Inicio Tags Portugal 2020

Tag: Portugal 2020

Universidade do Porto cede 265 bicicletas para combater o sedentarismo

© iStock

“Pretendemos com este projeto combater o sedentarismo, porque há um sedentarismo muito elevado entre os estudantes e a ideia é criar a mudança de hábitos e estilos de vida mais ativos”, explicou Joana Carvalho, pró-reitora da área do desporto e qualidade de vida, no âmbito da sessão de entrega das primeiras bicicletas deste projeto, que decorreu na Reitoria da Universidade do Porto (UP).

O projeto nacional U-bike, que visa também a “promoção da mobilidade suave” e a adoção de hábitos mais sustentáveis, vai atribuir a 15 instituições de ensino superior um total de 3.234 bicicletas, das quais 2.096 são elétricas e 1.138 são convencionais.

Durante a sessão, alguns membros da direção da Universidade do Porto entregaram “simbolicamente” 20 das 265 bicicletas do projeto local, das quais 220 são elétricas e as restantes 45 convencionais.

“A ideia é as bicicletas irem ‘rodando’ de utilizador, ou seja, depois do tempo de monitorização dos candidatos outros se possam iniciar, e assim darmos continuidade a esta ação”, explicou a pró-reitora.

As restantes bicicletas vão agora ser entregues a membros da comunidade académica da UP, que, consoante as candidaturas, podem utilizá-las durante seis, nove ou 12 meses, sendo que têm de percorrer, no mínimo, sete quilómetros diários.

Para a monitorização destes veículos, o Centro de Desporto da UP desenvolveu uma aplicação interativa que vai calcular os quilómetros, as calorias, a distância, a energia, a emissão de dióxido de carbono (CO2) e os níveis de poupança de cada utilizador.

Sara Soares, estudante de doutoramento da Faculdade de Medicina da UP e residente em Matosinhos, no Porto, foi uma das 265 candidatas que recebeu uma bicicleta elétrica.

“Aderi a este projeto sobretudo pela preocupação ambiental. Num mundo em que vivemos, devemos procurar alternativas ao uso do carro e dos transportes públicos, e tentar diminuir a nossa pegada ecológica”, disse, em entrevista à Lusa.

A estudante, que trabalha no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), conta agora que “não seja muito difícil” percorrer, todos os dias, os quatro quilómetros que a separam de casa ao trabalho.

“Acho que o Porto não está preparado como as outras cidades europeias, mas à medida que as pessoas começarem a andar de bicicleta a cidade também vai ter necessidade de se adaptar”, acrescentou.

A sessão realizada hoje contou com a presença do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, com o Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, com o reitor da UP, António de Sousa Pereira, e representantes da Comissão Diretiva do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e do Instituto da Mobilidade dos Transportes (IMT).

O projeto U-Bike, que se enquadra no Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) do Portugal 2020, conta com um investimento total de cerca de seis milhões de euros, dos quais 4,7 milhões são financiados pelo Fundo de Coesão.

LUSA

“O NOSSO OBJETIVO É MINIMIZAR PROBLEMAS E MAXIMIZAR INVESTIMENTO”

Com o objetivo de promover a competitividade e o crescimento empresarial, o IAPMEI apresenta-se no mercado como um parceiro estratégico para a inovação e crescimento das empresas, empresários e empreendedores. Como define o papel do IAPMEI?

O IAPMEI é, há quase 42 anos, um parceiro estratégico à disposição das empresas. Toda a atuação do IAPMEI se baseia na proximidade às empresas, para conhecimento das suas necessidades efetivas, para crescerem, para serem mais competitivas.

A missão do IAPMEI é promover o empreendedorismo, estimular o investimento e a inovação, apoiar a capacitação competitiva das empresas, virada para o mercado global.

Nesse contexto, há quatro noções essenciais que são relevantes para compreender o papel do IAPMEI e que considero importantes para contextualizar a política pública virada para a competitividade empresarial.

A primeira é de que a competitividade das empresas depende de um conjunto diverso de variáveis, pelo que a sua promoção implica desenvolver vários instrumentos de política pública em simultâneo, mesmo que alguns assumam maior visibilidade, como é o caso dos instrumentos financeiros, dos incentivos, das linhas de crédito, do capital de risco, da garantia mútua.

Elementos como a formação-ação, a transmissão empresarial, o early warning, a ligação empresa-entidades do sistema científico e tecnológico, a literacia financeira, a mentoria, os estatutos de reconhecimento, os clusters, a melhoria da eficiência no processo de licenciamento, a atração de IDE, são igualmente importantes.

A segunda, indissociável da primeira, é de que, cada vez mais é necessário atuar em rede. Esta noção é essencial para as nossas empresas, claro, até porque a sua dimensão está abaixo da média europeia, mas é também essencial no contexto da política pública.

É por isso muito importante dinamizarmos diferentes iniciativas com diferentes parceiros. Tenho frequentemente falado não apenas na boa relação, mas na ligação estratégica que estabelecemos com a AICEP e com o Turismo de Portugal, entre outros. Com Associações Empresariais. Com os Clusters de Competitividade. Com as Associações de Business Angels. Com diversas entidades participadas pelo IAPMEI e que constituem uma verdadeira rede ao serviço das empresas: A Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua, A Portugal Capital Ventures, a PME Investimentos, os Centros Tecnológicos, a AICEP Global Parques, a Agência Nacional de Inovação, o CEDINTEC, para citar apenas alguns.

Uma terceira tem a ver com o foco na inovação. Há muito que o IAPMEI colocou a inovação e a diferenciação competitiva no cerne das estratégias de sucesso das empresas. É importante termos a noção de que não se inova com um estalar de dedos. Inovar é um esforço continuado, é algo que apenas pode resultar de uma abordagem colaborativa, é algo que implica uma alteração cultural abrangente à organização.

Uma quarta tem a ver com a necessidade de assegurar a estruturação de instrumentos de política pública ao longo de todo o ciclo de vida das empresas. Desde o momento da geração e análise de viabilidade da ideia de negócio até ao momento de declínio da empresa, em relação ao qual é tão importante antecipar estrategicamente a sua identificação para um eficiente aproveitamento dos recursos.

O papel do IAPMEI é, por isso, o de disponibilizar diferentes instrumentos de política pública para empresas que queiram crescer, que queiram basear a sua estratégia na inovação, criatividade, diferenciação, e que apostem decididamente na internacionalização.

Que balanço é possível fazer da atuação do IAPMEI junto do universo empresarial?

Vou tentar apresentar alguns exemplos muito resumidos.

No ano de 2016 o IAPMEI transferiu para a economia mais de 500 milhões de euros, no âmbito dos sistemas de incentivos. Este valor é, para nós, muito significativo. Não tanto pelo montante, o mais elevado de sempre, mas particularmente pelo que ele representa em termos do esforço notável de milhares de empresas a investir em inovação, diversificação de processos, de produtos, de serviços e de mercados. Representa o resultado de um trabalho continuado de aposta na inovação, na eficiência de processos, na boa gestão, na adoção de tecnologia.

Um dado que utilizo sempre que posso refere-se à comparação entre níveis de exportação pós projeto e pré projeto, no âmbito de projetos aprovados no anterior período de programação – o QREN. Apenas considerando projetos sob gestão do IAPMEI, verificamos que, entre pré e pós projeto, o volume de exportações aumentou cerca de 16 mil milhões de euros. Não se deverá exclusivamente aos incentivos, claro, mas o facto de no sistema de incentivos à inovação o aumento desse volume de exportações ter sido de mais de 165% é um sinal claro do efeito desta aposta na inovação.

Um terceiro dado que é importante é o relativo às linhas de crédito que são financiadas pelo IAPMEI e que são operacionalizadas no terreno pelos Bancos e pelo Sistema Nacional de Garantia Mútua, com o acompanhamento da PME Investimentos. Perto de 180 mil operações enquadradas, mais de 16 mil milhões de euros de crédito associado, mais de 84 mil empresas e de 1 milhão de postos de trabalho envolvidos. Creio que num contexto de crédito, como o que temos vivido desde 2008, estes números devem reter a nossa atenção, até porque mais de 2/3 do valor, flui para PME.

Estamos, neste momento, em fase final do processo de reconhecimento de 20 clusters de competitividade com planos de ação estratégicos muito exigentes para os respetivos setores, e muito virados para a digitalização, bem como para as parcerias internacionais.

Temos já mais de 1000 empresas que recorreram à nossa ferramenta de early warning para diagnosticarem a sua situação quer do ponto de vista operacional, quer do ponto de vista financeiro, bem como para fazerem a comparação do seu posicionamento, numa série de indicadores, com o mercado.

Para 2016, reconhecemos 7119 empresas PME Líder e de 1785 empresas PME Excelência, constituindo bons exemplos de gestão e bons exemplos financeiros. Basta dizer que a autonomia financeira média destas empresas voltou a subir para níveis perto dos 58%.

O IAPMEI recebeu, no final do ano de 2016, a certificação de qualidade para o seu front office de atendimento e licenciamento industrial, o que constitui uma demonstração da preocupação que colocamos no acompanhamento das necessidades efetivas das empresas.

O IAPMEI disponibiliza uma agenda eletrónica para empresas candidatas aos fundos do Portugal 2020. De que se trata e o que visa esta agenda eletrónica? 

O IAPMEI tem, no âmbito do Portugal 2020, já mais de 4300 projetos aprovados e em acompanhamento. Ora, este facto, conjugado com uma máxima que aplicamos com frequência, de que o sucesso dos projetos de investimento não está na sua aprovação mas na sua execução, leva a que concentremos uma particular atenção na realização do investimento.

Nesse sentido já tínhamos divulgado manuais de boas práticas para a análise e acompanhamento de projetos. Temos vindo, entretanto a introduzir sucessivas funcionalidades à Consola de Gestão do IAPMEI, para apoio no interface com as empresas, e para apoio às empresas na gestão dos seus processos.

Ao longo de um projeto, há datas e momentos que são relevantes, para comprovação de investimentos, certificação de despesas, datas obrigatórias, datas recomendadas. O que pretendemos com esta nova funcionalidade é alertar, informar e recomendar, de forma contextualizada a cada situação, facilitando a boa gestão do projeto.

O nosso objetivo é minimizar problemas, minimizar incumprimentos, maximizar investimento.

O lançamento desta nova ferramenta é uma medida que se integra no programa Simplex+, e é dedicada às empresas e gestores de projeto com processos de candidatura a decorrer no Portugal 2020, QREN e Comércio Investe. Esta iniciativa surge em que âmbito?

Sim, esta é uma medida que queríamos implementar e que sugerimos no âmbito do SIMPLEX +.

Sabemos bem que a gestão de um projeto no âmbito dos sistemas de incentivos implica um conjunto de requisitos burocráticos, para as empresas mas também para os organismos gestores.

Esta medida enquadra-se no âmbito da estratégia do IAPMEI orientada para uma contínua desburocratização, e para a capacitação empresarial. 

Neste momento, cerca de três quartos (74,4%) dos projetos em acompanhamento dos programas de financiamento comunitário Portugal 2020 (PT2020), ou seja, mais de 2.600 projetos, já aderiram à nova ferramenta disponibilizada pelo IAPMEI. O que representam estes valores para o IAPMEI?

Os níveis de adesão mostram claramente tratarem-se de ferramentas bem entendidas e bem vistas pelo mercado. São necessárias, facilitam. Esperamos que sejam fortemente utilizadas. É, também, uma indicação de que o nosso rumo está certo.

O IAPMEI já tinha realizado, desde o quadro comunitário anterior, várias sessões presenciais com empresas, associações e mesmo com entidades que apoiam as empresas, no sentido de apostar decididamente numa gestão de projetos baseada em fatores críticos.

Essas sessões, que continuamos a dinamizar, servem ainda para ajudar a desenhar o modelo de abordagem à Consola de Gestão do IAPMEI, para a qual, como referi, temos vindo e continuaremos a introduzir funcionalidades.

O IAPMEI tem vindo a desenvolver novas funcionalidades de apoio às empresas na gestão dos seus projetos e no cumprimento das obrigações associadas à sua execução. Para além da agenda eletrónica, que outras ferramentas de apoio disponibiliza o IAPMEI aos empresários? 

No âmbito da Consola de Gestão, desenvolvemos recentemente uma ferramenta que permite um canal de comunicação mais facilitado com o gestor de projeto. Introduzimos outras facilidades como os assistentes contextuais, ou o reportório de legislação, ou ainda, como referi, os manuais de Boas Práticas.

Iremos, durante o primeiro trimestre, comunicando outras novidades. Como se costuma dizer, o caminho faz-se caminhando, e o IAPMEI tem uma visão muito clara do que pretende disponibilizar os seus clientes.

QUALIFICAR PARA INTERNACIONALIZAR

Quando, em 2012, a Associação Ação para a Internacionalização surgiu, o tema da internacionalização ainda não era significativamente abrangente e relevante.

Contudo, quando se concretizou efetivamente era um tema relacionado maioritariamente com empresas que foram “empurradas” para a necessidade de se internacionalizar para não ficarem num nicho do mercado em Portugal que apenas sustenta a atividade. “Hoje é muito fácil os empresários aperceberem-se que o caminho é o mercado global”, começa por referir Nuno Morgado. A associação, que se assume estatutariamente como uma associação de apoio à internacionalização das empresas, focou-se naquilo que são os seus estatutos que se prendem com a ação concreta para a internacionalização. “Verificámos que existiam algumas lacunas em Portugal, quer no movimento associativo, quer nas empresas, nesse apoio em concreto. Queremos acrescentar valor a este processo e marcar pela diferença”, explica o presidente.

Assim, a associação começou por definir um processo de internacionalização que tem como ponto de partida identificar quais são as necessidades e os aspetos das empresas que são precisos alavancar em termos de ação concreta no terreno. “Dotamos as empresas com os mecanismos necessários para este caminho da internacionalização, desde a área financeira, passando pela implementação de estratégias, a identificação de mercados, os requisitos nas áreas comercias, até à imagem e o plano de comunicação das mesmas”, refere o nosso entrevistado. Depois de definido um plano e o mercado para onde a empresa pretende ir, a associação presta serviços de ação em termos comercias no terreno onde a mesma pretende implementar-se. Para este processo, a associação rápido se apercebeu da importância das parcerias pelo que foi celebrando protocolos com entidades que entendia serem fulcrais de acordo com as necessidades que identificavam nas empresas. “Estamos a falar de protocolos nas diversas áreas financeira, legal, logística ou com institutos politécnicos. São protocolos essenciais, pois tratam-se de entidades de relevo para a qualificação e a internacionalização em Portugal”, afirma Nuno Morgado.

Sabendo que uma das necessidades das empresas prende-se com o financiamento, a AAPI desenvolveu um projeto, “Internacionalizar Qualificando”, focado na qualificação das competências das PMES dotando-as de ferramentas capazes para os seus processos de internacionalização, beneficiando de incentivos não reembolsáveis em cerca de 50%. “Os apoios comunitários são uma grande janela de oportunidade que possibilitam às empresas meios financeiros para a qualificação. Hoje em dia é impensável uma empresa que pretende internacionalizar-se não ter uma plataforma digital de venda dos seus produtos, por exemplo. O mundo é muito grande e é preciso perceber de que forma e onde queremos estar”, realça o presidente. Estamos a falar de meio milhão de euros que a AAPI pretende incorporar nas empresas até ao final de 2017.

 

PORTUGAL 2020

Uma das prioridades do Portugal 2020 é o estímulo à produção de bens e serviços transacionáveis, internacionalização da economia e a qualificação do perfil de especialização da economia portuguesa. Por sua vez, os vales simplificados, e neste caso, os Vales Internacionalização e Inovação têm como objetivo o reforço da capacitação empresarial das PME através do apoio à procura de serviços tecnológicos e do conhecimento de mercados e de interface com os agentes económicos relevantes nos mercados externos. Quando questionado sobre o que se pode esperar do tecido empresarial português no que diz respeito à internacionalização, Nuno Morgado não tem dúvidas de que a estrutura do quadro Portugal 2020 foi pensado e organizado “de uma forma excelente” para as pequenas e médias empresas, pois abarca várias áreas para qualificar as empresas para a inevitável internacionalização. “Não há volta a dar, os empresários têm de ultrapassar as barreiras deste retângulo que é Portugal e globalizarem-se”, afirma Nuno Morgado. Já os vales simplificados, apesar de se ter verificado algumas irregularidades no que diz respeito à alteração das normas para as empresas que se candidataram, “revelaram-se adequados, pois estamos a falar de pequenas quantias no valor de 20 mil euros essenciais para colmatar as lacunas nas empresas no que diz respeito à qualificação e à preparação para se internacionalizarem”, conclui o presidente da AAPI.

Informação ao Serviço das Empresas

Os sistemas de incentivos procuram estimular o investimento empresarial privado, inovador para o mercado e gerador de uma melhoria da posição competitiva da empresa. Constituem um estímulo para a realização do investimento, mas não devem ser confundidos com uma mera fonte de financiamento para esse investimento.

Estimular o investimento com características de inovação dirigidas para um mercado global, e baseado na estratégia empresarial, implica um envolvimento profundo de quem, na empresa, não apenas conhece o negócio, mas perspetiva o seu futuro.

Este conhecimento é indispensável, tal como indispensável é assegurar uma abordagem eficiente à preparação e realização da candidatura. Importa recordar que uma candidatura aprovada constitui apenas uma pré-condição para o sucesso de uma intenção de investimento. A execução do mesmo é crítica para que o seu impacto na empresa coincida com as expectativas que estiveram na génese da candidatura.

O Portugal 2020 apresenta um enquadramento e condições de acesso e de execução de projetos com diferenças significativas em relação ao anterior quadro comunitário – o QREN.

É neste contexto que o IAPMEI procura ter uma abordagem integrada que maximize o potencial de sucesso dos projetos de investimento, facilite o trabalho das empresas num enquadramento regulatório bastante exigente, e que contribua para um crescimento do investimento com as características relevantes do ponto de vista de política pública.

Temos vindo a desenvolver uma efetiva política de empresa que facilite o processo de instalação e de atração de investimento, nacional e internacional. Neste sentido, o IAPMEI tem realizado, pelo país, ações de coaching dirigidas a empresas com projetos aprovados, e focados nos fatores críticos de sucesso. Temos vindo, ainda, a ampliar e simplificar canais de interação com as empresas, de que é exemplo o recentemente lançado canal de comunicação Gestão de Incentivos IAPMEI +.

Já este ano divulgámos o manual/guia do empreendedor. O lançamento de dois mini-manuais de boas práticas, para candidaturas e para a gestão de projetos, vai precisamente beber à experiência desse relacionamento com as empresas, mas resulta também, da experiência de mais de 30 anos que o IAPMEI tem na gestão de incentivos, e da competência dos seus técnicos.

Estes mini manuais de boas práticas são fáceis de ler e constituem um referencial de aspetos principais a que importa dar atenção no âmbito das candidaturas. E se da leitura deste manual um responsável de uma empresa considerar que precisa de aprofundar um tema… pois bem, pode recorrer ao IAPMEI.

No tocante às boas práticas em matéria de candidaturas, os vários tópicos estão organizados por sistemas de incentivos, mas sempre referenciados a quatro questões essenciais:

1) Estratégia e sua consistência no âmbito do projeto. Consistência da estratégia declarada com o plano de investimentos, caracterização do modelo de negócios, impacto estimado nos mercados, entre outros. Uma candidatura deve ser um todo coerente, ancorado na realidade e posicionamento da empresa.

2) Caráter inovador do projeto, com uma demonstração do conhecimento do estado da arte e do posicionamento face ao mercado, incluindo a caracterização das competências que garantem a adequada execução do projeto.

3) Internacionalização, contextualizada no modelo de negócios e, portanto com uma caracterização não apenas de quanto e onde, mas particularmente de como.

4) Impacto financeiro, capacidade de financiamento e seus pressupostos.

Já no que se refere à execução do projeto, ou se quisermos, às boas práticas para a gestão de projetos de investimento, são apresentadas 10 questões críticas para o sucesso de projetos de investimento. Neste contexto são destacados elementos importantes como a relevância da informação transmitida e a gestão dos prazos de execução de projeto, cujo impacto é muito diferente do verificado em quadros comunitários anteriores.

A recente disponibilização do novo site do IAPMEI vem facilitar o potencial da informação que o IAPMEI procura disponibilizar às empresas. Cumprindo todos os requisitos e exigências regulamentares e de compliance a que estamos obrigados, bem como mantendo uma exigência consistente com a aplicação de prioridades de política pública, apostamos decididamente na maximização do sucesso dos bons projetos candidatados aos sistemas de incentivos do Portugal 2020.

A procura do Portugal 2020 (a sistemas em que o IAPMEI tem responsabilidades) tem sido mais de duas vezes superior à do QREN e, se bem que as taxas de seletividade sejam muito semelhantes, a aposta em iniciativas de qualificação da procura tem de ser constante.

Nos projetos acompanhados pelo IAPMEI, a execução é já superior a 240 Milhões de euros, bem acima do registado em período homólogo do QREN mas, em paralelo com a execução, devemos olhar para todo o ciclo de vida dos projetos. Este é um compromisso nosso, e os guias de boas práticas constituem um sinal desse compromisso. Tirem bom partido destes instrumentos.

OPINIÃO DE Miguel Cruz, Presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI

Marcelo pede consensos para acelerar aplicação de fundos comunitários

O diagnóstico está feito e é consensual. Na sessão de abertura do seminário “Portugal2020: os Fundos Comunitários e as Autarquias Locais” nem o membro do Governo que nela participou, o ministro-adjunto Eduardo Cabrita, tentou aliviar as cores à forma como a execução do programa de apoios comunitários, o Portugal 2020, está no terreno. Mas foi o Presidente da República, quem melhor fez a síntese do ponto em que está Portugal e do caminho que ainda é preciso fazer: “Estamos com um atraso de praticamente dois anos e não temos propriamente a eternidade à nossa frente”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, referindo-se à “oportunidade única” que é importante “não desperdiçar”.

“Não sabemos se voltamos a ter outra oportunidade destas. É preciso criar consensos a médio e a longo prazo e deixar apenas a visão a curto prazo”, pediu o presidente. Depois de mostrar concordância com a decisão do Governo de optar por não fazer alterações a um “programa construído por tecnocratas, que terminou em siglas que parecem linguagem de uma quase ciência oculta” – como se lhe referiu Eduardo Cabrita – Marcelo Rebelo de Sousa, exortou a plateia do Centro de Congresso de Aveiro, preenchida por autarcas e gestores de programas operacionais, a conseguir que a aplicação do Portugal 2020 possa “vir a ser exemplar”.

O presidente da Republica referiu-se, sobretudo, à importância das autarquias na forma como o investimento público pode (e precisa de) chegar ao terreno, mas o recado que quis deixar tanto serve os autarcas como a administração central: o que é preciso é consenso numa visão de médio e longo prazo”. “Sabemos que haverá quem defenda uma continuidade com o que esteve neste ciclo 2014-2017, como haverá quem defenda um modelo diferente. O que eu não acredito que não consiga haver, em todos eles, é uma visão conjunta de médio e longo prazo”, afirmou o presidente da República.

Houve uma matéria específica em que pediu esse esforço: a eleição das lideranças das áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa, que deverá ser indirecta e não directa como o Governo chegou a admitir. “É preciso encontrar um consenso no estatuto das áreas metropolitanas para não haver problemas com as regiões cuja legitimidade se pretende reforçar”, sustentou.

A reforma do poder local foi eleita por Marcelo “como o grande desafio do momento” e a intenção descentralizadora que foi anunciada pelo Governo “só pode merecer apoio”. Mas, acrescentou o Presidente da República, essa descentralização só faz sentido “se for acompanhada dos correspondentes recursos”. E também aqui voltou a pedir a necessária “visão de médio e longo prazo”, e a apelar a que se deixe de estar sempre a falar da conjuntura e de indicadores que pioram ou melhoram, para pensar na estrutura e na visão a longo prazo. “Temos de nos deixar e mini-ciclos experimentais, de reformas na educação, na saúde, etc. Só uma visão de médio e longo prazo cria esperança nos portugueses”, garantiu o Presidente da República.

Autarquias pedem “Simplex”

O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado, que organizou o seminário, defendeu que o Governo precisa de criar um “Simplex” para acelerar a aplicação dos fundos europeus. “Sem isso, as coisas dificilmente poderão acelerar. E, se não acelerarem, o nível de vida dos portugueses vai sofrer muito com isso”, disse Manuel Machado.

“Sendo as autarquias, neste momento, quem está em melhores condições de alavancar o investimento, o Governo devia esforçar-se por ajudar, por facilitar, por contribuir para que os municípios desempenhem com responsabilidade este papel histórico para o qual têm uma evidente vocação”, concluiu. O Governo tenciona discutir algumas medidas de simplificação com as autarquias.

PROMOVER O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO NA ENGENHARIA CIVIL

 

Um dos principais objetivos da ACIV é a transferência de conhecimento e tecnologia, bem como a consultoria técnica, visando as necessidades das empresas ligadas, sobretudo, aos setores da Indústria da Construção e do Ambiente. A par deste propósito, a associação visa a transferência de conhecimento por meio de ações de formação em meio empresarial. São várias as ações de formação que disponibilizam às empresas, sempre no âmbito de se destacar como um instrumento de apoio ao Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

E que grandes desafios se apresentam ao setor da Engenharia Civil? “Os desafios que tínhamos no passado mantêm-se, mas temos é de olhar para eles de outra forma, de forma integrada, numa economia circular, com um ciclo de ideias bem assentes no planeamento e correta gestão das infraestruturas, integrando novas valências para continuarmos a responder de forma eficaz às necessidades da sociedade. Hoje não precisamos de construir coisas novas, precisamos de reabilitar e requalificar”, começam por referir os membros da direção da Associação, António Alberto, Alfeu Sá Marques e Lopes da Almeida.

Muito se tem falado na necessidade de apostar na construção, reabilitação e obras públicas. “Fala-se na reabilitação e, aqui, o papel atribuído ao engenheiro civil ainda é um pouco descurado. A atual engenharia civil é uma engenharia de uma cultura que não tínhamos: construção e manutenção. Não é só construir uma casa, temos de continuar a intervir para a manutenção e conservação, ter uma visão de ciclo de vida. As infraestruturas de saneamento básico ou de transporte, por exemplo, carecem de manutenção.

Cada vez mais temos que nos vocacionar para a operação, gestão e conservação”, explicam, os membros da direção da Associação.

A verdade é que em termos nacionais, o setor da engenharia civil está a atravessar uma crise, no entanto, “ há uma ideia errada de paralisia no setor”. Não tem havido um investimento na construção, mas o “papel de um engenheiro civil não é só o de construir”.

“Temos de desmontar o paradigma que existe sobre a engenharia civil ser associada ao betão, à construção de casas. Os nossos docentes dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia do Ambiente da Universidade de Coimbra têm tido a capacidade de mudar essa visão tentando responder aos desafios societais. Nós não intervimos apenas na construção, temos um papel preponderante na reabilitação e na gestão. Todas as infraestruturas de um país necessitam de uma gestão e manutenção e o engenheiro civil é o ideal para fazer isso”, fazem notar os membros da direção.

Os representantes alertam para a necessidade, por exemplo, do aproveitamento dos recursos energéticos, um setor também ele um pouco descurado, mas que deve ser entendido como um potencial que deve ser desenvolvido com a cooperação da engenharia civil.

Infraestruturas, reabilitação urbana ou sustentabilidade e as energias renováveis são cada vez mais áreas de negócio emergentes no setor. “Estamos num bom caminho na produção de energia elétrica com energias renováveis e no aproveitamento dos recursos naturais, mas ainda temos de apostar mais neste setor. A gestão é essencial e a presença de um engenheiro civil nos diversos setores é essencial, e também nesta área do aproveitamento das energias renováveis”, afirmam António Alberto, Alfeu Sá Marques e Lopes da Almeida.

Engenharia Civil e a Universidade de Coimbra

O curso de Engenharia Civil da universidade de Coimbra está entre os 150 melhores da respetiva área em todo o mundo, tendo sido elogiado sobretudo a capacidade de investigação das instituições nacionais.

O curso de engenharia civil da Universidade de Coimbra é, inclusive, um dos cursos que mais atrai estudantes estrangeiros. “A universidade foi criando valências e um corpo docente que nos levou a um ponto estabilizado neste setor e, em termos de produção científica, levou-nos a estar entre as melhores do país”, avançam.

A Associação propõe-se a apostar fortemente na investigação e na atração de projetos nacionais e europeus, respondendo aos desafios de forma articulada.

É neste contexto que, em 2001, surge a Associação, fundada pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra juntamente com os docentes e investigadores do departamento da engenharia civil que abrange as áreas de engenharia civil e engenharia do ambiente.

“Esses investigadores e a Universidade sentiram a necessidade de estarmos mais próximos da sociedade para conseguirmos responder aos desafios de uma forma célere. A Associação surge como um veículo e um instrumento de apoio para potenciar a capacidade instalada neste departamento e transferir o conhecimento científico e tecnológico para a sociedade”, realçam.

Smart Cities

A Associação visa promover as entidades de investigação e desenvolvimento do departamento de engenharia civil nas áreas da engenharia civil e engenharia do ambiente; reforçar e intensificar a transferência do conhecimento científico e tecnológico, especialmente para o tecido empresarial e prestar serviços especializados, através de consultoria, peritagens, formação avançada e ensaios laboratoriais. Tudo isto numa ótica de “Smart Cities”, onde, os demais profissionais dos diversos setores trabalham em conjunto, fazendo a integração com as tecnologias de informação.

A ACIV tem presença já em quatro continentes através de protocolos e parcerias com entidades que lhes proporcionam oportunidades inúmeras ao mesmo tempo que levam a engenharia portuguesa para o estrangeiro.

Cá dentro, a Associação mantém uma ligação coesa com autarquias levando a cabo trabalhos para ajudar a desenvolver e promover melhorias e intervenções necessárias no município. A título de exemplo “Em protocolo com a Câmara de Coimbra desenvolvemos um plano de drenagem e de abastecimento de água no município. É necessária uma maior intervenção da engenharia na manutenção e planeamento das infraestruturas de um município”, concluem os membros da direção da Aciv.

 

PK 2020 EM BUSCA DO CONHECIMENTO

Portugal 2020 é um Acordo de Parceria entre Portugal e a Comissão Europeia. O mesmo reúne os cinco fundos europeus FEDER, Fundo de Coesão, FSE, FEADER e FEAMP, com vista a uma política de desenvolvimento económico, social e territorial para promover, em Portugal, até 2020. Sucede ao anterior QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional), que vigorou entre 2007 e 2013.

Falamos de um montante acima dos 25 mil milhões de euros em fundos comunitários, os quais serão distribuídos pelos programas operacionais, temáticos e regionais, sendo que a maior fatia do bolo vai para o programa da Competitividade e Internacionalização.

Até 2020 as empresas portuguesas têm a possibilidade de se candidatarem a um incentivo financeiro para que a sua empresa evolua e com ela a riqueza do país. Face à complexidade destes processos a empresas devem recorrer a apoio externo – os chamados consultores 2020. No caso da PK 202, fazem um acompanhamento e definem estratégias para que o resultado seja favorável, desde a submissão até à execução e encerramento, maximizando o incentivo real a obter pelas empresas.

As empresas precisam de responder a alguns critérios que são utilizados como critérios de avaliação. Eles são definidos de acordo com a regulamentação específica que existe para cada concurso, mas, existem elementos comuns a todos: a criação de Riqueza, Emprego e Exportação. Quando um projeto é aprovado, a empresa sabe que resultados atingir.

“Os setores prioritários são escolhidos pelo Estado. Ser o país a definir uma estratégia é correto, No entanto, a forma técnica de como os projetos são avaliados necessitam de uma redefinição, que não se guiem apenas pela CAE (Classificação da Atividade Económica). Há projetos com um enorme potencial mas que não são valorizados pelo setor em que se inserem e o contrário também acontece. Por vezes existem projetos brilhantes que são deixados de lado. Há muito a melhorar na aplicabilidade e de como isso é apresentado ao país”, garante Luís Maia.

“Este Programa 2020, de forma geral e em termos estratégicos é adequado ao país e está muito orientado para a internacionalização, e para aspetos intangíveis, para a componente tecnológica e de inovação das empresas e isso faz muito sentido… O que está a falhar é a capacidade de resposta que o Estado não está a conseguir ter. Os atrasos podem, muitas vezes, ser fatais”, defende Luís Maia.

As complicações são algumas, como a excessiva burocracia, os sucessivos atrasos e dificuldades informáticas, a par da dificuldade das empresas em ter crédito e da falta de confiança para investir. No entanto, os prazos são um dos mais graves problemas apontados pelos consultores:

“Numa economia global as mudanças económicas são muitas e qualquer projeto, qualquer que seja a sua dimensão, tem de ser executado o mais depressa possível ou perder o seu time-to-market. Entre o momento em que se faz a candidatura e o primeiro reembolso do dinheiro para o investimento às vezes passa mais de um ano, o que é mau.”

“Neste momento, estamos a 5% de execução e já vamos em dois anos e meio do tempo que dura o programa. Não se tem sentido o dinheiro a entrar na economia. Há projetos que se podem perder se o tempo de espera for demasiado demorado. A consequência maior é para o país, a perda de projetos, a descredibilização do processo e a devolução do dinheiro a Bruxelas é péssimo”, realça José Martins.

Resta às empresas serem resilientes até obterem os fundos.

 

O ESPELHO DAS EMPRESAS

“O Programa Portugal 2020 é ótimo nesse sentido porque as obriga a olhar para elas próprias e para a sua posição no mercado, e a pensar a sua estratégia de médio e longo prazo”, afirma Pedro Riberinha.

“A nossa grande mais-valia tem que ver com o enquadramento. Muitas vezes as pessoas chegam até nós convencidas que sabem tudo o que há a saber sobre o Portugal 2020. Por isso, no início o que pedimos às pessoas é que façam um exercício: o que gostavam de fazer e realmente atingir se o financiamento não fosse uma limitação? A nossa mais-valia é compreender e fazer o melhor enquadramento, resultante da nossa experiência em vários setores”. A dimensão do mercado nacional é reduzida face a vários dos mercados para onde as empresas se dirigem. Para vencer a barreira da escala, estes consultores defendem uma política de cooperação e competição saudável, e uma evolução de mentalidades, que garantem ser a chave para o sucesso fora do país. “Para as empresas seria igualmente vantajoso pensar em candidaturas europeias (apresentadas diretamente em Bruxelas). E seria mais vantajoso porque logo à partida iriam ter parceiros europeus, obtendo assim uma escala europeia de negócios. O desafio de ter uma experiência internacional deveria ser obrigatório para as empresas. O Portugal 2020eestá a fraquejar neste sentido porque internacionalização não tem o mesmo significado que exportação e é apenas esta que ele apoia”, explica Luís Maia.

Na opinião de Pedro Riberinha a distribuição da maior parte do dinheiro no setor privado faz sentido: “é do setor privado que surge riqueza para o país, uma vez que entrando no setor público, o dinheiro será aplicado em planos de ação social, que apesar de serem extremamente importantes, não concernem os grandes objetivos do Programa Portugal 2020: gerar riqueza e emprego. Mesmo que o estado crescesse, economicamente, não iria combater o desemprego pois não pode recrutar. Ora, empregabilidade, uma premissa do Portugal 2020.“

E há de facto empresas a desistir. “Há empresas que desistem do processo até porque muitas das promessas feitas sobre a desburocratização não foram cumpridas”, revela.

Ao que tudo indica, muito dinheiro que Portugal tem ainda a receber está nos cofres de Bruxelas.

 

SOBRE PK 2020

A PK 2020 define-se como uma empresa que orienta e estuda todo o processo que uma candidatura requer, com um acompanhamento sistemático e metódico fundamentado com números reais e com ideias pragmáticas e, muito importante, concretizáveis.

“A solução passa por perceber que temos de fazer projetos em conjunto. Foi nessa ótica que nos unimos e surgiu a PK 2020 (Pursuit Knowledge). Acreditamos que o conhecimento está na génese do sucesso das empresas”, defende José Martins.

Vindos de áreas diferentes, dos fundos de investimento às tecnologias e ao marketing, aliam o apoio transversal às empresas a uma visão abrangente do apoio a projetos, “em muitos casos pode fazer sentido solicitar incentivos Portugal 2020, mas também apostar na procura de investidores e capitais de risco, ou noutras formas de alavancagem, como os fundos de investimento ou as joint-ventures. Trabalhamos com todos estes cenários”.

Com experiência em diversos setores, José Martins, Luís Maia e Pedro Riberinha estão convictos que o que trazem ao mercado é uma mudança de mentalidades, necessária para que o tecido empresarial evolua. As empresas portuguesas que fazem parte da já muito concorrida carteira dos consultores pode esperar acima de tudo rigor, investigação e empreendedorismo. De realçar que, em atividade desde setembro de 2015, a PK 2020 já conquistou a confiança de mais de uma centena de clientes.

 

O segredo?

A incessante busca pelo conhecimento.

 

PORTUGAL 2020 E OS VALES

 

De concorrer em mercado global (internacionalização) e com investimento que alavanque a necessária diferenciação – de produto, de serviço, de processo, de abordagem comercial, entre outras.

Não se trata pois de atribuição de subsídios, mas sim de estimular o investimento que pode ter impacto no crescimento económico do nosso país. E esse estímulo, esses incentivos, podem assumir diversas formas. Podem dirigir-se à realização de investimento que visa o desenvolvimento de novos produtos ou processos com base em Investigação e Desenvolvimento, à disponibilização de novos produtos ou serviços ou implementação de novos ou diferentes processos de produção, à procura de novos mercados ou reforço de competências estratégicas.

Estes são apenas algumas das tipologias de sistemas de incentivo, a que me refiro, por estarem na base da atuação do IAPMEI no Portugal 2020.

Entre estas diferentes formas encontra-se uma tipologia que se convencionou designar por Vales Simplificados. Nos vales são comparticipadas contratações de serviços especializados a prestar à empresa por uma entidade com competência para essa “assistência técnica”.

O conceito destes Vales está associado ao estádio de desenvolvimento de competências da empresa, e pretende constituir-se como um estímulo à criação de capacidades internas inexistentes ou ao estabelecimento de relações duradouras com parceiros.

A utilização da palavra “simplificados” resulta da necessidade de estes mecanismos serem simples em termos de fundamentação – apenas da efetiva necessidade na empresa – e sem complexidade de apresentação de rúbricas de despesa, bem como de terem prazos de execução mais curtos.

Por outro lado, esta palavra resulta da indispensável simplicidade de análise e contratação, para que possa ser dada resposta a necessidades temporalmente dependentes e limitadas. Recordo que noutros países em que este mecanismo existe, chega a haver critérios de escolha baseados em sorteio. Estes instrumentos de incentivo são muito relevantes para o estímulo ao investimento, tão necessário no nosso país, tal como para concorrer com outras empresas nacionais e internacionais, acompanhando as megatendências tecnológicas e de comportamento dos agentes e, em particular dos consumidores. Os Vales começaram por surgir em Portugal, no âmbito do QREN, associados ao I&DT, como forma de estimular uma primeira relação entre empresa e centros de saber. Depois este conceito foi alargado para a “Inovação”, para o “Empreendedorismo” e para a “Internacionalização”.

As questões centrais na gestão deste tipo de instrumentos sãoa qualificação das entidades que poderão prestar os serviços às empresas no âmbito dos Vales e a necessidade efetiva da empresa em recorrer a este serviço externo, e maximização do seu impactointernoNo âmbito do Portugal 2020, foram apresentados cerca de 6700 candidaturas de vales, tendo sido aprovadas cerca de 2300, com um investimento de cerca de 42 milhões de euros. Importa recordar que os Vales “Inovação” e “Empreendedorismo” foram rapidamente suspensos, devido ao nível de procura, e ao próprio sucesso do mecanismo na atração de candidaturas. Aliás, essa suspensão justifica em boa medida a sua taxa de seletividade.

Os Vale “I&DT” e “Internacionalização” foram mantidos com a possibilidade de aceitação de candidaturas. Os vales são, na minha opinião, um instrumento com valor. Para um correto aproveitamento deste valor considero que importa assegurar uma adequada focalização em atuações prioritárias, ser seletivo na aplicação das verbas e equacionar com detalhe qual o valor do apoio por tipologia de atuação. Um exemplo da utilidade dos vales está, como o IAPMEI tem vindo desde há muito a referir, na possibilidade do seu alinhamento com a prioridade da digitalização da economia. Esta é uma tendência clara com que as empresas se têm de confrontar e, para aquelas que estejam ainda num estádio muito inicial, os vales podem ser uma forma de começar a dar resposta a algo que só por si não assegura condições de competitividade, mas que se estabelece como condição cada vez mais necessária para competir.

Não deveremos, aliás, esquecer que, sendo as nossas empresas maioritariamente de micro e pequena dimensão, o funcionamento em rede e a atuação digital são elementos importantes para ancorar a sua atuação no mercado.

Recentemente foi, ao abrigo da estratégia para o empreendedorismo do Governo e do Ministério da Economia, no âmbito do Programa Startup Portugal, já lançado o processo de qualificação de entidades prestadoras de serviço para os Vale “Incubação”, que visam a prestação de um pacote de serviços associados à incubação de empresas, numa ação de política pública que visa estimular, não apenas o funcionamento em rede, mas as condições de sucesso do cada vez maior número de empresas recém criadas em Portugal.

Os Vales podem, assim, configurar um importante instrumento de política pública no estímulo do empreendedorismo, na promoção de modelos de negócio digitais, no impulso à internacionalização da economia e na dinamização de modelos de inovação aberta.

 

“Juntos continuaremos a «sonhar o futuro»”

Com a crescente globalização dos mercados, o Grupo Ferpinta desde sempre pautou a sua atuação pela flexibilidade e capacidade de resposta imediata aos desafios que foram surgindo. De que forma o vosso modelo de gestão tem conduzido ao sucesso desta organização?
O modelo de gestão do Grupo Ferpinta assenta na aposta na sua diferenciação relativamente aos seus concorrentes, dinamizada por uma sólida rede de suporte aos seus clientes, proporcionando-lhes assim, melhor serviço e a mais completa gama de soluções para responder às sua necessidades, com toda a qualidade que nos distingue.

Em qualquer organização os recursos humanos desempenham um papel fulcral. No Grupo Ferpinta, que políticas de desenvolvimento do vosso capital humano têm sido desenvolvidas? Na vossa atuação, a formação contínua ocupa um dos lugares cimeiros?
A formação contínua, a par com a avaliação de desempenho constituem instrumentos decisivos e cruciais para garantir a aprendizagem e desenvolvimento constantes dos nossos colaboradores, fomentando assim, o reconhecimento diferenciado pelo mérito, complementado pela política de compensações e benefícios.

Segundo dados mais recentes, Portugal apresenta uma taxa de desemprego jovem que ultrapassa os 30%. Apesar de ser um valor preocupante, trata-se de um número que tem vindo a diminuir. A juventude tem sido uma das vossas prioridades?
A aposta do Grupo nos jovens é notória, sendo parte da estratégia do Grupo, o recrutamento de jovens de diferentes níveis de formação, com o objetivo de desenvolver e aplicar competências adquiridas, sustentadas num conjunto de princípios e valores que definem a cultura organizacional do Grupo Ferpinta. Nesta linha desenvolvemos um forte conjunto de iniciativas que incorporam a política de retenção dos nossos recursos.

No contexto do Portugal 2020, o investimento no capital humano é um dos pilares mais importantes das políticas definidas. No seu entender, este assunto está bem representado ou continuam a existir lacunas?
Penso que claramente continuam a existir lacunas graves; senão vejamos a dificuldade extrema que as nossas empresas do setor produtivo têm em recrutar perfis especializados ao nível da metalomecânica! É fundamental e crucial um processo de ajustamento entre a realidade industrial e o mundo académico, canalizando o investimento do capital humano em competências que, de facto, o mercado laboral necessita.

Num mercado feroz e muito competitivo, o desempenho ambiental de uma empresa acaba por ser um excelente cartão-de-visita, dando-lhe competências competitivas acrescidas. Os empresários têm essa consciência? Quais são as vossas principais preocupações?
De facto é hoje internacionalmente consensual que o desempenho ambiental prestigia a reputação de qualquer Organização, permitindo demonstrar, por um lado um real compromisso com o meio ambiente e por outro, criar novas oportunidades de negócio com clientes ambientalmente conscientes, tornando em simultâneo as organizações mais competitivas através da redução de custos. A consciência ambiental e energética do Grupo Ferpinta, fica assim demonstrada pela obtenção, para a Ferpinta, de Certificação Ambiental e Certificação Energética desde 2010 e 2014, respetivamente.

Paulo Pessoa
Paulo Pessoa

Mais do que um chavão, a inovação deve fazer parte da estratégia das marcas. Na prática, na criação de soluções de negócio mais eficazes e personalizadas, de que modo o desenvolvimento tecnológico tem sido imprescindível? Ser uma marca inovadora gera mais confiança no cliente?
Certamente que para todos os nossos clientes é fundamental percecionarem a capacidade do Grupo Ferpinta em continuamente acompanhar o desenvolvimento tecnológico, pois é garantia da qualidade dos nossos produtos e serviços. No atual contexto económico é crucial que os nossos produtos e serviços criem, de forma sustentada, valor acrescentado para os nossos clientes, numa relação de parceria e benefícios mútuos. A melhoria contínua é intrínseca à cultura organizacional do Grupo Ferpinta, que possui inclusive equipas de trabalho especializadas nessa área.

Para o futuro, e ainda na senda do desenvolvimento e da capacitação dos vossos recursos humanos, qual continuará a ser a linha de atuação do Grupo Ferpinta?
A política do Grupo Ferpinta passa pelo desenvolvimento contínuo de competências dos nossos colaboradores, seja através de formação, seja através de outra ferramenta de desenvolvimento, alinhando as mesmas com a estratégia do Grupo, garantindo assim o know-how adequado, que permitirá alcançar os resultados desejados.

Que mensagem importa deixar aos recursos humanos deste grupo para juntos continuem a “sonhar o futuro”?
O Grupo Ferpinta conta com o empenho e trabalho de todos os seus colaboradores, pois são estes os valores que ao longo de todos os anos de existência do Grupo têm assegurado o seu sucesso, e certamente apoiados na visão e dedicação da Administração, juntos continuaremos a «sonhar o futuro».

AEP quer que Governo mantenha dinâmica de apoio às empresas

Falando na abertura do Fórum Empresarial Portugal 2020, promovido pela AEP, Paulo Nunes de Almeida afirmou que se com o Plano 100 “foi possível contratar mais depressa e acelerar o pagamento dos incentivos às empresas é porque as candidaturas estavam feitas e os investimentos programados”.

Contudo, disse, o Estado “não estava a responder e a atividade empresarial estava a ressentir-se”.

Para o dirigente associativo, há agora que “manter a mesma dinâmica” e “estimular e dar confiança” às empresas para que elas respondam “afirmativamente” às oportunidades que surgem nas áreas da formação, inovação, competitividade e internacionalização.

Só dessa forma, salientou, será possível “chegar ao fim do ano cumprindo o objetivo que o Governo há dias assumiu para o país, de fazer chegar 450 milhões de euros” às empresas em incentivos do Portugal 2020.

Na sua intervenção, Nunes de Almeida defendeu que o Governo tem de “olhar para as empresas, a começar pelas PME [Pequenas e Médias Empresas], como absolutamente essenciais para a modernização da economia, o crescimento e o emprego”, pelo que “não pode continuar a dar em incentivos e apoios previstos nos fundos europeus para depois retirar com impostos agravados, mais custos de contexto e ausência de reformas fundamentais para a atividade económica”.

Durante o Fórum Empresarial Portugal 2020, que ainda decorre e no qual participam cerca de duas centenas de empresários e gestores, serão apresentados dois investimentos empresariais recentes concretizados com o apoio do Portugal 2020: a Sonafi, uma empresa especializada em fundição de peças técnicas em alumínio; e a ElasticTek, que se dedica à produção de elásticos para dispositivos de higiene pessoal.

EMPRESAS