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QUALIDADE DE SERVIÇO

A  Autatlantis é há 6 anos consecutivos eleita PME Excelência, um reconhecimento que valeu a atribuição do prémio de Mérito 2016. É fácil trabalhar com a pressão no sentido de fazer jus à distinção?

Tem sido mais um grande desafio e, sem falsas modéstias, fiquei bastante orgulhoso em subir ao palco e receber esta soberba distinção! De salientar que a Autatlantis iniciou a sua atividade em Abril de 1988. O desenvolvimento acentuado da empresa  ao longo dos últimos anos, apoiado na valorização permanente dos seus recursos técnicos e humanos, está refletido no forte e sustentado o crescimento da sua estrutura e negócios, com uma frota de 900 viaturas, renovada anualmente na medida em que os serviços prestados sejam os de melhor qualidade e segurança possível.

 

A verdade é que as PME são o grande motor da economia portuguesa, representando 99,9% do seu tecido empresarial, assegurando 80% do emprego e registando 60% do Volume de Negócios e 63% do VAB (Valor Acrescentado Bruto). Que balanço é possível fazer a Autatlantis em Portugal?

A Autatlantis rent-a-car tem procurado pautar a sua atividade pela busca incessante das melhores condições de atuação para os seus clientes, tendo em conta a necessidade da procura constante de condições em matéria de serviços de qualidade e  preços competitivos no mercado. Julgo que a Autatlantis tem conseguido cumprir nestes 30 anos os seus objetivos. Foi ganhando o seu espaço, criando emprego e hoje, com cerca de 50 trabalhadores, tem contribuindo para a economia da região e do país, cumprindo com as suas obrigações.~

Desde o passado mês de março o mercado automóvel tem vindo a apresentar uma tendência de desaceleração, tal como a Associação Automóvel de Portugal tinha antecipado na altura da entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2016. Esta situação foi sentido na Autatlantis?

Julgo haver alguma alteração nestas estatísticas, o mercado automóvel em 2016 recuperou aos níveis do ano 2000, ou seja, verificou-se um forte crescimento na venda de automóveis ligeiros passageiros e comercias. Orgulho me de dizer que a nossa atividade contribuiu largamente para este aumento.

 

Um mercado cujo crescimento assenta no rent-a-car, nas frotas e vendas a particulares prevê-se que recupere de forma saudável?

Sim, está a recuperar de forma saudável.

O Rent-a-Car deverá ter absorvido cerca de 40 mil veículos em 2015, correspondendo a cerca de 22% do mercado automóvel português. É possível que o mercado automóvel comece a passar maioritariamente pelo rent-a-car?

Como já mencionei esta atividade tem contribuído para o aumento da venda de viaturas novas em 2016 pelo que a percentagem é bastante superior à mencionada.

 

A Autatlantis assume que para se fazer diferente é preciso também pensar e agir de forma diferente. Qual vai continuar a ser a posição da marca no mercado?

A Autatlantis tem como foco a qualidade do serviço prestado. Para isto uma das nossas prioridades tem sido a aposta na formação contínua e na qualidade do nosso produto. A nossa frota é renovada anualmente procurando ter sempre as últimas novidades em marcas e modelos, isto porque é sabido que o cliente gosta de experimentar os modelos do ano e as tendências do mercado, tanto no segmento baixo como no médio e alto.

 

 

Labialfarma – Uma Marca que se Distingue

Desde 1981 a Labialfarma tem dedicado a sua atividade à pesquisa, desenvolvimento e fabrico de produtos e formas farmacêuticas inovadoras na área da saúde e bem-estar. Com os constantes desafios impostos à indústria farmacêutica, quem é hoje esta organização?
Fundada em 1981, com instalações fabris no centro de Portugal, em Mortágua, local da sua sede, a Labialfarma é uma empresa familiar atualmente gerida por membros da 2ª e 3ª gerações, que tem como Presidente do Conselho de Administração, Amílcar José dos Reis Ferraz, filho do fundador da Companhia.
É a principal das 5 empresas do Grupo Labialfarma, que sendo o maior empregador do concelho de Mortágua, tem igualmente evidenciado importantes ações de Responsabilidade Social, contribuindo para o desenvolvimento da Região.
O GRUPO LABIALFARMA é constituído pelas empresas Labialfarma, S.A; LiqFillCaps International; Wellcare; Nutri-Add, que desenvolvem atividades aplicadas à Indústria Farmacêutica e Nutracêutica, e a GesConsulting que presta serviços de Gestão, de consultoria fiscal e de contabilidade. Todas estas empresas trabalham numa perspetiva integrada e transversal a todo o processo de acréscimo de valor ao produto final.
A Investigação e o Desenvolvimento de conceitos inovadores, quer no fabrico, quer no acondicionamento dos produtos fabricados é a resposta da Labialfarma aos constantes desafios que a Indústria Farmacêutica e Nutracêutica enfrenta.
Numa aposta clara de crescimento no mundo Farmacêutico e Nutracêutico tem marcado presença permanente em feiras internacionais de referência no setor. Essa expansão internacional traduz-se, para já, no fornecimento de produtos para mais de 30 países.
No Grupo Labialfarma trabalham atualmente cerca de 300 colaboradores, a maioria obedecendo a um critério de seleção de pessoas da região.

Ao longo do tempo a empresa passou por profundas transformações, nunca perdendo o foco nos seus objetivos e acumulando um vasto leque de produtos ao seu atual portfólio. Dentro desta gama quais são, para si, os que merecem ser destacados?
Num propósito de desenvolvimento e de modernidade, com o objetivo muito claro de criar valor para os clientes da Labialfarma, têm sido desenvolvidas atividades na diversificação da sua produção num recurso ao fabrico de formas farmacêuticas únicas no país, levando ao empreendimento de intervenções sucessivas na sua unidade fabril com vista à sua completa adequação às mais recentes metodologias.
Das tecnologias desenvolvidas, destacam-se pela exclusividade do seu fabrico em Portugal, a produção de cápsulas duras com conteúdo líquido e pastoso e cápsulas moles com conteúdo líquido e pastoso – LiqFillCapsTM -, só possível à custa de forte investimento em equipamento apropriado e em áreas específicas para a sua produção.
Numa perspetiva de melhoria da estabilidade dos produtos fabricados, a Labialfarma desenvolveu conceitos tecnológicos inovadores dos quais se destacam as tecnologias QNPTM; SBSTM; RapidTabsTM diretamente relacionadas com o fabrico do produto. Como tecnologias relacionadas com novos sistemas de acondicionamento (smartPACKAGINGTM), destaca-se o conceito tecnológico FUSiONPackTM.
Encorajador para a Labialfarma têm sido as sucessivas manifestações de sucesso internacionalmente alcançadas.

Os Suplementos Alimentares são necessários? Porquê?
Os suplementos alimentares são sem dúvida muito úteis e necessários e existem diferentes tipos de suplementos em função das necessidades.
Nos indivíduos saudáveis e, na maioria dos doentes, os nutrientes são veiculados pelos alimentos correntes. Seja saudável ou doente, cada indivíduo, tem necessidades individuais em macro e micronutrientes que devem ser adquiridas diariamente de forma equilibrada de modo a manter a homeostasia (equilíbrio entre anabolismo e catabolismo) ou para corrigir desequilíbrios nutricionais por défice (ex. desnutrição) ou excesso (ex. obesidade).
O papel importante dos suplementos alimentares para a população europeia em geral, saudável, está reconhecido desde 2002, através de uma Diretiva da CE e do Parlamento Europeu [A definição de «suplemento alimentar» Diretiva 2002/46/CE] e abrange não só as propriedades nutricionais benéficas como a existência de uma relação entre o alimento ou um dos seus constituintes e a saúde;

Amílcar Ferraz
Amílcar Ferraz

Como vê a problemática recentemente instalada sobre os suplementos alimentares?
Antes de mais é necessário saber o que de facto são os suplementos alimentares. «suplementos alimentares» são géneros alimentícios que se destinam a complementar o regime alimentar normal e que constituem fontes concentradas de determinados nutrientes ou outras substâncias com efeito nutricional ou fisiológico
Não se pode andar a disputar entre medicamentos e suplementos alimentares, não tem que haver essa competitividade. Deve, bem antes pelo contrário, haver uma atuação conjunta e complementar, são os utentes a ganharem com isso.
A problemática das insuficiências nutricionais, resultantes de contribuições desadequadas de nutrientes, tem nos suplementos alimentares uma opção válida de prevenção e melhoria. Temos assistido nos últimos anos a uma continuada relevância no recurso à suplementação de vitaminas e de minerais com resultados de melhoria na qualidade de vida e concretamente nas pessoas mais velhas, a nível do desempenho funcional evidenciado.
Os suplementos alimentares têm regras bem definidas sendo regulados por um Organismo Central Europeu (EFSA).
A EFSA – European Food Safety Authority, cujo Comité Científico é composto por cientistas e peritos independentes que avaliam rigorosamente o efeito nutricional ou fisiológico e a segurança de todas as substâncias que são usadas nos suplementos alimentares. Nenhuma substância pode ser usada nos suplementos alimentares sem passar por esta avaliação rigorosa.
A segurança alimentar é de facto o principal objetivo da EFSA. Assim sendo não fazia nenhum sentido que a EFSA autorizasse os suplementos alimentares se estes não fossem seguros. Julgo que isto é claro e inequívoco.
Na Labialfarma, os suplementos alimentares são fabricados de acordo com a Boas Práticas de Fabrico (GMPs) no cumprimento de todos os parâmeros de qualidade exigidos internacionalmente e nacionalmente para o setor.
A Labialfarma foi o primeiro Laboratório Farmacêutico em Portugal, a aplicar à produção dos suplementos alimentares as Boas Práticas de Fabrico. Dispõe ainda de um serviço de Vigilância Pós-Comercialização dos produtos que fabrica – Sistema VIGIA- serviço de apoio à toma segura de suplementos alimentares. Para o efeito, dispõe de uma equipa especializada de farmacêuticos e médicos pronta a responder às dúvidas colocadas pelos utentes através do número 808 20 10 70.
Pensamos ser este o melhor caminho para evidenciar nos suplementos alimentares a qualidade que se lhes deve exigir.

PME Excelência, mais uma vez!

“A Americana é uma empresa de 1957 que lentamente foi dando os seus passos até ao presente, com alguns momentos menos bons mas, ultimamente, com um crescimento sólido”. As palavras de António Sousa, Presidente da Administração da Americana S.A., apresentam uma empresa que, apesar das dificuldades sentidas no mercado nacional, tem sabido encontrar alternativas eficazes que justificam o sucesso que tem conquistado. Sucesso que acaba por fazer jus à origem do nome desta empresa, inspirado nos sucessos conquistados pela América nessa época.
Olhando para o passado são vários os momentos que se destacam ao longo de sensivelmente seis décadas de existência. Desde a abertura de lojas (hoje sete) e a criação do armazém, aos primeiros passos na importação e exportação e ao início da distribuição nas grandes superfícies comerciais, a Americana ganhou dimensão e tornou-se uma referência nacional como uma das empresas mais competitivas nesta área de negócio, nomeadamente da venda de artigos de papelaria, livraria e escritório. Uma forte aposta focou-se, efetivamente, na parceria com as grandes superfícies comerciais. “Trata-se de um negócio difícil de gerir uma vez que estamos em contacto com pessoas que sabem muito bem o que fazem e o que querem e, por isso, temos de ter o conhecimento necessário para que tudo funcione bem e oferecer um produto que entusiasme”, explicou António Sousa. Tem sido precisamente esta adaptabilidade às exigências dos negócios e dos mercados que tem permitido que a Americana esteja continuamente no grupo da frente.
Tendo como negócio base a venda de material para escritório, a atividade não se esgota nesta área. Com livrarias, centros de cópias, tabacarias e papelarias, António Sousa divide o momento atual em duas principais “modas”: a raspadinha e as manualidades. Além disso, falar em papelaria não se reduz a um simples caderno, uma pasta de arquivo ou uma mochila. Hoje a originalidade não tem limites e a Americana tem sabido renovar-se, acompanhando tendências e sendo uma das maiores especialistas da área para este tipo de soluções.

Atuar no mercado nacional
Com a quebra da natalidade, a perda da capacidade de alguns operadores e a redução dos custos nas empresas, operar apenas no mercado nacional pode ser uma tarefa hercúlea. Daí que a empresa tenha investido noutros mercados para contornar as dificuldades sentidas no mercado interno, embora António Sousa tenha noção de que em Portugal o setor das manualidades e belas artes tem crescido, ao passo que o segmento do material de papelaria e escritório se mantem estável.
Saindo da sua zona de conforto, a Americana acompanha ainda as tendências dos mercados. Como tal, levando na “bagagem” uma variedade e disponibilidade de gama e um serviço competente, a empresa exporta para Angola e Moçambique. Contudo, as vicissitudes atuais sentidas nestes mercados, com especial enfoque no angolano, desaceleraram o investimento. “Angola já foi um canal interessante mas neste momento deixamos de contar com esse número. Estamos atentos mas para já está estagnado”, revelou António Sousa.
Se na exportação a empresa se tem centrado nestes principais mercados, a Americana trilhou um caminho próprio no campo da importação, centrando-se essencialmente em países europeus, um contínuo paradigma de qualidade. “Vendemos, representamos e distribuímos marcas fabricadas cerca de 80% na Europa”, salientou o responsável. Continuando atenta ao que se passa no mundo, o objetivo continuará a ser caminhar com passos firmes e sólidos, fortalecendo a atuação nos mercados onde já estão presentes e, para tal, a Americana sabe que pode contar com uma equipa totalmente dedicada.

António Sousa
António Sousa

O segredo são as pessoas
O facto de a Americana estar hoje entre as principais empresas do setor poderá justificar-se pela qualidade do serviço e do produto mas a responsabilidade é, acima de tudo, da equipa de trabalho. A aposta na pouca rotatividade de pessoal reflete-se diariamente no negócio e essa continuará a ser a chave deste sucesso. Se, por um lado, a Americana conta com colaboradores que vestem esta camisola há 40 anos, por outro lado há um investimento em colaboradores novos. Neste sentido, na perspetiva de António Sousa, a Americana “não procura apenas doutores. Queremos, acima de tudo, pessoas bem intencionadas e que gostem de produzir”. Hoje com 88 colaboradores, com uma faturação que ronda os 16 milhões de euros, é certo que a empresa tem sabido escolher. “Não é só uma questão de sorte. Temos que ter o conhecimento para acertar nas pessoas que queremos a trabalhar connosco porque basta uma peça não estar bem colocada para que o processo não entre no ritmo adequado”, explicou. Sem complicadas regras de recrutamento, a Americana é exatamente isto: uma empresa que funciona graças a uma equipa profissional, experiente e motivada.

“Estamos no caminho certo”
Foram 1509 as PME que estiveram entre as melhores das melhores e que foram distinguidas com o estatuto de PME Excelência, um selo de reputação criado pelo IAPMEI em parceria com o Turismo de Portugal e a Banca. Mais uma vez, entre elas está a Americana. “A excelência não é para todas as empresas mas é apenas um sinal de que estamos no caminho certo. É uma responsabilidade e não tem nada de mais acrescido. Os nossos clientes escolhem-nos, gostam do nosso trabalho e as nossas equipas são competentes. Ser PME Excelência é isso”, defendeu António Sousa que admite ainda não ser de todo objetivo central da empresa “perseguir” este estatuto. “De uma forma muito natural chegamos ao final do ano e os bancos dizem-nos que atingimos determinado valor”, acrescentou.
Este sucesso no negócio só se atinge quando se tem conhecimento, o que, para António Sousa, nem sempre acontece no seio empresarial português. “É preciso que um gestor se interesse por um mundo de aspetos que envolvem o negócio, desde a concorrência às boas relações com fornecedores e parceiros. Não se pode pensar que tudo é fácil. É preciso perceber e saber responder às perguntas difíceis”, disse o administrador.
Sabendo que “o negócio pode nascer para todos mas nem todos têm a capacidade para dar conta do mesmo”, António Sousa deixa, por fim, uma mensagem direcionada à alma do seu negócio: “a Americana existe há muitos anos e os colaboradores são os elementos mais importantes para o sucesso. Contamos convosco e podem sempre contar connosco porque a empresa continuará sempre a ter uma postura correta e séria”.

Americana Papelarias em síntese:
– Criada em 1957;
– Armazenista de papelaria;
– Importadores;
– PME Excelência 2014 e 2015;
– Cerca de 80 colaboradores;
– Cem mil referências em stock;
– Aproximadamente 20 mil clientes;
– Tem sete lojas (Leiria, Marinha Grande e Batalha) e um armazém (Leiria), onde estão disponíveis mais de cem mil produtos.

O que pode encontrar na Americana Autosserviço?
Todo o tipo de material de escritório e consumíveis de informática, material escolar, embalagem, manualidades, pintura e belas artes. Disponibiliza ainda uma vasta gama de jogos, puzzles, brinquedos e material didático. Direcionados para adultos e crianças, são ainda realizados ao longo do ano workshops, aulas de patchwork/costura, aulas de pintura e de artes decorativas. Aqui existe ainda um centro de cópias que disponibiliza todo o tipo de serviços de cópias e impressões em tamanho A4 e grandes formatos, bem como ampliações, reduções, plastificações e encadernações. Basta enviar o trabalho por email e levantar o trabalho na loja.

PME Excelência como sinónimo de visibilidade e credibilidade

Miguel Cruz

Que importância tem a atribuição deste estatuto para as PME’s nacionais?
O Estatuto PME Excelência é um estatuto de reconhecimento importante para qualquer empresa. É importante por se tratar de um reconhecimento realizado pelo IAPMEI, pelo Turismo de Portugal e por todos os bancos associados, valorizado por todos os stakeholders. Costuma-se dizer que nenhum homem é uma ilha. O mesmo acontece com as empresas, em particular as mais pequenas. O reconhecimento da sua excelência, solidez financeira e, em muitos casos, das suas estratégias de sucesso é essencial para o seu posicionamento e crescimento.

Que vantagens há para as empresas que ganham este estatuto?
Trata-se de um selo de reconhecimento. A grande vantagem é a visibilidade e a credibilidade que se associa a uma empresa que recebe o estatuto. É preciso não esquecer que as empresas PME Excelência são escolhidas do conjunto de empresas PME Líder, como sendo as melhores. Fruto deste reconhecimento, e do nível de exigência associado a este estatuto, há algumas vantagens adicionais, quer no acesso a alguns produtos ou serviços de entidades nossas parceiras, quer no acesso a instrumentos de financiamento como sejam as linhas de crédito.

Qual o peso destas empresas na economia nacional?
Quase 8 mil milhões de euros de volume de negócios, mais de 6 mil milhões de euros de ativo, mais de 2 mil milhões de euros de exportações, mais de 57 mil postos de trabalho. Valores importantes para um número restrito de empresas.

Castelo Branco e Guarda estão entre os distritos que menos empresas ganharam este estatuto. Até neste campo o fosso entre o litoral e o Interior é grande. O que é preciso fazer para inverter esta tendência?
Castelo Branco teve 18 empresas e Guarda 16. Representam um pouco menos de 2,5% do total dos 18 Distritos e das duas Regiões Autónomas. O número de empresas no estatuto não pode deixar de estar relacionado com a densidade empresarial de cada região. É preciso continuar a criar as condições para incrementar o investimento, aprofundar o relacionamento das empresas com entidades do sistema de inovação e investigação e estimular o funcionamento em rede.

Comparando com os anos anteriores houve alguma evolução nos setores que ganharam este estatuto?
Há uma redução do número global de empresas PME Excelência, quando comparado com o ano anterior. Tal deve-se a uma postura de maior exigência no cumprimento dos indicadores associados. No entanto, as alterações de comportamento entre diferentes setores entre um ano e o anterior foram perfeitamente marginais.
O que há a assinalar, isso sim, é que apesar de uma redução no número total de empresas, os valores médios de volume de negócios, de exportações e de autonomia financeira cresceram. As exportações médias cresceram mais de 19%, e o resultado líquido quase 50%. Os níveis médios de Autonomia Financeira continuam bem acima dos 50%.

Numa altura em que o país está a sair de uma crise profunda que levou ao encerramento de centenas de pequenas e médias empresas, premiar estas empresas é um incentivo à economia e ao investimento?
Conceder o estatuto PME Excelência a estas empresas é um reconhecimento merecido do esforço que desenvolveram, da sua resiliência e da sua estratégia. É com certeza um bom exemplo para a economia e mais uma iniciativa de estímulo ao investimento. Felizmente o ano de 2015 registou o maior número de nascimentos de empresas desde 2007, com mais de 37 mil empresas criadas. Foram criadas cerca de 2,4 empresas por cada empresa encerrada. O investimento, e o aumento do investimento em percentagem do PIB, é essencial para a capacidade concorrencial das nossas empresas, e para o crescimento da economia portuguesa, razão pela qual todas as medidas que ajudem a estimular o investimento, a competitividade e a internacionalização das nossas empresas são importantes.

Considera que Portugal é um país de empreendedores?
Penso que há cada vez mais atividade empreendedora em Portugal. Cada vez mais competência e conhecimento. Cada vez maior funcionamento em rede. Os empresários portugueses têm vindo a melhorar os seus níveis de flexibilidade, a sua capacidade de competir em contexto de elevada incerteza. São, por isso, crescentemente empreendedores. Também na fase de arranque, os últimos dados mostram que em Portugal a propensão empreendedora está ligeiramente acima da média europeia. Temos, por isso, de continuar a densificar o ecossistema empreendedor, e continuar a apostar na promoção da competitividade empresarial, alargando o número de empresas de excelência.

O IAPMEI tem recebido muitos pedidos de apoio de empresários que querem apostar numa atividade comercial/industrial?
Sim, muitos. Basta referir que, se compararmos o Portugal 2020 com o QREN, a procura mais do que duplicou, isto é, recebemos mais do dobro das candidaturas do que no período comparável do QREN. O aumento da procura regista-se em todas as tipologias – Qualificação e Internacionalização de PME, Investigação e Desenvolvimento e particularmente Inovação Produtiva e Empreendedorismo. A média de candidaturas em fases simultâneas no Portugal 2020, dirigida ao IAPMEI aproxima-se das 800. Mas vamos tendo também muita procura para instrumentos de diagnóstico e acompanhamento, empreendedorismo, entre outros.

Quais são as áreas que estão a evoluir mais?
A evolução das empresas portuguesas é sentida nas diferentes áreas de atividade com subida na cadeia de valor, e crescente internacionalização. Os desafios da competitividade empresarial são transversais, sendo que diferentes setores têm necessidade de tipos de soluções distintas. Nesta matéria importa aproveitar a oportunidade para destacar a importância da economia digital como uma emergente área com potencial de crescimento económico, e de diversificação crescente de mercados.

PME excelência 2015

No dia 10 de fevereiro, decorreu, no Europarque, em Santa Maria da Feira a cerimónia PME excelência 2015, onde foram distinguidas as empresas que mais se destacaram no ano transato.

O estatuto PME Excelência tem como objetivo sinalizar o mérito de pequenas e médias empresas com perfis de desempenho superiores e conta com a parceria do Turismo de Portugal, I.P. e dos principais bancos a operar no mercado, designadamente o Banco BIC, o Banco BPI, o Banco Popular, o Barclays, a Caixa Geral de Depósitos, o Crédito Agrícola, o Millennium BCP, o Montepio, o Novo Banco, o Novo Banco Açores, o Santander Totta.
A cerimónia PME Excelência 2015, onde esteve também presente o atual Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, integrou dois painéis debate sobre competitividade e crescimento empresarial e os desafios futuros para a gestão das empresas de excelência, moderados, respetivamente, pela Secretária de Estado do Turismo e pelo Secretário de Estado da Indústria.
Selecionadas pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal, o estatuto das melhores das melhores tem como objetivo conferir notoriedade às PME, num justo reconhecimento do seu mérito e do seu contributo para os resultados da economia. É de saudar as empresas que obtiveram os melhores desempenhos económico-financeiros e de gestão e que conseguiram manter-se competitivas num contexto económico exigente, com crescimento e consolidação de resultados

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