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Tecnologia Portuguesa Mede Batimento Cardíaco Através de Câmara de Vídeo

A startup portuguesa HealthyRoad criou uma tecnologia de biometria facial para medição de frequência cardíaca. Com uma precisão de 95%, a IncrediblEYE consegue medir os batimentos do coração através de qualquer câmara de vídeo.

A IncrediblEYE, que já conta com a parceria da Sony e Microsoft, surge com a missão de simplificar o acesso à tecnologia de biometria facial acessível a developers e empresas tecnológicas. Os kits de desenvolvimento de software (SDK) da IncrediblEYE, disponíveis no website http://incredibleye.com, permitirão à comunidade de developers utilizar algoritmos de análise facial para medição de frequência cardíaca e para reconhecimento de indivíduos.

Os kits de desenvolvimento de software foram desenvolvidos tendo em vista a utilização de qualquer tipo de câmaras e unidades de baixo processamento, tornando possível a implementação destas tecnologias em Smart Phones, Tablets, Computadores e Smart TV’s.

Vídeo

Sobre a HealthyRoad

A HealthyRoad, startup incubada no UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, centra a sua atividade no desenvolvimento de sistemas biométricos, para mercados como o sector automóvel, segurança e saúde. Atualmente, a empresa tecnológica dispõe de três produtos: IncrediblEYE um kit de desenvolvimento de software que integra um conjunto de algoritmos de deteção de sinais fisiológicos através de análise biométrica; HealthyRoad um produto que permitirá alertar o condutor automóvel para a entrada em estados de fadiga, sonolência e distração.

Câmara do Porto lança campanha para manter cidade limpa

“A ideia é salientar que a cidade tem de ser cuidada por todos e que temos de a tratar como se fosse a nossa casa, mantê-la limpa como se fosse a nossa casa”, afirmou esta manhã o vereador do Ambiente, Filipe Araújo, no jardim da Cordoaria, onde foi montada uma sala de estar em plena via pública.

Segundo o vereador, esta campanha de sensibilização ambiental abrange os princípios da separação de resíduos, da deposição destes nos contentores e não na via pública e à hora certa, ou seja, o mais próximo possível dos horários de recolha.

“Abrange uma consciência cívica de que a cidade tem de ser tratada por todos”, frisou Filipe Araújo, adiantando que a campanha inclui a distribuição de um panfleto informativo que será distribuído com a fatura da água.

O vereador destacou que a recolha de resíduos é feita na cidade a partir das 20:30, sendo que o que se pretende é que os munícipes tenham o cuidado de evitar deixar o saco de lixo à porta de casa.

“A sacaria [à porta de casa] tem problemas de salubridade, alguns animais alimentam-se disso”, como as gaivotas, alertou, acrescentando que o desejo da autarquia é que as pessoas usem os contentores de lixo que existem em todas as zonas da cidade.

Mas também quem visita o Porto deve ter cuidados na via pública, não deitando lixo ou beatas para o chão.

No folheto que a autarquia distribui no âmbito desta campanha lê-se que, “nas suas rondas, cada colaborar municipal recolhe quatro toneladas de resíduos por dia, o equivalente a levantar um ‘tuk-tuk’ mais de quatro vezes”.

O folheto alerta também para o facto de “a distância que cada um dos camiões de recolha de lixo indiferenciado percorre por dia” equivaler “a dar quatro voltas à Via de Cintura e Interna”.

Certo é que, lê-se ainda, a autarquia recolhe durante um mês “suficientes resíduos sólidos para encher o Estádio do Dragão à altura das balizas” e que, durante um ano, “são varridos, mecânica e manualmente na cidade do Porto, cerca de 165 mil quilómetros”, distância que “daria para percorrer mais de quatro voltas ao planeta Terra”.

No cenário montado hoje no jardim da Cordoaria, dois atores limpavam os móveis da sua sala com afinco e convidavam quem por lá passava a participar na limpeza de “O Porto é a nossa casa”.

Outros cenários de divisões de casas serão montados durante os próximos dias no âmbito desta campanha nas zonas da Foz e da Trindade, por exemplo, porque o objetivo é “trazer o ambiente de casa para a rua”, mostrando que o Porto é de facto “a nossa casa e que é preciso preservá-la”.

“O civismo tem de imperar e a cidade tem de se tornar limpa. O esforço que a Câmara conduz todos os dias é muito grande e que com a contribuição de todos poderá ser muito melhor”, concluiu o vereador do Ambiente.

Porto inaugura iluminações de Natal a 27 de novembro

Porto NatalNo próximo dia 27 de novembro, a cidade do Porto desperta para o Natal, inaugurando as iluminações que se vão estender, este ano, a mais de 40 ruas e praças da cidade. O momento será simbolicamente assinalado nos Aliados, às 21,30 horas, junto à Árvore de Natal da cidade (que será ligada com fogo de artifício, seguida por um concerto dos Retimbrar) mas também com a abertura da pista de gelo que, até 27 de dezembro, ocupará a placa inferior da Avenida dos Aliados, entre outras surpresas.

LUZ, MÚSICA, FESTA

Tal como já sucedeu em 2014, as iluminações de Natal vão acender-se uma semana mais cedo do que era habitual, prolongando-se até 10 de janeiro de 2016. Para viver em pleno esta quadra, a Câmara Porto preparou um vasto programa de animação e diversão para toda a família, que se estenderá por seis semanas, entre concertos de rua, espetáculos de dança e novo circo, intervenções artísticas, performances, mercados e feiras, oficinas de contos, mas também carrosséis, palácios de bonecas e as já obrigatórias pistas de gelo natural, que funcionarão na Avenida dos Aliados e Rotunda da Boavista. A Câmara e a Associação dos Comerciantes do Porto voltarão a distribuir 35 mil vouchers pelas lojas de comércio tradicional da Baixa e Boavista para acesso gratuito às duas pistas, assim como 1.000 vouchers para estacionamento no Silo Auto.

“OURO SOBRE AZUL”

Este ano, o Natal no Porto promete ser “ouro sobre azul”. Uma conjugação que tem a fama de ser perfeita e que constituirá o tema dominante nas iluminações de Natal da cidade. Milhares de pontos azuis e dourados, conjugados em formas simples (maioritariamente redondas e estreladas), proporcionarão a atmosfera ideal para a quadra, em linha com a nova imagem gráfica do Porto. Reforçando a ligação emocional à marca da cidade, também a Árvore de Natal, que voltará a ser erguida na Praça General Humberto Delgado, junto à Paços do Concelho, será vestida de dourado e decorada com grandes esferas azuis. Com 26m de altura por 14m de largura, será mais uma vez um ponto de visita obrigatório durante o Natal, até pelas várias iniciativas que estão previstas para este local, todas as sextas, sábados e domingos, sempre a partir das 17,30 horas, aquando da ligação das luzes. Comparativamente a 2014, quando as iluminações de Natal se estenderam por quatro novas artérias da cidade (ruas do Freixo, Estação, Ferreira Borges e Sousa Viterbo), totalizando então 30 ruas, este ano as iluminações vão abranger um total de 41 localizações, chegando agora, por exemplo, às ruas da Constituição, Martin Moniz, João Pedro Ribeiro ou à Avenida Rodrigues de Freitas. De destacar, ainda, o reforço das iluminações em locais como a Avenida dos Aliados, Palácio das Artes, as ruas de Ramalho Ortigão e Costa Cabral ou a Praça Filipa Lencastre. Serão, assim, 368 elementos (mais 40 do que em 2014) a decorar e iluminar o Porto, num investimento que supera este ano os 118 mil euros (no ano passado, foram gastos 100 mil euros). O valor global, incluindo o programa de animação, é este ano de 180 mil euros, contra os 161 mil de 2014, num aumento integralmente suportado pela entrada de novos patrocinadores.

NOVIDADES NOS ALIADOS

Para além de uma nova Árvore de Natal, a Avenida dos Aliados terá, em 2015, outras novidades de monta durante a quadra, a começar por uma pista de gelo natural descoberta, que ocupará uma área de 300m2 e estará em funcionamento até 27 de dezembro, dia em que se realizará a S. Silvestre do Porto. Outra das surpresas será uma instalação, de caráter imersivo, da autoria do coletivo Moradavaga, na Praça da Liberdade. Denominada “Whispering Forest”, será constituída por 41 árvores que oferecerão diversas experiências, nomeadamente sonoras, a quem vagueie e explore este concentrado de bosque em pleno coração da cidade. No plano oposto dos Aliados, a calçada da Praça General Humberto Delgado acolherá, entre 27 de novembro e 10 de janeiro, uma intervenção artística da autoria de Hazul. Intitulada “HOLON”, será concretizada em 10 suportes circulares e outras tantas ilustrações do artista. Associada a uma estrutura de iluminação, permitirá uma leitura diurna e outra noturna.

MAIS DIVERTIMENTOS NA ROTUNDA DA BOAVISTA

Juntamente com os Aliados, a Praça Mouzinho Albuquerque será outros dos pontos de visita obrigatórios durante o Natal. De 27 de novembro a 10 de janeiro, acolherá a Praça da Fantasia, com todo o tipo de atrações e divertimentos. Além de uma rampa e duas pistas de gelo natural (uma coberta e, este ano, também uma exterior), haverá ainda espaço para carrosséis, pistas de carros, jogos tradicionais, uma mini roda gigante, carinhos de choque, cinema 5D, uma casa do Pai Natal e espetáculos de magia com contos da Avó Augusta. Mas este ano os divertimentos chegam também à Praça da Batalha, onde até 4 janeiro os mais novos poderão divertir-se com vários carrosséis. Instalado na Praça Gomes Teixeira, junto à Reitoria da Universidade da Porto, o Palácio das Bonecas é outros dos espaços que seguramente as crianças vão querer visitar neste Natal. Entre 27 de novembro e 29 de dezembro, estará de portas abertas e com workshops temáticos organizados aos fins de semana.

CONTAR, DANÇAR E CANTAR O NATAL

Até ao dia de Natal e sempre aos fins-de-semana, não faltarão motivos para sair à rua e assistir aos vários espetáculos de dança, performances, novo circo e concertos de música alusivos à quadra. A par das muitas atividades itinerantes que percorrerão o Porto – e onde se inclui uma viagem de elétrico pela cidade ou um “Caçador de Sonhos” -, a Árvore de Natal dos Aliados será o palco preferencial de iniciativas como o “Conto de Natal” interpretado pelos alunos do Centro de Dança do Porto, as Oficinas de Contos e os Ateliers de Panquecas Criativas da Saphir Cristal, as XMAS Lazy Sessions, as Vozes de Natal, as Christmas Carols ou ainda o espetáculo de novo circo João & João. Durante o mês de dezembro regressa igualmente o ciclo de concertos “Natal à Porta”, com jazz ao sábado e ópera ao domingo, sempre a partir das 15h30, à entrada de um edifício emblemático da cidade.

FEIRAS E MERCADOS

Durante o Natal, serão também várias as Feiras, Mercados e Mercadinhos que animarão a cidade, com propostas que vão desde o artesanato às velharias, passando pelo design, a joalharia, a moda, a gastronomia, os brinquedos, as ilustrações ou a arte urbana. Entre as iniciativas que constituem novidade durante a quadra natalícia, destaque para o regresso da Artesanatus à Praça D. João I e para a 2.ª edição do Artes & Ofícios do Porto, novamente na Praça dos Poveiros, ambas entre 27 de novembro e 23 de dezembro. Realce ainda para a estreia do Up Street Porto – Mercado de Arte Urbana na antiga dependência do Banco Montepio, na Avenida dos Aliados, a 28 e 29 de novembro, e para uma edição especial de Natal que juntará o Mini Porto Belo e o Flea Market, a 12 de dezembro, no parque de estacionamento do Silo Auto.

PASSAGEM DE ANO

As boas vindas ao Novo Ano são já uma tradição na principal sala de visitas da cidade, palco de uma festa aberta a toda a população na Avenida dos Aliados. Desta vez, a entrada em 2016 será celebrada com um concerto especial de Pedro Abrunhosa & Comité Caviar, que se iniciará às 23,00 horas e se prolongará por três horas e meia de espetáculo e que inclui a contagem decrescente que antecederá o tradicional fogo de artifício, lançado de vários pontos dos Aliados e, este ano, ainda com mais surpresas.

“Reabilitar é ir ao local, conhecer, cheirar, sujar-se”

“O Porto está na moda”. Cláudia Machado, Arquiteta de formação e profissão, não se cansou de recorrer frequentemente a uma expressão que é hoje o cartão-de-visita de uma cidade que fica na memória quer pelo ambiente acolhedor quer pela riqueza do seu património. E é esta riqueza que se pretende preservar. Com a elevação da zona histórica à condição de Património da Humanidade da UNESCO em 1996, pequenos passos começaram a ser dados mas apenas há cerca de oito anos se tem conhecido na íntegra o verdadeiro conceito de reabilitação urbana nesta cidade. Da Sé à Ribeira, hoje, passear por velhas ruas que outrora não eram convidativas tem um sentido diferente e, para tal, muito tem contribuído a atuação da CPPM Arquitectura, um atelier criado em 2006 e que assumiu desde logo como setor estratégico de desenvolvimento a grande temática da reabilitação urbana.

Cláudia Machado
Cláudia Machado

“Arquitetura é uma área bastante abrangente. Temos que conhecer a legislação e saber de construção, o que exige um grande estudo não só do edifício em si mas de todo o processo de construção”

Respeitando sempre, quer seja num projeto de pequena ou maior envergadura, a preexistência e o Património edificado, a CPPM Arquitectura aposta num serviço completo de acompanhamento de todo o processo de licenciamento até à fase de obra, tal como explicou Cláudia Machado, fundadora do gabinete. “Muitas pessoas têm um edifício mas não conhecem o potencial do mesmo e procuram-nos. Fazemos esse estudo prévio e acompanhamos todo o processo, desde licenciamento até à obra”, evidenciou. Mais do que fazer um bom projeto, ir ao local é o fundamental. Não se pode correr o risco de “desenhar sobre incertezas” mas importa “estudar o edifício”. “Para mim é impensável fazer um projeto sem antes realizar um levantamento. Reabilitar é ir ao local, conhecer, cheirar, sujar-se”, defendeu a arquiteta. Só “vestindo a camisola” a CPPM Arquitectura conseguirá prestar um serviço digno a um cliente que muitas vezes desconhece o processo e tem, por isso, que encontrar um parceiro que o ajudará em todas as fases. Isso exige do arquiteto muito mais do que conhecimento de arquitetura. Assim, quer seja para um escritório, um empreendimento turístico, uma moradia ou edifícios de habitação, o processo é sempre o mesmo. “Arquitetura é uma área bastante abrangente. Temos que conhecer a legislação e saber de construção, o que exige um grande estudo não só do edifício em si mas de todo o processo de construção”, definiu Cláudia Machado. Em consonância, em todos os espaços com os quais trabalha há sempre uma preocupação: manter a identidade do edifício. Claro que tudo dependerá do estado de conservação do mesmo mas, sempre que seja possível, a CPPM Arquitectura reaproveita elementos, o que também se traduz numa poupança na construção.

O papel do arquiteto na reabilitação

Inevitavelmente ou não, a verdade é que a reabilitação urbana está hoje na ordem do dia e veio para ficar. Com a crise que se fez sentir no setor da construção civil, este “renascimento dos centros urbanos” trouxe um novo paradigma para a arquitetura portuguesa e, neste novo mundo, qual é o papel assumido pelo arquiteto? “A cidade é feita de arquitetura. O nosso principal desafio prende-se com o método construtivo. Durante muitos anos existiu a construção nova, em altura e em betão. Hoje temos que ter a noção de que não podemos fazer reabilitação nos centros históricos da mesma forma. Deste modo, grande parte dos construtores e arquitetos há mais tempo no ativo tiveram de alterar os seus métodos de trabalho e a sua forma de construir”, partilhou Cláudia Machado em conversa com a Revista Pontos de Vista. E, apesar do boom que se tem feito sentir nos últimos anos, a verdade é que, na perspetiva da arquiteta, tal não se tem traduzido numa diminuição da taxa de desemprego dos jovens licenciados nesta área que, de acordo com algumas estatísticas, é das mais altas da Europa. “Não acredito que a reabilitação tenha trazido mais trabalho, sobretudo aos mais jovens, uma vez que os clientes acabam por procurar arquitetos com mais experiência. Estamos a falar de reabilitação, que exige algum conhecimento construtivo que quando acabamos um curso não possuímos. Falo por mim. Comecei há dez anos e ainda tenho muito para aprender”, defendeu.

“Hoje temos que ter a noção de que não podemos fazer reabilitação nos centros históricos da mesma forma”

E a aprendizagem é constante numa área que ainda tem algumas lacunas ao nível da legislação em vigor. “Grande parte da nossa legislação foi feita para construção nova e nos edifícios a reabilitar nem sempre conseguimos cumprir grande parte das disposições. Já houve alguns progressos com a publicação da lei da reabilitação (DL 53/2014) onde se define um regime excecional para reabilitação de edifícios, mas seria importante haver uma revisão do Regulamento Geral das edificações Urbanas, mais adaptado à reabilitação”, afirmou. Mesmo assim, ao nível do Porto, a arquiteta elogia a atuação da autarquia portuense que muito tem apostado na reabilitação da cidade, não só ao nível da arquitetura, destacando a reabilitação do eixo Mouzinho/Flores, “um exemplo de como o urbanismo pode cativar e atrair as pessoas”.

Saindo do cenário geral da cidade para o universo particular da CPPM Arquitetura, Cláudia Machado não esconde o carinho especial por um projeto com o cunho deste gabinete. Trata-se de uma obra na Praça de Parada Leitão que terminou este ano mas que está a ser estudada desde 2007. “Fica na memória porque começou para ser um hotel e depois acabou por ser algo completamente diferente, sendo agora dois estabelecimentos de restauração e bebidas. O resultado foi bem melhor do que o previsto”, colmatou a arquiteta. É esta “dedicação” e “amor à causa” que Cláudia Machado continuará a abraçar porque só assim será possível afirmar-se num mercado onde todos querem entrar mas só os melhores ficam.

Alguns serviços da CPPM Arquitectura:

– Levantamentos arquitetónicos, tipológicos do edificado e topográficos;
– Pedidos de informação prévia;
– Projetos de licenciamento;
– Projetos de execução (mapa de acabamento, mapa de vãos, medições e cadernos de encargos);
– Consultoria na área da reabilitação e património;
– Fiscalização;
– Acompanhamento de obra e assessoria técnica; entre outros.

 

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