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Grupo espanhol abre segunda residência sénior em Portugal

Sob a nova marca CLECE VITAM, a gestão de residências sénior do grupo CLECE em Portugal conta já com dois registos, um em Fátima e, mais recentemente, no centro da cidade de Lisboa  que oferece uma capacidade superior a 100 pessoas. Na Residência Sénior do Areeiro foram, até à data, criados 30 postos de trabalho em várias áreas profissionais, sendo que se pretendem contratar mais cerca de 40 profissionais, desde auxiliares de lares, cozinheiros, enfermeiros, psicólogos, animadores e fisioterapeutas. Todos estes profissionais recebem, aquando da sua integração, formação ajustada à função a desempenhar. 

Esta é uma área de negócio estratégica para o Grupo, sobretudo em Portugal, onde a esperança média de vida crescente e tendência para um envelhecimento ativo exigem opções ajustadas a esta nova realidade. 

Estão ainda previstas mais duas residências em Portugal: uma em São Domingos de Rana e outra Valença do Minho, num total de mais de 35 milhões de euros de investimento para os próximos 20 anos. Todas estas residências terão uma lotação superior a 60 pessoas e irão empregar mais de 100 pessoas.

Segundo Bruno Moreira, Diretor Geral da CLECE Portugal, “em Portugal existe cada vez mais uma população envelhecida, mas também cada vez mais ativa. Daí que esta seja uma área estratégica para o Grupo. Pretendemos consolidar o negócio da Clece Vitam em Portugal através das duas atuais residências e evoluir para a construção das duas que temos em planeamento. O objetivo a longo prazo será o de chegarmos às dez residências e, para isso, estamos preparados para investir tanto em infraestruturas, equipamentos e profissionais especializados. Mais do que oferecer serviços de qualidade, é garantir que oferecemos as melhores soluções.

Despesa em saúde pública diminuiu em Portugal entre 2000 e 2017

Agência Lusa/Observador

Portugal surge como um dos únicos quatro países da região europeia em que a percentagem da despesa em saúde pública se reduziu entre 2000 e 2017, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) esta quarta-feira divulgado.

No documento sobre o acesso equitativo à saúde, a OMS analisa 33 países e concluiu que, em 15, a despesa em saúde pública aumentou entre 2000 e 2017, enquanto noutros 14 se manteve dentro dos mesmos níveis.

Apenas quatro países da região europeia registaram uma redução na despesa em termos percentuais do seu produto interno bruto: Portugal, Irlanda, Hungria e Israel.

A OMS recorda que alocar maiores recursos à saúde pública pode ajudar a reduzir a falta de equidade no acesso.

Do conjunto dos 33 países analisados, a despesa em saúde pública representou entre 0,03% a 0,52% do Produto Interno Bruto (PIB). Portugal surge com menos de 0,2% do PIB investido em saúde pública em 2017.

O Conselho Nacional de Saúde em Portugal tinha divulgado em 2017 um estudo em que classificava como insignificante a verba pública aplicada em promoção da saúde e prevenção da doença no país.

A análise sobre os fluxos financeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS) indicava que os gastos em cuidados preventivos representam pouco mais de um por cento da despesa corrente do SNS.

Pobreza traz mais problemas de saúde

O mesmo relatório revela também que o lugar onde se nasce e se vive pode ter impacto logo nos primeiros anos de vida. A taxa de mortalidade infantil em 35 dos 53 países analisados mostra que, nas zonas mais pobres, morrem mais 41 bebés em cada mil logo no primeiro ano de vida. Em declarações à TSF, a própria autora do estudo, Christine Brown, admitiu o choque nestes resultados e não só em relação aos bebés. “Em quase 75% dos países analisados, a diferença entre a esperança de vida entre as regiões mais e menos desfavorecidas não mudou na última década e em alguns casos, a situação agravou-se”, disse.

Concluiu-se ainda que tanto em Portugal como noutros países do sul da Europa “as mulheres com rendimentos mais baixos apresentam os níveis mais elevados de uma saúde mental fraca”. ​Aliás, as mulheres com menos anos de escolaridade podem morrer até sete anos e meio mais cedo do que aquelas com maior grau de instrução. Nos homens, a diferença é ainda maior: entre três a 15,5 anos. Portugal surge como um dos países com maior esperança média de vida. Contudo, está longe de ser o país em que o nível educacional mais interfere na esperança de vida.

A OMS frisa que a redução das desigualdades em saúde é possível e visível mesmo num curto prazo, incluindo em governos de dois ou quatro anos. Redução da taxa de desemprego, aumento da proteção social e maior investimento público em saúde são algumas das políticas macroeconómicas sugeridas.

O relatório da OMS sublinha que muitos dos fatores que conduzem à falta de equidade em saúde não estão a ser corretamente conduzid

pelos países da região europeia. Por exemplo, quase 30% das situações de falta de equidade estão ligadas a condições de vida precárias, mas mais de metade os países desinvestiram em serviços comunitários nos últimos 15 anos.

O documento estabelece mesmo os cinco fatores que mais contribuem para o fosso nos indicadores de saúde. À cabeça surge a proteção social e apoio ao rendimento, contribuindo em 35% para as divergências de acesso à saúde. Em segundo lugar, com 29%, surgem as condições de vida, incluindo-se o acesso a habitação condigna, alimentação ou condições de segurança. As relações sociais e a rede familiar ou de apoio é também um fator que contribui para reduzir o fosso das desigualdades em saúde. A OMS identifica ainda o acesso ao próprio sistema de saúde, sublinhando níveis elevados de pagamentos que têm de ser feitos diretamente pelos cidadãos, que forçam muitas vezes as pessoas a escolher entre usar serviços essenciais de saúde ou outros cuidados básicos. Por fim, surgem as condições de trabalho, contribuindo com 7% dentro do conjunto dos cinco fatores que interferem nas desigualdades em saúde.

Fonte: Agência Lusa/Observador

Ajuda externa: Portugal reembolsa antecipadamente 2 milhões de euros

Foto LUSA

O Conselho de Administração do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) aprovou esta quinta-feira a solicitação de Portugal para reembolsar antecipadamente dois mil milhões de euros dos empréstimos concedidos ao abrigo deste fundo durante o programa de assistência financeira (2011-2014).

Em comunicado, o FEEF indica que o ministro das Finanças português, Mário Centeno, solicitou em 28 de junho passado, o pagamento antecipado de dois mil milhões de euros, algo que necessitava da aprovação formal do Conselho de Administração da instituição, o que sucedeu então esta quinta-feira. Portugal torna-se o segundo país beneficiário de empréstimos de credores europeus a proceder a um reembolso antecipado, depois de Espanha.

O reembolso de dois mil milhões de euros corresponde à liquidação na íntegra de uma tranche do empréstimo do FEEF que vencia em agosto de 2025, e ainda ao pagamento antecipado parcial de uma tranche com maturidade até dezembro do mesmo ano.

“A solicitação de Portugal para proceder a um reembolso antecipado do empréstimo confirma o forte acesso ao mercado e a posição de liquidez confortável do país. Apoio plenamente este reembolso antecipado, uma vez que melhora a sustentabilidade da dívida de Portugal”, comentou o diretor executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Klaus Regling, também presidente do Conselho de Administração do FEEF.

No quadro do programa de assistência financeira (2011 a 2014), Portugal beneficiou de ajuda externa no valor de 78 mil milhões de euros, providenciada, em partes iguais (um terço cada, ou seja, 26 mil milhões de euros) pelo FEEF, União Europeia (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em dezembro de 2018, Portugal completou o reembolso antecipado dos empréstimos do FMI, tendo-se comprometido, então, com o FEEF a pagar antecipadamente a este credor até dois mil milhões de euros entre 2020 e 2023.

Em junho passado, Mário Centeno já admitira, todavia, que Portugal poderia iniciar já este ano o processo de amortização da dívida junto dos credores europeus.

“Neste momento, não existe nenhum tipo de dívida ao Fundo Monetário Internacional e iniciámos o processo, que é sempre um processo técnico de avaliação do melhor momento e da oportunidade para o fazer, de amortização antecipada da dívida no contexto europeu, o que aliás reflete muito bem o extraordinário desenvolvimento que houve nos mercados de financiamento no seu custo da dívida portuguesa”, afirmou então, em Bucareste, à margem de uma reunião informal de ministros das Finanças da zona euro, fórum a que preside.

Enquanto as maturidades da dívida do FMI, totalmente amortizada em 10 de dezembro, estavam concentradas entre 2021 e 2023, os reembolsos ao FEEF e à UE estendem-se até 2042.

Fonte: LUSA

Portugal e Timor-Leste assinam protocolo para ensino de português a docentes timorenses

Foto LUSA

Portugal e Timor-Leste assinaram esta quinta-feira um protocolo que marca o arranque de um novo projeto de formação contínua em língua portuguesa de professores do ensino não superior, com um custo de 16,28 milhões de euros até 2022.

O protocolo do projeto Pró-Português foi assinado esta quinta-feira pelo presidente do Camões, Instituto de Cooperação e da Língua, Luís Faro Ramos — que está em visita a Timor-Leste — e a ministra da Educação, Cultural, Juventude e Desporto, Dulce Soares.

“O investimento de Portugal com Timor-Leste na área da educação é sólido e tem dado resultados muitos concretos. Iniciamos agora uma nova fase na nossa cooperação. Representa um salto qualitativo e quantitativo para outro patamar”, explicou Luís Faro Ramos.

O Projeto Pró-Português de formação contínua de professores, engloba várias atividades destinadas à “consolidação do sistema educativo e melhoria da qualidade do ensino em Timor-Leste, através do apoio ao setor da formação profissional e contínua do pessoal docente do sistema educativo do ensino não superior timorense“.

O projeto prevê ainda o desenvolvimento das competências e proficiência em Língua Portuguesa — Nível B2 de todos os professores, de todos os ciclos de ensino (Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e Secundário) do sistema educativo do ensino não superior timorense, de escolas dos 65 Postos Administrativos.

Anualmente haverá cerca de “520 horas de formação para uma média de 4 300 professores“, permitindo que “num prazo de três anos, que todos os professores do sistema educativo nacional atinjam o nível B2 de proficiência linguística em língua portuguesa.

A ministra timorense da Educação e Desporto, Dulce Soares, sublinhou a aposta de “futuro” que o governo tem feito no sistema educativo desde a restauração da independência, para responder ao “enorme desafio de reconstruir o sistema educativo”.

Considerando que a formação de professores com qualidade é algo complexo e que demora tempo, exigindo investimento, mas também “uma mudança de mentalidade dos professores, virados para escola e seus alunos”, apontou.

A governante disse que o projeto surge depois de testes diagnósticos em 2015 mostrarem que “78% dos professores timorenses (…) possuíam um conhecimento incipiente de língua portuguesa, o que resultava em dificuldades no uso da língua portuguesa como língua de instrução em sala de aula”.

Por isso, e para acelerar o processo de formação, o governo timorense recorreu “aos parceiros de sempre”, Camões e Portugal para criar um novo projeto que atuará a nível local, “focado apenas no desenvolvimento de competências linguísticas”, disse Dulce Soares.

“Um grande projeto que tem um grande objetivo, elevar o domínio e proficiência de todos os professores do ensino não-superior”, afirmou.

O protocolo assinado esta quinta-feira assenta numa “estratégia de gradual sustentabilidade”, assegurada pela criação e capacitação de uma Bolsa de Formadores timorenses em Língua Portuguesa que permitirá, conjuntamente com os professores portugueses, “uma implementação partilhada e a organização de estruturas próprias timorenses que assegurem a continuidade da intervenção”.

O acordo prevê que a maior fatia do projeto seja financiada pelo governo timorense, cabendo ao Camões,Instituto de Cooperação e da Língua, o cofinanciamento no valor total de 3,34 milhões de euros durante os três anos de vigência do projeto.

Prevê-se que estejam envolvidos no projeto 33 professores portugueses com dois coordenadores a que se somam 53 formadores efetivos timorenses (mais 53 suplentes) escolhidos pelo INFORDEP.

“Traduz uma aposta muito ambiciosa de Timor-Leste e de Portugal na consolidação da língua portuguesa como língua oficial de ensino, permitindo aumentar a qualidade do ensino básico e básico geral”, afirmou Luis Faro Ramos.

Orientado pelos vetores de “proficiência, profissionalismo e professores”, o projeto amplia o anterior “Formar Mais”, com uma amplitude geográfica maior e abrangendo diretamente os docentes do sistema educativo timorense, numa lógica de formação contínua.

Além de se dedicar exclusivamente à formação de e em língua portuguesa, o Pró-Português abrange um número maior que nunca de formandos, incluindo pela primeira vez o uso do ensino a distância, com o apoio das tecnologias da informação.

Desde 2000 que Portugal tem vários projetos neste setor, o primeiro dos quais, executado até 2011, de “Reintrodução e de Consolidação da Língua Portuguesa”, visando tanto docentes como outros funcionários públicos

Seguiu-se, entre 2012 e 2014 o Projeto de Formação Inicial e Contínua de Professores (PFICP), que apoiou a reconstrução do sistema educativo de Timor-Leste e consolidação da Língua Portuguesa como língua de escolarização.

O projeto centrou-se ainda na formação e acompanhamento científico e pedagógico dos professores na implementação dos novos Currículos do 3.º Ciclo do Ensino Básico, do Ensino Secundário Geral e do Ensino Secundário Técnico-Vocacional.

Finalmente surge em 2015 o “Formar Mais” que terminou no ano passado.

“É notório o que, nos últimos 17 anos, os sucessivos Governos de Timor-Leste têm conseguido alcançar no setor da Educação. Contudo, creio que partilhamos a ideia de que subsistem ainda grandes desafios pela frente, muitos deles a solicitar união de esforços por uma maior qualidade dos serviços de educação e investimento no desenvolvimento das capacidades dos professores”, disse Faro Ramos.

Fonte: LUSA

Portugal é campeão mundial na qualidade de vida para expatriados

Foto Observador

Portugal é campeão mundial da qualidade de vida para expatriados, ou seja, aqueles que vivem fora do seu país de origem (por razões de trabalho, estudo ou outras). A sondagem anual da InterNations, uma comunidade mundial de expatriados, volta a destacar Portugal em várias categorias — o país volta a ser o melhor país da Europa, no ranking geral, como já tinha sido no ano passado, mas desta vez sobe a 1º do mundo na subcategoria “qualidade de vida”.

Mas, apesar do “estilo de vida descontraído”, como destaca um emigrante britânico, o estudo ExpatInsider 2019 também inclui algumas categorias onde Portugal tem espaço para melhorar se quiser subir do para o 1º lugar no ranking geral mundial — teria de ultrapassar Taiwan e Vietname, que ocupam este ano os dois lugares cimeiros neste estudo que já vai na sexta edição e inclui 64 países onde foram realizados mais de 20 mil inquéritos.

Além de ser o país com melhor qualidade de vida do mundo, Portugal mantém o primeiro lugar de melhor país para estrangeiros se apenas incluirmos para os países da Europa (que já tinha no ano passado). No ranking geral, onde Portugal é terceiro, também houve uma melhoria: em 2018 Portugal foi sexto, pelo que subiu três lugares.

Com Portugal em terceiro, Vietname em segundo e Taiwan a repetir o 1º lugar, o restante top 10 de melhores países para emigrantes inclui o México (4º), Espanha (5º), Singapura (6º), Bahrein (7º), Equador (8º), Malásia (9º) e República Checa (10º).

O Observador falou com uma emigrante lituana em Portugal, Agne Steponaityte, que trabalha no Porto com a InterNations e explica que, na sua perspetiva, as principais diferenças entre o seu país de origem e Portugal são “o tempo, as pessoas, que são todas mais baixas do que no meu país, são todas muito abertas, muito amigáveis, parece que toda a gente está pronta para ajudar – o que é muito agradável”. “A comida também é diferente”, acrescenta.

O país “à beira mar plantado” é também um dos melhores para atividades de lazer (2º) nesta subcategoria que ajuda a calcular o índice de qualidade de vida – mais de quatro em cada cinco emigrantes (83%) estão satisfeitos com a socialização e atividades de lazer disponíveis contra 65% a nível global. A felicidade pessoal também fica classificada em 2º lugar. Ainda dentro do índice de qualidade de vida está a saúde e o bem-estar (7º), a segurança (8º), a vida digital (16º) e as viagens e transportes (16º).

A facilidade de se mudar para o país é o segundo melhor resultado português (4º)  – neste índice a subcategoria de “sentir-se em casa” fica mesmo em primeiro lugar. As restantes subcategorias ficam na sua maioria no top 10 e incluem a afabilidade dos portugueses (3º), a facilidade de fazer amigos (10º) e a língua (21º).

A emigrante lituana entrevistada pelo Observador considera que em Portugal “as pessoas são muito acolhedoras, há muitas coisas para fazer e ver, é muito bonito e o clima é ameno.” Para Agne Steponaityte o país “tem tudo”. “Lembro-me que antes de vir para aqui tinha uma lista do que queria de uma nova cidade onde queria viver (ainda não sabia que ia viver em Portugal) e quando descobri que tinha uma oportunidade vi que o país preenchia todos os requisitos”, afirma.

O índice de custo de vida em Portugal fica no 8º lugar entre os 64 países estudados e no índice de finanças pessoais Portugal não vai além do 15º lugar.

Resultado menos impressionante é o índice de vida familiar, onde Portugal não vai além do 18º lugar. Ainda assim, fica no top 10 na subcategoria de opções para a educação das crianças (6º), mas fica sempre abaixo dos 10 primeiros nas restantes subcategorias que são a qualidade da educação (16º), os custos da educação (17º), a disponibilidade da educação (17º), o bem estar da família (19º)  e, por fim, as opções de cuidados das crianças (20º).

O índice de “trabalhar no estrangeiro” é o que fica mais mal colocado de todos os índices portugueses. A pior subcategoria é a que está relacionada com as perspetivas e satisfação com a carreira (44º), seguida pela economia e segurança laboral (35º) e pela relação entre trabalho e lazer (20º). No entanto, Agne Steponaityte considera que em Portugal “a economia está a aumentar” e defende que “há muitas oportunidades”.

Fonte: Observador

Vendas a retalho sobem em julho na zona euro e UE. Portugal cresce acima da média

Foto LUSA

O volume das vendas a retalho avançou em julho 2,2% na zona euro e 2,6% na União Europeia (UE) face ao mesmo mês de 2018, tendo em Portugal crescido acima da média (4,4%), divulga esta quarta-feira o Eurostat.

Segundo o gabinete estatístico europeu, já face a junho as vendas a retalho recuaram 0,6% em julho na zona euro e 0,5% na UE. Entre os Estados-membros para os quais há dados disponíveis, as maiores subidas nas vendas homólogas no volume de vendas a retalho registaram-se na Roménia (7,5%), em Malta (6,5%), na Hungria e na Eslovénia (6,3% cada), tendo sido registado apenas um recuo, de 0,8%, na Eslováquia.

Portugal viu as suas vendas a retalho aumentarem 4,4% em termos homólogos e manterem-se estáveis face a junho.

Face a junho, os principais recuos nas vendas a retalho observaram-se na Croácia (-3,3%), na Alemanha (-2,2%) e na Bélgica (-1,4%).

Por seu lado, a Irlanda (1,9%), a Eslovénia (1,2%), a Bulgária e Malta (1,0% cada) apresentaram os maiores avanços na variação em cadeia.

 

Fonte: LUSA

Rastreio do cancro do colo do útero subiu 10% em Portugal desde 2005

Foto LUSA

Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que o número de mulheres portuguesas que se submeteram ao rastreio do cancro do colo do útero aumentou 10% face a 2005, foi anunciado esta terça-feira.

Em comunicado, o ISPUP explica que a investigação, publicada no Journal of Obstetrics and Gynaecology Research, visava “descrever o uso do exame de rastreio do cancro do colo do útero” em Portugal, assim como “identificar os fatores” que levam as mulheres portuguesas a não recorrerem ao teste.

Os investigadores analisaram por isso dados de 5.884 mulheres, com idades entre os 25 e 64, que responderam ao Inquérito Nacional de Saúde de 2014 e concluíram que 87% das mulheres portuguesas se submeteram ao exame de rastreio.

“O uso do teste aumentou em cerca de 10% em comparação com os dados obtidos no Inquérito Nacional de Saúde 2005/2006″, frisa o ISPUP, adiantando, contudo, que 12% das mulheres continuam a não seguir “as recomendações europeias relativas à periocidade de realização do exame”.

De acordo com o instituto, foram ainda observadas “assimetrias” de acordo com as diferentes regiões do país, sendo que a região Norte foi a zona onde se registaram as “percentagens mais altas” de adesão ao exame, contrariamente ao que se sucedeu no Alentejo, Algarve e Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, em que se verificaram os maiores níveis de “não adesão” ao teste.

Citada no comunicado, Bárbara Peleteiro, investigadora do ISPUP, afirma que apesar do programa de rastreio do cancro do colo do útero abranger várias regiões do país, as mulheres que vivem em “regiões mais pobres e que têm estilos de vida menos saudáveis, aderem menos ao rastreio”.

“Nestes últimos anos, conseguimos aumentar o número de pessoas que fazem o rastreio, o que é positivo. Contudo, quando analisamos as características sociodemográficas que explicam a não adesão das mulheres, vemos que estas continuam a ser as mesmas de há 10 anos. Isto significa que chegamos a mais pessoas, mas não às mulheres que já não utilizavam antes o exame“, sublinha.

Para a investigadora, apesar dos números serem “positivos”, é necessário pensar-se em “estratégias que ajudem a motivar esta população a utilizar o programa de rastreio organizado”.

O cancro do colo do útero é o quarto tipo de cancro mais comum nas mulheres, representando 7,5% das mortes femininas por cancro em todo o mundo.

 

Fonte LUSA

Portugal bate recorde da década como destino de férias dos portugueses

@iStock

Há mais de 10 anos que Portugal não era um destino tão escolhido pelos portugueses para gozarem as suas férias. De acordo com a primeira vaga de 2019 do estudo TGI da Marktest (O TGI é um estudo que permite identificar, conhecer e segmentar o consumidor português de acordo com os seus consumos, posse de bens e serviços) – disponibilizada esta semana ao mercado –, apesar de não se registarem quebras nas férias fora do país, 66,9% dos portugueses escolheram Portugal Continental como destino de férias durante o último ano.

Este valor representa um crescimento de 2.1 pontos percentuais face a 2018 e é apenas superado pelo registo do TGI em 2008, quando 71,3% dos inquiridos disseram ter escolhido Portugal para passar férias.

Além de Portugal Continental, os Açores mantêm-se em 2019 como o quarto destino mais procurado pelos portugueses para gozar férias. Com 5,8% de referências dos inquiridos, o arquipélago apresenta-se assim como um destino tão procurado como França.
No segundo lugar das preferências dos destinos de férias dos portugueses mantém-se Espanha, com 21,2% de respostas, quase 3 pontos percentuais acima do verificado em 2018.

Em sentido contrário, o Brasil, que há 10 anos era referido como destino de férias por 3,4% dos portugueses, manteve em 2019 a tendência sucessiva de queda, recuando dos 1,2% de 2018 para 0,5% em 2019. Ou seja, o Brasil está já atrás de destinos de férias como o México ou a Tailândia.

A primeira vaga de 2019 do TGI revela também que um quarto dos portugueses viajou de avião no ultimo ano (24,6%), sendo que o preço do bilhete é factor decisivo para escolha da companhia aérea nas viagens de férias (72,7%). Quando estas viagens são feitas por motivos de trabalho, no entanto, o horário dos voos supera ligeiramente o preço dos bilhetes como critério decisivo nos voos por trabalho (60,7% contra 59,1% de referências).

No que respeita às estadias, a maioria dos portugueses que ficam em hóteis faz reservas por quatro ou mais dias (59,4%). O preço é o critério preponderante para a escolha dos alojamentos (86,6% de referências), seguido pelos comentários de utilizadores (46,3%).

Investimento em Cabo Verde aumenta mais de 50% com Portugal a liderar

Fonte iStock

De acordo com dados compilados hoje pela Lusa a partir do último relatório estatístico do Banco de Cabo Verde, de agosto, o volume de IDE português naquele país africano foi de mais de 542 milhões de escudos (4,9 milhões euros) no primeiro trimestre, valor que compara com o registo negativo de 10,6 milhões de escudos (96 mil euros) no período homologo de 2018.

O investimento português em Cabo Verde no primeiro trimestre de 2019 foi ainda superior a qualquer um dos trimestres de 2018.

No total do ano passado, Cabo Verde contabilizou 9.300 milhões de escudos (84,1 milhões de euros) de IDE, com Espanha a liderar, com 1.925 milhões de escudos (17,4 milhões de euros), seguida de Portugal, com 1.003 milhões de escudos (nove milhões de euros).

Em apenas três meses de 2019, o investimento direto português em Cabo Verde já representa metade do registado em todo o ano de 2018.

Depois de Portugal, a lista dos principais investidores estrangeiros em Cabo Verde integra ainda o reino Unido, com 98,3 milhões de escudos (890 mil euros) e a Espanha, com 80,6 milhões de escudos (730 mil euros).

De acordo com dados da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, a comunidade portuguesa em Cabo Verde desenvolve atividades nas áreas do comércio, incluindo a distribuição alimentar e de bebidas, na hotelaria e restauração, na construção civil e metálica, entre outros.

No anual discurso sobre o Estado da Nação, em 31 de julho, na Assembleia Nacional, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou que a comunidade internacional olha para Cabo Verde como “um exemplo de país democrático, estável, seguro, credível e confiável, de baixos riscos políticos, sociais e reputacionais“.

“Um país em que a paz social impera. Um país com a ambição de atingir o desenvolvimento sustentável. É esta ambição que nos coloca no radar internacional como um país com futuro”, afirmou Ulisses Correia e Silva.

Fonte LUSA

Taxas Euribor renovam mínimos a três, seis e 12 meses

Fonte iStock

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, desceu hoje para -0,396%, novo mínimo de sempre e menos 0,003 pontos do que na sessão anterior.

atual valor máximo desde julho de 2018 da Euribor a seis meses, de -0,227%, foi registado em 27 de março.

Euribor a três meses também desceu para um novo mínimo de sempre, ao ser fixada em -0,404%, menos 0,006 pontos do que na quinta-feira.O atual máximo desde julho de 2018 da Euribor a três meses, de -0,306%, foi registado pela primeira vez em 24 de janeiro.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor recuou hoje para -0,343%, um novo mínimo e menos 0,004 pontos do que na quinta-feira. A Euribor a 12 meses subiu até ao atual máximo desde julho de 2018, de -0,108%, pela primeira vez em 06 de fevereiro.

A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras do Banco Central Europeu (BCE).

Recentemente, têm estado a acentuar o valor negativo depois da indicação de Frankfurt de que vai manter as taxas de juro diretoras nos níveis baixos, em vez das subidas que se perspetivavam, e de que podem mesmo voltar a baixar, perante a pouca solidez do crescimento económico da zona euro.

Por agora, a taxa de juro aplicada às principais operações de refinanciamento está em 0%, a taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez em 0,25% e a taxa de facilidade permanente de depósito em -0,40%.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses entraram em terreno negativo em 2015, em 21 de abril, 06 de novembro e 5 de fevereirorespetivamente.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

 

Fonte LUSA

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