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Diga-me a sua profissão e dir-lhe-ei como é a sua saúde

Estar o dia todo sentado, usar o computador muitas horas seguidas e ter maus hábitos durante a hora de expediente. A Associação Americana do Coração analisou estes e outros fatores e criou um ranking das profissões mais perigosas para a saúde.

A lista tem ainda por base a comparação dos níveis de pressão arterial, do índice de massa corporal (IMC) do tipo de alimentação dos 5.566 trabalhadores. Eis as piores profissões para a saúde:

1. Condutores de autocarros, comboios e camiões. Os investigadores notaram que as pessoas com esta profissão tendem a fumar e a passar muito tempo sentadas, o que faz com que tenham um maior risco de sofrerem um AVC.

2. Secretários e administradores. Os hábitos alimentares pouco saudáveis e comuns em 68% dos inquiridos fazem desta profissão um atentado para a saúde, uma vez que a este ‘pecado’ juntam-se as horas a fio sem sair da cadeira. As pessoas com empregos sedentários tendem a ter níveis de colesterol elevados, o que impulsiona o risco de problemas de coração.

3. Empregados de restaurantes, cantinas e cafés. Lidam com comida todos os dias, mas são os que pior comem, diz a investigação, revelando que 79% dos inquiridos desta área seguem uma dieta má.

4. Seguranças, polícias e bombeiros. Seja pelos turnos rotativos ou pela falta de tempo para comer, estes profissionais têm, na sua maioria, uma má alimentação, sendo que 90% dos inquiridos mostram-se mais propensos a ter peso a mais ou a serem classificados como obesos. Os níveis elevados de colesterol e a pressão arterial alta são outras duas consequências nocivas deste tipo de emprego.

Entre os mais saudáveis, diz a BBC, estão os gerentes, os freelancers, os profissionais de saúde, os atletas e todos os que trabalhem directamente em comunicação, uma vez que são os que mais exercício praticam e os que mais cuidados têm com a alimentação.

O ranking dos empregos mais ‘amigos’ da saúde é liderado pelos profissionais de fitness.

Mas a profissão não afeta apenas a nível de peso e coração, os ouvidos também sofrem e estes são os empregos mais prejudiciais para a saúde auditiva. De um modo geral – que inclui stress, descanso, alimentação, qualidade e segurança – estas são as profissões mais perigosas.

Mais de 100 jornalistas mortos em 2015

Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, era o diretor do «Charlie Hebdo». Foi assassinado no atentado terrorista que vitimou outros colegas da redação do jornal satírico, em Paris.

A esses juntam-se 27 jornalistas-cidadãos (“bloggers”) e outros sete colaboradores de meios de comunicação social, elevando para 787 o número de mortos na última década, assinalou a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

O Iraque teve o maior número de jornalistas mortos em 2015 (nove confirmados de 11 possíveis), seguido da Síria (nove de dez), ambos palco de conflitos armados e com a presença do grupo extremista Estado Islâmico (EI). A França subiu ao terceiro lugar (oito de oito) devido ao atentado terrorista contra a redação da revista satírica “Charlie Hebdo” a 7 de janeiro, que fez 12 vítimas.

Seguem-se na “lista negra” o Iémen, o Sudão do Sul, Índia e México, indicou a RSF.

A maioria das vítimas era jornalista local (97%) que trabalhava fora de zonas de conflito (64%), ao contrário do que sucedeu em 2014, quando a grande parte dos 66 jornalistas foi assassinada em zonas de guerra.

“É imperativo adotar um mecanismo concreto para a aplicação do direito internacional sobre a proteção dos jornalistas”, declarou o secretário-geral da organização, Christophe Deloire.

Ao apresentar o balanço anual, a RSF destacou uma dupla ameaça para a imprensa: “Grupos não estatais que perpetram exações”, mas também “muitos Estados que não respeitam as suas obrigações internacionais”.

Neste sentido, considera imperativo que as Nações Unidas designem um “representante especial” para a proteção dos jornalistas.

A organização também recordou que dois dos jornalistas assassinados este ano são mulheres: a francesa Elsa Cayat (que morreu no ataque jiadista contra o “Charlie Hebdo”), e a somali Hindia Mohamed, vítima da explosão de um carro armadilhado às mãos da milícia Shebab, no passado dia 3 de dezembro.

Em paralelo, 54 jornalistas foram sequestrados – um aumento de 34% face a 2014; e 153 presos, número que traduz uma diminuição de 14%, segundo os dados da RSF constantes de um outro relatório apresentado há duas semanas.

Os reféns encontram-se na Síria (26), Iémen (13), Iraque (10) e Líbia (5); enquanto os presos sobretudo na China (23), Egipto (22), Irão (18), Turquia (9), com os 66 restantes espalhados pelo resto do mundo.

Profissão? Sou empreendedor!

A opinião de Joana Barbosa, Técnica responsável pelo LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor da AAUM

Segundo as estatísticas do INE, em outubro de 2015 32.5% dos jovens entre os 15 e os 24 anos estavam desempregados sendo esta taxa de 10.9% para aqueles que tinham já soprado as 25 velas. Estas taxas registam-se num Portugal que é agora um país de inventores e dá passos largos na diminuição do medo de arriscar em novas ideias, conceitos e projetos. Esta menor aversão ao risco é acompanhada pelo incremento de concursos de empreendedorismo que são promovidos pelas mais variadas entidades. Contudo, e para que as taxas de desemprego sejam reduzidas de forma sustentada, é preciso aliar a este sistema de incentivos, o perfil de que tanto se fala: o perfil de empreendedor. Não existe uma definição exata para empreendedorismo o que dificulta também a identificação consensual das características que moldam o empreendedor. Fazer mais e melhor é o mote, colmatar uma dor sentida pelo nosso cliente ou empregador é a chave, adaptar os nossos jovens ao desaparecimento gradual de um modelo organizacional estático e hierarquizado é obrigatório.

Desde o primeiro momento em que entram no mercado de trabalho por conta de outrem estes jovens, além de desenvolverem as funções para as quais foram contratados, deparam-se com a obrigatoriedade de mostrar uma nova forma de ser, de agir e de apresentar resultados muito além do que é ensinado nas salas de aula. Quer seja trabalhando por conta de outrem ou por conta própria, os recém chegados ao mercado de trabalho devem conseguir dar o que este necessita: mais ideias  assentes em oportunidades num contexto em que a obediência ao chefe dá lugar a um trabalho de equipa com pessoas empreendedoras, inovadoras e criativas.

O empreendedorismo tornou-se uma moda e as novas gerações veem-se mergulhadas na necessidade de trilharem o seu caminho desde cedo. Uma vez saídos do mundo académico os nossos jovens devem adaptar-se a um novo formato de trabalhador, o trabalhador do século XXI, que traz consigo esta nova abordagem focada na autonomia, vontade de inovar, capacidade de adaptação constante e grande protagonismo. Tendo como meta a criação dos seus próprios negócios, é imperativo que, além dos conhecimentos aliados à criação do negócio, tenham sido trabalhadas certas características como a autoconfiança, a determinação, a persistência e a aceitação do risco. Mas será que os nossos estudantes acompanharam a tendência e são agora capazes de corresponder a esta nova realidade? Isto só é conseguido através da junção entre as competências trabalhadas no âmbito do curso que frequentaram e das atividades extra curriculares das quais fizeram parte e é nosso dever, enquanto agentes de apoio ao empreendedorismo, professores, universidades, empresários e cidadãos comuns, moldar estes jovens.

A formação informal tornou-se cada vez mais relevante e os desafios do sistema educativo aumentaram resultando num vasto leque de atividades dinamizadas nas universidades. Perante a preocupação constante com o futuro dos estudantes e fruto do dinamismo necessário associado ao empreendedorismo, a Associação Académica da Universidade do Minho, através do LIFTOFF – Gabinete do Empreendedor, contribui para o desenvolvimento de um ecossistema mais capaz e mais adaptado a um mundo em constante mudança, em que o empreendedorismo é palavra de honra e a criação de novos caminhos é urgente. É no trabalho de mudança ao nível de mentalidades que o LIFTOFF entra sendo também neste contexto que as universidades representam um papel de máxima importância na formação dos seus estudantes tornando-os capazes de dinamizar empresas, as suas ou as dos outros, e de criar riqueza. O estímulo à geração de ideias é crucial e a reorganização da educação tem vindo a acontecer.

Temos ainda um longo caminho a percorrer no sentido da valorização do fracasso como aprendizagem mas grande parte do percurso está já feito e verifica-se uma maior preocupação em aproximar o meio académico ao meio empresarial, o que deverá ser sempre prioritário.

Ser um trabalhador do século XXI, é ser empreendedor.
Cada um de nós deve sê-lo e moldar os jovens para tal.

“Temos de reforçar o ensino da estatística”

Maria Eduarda Silva

Na missão assumida desde o início pela Sociedade Portuguesa de Estatística de promover, cultivar e desenvolver no nosso país o estudo da estatística, as suas aplicações e ciências afins, quais são as limitações que vão encontrando? O que tem impedido uma maior consciencialização acerca da real importância desta disciplina?
É uma questão cultural. As mentalidades demoram a mudar: estatística são números e os números não interessam. O mundo está a mudar rapidamente e a literacia estatística será para a próxima geração o que o saber ler e escrever foi para as gerações passadas. O sistema de ensino é o local privilegiado para passar a mensagem. À semelhança de outros países temos de reforçar o ensino da estatística, em particular o ensino pós-graduado. Aqui deparamo-nos com dificuldades porque mestrados e doutoramentos, em geral trabalhos multidisciplinares, estão dependentes de um sistema de investigação robusto na área. E têm-se observado nos últimos anos cortes gravosos e discriminatórios quer a grupos de investigação, quer em projetos e bolsas de doutoramento em estatística, colocando em causa a formação de especialistas que uma sociedade moderna e desenvolvida requer.

Com a realização do congresso anual, de seminários, a publicação do Boletim Informativo da SPE, não esquecendo o Prémio Estatístico Júnior 2015, entregue numa sessão aberta que decorreu na FNAC de Santa Catarina no Porto, a SPE coloca a estatística na ordem do dia. Importa promover uma maior união entre profissionais da área e não só para que exista um maior interesse por esta área?
Esta é uma questão que nos tem preocupado. Os nossos sócios não são apenas docentes com carreira universitária ou matemáticos pois encontram-se estatísticos em todos os setores e áreas de atividade. É necessário estabelecer pontes duradouras entre todos os interessados. A SPE quer potenciar estas ligações e fazer do congresso um fórum privilegiado para isso.

Num momento em que os portugueses atravessam um período conturbado na procura de emprego, importa estimular nos jovens um maior interesse por esta área, encarando-a como um futuro caminho profissional? Qual tem sido o papel da SPE neste sentido?
Estamos a entrar numa época de um tremendo crescimento na procura de profissionais de estatística, dada a globalização na recolha de dados possibilitada pelas novas tecnologias. A profissão “Cientista de Dados” foi alcunhada de profissão mais sexy do século XXI. Mas também na área governamental se vai sentir fortemente a necessidade de estatísticos uma vez que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável vai requerer um grande esforço de estatísticos em todo o mundo. Por exemplo, recentemente o INE procedeu ao recrutamento de 20 especialistas…

No passado dia 20 de outubro assinalou-se mais uma vez o Dia Mundial da Estatística. Neste e em todos os dias do ano, que mensagem continua a ser urgente passar?
Em 2013 celebrou-se o Ano Internacional da Estatística e, desde então, multiplicam-se as iniciativas sobre uma ciência que faz parte do quotidiano de todo o cidadão. Mas o poder político reconhece também a importância dos dados estatísticos e da sua fiabilidade como instrumento indispensável à elaboração de políticas com vista ao desenvolvimento sustentável das nações e à erradicação da pobreza. A SPE e outras sociedades congéneres assinaram uma declaração que apela a que: todos os sistemas estatísticos oficiais sejam devidamente financiados; o investimento em investigação e formação em estatística seja reforçado; o apoio à recolha de informação seja complementado com o apoio à sua transformação em informação útil e usável. A mensagem é sintetizada no lema: Melhores Dados, Melhores Vidas.

Para o futuro, qual continuará a ser a estratégia e a linha de atuação da SPE para que a estatística deixe definitivamente de ser vista como uma “ciência invisível” e seja valorizada como parte integrante de todos os quadrantes da sociedade?
A visibilidade da estatística requer um trabalho continuado. Por exemplo, a  iniciativa Explorística, que ganhou o prémio Best Cooperative Project Award in Statistical Literacy 2015, destina-se a promover a literacia estatística junto dos mais jovens. Os Prémios Estatístico Júnior promovem a atração de jovens talentos para a estatística. Mas queremos mais. Queremos que o tecido empresarial entenda o valor acrescentado que a estatística pode ter nas suas decisões de investimentos e que cada vez mais nos procurem. É necessário estabelecer pontes duradouras entre a indústria e a academia. Recentemente, o INE criou a carreira de especialista estatístico. Estamos, pois, a caminhar para que em Portugal a estatística adquira o reconhecimento social que já tem noutros países.

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