimbra, Porto, Matosinhos e Braga obteve um total de 14.444,08 euros.

A iniciativa “Seja Sorridário” envolveu 229 voluntários, sendo que os donativos monetários vão contribuir para assegurar o programa gratuito de visitas dos Doutores Palhaços às crianças hospitalizados nos serviços pediátricos de 13 hospitais do país.

Segundo um estudo conhecido no início de março, a maioria das crianças hospitalizadas parece suportar melhor a dor graças à presença dos Doutores Palhaços, de acordo com dados recolhidos junto de profissionais que trabalham em instituições visitadas pela ONV.

Dos 332 profissionais dos hospitais visitados pela ONV e inquiridos para o estudo que consta do livro “Rir é o melhor remédio”, 84 por cento acha que as crianças parecem suportar melhor a dor, 65 por cento considera que estas se alimentam melhor e 65 por cento que melhoram o sono graças às visitas dos Doutores Palhaços.

Segundo os profissionais hospitalares inquiridos, 90 por cento das crianças visitadas demonstram mais tolerância à dor e 94 por cento melhoram a sua condição clínica.

A ‘Operaçaõ Nariz Vermelho’ realiza visitas durante 42 semanas por ano, aos 13 hospitais abrangidos pelo programa em Lisboa, Cascais, Sintra, Amadora, Almada, Porto, Coimbra e Braga.

A equipa de artistas é constituída por 22 Doutores Palhaços e nos bastidores trabalham nove profissionais. Anualmente, a ONV visita mais de 40 mil crianças hospitalizadas.

Sociedade Portuguesa recomenda vacinação dos jovens contra o HPV

De acordo com uma atualização das recomendações sobre vacinas extra do Programa Nacional de Vacinação (PNV), elaboradas pela Sociedade de Infeciologia Pediátrica (SIP) da SPP, os jovens adolescentes devem vacinar-se, a título individual, contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV),”como forma de prevenir as lesões associadas a este vírus”.

No documento lê-se que que o HPV “é responsável, em todo o mundo e em ambos os sexos, por lesões benignas e neoplasias malignas, com incidência elevada”.

“É hoje considerado o segundo carcinogéneo mais importante, logo a seguir ao tabaco. Está associado a 5% dos cancros, em geral, e a 10% na mulher”, prosseguem os autores.

Segundo a SIP, “os homens encontram-se em risco de desenvolver condilomas genitais, cancros do ânus, do pénis, da cabeça e pescoço e neoplasias intraepiteliais do pénis e ânus”.

Em Portugal, a vacina contra o HPV foi introduzida no Plano Vacinal de Vacinação em outubro 2008, para todas as adolescentes com 13 anos de idade num esquema de três doses. A partir do dia 01 de outubro de 2014, a vacinação em âmbito de PNV passou a ser recomendada para as raparigas entre os 10 e 13 anos de idade num esquema de duas doses.

Tendo em conta que “a carga da doença por HPV é relevante no sexo masculino e não existem rastreios implementados para a prevenção dos cancros associados a HPV”, os especialistas concluíram que “a forma de reduzir individualmente o risco de doença, para além da proteção indireta, é através da vacinação”.

Outra recomendação da SPP vai no sentido da “vacinação de jovens pais e conviventes que desejem reduzir o risco de infeção para si e para os recém-nascidos com quem residem”.

“A vacinação durante o terceiro trimestre da gravidez (entre as 28 e 36 semanas) durante surtos, como o que ocorre atualmente na Europa” e a “vacinação de adolescentes e adultos” são medidas de proteção individual igualmente recomendadas.

Em julho, o diretor-geral da Saúde assumiu que as autoridades estão preocupadas com os casos de tosse convulsa em Portugal, que também tem atividade em outros países europeus, e nos Estados Unidos.

Dados da OMS, citados neste documento, indicam que em 2008 se registaram 16 milhões de casos no mundo e 195 mil mortes em crianças.

“Nos últimos anos tem-se observado um aumento ligeiro do número de casos, embora flutuante”, lê-se no documento que pode ser consultado no site da SPP.

Além destas recomendações a SIP/SPP mantém a recomendação da proteção contra a doença invasiva por N. meningitidis tipo B, nomeadamente “a vacinação das crianças dos dois meses aos dois anos”, podendo também “ser administrada a crianças e adolescentes”.

É também recomendada a vacinação de “crianças e adolescentes com fatores de risco para doença invasiva por N. meningitidis, nomeadamente défices do complemento, asplenia e tratamento com eculizumab”.

“A vacinação pode, ainda, ser considerada em crianças e adolescentes com doença ou tratamento imunossupressores e na prevenção de casos secundários intradomiciliários ou em instituições e para controlo de surtos”.

Para o rotavírus, agente que causa gastrenterite aguda, a SPP mantém “a recomendação de vacinação de todas as crianças saudáveis, reforçando a importância do cumprimento das indicações quanto à idade de vacinação”.

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