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Portugueses passam duas horas por dia na internet

Assim são os internautas portugueses segundo o estudo “Net Behaviour – Comportamento da População Portuguesa na Internet”, levado a cabo pela PSE. O estudo, um dos mais ambiciosos e minuciosos de sempre feitos em Portugal, analisa os hábitos online da população portuguesa e conclui, ainda, que cada internauta, em média, faz 72 visitas na internet por dia, ocupando 2 horas.

No que toca a setores, é o dos Media que os portugueses visitam mais na internet (média de 117 visitas mensais por internauta), seguindo-se os classificados (80 visitas por mês), retalho (44), banca (26) e turismo (25). Já no tempo da visita, os dados mudam. É nos classificados que, em média, os internautas passam mais tempo (98 segundos por visita), seguindo-se o retalho (93), automóvel (92), turismo (88) e telecomunicações (82).

Os portugueses fazem na sua maioria (26% do total das buscas), pesquisas comparativas sobre análise de produtos e/ou serviços e respetivos preços seguido de pesquisas sobre temas relacionados com viagens, turismo e outras atividades de lazer (25%) e pesquisas sobre IT, incluindo reviews e comparações de produtos (22%).

“Quem são os Internautas portugueses e quais as suas principais preferências de navegação? Quando é que acedem à Internet e quais são as suas principais pesquisas? Em que setores de atividade cada perfil comportamental está mais presente e em que marcas navegam?” são estas algumas das questões a que o presente estudo responde e que pensamos ser essenciais para as marcas de todos os setores saberem com quem comunicam digitalmente” afirma Nuno Santos, Chief Analytics & Strategy Officer da PSE. “Em Portugal há uma média mensal de quase 7 milhões de internautas que navegam pela internet por mais de 364 milhões de horas, o que fizemos neste estudo, foi criar perfis comportamentais para estes internautas, arrumando-os em 15 personas e analisando a sua interação com 11 dos principais setores de atividade” conclui.

Profiles dos internautas portugueses

  • The Browser – é o perfil com maior presença na Internet em Portugal, sendo responsável por cerca de 19% do total de visitas realizadas mensalmente. Na sua navegação não se vislumbram preferências, pelo que é considerado um perfil de navegação genérica;
  • Urban Professional – maioritariamente do género masculino, residentes na região urbana, com profissões qualificadas e com ensino superior. As suas preferências de navegação indicam que a utilização da Internet é realizada numa ótica profissional. Verifica se uma clara preferência pela navegação na Internet em horário laboral;
  • Home Rider – são Internautas com profissões qualificadas e nível de ensino tendencialmente superior.
  • Estes Internautas apresentam uma utilização da Internet como complemento à sua atividade profissional. Em média, por dia, realizam 41 visitas, sendo este valor inferior à média global;
  • Online Student – são Internautas jovens e na sua maioria estudantes. Na sua utilização da Internet existe uma preferência de navegação claramente superior à média global, nas temáticas Televisão e
  • Filmes e Conhecimento Científico e Cultura;
  • Young Communicator – são Internautas jovens, maioritariamente do género feminino, com preferências de navegação em Redes Sociais e Aplicações e Chat;
  • Social – são maioritariamente do género feminino, com maior preferência pela navegação em páginas de Internet de Redes Sociais O seu número médio de visita diárias é inferior à média global;
  • Googler – maioritariamente do género masculino, que apresentam maior preferência pela navegação a Sites de Pesquisa;
  • Power User – caraterizam se pelo seu elevado volume de visitas. Apesar de representarem apenas 5 dos Internautas portugueses o conjunto destes Internautas é responsável por cerca de 22 do total
  • de visitas realizadas Estes são os Internautas que estão “sempre online”;
  • Bon Vivant – são Internautas adultos e maioritariamente do género masculino A sua utilização da Internet é realizada numa ótica de diversão/lazer;
  • High Up Generation – são adultos jovens, de ensino superior e de classe social elevada;
  • Struggling Generation – são adultos jovens, tendencialmente do género feminino, pertencentes a uma classe social inferior e com empregos menos qualificados e/ou desempregados;
  • Shopping Comparison Seeker – são adultos jovens, do género masculino, de classes sociais mais baixas e com profissões menos qualificadas e/ou estudantes. Demonstram uma clara preferência por pesquisar sobre Comparison Shopping;
  • Senior Discoverer – são Internautas seniores (com mais de 55 anos) que na sua maioria se encontram reformados. Estão a “dar os primeiros passos” na Internet, apresentando uma utilização da Internet que pode ser classificada como “elementar”;
  • Senior Explorer – São internautas séniores que se encontram profissionalmente inativos. “Sabem o que estão a fazer online”;
  • Night Bird – são tendencialmente internautas mais jovens e do género masculino. O seu grande fator diferenciador é a navegação durante o período noturno.

Refugiados sim, imigrantes nem por isso

Estes são alguns dos resultados realçados no trabalho que vai ser apresentado nesta quarta-feira no encontro “Europa, Migrações e Identidades” no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL). O estudo resulta de um inquérito feito pela primeira vez em 2002 e 2003 pela mesma equipa do programa de investigação Atitudes Sociais dos Portugueses que em 2014 e 2015 voltou a debruçar-se sobre as atitudes e percepções dos europeus relativamente aos refugiados.

Os resultados mostram que os portugueses são favoráveis a que o Governo português avalie com generosidade os pedidos dos refugiados para entrarem no país e que esteja aberto a receber os refugiados. “Os refugiados não são uma ameaça”, diz Alice Ramos, socióloga doutorada e investigadora do programa Atitudes Sociais dos Portugueses do ICS-UL. Nesta frente, Portugal está acima da média europeia e, como quase todos os outros, evoluiu no sentido de uma maior abertura.

Refugiados e imigrantes

O nosso país está, por outro lado, entre os que mais se destacam, juntamente com a Polónia, a República Checa, a Hungria e Espanha, ao manifestar uma maior resistência a abrir as fronteiras a muçulmanos do que a cidadãos de países pobres não europeus ou de grupos étnicos diferentes.

Segunda conclusão: as pessoas opõem-se à imigração porque associam os imigrantes a uma ameaça. “Acham que lhes vão tirar o trabalho, que vão sobrecarregar o sistema de segurança social, que vão contribuir para o crime. São percepções que as pessoas criam. E não é só em Portugal”, diz Alice Ramos. “A partir do momento em que começam a ver que não há tantas razões para sentir essa ameaça, começam a mudar essa percepção.”

E isso acontece apesar de Portugal ser um país de emigração. “Curiosamente isso não tem impacto. Uma coisa é o que a pessoa, os pais, ou as gerações anteriores foram fazer noutro país. Outra coisa é quando se trata de competição por recursos. Recursos económicos; recursos culturais. São duas realidades diferentes”, acrescenta.

Estamos todos mais altos. Em 100 anos, os portugueses cresceram mais de 10 centímetros

Um estudo do Imperial College, de Londres, analisou a altura média de homens e mulheres de todo o mundo, em 1914 e em 2014. Conclusão? Estamos todos mais altos. Muito mais altos.

As mulheres que cresceram mais em 100 anos foram as sul-coreanas (estão mais altas 20 centímetros em média). Já nos homens, o maior crescimento foi registado pelos iranianos (que cresceram em média 16,5 centímetros).

Atualmente, os mais altos do mundo são os holandeses, com uma média de 182,5 centímetros de altura. As mais altas são as letãs, com uma altura média de 169,8 centímetros. Já os mais baixos são os homens de Timor-Leste, com 159,8 centímetros de altura. As mulheres mais baixas continuam a ser as de Guatemala, com menos de um metro de meio de altura média — 149,4 centímetros.

Mas há 100 anos não era assim. Quem olhava de cima eram os suecos e as suecas, mas a lógica inverteu-se, e o país já nem figura nos dez primeiros com os cidadãos mais altos.

Com 163 centímetros de altura média, as mulheres portuguesas ocupam o 48.º lugar mundial. Os homens, com 172,9 centímetros, estão mais abaixo, na 74.º posição mundial. Os homens portugueses cresceram 13,9 centímetros em 100 anos, e as mulheres estão 12,5 centímetros mais altas.

Ouvido pelo The Guardian, um dos autores do estudo, o investigador James Bentham, explica que apesar de a genética ter “uma grande influência na altura”, a partir do momento em que se consideram as médias de uma população esse fator perde influência e o contexto socioeconómico ganha relevância: “A maioria das populações iria crescer o mesmo se vivessem nas mesmas condições”, acrescentou Bentham.

De acordo com outro dos investigadores, Elio Riboli, “a boa notícia é que ser mais alto está associado com uma esperança média de vida maior”. É que nas pessoas mais altas o risco de morrer devido a doenças cardiovasculares é muito mais reduzido, explica o investigador.

Os dados foram obtidos através de uma parceria mundial de cerca de 800 cientistas da área da saúde, que utilizaram perto de 1.500 fontes de informação — militares, governamentais e científicas.

Veja na tabela em baixo os valores de todos os países, em 1914 e em 2014.

Qual o impacto do Brexit na vida dos emigrantes? Sessão esclarece

Guilherme Rosa, eleito local da área de Stockwell, no sul da cidade, considera que o evento é importante porque há uma procura de informação “enorme e intensa” e considera necessário combater “mitos sobre o cartão de residência” e a ansiedade existente.

O governo português aconselhou os portugueses residentes no Reino Unido a acautelar a sua situação requisitando o cartão de residência, que pode ser temporário ou permanente, dependendo do número de anos no país.

Estima-se que vivam no Reino Unido cerca de meio milhão de portugueses.

“É importante passar a mensagem de que nos próximos dois anos pouco mudará em termos de leis, daí ser preponderante espalhar desde já a mensagem. Como o ‘Brexit’ é um fenómeno que poucos previam e ainda menos planearam, é importante discutir e abordar as possibilidades que o governo britânico dispõe”, vincou.

Presentes estarão, além de representantes das autoridades britânicas, o deputado do PS eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco, uma advogada e uma contabilista.

“Estamos a pensar em fazer um evento similar e mais completo depois das férias de verão, esse sim será um debate mais aprofundado”, adiantou.

A sessão, gratuita, terá lugar no Lansdowne Youth Community Centre, no número 280 de South Lambeth Road, entre as 14:30 e as 17:00 horas.

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido deve sair da UE, depois de o Brexit (nome como ficou conhecida a saída britânica da União Europeia) ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de 23 de junho.

Portugueses voltam a comprar casas de luxo

s portugueses voltaram a comprar casas de luxo depois dos anos mais contidos da crise: nos primeiros três meses de 2016, a Sotheby’s International Realty (SIR) vendeu cerca de 100 casas, com um valor médio de venda na ordem dos 800 mil euros. 45% destes imóveis foram vendidos a nacionais e os restantes a estrangeiros de diversos países. O percentual atribuído a clientes portugueses duplicou quando comparado com o ano de 2012.

“O clima de confiança está a contribuir para este retorno dos clientes nacionais. Se recuarmos aos anos mais problemáticos que o mercado imobiliário enfrentou recentemente, eles não representavam mais do que 20 a 25% da nossa faturação”, diz Gustavo Soares, CEO da Sotheby’s em Portugal, empresa imobiliária especializada no segmento de luxo.

Com quatro escritórios em Lisboa, dois no Algarve e um no Porto, é este último que ‘tem a base mais significativa de clientes nacionais’.

Com um volume de transações nestes primeiros três meses na ordem dos €80 milhões (mais 32% que no período homólogo de 2015), a Sotheby’s portuguesa está a dar cartas a nível internacional dentro do grupo que está representado em 61 países (e em 800 agências).

Em 2015, a Sotheby’s portuguesa entrou mesmo para o top 3 desta multinacional — braço imobiliário da famosa leiloeira inglesa Sotheby’s —, depois dos Estados Unidos e do Canadá.

“No ano passado vendemos cerca de 300 imóveis, num volume de transações superior a €260 milhões. Foi um crescimento de 81% em relação a 2014”, especifica Gustavo Soares. Resultados que justificaram a visita recente de Michael Valdés, vice-presidente do grupo, na segunda convenção anual da Sotheby’s que se realizou há pouco mais de uma semana em Lisboa.

Lembrando que Portugal além de ser o terceiro melhor da marca a nível mundial, é também o primeiro a nível europeu (onde concorre com países fortes no turismo residencial como Espanha e Itália), Michael Valdés destacou o modelo de negócios da filial portuguesa como um dos principais motores de crescimento. “A SIR portuguesa gere as suas operações de uma forma incrivelmente disciplinada, da mesma forma como um banco de investimento em que cada pessoa é responsável pelo seu sucesso e consequentemente pelo sucesso de toda a organização”.

A filial portuguesa tem atualmente 3000 imóveis na base de dados, num universo de 35 mil que o grupo possui em carteira em todo o mundo. E com valores de venda por casa superiores à média global do grupo: 800 mil versus 720 mil euros.

Os estrangeiros representam 55% da faturação da Sotheby’s Portugal. “Os franceses têm neste momento um grande impacto na nossa faturação e os ingleses continuam a contar muito para as nossas agências no Algarve (Vilamoura e Carvoeiro). Os brasileiros surgem em terceiro lugar neste grupo dos estrangeiros”, aponta o CEO da Sotheby’s em Portugal.

Escritórios de luxo

Com o regresso dos nacionais e o interesse dos estrangeiros a consolidar-se, a empresa prepara-se para multiplicar o número das suas filiais. A convenção serviu também como mote de lançamento para a segunda fase de expansão da marca que será implementada durante os próximos dois anos com a abertura de cinco novos escritórios em território nacional. “Até ao final do ano vamos abrir na Madeira.

Depois queremos uma segunda loja no Porto, uma em Sintra e dois no Algarve.” Os novos escritórios vão seguir a mesma lógica arquitetónica dos anteriores: projetos de raiz ou reabilitações assinadas por arquitetos conceituados (onde se conta, por exemplo, Eduardo Souto Moura ou Graça Correia /Ragazzi) que criem espaços nivelados com o poder de compra dos clientes da Sotheby’s.

Portugueses consomem alimentos com menos Ácidos Gordos Trans, mas com sal e gordura a mais

A conclusão consta dos resultados preliminares de uma avaliação de ácidos gordos trans, gordura saturada e sal em alimentos processados, realizada por investigadores do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

O PtranSALT visou identificar as principais fontes alimentares de ácidos gordos trans, gordura saturada e sal, tendo analisado 360 amostras adquiridas em grandes superfícies e restaurantes “fast-food” da região da grande Lisboa, entre 2012 e 2015.

Na apresentação dos resultados preliminares do relatório, a bolseira de investigação do INSA Tânia Albuquerque, que participou neste projeto, revelou que se verificou, nos alimentos analisados, “uma redução efetiva dos teores de AGT”.

Esta descida foi especialmente acentuada em alimentos como línguas de veado (biscoitos), cream crackers, croissants, donuts, bolas de Berlim sem creme ou bolachas maria.

A diminuição destes AGT, que são prejudiciais para a saúde, também foi significativa nas batatas fritas de pacote, nas batatas fritas servidas em lojas de fast food e nas batatas fritas congeladas.

Nos croquetes, rissóis de camarão e chamuças também desceu a presença de AGT.

A propósito destes indicadores, a nutricionista Helena Cid, da multinacional Unilever, que entre outros produtos comercializa margarinas e cremes de barrar, sublinhou que esta diminuição da presença de AGT nos alimentos se deveu ao esforço da indústria que esteve atenta aos malefícios dos mesmos na saúde dos consumidores.

Helena Cid lamentou, contudo, que a legislação em vigor (Regulamento nº 1169/2011, da EU, do Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de Outubro de 2011) não permita que seja possível o rótulo dos alimentos conterem informação relativa à presença de AGT.

No final da apresentação, Tânia Albuquerque sublinhou a importância desta diminuição, tendo em conta que o consumo de AGT está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e até cancro.

Ressalvando que estes são ainda resultados preliminares, a bolseira defendeu a continuidade da investigação, de modo a que os resultados da mesma possam ser fundamentados com dados de consumo.

Ao nível do sal, os resultados obtidos indicam que alguns alimentos ainda apresentam teores consideravelmente elevados.

Também algumas das amostras analisadas apresentam teores de gordura saturada elevados.

Tânia Albuquerque deu o exemplo de um croissant tipo francês, com manteiga, queijo e fiambre, o qual ultrapassa a dose de referência diária de sal recomendada.

Ao nível da gordura, este alimento apresenta mais de metade da dose de referência diária.

Ao nível dos bolos avaliados, a investigadora referiu o pastel de nata, o queque e a bola de Berlim, sendo o primeiro preferível em relação aos restantes, pois é o que tem menos gordura e o segundo com menos sal, enquanto a bola de Berlim é a que tem mais gordura e sal.

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