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Proteção Civil apela a cuidados redobrados face ao perigo de incêndios e deixa aviso à população

Foto Observador

Depois da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), também o Governo declarou, até domingo, situação de alerta de agravamento de risco de incêndio florestal em todo o continente. Em comunicado enviado às redações na noite desta terça-feira, a Proteção Civil destaca a “continuação de tempo quente e seco” e as “condições de instabilidade atmosférica que dificultam o controlo dos incêndios rurais”. Assim, a ANEPC alerta para o risco de certos comportamentos e deixa avisos e conselhos à população.

Para além das habituais proibições de queimadas, do uso de fogareiros ou grelhadores em espaço rural e do lançamento de fogo de artifício, a ANEPC proíbe a desinfestação de apiários, “exceto se os fumigadores tiverem dispositivos de retenção de faúlhas”. É também proibido o uso de máquinas como “motorroçadoras (exceto se possuírem fio de nylon), corta-matos e destroçadores” e “usar dispositivos de retenção de faíscas e de tapa-chamas nos tubos de escape e chaminés das máquinas de combustão interna e externa nos veículos de transporte pesados e 1 ou 2 extintores de 6 Kg, consoante o peso máximo seja inferior ou superior a 10 toneladas”.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela à população para adequar os comportamentos e atitudes face ao risco de incêndios e para acompanhar e tomar “especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias”.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os termómetros podem atingir nos próximos dias os 40º C em Portugal. Devido às altas temperaturas, estão em alerta vermelho — o mais elevado da escala — os distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Santarém, Coimbra, Guarda, Portalegre, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Viseu e Leiria.

 

Fonte: Observador

“Financiamento do RescEU para o período pós-2020 tem de ser assegurado nesta legislatura”

Na sua intervenção na sessão plenária do Parlamento Europeu, Zorrinho referiu-se ao facto de recentemente ter formulado à Comissão uma pergunta escrita prioritária sobre o calendário da publicação da proposta legislativa de financiamento deste mecanismo para o período pós 2020, para em seguida considerar ser “intolerável se essa publicação não ocorrer nesta legislatura. As catástrofes não esperam. Os cidadãos europeus precisam do RescEU com continuidade garantida”.

De acordo com Carlos Zorrinho, foi “dado hoje mais um passo determinante na criação do novo mecanismo de proteção civil da União Europeia, ao abrigo do qual a União vai poder prestar melhor assistência, de forma coordenada e complementar à ação dos Estados-Membros”.

“A criação da reserva de ativos a nível europeu, prevista no RescEU que inclui aviões de combate aos incêndios florestais, bombas de água especiais, equipas de busca e salvamento em meio urbano, hospitais de campanha e equipas médicas de emergência, é urgente, essencial e o relatório em debate permite concretizá-la”, referiu o Eurodeputado socialista, reconhecendo no entanto que “nos momentos-chave não faltou nunca a solidariedade entre Estados-Membros, o que faltou muitas vezes foram os recursos adequados para o nível de resposta necessária”.

Na sessão de Estrasburgo, considerando que com o RescEU “com base nos princípios da solidariedade e da partilha de responsabilidades, a União ficará habilitada a prestar melhor assistência aos seus cidadãos e será também intensificado o apoio aos Estados-Membros para melhorarem a gestão dos riscos e para reforçarem as medidas nacionais existentes”, Zorrinho apelou à não interrupção da “concretização destas políticas”.

Proteção Civil faz aviso à população pelo agravamento do estado do tempo

© Lusa

comunicado da ANPC refere que, no seguimento do contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e de acordo com a informação meteorológica apurada, “prevê-se para as próximas horas um agravamento das condições meteorológicas”, sendo que o “período mais crítico” começa às 12h00 de hoje e termina às 6h00 de sábado.

Segundo a ANPC, é expectável precipitação persistente, localmente intensa a partir do meio da manhã, “mais provável nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu”.

Já o vento, do quadrante sul, poderá ser “moderado a forte no litoral a partir da tarde”, com rajadas na ordem dos 85 quilómetros por hora (km/h), em especial no Minho e Douro Litoral”, enquanto que nas terras altas o vento soprará moderado a forte, intensificando-se a partir da tarde “com rajadas até 100 km/h em especial na região do Minho”.

A ANPC adianta que a agitação marítima na costa ocidental e na costa sul deverá ter “ondas de noroeste entre quatro a cinco metros de altura”.

Entretanto, o IPMA colocou sob aviso laranja os distritos de Viana do Castelo e Braga devido à previsão de chuva persistente, por vezes forte, entre as 12h00 de hoje e as 6h00 de sábado.

Sob aviso amarelo também devido à precipitação estão Viseu, Porto, Vila Real e Aveiro.

O IPMA emitiu igualmente aviso amarelo devido à agitação marítima no Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga.

O vento está na origem também da emissão de aviso amarelo para Porto, Guarda, Vila Real, Viana do Castelo e Braga.

O aviso laranja é o segundo de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado. O aviso amarelo, o terceiro da escala, revela situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A Proteção Civil alerta que face a estas previsões meteorológicas poderão ocorrer determinados efeitos, como piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água, e possibilidade de cheias rápidas em meio urbano.

Por outro lado, há possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água, inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem e danos em estruturas montadas ou suspensas.

A ANPC aponta ainda a eventualidade de ocorrerem dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, queda de ramos ou árvores, acidentes na orla costeira, fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes e obstrução de vias de circulação.

LUSA

Proteção Civil: “Reativações são expectáveis, mas iremos responder de forma musculada”

Tal como anunciou esta terça-feira Eduardo Cabrita, o incêndio que lavra em Monchique há seis dias passou para ‘as mãos’ do Comando Nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC). Por isso, é Patrícia Gaspar, segunda Comandante Operacional Nacional da ANPC, que dá voz ao balanço desta manhã.

Confirmando que o Comando Nacional acompanhou, “desde o primeiro minuto”, a situação em Monchique, Patrícia Gaspar adiantou que há hoje, no teatro de operações, “uma situação mais estável”. Porém, “reativações são expectáveis, mas iremos responder de forma musculada”.

Na zona Sul do país, esta quarta-feira é esperado, em termos meteorológicos, “um dia muito semelhante ao de ontem, com temperaturas a rondar os 24/25º”, com uma humidade relativa que poderá chegar aos 50% e vento desfavorável.

O desafio, no entendimento de Patrícia Gaspar, passa agora por “consolidar o trabalho que desde o início tem vindo a ser feito”. As zonas mais críticas de momento, conforme acrescentou, são a da Aldeia da Fóia, onde estão já diferentes meios, tais como máquinas de rasto, meios aéreos e terrestres, e a de Silves, onde “está também uma bateria reforçada”.

Calor vem aí em força. Aviso vermelho prolongado até sábado

© Reuters

Segundo o IPMA, a temperatura vai subir de forma acentuada em Portugal continental a partir de hoje, mantendo-se muito elevada até ao fim de semana, com os avisos laranja a passarem a vermelhos (o nível mais grave) a partir de quinta-feira e até às 05:59 de sábado.

Os distritos abrangidos pelo aviso vermelho por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima são Bragança, Évora, Guarda, Vila Real, Santarém, Beja, Castelo Branco, Portalegre e Guarda.

O IPMA adverte que as temperaturas máximas vão estar “muito acima dos valores normais para a época” e podem atingir “máximos absolutos em vários locais”, com máximas a rondarem os 45ºC e as mínimas a aproximarem-se dos 30ºC.

Com exceção da costa sul do Algarve, onde as temperaturas vão estar entre os 30 e os 35ºC, no interior do Alentejo, Vale do Douro e do Tejo e Beira Baixa a máxima deverá atingir valores da ordem dos 45°C, “podendo ser alcançados máximos absolutos em vários locais”.

Os valores da temperatura mínima, de acordo com o IPMA, têm igualmente tendência para uma subida gradual, “atingindo no final da semana valores próximos de 25°C em grande parte do território, aproximando-se dos 30°C em alguns locais do interior Centro e Sul, em especial no Alto Alentejo”.

O sul do território continental poderá ser afetado a partir de hoje por poeiras em suspensão provenientes do norte de África.

Face ao intenso calor, a Direção-Geral da Saúde aconselha as pessoas a permanecerem em ambientes frescos, a manterem as casas frescas e a beberem muita água, evitando a ingestão de álcool.

Devido ao agravamento do risco de incêndio, causado pela subida da temperatura e da redução da humidade, o estado de alerta especial relativo aos meios de combate a fogos está em vigor nos distritos do centro e norte do país.

A Marinha e o Exército vão reforçar, com mais 19 patrulhas e 76 militares, o apoio à Proteção Civil entre hoje e domingo, podendo as ações serem prolongadas caso a meteorologia o justifique.

Hoje, devido ao risco máximo de incêndio apontado para o distrito de Faro, deverá ser acionado um meio aéreo de reconhecimento do terreno no Algarve.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, vai visitar hoje o Centro de Meios Aéreos de Loulé.

Num aviso à população, a Proteção Civil recorda que que é proibido fazer queimadas e fogueiras ou lançar balões e foguetes, fumar ou fazer lume nas florestas e nas estradas circundantes.

LUSA

Cinquenta meios aéreos contratados para combate a incêndios

© Global imagens

Os 50 meios aéreos que tínhamos a contratar estão contratados na sua plenitude, estão já em funcionamento aqueles que se revelam necessários e muitos daqueles que, eventualmente, possam ser absolutamente necessários em caso de emergência também estão à disposição”, disse Artur Tavares Neves, sem precisar.

O governante, que falava aos jornalistas em Ponte de Sor (Portalegre), à margem da sessão de abertura da segunda edição do “Portugal Air Summit”, sublinhou que o dispositivo “está já preparado”, tendo sido alvo de “um grande simulacro” que funcionou “a todos os níveis”.

Durante esse exercício, em Cinfães, no distrito de Viseu, durante o exercício Montemuro 18, no sábado, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, tinha garantido que, esta semana, seriam contratados oito meios aéreos, totalizando os 50 que ficarão à disposição.

“O dispositivo está já preparado, foi objeto de um grande simulacro, que funcionou a todos os níveis do sistema de gestão de operações devidamente testado e, portanto, os portugueses podem estar tranquilos”, reforçou hoje Artur Tavares Neves.

Artur Tavares Neves recordou que, este ano, as forças de combate aos incêndios têm uma disposição “flexível”, podendo atuar de uma “forma firme” durante todo o ano.

“Este ano, ao contrário dos outros anos, as forças de combate aos incêndios têm uma disposição flexível, podem atuar todo o ano, aliás, há uma força firme a atuar todo ano. A ideia das fases desapareceu porque os fenómenos severos que temos tido obrigam mesmo a uma outra lógica no combate aos incêndios”, afirmou.

O dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR) estabelece para o período mais crítico em fogos, entre julho e setembro, um total de 55 aeronaves, sendo 50 alugadas (uma das quais para a Madeira) e seis da frota do Estado, mas apenas três helicópteros ligeiros estão a voar, faltando os três Kamov que estão inoperacionais.

Para substituir estes Kamov, o ministro da Administração Interna já referiu q1e está a decorrer um processo de consulta para a contratação de três meios pesados sem fabricante pré-definido.

Atualmente a Autoridade Nacional de Proteção Civil tem ao seu dispor 13 meios aéreos, três dos quais da frota do Estado.

LUSA

Mensagem de Marcelo espelha “reconhecimento pelo trabalho feito”

É uma mensagem de reconhecimento do trabalho positivo feito pelo Governo e também é uma mensagem que renova a confiança nesta solução governativa”, começou por afirmar o vice-presidente da bancada parlamentar socialista João Paulo Correia para, de seguida, enumerar políticas feitas pelo atual Governo.

O socialista lembrou que na mensagem do Presidente da República de há um ano, este falava em estabilidade política, rigor financeiro e cumprimento dos compromissos externos, crescimento económico e justiça social, quatro desígnios lançados por Marcelo Rebelo de Sousa de 2016 para 2017 que aos olhos do PS foram “totalmente alcançados”.

“A pobreza diminuiu em 2017 e as diferenças entre os mais ricos e mais pobres também diminuíram muito graças a medidas implementadas como o aumento do salário mínimo (…). Também foi um ano de mais emprego (…). Mário Centeno foi eleito para o Eurogrupo e isso também mostra reconhecimento (…). O país viveu eleições autárquicas que correram com normalidade, num quadro positivo de baixa de abstenção”, descreveu, entre outros aspetos, o deputado do PS.

Na tradicional mensagem de Ano Novo, transmitida segunda-feira, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que 2018 terá de ser o “ano da reinvenção” da confiança, advertindo que os portugueses precisam de ter a certeza de que, “nos momentos críticos, as missões essenciais do Estado não falham”.

“Reinvenção da confiança dos portugueses na sua segurança, que é mais do que estabilidade governativa, finanças sãs, crescente emprego, rendimentos. É ter a certeza de que, nos momentos críticos, as missões essenciais do Estado não falham nem se isentam de responsabilidades”, exigiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Sobre esta matéria, João Paulo Correia disse: “Também estamos empenhados naquilo que o senhor Presidente da República definiu como a ‘reinvenção’ que são as novas políticas para o interior, as novas políticas de reordenamento de território e das florestas e novo sistema nacional de Proteção Civil”.

Já num período reservado a perguntas, confrontado com a palavra “reinvenção” frisada na mensagem do chefe de Estado português, João Paulo Correia referiu que “esta nova forma de estar na política, a de encontrar soluções mais abrangentes, mais eficazes e com maior preocupação social restarão também a cargo do Governo”.

“Essa reinvenção será também bem conseguida em outros domínios”, salientou.

Marcelo Rebelo de Sousa também falou das tragédias dos incêndios quer assolaram o país, tendo o deputado do PS, a este propósito, aproveitado para “deixar uma mensagem de solidariedade às vítimas e familiares das vítimas” e para prometer “empenho” no apoio aos territórios, à reconstrução e economias devastadas.

Questionado se o país vai estar preparado para a nova época de incêndios, o vice da bancada socialista afirmou que “o país tem de estar pronto para responder melhor” e falou de “resposta mais eficaz”.

Já sobre as críticas de alguns partidos da oposição, que ao comentarem a mensagem do Presidente da República, consideraram que o Estado falhou, João Paulo Correia disse que “está na altura do país encontrar as melhores respostas”, lembrando que por proposta do PSD foi criada uma comissão técnica independente.

“Não percebemos a incoerência do PSD que veio depois criticar as conclusões dessa comissão técnica. Mas a garantia que o senhor primeiro-ministro deu foi a de que iria analisar cumprir e implementar aquilo que essa comissão definiu”, disse.

Quanto a outras formas de ‘reinvenção’ para além da área de Proteção Civil e ordenamento florestal, o deputado do PS reiterou as políticas para o interior, deixando críticas aos responsáveis pelo anterior Governo: “Durante quatro anos assistimos a um desinvestimento do PSD/CDS no interior do país. O encerramento de repartições e juntas de freguesia foram um sinal de que o país não estava interessado no interior. Essa tendência foi invertida com o atual Governo”.

Proteção Civil alerta que é “mais provável” precipitação intensa nos distritos de Leiria, Setúbal e Santarém

A Autoridade Nacional de Protecção Civil fez um aviso à população devido à previsão de “precipitação localmente intensa” nos distritos de Leiria, Lisboa, Setúbal e Santarém a partir das 12h00 desta quinta-feira.

Nestes distritos, prevê o IPMA, a precipitação terá valores acumulados a atingir os 30 mm em 2 a 3 horas, algo que, “a confirmar-se, pode dar origem a inundações em locais identificados como historicamente vulneráveis”.

Bombeiros proibidos de dar informações sobre os incêndios

Abordado já duas vezes pelos jornalistas, o primeiro-ministro remeteu-se ao silêncio sem uma palavra sobre a ordem para silenciamento dos comandantes de bombeiros. Passos Coelho diz que o Governo só se preocupa com a política de comunicação, para que não haja notícias desagradáveis.

Após uma cerimónia militar a bordo da fragata Bartolomeu Dias, que partiu de Alcântara com destino a Cascais, António Costa não respondeu aos jornalistas quando questionado sobre a decisão da ANPC, deixando de seguida o navio, a bordo de um helicóptero da Marinha.

A ANPC anunciou na terça-feira que vai fazer a partir de hoje dois ‘briefings’ diários, incluindo aos fins de semana, sobre os incêndios no país. A Autoridade justificou a medida com a necessidade de divulgação de informação completa e atualizada em matéria de incêndios rurais, e com a necessidade de libertar “os comandantes das operações de socorro” dessa função.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou na terça-feira o Governo de impor a “lei da rolha” aos serviços de proteção civil, por ter como “política primeira a da comunicação”.

O primeiro-ministro presidiu hoje de manhã à cerimónia de homenagem ao afundamento do caça-minas Roberto Ivens que colidiu com uma mina alemã no dia 26 de julho de 1917 a cerca de 4 milhas náuticas a sul do forte do Bugio, na Barra do rio Tejo, Lisboa.

“Podemos finalmente prestar a homenagem devida aos tripulantes”, disse o chefe de Governo na cerimónia militar em que estiveram presentes alguns familiares dos 15 tripulantes que desapareceram quando a explosão da minha fez afundar o navio, durante a I Guerra Mundial.

“Cumprem-se cem anos deste momento trágico, é nosso dever e obrigação não permitir que sobre eles desça um manto de esquecimento”, acrescentou António Costa durante o discurso.

O primeiro-ministro disse também que cem anos volvidos após a Grande Guerra, Portugal já não está em guerra, “mas em paz” e que Alemanha não é um inimigo mas sim um aliado enquadrado numa Europa prosperidade tendo sublinhado, na ocasião, o papel dos militares portugueses.

“Como há cem anos, como desde a fundação da nacionalidade, as nossas Forças Amadas aqui continuam e como sempre assegurando a independência e a integridade do território nacional. Ao honrar as memórias daqueles que pereceram ao serviço da pátria, elogiamos aqueles que continuam a servir a nossa nação”, afirmou.

Na cerimónia militar que decorreu na zona onde o caça-minas desapareceu, e contou com a presença corveta João Roby, além da fragata Bartolomeu Dias, foi lançada uma coroa de flores e foram disparados três tiros de salva.

Alunos portugueses criam robô para ajudar em situação de catástrofe

Segundo um comunicado da UA, o robô é capaz de entrar nos escombros, mapear em três dimensões o espaço, detetar focos de incêndio e medir a temperatura, humidade e monóxido de carbono e, em tempo real, enviar os dados para o exterior.

Pequeno e autónomo, o robô desenvolvido por 15 estudantes do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrónica e Telecomunicações “quer ser uma preciosa ajuda quando todos os minutos são essenciais para salvar vidas”.

“Com 1,5 quilogramas e 23 por 28 centímetros, o robô pode facilmente ser usado em todos os cenários que necessitem de medir condições ambientais e em que a obtenção de um modelo tridimensional possa ser útil”, refere a mesma nota.

Incêndios, colapsos parciais, grutas, demolições e operações de reconhecimento, busca e salvamento são algumas das situações onde este robô pode ser utilizado, indicam os seus criadores.

Todos os dados recolhidos pelo robô serão disponibilizados em tempo real às equipas de salvamento através de uma aplicação de computador criada para o efeito, onde a informação é apresentada de forma clara, simples e concisa, para acelerar o processo de análise e tomada de decisões.

Os estudantes realçam ainda que o robô não necessita de um operador já que, na fase final de desenvolvimento, vai ser capaz de se mover e adquirir informação de forma autónoma.

O robô, que ainda está em fase de protótipo, “já consegue fazer a sensorização do ambiente e gerar o respetivo modelo 3D”.

“Dentro em breve, será a vez da implementação da capacidade de adquirir e sobrepor vários modelos 3D e da instalação do movimento autónomo. Depois disso estará pronto a entrar em ação”, referem os criadores.

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