Inicio Tags Primeiro-ministro

Tag: primeiro-ministro

Nelson Évora felicitado pelo título europeu de triplo salto

©EPA

“Parabéns Nelson Évora! Os campeões afirmam-se nas dificuldades. Grande salto, em Berlim. Mais uma vez, o Ouro tem as cores nacionais. Parabéns pelo esforço e pela conquista. Uma palavra de saudação extensível a todos os atletas e equipas técnicas nacionais que, marcando presença nesta prova, honram o nome de Portugal”, escreveu António Costa dirigindo-se ao novo campeão europeu do triplo salto.

Nelson Évora sagrou-se hoje pela primeira vez campeão europeu do triplo salto, conquistando o ouro nos campeonatos disputados em Berlim, com a marca de 17,10 metros na final.

O atleta do Sporting, campeão mundial em 2007 e campeão olímpico em 2008, conseguiu hoje, aos 34 anos, o único grande título que lhe faltava ao ar livre, com a sua melhor marca da temporada, alcançada ao quinto ensaio.

Nelson Évora sobe ao lugar mais alto pódio, ladeado por Alexis Copello, do Azerbaijão, que conquistou medalha de prata (16,93), e pelo grego Dimitrios Tsiámis, que arrecadou o bronze (16,78).

António Costa saudou ainda o quarteto português que disputou a final de 4×100 metros, nos campeonatos de Berlim, tendo a equipa nacional de estafeta terminado a prova no sétimo lugar, mas melhorando o tempo face ao resultado da meia-final.

“Uma palavra de saudação para os finalistas José Pedro Lopes, Diogo Antunes, Frederico Curvelo e Carlos Nascimento. Portugal qualificou-se este domingo para a final dos 4×100 metros dos Campeonatos Europeus de atletismo, em Berlim. Parabéns!”, escreveu Costa.

Apesar de uma pequena hesitação nas duas últimas transmissões, o ‘quarteto’ luso terminou em sétimo lugar, com 39,07 segundos, uma melhoria de dois centésimos em relação ao que tinha feito na meia-final

A vitória e medalha de ouro pertenceu à Grã-Bretanha, com a marca de 37,80 segundos, batendo a Turquia (37,98) e a Holanda (38,03).

LUSA

Primeiro-ministro lança hoje concursos para reabilitação do IP3

© Tony Dias-Global Imagens

evento realiza-se às 10h20, junto ao nó de Raiva, Penacova, no IP3, anunciou a Infraestruturas de Portugal.

A cerimónia prevê o lançamento dos concursos de empreitada para a reabilitação do IP3 entre o nó de Penacova e a Ponte do Rio Dão, e para o Projeto de Execução para Duplicação do IP3 entre Coimbra e Viseu.

Em 4 de maio, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, explicou que a requalificação do IP3 entre Viseu e Coimbra deveria durar três a quatro anos.

Após a intervenção, o tempo de viagem deverá ser reduzido em um terço.

A primeira intervenção, que já conta com projeto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3, na zona da Livraria do Mondego, disse também na altura Pedro Marques, que falava aos jornalistas após uma apresentação à porta fechada do projeto aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Viseu, Dão e Lafões.

O ministro sublinhou que 85% do traçado vai ficar com perfil de autoestrada – com duas faixas em cada sentido -, quando hoje o IP3 apenas tem um quinto da via com esse perfil.

Mesmo assim, nos 15% onde não haverá um perfil de autoestrada, haverá, “em quase a totalidade”, duas faixas num sentido e uma no sentido contrário.

No total, só “3% do troço poderá ter de permanecer apenas com uma faixa para cada lado”, nomeadamente nas pontes, onde ainda vai ser avaliado se há condições “para algum tipo de alargamento”, explicou o ministro.

Pedro Marques sublinhou que a alternativa à requalificação do IP3 passaria pela “construção de autoestradas com portagens, que onerariam as famílias e as empresas”.

Questionado sobre a possibilidade de, no futuro, o IP3 ser transformado numa autoestrada, como aconteceu no IP5, o ministro assegurou que o Governo “está a fazer esta obra assim para não transformar o IP3 numa autoestrada com portagens”.

LUSA

Descentralização com “rumo”

Diversas personalidades nacionais de diferentes quadrantes políticos e académicos participaram numa discussão alargada sobre Descentralização, no passado mês de março na UTAD. No final do dia, a Associação Portuguesa de Geógrafos, a Associação de Estudos de Direito Regional e Local e a UTAD, que promoveram o encontro, eram unânimes na avaliação dos trabalhos do dia: “havendo bom-senso, diálogo e debate  cria-se o consenso”.

Desde a abertura pelo Primeiro-Ministro, António Costa, que afirmou que a Descentralização é “pedra angular do Governo” e das palestras de Luis Braga da Cruz e Miguel Cadilhe, e dos debates, através de dois painéis, “ficou bem clara a importância não só da criação de regiões administrativas, mas também a vantagem de haver um processo de reforma administrativa que seja verdadeiramente estrutural, necessariamente gradual, centrado na melhoria da qualidade de vida dos portugueses e capaz de promover o desenvolvimento de todo o país”.

O Ministro da Administração Interna, que encerrou este encontro, reiterou o “lado positivo” do debate e o facto de a descentralização ser “consensual e possível” e com “bom senso e consenso identificar o caminho”.

A organização ficou “satisfeita” com a forma “serena e construtiva” como todos se posicionaram, com a qualidade dos debates e com a aproximação de posições que foi possível, assumindo a responsabilidade de construção de um texto final do “Consenso de Vila Real sobre Descentralização”, o qual resultará do conjunto de contributos que enriquecerão uma primeira redação:

“É desta vez que vamos considerar políticas diferentes para territórios diferentes?

É desta  que teremos freguesias e municípios mais fortes, mas também mais cooperantes?

É desta  que conseguiremos mais descentralização, mais desconcentração e mais subsidariedade?

É desta vez que seremos capazes de respeitar a Constituição, traçando um rumo que permita a existência dum nível intermédio democraticamente legitimado para a coordenação e promoção da diferenciação das políticas?

Sim, pensamos que sim. Haja bom-senso!”

FONTE: UTADNEWS

Governo anuncia dois milhões de euros de apoios às empresas

meta para 2018 é ainda mais ambiciosa, a meta é colocar nas empresas dois mil milhões de euros de apoio para as empresas poderem investir, mas a confiança que temos é a confiança que resulta da experiência que temos acumulado, de verificar a capacidade de iniciativa que as empresas têm tido, da capacidade que têm tido de executar esses fundos comunitários e de, a cada concurso, se verificar sempre um número de candidaturas que excede as tranches colocadas a concurso”, disse António Costa, numa intervenção no almoço-debate da Fundação AEP, no Porto, perante empresários.

António Costa recordou que há dois anos, quando chegou ao Governo, existiam 15 empresas apoiadas e quatro milhões de euros de fundos comunitários mobilizados, tendo traçado como meta colocar nos 100 primeiros dias do executivo 100 milhões de euros de apoio ao investimento, algo que foi conseguido.

O primeiro-ministro salientou ainda que, no ano passado, a meta eram os mil milhões de euros, alcançada em setembro, o que permitiu terminar 2017 com uma execução de 1.250 milhões de euros.

Segundo o primeiro-ministro, isto deve-se à “forte confiança” que os agentes económicos têm vindo a manifestar, ao clima económico positivo e às perspetivas da economia europeia e mundial que são favoráveis ao investimento.

“Tem havido, desde o início do Governo, uma preocupação central que tem a ver com a melhoria de condições de investimento por parte das empresas que se traduziu, desde logo, na capacidade de agilização e mobilização de fundos comunitários”, frisou.

Este “sentimento de segurança”, acrescentou, mede-se por um dado importante, ou seja, o emprego não tem crescido só em números absolutos, mas em qualidade, visto que, 75% dos 242 mil novos postos de trabalho criados não são contratos a termo.

António Costa advertiu, contudo, que a criação de condições para as empresas poderem investir não é suficiente, sublinhando que é necessário que as políticas públicas possam contribuir para que esses investimentos aconteçam, sendo “essencial” a manutenção do quadro macroeconómico, a capacidade de mobilização e gestão dos fundos comunitários, a criação de infraestruturas e o reforço do investimento na rede portuária.

Mas, o “grande investimento duradouro” que o país tem de fazer está relacionado com os recursos humanos, defendeu o primeiro-ministro, reiterando que a competitividade de Portugal vai assentar “cada vez mais” na inovação e no conhecimento.

O programa Capitalizar destina-se a financiar a tesouraria e o investimento de empresas. As empresas podem financiar-se entre 25 mil e dois milhões de euros e com prazos entre três e dez anos. O crédito às empresas através do programa Capitalizar tem a vantagem de permitir aceder a crédito com condições mais vantajosas do que as que a banca concede.

LUSA

Costa diz que há medidas que só a médio e longo prazo terão efeito

“Temos de perceber que há um conjunto de medidas que só a médio e longo prazo produzirão efeito. A reforma da floresta e o cadastro da floresta são medidas que vão levar muitos e muitos anos para ser executadas e produzir efeitos”, afirmou durante uma sessão de perguntas de cidadãos, no âmbito da comemoração dos dois anos do Governo, realizada na Universidade de Aveiro.

Contudo, Costa assumiu que as “ameaças” vão continuar a existir nesta área, porque as alterações climáticas aumentam a gravidade da situação, sublinhando que a cada ano de seca aumenta o risco de o combustível acumulado arder, assim como cada ano em que a floresta está ao abandono significa mais combustível para arder.

O Governo assinalou hoje dois anos em funções com um Conselho de Ministros extraordinário em Aveiro, da parte da manhã, seguido de uma sessão, à tarde, em que os membros do executivo responderam a questões colocadas por cidadãos ao longo de mais de uma hora.

Estas declarações por parte do primeiro-ministro surgiram depois de um dos participantes o ter questionado sobre o facto de Portugal estar ou não preparado para atuar eficazmente numa situação de nova catástrofe, referindo-se aos incêndios.

António Costa referiu que até ao verão todos têm de fazer um “grande trabalho” para diminuir situações e comportamentos de risco, já que ninguém pode mudar o comportamento da natureza.

“Temos de diminuir os riscos para que os fenómenos naturais não tenham consequências que este ano tiveram”, frisou.

Por seu lado, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, recordou que o Governo vai avançar com vários programas de sensibilização e campanhas de informação daquilo que as pessoas podem e devem fazer para estarem mais capacitadas para responder aos incêndios.

“Vamos fazer tudo para que o próximo verão seja mais protegido, não deixando assim tudo para a fase de combate”, reforçou.

Já o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, lembrou que a reforma da floresta não é algo que se faça de um dia para o outro: “A floresta vai sendo moldada para que seja sustentável ambientalmente”, vincou.

Na sexta-feira, o parlamento aprovou, por unanimidade, o pacote de 186 milhões de euros para apoios, combate, prevenção de incêndios e indemnizações pelas mortes e ferimentos graves nos fogos de junho e outubro deste ano.

No último dia da votação artigo a artigo do Orçamento do Estado para 2018 e das propostas de alteração, as bancadas parlamentares aprovaram, por unanimidade, a criação, no próximo ano, de uma dotação centralizada no Ministério das Finanças, no valor global de 186 milhões de euros, dos quais 62 milhões para aplicação em ativos financeiros, destinada ao financiamento de despesas com indemnizações, apoios, prevenção e combate aos incêndios.

O parlamento aprovou ainda mais 36 milhões de euros para combate aos incêndios e quase 20 milhões para defesa da floresta em 2018, no seguimento de uma proposta do PCP de resposta aos fogos deste ano.

O Governo já tinha dito que o total de medidas de resposta, apoio, prevenção e combate aos incêndios em 2018 vai totalizar 650 milhões de euros, dos quais 230 milhões com impacto no défice. Assim, prevê-se agora um défice de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no conjunto do próximo ano (acima do 1% previsto anteriormente).

LUSA

Novo furto de armas não se repetirá

“Já foi removido de Tancos todo o material que estava nos paióis”, material que foi recondicionado “em novas instalações militares que oferecem segurança e asseguram aos portugueses” que não se repetirá uma situação como a que aconteceu em Tancos, garantiu o chefe do Governo.

António Costa falava em Mafra após uma visita à Escola das Armas e antes de visitar o Depósito de Munições da NATO na freguesia de Fernão Ferro, no concelho do Seixal, um dos locais para onde foi transportado material de Tancos.

O presidente da comissão de Defesa Nacional disse, na terça-feira, ter ficado esclarecido com as justificações dadas “com total transparência” pelo chefe do Estado-Maior do Exército, numa audição sobre o furto de material militar em Tancos.

O general Rovisco Duarte foi ouvido, à porta fechada, durante três horas e meia na comissão parlamentar de Defesa Nacional, a requerimento do CDS-PP, que pretendia esclarecimentos sobre a recuperação do material militar roubado na base de Tancos, sobre a desativação daquela base militar e sobre as medidas de segurança adotadas nas unidades do Exército.

O ministro da Defesa Nacional vai ser ouvido na comissão parlamentar na próxima terça-feira, dia 28. A audição de Azeredo Lopes foi requerida pelo PS depois de ter sido divulgada, pela Polícia Judiciária Militar, em 18 de outubro, a recuperação do material de guerra furtado na base de Tancos para “atualizar informação”.

Em junho, o Exército revelou a violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois ‘paiolins’, tendo desaparecido granadas de mão ofensivas e munições de calibre nove milímetros.

Entre o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos estavam “granadas foguete anticarro”, granadas de gás lacrimogéneo e explosivos, segundo a informação divulgada pelo Exército.

LUSA

Ambiente: Governo lança compra de 500 “autocarros limpos”

Mais de 500 autocarros que usam energia limpa vão substituir outros tantos com motores de combustão poluentes nos transportes públicos urbanos, projetos que vão custar 145 milhões de euros, segundo o Ministério do Ambiente.

As entidades que adiram aos “autocarros limpos” terão 46,2 milhões de euros através do Fundo de Coesão.

No total, serão comprados 510 autocarros, 438 a gás natural e 72 elétricos, e instalados 31 pontos de carregamento elétrico e quatro postos de gás natural.

Com os novos veículos a trabalhar, estima-se que serão poupados 8,6 milhões de litros de gasóleo anualmente.

Costa defende alternativas à austeridade

Defender os interesses de Portugal, no contexto dos países periféricos e mediterrânicos da União Europeia, é o objectivo central da presença do primeiro-ministro, António Costa, na Cimeira dos Países do Sul da União Europeia (UE), que se realiza pela primeira vez esta sexta-feira, em Atenas, na Grécia. A reunião surge como preparatória da Cimeira da UE, marcada para o dia 16 de Setembro em Bratislava, e vai debater as consequências do “Brexit”, os refugiados e o terrorismo.

No caso português, essa agenda de defesa dos interesses dos países do Sul concretiza-se como prioritária na busca de alternativas às políticas de austeridade que incrementem o investimento e o crescimento económico. Aliás, esta preocupação deverá estar presente na agenda de António Costa, no domingo, ao fim da tarde, quando, em Berlim, jantar com a chanceler alemã, Angela Merkel.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, explicou ao PÚBLICO que a defesa do “crescimento e investimento na Europa” e a ideia de que “a consolidação orçamental não vale só por si”, serão temas do segundo ponto do documento final a aprovar na Cimeira de Atenas, onde também deverá ficar decidido “tornar regular estas reuniões de países europeus do Mediterrâneo”. Santos Silva admitiu mesmo que “este possa ser um dos pontos com declarações mais fortes”, defendendo “novas formas de estímulo europeu ao investimento que aprofundem o plano Juncker”. Também a “insistência em programas de promoção de emprego com tratamento orçamental próprio” deverá estar presente na declaração final.

O primeiro ponto da declaração será sobre “segurança e combate ao terrorismo e à radicalização”, explicou o ministro. Neste domínio, “os sete deverão corroborar o consenso na necessidade de uma guarda europeia costeira e marítima”, acrescentou Santos Silva, defendido: “Espero que haja um sublinhado da necessidade da Europa reformar a sua capacidade de defesa e segurança. Bem como a convicção da indispensabilidade da cooperação na luta contra o terrorismo através da coordenação e troca de informações policiais”. Ainda no domínio da Segurança, Santos Silva espera a “reafirmação do apoio à integração europeia dos Balcãs e da Turquia”.

O terceiro ponto da declaração vai “autonomizar a questão da juventude como específica”, adiantou o ministro, precisando que deverá ser defendida a “promoção da mobilidade, educação e empregabilidade dos jovens”.

Já o quarto e último ponto do documento final de Atenas, deverá defender “uma gestão efectiva e humana do fluxo migratório que contrarie soluções como o levantamento de muros”. E defender a concepção de “uma política europeia de regulação”.

Neste domínio, Santos Silva admite que o documento defenda uma posição próxima da já defendida por Itália, para que a União Europeia “trabalhe com os países africanos de origem e de passagem dos refugiados para substituir os fluxos de tráfico ilegal por fluxos legais”. E conclui: “Aos que acham que os imigrantes são os novos portadores do mal e que a Europa se deve fechar, os países do Sul devem defender que essa atitude, além de desumana, é pouco inteligente pois a Europa está em perda demográfica.”

É neste ponto sobre migrações e refugiados que deverá ser incluída a proposta de António Costa, divulgada pelo PÚBLICO em primeira mão há uma semana. “Uma proposta que possa ser desenvolvida à escala europeia e que combina regeneração urbana com integração social”, sublinhou Santos Silva, defendendo que “a resposta securitária ao terrorismo não é suficiente e que a Europa não pode ignorar que a radicalização está a germinar nas periferias”

Vale pela estreia

A atenção que se concentra na primeira Cimeira dos Países do Sul da UE advém não tanto das conclusões que aí se tirarem, e da pressão que esse eventual caderno reivindicativo venha a ter em Bratislava, mas sobretudo da estreia que ela representa.

Reunindo os chefes de Governo da Grécia, Alexis Tsipras, de Portugal, António Costa, de França, François Hollande, de Itália, Matteo Renzi, de Chipre, Nicos Anastasiades, de Malta, Joseph Muscat, de Espanha – Mariano Rajoy faz-se representar por um membro do Governo -, a iniciativa tem como objectivo inaugurar uma lógica de bloco estratégico dos países do Sul da UE, que faça o contraponto com as lógicas de grupo que já dominam a Norte, por exemplo, dos países bálticos e do eixo Haia-Berlim-Helsínquia.

OE2017: Costa afirma que Governo tem vontade de aumentar as pensões mais baixas

O primeiro-ministro admitiu esta terça-feira proceder a um aumento das pensões, sobretudo as mais baixas, no Orçamento do Estado para 2017, mas salientou que o salário mínimo nacional só atingirá os 600 euros no final da legislatura.

António Costa falava aos jornalistas a meio da sua visita à Bienal de Artes de São Paulo, no Parque Ibirapuera, depois de confrontado com as exigências feitas no domingo pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no sentido de que no próximo ano o salário mínimo suba para os 600 euros mensais e as pensões aumentem pelo menos no valor de dez euros.

O primeiro-ministro disse que “há uma partilha em torno da estratégia e do objetivo de reposição e de recuperação dos rendimentos das famílias”.

“Neste Orçamento do Estado para 2017 temos uma grande vontade de darmos um contributo para que, pelo menos as pensões mais baixas, possam ter um aumento. Chegaremos certamente a um valor que seja o possível, o mais próximo possível daquilo que é desejável para as famílias portuguesas e que nos permita ter não só um Orçamento do Estado para 2017 aprovado, mas também executado, cumprido e sem sobressaltos para a economia e para as finanças públicas”, declarou.

No caso do aumento do salário mínimo nacional, António Costa demarcou-se da proposta de aumento imediato em 2017 para os 600 euros mensais, alegando que “há uma trajetória” para se chegar a esse valor em 2019. “O que está previsto é chegar-se aos 600 euros no final da legislatura”, acentuou o primeiro-ministro.

Interrogado sobre o facto de as confederações patronais contestarem o aumento do salário mínimo para 557 euros em 2017, tal como está previsto pelo seu executivo, o líder do executivo alegou que “todos os processos negociais” conhecem essas divergências de partida. “Mas, felizmente, no ano passado foi possível chegar-se a um acordo”, respondeu.

O que se passou de errado no combate ao fogo em S. Pedro do Sul? MAI vai investigar

O primeiro-ministro, António Costa, revelou que o Ministério da Administração Interna abriu um inquérito para apurar o que se passou de errado no combate ao fogo em S. Pedro do Sul.

Em Arouca, onde esteve reunido com vários presidentes de câmara dos concelhos afectados pelas chamas, o chefe do Governo disse só ter registado, até agora, uma “queixa fundamentada e sustentada sobre algo que necessita de inquérito” nos combate aos fogos deste Verão: a mobilização dos meios de resposta no início daquele incêndio, que ainda não se encontra extinto, apesar de lavrar há vários dias.

António Costa explicou que o problema foi suscitado pelo presidente da Câmara de S. Pedro do Sul, Vítor Figueiredo, com quem também esteve reunido em Arouca, e que foi na sequência dessa queixa que “o Ministério da Administração Interna levantou um inquérito” sobre o que terá corrido mal.

O autarca exige que sejam apuradas responsabilidades pelos quatro dias em que o fogo esteve “esquecido” no concelho. E na reunião com o primeiro-ministro, pediu para que fossem investigadas eventuais falhas no ataque inicial. “Não posso admitir nem aceitar que não se apurem responsabilidades”, disse a António Costa.

Segundo Vítor Figueiredo, “tudo indica” que poderá ter havido um “esquecimento” por parte das autoridades da protecção civil devido à localização do concelho e à origem do incêndio. “O fogo foi sempre pertença do distrito de Aveiro. No distrito de Viseu existiam outros incêndios. Foi uma altura em que havia muitos fogos nos dois distritos. A conclusão a que chego é que, sendo um fogo originário de Aveiro, e como S. Pedro do Sul está na fronteira entre os dois distritos, houve esquecimento de ambas as partes”, acusou. O autarca lembra que nos primeiros dias as chamas apenas estiveram a ser combatidas pelos bombeiros locais, num número entre 20 a 30 efectivos, e que “o fogo deveria ter sido combatido a tempo e horas e isso não aconteceu”. “Só na sexta-feira, quando tomou proporções gigantescas é que foi dada outra atenção”, lamentou.

“Durante quatro dias estivemos efectivamente ali esquecidos. Pedi para que abrissem o inquérito e agora vamos ver quem poderá ter responsabilidades na matéria, porque o que se pretende é que aquilo que se passou em S. Pedro do Sul não volte a acontecer no país”, disse também Vítor Figueiredo.

Entretanto, o presidente da Câmara de Arouca, José Artur Neves, estimou em mais de 120 milhões de euros os prejuízos directos do incêndio que fustigou aquele concelho do distrito de Aveiro na última semana, e que alastrou depois a S. Pedro do Sul. A maior parte deste valor, mais de 117 milhões, tem a ver com os prejuízos nas actividades ligadas à fileira florestal, com 12 mil hectares de eucalipto e cinco mil de pinheiro que arderam e os custos em novas plantações.

“Cinquenta e oito por cento da nossa floresta ficou destruída e isso acarreta um prejuízo imenso, ainda por cima com a agravante de que as celuloses não estão a receber madeira queimada”, disse o autarca, citado pela agência Lusa, adiantando que a floresta é um dos pilares da economia do município. O presidente da Câmara referiu ainda que 1185 cabeças de gado não vão ter onde pastar nos próximos sete meses, porque quase toda a área de pastoreio na serra ardeu.

“Cinquenta e sete famílias que estão dependentes do pastoreio dos animais não têm agora que dar de comer aos animais”, lamentou o autarca, referindo que se não tiverem apoio terão de vender os animais e abandonar as aldeias da serra. José Artur Neves destacou ainda os prejuízos no sector do turismo, estimando em 4,5 milhões de euros os custos para a economia local até ao final do ano – valor que inclui o investimento necessário para recuperar os cerca de 600 metros dos Passadiços do Paiva que arderam, uma das principais atracções turísticas do concelho.

“O que aconteceu tem reflexos muito negativos na imagem do próprio território que é Geopark mundial da Unesco”, afirmou o autarca, adiantando que será necessário recuperar 89% da Rede Natura de Arouca, que foi dizimada, incluindo flora e vegetação autóctones seculares, que desapareceram.

EMPRESAS