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Sociedade Portuguesa de Oftalmologia tem novo presidente

Para além de Fernando Falcão Reis, na condição de presidente, a direção é composta, na comissão central por Rufino Martins Silva, Nuno Miguel Patrício Campos, Sandra Maria Soares Barrão Pinto, Maria Angelina Costa Meireles Silva e João Paulo Castro e Sousa (consultar lista completa em anexo).

O novo presidente é doutorado em medicina, com agregação em oftalmologia, pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Ao longo da sua atividade tem desempenhado vários cargos, para além dos atuais em cima enumerados, realçando-se os de consultor de oftalmologia da carreira médica hospitalar, regente da disciplina de oftalmologia do mestrado integrado de medicina e diretor do Serviço de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do Porto.

Segundo Fernando Falcão Reis, “os objetivos a curto prazo da nova direção passam por manter a SPO a funcionar com o mesmo dinamismo e eficiência que caraterizaram a atuação da direção anterior, liderada por Manuel Monteiro Grillo, mas tudo isto com uma equipa nova, e por consequência, com novas ideias.”

“Neste momento já estamos a organizar as próximas reuniões científicas promovidas pela SPO. Podemos já anunciar a reunião do Grupo Português de Glaucoma que vai ter lugar em Braga, nos próximos dias 15 e 16 de março. A longo prazo, a direção tem vários objetivos, entre eles a atualização dos estatutos da sociedade que datam de 1939, objetivo que  assume primordial importância,” acrescenta o novo presidente da SPO.   

E conclui: “A SPO é uma sociedade madura, com crédito científico firmado, aceite e respeitada nos organismos internacionais. Tem sido governada por comissões de colegas de grande prestígio entre  os pares e, ao longo das últimas décadas, é de inteira justiça considerar que foi bem governada. Pretendemos continuar a procurar ser agentes catalisadores das mudanças que os sócios sentem ser necessárias, principalmente dar resposta aos anseios dos mais novos e às preocupações dos mais velhos, de forma a defender e a valorizar a SPO e a profissão.”

38 anos depois, Angola tem novo Presidente

“Neste novo ciclo político que hoje se inicia, legitimado nas urnas, a Constituição será a nossa bússola de orientação e as leis o nosso critério de decisão”, apontou João Lourenço, durante a cerimónia de investidura, que decorreu hoje em Luanda, falando pela primeira vez como novo Presidente de Angola.

“Uma vez investido no meu cargo, serei o Presidente de todos os angolanos e irei trabalhar na melhoria das condições de vida e bem-estar de todo o nosso povo”, afirmou o chefe de Estado, que na mesma cerimónia recebeu simbolicamente o poder das mãos de José Eduardo dos Santos, que estava no cargo há 38 anos.

“Cumpriu a sua missão com um brio invulgar”, reconheceu João Lourenço, referindo-se ao Presidente cessante.

Numa intervenção de quase uma hora, perante milhares de pessoas, duas dezenas de chefes de Estado e do Governo e centenas de convidados nacionais e internacionais, João Lourenço enfatizou a melhoria das condições de vida dos angolanos será prioritária.

“Para corresponder à grande expectativa criada em torno da minha eleição e a confiança renovada no MPLA, governarei usando todos os poderes que a Constituição e a força dos votos dos cidadãos expressos nas urnas me conferem”, disse ainda.

Recordando que a “construção da democracia deve fazer-se todos os dias”, apontou que essa missão “não compete apenas aos órgãos do poder do Estado”, sendo antes “um projeto de toda a sociedade, um projeto de todos nós”.

“Vamos por isso construir alianças e trabalhar em conjunto para podermos ultrapassar eventuais contradições e engrandecer, assim, o nosso país”, exortou.

Numa aparente crítica aos partidos da oposição, que questionam os resultados oficiais das eleições gerais de 23 de agosto, João Lourenço afirmou, perante os aplausos do público.

“O interesse nacional tem de estar acima dos interesses particulares ou de grupo, para que prevaleça a defesa do bem comum”.

João Lourenço, general na reserva, de 63 anos, foi hoje investido, pelas 12:15, no cargo de Presidente da República de Angola, o terceiro que o país conhece desde a independência, em novembro de 1975.

O ato, presenciado por convidados nacionais e internacionais e milhares de populares, decorreu no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, no mesmo local e dia (26 de setembro) em que José Eduardo dos Santos foi investido pela última vez como chefe de Estado Angolano, após as eleições de 2012.

A cerimónia iniciou-se pelas 12:00, orientada pelo juiz conselheiro presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, que proclamou a eleição de João Lourenço e de Bornito de Sousa para os cargos, respetivamente, de Presidente e vice-Presidente angolanos.

Pelas 12:10, João Lourenço prestou juramento à nação, com a mão direita sobre a Constituição da República de Angola, assinando o termo de posse, cinco minutos depois.

Já investido nas funções de novo presidente da República, João Lourenço deslocou-se ao local onde se encontrava o Presidente cessante, José Eduardo dos Santos, para este lhe colocar o colar presidencial e lhe ceder o lugar, o que aconteceu pouco depois.

O ato marcou a saída do poder de José Eduardo dos Santos, que liderava o país desde 1979 – o segundo Presidente há mais tempo no poder em todo o mundo – e que não se recandidatou ao cargo nas eleições de 23 de agosto último.

A cerimónia terminou com o desfile dos três ramos das Forças Armadas Angolanas, seguindo-se a execução do hino nacional e disparos de 21 salvas de canhão.

Marcelo começa a formar equipa e limita exposição pública

Marcelo Rebelo de Sousa

Após uma semana intensa de contactos políticos, o futuro Presidente da República vai esta semana começar a formar a equipa e a receber pessoas no seu novo gabinete no Palácio de Queluz.

A decisão sobre quem vai para Belém é unipessoal, mas não será de estranhar que a sua Casa Civil emane das pessoas que o rodearam nesta fase. Para chefe da casa civil um dos nomes mais fortes é a do administrador da Fundação Champalimaud, João Silveira Botelho.

Entretanto, há nomes que vão sendo descartados. O publicitário Rodrigo Moita de Deus (que esteve no apoio à campanha de Marcelo) disse ontem ao DN que não está disponível para abraçar o “serviço público”, pois pretende manter-se na vida profissional. Também o mandatário nacional de Marcelo, Fernando Fonseca Santos, mostrou-se ontem indisponível para seguir com o presidente eleito para Belém. Ao DN, disse que “essa questão nem sequer se põe”, explicando que “fui colega dele, ele pediu-me para assumir funções durante a campanha, aceitei com todo o gosto e honra”.

O advogado e antigo presidente do Conselho Fiscal do Benfica diz que tem “uma vida profissional estabelecida há mais de 40 anos, que nunca passou, nem vai passar pela política”.

Também o diretor de campanha Pedro Duarte deve ficar pela Microsoft Portugal, onde é diretor. Além disso, o antigo líder da JSD é sempre um dos nomes apontados como potencial futuro líder do partido. Também o amigo e antigo eurodeputado Mário David, apurou o DN, não estará disponível para integrar a Casa Civil.

Apesar das negas antecipadas, Marcelo não terá dificuldade em encontrar uma equipa para o acompanhar em Belém. As rondas de contactos começam esta semana.

Quanto à chefia da Casa Militar, nos meios militares já se falam em quatro nomes. Da parte da Marinha, do vice-almirante Silva Ribeiro e da Força Aérea do tenente-general João Cordeiro. Porém, dificilmente o exército abdicará do cargo. E aí há dois nomes em vista: o tenente-general José Calçada e – o nome mais provável para o cargo – o major-general Fernando Serafino.

Os únicos contactos políticos previstos para esta semana é mesmo o encontro com a líder do Partido Ecologista “Os Verdes”, Heloísa Apolónia, e com o porta-voz e deputado do PAN, André Silva.

Entretanto Marcelo vai continuar – disse fonte da sua equipa ao DN – com “a atividade académica e na fundação” e que “em princípio não dará mais nenhuma entrevista até à tomada de posse a 9 de março”.

Esta semana o professor volta a marcar presença em provas de doutoramento, o que fará até poucos dias da tomada de posse. A defesa da tese de doutoramento do dirigente do CDS Diogo Feio, será cinco dias antes: a 4 de março, na Universidade do Porto. Tirando isso, Marcelo segue com prudência para não haver deslizes até ao dia da tomada de posse, daí que tenha limitado a exposição pública.

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