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Espetáculo com ‘robertos’ e fado representa Portugal na China

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“É um espetáculo em que juntámos três tradições numa só. Temos a tradição dos ‘robertos’ e, a estas marionetas tipicamente portuguesas, juntámos a viola campaniça, que é tradicional do Alentejo, e o fado, característico de Lisboa e do país”, realçou hoje à agência Lusa Manuel Costa Dias, da companhia TRULÉ.

A peça ‘Uma Tourada dos Diabos’, que junta a companhia TRULÉ e a associação cultural É Neste País, de Évora, vai ser a representante de Portugal, a partir de sábado e até ao dia 24 deste mês, num festival promocional de teatro de marionetas para grupos chineses, na cidade de Langzhong.

Segundo Manuel Costa Dias, trata-se da sétima edição do National Puppetry and Shadow Art Inheritance Showcase by Young and Mid-aged Puppeteers and International Forum on Inheritance and Contemporary Development of Puppetry and Shadow Art.

“É um festival que promove os grupos de teatro de marionetas de sombras da China e, este ano, apenas foram convidados a participar cinco grupos estrangeiros”, dos quais o TRULÉ “é um deles”, acompanhado pela associação É Neste País, explicou.

O marionetista alentejano referiu que os grupos chineses “são muito bons” nas marionetas “de sombras, de luva e de varão”, mas “não têm muita experiência” em relação “ao que se faz fora do país”.

Por isso, continuou, a organização pretende mostrar a esses grupos, “alguns dos quais estão agora a iniciar-se nesta atividade, gente de outras partes do mundo que também faz marionetas, mas de formas diferentes e proveniente de culturas diferentes”.

No espetáculo escolhido para mostrar na China, Manuel Costa Dias contou que vai “estar dentro de uma barraquinha” a manipular os “robertos”, tradicionais marionetas portuguesas de luva, mas, fora do “palco”, há duas inovações.

“Cá fora, vão estar dois músicos, o António Bexiga, a tocar a viola campaniça, e o Nuno do Ó, a tocar viola e a cantar fado”, assinalou, referindo tratar-se de um espetáculo relativamente novo, mas que “já anda por aí”, a ser também promovido por Portugal.

Segundo a companhia alentejana, esta vai ser a sexta deslocação do TRULÉ a festivais internacionais realizados em território chinês.

Esta participação tem apoios da Fundação Oriente, Fundação Stanley Ho, Embaixada de Portugal em Pequim, Direção Regional de Cultura do Alentejo – Ministério da Cultura e União de Freguesias de Évora.

LUSA

 

Portugal vai receber cem refugiados que estão na Grécia

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acordo entre Portugal e Grécia foi alcançado durante a visita de dois dias que Eduardo Cabrita efetuou àquele país.

“Os dois países vão apresentar à Comissão Europeia um projeto de programa bilateral de transferência de refugiados da Grécia para Portugal”, disse à agência Lusa o ministro, que hoje termina a visita.

O governante avançou que este programa vai começar com um projeto piloto de cem pessoas, podendo depois ser alargado, ao longo de 2019, até cerca de mil refugiados.

Segundo Eduardo Cabrita, a estas cem pessoas será atribuído um estatuto legal definido na Grécia.

Na sequência de entrevistas que vão ser realizadas por equipas portuguesas em campos de refugiados na Grécia, vai ser atribuído a estas cem pessoas o estatuto de refugiado.

O ministro referiu que, para já, ainda não é possível estabelecer uma data quanto à chegada destes cem refugiados a Portugal, dependendo da realização das entrevistas de seleção e da apresentação da proposta conjunta à UE.

Eduardo Cabrita explicou que existem na União Europeia recursos disponíveis para apoiar processos de integração, sublinhando que a proposta apresentada à Comissão Europeia “tem fundamentalmente a ver com o modelo de financiamento”.

“Temos um acordo de princípio, agora vamos discutir aspetos técnicos”, disse.

Eduardo Cabrita sublinhou igualmente que este acordo é encarado pelos governos de Portugal e Grécia “como um contributo para que se encontrem na Europa soluções permanentes e estáveis para tratar à escala europeia o tema das migrações e refugiados”.

Durante a visita à Grécia, Eduardo Cabrita teve encontros com os ministros gregos da Política de Migrações, do Interior e da Proteção dos Cidadãos, além de ter visitado na ilha de Samos, o contingente da Guarda Nacional Republicana e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, integrados em missão da agência europeia de controlo de fronteiras Frontex.

O ministro da Administração Interna avançou ainda à Lusa que chegaram hoje a Portugal sete refugiados sírios que tinham deixado Portugal e estavam na Alemanha.

“Chegaram hoje as primeiras sete pessoas no âmbito do programa bilateral com a Alemanha sobre o controlo de movimentos secundários”, disse, frisando que Portugal foi o primeiro país da União Europeia a assinar um acordo desta natureza.

O acordo bilateral com a Alemanha sobre movimentos secundários de requerentes de asilo foi assinado em setembro.

Segundo o Ministério da Administração Interna, este acordo agiliza o processo de retoma relativamente a pessoas que, tendo inicialmente solicitado proteção internacional num dos países, tenham também indevidamente solicitado o mesmo estatuto no outro, ou que aí permaneçam em situação irregular.

Um comunicado entretanto divulgado pelo Ministério refere que estas sete pessoas, duas das quais menores, vão ser acolhidas no Centro de Acolhimento do Conselho Português para os Refugiados, na Bobadela (Loures).

LUSA

Sociedade Anglo-Portuguesa: 80 anos de amizade e difusão cultural

Sandra Carito, Embaixador Manuel Lobo Antunes, Karim M. A. Sacoor

Podemos afirmar que tem sido uma missão bem-sucedida?

Sem dúvida alguma. A nossa constituição estabelece que os seus objetivos passam pela transmissão da história, costumes e cultura de Portugal no Reino Unido, bem como contribuir para a redução do sofrimento das pessoas de Portugal e do Reino Unido.

A Sociedade Anglo-Portuguesa (APS, sigla em inglês) foi concebida num jantar, em honra da chegada do Embaixador Português Dr. Armindo Monteiro, por um grupo de empresários sedeados em Londres e com interesses em Portugal. A sociedade é gerida por um comité de voluntários que tem a responsabilidade de desenvolver projetos para que a APS possa continuar a desempenhar a sua missão.

O que é importante reter ou enaltecer da história da Sociedade Anglo-Portuguesa?

São 80 anos de história da sociedade. São 80 anos de amizade e difusão cultural.

De que forma estão a celebrar ou que projetos fazem parte das celebrações do 80º aniversário?

Iniciámos as celebrações com um jantar organizado num espaço simbólico – um antigo cofre de um banco convertido na City of London – e que teve como convidado de honra o Sr. Embaixador Português Manuel Lobo Antunes. O objetivo foi, através do convite para um jantar formal, introduzir novos conceitos para atrair novos membros e divulgar a história da APS. O jantar deu lugar a enigmas, desvendados pelos convidados, fazendo uso da história da APS e da aliança anglo-portuguesa.

No passado dia 11 de Outubro realizámos, ainda, uma palestra em colaboração com o Royal Hospital Chelsea, que teve como oradora, Isabel Stilwell.

No dia 22 de novembro realizar-se-á um concerto com músicos portugueses na igreja St Pauls Chruch Covent Garden, no coração do centro de Londres.

Por fim, teremos uma receção em conjunto com a sociedade Franco-British Society em Dezembro.

Estamos, ainda, na fase de planeamento de um jantar de gala em 2019 em colaboração com a Universidade de Oxford que, em 2019, comemora 50 anos a lecionar a língua portuguesa na universidade. A nossa missão este ano passa por uma maior aproximação com a comunidade universitária, pois são estes os membros do futuro que darão continuidade ao trabalho iniciado há 80 anos.

Temos conseguido aproximar-nos de organizações que têm interesses comuns para, assim, conseguirmos oferecer eventos impactantes aos nossos membros. Em conjunto com Canning House, este ano, o nosso prémio anual oferecido a um estudante no Reino Unido foi aumentado de £500 para £1,000.

É importante realçar que a APS só poderá continuar a sua missão se continuarmos a crescer em número de membros, pois a APS existe graças ao subscription fee, pago anualmente pelos seus membros. Eis a nossa missão este ano, aumentar o número de membros. No evento realizado no passado mês de setembro, que contou com a presença de 35 convidados, conseguimos cinco novos membros em função dos eventos. Esperamos repetir o modelo.

Portugal e o Reino Unido têm uma relação histórica de longa data, a mais antiga aliança internacional do mundo e que ainda se encontra em vigor. Devido ao “Brexit” haverá a necessidade de garantir a estabilidade da relação histórica entre Portugal e o Reino Unido?

Não podendo falar numa perspetiva comercial ou politica, independentemente da situação do Reino Unido na Europa. A APS apenas sobreviverá se souber continuar a celebrar e divulgar a aliança entre os dois países. Continuará a fazer parte da nossa missão contribuir para a estabilidade desta relação histórica. Temos uma posição privilegiada para poderemos continuar a oferecer eventos com convidados distintos. Em 2017, durante a palestra sobre os jesuítas no Japão no século XVI, tivemos a honra de poder contar com um representante da missão diplomática do Japão no Reino Unido. É através destes eventos, em colaboração com outras organizações, que tencionamos continuar a poder contar com convidados distintos que demonstram o quanto a amizade entre Portugal e Reino Unido consegue unificar outros povos.

O efeito “Brexit” já se fez sentir em Portugal? Quais poderão ser os custos e implicações do “Brexit” para Portugal em questões como como a emigração e as exportações?

A APS não poderá entrar no debate a nível económico. Até hoje, não temos promovidos eventos ou iniciativas em que o Brexit esteja em foco, pois não faz parte da nossa missão. Temos que continuar a educar o povo, mediante palestras, exibições de arte, concertos de música e jantares, através dos quais o impacto da cultura fica evidente, bem como o talento do povo e qualidade de bens e serviços produzidos. Temos a agradecer a um dos nossos patrocinadores, Fells, que nos doa anualmente o vinho oferecido aos nossos convidados durante os eventos. Esperamos que, caso o Brexit venha a acontecer, patrocinadores como estes possam continuar a importar os vinhos de Portugal que os nossos convidados, quer sejam eles Britânicos ou não, sabem apreciar.

Não tendo afiliações políticas, a APS tem a vantagem de poder desenvolver os seus objetivos independentemente da realidade política.

O possível efeito “Brexit” é agora uma das preocupações da Sociedade Anglo-Portuguesa?

Portugal e o Reino Unido sempre beneficiaram de uma relação privilegiada, fundada em respeito e amizade. Enquanto instituição de caridade, a APS tem um objetivo puramente social e cultural, por isso não poderemos entrar no debate comercial ou politico. Temos apenas que continuar a cumprir a nossa missão. A APS e o seu trabalho terão sempre lugar, quer o Reino Unido faça ou não parte da União Europeia, pois a cultura transcende o debate político-económico. Temos que nos adaptar às realidades e saber identificar os elementos culturais com os quais devemos preocupar-nos em divulgar. As nossas palestras têm-se focado, ao longo do curso da história, na Guerra Peninsular, na I Guerra Mundial, e na divulgação da história de Catarina de Bragança, através de palestras dadas por Isabel Stilwell e concertos com músicos portugueses.

Entre 2017 e 2018, a APS aumentou o número de membros em cem membros. Podemos acrescentar ainda que os nossos novos membros, nos últimos tempos, são, não só britânicos, como também pessoas de outras nacionalidades que residem no Reino Unido e com interesse na cultura portuguesa. Isto demonstra a necessidade de continuarmos a desenvolver formas inovadoras de apresentar a cultura e história portuguesa.

Temos a acrescentar a nossa gratidão ao apoio do Sr. Embaixador Manuel Lobo Antunes, nosso atual Presidente, e a todos os Presidentes anteriores.

Carca de um terço dos jovens portugueses não terminou o secundário

Três em cada dez portugueses entre os 25 e os 43 anos não concluíram o ensino secundário, segundo dados do relatório internacional relativos a 2016, que colocam Portugal entre os últimos de uma lista dos 35 países da OCDE.

Com taxas de escolaridade inferiores a Portugal encontram-se apenas o México, onde a maioria dos jovens adultos (52%) não concluiu o secundário; a Turquia, com uma taxa de 44% de insucesso escolar; e a Espanha, onde 34% dos jovens também não terminaram os estudos.

Apesar de continuar longe das médias da OCDE (15%) e da União Europeia (14%), Portugal destaca-se como o país que mais melhorou nos últimos tempos: Em 2011, a maioria dos jovens adultos portugueses (56%) não tinha terminado o secundário e, em apenas cinco anos, houve uma redução de 26 pontos percentuais.

Mas ainda existe um longo caminho por percorrer, em especial entre os homens, já que 38% dos rapazes entre os 25 e os 34 anos nunca chegaram a terminar o ensino obrigatório, contra 23% das raparigas.

Esta diferença de 14 pontos percentuais “é a maior de todos os países da OCDE”, revela o relatório hoje divulgado, que mostra que na OCDE a diferença entre sexos é de apenas três pontos percentuais.

Em Portugal, este fosso mantém-se nos restantes níveis de ensino e, apesar de as mulheres estudarem mais, os homens conseguem salários mais elevados: “As mulheres ganham menos independentemente do seu nível educacional e a diferença é maior em Portugal do que na média da OCDE”, lê-se no relatório.

No total da população portuguesa, um em cada quatro adultos não conseguiu terminar o ensino obrigatório, o que representa mais do dobro da média da OCDE. Entre os mais jovens, a situação não é tão dramática e tem melhorado muito nos últimos anos: se em 2007 mais de metade não tinha o diploma do 12.º ano, em 2017 já eram 70%.

O relatório associa a baixa escolaridade à desigualdade salarial, um drama a que o país não escapa: “Portugal tem uma das maiores percentagens de adultos sem o ensino secundário de todos os países da OCDE e está acima da média das desigualdades salariais”.

Outro dos aspetos novamente analisados é a relação entre o meio socioeconómico das famílias e as oportunidades de acesso e sucesso académico.

No acesso ao ensino, o relatório aponta a importância das creches ou de estar com educadores desde tenra idade e revela que em Portugal as crianças favorecidas continuam a ter mais sorte.

A diferença entre a percentagem de crianças nas creches ou infantários cujas mães concluíram o ensino superior e as crianças cujas mães não passaram da escolaridade obrigatória é de 17 pontos percentuais. Uma diferença também muito acima da média da OCDE (10 pontos percentuais).

Tem havido um aumento de investimento na educação destinada aos mais pequenos: Entre 2005 e 2016 a taxa de matrícula de crianças até aos três anos passou de 64% para 83% e entre as crianças de 4 anos aumentou de 79% para 90%.

O investimento na educação pré-escolar representa cerca de 0,6% do PIB português, uma percentagem semelhante à média dos países da OCDE e da União Europeia. No entanto, o custo médio de um aluno em Portugal ronda os 6 mil euros anuais e a média na OCDE passa os 7.250 euros.

Além disso, a participação de verbas privadas no ensino pré-escolar em Portugal é bastante elevada (36% contra 64% de investimento estatal), sendo 20 pontos percentuais acima da média da OCDE, refere o relatório sublinhando a importância de as famílias terem acesso à educação.

O relatório aponta ainda para uma diminuição de educadores (menos 9% entre 2005 e 2016) e um aumento de crianças nas escolas, que se traduziu um rácio de um professor para cada 17 crianças que frequentavam o pré-escolar em 2016, ou seja, mais três do que a média da OCDE.

Portugal acima da média com crescimento da economia europeia

estimativa rápida hoje divulgada pelo gabinete oficial de estatísticas da UE aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) registou, entre abril e junho, um aumento de 2,2% face ao mesmo período do ano passado tanto entre os 19 membros do euro como no conjunto dos 28 países da União, tendo em ambos os casos crescido 0,4% na comparação em cadeia, ou seja, face ao primeiro trimestre de 2018.

Já a economia portuguesa cresceu 2,3% comparativamente ao segundo trimestre do ano passado e 0,5% face ao trimestre anterior, em ambos os casos uma décima acima da média da zona euro e da UE, e a um ritmo também ligeiramente superior ao crescimento que registara no primeiro trimestre (quando progredira 2,1% em termos homólogos e 0,4% em cadeia).

Incêndios na Grécia e de Portugal são os mais mortíferos do século

© Global Imagens

Durante o século XX, um dos incêndios mais graves na Europa ocorreu em 1949 em França.

Em junho de 2017, 64 pessoas perderam a vida e mais de 250 ficaram feridas no gigantesco incêndio florestal de Pedrógão Grande, Portugal. No mês de outubro do ano passado um outro incêndio na região centro de Portugal fez 50 mortos e 70 feridos. Cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas foram destruídas pelas chamas no incêndio de outubro.

Em 2003, Portugal já tinha registado incêndios de grandes proporções, atingindo sobretudo o centro e o sul do país, e que provocaram 20 mortos e a destruição de 425.000 hectares de floresta.

Em 1966, um fogo na floresta de Sintra, na região de Lisboa, provocou a morte a 25 militares que tentavam combater as chamas.

Em 2015, na região russa da Sibéria, um violento incêndio fez 34 vítimas mortais e destruiu mais de duas mil casas.

O fogo que consumiu vastas zonas de floresta no sul da Sibéria propagou-se rapidamente tendo atingido a Mongólia e a zona de fronteira com a República Popular da China, segundo a secção russa da organização ambientalista Greenpeace.

Cinco anos antes, entre julho e agosto de 2010, a zona ocidental da Grécia foi atingida por um incêndio que fez 60 mortos, destruindo povoações inteiras e 250 mil hectares de floresta.

No mês de agosto do mesmo ano, reacendimentos fizeram 77 mortos, no Peloponeso, centro da Grécia, e na ilha de Evia.

Nos incêndios de 2010, a maior parte das vítimas mortais foram habitantes de pequenas povoações que tentavam fugir dos locais cercados pelas chamas.

Em 2012, cinco pessoas acusadas de terem provocado os incêndios foram condenadas a 10 anos de prisão por um tribunal do Peloponeso: um vice-presidente da câmara, o chefe dos bombeiros local, um bombeiro voluntário e uma mulher foram considerados responsáveis pelo fogo provocado por um churrasco de cozinha.

Em agosto de 1949, no sudoeste de França (Landes), 82 pessoas morreram num incêndio florestal.

A maior parte das vítimas do mais mortífero incêndio florestal do século XX na Europa eram bombeiros e militares que tentavam apagar as chamas de um fogo considerado “brutal” e que aumentou de intensidade devido aos ventos fortes que se fizeram sentir no local.

LUSA

Mundial faz disparar pesquisas por televisores em Portugal

Assistir ao jogo da Seleção Portuguesa de Futebol numa TV nova em folha é o desejo de grande parte dos consumidores portugueses. Dados do KuantoKusta, comparador de preços líder em Portugal, demonstram que as pesquisas por televisores, no período de 01 a 10 de junho de 2018, aumentaram em 72%, comparando com o mesmo período do ano anterior. O redirecionamento dos consumidores para os sites das lojas registadas na plataforma teve um crescimento ainda mais expressivo, de 94% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo o departamento de Business Intelligence do KuantoKusta, o consumidor está a pesquisar por televisores de maiores dimensões (40 ou mais polegadas) e com ecrã de alta resolução (full HD ou 4K). De acordo com Thiago Borba, Diretor de Parcerias Estratégias, modelos com estas características registaram um aumento de 62% em relação a 2017.  “O nosso portfólio de comparação é bastante diversificado, tendo modelos para todos os gostos e para todas as carteiras, nas mais de 100 lojas disponíveis”, complementa.

Resultados deste género reforçam ainda mais a importância que esta categoria tem vindo a ganhar, ano após ano, na vida dos portugueses. Acompanhando esses indicadores, o KuantoKusta está a transformar-se cada vez mais numa ferramenta de apoio do consumidor no momento da compra. Os televisores são um dos artigos mais procurados no e-commerce em geral. Entre as marcas mais pesquisadas no KuantoKusta, em vésperas do Mundial, estão a Samsung e a LG, as maiores vendedoras em território nacional, que representam 82% das pesquisas.

Thiago ressalta ainda a expectativa de que as pesquisas por esta categoria de produtos aumentem “caso a Seleção Portuguesa vença os seus adversários e garanta um lugar nos oitavos de final”.

As lojas vêem os acessos provenientes da plataforma a aumentar. Temos como exemplo a Prinfor, referência no sector de informática e electrónica, que registou um aumento de 242% no tráfego, após investir numa presença mais estratégica nas campanhas do KuantoKusta. Para o Paulo Gonçalves, CEO da Prinfor, o Mundial é um excelente período para investir em estratégias de venda, tendo o KuantoKusta como “um grande parceiro para chegar a um público cada vez maior e preparado para comprar”.

Nos últimos meses, o KuantoKusta implementou diversas ferramentas, como a Click Box, com o intuito de proporcionar ao consumidor uma melhor experiência no momento da tomada de decisão de compra. “Estamos sempre a pensar em funcionalidades que possam ajudar o consumidor, seja na comparação, no histórico de preços, nos alertas ou nas avaliações, bem como a melhorar a performance para os nossos parceiros”, finaliza Thiago.

Portugal e Roménia: cem anos de relações diplomáticas bilaterais

O ano de 2017 teve um significado especial para a história da Roménia e de Portugal, sendo aquele em que se celebraram cem anos de relações diplomáticas bilaterais entre os dois países. Que balanço é possível realizar destes cem anos de ligações entre ambos os países?

Na verdade, o ano de 2017 teve um significado especial para a história das relações bilaterais por ter marcado os 100 anos desde o estabelecimento de contactos diplomáticos entre os nossos países. O ano do Centenário que é naturalmente, também um de balanço, é um ponto alto que reflecte um nível de excelência de diálogo entre os nossos países, tanto no plano bilateral, como europeu e internacional.

Ao longo de 2017 mantivemos um diálogo político intenso. A nível bilateral o ano de 2017 foi de grande dinâmica, traduzindo-se em várias visitas oficiais.

As relações económicas entre os dois países atingiram o ponto mais alto.

A comunidade romena residente em Portugal, a quarta mais numerosa, está mais integrada do que nunca. Para assinalar este Centenário, a Embaixada da Roménia em Lisboa juntamente com o Instituto Cultural Romeno desenvolveu um programa maratona de manifestações de diplomacia sob o título “12 capítulos de criatividade romena”.

Apresentámos eventos de alto nível nas áreas do cinema, literatura, teatro, escultura, pintura, dança, música, fotografia, joalharia, arqueologia, arquitetura e tradições romenas, que, esperemos, tenha ficado na memória de todos.

Dou apenas um exemplo: a exposição “O ouro antigo. Do Mar Negro ao Oceano Atlântico”, que tive o prazer de visitar com Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, uma experiência cultural sem precedentes nos nossos países, cujo objectivo é destacar num diálogo ao longo do tempo, o engenho dos artesãos de Lusitânia e Dacia, influências da civilização latina, mas também o modo em que as técnicas auríferas dos extremos da Europa se encontram, através de semelhanças directas e indirectas.

As relações entre os nossos países fortaleceram-se de modo natural, baseadas nas nossas afinidades e aspirações comuns. Temos interesses comuns dentro da União Europeia e de outros organismos internacionais – a Aliança Norte Atlântica e as Nações Unidas. Desenvolvemos uma forte parceria no plano europeu, garantida por interesses mútuos e vontade de contribuir para os esforços de consolidação da União Europeia e dos seus valores fundamentais. Neste espírito de excelente cooperação e numa linha de continuidade simbólica com o programa maratona de eventos dedicados à celebração do Centenário das relações diplomáticas, em 2018, celebramos o centenário da Grande União, e estamos a preparar-nos para no ano de 2019, assumir a Presidência do Conselho da UE no primeiro semestre do próximo ano.

Portugal e a Roménia estão em posições geográficas opostas no mapa da Europa. Embora ambos os povos sejam de língua latina, as suas evoluções foram historicamente diferentes. De que forma é que se tem realizado esta “parceria” e quais são as perspetivas de futuro no crescimento da mesma?

Embora estejam situados nos extremos do continente europeu, os nossos países têm a vocação de pontes de ligação que foram construídos naturalmente, com base em várias afinidades, incluindo as de ordem cultural e do núcleo comum de latinidade.

Define-nos o que eu poderia chamar de vocação civilizacional e cultural que os nossos países desenvolveram. Lucian Blaga, um grande poeta e filósofo romeno, embaixador em Lisboa no período entre guerras, salientou que a Roménia é “ a cidadela oriental do mundo latino” e Portugal “ a cidadela ocidental da latinidade na Europa.”

Também Nicolae Titulescu, nome de referência da diplomacia internacional entre guerras, duas vezes presidente da Sociedade das Nações, designava Portugal como o cavalheiro da Europa, país ligado à Roménia por afinidades espirituais e de origem.

Considero que essas ligações, junto de inúmeros interesses e objectivos comuns, constituem uma base sustentável e proporcionam bons pré-requisitos para o desenvolvimento continuado das relações entre os nossos países.

Neste momento, quais são os principais setores de atividade onde podemos analisar uma maior preponderância nas Relações bilaterais e comerciais entre Portugal e a Roménia?

Atingindo os 100 anos de relações diplomáticas luso–romenas, as relações económicas entre Portugal e a Roménia estão ao mais alto nível registado na história das relações económicas romeno–portuguesas. O comércio bilateral atingiu 679 milhões de euros em 2017, um aumento de 12% em relação a 2016, existindo cerca de 600 empresas portuguesas a actuar na Roménia. Entre os domínios de cooperação tradicional para esses dois ambientes de negócios incluem-se a agricultura, a indústria automóvel, energia renovável, o sector imobiliário – centros comerciais, indústria da defesa e da construção civil.

As evoluções das trocas comerciais confirmam uma relação económica crescente, embora o potencial económico não esteja ainda totalmente explorado, existindo espaço para a intensificação das trocas comerciais bilaterais.

Portugal ou Roménia. Qual dos dois tem ganho mais com esta ligação? Temos mais empresas portuguesas na Roménia ou o contrário?

As estatísticas mostram que os investimentos portugueses na Roménia estão em crescimento, ultrapassando 253 milhões de euros no final do ano de 2017, especialmente nos sectores da energia, indústria automóvel, agrícola e imobiliário.

Em 2016, a Sonae Sierra investiu 180 milhões de euros em parceria com a Caelum Development no centro comercial Park Lake, em Bucareste, e está já a estudar novos investimentos em outras cidades. Apreciamos a qualidade dos investimentos portugueses na Roménia e queremos uma presença de investimento portuguesa ampla, diversificada e a longo prazo no nosso país, dado que a Roménia tem um ambiente económico estável e atractivo. Também incentivamos as empresas romenas a dirigirem-se para o mercado português.

Apesar das mais-valias evidentes desta ligação e do crescimento de ambos os países, o que é que ainda falta para que esta parceria se consolide ainda mais?

A Roménia tem muitas vantagens competitivas e pode ser um íman para as empresas portuguesas, mas primeiro, estas devem saber que existem muitas oportunidades de negócios.

Nesse sentido, o nosso plano de promoção económico é realizado em duas dimensões.

A primeira tem como objectivo fortalecer o diálogo institucional sobre questões de interesse bilateral, como por exemplo, o turismo – um campo em que a Roménia e Portugal assinaram no ano passado um documento de cooperação destinado especificamente à componente de formação profissional – ou as startup – onde a cooperação será formalizada este mês pela assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Ministério dos Negócios, Comércio e Empreendedorismo da Roménia e o Ministério da Economia de Portugal.

A segunda dimensão do plano de promoção económico refere-se à consolidação do diálogo de investimento e comercial no âmbito de negócios, que leve ao desenvolvimento de novos negócios entre as empresas romenas e portuguesas.

Só no ano passado, a Embaixada organizou mais de 300 reuniões B2B entre empresas romenas e empresas portuguesas. A estas são adicionadas as missões económicas, seminários de apresentação da Roménia como destino para o investimento estrangeiro e a participação nas mais importantes exposições internacionais que ocorrem em Portugal, como a Web Summit.

Ainda há potencial económico para ambos os países? Quais os setores que podem ser mais preponderantes?

Entre os setores estratégicos com elevado potencial incluem-se as tecnologias da informação, a indústria automóvel, a indústria aerospacial, a bioindústria e as indústrias criativas. Também a cooperação na área das tecnologias inovadoras apresenta um enorme potencial, e aqui não podemos deixar de prestar atenção às startups e ao valor acrescentado que trazem.

É a Roménia o novo El Dorado a leste para os empresários portugueses? O que é a que a Roménia tem que possa ser motivo de atração para os empresários lusos?

Em primeiro lugar, a Roménia é o segundo mercado mais importante da Europa Central e de Leste, o que constitui um aspeto extremamente atrativo para os investidores estrangeiros. Além disso, é um país de grandes dimensões, industrial, com uma mão-de-obra qualificada a custos inferiores à média europeia e com uma boa infraestrutura de Internet. No seu conjunto, a situação macroeconómica da Roménia é uma das mais fortes da UE. Temos um dos maiores crescimentos económicos da União Europeia (+ 6,1% em 2017), a produção industrial aumentou 8,2% e foram criados mais de 100 000 novos postos de trabalho estáveis, a tempo inteiro, resultando no aumento do nível de vida da população. A cooperação romeno-portuguesa é facilitada ainda pelos voos diretos operados, inclusive, pela companhia TAP, que ligam Lisboa a Bucareste. Para além das vantagens económicas evidentes, a Roménia é um país atrativo para os empresários estrangeiros, desde experiências culinárias requintadas até a paisagens deslumbrantes, costumes bem preservados e, o mais importante, pessoas extremamente acolhedoras. 

As trocas comerciais bilaterais passaram a marca dos 610 milhões de euros em 2016 (mais 25% do que em 2015) e com cerca de 600 empresas portuguesas já a exportar ou a operar no segundo maior mercado da Europa de Leste. Quais os desafios daqui para a frente?

É certo que ainda existe um grande potencial de desenvolvimento económico entre os nossos países, sobretudo no que diz respeito à intensificação do comércio bilateral. O mercado romeno é o segundo maior da Europa Central e de Leste. Portugal pode beneficiar das oportunidades existentes na Roménia para comercializar os seus produtos e a Roménia pode aproveitar Portugal, no sentido de este contribuir com os seus investimentos para o crescimento da nossa economia e de abrir portas para mercados terceiros. Para o tornar possível, acredito firmemente que é necessário um esforço coletivo, a fim de criar pontes de ligação e de facilitar contactos entre as partes envolvidas neste processo: autoridades públicas, empresários, associações empresariais, câmaras de comércio e organizadores de feiras internacionais.

Se um empresário português estiver a pensar apostar no mercado romeno, quais os conselhos que deixaria e quais as razões que fazem com que esse passo seja o mais correto?

Em primeiro lugar deveria informar-se em relação ao mercado da Roménia a fim de maximizar as oportunidades de sucesso. Organizamos periodicamente eventos de promoção económica tendo como objetivo a informação sobre o ambiente empresarial da Roménia e a divulgação das oportunidades económicas, de investimento e comerciais existentes no nosso país. Aliás, o próximo fórum económico romeno-português terá lugar no Porto (Palácio da Bolsa), no próximo 18 de abril e será organizado pela Embaixada da Roménia em Lisboa em parceria com a Aicep, a AEP, a ACP e a CCIAT – Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura de Timiș. Estarão presentes empresas romenas interessadas em fazer negócios no mercado português e as empresas portuguesas terão a oportunidade de dialogar com estas no âmbito da sessão B2B. As empresas portuguesas interessadas em participar podem registar-se gratuitamente no site da AEP:

http://aep.org.pt/files/enews/NBOWP18021/index.html.

A Roménia é um destino que oferece muitas oportunidades económicas, comerciais e de investimento. A Embaixada está à disposição dos que pretendem descobri-las.

Quatro voos cancelados entre Portugal e Holanda devido a mau tempo

“Devido às condições atmosféricas nos Países Baixos, foram cancelados hoje, no aeroporto de Lisboa, dois voos Lisboa/Amesterdão e vice-versa (um TAP e um KLM). Foi igualmente cancelado o voo da Ryanair Lisboa/Eindhoven e vice/versa”, informou fonte oficial da empresa, pelas 14:00.

No Porto foi cancelado um voo da TAP de ligação de Lisboa/Amesterdão e vice-versa, acrescentou a mesma fonte, que recordou que os aeroportos holandeses estiveram fechados durante a manhã.

O balanço mais recente da tempestade que assola vários países do norte da Europa contabilizou pelo menos três mortes na Holanda e na Bélgica, além de corte de estradas e encerramento de aeroportos.

Com o registo de ventos até aos 143 quilómetros por hora, as autoridades holandesas ativaram o código vermelho, o alerta mais elevado.

Segundo as agências noticiosas internacionais, o mau tempo obrigou ao encerramento temporário do espaço aéreo dos aeroportos de Amesterdão e de Roterdão, provocando o cancelamento de centenas de voos.

Os dois aeroportos internacionais anunciaram que o espaço aéreo deverá ser reaberto gradualmente ao longo da tarde, altura em que se espera um desagravamento das condições meteorológicas.

O mau tempo também deixou comboios parados e barcos ancorados, bem como obrigou ao corte de várias estradas.

A imprensa holandesa noticiou que esta é a tempestade mais forte desde 1990.

Outros países estão a ser afetados por esta intempérie, como é o caso da Bélgica, onde a tempestade também matou uma automobilista.

Alemanha, Reino Unido e Roménia são outros dos países afetados pelo mau tempo, com relatos de escolas encerradas, portos fechados, interrupção de transportes, queda de árvores e falhas de eletricidade.

LUSA

Portugal disponível para apoiar criação de segundo centro de hemodiálise em Cabo Verde

“Portugal manifesta abertura – quer seja ao nível da ajuda ao financiamento, mas também ao nível técnico, estrutural e de recursos humanos – para ajudar o governo nesse objetivo”, disse Adalberto Campos Fernandes.

O ministro português falava hoje na cidade da Praia, em conferência de imprensa conjunta com o homólogo cabo-verdiano, Arlindo do Rosário, no segundo de três dias de visita que realiza a Cabo Verde.

Cabo Verde dispõe de um Centro de Hemodialise, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, inaugurado em 2014, financiado em 70% pela cooperação portuguesa, que continua a apoiar a estrutura ao abrigo de um protocolo entre os dois países.

“Conhecemos bem a vontade do Governo de Cabo Verde de fazer um novo centro em São Vicente. Estamos a trabalhar, estamos no meio de discussão e de análise, mas a vontade política e muito forte”, sublinhou Campos Fernandes.

Adalberto Campos Fernandes cumpre hoje, na Praia, o segundo dia da sua visita oficial a Cabo Verde depois de segunda-feira ter estado no Mindelo, onde, durante uma visita ao hospital local, presidiu à assinatura de um protocolo tripartido entre os hospitais Batista de Sousa (Mindelo), Agostinho Neto (Praia) e Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN).

O mesmo protocolo será rubricado hoje à tarde durante uma visita do ministro ao Hospital Agostinho Neto.

Durante a manhã de hoje, os dois titulares das pastas da Saúde rubricaram um protocolo na área da formação em medicina geral e familiar e um outro entre o Instituto Ricardo Jorge, de Portugal, e o Instituto Nacional de Saúde Pública, de Cabo Verde, para a cooperação em matéria de doenças transmissíveis por mosquitos.

O ministro da Saúde de Portugal destacou a que esta visita e a assinatura dos protocolos responde à “necessidade de dar consistência e introduzir liderança política” na cooperação entre Portugal e Cabo Verde.

“O protocolo que assinamos abre diferentes áreas de cooperação, reforça as que existem e a nossa determinação é, duas vezes por ano, ao nível político, fazermos o acompanhamento para termos a certeza que, para além de bem, estamos a ir com a velocidade que se impõe para que os resultados sejam cada vez mais efetivos”, disse.

“A nossa vontade é de introduzirmos neste ambiente de cooperação técnica, que tem décadas, uma fortíssima liderança e vontade política para que possamos sistematizar mais e contribuir para que o sistema de saúde de Cabo Verde seja cada vez mais autónomo”, acrescentou.

O ministro da Saúde de Cabo Verde, Arlindo do Rosário, assinalou, por seu lado, que um dos protocolos assinados visa desenvolver a especialização em medicina familiar no âmbito do primeiro curso de medicina implementado no ano letivo 2015/16 em Cabo Verde com o apoio da Universidade de Coimbra.

“Temos necessidade de reforçar a formação pré e pós-graduada, a formação em exercício, permitindo ganhos de competência dos hospitais centrais e, fazendo isso, creio que daremos um contributo importante no sistema nacional de saúde”, disse Arlindo do Rosário.

A cooperação portuguesa na área da saúde remonta ao início da independência de Cabo Verde e traduz-se, entre outros aspetos, no apoio e financiamento às estruturas de saúde, no intercambio de médicos e especialistas, na telemedicina e no envio de doentes para tratamento em Portugal.

Portugal assinou no ano passado um programa global de cooperação de 120 milhões de euros com Cabo Verde para o período 2017-2021, no âmbito do qual se inserem os protocolos agora rubricados na área da saúde.

A visita de Adalberto Campos Fernandes prossegue com visitas a unidades de saúde na ilha de Santiago, participando na quarta-feira na sessão de abertura do Congresso da Ordem dos Médicos Cabo Verde.

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