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Portal da Queixa internacionaliza-se e cria marca global: Consumers Trust

O crescimento exponencial e a consolidação do Portal da Queixa como um dos principais influenciadores nacionais em matéria de consumo, permitiu alcançar um novo posicionamento ao internacionalizar a sua plataforma para outros mercados. O primeiro passo foi dado em direção a Espanha, com o Libro de Quejas (a operar desde setembro) e, até ao final do ano, prepara-se para replicar o modelo no mercado africano (África do Sul), com o Complaints Book. A evolução do projeto para uma dimensão global resultou na criação de uma marca global – a CONSUMERS TRUSTuma rede global de consumidores que vai ser apresentada, esta semana, no maior evento de empreendedorismo e tecnologia do mundo, a Web Summit.

Após o percurso de sucesso construído, ao longo de dez anos, e o reconhecimento alcançado em Portugal como uma referência nacional em matéria de consumo, a equipa do Portal da Queixa dá o passo rumo à internacionalização e aposta na globalização do projeto.

A recente entrada no mercado espanhol conduziu assim à decisão de criar uma marca umbrella, agregadora das várias réplicas da plataforma pelo mundo: Consumers Trust. A nova marca está, deste modo, presente em Portugal com o Portal da Queixa, em Espanha com o Libro de Quejas (https://librodequejas.es) e, ainda este ano, na África do Sul com o Complaints Book (https://complaintsbook.co.za). Em 2020, está prevista a entrada em Itália, no Reino Unido, na Alemanha, na França e Polónia, para mais tarde alargar a rede para fora da Europa.

“A aposta na internacionalização deste projeto único em Portugal e pioneiro na Europa sempre foi o nosso grande objetivo, desde o momento em que decidi avançar com o desenvolvimento da plataforma do Portal da Queixa, em 2009, após um episódio mal resolvido de um bollycao estragado que adquiri para o meu filho, num supermercado. Hoje, somos uma equipa orgulhosa por sentirmos que fomos potenciadores de uma nova forma de relacionamento entre marcas e consumidores, alterando o paradigma de consumo e a visão de grande parte dos gestores de Marketing e de Customer Service. Depois de muita experiência adquirida no caso de sucesso do Portal da Queixa em Portugal, avançámos muito recentemente para Espanha, onde colocámos online a versão “beta” da plataforma Libro de Quejas. Este passo histórico, permitiu-nos ser a primeira rede social de consumidores do mundo a ser internacional e a levar a criatividade nacional para outros países na Europa.”, refere Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa e fundador do Consumers Trust.

Assim nasce o Consumers Trust, uma rede global de plataformas de consumidores que tem como objetivo agregar as classificações de várias marcas em cada mercado em que operam – obtidas por meio de avaliação do tratamento das reclamações -, funcionando, deste modo, como um ranking global do Índice de Confiança das marcas.

“O Consumers Trust representa uma total inovação mundial, por ser a primeira rede global de consumidores, onde a diferenciação está no facto de a relação entre marcas e consumidores assentar na experiência de consumo relatada através de uma reclamação, onde é atribuída a oportunidade de resolução e melhoria contínua, e não apenas por uma opinião normalmente conhecida como “review”, destaca Pedro Lourenço, sustentando que: “Esta alteração comportamental dos consumidores é acompanhada pela evolução tecnológica, que possibilita cada vez mais a pesquisa e partilha de experiências que servem como um guia de consumo mais consciente, atribuindo um enorme potencial de influência a plataformas como o Consumers Trust.”

Com o claimIn trust we believe”, e disponível online em https://consumerstrust.co/, o Consumers Trust vai ser apresentado esta semana, durante a Web Summit, marcando presença, dia 5 de novembro, como startup BETA, no Pavilhão 1, (Booth B107). O objetivo da participação no maior evento de empreendedorismo e tecnologia do mundo é promover este projeto global, através do networking com os visitantes, empreendedores e empresas, bem como, captar o interesse de novos investidores internacionais para consolidar o crescimento da operação global.

Para este efeito, Pedro Lourenço – que assume também o cargo de CEO do Consumers Trust -, vai à Web Summit inspirar os visitantes com o sucesso da startup tecnológica Portal da Queixa e anunciar a sua evolução para uma marca global, uma nova identidade corporativa que assenta na essência de sempre: a reputação das marcas com base na experiência do consumidor.

Enquanto empreendedor, Pedro Lourenço é da opinião que “o maior erro de uma startup é esperar pelo momento certo. Porque não se pode adivinhar o futuro, mas tem que se ter a ousadia de construí-lo. Por conseguinte, estaremos na edição do Web Summit 2019, mostrando que é possível criar novos conceitos globais e inovar em matéria de Customer Experience. Assim, mesmo não ansiando sermos um unicórnio, a nossa visão é termos a possibilidade de potenciar, pelo mundo fora, a melhoria na relação dos consumidores com as marcas, através da transparência e da reputação positiva”, sublinhando a sua convicção: “Estou certo, que a reputação positiva adquirida através do Customer Success, será nos próximos anos, o principal foco das estratégias das marcas. Por isso, estamos a desenvolver ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA), que permitirão ajudar as marcas numa tomada de decisão mais assertiva e eficaz, através da análise de dados (Big Data) que recolhemos diariamente, junto das experiências relatadas pelos consumidores.”

De salientar que todas as plataformas da nova da rede global Consumers Trust marcam a sua diferenciação pela fiabilidade da informação publicada, ao registarem os índices de satisfação, rankings, avaliações e estatísticas em blockchain, uma tecnologia que torna imutável e de consulta pública qualquer registo, e que valida os pilares fundamentais da existência do Consumers Trust: verdade, transparência, credibilidade e confiança.

A quarta edição da Web Summit em Portugal, decorre entre 4 a 7 de novembro no Parque das Nações, em Lisboa. Este ano, a maior cimeira tecnológica do mundo conta com cerca de 70 mil participantes, incluindo mais de 2.000 startups e 1.500 investidores.

Portal da Queixa implementa tecnologia ao serviço da confiança dos consumidores

O Portal da Queixa, a maior rede social de consumidores de Portugal, tornou-se na primeira plataforma online do mundo a registar informação em Blockchain – uma tecnologia que torna imutável qualquer registo ou interação na plataforma. A inovação permite garantir a total transparência da informação publicada e, deste modo, reforçar a confiança dos consumidores. A tecnologia foi implementada em parceria com o Hash Institute.

Enquanto canal de comunicação entre marcas e consumidores, a transparência e a confiança são os pilares fundamentais da existência da plataforma Portal da Queixa que, cada vez mais se assume como um dos principais influenciadores nacionais em matéria de consumo. Deste modo, o investimento em inovação tecnológica tem sido uma aposta permanente na consolidação da sua missão junto da sociedade de consumo.

O que significa para o consumidor a implementação da tecnologia blockchain no Portal da Queixa?

  •  As suas reclamações estarão eternizadas e serão imutáveis, não podendo ser manipuladas ou adulteradas;
  • Qualquer tipo de interação – todas registadas em blockchain – estão disponíveis para consulta por qualquer pessoa, garantindo o máximo de transparência;
  • Todos os registos podem ser consultados por qualquer pessoa ou empresa, a qualquer momento, pois os dados são públicos;
  • Caso haja qualquer tentativa de manipulação ou fraude das reclamações, ela passa a ser totalmente identificável no Sistema;
  • Aumento da relação de confiança com o Portal da Queixa, quanto à defesa dos seus direitos como consumidor.

De acordo com Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa, “a implementação da tecnologia blockchain como validador inquestionável do Índice de Satisfação (IS), representa um enorme avanço na perseguição do nosso principal objetivo – a reputação das marcas com base na experiência do consumidor. Por conseguinte, esta validação tecnológica coloca ainda mais o Portal da Queixa, num posicionamento de isenção e equidistância face ao conteúdo publicado pelos seus utilizadores, tendo em conta que o algoritmo resulta apenas da interação das marcas com os seus clientes, na sequência do tratamento das reclamações publicadas e sem qualquer ação interventiva por parte da plataforma. Assim, de forma inequívoca, será possível verificar o registo público e diário do Índice de Satisfação (IS) em blockchain, com vista a potenciar a transparência da informação e validar a performance das entidades que optaram por se aproximar dos seus clientes e promover a solução dos problemas apresentados. É no nosso entender, uma grande alteração do paradigma atual de consumo, tendo em conta que a grande maioria dos consumidores procuram uma influência para a tomada de decisão, antes de iniciarem o processo de compra, o que coloca o Portal da Queixa cada vez mais como um dos principais influenciadores nacionais em matéria de consumo. Por sua vez, a reconhecida credibilidade da informação associada ao conteúdo partilhado no Portal da Queixa, tanto pelos consumidores como pelas marcas, será ainda mais potenciada pela transparência assumida, ao registá-la publicamente em blockchain.

O desenvolvimento e implementação da tecnologia na plataforma foram conduzidos por Vitor Vilela, CTO do Portal da Queixa, que em parceria com o Hash Institute, tornaram público e disponível para consulta, em tempo real, os dados que compõem o Índice de Satisfação de todas as marcas.

Várias métricas de avaliação e premiação acabam por suscitar dúvidas nos consumidores, uma vez que não é possível consultar os respetivos valores e perceber se estes foram adulterados. A tecnologia blockchain veio modificar a forma como várias empresas registam a informação, para que esta seja imutável e, no nosso caso, o mais importante que temos para transmitir aos consumidores é o Índice de Satisfação, e os dados que compõem a fórmula para o cálculo, explica o responsável de IT do Portal da Queixa.

Segundo destaca Normann Kalmus do Hash Institute: “De forma totalmente pioneira, a nossa parceria com o Portal da Queixa fez com que se tornasse o único no mundo, na sua categoria, a registar todas as reclamações, resoluções e interações entre consumidores e marcas em blockchain, garantindo a total transparência e imutabilidade dos registos e incrementando a confiança a um nível nunca visto antes em websites semelhantes. Esta parceria com o Portal da Queixa, possibilitou ainda uma sinergia com o Pedro Lourenço, que se tornou num dos principais membros do nosso Conselho Consultivo, com presença em vários países do mundo.”

Estudo do Portal da Queixa: “Satisfação e qualidade do serviço público em Portugal”

Principais conclusões:

Em comparação com a recolha de opinião efetuada em 2017, a perceção de qualidade dos serviços públicos por parte dos cidadãos portugueses baixou de satisfatória com uma média de avaliação de 5,56 /em 10 para insatisfatória com uma média de avaliação de 4,54 /em 10. (consultar abaixo estudo em detalhe)

O número de reclamações dirigidas aos vários organismos do setor público, registou um aumento na ordem dos 21% em durante o período de 1 de janeiro e 23 de setembro de 2019, com 10.312 reclamações, comparativamente ao período homólogo que registou apenas 8.516 reclamações.

Entende-se que a correlação é evidente, tendo em conta que um pior serviço prestado tem por norma o consequente aumento de insatisfação e de reclamações.

APRESENTAÇÃO DO ESTUDO DE OPINIÃO:  SATISFAÇÃO E QUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO EM PORTUGAL

Este retrato do País, visa monitorizar e avaliar o grau de satisfação dos cidadãos portugueses, através da sua perceção e experiência, aproximando-os do conceito de cidadania participativa, no qual o cidadão é convidado a partilhar a sua opinião. Por sua vez, os serviços públicos envolvidos têm a oportunidade de ouvir os cidadãos, quanto ao funcionamento dos sistemas implementados, tornando-os parte envolvida na importância de uma melhoria contínua dos procedimentos adotados.

P1. A SUA EXPERIÊNCIA RELATIVAMENTE AOS SERVIÇOS PÚBLICOS?

Praticamente todos os entrevistados (97%) já tiveram experiências com algum serviço público. Os tribunais devido ao seu próprio carácter, tem pouca relação com os indivíduos com menos de 30 anos.
Os mais insatisfeitos com os serviços públicos tiveram más experiências com os mesmos, especialmente com o IEFP e Tribunais. Em média fizeram-no em 6 dos 9 serviços em estudo.

P2. COMO CLASSIFICA O SEU NÍVEL DE SATISFAÇÃO RELATIVAMENTE AO ATENDIMENTO E QUALIDADE DO SERVIÇO PRESTADO?

Os entrevistados atribuíram nota negativa aos serviços públicos com um valor médio de 4,5 numa escala até 10. Educação e forças policiais, são os serviços melhor avaliados com um valor médio acima de 6. Os Tribunais, a Segurança Social, Câmaras Municipais e os transportes não alcançaram a média de 5 valores.
Os indivíduos com menos de 30 anos são os que melhor avaliam os serviços públicos e apesar de nenhum deles alcançar o 7, todos são aprovados pelos millennials.

P3. QUANTO TEMPO DEMOROU A OBTER RESPOSTA À SUA RECLAMAÇÃO (MÉDIA DE DIAS)?

A média de tempos de resposta dos serviços públicos é de 34 dias, sendo a Segurança Social, as Câmaras Municipais e os Tribunais são os serviços com resposta mais lenta.
Entrevistados que residem nas regiões de Lisboa, Porto e Setúbal são os que evidenciam maiores tempos de espera. Usar o Portal da Queixa encurta os tempos de resposta nos serviços como Câmaras Municipais, Institutos e Transportes.

P4. QUAL É O PRINCIPAL PROBLEMA DO SERVIÇO PÚBLICO?

Três em cada quatro entrevistados pensa que o principal problema dos serviços públicos em Portugal, é a dificuldade em obter o serviço ou resposta do serviço em tempo útil.
Os mais jovens e as mulheres, são os que colocam maior foco neste motivo.
Em segundo lugar é apontado o mau serviço prestado, a falta de formação e a dificuldade em contatar os serviços públicos. Estes três motivos, são mencionados com maior intensidade pelas mulheres e por aqueles que utilizam o Portal da Queixa

Portugueses dão nota negativa à qualidade dos serviços públicos

Com as eleições legislativas à porta, o Portal da Queixa, uma referência nacional em matéria de consumo, analisou os dados referentes às reclamações dirigidas aos serviços públicos nos últimos dois anos. Ciente da importância da informação analítica, a maior rede social de consumidores de Portugal promoveu ainda um estudo intitulado “Satisfação e qualidade do serviço público em Portugal” com base num inquérito realizado junto dos utilizadores registados na sua plataforma. Concluiu-se que: os portugueses dão nota negativa à qualidade aos serviços prestados pelo Estado, estão mais insatisfeitos e reclamam cada vez mais. As queixas dirigidas ao setor público registaram um aumento na ordem dos 21%.

De acordo com a equipa de análise do Portal da Queixa, a iniciativa partiu da identificação, ao longo do tempo, do aumento exponencial do número de queixas dirigidas ao serviço público e da atualidade e importância do tema para a sociedade. Neste sentido, elevando-se o dever cívico de informar, foi efetuada uma análise objetiva aos dados recebidos e foi auscultada a opinião dos cidadãos portugueses sobre os níveis de qualidade dos serviços prestados pelas entidades públicas em Portugal.

Destacam-se as principais conclusões:

  1. Em comparação com a recolha de opinião efetuada em 2017, a perceção de qualidade dos serviços públicos por parte dos cidadãos portugueses baixou de satisfatória com uma média de avaliação de 5,56 /em 10 para insatisfatória com uma média de avaliação de 4,54 /em 10. (consultar abaixo estudo em detalhe)
  2. O número de reclamações dirigidas aos vários organismos do setor público, registou um aumento na ordem dos 21% durante o período de 1 de janeiro e 23 de setembro de 2019, com 10.312 reclamações, comparativamente ao período homólogo que registou apenas 8.516 reclamações.
  3. Entende-se que a correlação é evidente, tendo em conta que um pior serviço prestado tem por norma o consequente aumento de insatisfação e de reclamações.

Perante as conclusões do estudo e dos resultados da análise estatística, Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa considera que:

O Estado tem o dever de garantir um serviço público de excelência e referência ao cidadão. Esta será certamente a expectativa do contribuinte no momento em que se torna parte integrante do sistema e, por isso, não deve ser muito diferente da que tem relativamente ao serviço privado. Portanto, é de salutar quando entidades públicas como a Câmara Municipal de Lisboa, o IMT e o IEFP, tomam a dianteira como exemplos de proximidade e satisfação dos seus utentes, na sequência do resultado que apresentam com altos Índices de Satisfação no Portal da Queixa. Estes excelentes exemplos de customer sucess, demonstram que é possível prestar um serviço público de acordo com os padrões de qualidade exigidos e expectáveis”, sublinha o responsável, reforçando ainda que “o aumento dos níveis de qualidade do serviço público, por parte destes organismos, tem sido muito potenciado pelas plataformas de partilha de opinião – como o Portal da Queixa -, que em muito contribuem para a identificação de melhorias contínuas no serviço junto dos cidadãos, mostrando que é possível fazer mais e melhor.”

SEGURANÇA SOCIAL, CÂMARAS MUNICIPAIS E CNP LIDERAM NÚMERO DE RECLAMAÇÕES DURANTE A LEGISLATURA ATUAL

Durante o período da legislatura ainda em vigor, a Segurança Social foi a entidade do Estado que mais recebeu reclamações com cerca de 8.197 registadas, o que a coloca no topo das entidades com maior número de queixas. Grande parte das reclamações é referente a problemas de atraso na atribuição de pensões (41%), subsídios e abonos (28%), dificuldade e ausência de atendimento (10%) e outros motivos diversos (16%).

O segundo lugar da tabela é ocupado pelas Câmaras Municipais com cerca de 6.759 reclamações.

Lisboa com 912, Porto com 491 e Sintra com 441, são os municípios com maior incidência de reclamações, contudo, Lisboa destaca-se pela taxa de satisfação na ordem dos 75 %, comparativamente com a autarquia do Porto com apenas 5,7%. Segue-se na tabela, o Centro Nacional de Pensões com um registo de 3.328 reclamações desde o início do mandato.

Ao longo dos últimos 4 anos, foram registadas 37.225 reclamações no Portal da Queixa referentes a serviços de Administração Pública.

Serviços com maior número de reclamações durante o período da atual legislatura:

Entidade pública Nº Reclamações
Segurança Social 8197
Câmaras Municipais 6759
Centro Nacional Pensões 3328
Hospitais e maternidades 2265
S. Nacional de Saúde 1904
Ministério da Educação 1837

Total de reclamações desde dia 4 de outubro 2015 até 17 de setembro 2019

ANÁLISE POR SETOR RELATIVAMENTE AO PERÍODO HOMÓLOGO:

  1. Administração Pública
  2018 2019 % VAR Índice de Satisfação em 100
Segurança Social e CNP 1839 1940 5% 10,4
Serviço Nacional de Saúde 715 664 -8% 4,5
Ministério da Educação e da Ciência 380 425 11% 10,1
Autoridade Tributária e Aduaneira 291 245 -19% 7,2
TOTAL 3225 3274 1%  

Total de reclamações desde o dia 1 de Janeiro 2018 até 23 de setembro 2019

No setor da administração pública, desde o início de 2019, foram registadas 3.274 reclamações, mais 49 queixas face ao período homólogo.

A entidade que apresenta o maior número de reclamações é a Segurança Social (inclui reclamações ao Centro Nacional de Pensões) com 1.940 reclamações desde janeiro de 2019, já a Autoridade Tributária e Aduaneira apresenta menos 19% no valor de reclamações recebidas em relação ao ano passado.

No que diz respeito ao maior crescimento face ao período homólogo, o Ministério da Educação e da Ciência (MEC) sai na frente, devido aos problemas apresentados com os manuais escolares gratuitos, registando um valor de mais 11% de reclamações recebidas.

De referir que, nenhuma das entidades públicas em análise, regista valores de índice de satisfação satisfatórios.

  1. Câmaras Municipais
  2018 2019 % VAR
Câmaras Municipais (todas) 1600 1861 16%

Total de reclamações desde o dia 1 de Janeiro 2018 até 23 de setembro 2019

TOP 10 2018 2019 % VAR Índice de Satisfação em 100
Câmara Municipal de Lisboa 172 206 20% 75,6
Câmara Municipal do Porto 84 98 17% 5,7
Câmara Municipal de Sintra 57 93 63% 4,7
Câmara Municipal de Oeiras 79 62 -22% 0
Câmara Municipal de Loures 42 56 33% 56,3
Câmara Municipal de Cascais 27 49 81% 6,6
Câmara Municipal de Braga 36 47 31% 45,3
Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia 64 44 -31% 61,1
Câmara Municipal de Matosinhos 32 42 31% 2,7
Câmara Municipal do Seixal 51 59 16% 5,2

Total de reclamações desde o dia 1 de Janeiro 2018 até 23 de setembro 2019

As reclamações relativas às autarquias aumentaram significativamente em relação ao ano de 2018 (de 1.600 para 1.861 queixas).

A autarquia que apresenta um maior número de reclamações é a Câmara Municipal de Lisboa (206), com um aumento de 20% de queixas em relação ao período homólogo, no entanto é igualmente a que melhor registo obteve no índice de satisfação dos seus munícipes, com uma nota positiva de 75 em 100. Por sua vez, a Câmara Municipal de Cascais foi a que registou o maior aumento no número de reclamações (81%) face ao ano anterior.

Apesar do aumento do número de reclamações ter sido uma tendência quase geral, foram as Câmaras Municipais de Oeiras e Vila Nova de Gaia que registaram um decréscimo na ordem dos 22% e 31% respectivamente na tabela das dez autarquias mais reclamadas em 2019.

  1. Institutos, Organismos Públicos de Autoridade e Supervisão
  2018 2019 % VAR
Institutos e organismos públicos 902 2432 170%

Total de reclamações desde o dia 1 de Janeiro 2018 até 23 de setembro 2019

  2018 2019 % VAR Índice de Satisfação em 100
IMT 335 956 185% 92,9
SEF 269 627 133% 12,6
IRN 217 341 57% 7,4
ADSE 109 223 105% 25
IEFP 82 127 55% 94,2
ANSR 52 81 56% 6,3
ANACOM 49 77 57% 3,3

Total de reclamações desde o dia 1 de Janeiro 2018 até 23 de setembro 2019

De 1 de janeiro a 23 de setembro de 2019, foram registadas 2.432 reclamações dirigidas a Institutos e organismos públicos, um aumento bastante significativo em relação ao ano anterior (902 reclamações).

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) é a entidade que apresenta o menor número de reclamações, já o IMT apresenta uma subida do número de queixas face ao período homólogo, mais 185% de reclamações. Contudo, o IMT é o segundo organismo com melhor taxa de sucesso pelo registo de 92.9% de índice de satisfação, sendo batido apenas pelo IEFP que regista 94.2%.

  1. Polícia, Bombeiros e Emergência Médica
  2018 2019 % VAR Índice de Satisfação em 100
Bombeiros 90 98 9% n/a
PSP 83 97 17% 7
112 Número Europeu de Emergência 32 70 119% 5
GNR 39 45 15% 7,9
INEM 26 22 -15% 5,3

Total de reclamações desde o dia 1 de Janeiro 2018 até 23 de setembro 2019

Em 2018, foram registadas 270 reclamações neste setor de atividade. Até Setembro de 2019, o Portal da Queixa já registou mais de 332 reclamações.

A entidade com a maior percentagem de crescimento é o Número Europeu de Emergência (112), com um aumento de 119% nas reclamações face ao período homólogo, já o INEM registou uma queda de 15% nas reclamações.

Os Bombeiros em geral apresentam-se como a entidade que tem o maior número de reclamações, com 98. A PSP e a GNR mantêm os valores muito próximos ao do ano passado.

 

ESTUDO DE OPINIÃO:  SATISFAÇÃO E QUALIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO EM PORTUGAL

Este retrato do País, visa monitorizar e avaliar o grau de satisfação dos cidadãos portugueses, através da sua perceção e experiência, aproximando-os do conceito de cidadania participativa, no qual o cidadão é convidado a partilhar a sua opinião. Por sua vez, os serviços públicos envolvidos têm a oportunidade de ouvir os cidadãos, quanto ao funcionamento dos sistemas implementados, tornando-os parte envolvida na importância de uma melhoria contínua dos procedimentos adotados.

P1. A SUA EXPERIÊNCIA RELATIVAMENTE AOS SERVIÇOS PÚBLICOS?

Praticamente todos os entrevistados (97%) já tiveram experiências com algum serviço público. Os tribunais devido ao seu próprio carácter, tem pouca relação com os indivíduos com menos de 30 anos.
Os mais insatisfeitos com os serviços públicos tiveram más experiências com os mesmos, especialmente com o IEFP e Tribunais. Em média fizeram-no em 6 dos 9 serviços em estudo.

P2. COMO CLASSIFICA O SEU NÍVEL DE SATISFAÇÃO RELATIVAMENTE AO ATENDIMENTO E QUALIDADE DO SERVIÇO PRESTADO?

Os entrevistados atribuíram nota negativa aos serviços públicos com um valor médio de 4,5 numa escala até 10. Educação e forças policiais, são os serviços melhor avaliados com um valor médio acima de 6. Os Tribunais, a Segurança Social, Câmaras Municipais e os transportes não alcançaram a média de 5 valores.
Os indivíduos com menos de 30 anos são os que melhor avaliam os serviços públicos e apesar de nenhum deles alcançar o 7, todos são aprovados pelos millennials.

P3. QUANTO TEMPO DEMOROU A OBTER RESPOSTA À SUA RECLAMAÇÃO (MÉDIA DE DIAS)?

A média de tempos de resposta dos serviços públicos é de 34 dias, sendo a Segurança Social, as Câmaras Municipais e os Tribunais são os serviços com resposta mais lenta.
Entrevistados que residem nas regiões de Lisboa, Porto e Setúbal são os que evidenciam maiores tempos de espera. Usar o Portal da Queixa encurta os tempos de resposta nos serviços como Câmaras Municipais, Institutos e Transportes.

P4. QUAL É O PRINCIPAL PROBLEMA DO SERVIÇO PÚBLICO?

Três em cada quatro entrevistados pensa que o principal problema dos serviços públicos em Portugal, é a dificuldade em obter o serviço ou resposta do serviço em tempo útil. Os mais jovens e as mulheres, são os que colocam maior foco neste motivo.
Em segundo lugar é apontado o mau serviço prestado, a falta de formação e a dificuldade em contatar os serviços públicos. Estes três motivos, são mencionados com maior intensidade pelas mulheres e por aqueles que utilizam o Portal da Queixa.

Campanha europeia informa sobre direitos dos consumidores

Portal da Queixa, a maior rede social de consumidores de Portugal, associou-se à União Europeia na divulgação dos direitos dos consumidores online. Pedro Lourenço, CEO e fundador do Portal da Queixa, foi convidado a ser embaixador da iniciativa #yourEUright, um projeto que visa contribuir para que os consumidores conheçam e exerçam os seus direitos quando compram na Internet. A campanha arrancou, há um mês, e vai estar estender-se por 2020. 

Ao longo do próximo ano, a Comissão Europeia vai desenvolver uma série de ações concertadas entre dez países (Dinamarca, Espanha, Eslovénia, Portugal, Itália, Croácia, Chipre, Grécia, Roménia e Bulgária), que visam esclarecer os consumidores online acerca dos seus direitos. O objetivo da iniciativa #YourEUright é garantir a segurança e os direitos dos consumidores, capacitando-os para que possam fazer escolhas online que maximizem o seu bem-estar. “Como cidadão europeu, ao comprar bens e serviços dentro da UE, beneficie dos seus direitos de consumidor, tanto online como offline”, esta é a mensagem geral da campanha.

Em  Portugal, a campanha de sensibilização já está disponível em https://europa.eu/youreuright/home_pt e as ações estarão, maioritariamente, focadas na divulgação de quatro direitos do consumidor: Package Travel, Mudança de banco vs. Transparência Bancária; Publicidade honesta; Devolução em 14 dias.

 

UE CONVIDA CEO DO PORTAL DA QUEIXA, PEDRO LOURENÇO, PARA EMBAIXADOR DO PROJETO EM PORTUGAL

O convite para ser embaixador da iniciativa #yourEUright da União Europeia, enquanto fundador do Portal da Queixa, é sem dúvida um enorme orgulho que consolida o esforço diário que toda a equipa dedica à comunidade de consumidores portugueses, com vista a facilitar-lhes a resolução dos problemas apresentados através da nossa plataforma social. O Portal da Queixa enquanto meio de comunicação entre marcas e consumidores, não só possibilita um contacto mais ágil e democratizado, como permite o acesso a experiências de consumo partilhadas por centenas de milhares de consumidores, que servem de guia e barómetro de satisfação, qualificando o mercado de forma justa e transparente. Assim, entendemos ser o canal privilegiado para a divulgação de iniciativas pedagógicas como esta, tendo em conta o público-alvo a quem se dirige, como também possibilitar o nosso contributo, de forma ativa, para o aumento da literacia digital dos consumidores portugueses, potenciando a confiança num consumo ponderado, informado e consciente.”, refere  Pedro Lourenço, CEO e fundador do Portal da Queixa

 A campanha terá um forte foco digital. As ações estarão focadas na divulgação dos direitos dos consumidores que optam por uma compra online dentro da União Europeia, com enfoque nos que se situam na faixa etária entre os 18 e os 35 anos, compradores cujos estudos apontam como sendo os mais ativos.

 Entendemos que a eficácia na proteção dos direitos dos consumidores, deve ser garantida através da transmissão de conhecimento acerca dos seus direitos. Só assim, será possível criar um movimento de consciência global que garanta a pró-atividade necessária para reduzir o risco no momento da decisão de compra. Este esforço de aprendizagem deve ser potenciado por todos os intervenientes, começando pelas instituições de ensino, organismos de proteção dos consumidores, organizações não-governamentais e principalmente por parte dos vendedores, que ao assumirem um papel educador, estarão a garantir a confiança dos seus clientes num ecossistema de consumo transparente.”, defende Pedro Lourenço.

Operadores móveis continuam sem cumprir com acordo relativo ao Wap Billing

O Portal da Queixa, a maior rede social de consumidores em Portugal, verificou na sua plataforma o registo de mais de 400 reclamações dirigidas ao serviço Wap Billing desde o início de janeiro até 16 de julho de 2019. Para dar resposta às insatisfações dos portugueses, a ANACOM e a Apritel intervieram, mas os operadores de telecomunicações continuam a permitir a alegada fraude por parte dos prestadores de serviço. O problema das subscrições involuntárias de conteúdos arrasta-se há anos.

É bastante comum navegar-se pela Internet e encontrar diversas aplicações apelativas que as pessoas acabam por querer instalá-las no seu telemóvel, nomeadamente, wallpapers, jogos grátis, aplicações para fotografias, etc. A verdade é que quando o fazem, não sabem que em breve irão começar a receber SMS com subscrições involuntárias ou simplesmente a notar que no seu saldo ou fatura da operadora de telecomunicações está a ser debitado um valor que não autorizaram.

São mais de 420 os portugueses que recorreram ao Portal da Queixa, desde o início do ano, para apresentarem as suas reclamações relativas a este serviço, um aumento significativo desde 2018, constata a análise da maior rede social de consumidores de Portugal.

Face a este descontentamento a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) e a Apritel  (Associação dos Operadores de Comunicações Eletrónicas) decidiram intervir e lançaram dois comunicados – ler comunicado ANACOM e comunicado da Apritel– onde garantiam que os consumidores seriam mais protegidos com as alterações acordadas no Código de Conduta assinado pelos quatro operadores de telecomunicações.

Neste acordo, no âmbito da Apritel, é possível ler que “a estratégia foi acordar num conjunto de regras que os Operadores se obrigam a fazer valer nas relações contratuais grossistas, ao que acrescem princípios, regras e procedimentos que se obrigam a respeitar nas relações contratuais com os seus clientes (Utilizadores destes serviços).”

Para além do acordo, a ANACOM também recomendou que os operadores alterassem os procedimentos de cobrança de conteúdos e serviços subscritos na Internet, o chamado Wap Billing, para que fosse claro ao subscritor entender quando estaria ou não a aceder a uma aplicação paga.

O código de Conduta assinado pelas operadoras entrou em vigor no dia 1 de maio de 2018, mas as reclamações continuam a aumentar diariamente por parte dos consumidores que indicam que não estão a ser cumpridas as orientações e procedimentos acordados.

A atestar a continuidade deste problema e que o mesmo não está resolvido, está o descontentamento dos consumidores manifestado já o ano passado. Em 2018, o tema foi bastante divulgado nos meios de comunicação, resultado do crescimento de reclamações registadas no Portal da Queixa (cerca de 377 reclamações).

Após a divulgação feita pela equipa do Portal da Queixa, os prestadores de serviço como a Mobibox, Mobile Apps e outros, começaram a dar resposta na plataforma do Portal da Queixa, mas o número de reclamações aumentou e continuam muitas dúvidas e insatisfações dos consumidores por resolver. A taxa de resposta dos prestadores de serviço é de, em alguns casos, 91% como é possível ver na página do Portal da Queixa, mas desde o início do ano que chegam cada vez mais reclamações, tendo já ultrapassado o número de insatisfações, cerca de 100, em relação ao ano passado face ao mesmo período de tempo.

Companhias aéreas alvo de mais de 700 queixas em 2019

O Portal da Queixa – uma referência nacional em matéria de consumo -, analisou as reclamações recebidas referentes ao setor do Turismo. As companhias aéreas voltam a liderar o setor, com mais de 700 reclamações registadas em 2019, verificando-se um aumento face ao ano anterior.  Em época de férias, fica ainda o alerta do Portal da Queixa aos consumidores para a importância de fazer compras seguras e para os direitos que têm quando algo não corre bem.

Desde o início do ano, até ao dia 24 de junho, o Portal da Queixa registou 716 reclamações dirigidas a companhias aéreas, um aumento face ao período homólogo, onde foram registadas 658 reclamações.

A análise da equipa do Portal da Queixa permitiu ainda constatar que, entre os períodos analisados (1 janeiro a 24 junho 2019 e período homólogo), maio de 2019 foi o mês com mais reclamações registadas desde 2018, com 145 queixas dirigidas às companhias aéreas.

Em ambos os períodos analisados, a TAP lidera o Top3 das companhias aéreas com maior número de reclamações, 325 (2019) e 320 (2018). Segue-se a Ryanair com 154 (2019) e 122 (2018). O terceiro lugar é ocupado pela EasyJet, com 63 queixas (2019) e 56 no período homólogo.

No período entre 1 de janeiro a 24 de junho de 2019, os principais motivos de reclamação apresentados pelos consumidores ao Portal da Queixa estão relacionados com atrasos nos voos, pedidos de reembolso, bagagem danificada/perdida, cancelamento de voo, falta ou mau atendimento.

[ Período: 1 janeiro – 24 junho 2019 ]

Principais motivos das reclamações N.º % representa
Atrasos de voo 163 22.8%
Pedidos de Reembolso 110 15.4%
Bagagem danificadas/Perdidas 100 14%
Cancelamentos de voo 78 10.9%
Falta/mau atendimento 52 7.3%

A insatisfação dos consumidores em relação às três companhias aéreas mais reclamadas reflete-se na página das marcas no Portal da Queixa. Na TAP, o Índice de Satisfação gerado pelos consumidores é de apenas 8,6% (em 100), e as Taxas de Solução e Resposta de 7,3%. Na Ryanair, o Índice de Satisfação é de apenas 4,5%, sendo as Taxas de Solução e Resposta de 3,8%. Na EasyJet, o Índice de Satisfação dos consumidores é de apenas 3,6%, sendo as Taxas de Solução e Resposta de 3,2%.

De salientar que o tratamento e a resolução das reclamações entre as marcas e os consumidores são da inteira responsabilidade dos intervenientes diretos, não existindo qualquer mediação ou interferência na comunicação pelo Portal da Queixa. Por essa razão, a plataforma disponibiliza de forma totalmente gratuita às marcas, as ferramentas de gestão de reclamações, tais como dar resposta e resolver, com vista a que estas possam chegar do problema à solução, sem custos e de forma a potenciarem a sua reputação positiva junto dos consumidores, gerando um reforço de confiança.

Férias à porta? O Portal da Queixa dá-lhe algumas dicas!

Existem vários fatores que podem ameaçar o tão esperado descanso e dar-lhe algumas dores de cabeça. Desta forma, o Portal da Queixa apresenta-lhe algumas dicas para o ajudar a solucionar possíveis problemas. O importante é saber que há solução para tudo e o consumidor está protegido de muitas formas.

  1. Pesquise antes de comprar

Na altura da pesquisa por local de alojamento ou agência de viagens, sugerimos que pesquise por opiniões públicas ou reclamações que possam estar disponíveis online, como no caso do Portal da Queixa. Este pode ser um ponto crucial para a tomada de decisão e para uma escolha mais segura.

  1. Voos atrasados ou cancelados

Muitas vezes o atraso de um voo significa problemas para quem vai de férias. Desta forma, a legislação europeia prevê que o consumidor tem direito a uma indeminização entre 125 e 600 euros, tendo em conta a distância do voo e a duração dos atrasos.

Caso o seu voo seja cancelado, deve ser-lhe dada a opção de reembolso do preço total do bilhete, no prazo de sete dias, ou deve ser apresentada uma outra opção razoável. Poderá ter ainda direito a uma indeminização entre 250 a 600 euros, exceto se o atraso do voo for por causa maior.

  1. Cuidado com as bagagens em viagens de avião

Bagagens perdidas, danificadas ou em atraso são um dos principais problemas associados a companhias aéreas como o Portal da Queixa alerta nesta mesma publicação. Caso se depare com uma situação destas, saiba que tem direito a uma indeminização até 1.223 euros, de acordo com a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.

Caso a bagagem chegue até si danificada, deve apresentar queixa à companhia aérea até sete dias após receber a bagagem. Se o caso for de atraso na receção da bagagem tem até 21 dias para reclamar. O mais importante de tudo é: Não esquecer de guardar as cópias da reclamação!

  1. Tenha atenção aos alojamentos locais

Arrendar uma casa para férias através de anúncios (online ou em jornais) é uma modalidade cada vez mais procurada por quem vai de férias. Na maior parte dos casos, os contratos são celebrados por telefone e o pagamento feito antes de usufruir do espaço. O problema é que nem sempre o anúncio publicado corresponde à realidade. Caso se depare com uma situação fraudulenta, ou seja, se o que alugou não corresponde à realidade, pode pedir uma indeminização por danos. Para que tal aconteça, deve recorrer a um julgado de paz ou a um tribunal.

  1. Conheça os seus direitos!

Imagine que vai de férias, seja através de uma agência de viagens ou de uma reserva/compra online, e algo corre mal? Chega ao destino e nada é como aquilo que idealizava e tinha adquirido. Como pode reclamar e exercer os seus direitos?

  • Reclamar diretamente com a agência

Caso tenha adquirido as suas férias através de uma agência de viagens, esta é a forma mais simples de resolver o seu problema. Pode fazer a sua reclamação por email ou através do telefone diretamente com a agência.

O recomendável é fazer a sua reclamação via email, para que fique registada por escrito, e o mais rapidamente possível, ou seja, se chegar ao seu local de destino e não se deparar com o que comprou, deve fazer a reclamação de imediato.

  • Fundo de Garantia de Viagens e Turismo

Caso a sua agência de viagens não resolva o problema ou caso tenha comprado online e não obtêm uma solução para a sua situação, pode e deve requerer que lhe seja arbitrada uma indeminização através deste fundo de garantia. Existe uma plataforma online onde a sua reclamação deve ser apresentada.

  • Livro de reclamações

Caso chegue a uma unidade hoteleira e não está a usufruir do que comprou pode pedir o livro de reclamações e escrever qual o motivo pelo qual está a reclamar.

A reclamação é enviada para a ASAE e se o cliente tiver razão, pode ser aplicada uma coima ao hotel.

  • Provedor do cliente

O Provedor do Cliente é uma figura que existe para resolver problemas relacionados com o que foi comprado e o que foi ofertado.

Existe um site que contém todas as informações referentes a esta figura e onde tem um formulário próprio para fazer a sua reclamação. A partir do momento que chega a Portugal (caso tenha viajado para o estrangeiro) ou ao seu local de residência no fim das férias, tem 20 dias para apresentar a sua reclamação.

Esta plataforma não funciona em todos os casos, uma vez que, se alugar uma casa a alguém e esta não corresponder ao que pediu, se o titular da casa não for aderente ao Provedor do Cliente, a plataforma não pode interferir.

O que fazer nestes casos?

As plataformas online de reservas têm locais próprios para fazer comentários. Esses comentários têm impacto, uma vez que o titular do alojamento local está sempre com muita atenção aos comentários dos consumidores, porque se um comentário for negativo é mais difícil que o alojamento volte a ser alugado (obtém uma má classificação).

A verdade é que quanto mais bem informado estiver enquanto consumidor, melhor saberá resolver um constrangimento durante as férias. No entanto, não deve deixar que estes problemas estraguem os dias que tinha planeado. E se já está de partida para o merecido descanso, desejamos-lhe: Boas Férias!

Mais de 2.700 reclamações registadas contra os CTT no Portal da Queixa desde o início do ano

Atualmente, os CTT são a marca com maior número de reclamações registadas no Portal da Queixa. Desde o início do ano, até ao dia 17 de junho, à maior rede social de consumidores de Portugal chegaram 2.743 queixas referentes aos CTT e CTT Expresso. Destas, a equipa destaca a insatisfação dos consumidores relativamente às encomendas feitas via o método Yanwen, cujas queixas continuam sem resolução. O problema das encomendas que chegam a Portugal, mas não aos consumidores, já tinha sido denunciado, em 2018, pela equipa do Portal da Queixa, mas continua sem explicação e sem resolução por parte dos CTT em geral.

De acordo com a análise feita pela equipa do Portal da Queixa, entre 1 de janeiro de 2019 e 17 de junho de 2019, foram registadas na plataforma 201 reclamações referentes a problemas com o método de envio Yanwen (fornecido pela empresa chinesa Yanwen Logistics). No período homólogo, as queixas rondaram o mesmo número (255 queixas).

A equipa de análise verificou ainda que, entre 1 de maio e 31 de maio de 2019, os CTT receberam 636 reclamações, das quais, 66 são referentes a problemas com o método de envio Yanwen. Falha e extravio na entrega (41%), roubo e violação de encomendas (11%) foram outros dos principais motivos de reclamação contra os CTT, no último mê de maio.

“O Yanwen Air Mail é um método de envio fornecido pela empresa chinesa Yanwen Logistics. Algumas plataforma como o Aliexpress, apresentam este método em alguns produtos como forma de os enviar para diversos países do mundo. É neste último ponto que surgem os CTT. Quando o produto encomendado chega a Portugal, cabe aos CTT a distribuição pelo país, algo que tem gerado problemas e reclamações desde o início de 2018.”, explica Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa.

Artigos chegam a Portugal, mas não aos consumidores

As reclamações registadas referem que os produtos ficaram presos na alfândega, outras referem que os CTT não conseguem informar onde estão os artigos, nem sequer pelo número de tracking dado pelo expedidor. No entanto, os consumidores afirmam saber que os produtos chegam a Portugal, pois é o último destino que aparece no tracking da encomenda a que têm acesso.

CTT no Portal da Queixa

 O desagrado dos consumidores em relação aos CTT reflete-se na página da marca no Portal da Queixa. O índice de satisfação gerado pelos consumidores é de 62,8% (CTT) e 61,8% (CTT Expresso), sendo que, das 4.923 reclamações recebidas nos últimos 12 meses apenas 643 se apresentam como resolvidas.

De salientar que o tratamento e a resolução das reclamações entre as marcas e os consumidores é da inteira responsabilidade dos intervenientes diretos, não existindo qualquer mediação ou interferência na comunicação pelo Portal da Queixa. Por essa razão, a plataforma disponibiliza de forma totalmente gratuita às marcas, as ferramentas de gestão de reclamações, tais como dar resposta e resolver, com vista a que estas possam chegar do problema à solução, sem custos e de forma a potenciarem a sua reputação positiva junto dos consumidores, gerando um reforço de confiança

Reclamações contra a CP disparam 82%

O Portal da Queixa, referência nacional em matéria de consumo, registou um aumento significativo das reclamações dirigidas aos Comboios de Portugal (CP). Entre 7 de abril de 2018 e 7 de abril de 2019, as queixas dispararam 82%, comparativamente com o período homólogo. Em comum, nos dois períodos em análise, está o motivo principal das reclamações: os atrasos.

Ano após ano, o Portal da Queixa tem-se deparado com a crescente insatisfação dos consumidores perante os serviços da CP. Desde o início do ano, até ao dia 7 de abril, a maior rede social de consumidores de Portugal viu serem registadas na sua plataforma: 126 reclamações. A equipa do Portal da Queixa decidiu fazer a análise entre dois períodos mais longos e verificou que, de 7 de abril de 2017 a 7 de abril de 2018, foram recebidas 339 reclamações, tendo constatado que o número das queixas disparou para 617, entre 7 de abril de 2018 e 7 de abril de 2019, refletindo um aumento de 82%.

Por que motivo é a CP alvo de tantas reclamações?

São vários os motivos das reclamações que os consumidores dirigem à CP. No entanto, a maioria reporta: atrasos, falta de condições, a supressão de comboios e a devolução de dinheiro por engano no preço do bilhete.

7 Abril 2017 – 7 Abril 2018 > Total de 339 Reclamações

Principais motivos apresentados N.º % representa
Atrasos 189 55.8%
Falta de condições 21 6.2%
Supressão de comboios 49 14.5%
Devolução dinheiro 58 17.1%

 7 Abril 2018 – 7 Abril 2019 > Total de 617 Reclamações 

Principais motivos apresentados N.º % representa
Atrasos 263 42.6%
Falta de condições 49 7.9%
Supressão de comboios 155 25.1%
Devolução dinheiro 88 14.3%

CP sem resposta e baixa resolução

 A página da CP no Portal da Queixa é o reflexo da falta de resposta entre a marca e o consumidor, uma vez que, apresenta um Índice de Satisfação de apenas 4.7 em 100 e uma Taxa de Resposta de 0%, alusiva ao último ano. Das mais de 600 reclamações recebidas nos últimos doze meses, apenas 14 estão dadas como resolvidas.

De referir que, um relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes sobre o estado da ferrovia em Portugal em 2017, divulgado em março de 2019, concluiu ainda que os comboios da CP passam cada vez mais tempo parados. O documento compara a CP, empresa pública, com a Fertagus, única empresa privada de comboios para passageiros em Portugal, e a diferença é evidente. A chamada taxa de imobilização para manutenção, reparação ou outras razões manteve-se estável na Fertagus entre 2015 e 2017 (6%), mas subiu na CP: de 14% para 19% nas carruagens; e de 12% para 16% nas automotoras e locomotivas, pelo que por dia cerca de uma em cada seis está imobilizada.

Sobre o Portal da Queixa: 

Lançado em junho de 2009, o Portal da Queixa assume-se hoje como a maior rede social de consumidores do país e alcança uma posição de referência nacional em matéria de consumo. Por dia, são registadas mais de 400 reclamações no Portal da Queixa. A plataforma reúne mais de 350 mil utilizadores registados e é visitada por mais de 1 milhão de consumidores todos os meses. O Portal da Queixa representa hoje o avanço tecnológico na relação das marcas com os seus clientes e a mudança de paradigma do consumo em Portugal. A celebrar uma década de atividade e a pensar em aproximar ainda mais consumidores e marcas, em março de 2019, desenvolveu um novo conceito de navegação para a plataforma, estreando- se como a primeira rede social totalmente desenvolvida em Portugal.

Portal da Queixa vai à Startup OLÉ com internacionalização na mira

O Portal da Queixa, a primeira rede social de consumidores em Portugal, marca presença no Startup OLÉ, evento internacional de promoção do ecossistema empreendedor tecnológico que decorre entre 26 e 28 de março, em Salamanca. Para o Portal da Queixa, a presença no evento espanhol marca o início da sua jornada de expansão, com a já anunciada estratégia de internacionalização para os mercados europeus.

O Startup OLÉ propõe um programa integrado com a abordagem de diferentes matérias relevantes para atividade empresarial de organizações com perfil tecnológico, reunindo fazedores, operadores de aceleração e incubação, responsáveis por grupos empresariais de dimensão internacional e investidores.

A 5ª edição reúne, nos três dias dedicados à prática empreendedora e ao desenvolvimento de novos negócios, 30.000 participantes de 120 países diferentes, 850 startups e PMEs inovadoras, 500 speakers, 250 aceleradores e investidores. Combinando a vertente de showcase com uma competição de negócios, momentos de networking, workshops práticos e palestras dedicadas a temas relevantes para os empreendedores, o evento Startup OLÉ assume-se como uma montra interessante para startups e scaleups que estão a projetar a sua expansão, procuram investimento ou parceiros estratégicos.

Estando o empreendedorismo no ADN do Portal da Queixa e o perfil tecnológico inscrito na matriz deste projeto único em Portugal e pioneiro na Europa, a participação no evento espanhol é assumida como um passo estratégico no percurso de expansão e atração de parcerias.

“A presença num dos principais eventos de tecnologia e empreendedorismo da Europa, representa para o Portal da Queixa o início da sua jornada de expansão. Após o lançamento histórico da primeira rede social de consumidores no mundo, o Portal da Queixa vai iniciar o seu processo de internacionalização pela Europa, começando por Espanha, onde naturalmente existe uma ligação, não só, geográfica com Portugal, mas também, pela cultura e pelo mercado de consumo ibérico que é partilhado por muitas empresas em comum.”, refere Pedro Lourenço, CEO & Founder do Portal da Queixa, destacando que: “Será um enorme orgulho para nós estarmos presente num evento de dimensão europeia como este, onde será possível mostrar aquilo que melhor se desenvolve no ecossistema tecnológico.”

O Startup OLÉ é uma iniciativa organizada pela Comissão Europeia, em conjunto com um grupo de agentes internacionais de empreendedorismo. As apresentações de ideias de negócio, a aceleração de projetos empresariais e o contacto direto com especialistas europeus em diferentes matérias associadas à prática empreendedora são apenas alguns dos benefícios que compõem a proposta de valor da iniciativa.

A edição de 2018 recebeu a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Rei de Espanha, Felipe VI.

Na edição de 2019 é esperada a visita do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

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