Inicio Tags Portugal

Tag: Portugal

Iberdrola entra na energia solar em Portugal e adjudica 149 megawatts

Fonte LUSA

Em comunicado, a elétrica espanhola acrescentou que “esta capacidade está distribuída em duas regiões, Algarve e Vale do Tejo, de acordo com o resultado do leilão público”.

“Estes novos projetos destacam o compromisso da Iberdrola com a energia renovável e para continuar a contribuir para a transição para uma Europa descarbonizada”, refere o presidente da empresa, Ignacio Galán, citado no comunicado.

“Neste sentido, a Iberdrola reafirma, mais uma vez, o seu forte comprometimento com a transição para uma economia de baixo carbono, consolidando o seu papel fundamental no mercado elétrico nacional”, acrescenta.

“A empresa é líder no setor comercial de grandes consumidores, com quase 33% do mercado e possui uma carteira de 300.000 clientes, entre a eletricidade e gás natural”, acrescenta a Iberdrola.

A implementação do projeto está prevista para o período 2021-2023, significará um aumento de 6% do total de energia elétrica instalada no país e proporcionará energia limpa a 440 mil casas portuguesas”.

O grupo lidera também o projeto do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que envolve a construção de três novas centrais (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), com uma potência total de 1.158 MW e um investimento de mais de 1.500 milhões de euros.

Atualmente, a Iberdrola detém “a terceira maior participação em número de clientes de eletricidade no país (5,4%) e a segunda maior em consumo (17,4%)”, refere.

 Fonte LUSA

 

Portugal em risco elevado de escassez de água, diz estudo internacional

Fonte DR

De acordo com um estudo do projeto Aqueduto do World Resources Institute – uma organização sem fins lucrativos sedeada em Washington, nos EUA, e financiada por fundações, Governos, ONG e organismos internacionais -, esses 17 países, que representam um quarto da população mundial, usam pelo menos 80% das suas reservas de água a cada ano, com a agricultura, as indústrias e os municípios a representarem a maior fonte de pressão sobre as suas reservas de água.

Portugal está entre os 44 países que esgotam, pelo menos, 40% das suas reservas de água, colocando-se numa situação de risco elevado de escassez de água.

Os autores do estudo sublinham que uma margem tão reduzida entre oferta e procura como a que se verifica nos países mais pressionados deixa-os mais vulneráveis a variáveis como secas ou um maior uso das reservas de água, sendo cada vez maior o número de países que passam por um ‘Dia Zero’, ou seja, em que ficam sem acesso a água canalizada.

“A escassez de água coloca sérias ameaças à vida humana, à sua subsistência e à estabilidade económica. Isso está prestes a piorar, a menos que os países tomem medidas: o crescimento da população, o desenvolvimento socioeconómico e a urbanização estão a provocar uma maior procura por água, enquanto as alterações climáticas podem tornar mais variável a precipitação e a procura”, refere o relatório.

Sobre o Médio Oriente e o Norte de África, a região do mundo mais pressionada nesta matéria, o estudo aponta que a reutilização de águas residuais poderia gerar uma nova fonte de água potável, tendo em conta que 82% das águas residuais nestes países não são reutilizadas.

Na Índia aumentam as preocupações com as reservas ao nível do subsolo, para além das preocupações com as reservas à superfícies: os aquíferos estão a esgotar-se, em grande parte devido ao uso para regadio.

“As conclusões do estudo Aqueduto contextualizam esta crise: a Índia ocupa o 13.º posto na lista de países mais pressionados pela escassez de água em termos globais e a sua população é três vezes superior à população combinada dos 17 países mais pressionados no mundo”, lê-se no relatório.

O estudo, que também analisa regiões dentro de países, indica, por exemplo, que a África do Sul, que em 2018 evitou por pouco o ‘Dia Zero’, ocupa uma posição na lista fora dos países mais afetados — 48.º lugar, correspondente a um risco médio-elevado de escassez de água -, mas a zona da Cidade do Cabo é uma zona de enorme pressão e rivaliza em termos de regiões ameaçadas com países inteiros.

O estudo indica que viver pressionado pela falta de água não tem que ser uma fatalidade e que inverter essa situação depende em grande parte da gestão que se faz dos recursos.

Para além de exemplos de alguns países que já tomaram medidas para evitar a falta de água nas torneiras, como a Austrália que cortou para metade o consumo doméstico para evitar um ‘Dia Zero’, o estudo apresenta recomendações genéricas, aplicáveis à generalidade dos países, como apostar em técnicas de regadio eficientes, fazendo com que cada gota de água conte, investir em infraestruturas mais amigas do ambiente e tratar e reutilizar águas residuais, para que deixem de ser encaradas como desperdício.

O estudo Aqueduto analisou a situação em 164 países, para os quais era possível ter dados utilizáveis pelo modelo de análise usado, refere o estudo.

 

Fonte LUSA

Da habitação ao casamento. Marcelo deu ‘luz verde’ a 25 diplomas num dia

@ Global Imagens

Marcelo Rebelo de Sousa promulgou, esta terça-feira, diversos diplomas que tinham sido submetidos ao crivo de Belém. Lei de Bases da Habitação, alargamento da gratuitidade dos manuais escolares, estatuto do cuidador informal, fim do prazo para casar após divórcio são apenas alguns dos exemplos. No total, o Presidente da República deu ‘luz verde’ a 25 diplomas.

No que à Lei de Bases da Habitação concerne, saliente-se, Marcelo manifestou dúvidas em relação as expectativas. Por sua vez, em relação ao estatuto do cuidador informal, o Presidente da República espera que o diploma “represente o início de um caminho e não o seu termo”, louvando ainda “a importância cívica e social” da matéria.

Mas há mais. Divorciados já não precisam de esperar para voltar a casar. As mulheres divorciadas tinham de esperar 300 dias para voltarem a casar e os homens 180 dias.

O chefe de Estado deixou também um alerta em relação à promulgação da revisão do Estatuto dos Magistrados Judiciais, já que pode agudizar desigualdades de tratamento em relação a outras carreiras.

Lei de Bases da Habitação promulgada com dúvidas sobre “expetativas

A Lei de Bases da Habitação foi promulgada pelo chefe de Estado e o anúncio da promulgação foi feito na página institucional da Presidência da República, juntamente com outros 16 diplomas.

“Apesar de dúvidas quer quanto à possível concretização das elevadas expetativas suscitadas, quer quanto à porventura excessiva especificação para uma lei de bases, atendendo ao seu significado simbólico volvidas décadas de regime democrático, o Presidente da República promulgou o diploma que aprova a Lei de Bases da Habitação”, lê-se na mesma nota.

Diploma que alarga gratuitidade dos manuais escolares promulgado

Marcelo anunciou, nesta terça-feira, a promulgação de três diplomas relativos à educação, designadamente o que alarga a gratuitidade dos manuais escolares a toda a escolaridade obrigatória na rede pública do Ministério da Educação. Marcelo Rebelo de Sousa “espera” que o regime agora estabelecido “seja sustentável em termos editoriais, sem quebra de qualidade”.

Entre os diplomas promulgados pelo Presidente está também o que estabelece mecanismos de regularização de dívidas por não pagamento de propinas em instituições de ensino superior públicas, bem como um terceiro que altera o Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior.

Estatuto do Cuidador Informal aprovado. O “início de um caminho”

Foi também promulgada por Marcelo a lei que aprovou o Estatuto do Cuidador Informal, esperando o Presidente da República que esta “represente o início de um caminho e não o seu termo”, e louvou “a importância cívica e social” do diploma.

O Estatuto do Cuidador Informal define, entre outras medidas, um subsídio de apoio aos cuidadores, o descanso a que têm direito e medidas especificas relativamente à sua carreira contributiva. Estima-se que em Portugal existam entre 230 mil a 240 mil pessoas cuidadas em situação de dependência.

Promulgada revisão do Estatuto dos Magistrados Judiciais, mas com alerta

A revisão do Estatuto dos Magistrados Judiciais integra o conjunto de diplomas que foram aprovados esta terça-feira. O Presidente da República diz compreender a valorização da magistratura, mas alerta para o acentuar da desigualdade de tratamento em relação a outras carreiras.

O chefe de Estado recordou que, desde 1990, os escalões mais elevados da carreira da magistratura judicial recebem vencimentos de base mais elevados do que o primeiro-ministro e que, “com o presente diploma, alarga-se e acentua-se essa disparidade”.

Promulgado diploma que elimina prazo para casar segunda vez

Foi promulgado o decreto-lei que altera o Código Civil e elimina o período que homens e mulheres divorciados precisavam de aguardar para poderem voltar a casar. Antes da alteração legislativa aprovada em 11 de julho, em sede de especialidade parlamentar, as mulheres divorciadas tinham de esperar 300 dias para voltarem a casar e os homens tinham de aguardar 180 dias.

De acordo com a legislação anterior, era, contudo, possível uma mulher divorciada ou viúva “contrair novas núpcias passados 180 dias” se obtivesse uma “declaração judicial” de que não estava grávida ou tivesse “tido algum filho depois da dissolução, declaração de nulidade ou anulação do casamento anterior”. A proposta de eliminação do prazo internupcial que estava previsto no Código Civil resultou de projetos apresentados por PS, BE e PAN.

Promulgada alteração do regime jurídico dos medicamentos de uso humano

O diploma, aprovado pelo Governo na quinta-feira, visa minimizar as situações de rutura de medicamentos nas farmácias, falhas para que a Associação Nacional de Farmácias (ANF) havia alertado.

No decreto-lei são clarificadas “as responsabilidades de cada um dos intervenientes na cadeia de abastecimento do mercado” e reforçadas “as obrigações de serviço público quanto à disponibilidade de medicamentos”, refere um comunicado do Conselho de Ministros.

Promulgada alteração do regime de práticas restritivas do comércio

Em causa está um novo regime jurídico que prevê que todos os descontos diretos concedidos na venda de um produto sejam considerados quando se determina o preço visando-se, desta forma, evitar a venda com prejuízo e práticas negociais abusivas.

Num comunicado emitido no início deste mês, o gabinete do ministro Adjunto e da Economia salientou que o novo regime pretende garantir a “transparência nas relações comerciais e o equilíbrio das posições negociais entre os operadores económicos”, tornando mais fácil a interpretação e aplicação do diploma e reforçando as competências da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Presidente Marcelo promulga diploma sobre cogestão de áreas protegidas

O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que define o modelo de cogestão das áreas protegidas, apesar de não estarem consagradas integralmente as propostas da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP).

A 5 de junho passado o Conselho de Ministros aprovou a transferência de competências na cogestão de áreas protegidas para os municípios, que passam a integrar conselhos em que participam também universidades, organizações não governamentais e entidades públicas.

Em cada área protegida cria-se um conselho de cogestão presidido por um autarca, com um representante do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, uma organização não-governamental da área do ambiente, uma universidade com intervenção no ambiente e três outras entidades.

Para além dos referidos diplomas, o Presidente da República promulgou também os seguintes:

  • Alteração da denominação de ‘União das Freguesias de Fail e Vila Chã de Sá’, no município de Viseu, para ‘Freguesia de Fail e Vila Chã de Sá’;
  • Diploma que determina a não utilização e não disponibilização de louça de plástico de utilização única nas atividades do setor de restauração e/ou bebidas e no comércio a retalho;
  • O diploma que adapta a ordem jurídica interna ao Regulamento que dá execução a uma cooperação reforçada para a instituição da Procuradoria Europeia;
  • Diploma que altera o regime do mandado de detenção europeu;
  • A disponibilização de alternativas à utilização de sacos de plástico ultraleves e de cuvetes em plástico nos pontos de venda de pão, frutas e legumes;
  • O Estatuto dos Funcionários Parlamentares;
  • A promoção e desenvolvimento do ecoturismo;
  • O regime jurídico da estruturação fundiária;
  • A décima segunda alteração ao Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais;
  • Os Estatutos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;
  • O Acordo entre a República Portuguesa e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura para o estabelecimento de um Escritório de Ligação e Parceria da Organização em Lisboa;
  • O regime jurídico de produção de água para reutilização, obtida a partir do tratamento de águas residuais;
  • Alteração ao regime jurídico da Reserva Ecológica Nacional;
  • O diploma que autoriza a implementação de projetos experimentais desenvolvidos com recurso ao mecanismo de direito ao desafio;
  • O regime jurídico da estruturação fundiária;

Fonte: Notícias ao Minuto

Marcelo felicita Moçambique por “dia histórico” pela paz

Fonte LUSA

“Neste dia de comemoração da assinatura do acordo de paz, o Presidente da República enviou uma mensagem ao Presidente Filipe Nyusi, congratulando o Governo de Moçambique e a Renamo por este passo corajoso e visionário, em prol da efectiva implementação da paz, que se reveste de importância crucial para o desenvolvimento económico e social de Moçambique”, pode-se ler na mensagem publicada na página oficial da presidência da República.

Na mesma nota, Marcelo Rebelo de Sousa salienta que “esta excelente notícia para Moçambique constitui motivo de grande alegria para Portugal e para os portugueses, atendendo aos fortes laços de amizade fraternal que unem os dois países e povos”. O Presidente da República deverá descolar-se a Moçambique em Dezembro.

A assinatura do acordo final de paz e reconciliação que tem lugar na Praça da Paz da capital moçambicana às 15 horas (hora portuguesa) contará com a presença da Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Federica Mogherini, e Portugal estará representado pela Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Teresa Ribeiro. Este acordo terá de ser depois ratificado no Parlamento.

Trata-se do terceiro acordo entre o Governo, da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), e a Renamo, depois da assinatura do Acordo Geral de Paz de Roma de 1992 e do acordo de cessação das hostilidades militares em 2014, na sequência de uma nova vaga de confrontos entre as duas partes.

FONTE – LUSA

Cepsa e Masdar centram a sua colaboração nas energias renováveis em Portugal e Espanha

Após a assinatura do memorando de entendimento (MOU pelas suas siglas em inglês) em 2017, este novo acordo estabelece as linhas de atuação para o crescimento do portfólio das renováveis de ambas as companhias. O foco principal irá centrar-se nas tecnologias eólica e solar fotovoltaica, em Portugal e Espanha, onde a Cepsa está interessada em desenvolver uma capacidade entre 500 e 600 MW nos próximos cinco anos.

A colaboração baseia-se na experiência energética de ambas as companhias, propriedade de Mubadala Investment Company, e reflete o seu esforço para aproveitar as sinergias do portfólio diversificado de negócios da Mubadala para acelerar o desenvolvimento das energias renováveis nos mercados internacionais.

Durante a cerimónia de assinatura, Pedro Miró, CEO da Cepsa, assinalou: “após a fase inicial de análise das oportunidades de acesso ao mercado em diferentes zonas geográficas, concordámos que a região Ibérica seja o foco inicial da nossa estratégia de crescimento conjunto. Este passo permitirá combinar sinergias e experiências num dos principais mercados de energias renováveis do mundo.”

Por sua parte, Mohammed Jameel Al Ramahi, CEO da Masdar, indicou: “a Masdar tem uma vasta presença e um crescente portfólio de projetos de energia renovável na Europa. Estamos muito satisfeitos em ver como a nossa colaboração com a Cepsa se desenvolve e esperamos partilhar a nossa experiência e trajetória no desenvolvimento de projetos para explorar novas oportunidades comerciais na Península Ibérica, tanto em energia solar como eólica.” 

Este acordo reforça o modelo diversificado de energia e a estratégia de longo prazo da Cepsa, e está alinhado com as previsões da companhia, conforme descrito no seu relatório Cepsa Energy Outlook 2030. Em 2017, a companhia adquiriu os direitos para desenvolver o seu primeiro parque eólico em Jerez de la Frontera (Cádiz). A companhia levou a cabo as fases de desenvolvimento e construção do projeto, com o objetivo de entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2019.

A Masdar é líder mundial em energia solar e eólica com presença em mais de 25 países.  A capacidade de geração de eletricidade dos seus projetos, que estão em pleno funcionamento ou em desenvolvimento, é de cerca de 4 gigawatts (GW) brutos.

Sobre a Cepsa

A Cepsa é uma Companhia Energética Global, que opera de modo integrado em todas fases da cadeia de valor dos hidrocarbonetos, para além de fabricar produtos a partir de matérias-primas de origem vegetal e de estar presente no setor das energias renováveis. A Mubdala Investment Company, um dos maiores fundos soberanos do mundo é o seu único acionista.

Tem mais de 85 anos de experiência e uma equipa de cerca de 10.000 profissionais com grande excelência técnica e capacidade de adaptação. Está presente em todos os cinco continentes através das suas áreas de negócio de Exploração e Produção, Refinação, Petroquímica, Marketing, Gás e Eletricidade e Trading.

Sobre a Masdar

Masdar é uma empresa de energias renováveis de Abu Dhabi, dedicada a promover o desenvolvimento, a comercialização e investigação de tecnologias e soluções de energia limpa. A empresa funciona como um elo entre a economia atual baseada em combustíveis fósseis e a economia de energia do futuro. É detida a 100% pela Mubadala Investment Company, o fundo de investimento estratégico do Governo de Abu Dhabi. Masdar dedica-se à visão de longo prazo dos Emirados Árabes Unidos para o futuro da energia e da água.

Em Espanha, a empresa está presente desde 2008 e fornece eletricidade para mais de 107.000 lares, graças às suas instalações na província de Cádiz (Valle 1 e Valle 2) e Sevilha, onde tem a Gemasolar, a primeira central termo solar à escala comercial no mundo capaz de fornecer energia 24 horas por dia, uma inovação tecnológica que abriu o caminho para uma nova e mais eficiente tecnologia.

“A nossa aposta é na inovação”

A Contraven é líder de mercado na aplicação de betão leve. Como é que se alcança um lugar de alto destaque num mercado tão difícil como é o caso do setor da construção?

A Contraven iniciou a sua atividade há 20 anos com a aplicação de betão leve à base de poliestireno. Num mercado onde este tipo de soluções eram praticamente inexistentes, houve um trabalho intensivo no sentido de divulgar as vantagens destas soluções face às convencionais. O facto de termos sido pioneiros foi um fator determinante, no entanto é certo que o nosso foco no desenvolvimento de novas formulações, de forma a satisfazer as várias necessidades do mercado foi igualmente indispensável. No decurso da nossa atividade e quando ainda estavam a iniciar-se os passos na indústria da reciclagem, a Contraven desenvolveu soluções capazes de incorporar esferovite reciclado. Um resíduo extremamente problemático devido ao seu volume e por inexistência de afetação em novos produtos. Aliada ao desenvolvimento das formulações próprias desenvolvemos os nossos próprios equipamentos, como é o caso das máquinas MMBL, capazes de assegurar o cumprimento dos requisitos das atuais cinco soluções em betão leve: Betcel®, Betespuma®, Betnível®, Betforma® e Betfloor®. Passados 20 anos a Contraven é muito mais do que o betão leve, devido à nossa vontade constante de superar as dificuldades de um  tão exigente e competitivo.

Já se encontram em Portugal, Angola, Moçambique e Brasil. É possível estabelecer as principais diferenças que afastam este país na vossa área de atuação?

Apesar do denominador comum destes países, certo é que as questões económicas não poderiam ser mais díspares, o que levou a que a nossa abordagem fosse também ela diferenciada.

Em Angola a abordagem passou pela criação de uma empresa de capital 100% português. Na altura estávamos perante uma economia emergente, mas com inúmeras condicionantes a nível de infraestruturas e capacitação da mão-de-obra. Passados 12 anos a evolução está à vista e, apesar da grave crise que o país atravessou, a indústria angolana é neste momento uma realidade e caminha a passos largos no sentido da diversificação. Ao longo deste 12 anos edificamos em Angola uma unidade industrial de geotêxtil, outra de poliestireno e uma confeção de têxtil-lar, para além dos serviços técnicos de construção.

A economia brasileira na altura encontrava-se em franco crescimento, mas estávamos perante uma economia num estado de desenvolvimento já avançado. Como tal, apostamos no estabelecimento de parceria com uma empresa brasileira capaz de desenvolver a área dos betões leves, implementando todo o know-how da Contraven, desde os equipamentos, à reciclagem e aplicação das nossas formulações. A área das resinas já é uma indústria amadurecida no brasil, pelo que não foi política da empresa reforço das marcas próprias Confloor® e Conwall®. No Brasil o processo passa por fomentar a adoção de novas técnicas construtivas incluindo o betão leve à base de poliestireno, à semelhança do que foi feito em Portugal.

Em Moçambique estamos perante um país com algumas semelhanças culturais a Angola, mas uma economia mais pequena e ritmo de crescimento mais gradual, pelo que a nossa presença no mercado tem uma expressão pouco significativa.

Por outro lado, que semelhanças os aproximam? A língua enquanto fator comum é um facilitador na hora de realizar negócios?

O principal elemento unificador é de facto a língua, fator que consideramos ter um grande impacto no sucesso das empresas portuguesas nesses países. A herança histórica e a presença portuguesa é significativa, o que se reflete numa afinidade intrínseca da população em geral e revela-se um ponto de partida favorável ao desenvolvimento de negócios.

Um dos objetivos traçados pela CPLP é o fortalecimento dos fluxos comerciais entre os países e enfoque nos desafios e oportunidades. Enquanto empresária sente esta realidade?

A Contraven é uma PME de cariz familiar, tendo o seu percurso de internacionalização sido levado acabo por iniciativa e recursos próprios. Reconhecemos no entanto, que as iniciativas desenvolvidas pela CPLP promovem o reforço dos vínculos culturais e preservação da história comum a estes países, o que é um elemento facilitador das relações negociais entre os mesmos.

Ao longo de 18 anos de existência a inovação mostrou-se ser uma palavra latente na vossa existência. Que planos estão neste momento em curso e que merecem destaque?

A nossa aposta sempre foi na inovação, seja pela introdução de novos produtos ou abordagem de novos mercados. Neste momento, as nossas ações estão focadas na área do betão leve no desenvolvimento de técnicas de aplicação mais eficientes e equipamentos tecnologicamente mais avançados, capazes de fazer face à realidade da mão-de-obra disponível nos mercados amadurecidos. No que concerne aos revestimentos resinosos manteremos a nossa aposta no desenvolvimento de formulações capazes de satisfazer os requisitos técnicos cada vez mais exigentes dos acabamentos. A grande aposta passará pela diversificação de mercados, sempre com foco nos países da CPLP.

Espetáculo com ‘robertos’ e fado representa Portugal na China

© iStock

“É um espetáculo em que juntámos três tradições numa só. Temos a tradição dos ‘robertos’ e, a estas marionetas tipicamente portuguesas, juntámos a viola campaniça, que é tradicional do Alentejo, e o fado, característico de Lisboa e do país”, realçou hoje à agência Lusa Manuel Costa Dias, da companhia TRULÉ.

A peça ‘Uma Tourada dos Diabos’, que junta a companhia TRULÉ e a associação cultural É Neste País, de Évora, vai ser a representante de Portugal, a partir de sábado e até ao dia 24 deste mês, num festival promocional de teatro de marionetas para grupos chineses, na cidade de Langzhong.

Segundo Manuel Costa Dias, trata-se da sétima edição do National Puppetry and Shadow Art Inheritance Showcase by Young and Mid-aged Puppeteers and International Forum on Inheritance and Contemporary Development of Puppetry and Shadow Art.

“É um festival que promove os grupos de teatro de marionetas de sombras da China e, este ano, apenas foram convidados a participar cinco grupos estrangeiros”, dos quais o TRULÉ “é um deles”, acompanhado pela associação É Neste País, explicou.

O marionetista alentejano referiu que os grupos chineses “são muito bons” nas marionetas “de sombras, de luva e de varão”, mas “não têm muita experiência” em relação “ao que se faz fora do país”.

Por isso, continuou, a organização pretende mostrar a esses grupos, “alguns dos quais estão agora a iniciar-se nesta atividade, gente de outras partes do mundo que também faz marionetas, mas de formas diferentes e proveniente de culturas diferentes”.

No espetáculo escolhido para mostrar na China, Manuel Costa Dias contou que vai “estar dentro de uma barraquinha” a manipular os “robertos”, tradicionais marionetas portuguesas de luva, mas, fora do “palco”, há duas inovações.

“Cá fora, vão estar dois músicos, o António Bexiga, a tocar a viola campaniça, e o Nuno do Ó, a tocar viola e a cantar fado”, assinalou, referindo tratar-se de um espetáculo relativamente novo, mas que “já anda por aí”, a ser também promovido por Portugal.

Segundo a companhia alentejana, esta vai ser a sexta deslocação do TRULÉ a festivais internacionais realizados em território chinês.

Esta participação tem apoios da Fundação Oriente, Fundação Stanley Ho, Embaixada de Portugal em Pequim, Direção Regional de Cultura do Alentejo – Ministério da Cultura e União de Freguesias de Évora.

LUSA

 

Portugal vai receber cem refugiados que estão na Grécia

© Reuters

acordo entre Portugal e Grécia foi alcançado durante a visita de dois dias que Eduardo Cabrita efetuou àquele país.

“Os dois países vão apresentar à Comissão Europeia um projeto de programa bilateral de transferência de refugiados da Grécia para Portugal”, disse à agência Lusa o ministro, que hoje termina a visita.

O governante avançou que este programa vai começar com um projeto piloto de cem pessoas, podendo depois ser alargado, ao longo de 2019, até cerca de mil refugiados.

Segundo Eduardo Cabrita, a estas cem pessoas será atribuído um estatuto legal definido na Grécia.

Na sequência de entrevistas que vão ser realizadas por equipas portuguesas em campos de refugiados na Grécia, vai ser atribuído a estas cem pessoas o estatuto de refugiado.

O ministro referiu que, para já, ainda não é possível estabelecer uma data quanto à chegada destes cem refugiados a Portugal, dependendo da realização das entrevistas de seleção e da apresentação da proposta conjunta à UE.

Eduardo Cabrita explicou que existem na União Europeia recursos disponíveis para apoiar processos de integração, sublinhando que a proposta apresentada à Comissão Europeia “tem fundamentalmente a ver com o modelo de financiamento”.

“Temos um acordo de princípio, agora vamos discutir aspetos técnicos”, disse.

Eduardo Cabrita sublinhou igualmente que este acordo é encarado pelos governos de Portugal e Grécia “como um contributo para que se encontrem na Europa soluções permanentes e estáveis para tratar à escala europeia o tema das migrações e refugiados”.

Durante a visita à Grécia, Eduardo Cabrita teve encontros com os ministros gregos da Política de Migrações, do Interior e da Proteção dos Cidadãos, além de ter visitado na ilha de Samos, o contingente da Guarda Nacional Republicana e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, integrados em missão da agência europeia de controlo de fronteiras Frontex.

O ministro da Administração Interna avançou ainda à Lusa que chegaram hoje a Portugal sete refugiados sírios que tinham deixado Portugal e estavam na Alemanha.

“Chegaram hoje as primeiras sete pessoas no âmbito do programa bilateral com a Alemanha sobre o controlo de movimentos secundários”, disse, frisando que Portugal foi o primeiro país da União Europeia a assinar um acordo desta natureza.

O acordo bilateral com a Alemanha sobre movimentos secundários de requerentes de asilo foi assinado em setembro.

Segundo o Ministério da Administração Interna, este acordo agiliza o processo de retoma relativamente a pessoas que, tendo inicialmente solicitado proteção internacional num dos países, tenham também indevidamente solicitado o mesmo estatuto no outro, ou que aí permaneçam em situação irregular.

Um comunicado entretanto divulgado pelo Ministério refere que estas sete pessoas, duas das quais menores, vão ser acolhidas no Centro de Acolhimento do Conselho Português para os Refugiados, na Bobadela (Loures).

LUSA

Sociedade Anglo-Portuguesa: 80 anos de amizade e difusão cultural

Sandra Carito, Embaixador Manuel Lobo Antunes, Karim M. A. Sacoor

Podemos afirmar que tem sido uma missão bem-sucedida?

Sem dúvida alguma. A nossa constituição estabelece que os seus objetivos passam pela transmissão da história, costumes e cultura de Portugal no Reino Unido, bem como contribuir para a redução do sofrimento das pessoas de Portugal e do Reino Unido.

A Sociedade Anglo-Portuguesa (APS, sigla em inglês) foi concebida num jantar, em honra da chegada do Embaixador Português Dr. Armindo Monteiro, por um grupo de empresários sedeados em Londres e com interesses em Portugal. A sociedade é gerida por um comité de voluntários que tem a responsabilidade de desenvolver projetos para que a APS possa continuar a desempenhar a sua missão.

O que é importante reter ou enaltecer da história da Sociedade Anglo-Portuguesa?

São 80 anos de história da sociedade. São 80 anos de amizade e difusão cultural.

De que forma estão a celebrar ou que projetos fazem parte das celebrações do 80º aniversário?

Iniciámos as celebrações com um jantar organizado num espaço simbólico – um antigo cofre de um banco convertido na City of London – e que teve como convidado de honra o Sr. Embaixador Português Manuel Lobo Antunes. O objetivo foi, através do convite para um jantar formal, introduzir novos conceitos para atrair novos membros e divulgar a história da APS. O jantar deu lugar a enigmas, desvendados pelos convidados, fazendo uso da história da APS e da aliança anglo-portuguesa.

No passado dia 11 de Outubro realizámos, ainda, uma palestra em colaboração com o Royal Hospital Chelsea, que teve como oradora, Isabel Stilwell.

No dia 22 de novembro realizar-se-á um concerto com músicos portugueses na igreja St Pauls Chruch Covent Garden, no coração do centro de Londres.

Por fim, teremos uma receção em conjunto com a sociedade Franco-British Society em Dezembro.

Estamos, ainda, na fase de planeamento de um jantar de gala em 2019 em colaboração com a Universidade de Oxford que, em 2019, comemora 50 anos a lecionar a língua portuguesa na universidade. A nossa missão este ano passa por uma maior aproximação com a comunidade universitária, pois são estes os membros do futuro que darão continuidade ao trabalho iniciado há 80 anos.

Temos conseguido aproximar-nos de organizações que têm interesses comuns para, assim, conseguirmos oferecer eventos impactantes aos nossos membros. Em conjunto com Canning House, este ano, o nosso prémio anual oferecido a um estudante no Reino Unido foi aumentado de £500 para £1,000.

É importante realçar que a APS só poderá continuar a sua missão se continuarmos a crescer em número de membros, pois a APS existe graças ao subscription fee, pago anualmente pelos seus membros. Eis a nossa missão este ano, aumentar o número de membros. No evento realizado no passado mês de setembro, que contou com a presença de 35 convidados, conseguimos cinco novos membros em função dos eventos. Esperamos repetir o modelo.

Portugal e o Reino Unido têm uma relação histórica de longa data, a mais antiga aliança internacional do mundo e que ainda se encontra em vigor. Devido ao “Brexit” haverá a necessidade de garantir a estabilidade da relação histórica entre Portugal e o Reino Unido?

Não podendo falar numa perspetiva comercial ou politica, independentemente da situação do Reino Unido na Europa. A APS apenas sobreviverá se souber continuar a celebrar e divulgar a aliança entre os dois países. Continuará a fazer parte da nossa missão contribuir para a estabilidade desta relação histórica. Temos uma posição privilegiada para poderemos continuar a oferecer eventos com convidados distintos. Em 2017, durante a palestra sobre os jesuítas no Japão no século XVI, tivemos a honra de poder contar com um representante da missão diplomática do Japão no Reino Unido. É através destes eventos, em colaboração com outras organizações, que tencionamos continuar a poder contar com convidados distintos que demonstram o quanto a amizade entre Portugal e Reino Unido consegue unificar outros povos.

O efeito “Brexit” já se fez sentir em Portugal? Quais poderão ser os custos e implicações do “Brexit” para Portugal em questões como como a emigração e as exportações?

A APS não poderá entrar no debate a nível económico. Até hoje, não temos promovidos eventos ou iniciativas em que o Brexit esteja em foco, pois não faz parte da nossa missão. Temos que continuar a educar o povo, mediante palestras, exibições de arte, concertos de música e jantares, através dos quais o impacto da cultura fica evidente, bem como o talento do povo e qualidade de bens e serviços produzidos. Temos a agradecer a um dos nossos patrocinadores, Fells, que nos doa anualmente o vinho oferecido aos nossos convidados durante os eventos. Esperamos que, caso o Brexit venha a acontecer, patrocinadores como estes possam continuar a importar os vinhos de Portugal que os nossos convidados, quer sejam eles Britânicos ou não, sabem apreciar.

Não tendo afiliações políticas, a APS tem a vantagem de poder desenvolver os seus objetivos independentemente da realidade política.

O possível efeito “Brexit” é agora uma das preocupações da Sociedade Anglo-Portuguesa?

Portugal e o Reino Unido sempre beneficiaram de uma relação privilegiada, fundada em respeito e amizade. Enquanto instituição de caridade, a APS tem um objetivo puramente social e cultural, por isso não poderemos entrar no debate comercial ou politico. Temos apenas que continuar a cumprir a nossa missão. A APS e o seu trabalho terão sempre lugar, quer o Reino Unido faça ou não parte da União Europeia, pois a cultura transcende o debate político-económico. Temos que nos adaptar às realidades e saber identificar os elementos culturais com os quais devemos preocupar-nos em divulgar. As nossas palestras têm-se focado, ao longo do curso da história, na Guerra Peninsular, na I Guerra Mundial, e na divulgação da história de Catarina de Bragança, através de palestras dadas por Isabel Stilwell e concertos com músicos portugueses.

Entre 2017 e 2018, a APS aumentou o número de membros em cem membros. Podemos acrescentar ainda que os nossos novos membros, nos últimos tempos, são, não só britânicos, como também pessoas de outras nacionalidades que residem no Reino Unido e com interesse na cultura portuguesa. Isto demonstra a necessidade de continuarmos a desenvolver formas inovadoras de apresentar a cultura e história portuguesa.

Temos a acrescentar a nossa gratidão ao apoio do Sr. Embaixador Manuel Lobo Antunes, nosso atual Presidente, e a todos os Presidentes anteriores.

Carca de um terço dos jovens portugueses não terminou o secundário

Três em cada dez portugueses entre os 25 e os 43 anos não concluíram o ensino secundário, segundo dados do relatório internacional relativos a 2016, que colocam Portugal entre os últimos de uma lista dos 35 países da OCDE.

Com taxas de escolaridade inferiores a Portugal encontram-se apenas o México, onde a maioria dos jovens adultos (52%) não concluiu o secundário; a Turquia, com uma taxa de 44% de insucesso escolar; e a Espanha, onde 34% dos jovens também não terminaram os estudos.

Apesar de continuar longe das médias da OCDE (15%) e da União Europeia (14%), Portugal destaca-se como o país que mais melhorou nos últimos tempos: Em 2011, a maioria dos jovens adultos portugueses (56%) não tinha terminado o secundário e, em apenas cinco anos, houve uma redução de 26 pontos percentuais.

Mas ainda existe um longo caminho por percorrer, em especial entre os homens, já que 38% dos rapazes entre os 25 e os 34 anos nunca chegaram a terminar o ensino obrigatório, contra 23% das raparigas.

Esta diferença de 14 pontos percentuais “é a maior de todos os países da OCDE”, revela o relatório hoje divulgado, que mostra que na OCDE a diferença entre sexos é de apenas três pontos percentuais.

Em Portugal, este fosso mantém-se nos restantes níveis de ensino e, apesar de as mulheres estudarem mais, os homens conseguem salários mais elevados: “As mulheres ganham menos independentemente do seu nível educacional e a diferença é maior em Portugal do que na média da OCDE”, lê-se no relatório.

No total da população portuguesa, um em cada quatro adultos não conseguiu terminar o ensino obrigatório, o que representa mais do dobro da média da OCDE. Entre os mais jovens, a situação não é tão dramática e tem melhorado muito nos últimos anos: se em 2007 mais de metade não tinha o diploma do 12.º ano, em 2017 já eram 70%.

O relatório associa a baixa escolaridade à desigualdade salarial, um drama a que o país não escapa: “Portugal tem uma das maiores percentagens de adultos sem o ensino secundário de todos os países da OCDE e está acima da média das desigualdades salariais”.

Outro dos aspetos novamente analisados é a relação entre o meio socioeconómico das famílias e as oportunidades de acesso e sucesso académico.

No acesso ao ensino, o relatório aponta a importância das creches ou de estar com educadores desde tenra idade e revela que em Portugal as crianças favorecidas continuam a ter mais sorte.

A diferença entre a percentagem de crianças nas creches ou infantários cujas mães concluíram o ensino superior e as crianças cujas mães não passaram da escolaridade obrigatória é de 17 pontos percentuais. Uma diferença também muito acima da média da OCDE (10 pontos percentuais).

Tem havido um aumento de investimento na educação destinada aos mais pequenos: Entre 2005 e 2016 a taxa de matrícula de crianças até aos três anos passou de 64% para 83% e entre as crianças de 4 anos aumentou de 79% para 90%.

O investimento na educação pré-escolar representa cerca de 0,6% do PIB português, uma percentagem semelhante à média dos países da OCDE e da União Europeia. No entanto, o custo médio de um aluno em Portugal ronda os 6 mil euros anuais e a média na OCDE passa os 7.250 euros.

Além disso, a participação de verbas privadas no ensino pré-escolar em Portugal é bastante elevada (36% contra 64% de investimento estatal), sendo 20 pontos percentuais acima da média da OCDE, refere o relatório sublinhando a importância de as famílias terem acesso à educação.

O relatório aponta ainda para uma diminuição de educadores (menos 9% entre 2005 e 2016) e um aumento de crianças nas escolas, que se traduziu um rácio de um professor para cada 17 crianças que frequentavam o pré-escolar em 2016, ou seja, mais três do que a média da OCDE.

EMPRESAS