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Os riscos de tomar a pílula sem orientação médica

O preço ou a indicação de amigas ou familiares não devem ser fatores a ter em conta na hora de escolher a pílula que vai tomar. Deve sempre procurar aconselhar-se junto do seu médico de família ou ginecologista. Só ele saberá qual é a pílula anticoncecional mais adequada para o seu organismo. Em alguns casos a toma deste medicamento pode até ser desaconselhada.

O site Bolsa de Mulher reuniu alguns exemplos dos riscos de tomar a pílula sem orientação médica.

As mulheres acima de 35 anos que são tabagistas, por exemplo, devem evitar tomar a pílula para minimizar o risco de sofrerem uma trombose. Risco esse que ainda é maior nas mulheres que deram à luz há pouco tempo (até 21 dias) que tomem este fármaco.

O uso da pílula também não é muito aconselhado a mulheres diabéticas ou obesas. Nas mulheres hipertensas este contracetivo oral pode aumentar o risco de trombose e Acidente Vascular Cerebral (AVC), bem como nas que têm problemas de circulação sanguínea.

O seu uso também é desaconselhado a mulheres que sofrem de hipertensão pulmonar e endocardite bem como em casos de cancro da mama.

Bomba no avião do Egito estava na cabine de passageiros

Vladimir Putin

O jornal refere ainda que uma fonte próxima da investigação russa das causas do desastre, que vitimou 224 pessoas, explica que o epicentro da explosão parece ter sido na parte de trás da cabine principal, perto da cauda do avião.

“De acordo com uma versão preliminar [dos acontecimentos], a bomba poderia estar debaixo do assento de um passageiro, do lado da janela. O seu acionamento levou à destruição do caixilho da janela e despressurização da cabine, o que teve um papel explosivo”, afirma a mesma fonte.

Ontem, foi confirmado que a queda do avião foi um ato terrorista. Em reação, o presidente da Rússia, Vladimir Putin prometeu “punir” os responsáveis e intensificar os ataques aéreas contra o grupo extremista Estado Islâmico.

Só metade dos jovens negros dos EUA acredita chegar aos 35 anos

O número é ainda mais baixo, 38%, para os jovens mexicanos que vivem nos Estados Unidos, de acordo com a mais recente edição do Journal of Health and Social Behavior.

Entre a população branca, a percentagem dos que disseram estar “quase certos” de que vão chegar até aos 35 anos era bastante mais elevada: 66%.

“Os brancos não estão sujeitos ao racismo e à discriminação, a nível institucional e individual, experienciados pelos imigrantes e minorias étnicas nascidas nos Estados Unidos, que comprometem a saúde, bem-estar e oportunidades de vida, reais ou aparentes”, referiu Tara Warner, professora assistente de sociologia da Universidade do Nebraska-Lincoln.

A socióloga adiantou que “estas experiências – incluindo medo da vitimização e/ou deportação — podem ser uma fonte crónica de ‘stress’ para as minorias raciais e étnicas, bem como para imigrantes, o que compromete ainda mais o seu bem-estar, mesmo entre os jovens”.

O estudo “Expectativa de Sobrevivência dos Adolescentes: Variações por Raça, Etnicidade e Nascimento” é descrito pelos autores como o primeiro a documentar os padrões de expectativa de sobrevivência entre os diferentes grupos raciais, étnicos e de imigrantes.

Para este trabalho foram inquiridas 171.000 pessoas, com idades entre os 12 e os 25 anos.

Dois terroristas mortos, cinco polícias e vários civis feridos

Um dos mortos é uma mulher bombista que se fez explodir durante o cerco. O segundo morto é um homem, mas desconhece-se a sua identidade, pelo menos para já.

De acordo com a estação televisiva France 24, vários civis ficaram feridos na sequência dos tiros e das explosões. Os ferimentos, que serão leves, foram causados pelos estilhaços de vidros que se partiram durante a troca de tiros entre as autoridades e os terroristas.

Até ao momento há a informação de sete pessoas detidas: três jihadistas que estavam no interior do apartamento, o dono da habitação e uma amiga deste. Relativamente às últimas duas detenções não há ainda informações.

“Resultados são apenas a consequência…”

Cristina Coutinho

A marca Fitness UP tem vindo a expandir-se rapidamente. O que leva a este sucesso numa área de negócio que aparentemente está esgotada?
A marca Fitness UP é muito mais do que um conjunto de ginásios onde as pessoas fazem o seu exercício físico. Como costumamos dizer: “Ser UP é ser FELIZ” e, por isso, temos várias estratégias para que os nossos clientes sintam que fazem parte de uma família e não apenas de um negócio de saúde e bem-estar. A nossa preocupação com a qualidade das nossas instalações, com o serviço personalizado que os nossos colaboradores prestam aos nossos sócios, com um preço realmente competitivo e que permita a qualquer cidadão ter capacidade financeira para fazer exercício físico em segurança e em ginásios equipados com equipamento topo de gama, são os nossos objetivos principais. O mercado está “saturado” de ginásios e/ou estabelecimentos desportivos e o Fitness UP quer ir mais além. Estamos constantemente insatisfeitos porque queremos sempre mais e melhores condições para os nossos clientes e isso sente-se, está no ADN da empresa e de todos os elementos do staff.

É Diretora de Operações de uma cadeia de Ginásios, tem o seu próprio ginásio, Atleta de alta competição e Formadora. Como consegue conciliar a sua vida tão preenchida e ter sucesso em todas as áreas?
Tudo depende em primeiro lugar de ter as pessoas certas em todos os projetos onde estou inserida, quer seja profissionais e/ou pessoais e depois, conseguir cumprir um bom planeamento. Não considero que tenha sucesso em todas as áreas, aliás, penso sempre que posso fazer melhor e talvez por isso, por essa busca constante em querer melhorar em tudo o que faço, me faça ter a “sorte” em obter sucesso nos projetos onde estou inserida. Acima de tudo, considero-me uma pessoa com muita sorte porque tenho o privilégio de trabalhar com profissionais muito competentes, que me ajudam a ser melhor e desenvolver os meus skills de forma natural e gradual. As pessoas são o mais importante, quero que todos os que me rodeiam possam ter a possibilidade de ter sucesso, de crescer e desenvolver os seus skills. Este é um dos meus grandes focos.
Um dos livros que está sempre presente comigo e na forma como trabalho é “GOOD TO GREAT, Jim Collins”. Este livro é uma filosofia de vida porque se foca nas pessoas e na sua realização. Tento ser sempre muito objetiva e este livro conseguiu mostrar-me através de factos, que o sucesso de qualquer empresa/organização está nas pessoas que a constituem.

Na sua opinião, o que é liderar?
Liderar é fazer com que os outros façam aquilo que pretendemos de forma motivada, natural, sem pressão e com sucesso. Liderar é fazer aos outros o que gostávamos que nos fizessem a nós de forma a evoluirmos como profissionais e, mais importante, como pessoas. Todos querem fazer parte de algo que funcione, que tenha sucesso, que seja uma mais-valia para si e para os que o rodeiam. Liderar é dar o exemplo, sempre que solicito a um dos meus colaboradores, alunos, colegas, alguma coisa, em primeiro lugar tenho que dar o exemplo que já a fiz e que é possível de ser executada. Para além disso é muito importante as pessoas sentirem que são ouvidas no processo e não são apenas meros executantes. Somos pessoas, fomos feitos para pensar e esse é um dos desafios que coloco a todos os que me rodeiam porque também o faço comigo própria…pensar. Numa sociedade atual onde o tempo é precioso, temos que pensar, é fundamental pensar para que consigamos ser mais eficazes e rentabilizar todos os meios que temos ao nosso dispor.

Se tivesse de numa frase apenas descrever a cadeia de Ginásios Fitness UP, como o faria?
O Fitness UP é a família profissional e isto diz tudo sobre a empresa. O Fitness UP é muito mais do que uma cadeia de ginásios, “nós” e digo nós porque realmente a empresa é o resultado de todos os seus colaboradores, queremos marcar pela diferença, pretendemos ser diferentes não pela diferença em si mas pela qualidade que proporcionamos aos nossos clientes mas também aos nossos colaboradores. Quem trabalha no Fitness UP tem que ser feliz no seu local de trabalho e esse é um dos nossos principais focos. Fazemos muitos eventos para que os nossos clientes se sintam verdadeiramente parte integrante da empresa mas fazemo-lo de igual forma internamente para com o nosso staff.

Hoje em dia ainda vivemos um certo preconceito em ter líderes femininas em funções de chefia. Sente que isso é um entrave ou considera um desafio?
Parece-me que, felizmente, a evolução faz com que preconceitos se transformem em soluções que anteriormente eram impensáveis. Da forma como vejo o mercado, os números mostram-nos que as mulheres estão cada vez mais em qualquer cargo de destaque, seja ele de liderança ou não. Isto é muito positivo porque o equilíbrio entre homens e mulheres é absolutamente fundamental para uma sociedade evoluir e crescer de forma justa e com os valores da igualdade perfeitamente transparentes para todos. Liderar é um desafio constante, por isso o que considero mais importante não tem a ver se a pessoa é mulher ou homem, ou seja, o género, mas sim com os valores, skills e o know how que são fundamentais para fazer um trabalho/função de forma autêntica, honesta e com sucesso.

A sociedade está preparada para a liderança feminina?
Se não está, tem que passar a estar. Qualquer sociedade que pretenda ser evoluída tem que ter como base o princípio da igualdade de oportunidades. Acredito que as mulheres foram ganhando o seu espaço nas organizações e hoje em dia conseguimos verificar que há uma tendência para a igualdade, embora ainda não seja uma situação perfeita, temos que ter a consciência de que o caminho está a ser traçado e que o processo em si não acontece “da noite para o dia”. Não tenho dúvidas que a igualdade de oportunidades está cada vez mais saliente nas organizações porque já se aperceberam que as vantagens são diretas na sua eficácia, produtividade e por consequência…resultados.

No seu início de carreira, achava que aos 33 anos de idade iria ter o sucesso profissional que já tem?
Talvez por defesa mas não penso muito nisso porque acho sempre que não alcancei nada de especial. Vejo pessoas à minha volta com muito mais sucesso do que eu, por isso só tenho que continuar a tentar ser melhor todos os dias e proporcionar isso a quem trabalha comigo. No início da minha carreira lembro-me de pensar que um dia gostava de ter o meu negócio próprio e, hoje em dia, isso é uma realidade. No entanto, no momento já estou a pensar em evoluir noutros projetos. Parece-me que os nossos objetivos vão sendo alterados conforme o nosso estado de evolução, ou seja, o que antes parecia impossível ou muito difícil, agora já faz parte do passado e queremos passar para o próximo patamar. Esta é a essência de quem quer evoluir e, como já disse anteriormente, tenho muita “sorte” porque estou sempre rodeada de pessoas que na minha opinião são melhores do que eu e, por isso, tenho que estar constantemente a procurar melhorar-me.

Transforme a sua casa num ambiente de paz

Anabela Macieira

Em todos os projetos idealizados e concretizados pela Zen Arquitectura existe sempre originalidade e natureza, mesmo que em zonas mais citadinas. São estes os conceitos que definem a marca e que promovem os espaços zen que procuram desenvolver?
A minha inspiração vem muitas das vezes da natureza. Adoro viajar, conhecer novas culturas, descobrir o que têm de novo, materiais, hábitos, combinação de cores, tradições, etc. Adoro tradições, especialmente as portuguesas.
Em Portugal temos 1860 horas de sol por ano, é o país com mais sol da Europa, porque não aproveitar o que temos sem custos e desenhar casas de baixo consumo com piscinas biológicas, sem químicos, uma construção  que respeita a natureza, utilizando materiais adequados por forma a criar um modo de vida sustentável e saudável? A escolha de materiais recai sobre os materiais naturais, provenientes da natureza, tais como o barro para o reboco, a madeira para a estrutura do telhado, cobertura ajardinada, aquecimento solar, alto desempenho a nível do isolamento. Combinados estes materiais, cria-se um ambiente equilibrado, com baixos custos de manutenção e de despesas correntes.

As filosofias orientais estão bem presentes na vossa forma de ser e de estar enquanto empresa de arquitetura. O que significa este modus vivendi para os projetos?
Nos meus projetos, uma das grandes preocupações é a preservação do meio ambiente e a utilização de energias renováveis. Fascinada pelas outras culturas, encontrei no feng shui uma ferramenta adicional que permite compreender o segredo da influência dos materiais sobre os humanos. Esta fusão entre a ciência e o conhecimento antigo sobre o fluxo de energia ajudou a criar a Zen Arquitectura, Lda.

A construção ecológica e sustentável é um dos vossos objetivos quando integram um projeto. Neste contexto, aliam o referido anteriormente feng shui à arquitetura baseada na ecologia. Qual é a importância destes fatores para a empresa e clientes?
O Feng Shui é uma ancestral, milenar, filosofia oriental que estuda a interação humana com o ambiente. O objetivo é criar nos edifícios uma atmosfera motivante e rejuvenescedora.
O gabinete Zen Arquitectura aplica princípios de Feng Shui do mesmo modo que a acupunctura é usada na medicina. Pela ativação de canais energéticos bloqueados, libertamos energias dinamizadoras, maximizando o potencial do espaço.
Esta influência é feita pelo desenvolvimento do conceito de: cores (quentes, claras, suaves…); materiais (texturas/tecidos, mobiliário, objetos decorativos…); formas (padrões, modelações…); iluminação (indireta, sombreamentos, luz solar…); aromas (refrescantes, relaxantes…); temperatura (adequada ao uso…); sons (relaxantes, motivantes…).
Criamos pontos focais e encaminhamos a energia revitalizada através destes. Para que os clientes encontrem em cada divisão da sua casa a energia correta a interagir com eles.

Prova deste “pensar fora da caixa” é o prémio atribuído pelo programa EU Wilder pelo projeto de uma “casa extensível”. O que significa este reconhecimento para a Zen Arquitectura? Neste contexto, em que consiste exatamente este projeto galardoado?
A casa gaveta surge com a necessidade de criar uma casa flexível, com princípios tanto a nível físico, como a nível de eficiência energética.
O seu design foi criado para tentar incorporar as alterações climatéricas, com eficiência energética elevada, pois tem a capacidade de reduzir os consumos de aquecimento no inverno e de arrefecimento no verão, respeitando uma relação ideal entre área e volume do edifício. Pretendia-se tambem servir as rápidas alterações da nossa sociedade, isto é, adaptação do espaço ao crescimento ou diminuição dos membros da família na habitação. Estas transformações são fáceis de manusear, através de um sistema hidráulico e elétrico, podendo a mesma ser usada até por pessoas idosas. Assim, permite ao proprietário da casa a liberdade de ajustar o espaço consoante as suas necessidades. Em suma, a casa gaveta tem como objetivo oferecer uma proposta alternativa de viver.
Como arquiteta é sempre bom ver as nossas ideias ganharem forma. Ganhar o prémio Wider da inovação foi muito importante, este projeto estava na “gaveta” já há algum tempo, pelo facto de a casa vir de encontro às necessidades de muitas pessoas e Portugal é o país ideal para este tipo de construção. A casa necessita de muito pouco espaço, basta um terreno de 50 m2, tornando-se um produto acessível a todos.

Pela vossa postura perante a arquitetura, e como é possível verificar, são reconhecidos não apenas em Portugal, mas também a nível internacional. De que modo está a Zen Arquitectura presente nesses países?
Os nossos clientes são maioritariamente estrangeiros, temos projetos em vários países, inclusive na Índia. Estudei e iniciei a empresa em Berlim, ainda mantenho muitos contatos nesse país e desenvolvo projetos de consultoria para clientes que pretendem o meu tipo de arquitetura.

Que futuro tem idealizado para a Zen Arquitetura e para si, Anabela Macieira, a mulher por trás deste sucesso?
O futuro, de momento, não é o meu foco principal. Importante para mim é criar uma cultura de construção sustentável não como opção, mas sim como um sistema standard. Eu acredito que todos os arquitetos deveriam projetar de forma sustentável e utilizar os recursos disponíveis que temos no nosso país, que é fantástico para este tipo de construção. Se na Alemanha, que é um país tão frio, este tipo de construção já é standard, aqui então deveria ser muito mais.

Em algum momento sentiu o seu trabalho posto em causa pelo facto de ser mulher? A arquitetura ainda vive esse preconceito de uma forma relevante?
Não, pelo contrário. Muitas vezes as esposas dos clientes preferem uma arquiteta feminina porque consideram que estas desenvolvem o projeto mais prático em função da melhor utilização da casa. Relativamente às empresas de construção, quando é o primeiro contacto, sinto a necessidade de provar que sei sobre o que falo, mas depois de os convencer com o minha competência tudo corre naturalmente.

“Na FranklinCovey acreditamos no valor intrínseco de cada pessoa”

Maria Pantaleão

Afirmam ter como missão “promover a grandeza em pessoas e organizações em todo o mundo”. De que modo concretizam, de forma bem-sucedida, este objetivo tão ambicioso?
Na FranklinCovey acreditamos no valor intrínseco de cada pessoa. Acreditamos que todo o ser humano aspira grandeza e tem o poder de escolher – este é um dos nossos valores, o primeiro.
Portanto, a nossa missão consiste em ajudar as pessoas a reconhecerem o seu valor e gerar a inquietação e o desejo de se transcenderem para além do que conhecem de si num dado momento.
O ser humano tem a capacidade de se “reprogramar” e transformar continuamente. Reside em nós a escolha da nossa própria criação e isso é, por si, extraordinário e poderoso.

Com o foco nos resultados, pretendem alterar os comportamentos humanos, sociais e coletivos que prejudicam o sucesso das empresas. Que soluções apresentam neste sentido? Qual é, em média, a duração de todo o processo?
Neste momento, as áreas estratégicas para nós são: liderança, produtividade, confiança e execução. As soluções incluídas em cada uma delas passam sempre por três fases: preparação, implementação e sustentabilidade. O processo pode incluir ferramentas de pre assessment, workshops, webinars, conteúdos on demand, coaching e pos assessment. A duração varia consoante o design do processo, mas entre o pre assessment e o pos assessment, estamos a falar, em média, entre seis e oito meses.

Através da vossa experiência, que erros podem identificar como mais comuns no comportamento humano dentro das empresas? Como caracterizam a vossa atuação neste sentido?
Diria que o primeiro “erro” mais comum é o de se pensar que o problema está no comportamento dos “outros” e que são os “outros” que precisam ser intervencionados para mudar. Mas existem outros: ser produtivo significa andar muito ocupado e acelerado; faço aquilo para que me pagam ou aquilo que me mandam; para uns ganharem, outros têm de perder; dizer uma coisa e fazer outra… Enfim, a lista pode ser longa.
Os nossos comportamentos – errados ou certos – resultam dos nossos paradigmas, as lentes pelas quais nos vemos e vemos o mundo à nossa volta. A nossa abordagem – inside out – incide exatamente ao nível da análise e transição de paradigmas que, alinhados por princípios de eficácia, conduzem-nos a comportamentos capazes de gerar os resultados desejados.

Que nichos de mercado e empresas procuram com mais frequência os vossos serviços? Este acompanhamento pode ser feito a título presencial e online?
Os nossos clientes situam-se nas mais diversas áreas de atividade – financeira, automóvel, farmacêutica, retalho e distribuição, indústria transformadora, etc. Não podemos falar propriamente de “nichos”, porque estamos a falar de empresas multinacionais e empresas nacionais de pequena e média dimensão.
As nossas práticas – áreas de conhecimento – e a nossa presença global permitem-nos desenhar soluções à medida da dimensão e das necessidades de cada cliente.
As soluções Online Learning da FranklinCovey funcionam como suporte e acelerador do processo de mudança e transformação, mas a componente presencial continua a ser muito valorizada pelos nossos clientes como ponto de partida.

Finalizado o processo de consultoria e acompanhamento, que alterações veem na empresa e pessoas com quem trabalharam?
Maior clareza e alinhamento estratégico; uma linguagem comum; atitudes mais abertas, disponíveis e construtivas; maior foco no que é importante; maiores índices de confiança, o que facilita os processos e as interações entre as pessoas e as equipas; mais entusiasmo e orientação para a ação e para os resultados.
O resultado final depende de vários fatores pré-existentes e dos objetivos propostos.

Diferenciando-se de outras empresas atuantes no mesmo mercado, a FranklinCovey opta por aliar consultoria, workshops e ferramentas de sustentabilidade. Podemos afirmar que esta aposta num acompanhamento integral permite sucesso e resultados positivos?
Sim, é um dos fatores. A mudança de comportamentos e de cultura não acontece por decreto, nem de um dia para o outro. Implica, em primeiro lugar, a vontade, o compromisso e o envolvimento firmes dentro da própria organização – tal como nas pessoas, nas organizações a mudança acontece “de dentro para fora”; em segundo lugar, é preciso ajudar as pessoas a consolidar esta mudança de atitudes e práticas, através de mensagens coerentes, de reforço e orientação.

Com a crise económica que abalou Portugal, as empresas retraíram-se e a desmotivação recaiu sobre os colaboradores. Sentiram que, nesta fase, as entidades portuguesas procuraram de forma mais significativa a vossa ajuda?
Sim. Em tempos de crise, como a que vivemos, é natural haver uma retração no mercado. As empresas que, mesmo assim, decidiram ou tiveram condições para investir no desenvolvimento das pessoas revelaram-se mais criteriosas na escolha das soluções e fornecedores, a sua credibilidade e perspetiva de retorno. Outro fator interessante a que assistimos foi o de empresas que, mesmo em ambiente de crise, se reinventaram e cresceram e procuraram a nossa ajuda para equipar os seus colaboradores com novos paradigmas, competências e ferramentas que os preparem para novos contextos de ação. O nosso enfoque é contribuir para o sucesso dos nossos clientes, pois sabemos que esse é o ponto de partida para a FranklinCovey Portugal ser bem-sucedida. Tem sido assim em todo o mundo.

A FranklinCovey Portugal atua não apenas em território luso, mas também em projetos internacionais através da FranklinCovey. Como definem a vossa presença no contexto mais global?
Essa é obviamente uma das vantagens de trabalhar numa empresa verdadeiramente global. Ao longo destes dois anos temos tido a oportunidade de estar envolvidos em projetos nos países de expressão portuguesa – colaborando com os colegas locais, mas também em diversos projetos internacionais, quer no desenvolvimento, quer na implementação. Do mesmo modo, temos contado também com a participação de colegas de outros países em projetos nacionais.
O mundo é inequivocamente global. Os mercados são globais e os clientes também, pelo que a nossa resposta está alinhada com esta realidade.

Abordando agora, de um modo mais concreto, o seu percurso profissional, de que modo 20 anos de experiência na área contribuem para uma maior confiança por parte dos clientes?
Sabe que a “quantidade” de experiência pode ser enganadora… podem ser 19 anos a cometer os erros do primeiro ano. Mas acredito que, à partida, 20 anos de experiência são um fator que gera confiança, até por ser diversificada e a desempenhar diferentes papéis. Mas a confiança constrói-se todos os dias, em cada interação.
A pergunta fez-me pensar em quem confiou em mim, quando o meu curriculum era uma página em branco. Gosto de pensar que esse foi um momento de liderança.

Participou e colaborou com distintos projetos nacionais e internacionais. Em algum momento sentiu, em Portugal ou em outros países, discriminação pelo facto de ser mulher?
Em Portugal, não. Pelo menos, que fosse expressado e eu me tenha apercebido. Mas também nunca encarei o facto de ser mulher como vantagem ou desvantagem em termos profissionais. Quando estou a trabalhar em aíses com traços de cultura diferentes dos nossos, procuro informar-me e estar atenta para não ser protagonista de situações constrangedoras. Em algumas situações pode ser um exercício de diplomacia e equilíbrio desafiante. Mas aprendemos sempre.

De que modo reagem os seus clientes quando veem que será uma mulher a acompanhar o desenvolvimento da sua empresa e equipa?
Creio que não há uma reação especial pelo facto de ser mulher nem pela positiva, nem pela negativa. O que procuramos sempre é que o perfil dos consultores se enquadre na cultura do cliente e nos objetivos propostos para o projeto. A este nível, falamos de experiência, expertise, por vezes até idioma, características enquanto consultor, mas, até agora, o género nunca fez parte da equação.

Enquanto especialista na área comportamental no âmbito empresarial, como define a postura da mulher em Portugal? O que deve ser mudado de forma a conceder-lhes mais confiança e sucesso?
Se pensarmos numa perspetiva histórica, creio que as mulheres têm alcançado conquistas muito relevantes, numa perspetiva de manifestar a sua versatilidade e diversidade e de expandir a sua influência e protagonismo.
No futuro, creio que precisamos de aprender a confiar (ainda) mais em nós e nas nossas capacidades para construir os nossos sucessos. Não por comparação aos homens. Por comparação é sempre mau – significa que já estamos, à partida, a olhar para as diferenças em vez de olharmos para o que temos de único. Mas isto tanto é aplicável a mulheres, como a homens. Acredito, acima de tudo, que, enquanto pessoas, temos de reconhecer em nós o valor que temos e agir.

Como vê o futuro das empresas no contexto feminino? O que mudará na nossa sociedade?
A diversidade é importante nas sociedades, nas empresas e nas famílias. O ideal é que deixe de haver uma realidade classificada entre “mundo feminino” e “mundo masculino”. No dia em que estas classificações deixarem de fazer sentido, ganhamos todos.

E na FranklinCovey, como acompanharão esse futuro empresarial? O que têm planeado para os próximos anos?
Atualizando permanentemente a nossa oferta e trazendo para Portugal as soluções e ferramentas mais pertinentes para o nosso contexto empresarial. A FranklinCovey tem uma área de Inovação e Desenvolvimento muito ativa, rodeia-se de excelentes profissionais, colabora com universidades conceituadas e experts nas suas áreas de atuação para que a sua oferta se mantenha atual e global num contexto em constante mudança.

“O que nos distingue é a qualidade do serviço que prestamos”

Ana Luísa Monteiro

A Viúva Monteiro & Irmão é uma empresa do Sabugal especializada em transporte de passageiros. Que tipo de serviços são prestados pela marca atualmente?
A Viúva Monteira & Irmão tem serviços distintos no âmbito dos transportes. Tem os expressos entre o Sabugal e Lisboa e entre Sabugal e Coimbra e as carreiras, que se enquadram no âmbito de transporte público, no qual está incluído o transporte escolar. Atualmente é responsável pelo transporte dos alunos do concelho do Sabugal e de parte do concelho da Guarda. Tem ainda algumas carreiras no concelho de Almeida e presta serviços no contexto dos alugueres ocasionais. Estamos, aliás, neste momento a desenvolver esta área de negócio em Lisboa. Em último lugar, temos o serviço regular especializado para o transporte de colaboradores para fábricas.

O serviço de transportes coletivos pode, portanto, destinar-se a pessoas que, a título individual, pretendam alugar uma viatura? Neste sentido, os motoristas acompanharão o serviço?
O transporte de passageiros divide-se em duas áreas de atuação: temos alugueres ocasionais, direcionados para pessoas individuais e coletivas que pretendam alugar uma viatura e somos responsáveis pelo transporte público do Sabugal, que, até 2019, é condicionado pelo IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes -, que concede alvarás às empresas do setor que cumpram os requisitos obrigatórios.
Os nossos motoristas estão aptos para todo o tipo de serviços, seja carreiras, expressos, aluguer ocasional nacional ou internacional. Na época alta do turismo, entre maio e outubro, trabalhamos em subcontratação para outras empresas e procedemos aos alugueres entre Portugal e Espanha para o mercado asiático.

Relativamente ao vosso serviço entre países, podemos dizer que a Viúva Monteiro & Irmão tem já uma presença internacional forte?
Não é internacionalização como todos conhecem, porque nesta área é muito difícil, mas temos conseguido passar fronteiras através de várias parcerias.

A empresa pretende não apenas inovar e desenvolver a sua área de negócios através da expansão de serviços, mas também baseando-se num aperfeiçoamento dos veículos e da própria qualidade prestada. De que modo têm evoluído nesse sentido?
Apesar de ser uma empresa familiar que já existe há 90 anos com os expressos para Lisboa – eu sou a quarta geração -, temo-nos empenhado em renovar a frota, em comprar autocarros recentes, modernizá-los e adaptá-los às exigências dos nossos clientes. A par disso, estamos a dar formação e especialização necessárias para que os motoristas consigam prestar um serviço cada vez melhor. Tentamos perceber as necessidades deles para conseguirmos fornecer-lhes as ferramentas indispensáveis para que prestem um serviço profissional e de qualidade.
Todos os restantes colaboradores recebem formação, no entanto damos mais enfoque aos motoristas, porque são eles a imagem da empresa em cada serviço que fazem.

O interior dos veículos é igualmente um aspeto que merece toda a atenção da equipa da Viúva Monteiro & Irmão. Em que sentido? Que cuidados têm no sentido de promover uma viagem aprazível a quem vos procura?
Temos apetrechado os autocarros com DVD’s para ser possível o visionamento de filmes, temos tentado escolher os assentos mais confortáveis e a suspensão é também um aspeto importante para proporcionar uma viagem agradável. Temos ainda concedido formação aos motoristas no âmbito da condução, porque é igualmente um aspeto importante para o conforto.
Neste contexto, importa também referir que vocacionámos uma viatura da nossa frota para o transporte de passageiros com mobilidade condicionada. Esse autocarro tem uma plataforma elevatória e pode transportar até 12 cadeiras de rodas. Os passageiros que têm capacidade para se deslocarem no interior do autocarro poderão igualmente viajar connosco e deixar as suas cadeiras de rodas no porão.

São estes aspetos, referidos anteriormente, que vos distinguem de outras empresas integradas no mercado dos transportes? A vossa aposta no conforto tem sido, deste modo, a chave do sucesso?
Há muitas empresas da área no país, todas têm autocarros como os nossos, portanto temos que escolher os nossos fatores de diferenciação. E o que nos distingue é a qualidade do serviço que prestamos. Para isso é importante garantir o conforto do passageiro, que implica o serviço do motorista e as condições já referidas, a atuação do escritório e do backoffice.

Neste sentido, podemos afirmar que foi esta aposta na qualidade que permitiu à empresa ser distinguida pelo IAPMEI como PME Líder desde 2009, exceto no ano de 2011, em que foram considerados PME Excelência. O que significa esta distinção para a marca?
Nos primeiros anos em que fomos distinguidos não havia condições mais vantajosas por sermos PME Líder. Era, no entanto, uma questão de reconhecimento, uma forma de mostrar aos nossos parceiros, fornecedores, clientes e colaboradores que efetivamente tínhamos cumprido uma série de requisitos.
Atualmente, a banca começa a olhar para as PME Líder de outro modo. Há cerca de dois anos, os bancos, na minha opinião, dão uma maior atenção a estas situações e oferecem, obviamente, condições mais vantajosas.

Sabemos que o passado e o presente têm sido de sucesso, tornando-vos um parceiro de confiança reconhecida. Mas o que reserva o futuro da Viúva Monteiro & Irmão?
O futuro da Viúva Monteiro e Irmão passa por consolidar a sua presença em Lisboa, melhorar a rede de transportes públicos do Sabugal e avançar com um projeto para novas instalações, como novas oficinas e escritórios, que proporcionarão outro desenvolvimento da empresa. Obviamente que é sempre objetivo a qualidade de serviço e a formação dada aos colaboradores é primordial. Sendo a empresa uma entidade pequena, queremos consolidar o que temos e melhorar as viaturas, conseguir aumentar serviços, mas não com o objetivo de aumentar a dimensão. Pretendemos consolidar a área de negócio no Sabugal e em Lisboa, criar raízes e melhorar o serviço prestado.

Como define a presença feminina na área de atuação em que se encontra? Existe ainda preconceitos claros dirigidos a mulheres profissionais?
Ser mulher no mundo dos transportes é complicado. Ainda mais ser mulher, jovem e em que a gestão da empresa veio por herança, não se conquistou a pulso, como algumas pessoas que, com muito mérito, conquistam o seu lugar. E não é fácil ser-se mulher neste meio tendencialmente masculino, a maior parte das reuniões, seminários e fóruns têm uma presença masculina forte e é complicado mostrar a uma classe profissional de motoristas que o nosso ponto de vista está correto e que o meu ponto de vista, apesar de ser mulher, é válido. O que não significa que não seja um desafio.

As mulheres terão aqui um papel determinante no sentido de combater opiniões que defendem a desigualdade?
As mulheres não servem apenas para estar em casa ou em cargos intermédios e têm duas qualidades que em situações de chefia são muito importantes: o multitasking e uma visão transversal. Quantas mais formos nestas situações de chefia, mais facilmente vamos mudando as opiniões daqueles que pensam que a liderança no feminino não vai trazer bons resultados.

“Queremos melhor comunicação, mais informação, mais coerência”

Francisco Ponciano

Dedicando-se a soluções de comunicação digital, a Semente nasceu em 2005. Com que missão? Como têm conseguido estar à altura dos crescentes desafios nesta área?
Desde 2005 que aplicamos o nosso conhecimento em tecnologias de informação, no desenvolvimento de aplicações de comunicação corporativa, digital signage e interatividade.
Acreditamos que as nossas soluções ajudam a melhorar o funcionamento das empresas. Porque dão resposta às necessidades de comunicar em tempo útil. e com o impacto pretendido. Criámos novas soluções, acrescentámos opções para acompanhar a crescente necessidade de resposta. O trabalho de uma década junto de diversos clientes, com necessidades distintas, permitem-nos hoje afirmar que possuímos uma ampla e sólida experiência na área da Comunicação Digital.

Num mercado em permanente progresso, o Digital Signage apresenta-se como um novo modelo de comunicação, mais dinâmico. Qual a importância deste tipo de soluções no seio da Semente?
O progresso do mercado está assente na exigência que cada um de nós, enquanto consumidor, coloca no dia a dia. Queremos melhor comunicação, mais informação, mais coerência.
Ao contrário de outras formas de comunicação, a Comunicação digital é flexível, interativa, útil, eficaz e até divertida.
Permite uma distribuição dinâmica de conteúdos, para uma audiência segmentada. Comunica no momento e local certo para informar, sugerir e auxiliar nas decisões de compra. Estes objetivos motivam-nos na procura de uma melhoria contínua das soluções que desenhamos.

Adaptabilidade é a principal definição do M Box. Este é um produto que pode ser usado para diferentes finalidades, mantendo a identidade empresarial do cliente. O que importa saber sobre a M Box?
Imagine a nossa solução M Box, não como um produto, mas como uma caixa de ferramentas de comunicação. Para cada tarefa ou projeto de comunicação, utilizamos apenas as mais adequadas. Implementamos soluções diferenciadas e largamente testadas em aplicações de pequena e grande escala, a nível nacional. Por exemplo, as redes de canais REN, BP, CTT, Ikea, e Mar Shopping.
O retorno do investimento em comunicação surge pela redução de custos operacionais, pela eficácia e coerência da comunicação, e pela melhoria da imagem global da empresa.
A performance, qualidade e fiabilidade dos sistemas de comunicação cresceu exponencialmente. Os computadores, monitores e sistemas operativos, acompanharam essa evolução. As nossas soluções não dependem de qualquer hardware específico, por isso adaptam-se. As primeiras aplicações M Box, continuam a funcionar em pleno. Agora mais rápidas e eficazes.

Encarada como uma poderosa ferramenta de comunicação que integra várias tecnologias, o Digital Signage é cada vez mais um meio necessário para responder aos atuais desafios da informação e da publicidade digital?
A Comunicação Digital atravessou a fronteira que separa um produto “nice to have” de um produto “must have”. As empresas sentiram a capacidade de converter uma audiência cativa numa sala (típico ambiente do setor público) – em clientes. Ou aumentam o volume médio de compra por cliente (mais comum no setor privado).E se a comunicação é integrada com a informação de gestão de fila de espera, a apresentação de conteúdos torna-se vital para o bom funcionamento dos serviços. Porque ordena, distrai e informa. Reduz stress no atendimento e facilita a comunicação. A publicidade digital comunica o conteúdo no momento adequado.

Na sua opinião, que barreiras importa derrubar para que este modelo de comunicação seja mais aceite? Qual tem sido o vosso papel?
A principal barreira é explicar que a mudança para digital não é só deixar de usar o papel. Importa fazer perceber às empresas que têm muito a ganhar com uma comunicação eficaz e direcionada. Liberta recursos, melhora a imagem e gera negócio.
O nosso papel tem sido explicar, demonstrar e implementar estratégias de comunicação que atinjam os objetivos. É vantajoso ter uma rede de comunicação que auxilia o cliente, melhora – e reforça – a imagem da empresa.

Com as constantes evoluções tecnológicas, qual é a estratégia de atuação da Semente para continuar a sua afirmação? Podemos esperar novos serviços e produtos?
Alargámos a oferta de soluções de comunicação, com novos produtos. Entre eles, uma solução de alarmística, informação e gestão de movimentos de carga e descarga em cais de mercadorias: a M Cais. Permite a gestão dinâmica, em tempo real, dos movimentos de cada porta. Identificados e sinalizados para facilitar o processo de logística.
Mas a estratégia de afirmação da Semente passa pelo reforço do contacto com o cliente na Loja, de uma forma inteligente. É a comunicação que se adapta ao cliente. É ela que lhe desperta os sentidos. E que motiva e impressiona. Oferece a experiência de “ver” além do exposto. Reconhece o género e apresenta a melhor oferta para aquela pessoa. Utilizamos “beacons” (emissores de baixa energia Bluetooth) para promover o uso o uso das APP nos Smartphones).

A Estatística ao serviço da Educação

Luísa Canto e Castro Loura

Melhores Dados, Melhores Vidas! É este o lema da segunda edição do Dia Mundial da Estatística. É um facto que, com o avanço da tecnologia, o processo de recolha de dados ficou extraordinariamente facilitado e há agora que canalizar um maior esforço para a sua organização e interpretação, tendo sempre como objetivo último contribuir com mais e melhor informação.

Imaginem as lições que não se poderão tirar de todos os dados que vão alimentando anualmente os sistemas de informação do Ministério da Educação e Ciência: dados sobre mais de 2 milhões de alunos – idades, escolaridade dos pais, apoios e bolsas, resultados escolares; dados sobre mais de 180 mil docentes – formação de base, horas letivas, horas para apoio e tutoria, horas para gestão. E, ainda, dados sobre percursos no ensino superior, percursos na investigação, níveis de publicação científica, despesa em I&D no Estado, nas Instituições de Ensino Superior e nas Empresas.

É este o grande desafio para a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência: os dados só são úteis quando se transformam em informação. E é aí que deverá entrar a Estatística enquanto “arte de fazer falar os dados”.

Mas, perante bases de dados de tão grande dimensão, como agilizar o seu tratamento estatístico? Como promover a utilização de metodologias estatísticas mais sofisticadas que permitam revelar padrões, fazer benchmarking e tornar estes dados efetivamente úteis às escolas, às instituições de ensino superior, às famílias e a toda a sociedade?
Estando o país num período de grande contensão financeira houve que apostar fortemente no desenvolvimento dos recursos internos da DGEEC: dotando as equipas técnicas de conhecimentos sobre as mais recentes ferramentas de exploração de bases de dados; desenhando um plano de formação que conduzisse a uma maior capacidade interna para desenvolver estudos estatísticos; organizando seminários e fóruns de discussão sobre os trabalhos em curso.

E houve também que tornar mais ágil o acesso às bases de dados por parte dos investigadores. O seu papel é absolutamente crucial nesta ambição de delas retirar o máximo possível de ensinamentos sobre o que determina a maior eficácia educativa e sobre o que estará subjacente a percursos escolares de sucesso.

A investigação estatística na área da Educação debate-se com uma questão de fundo que é característica das ciências sociais: a sua principal variável de interesse – o nível de conhecimentos adquiridos pelos alunos – não é passível de ser medida diretamente, classificando-se, por isso, como variável latente. Os valores que se obtêm após aplicação dos instrumentos de medida (testes/exames) estarão certamente correlacionados com os da variável latente de interesse mas a identificação da forma como se estrutura essa correlação está longe de ser uma questão de resposta imediata. Perante esta dificuldade de medição do nível de conhecimentos, a avaliação de todos os alunos através de um mesmo exame é a única forma que um professor tem para comparar o nível e progresso dos seus próprios alunos com o nível e progresso dos restantes alunos do país e, assim, ajustar e aperfeiçoar as suas estratégias de ensino.

Os exames nacionais têm, pois, uma importância chave na construção de indicadores que permitam mostrar a cada escola, não só os seus pontos fortes (por comparação com todas as outras) como, também, aqueles onde necessita de um maior reforço e atenção. Exemplo de um desses indicadores é o da “progressão relativa”, disponibilizado no portal Infoescolas (www.infoescolas.mec.pt). A “progressão relativa” foca-se nas disciplinas de Matemática e de Português e, em termos gerais, o que se calcula para cada uma das disciplinas é a progressão dos alunos da escola, face à média nacional, entre o 4.º e o 6.º ano de escolaridade, entre o 6.º e o 9.º ano de escolaridade e entre o 9.º ano e o 12.º ano de escolaridade. A média nacional serve de fasquia, igual para todos, avaliando-se, para cada aluno, a subida ou a descida em relação a essa fasquia entre o ano de entrada e o ano de saída. Agregando para todos os alunos da escola, estabelece-se assim um indicador que reflete, de algum modo, a capacidade desta em dotar os seus alunos de conhecimentos que lhes permitam ter resultados nos exames que os coloquem numa melhor posição relativamente à média nacional que aquela em que estavam à entrada.

Já para se tirar conclusões estatísticas sobre a eficácia das estratégias de ensino, uma simples comparação de médias é, em geral, insuficiente, pois há que ter em conta a diversidade dos pontos de partida dos alunos e os possíveis impactos do ambiente escolar, o que obriga ao desenvolvimento de modelos com um elevado grau de complexidade. O potencial para investigação é virtualmente ilimitado e, sendo disso consciente, tem a DGEEC dado prioridade à promoção de formas ágeis que permitam o acesso seguro aos dados por parte dos investigadores, garantindo o indispensável apoio técnico. Neste momento de comemoração de mais um Dia Internacional da Estatística, fica aqui o apelo aos investigadores para que apostem nesta área de indiscutível importância para o avanço da sociedade.

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