Inicio Tags Preços

Tag: preços

Combustíveis trazem boas e más notícias na próxima semana

Aumento para uns, queda para outros. Assim vai ser a próxima semana dos condutores portugueses, confrontados com boas ou más notícias dependendo do combustível que usarem no carro.

Para quem tem carro a gasóleo, as notícias não são boas: nos mercados, o combustível mais utilizado em Portugal aumentou de preço face à semana passada e por isso espera-se um novo agravamento do preço final em relação à semana passada. Ainda assim, a boa notícia é que a revisão não será tão pesada, devendo cifrar-se em cerca de meio cêntimo a mais do que o preço médio praticado hoje em Portugal.

Na gasolina, as notícias são melhores, com uma queda dos preços nos mercados a fazer prever uma semana de ligeiro alívio nos postos de abastecimento. O corte poderá chegar ao meio cêntimo por litro, mas em algumas bombas de gasolina poderá não haver qualquer variação de preços.

A tendência não é ainda significativa o suficiente para ter certezas, por isso até ao final da sessão de hoje esperam-se novidades que afetarão o bolso dos condutores portugueses.

Lisboa-Porto de Alfa vai passar a custar 11€

Lembra-se dos 30,30€ que pagava por uma viagem de comboio entre Lisboa e o Porto? A partir do final deste mês, esse valor vai dar-lhe para quase três bilhetes. Pois é, a CP vai descer os preços — e muito. Segundo notícia avançada esta quarta-feira, 16 de março, pelo “Observador“, a empresa vai reduzir os preços em cerca de 65% nas viagens de longo curso em Alfa Pendular e 62% em Intercidades.

Vai ficar mesmo mais barato andar de comboio. Até agora, os bilhetes entre Lisboa e o Porto custavam 30,30€ em Alfa Pendular (segunda classe) e a 24,30€ em Intercidades (segunda classe). No final de março, os valores passam a ser 11€ e 9,5€, respetivamente. Mas atenção: para usufruir destes preços, tem de adquirir os bilhetes com pelo menos oito dias de antecedência.

A descida de preços é válida para qualquer viagem de longo curso. Os principais beneficiados, porém, serão os passageiros que habitualmente viajam entre Lisboa e o Porto — dos 11 mil lugares com desconto disponíveis, 6.700 dizem respeito a trajetos entre as duas cidades.

A iniciativa da CP vem no seguimento da competição cada vez mais feroz das companhias aéreas. No início de janeiro, a TAP anunciou que, em março, iria descer os preços para os voos entre Lisboa e o Porto. O objetivo era concorrer abertamente com a CP, e praticar os mesmos preços que a empresa de transporte ferroviário. A low cost Ryanair também já tinha aberto guerra à CP, com várias campanhas onde desceu drasticamente os preços para este trajeto. No início de 2015, houve promoções que chegaram a atingir os 3€ por bilhete de avião.

Sete postos já vendem gasóleo abaixo de 90 cêntimos

O barril do brent – negociado em Londres e que serve de referência para as importações nacionais – está hoje a negociar na casa dos 33 dólares.

De acordo com os dados atualizados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), há neste momento 16 postos de abastecimento com gasóleo abaixo de um euro, de norte a sul do país. Consulte aqui a lista.

Mas para quem abastece com gasóleo simples, não aditivado, encontra valores ainda mais baixos: há sete postos a comercializar um litro de gasóleo simples por um preço inferior a 90 cêntimos.

O ranking das bombas low cost com os preços mais baixos do mercado é dominado, quase na totalidade, por áreas comerciais da marca Pingo Doce. Castelo Branco, Rio Maior, Oliveira do Bairro, Sesimbra, Cartaxo e Amarante são os municípios com os preços mais baixos. O gasóleo simples também custa 0,874 euros por litro na zona comercial do E.Leclerc de Santarém.

Segundo a plataforma do Preço dos Combustíveis Online, o Intermarché de Arruda dos Vinhos tem o litro da gasolina 95 mais barata: 1,198 euros por litro.

A DGEG mostra que o custo médio de venda ao público do gasóleo fixou-se, a 4 de janeiro, em 1,089 euros, enquanto o gasóleo simples custa 1,034 euros. A gasolina 95 atingiu o custo médio de 1,287 euros.

Os impostos têm um peso de 57,5% na estrutura de preços do gasóleo simples. O custo do combustível não vai além de 0,439 euros, enquanto o imposto sobre os produtos petrolíferos representa 0,402 euros e o IVA tem um custo de 0,193 euros.

Inflação na zona euro continua sem descolar

Banco Central Europeu

De acordo com a primeira leitura da inflação para o bloco dos 19, em dezembro os preços ao consumidor aumentaram 0,2% em relação ao mesmo período de 2014, um valor abaixo dos 0,3% previstos pelos analistas e semelhante ao valor final de novembro.

Os dados do Eurostat, divulgados esta terça-feira, mostram um abrandamento no contributo positivo trazido pela componente alimentação, álcool e tabaco (cujo crescimento de preços se vem atenuando desde novembro).

A queda dos preços da energia (arrastados pela desvalorização do preço do petróleo) é agora menos evidente que nos últimos meses, tendo recuado 5,9% em relação ao período homólogo, na que será a menor queda desde julho do ano passado.

O contributo do setor serviços é menos positivo do que no mês passado (crescimento de 1,1% em dezembro face aos 1,2% de novembro), enquanto os preços dos bens industriais não energéticos terão mantido o crescimento de 0,5%.

O Banco Central Europeu tem mandato para levar os valores da inflação para próximo mas abaixo dos 2%. Contudo, na última reunião do conselho de governadores do BCE, no início de dezembro, Mario Draghi reviu em baixa as perspetivas da autoridade monetária para a evolução dos preços na zona euro, mas uma melhoria ligeira das previsões para o crescimento a economia.

O objetivo de aproximar os preços do crescimento anual de 2% ficou assim mais longe do que as previsões três meses antes: mantiveram-se os 0,1% de evolução em 2015, mas em relação a 2016 e 2017 recuaram um ponto percentual, para 1% e 1,6%, respetivamente.

No final do ano passado a maioria dos economistas sondados pelo “Financial Times” duvidava que o Banco Central Europeu (BCE) aumentasse o programa de estímulos já anunciado de 1,46 biliões de euros, em 2016, apesar das garantias do presidente da instituição, Mário Draghi, de que esta possibilidade está em cima da mesa.

Os dados definitivos para a inflação da zona euro serão conhecidos a 19 de janeiro, podendo o Eurostat confirmar ou não os valores agora avançados.

Alimentos. Produtores ameaçam cortes para travar queda dos preços

“Veja-se o exemplo do leite e, agora, da carne de porco – os produtores não conseguem vender sem ser abaixo do preço de custo. Todos os dias encerram explorações em Portugal”, refere João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP). “Os preços estão de tal maneira baixos que os produtores não aguentam. Preços baixos que nem sempre chegam à mesa do consumidor porque a margem é absorvida pela grande distribuição. Os governos e a própria União Europeia deviam criar regras para controlar essas margens e manter preços justos ao produtor.”

João Machado esteve recentemente em Belfast, numa reunião de produtores europeus, norte–americanos, mexicanos e canadianos para discutir o futuro do setor. “Pedem-nos para aumentar a produção em pelo menos 50% porque vai haver mais dois mil milhões de pessoas à face da Terra em 2050. Mas a produção tem aumentado e os preços baixam sistematicamente. Estamos a ponderar se não será preferível limitar intencionalmente a produção para subir os preços – é melhor do que termos escassez definitiva porque os produtores faliram”, adiantou.

Nos anos da crise, entre 2008 e 2011, muitos especuladores e investidores voltaram-se para as bolsas de mercadorias e ajudaram a inflacionar os preços, desde o arroz ao café, passando pelos metais, como o aço ou o ouro. Mas a melhoria da economia mundial, a queda do preço do petróleo e a valorização do dólar afastaram os especuladores dos mercados e provocaram um trambolhão nos preços. O índice da Thomson Reuters CRB Commody, composto por 19 mercadorias, caiu 24% só em 2015, tendo chegado a atingir, em meados de dezembro, mínimos desde 2002.

Em Portugal, por exemplo, cerca de 8400 explorações de carne de porco portuguesas estarão em risco de encerrar nos próximos dois meses, eliminando 200 mil postos de trabalho, avisam os produtores. O país é deficitário na produção da carne de porco, suprindo apenas cerca de 55% do consumo, mas há dificuldades no escoamento do produto e o preço oferecido pelos hipermercados é de apenas 1 euro quando o custo de produção ascende a 1,5 euros. “Estamos sujeitos ao terrorismo comercial por parte da grande distribuição”, denunciou João Correia, um dos produtores. “A mais pequena cadeia de distribuição portuguesa consegue subjugar o maior agricultor norte-americano”, lamentou João Machado.

E as perspetivas da FAO para este ano não são otimistas para os produtores. “A atual análise não sugere uma inversão da tendência de descida dos preços”, refere. “A valorização do dólar não dá sinais de abrandar. As perspetivas para os preços da energia permanecem em baixo e, com a incerteza económica em grandes países importadores, como a China, há poucos sinais de aumento na procura”, prevê a FAO, ressalvando que “os preços dos alimentos continuam suscetíveis a grandes oscilações dado que fenómenos meteorológicos podem facilmente transformar a abundância em escassez”.

Preços dos transportes de Lisboa e Porto não vão subir

As reduções que o preço do petróleo tem vindo a registar, e que tudo indica deverão continuar ao longo de 2016, mas também os fortes aumentos nos tarifários decididos nos primeiros anos da troika em Portugal estão entre os principais fatores a justificar a decisão.

Segundo fonte oficial do gabinete de João Matos Fernandes, ministro do Ambiente que ficou com a tutela dos transportes públicos, “não se justifica que haja aumentos dos preços”, em função da baixa dos preços dos combustíveis.

A inflexão registada na evolução do preço do petróleo a partir de meados de 2014 vai trazer algum alívio para os utentes dos transportes de Lisboa e Porto em 2016.

O barril de petróleo, que durante quase três anos se manteve acima ou próximo dos cem dólares, entrou num ciclo de descidas graduais mas constantes desde julho de 2014, ciclo esse que puxou o preço da casa dos 100 dólares por barril até aos menos de 40 dólares atuais. Esta é uma tendência que segundo a maioria dos analistas deverá continuar no próximo, antecipando-se até a queda do barril para menos de 30 dólares.

Esta inflexão da tendência do petróleo permitiu também congelar os tarifários em 2015, ainda que contra a vontade inicial do anterior governo. No ano passado, os tarifários tinham sido atualizados 1%, em média, valor quase idêntico ao registado em 2013. Estes aumentos moderados, contudo, surgiram em cima de um forte e repentino ciclo de encarecimento dos transportes públicos levado a cabo pelo primeiro executivo PSD-CDS.

Transportes 26% mais caros

No início de 2011, ainda antes de ser chamada a troika, os tarifários dos transportes públicos foram aumentados em média 4,5%. Depois, com a mudança de governo e a entrada dos credores, o novo executivo avançou em agosto do mesmo ano com nova revisão, elevando as tarifas em média 15%. Em fevereiro de 2012, veio nova alteração, com aumentos médios de 5%.

O impacto desta sequência de revisões em alta no custo dos transportes fica evidente se virmos os dados da inflação deste segmento: segundo o INE, e desde o início de 2011 até novembro último, recorrer ao transporte ferroviário de passageiros ficou 27% mais caro e no transporte rodoviário de passageiros as subidas atingiram os 16,7%. Já os títulos combinados de passageiros viram o preço subir 29%, com o salto nos transportes de passageiros por mar e vias interiores navegáveis a atingir os 29%.

Estes saltos expressivos nos preços tiveram igualmente reflexo nos dados operacionais das empresas, que perderam dezenas de milhões de passageiros: só em 2012, o Metropolitano de Lisboa contou menos 25 milhões de viagens, metade das perdidas pela Carris, que no mesmo ano teve menos 50 milhões de passageiros. Já a STCP contabilizou a perda de 10% dos passageiros mensais logo após a atualização tarifária feita em fevereiro de 2012.

Tarifários

Com a decisão de congelar os preços nos transportes urbanos de Lisboa e Porto, o bilhete individual continuará a custar 1,40 euros no caso do metro de Lisboa ou 1,80 euros na Carris – 2,85 euros nos elétricos, verificando-se o mesmo a norte: uma viagem individual na STCP ficará a 1,85 euros e cada viagem com o Andante Azul continuará a custar 1,20 euros, no caso de uma única zona.

A mesma situação irá ocorrer com os preços dos passes mensais, os mais procurados. Em Lisboa, o Navegante Urbano continuará nos 35,65 euros, com o título mensal geograficamente mais abrangente, o Navegante Rede, a permanecer nos 42 euros. No Porto, os títulos de assinatura mensal continuarão igualmente entre os 30,10 euros (Z2) e os 119 euros (Z12).

EMPRESAS