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Petróleo esquece recuperação e cai a pique outra vez

Depois de várias sessões de subida, que levaram os preços do petróleo a níveis pouco vistos nos últimos meses, estão de volta as perdas nos dois principais mercados de ‘ouro negro’ em todo o mundo. A matéria-prima fóssil mais importante do mundo está a afundar novamente, com pressões contrárias a aumentarem as hesitações e o nervosismo dos investidores.

Em Nova Iorque, o preço cai quase 1,9% face ao final da sessão de ontem e cada barril de crude custa agora 37,19 dólares. No mercado londrino o preço ainda está ligeiramente acima dos 40 dólares por barril de brent, mesmo com uma queda diária de 1,81%.

Apesar do acordo entre Arábia Saudita, Rússia e outros gigantes mundiais do petróleo para congelar a produção tinha levado a uma escalada dos preços ao longo das últimas semanas, mas a posição iraniana parece estar a colocar em risco o reequilíbrio do mercado. O petróleo vindo do Irão chegou num navio português a Espanha esta semana pela primeira vez desde o final do bloqueio comercial de várias décadas, provocado pelas sanções nucleares do Ocidente.

Não existe para já qualquer intenção do governo iraniano de congelar total ou parcialmente a produção nacional e por isso, o ambiente de oferta excessiva parece ter chegado para ficar.

Quatro horas para explicar aumento de 6000% na gasolina

“Chegou a hora de instalarmos um sistema que garanta o acesso aos derivados dos hidrocarbonetos a preços justos, venezuelanos, mas que garanta o pagamento do que se investe para produzir a gasolina e, inclusivamente, o salutar funcionamento da Petróleos da Venezuela (Pdvsa), petrolífera estatal”, disse.

Nicolás Maduro falava em Caracas, no Salão Ayacucho do palácio presidencial de Miraflores, durante uma reunião de ministros, transmitida pelas rádios e televisões do país, em que fez um balanço da Agenda Económica Bolivariana para enfrentar a crise venezuelana.

Segundo chefe de Estado, um litro de gasolina normal passa de 0,07 bolívares para 1,00 bolívar por litro (de 0,01 euros para 0,14 euros o litro à taxa de câmbio Cencoex, a principal do país), o que representa um aumento de 1000%, e a gasolina de 95 octanas passa de 0,097 bolívares para 6,00 bolívares por litro (de 0,013 euros para 0,85 euros o litro), o que representa um aumento de 6000%.

Atualmente, na Venezuela, é possível encher um depósito médio de gasolina super com três bolívares (0,42 euros) e uma garrafa de água de 220 cc custa 50 bolívares (7,15 euros).

Segundo Nicolás Maduro, a Venezuela tem “a gasolina mais barato do mundo” e “a Pdvsa e o Governo pagam para que os venezuelanos ponham gasolina”, pois o custo de produção é superior ao da venda.

Desvalorização do bolívar

Durante a reunião, o Presidente da Venezuela anunciou ainda uma desvalorização do bolívar (a moeda nacional) cuja taxa principal passa de 6,30 para 10 bolívares por cada dólar norte-americano (de 6,99 para 11,1 bolívares por cada euro).

Além da taxa Cencoex (principal) que é usada pelo Estado para as importações prioritárias, existem duas outras taxas oficiais, uma a 13 bolívares e a outra a 200 bolívares por cada dólar norte-americano (14,43 e 222 bolívares por cada euro).

Há ainda uma cotação conhecida como dólar paralelo, que ronda os 1.160,00 bolívares por cada euro, mas cujo valor é proibido divulgar localmente.

Sete postos já vendem gasóleo abaixo de 90 cêntimos

O barril do brent – negociado em Londres e que serve de referência para as importações nacionais – está hoje a negociar na casa dos 33 dólares.

De acordo com os dados atualizados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), há neste momento 16 postos de abastecimento com gasóleo abaixo de um euro, de norte a sul do país. Consulte aqui a lista.

Mas para quem abastece com gasóleo simples, não aditivado, encontra valores ainda mais baixos: há sete postos a comercializar um litro de gasóleo simples por um preço inferior a 90 cêntimos.

O ranking das bombas low cost com os preços mais baixos do mercado é dominado, quase na totalidade, por áreas comerciais da marca Pingo Doce. Castelo Branco, Rio Maior, Oliveira do Bairro, Sesimbra, Cartaxo e Amarante são os municípios com os preços mais baixos. O gasóleo simples também custa 0,874 euros por litro na zona comercial do E.Leclerc de Santarém.

Segundo a plataforma do Preço dos Combustíveis Online, o Intermarché de Arruda dos Vinhos tem o litro da gasolina 95 mais barata: 1,198 euros por litro.

A DGEG mostra que o custo médio de venda ao público do gasóleo fixou-se, a 4 de janeiro, em 1,089 euros, enquanto o gasóleo simples custa 1,034 euros. A gasolina 95 atingiu o custo médio de 1,287 euros.

Os impostos têm um peso de 57,5% na estrutura de preços do gasóleo simples. O custo do combustível não vai além de 0,439 euros, enquanto o imposto sobre os produtos petrolíferos representa 0,402 euros e o IVA tem um custo de 0,193 euros.

Petróleo está igual a 2003. Combustíveis estão (muito) mais caros

O ano de 2016 está a trazer um preocupante colapso para o petróleo vendido nos mercados internacionais. A matéria-prima fóssil manteve as quedas dos últimos meses e a tendência negativa já empurrou o crude e o brent para os valores mais baixos em mais de uma década.

A cotação do brent, petróleo do mar do norte utilizado como referência energética em Portugal, caiu para pouco mais de 33 dólares por barril, o preço mais leve desde 2003. A queda está a ser provocada pelo excesso de oferta disponível no mercado, provocada pela recusa da Arábia Saudita em reduzir a produção própria e da restante OPEP. Os Estados Unidos contra-atacaram com um regresso às exportações de petróleo após 40 anos de embargo e o colapso tornou-se inevitável.

Enquanto o petróleo continua a queda imparável, a tendência dos combustíveis nos últimos doze anos é bem diferente. Olhando para os dados do Pordata, os produtos finais mais utilizados em Portugal estavam abaixo da barreira de um euro por litro, uma realidade que não se verifica hoje em dia.

Em 2003, cada litro de gasolina 95 custava em média 97 cêntimos; segundo a Direção Geral de Energia e Geologia, o preço nos postos nacionais durante o dia de ontem era de 1,362 euros por litro. O gasóleo custava 71 cêntimos por litro há doze anos; ontem o preço médio era de 1,037 euros na variante sem aditivos.

Ou seja, apesar do petróleo custar o mesmo que em 2003, a gasolina está 40% mais cara e o gasóleo custa 46% mais do que há doze anos. O aumento dos impostos e dos custos de exploração são as duas principais razões para a diferença entre a matéria base e os produtos finais, com claro prejuízo para o bolso dos condutores portugueses.

Reservas internacionais angolanas sobem em novembro

Bandeira de Angola

Os dados constam de um relatório mensal do Banco Nacional de Angola (BNA) e indicam ainda que entre janeiro e novembro, Angola viu estas reservas, necessárias para garantir nomeadamente as importações nacionais de matéria-prima ou de alimentos, reduziram-se 7,3 por cento, fruto da crise da cotação internacional do petróleo, que diminuiu as receitas angolanas e a entrada de divisas no país.

No total, estas reservas perderam 1,9 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) em onze meses, segundo cálculos feitos pela Lusa.

De acordo com dados disponibilizados pelo BNA, as RIL eram de 27.276 milhões de dólares (25,1 mil milhões de euros) em 2014, de 31.154 milhões de dólares (28,6 mil milhões de euros) em 2013, de 30.828 milhões de dólares (28,3 mil milhões de euros) em 2012 e de 26.321 milhões de dólares (24,2 mil milhões de euros) em 2011.

Na revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2015, aprovado em março e que surgiu face à forte quebra nas receitas com a exportação de petróleo, o executivo angolano já previa uma descida dessas reservas para garantir cinco meses de importações, face à média anterior de seis meses.

Contudo, o Governo admitiu entretanto terminar o ano de 2015 com reservas necessárias para garantir mais de seis meses de importações.

As reservas contabilizadas pelo BNA são constituídas com base em disponibilidades e aplicações sobre não residentes, bem como obrigações de curto prazo.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, atividade que representa cerca de 98% do total das exportações do país.

O setor garantiu em 2013, segundo o Ministério das Finanças, 76% das receitas fiscais angolanas, mas o seu peso deverá descer este ano para 36,5% devido à forte redução da cotação do crude no mercado internacional.

Na crise petrolífera de 2009, as RIL angolanas reduziram-se até aos 13 mil milhões de dólares (11,9 mil milhões de euros), o que obrigou o Governo angolano a pedir um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional no valor de 1.375 milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros).

Até quando vai cair o preço do petróleo? Já se aposta nos 15 dólares o barril

A razão é só uma: o mercado petrolífero vai continuar inundado de excedentes neste ano, devido à combinação de um esperado abrandamento no consumo, em resultado do arrefecimento da China e de muitas economias emergentes, com o aumento da produção, devido à guerra de preços entre a OPEP e os EUA.

Mas não só: a Rússia, um dos maiores exportadores mundiais, anunciou uma produção média de 10,73 milhões de barris por dia, o valor mais alto desde a queda da antiga URSS, em 1991.

Petróleo derrapa para o valor mais baixo desde a crise financeira de 2008

Em Nova Iorque, a cotação afasta-se cada vez mais dos 40 dólares por barril e o petróleo negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, baixou para os níveis mais baixos desde a crise financeira de 2008.

Segundo a Bloomberg, o barril de crude negociado na ICE de Londres desceu esta manhã 2,9% para os 41,77 dólares, um novo mínimo de cerca de sete anos. Em Nova Iorque, as perdas são ainda mais expressivas, com o crude WTI a baixar 3,5% para 38,49 dólares.

A expectativa no mercado é que o excesso de crude no mercado irá continuar a ser uma realidade nos próximos tempos, apesar de alguns especialistas dizerem que a estratégia do cartel está a “sair pela culatra“. A decisão da OPEP de subir as quotas de produção, alinhando-as com o que tem sido produzido realmente, fez cair o crude para valores ainda mais baixos do que os que tinham sido fixados no início deste ano. O próximo mínimo, agora, remonta a finais de 2008.

Além do Especial em que lhe descrevemos a batalha em curso no mercado de petróleo, leia, também, o texto sobre a decisão da OPEP – que contém a análise Paulo Carmona, presidente da Entidade Nacional para o Setor dos Combustíveis (ENMC), para o impacto sobre os consumidores de combustíveis em Portugal.

O preço dos combustíveis vai baixar. E não é pouco

A próxima semana vai ser de queda nos preços dos combustíveis em Portugal. Depois do alívio da última segunda-feira, a gasolina e o gasóleo vão seguir novamente a tendência das trocas nos mercados internacionais e imitar o petróleo, ficando mais baratos na hora de encher o depósito.

Numa semana marcada pela incerteza em torno da reunião da OPEP, que irá ditar o futuro próximo do petróleo, os combustíveis trocados entre investidores nas bolsas mundiais desceram de forma clara, com destaque para o gasóleo. A queda do diesel chegou a quase 7% e a gasolina desvalorizou 1,36%, fazendo antever alívios nos postos de abastecimento.

De acordo com o Jornal de Negócios, a gasolina poderá cair entre 0,5 e um cêntimo por litro, enquanto no gasóleo o alívio poderá chegar a três cêntimos.

Os dados da Direção Geral de Energia e Geologia indicam que a gasolina 95 simples custava ontem uma média de 1,392 euros por litro em todo o país, enquanto o gasóleo estava em 1,128 euros.

Esperança na OPEP aumenta preço do petróleo

Extração de Petróleo

A semana está a começar com um alívio da pressão das últimas semanas sobre o petróleo. No último dia do mês, os investidores estão a promover uma subida que poderá limitar as perdas de novembro, que estão já acima dos 10%.

Em Nova Iorque cada barril de crude está a trocar a uma média de 42,33 dólares, espelhando ganhos de 1,49% face à sessão de sexta-feira. No mercado londrino, os dados aponta para um balanço positivo de 1,38%, com cada unidade transacionável a valer agora 45,48 dólares.

A impulsionar a recuperação de hoje surgem as notícias de um possível corte na produção da OPEP, que parece neste momento pouco provável mas ainda poderá surgir após a reunião desta semana. O provável reforço da política de compras do BCE, e os respetivos impactos no euro e dólar, está a trazer alguma incerteza, mas os preços baixos são para já um fator aliciante que leva alguns investidores a aproveitar os baixos preços para aumentar as reservas.

Cerca de 80 mil portugueses há meses sem salário em Angola

Bandeira de Angola

A crise do petróleo continua a afetar o negócio da construção civil em Angola, sendo já 80 mil o número de trabalhadores portugueses que se encontra a trabalhar naquele país mas sem receber salário. Muitos querem regressar a casa mas nem dinheiro para a passagem de avião têm, revela hoje o Jornal de Notícias.

Portugal é o segundo país com maior presença no mercado da construção africano sendo que do total de 5,3 mil milhões de euros faturados na área, dois mil são provenientes de Angola. Porém, o orçamento angolano foi feito numa altura em que o petróleo estava nos 76,5 euros. Agora está a 44 euros.

Na sequência desta crise, Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, confirma a situação de que cerca de 80 mil trabalhadores estarão sem receber em média há, pelo menos, três meses. Por isso, muitos que virão a Portugal pelo Natal já não pensam em voltar.

“Há 200 mil trabalhadores portugueses a trabalhar na fileira da construção em Angola e cerca de 40% têm entre dois e seis meses de salário em atraso”, afirma o sindicalista, que revela que a empresa Soares das Costa é umas que se encontra nessa situação.

Apesar disto, “as empresas continuam a manifestar confiança neste mercado”, refere Reis Campos, que diz acreditar que as autoridades angolanas não vão deixar passar esta situação imune e que algo farão para que as consequências desta conjuntura sejam minimizadas.

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