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Portugal é campeão mundial na qualidade de vida para expatriados

Foto Observador

Portugal é campeão mundial da qualidade de vida para expatriados, ou seja, aqueles que vivem fora do seu país de origem (por razões de trabalho, estudo ou outras). A sondagem anual da InterNations, uma comunidade mundial de expatriados, volta a destacar Portugal em várias categorias — o país volta a ser o melhor país da Europa, no ranking geral, como já tinha sido no ano passado, mas desta vez sobe a 1º do mundo na subcategoria “qualidade de vida”.

Mas, apesar do “estilo de vida descontraído”, como destaca um emigrante britânico, o estudo ExpatInsider 2019 também inclui algumas categorias onde Portugal tem espaço para melhorar se quiser subir do para o 1º lugar no ranking geral mundial — teria de ultrapassar Taiwan e Vietname, que ocupam este ano os dois lugares cimeiros neste estudo que já vai na sexta edição e inclui 64 países onde foram realizados mais de 20 mil inquéritos.

Além de ser o país com melhor qualidade de vida do mundo, Portugal mantém o primeiro lugar de melhor país para estrangeiros se apenas incluirmos para os países da Europa (que já tinha no ano passado). No ranking geral, onde Portugal é terceiro, também houve uma melhoria: em 2018 Portugal foi sexto, pelo que subiu três lugares.

Com Portugal em terceiro, Vietname em segundo e Taiwan a repetir o 1º lugar, o restante top 10 de melhores países para emigrantes inclui o México (4º), Espanha (5º), Singapura (6º), Bahrein (7º), Equador (8º), Malásia (9º) e República Checa (10º).

O Observador falou com uma emigrante lituana em Portugal, Agne Steponaityte, que trabalha no Porto com a InterNations e explica que, na sua perspetiva, as principais diferenças entre o seu país de origem e Portugal são “o tempo, as pessoas, que são todas mais baixas do que no meu país, são todas muito abertas, muito amigáveis, parece que toda a gente está pronta para ajudar – o que é muito agradável”. “A comida também é diferente”, acrescenta.

O país “à beira mar plantado” é também um dos melhores para atividades de lazer (2º) nesta subcategoria que ajuda a calcular o índice de qualidade de vida – mais de quatro em cada cinco emigrantes (83%) estão satisfeitos com a socialização e atividades de lazer disponíveis contra 65% a nível global. A felicidade pessoal também fica classificada em 2º lugar. Ainda dentro do índice de qualidade de vida está a saúde e o bem-estar (7º), a segurança (8º), a vida digital (16º) e as viagens e transportes (16º).

A facilidade de se mudar para o país é o segundo melhor resultado português (4º)  – neste índice a subcategoria de “sentir-se em casa” fica mesmo em primeiro lugar. As restantes subcategorias ficam na sua maioria no top 10 e incluem a afabilidade dos portugueses (3º), a facilidade de fazer amigos (10º) e a língua (21º).

A emigrante lituana entrevistada pelo Observador considera que em Portugal “as pessoas são muito acolhedoras, há muitas coisas para fazer e ver, é muito bonito e o clima é ameno.” Para Agne Steponaityte o país “tem tudo”. “Lembro-me que antes de vir para aqui tinha uma lista do que queria de uma nova cidade onde queria viver (ainda não sabia que ia viver em Portugal) e quando descobri que tinha uma oportunidade vi que o país preenchia todos os requisitos”, afirma.

O índice de custo de vida em Portugal fica no 8º lugar entre os 64 países estudados e no índice de finanças pessoais Portugal não vai além do 15º lugar.

Resultado menos impressionante é o índice de vida familiar, onde Portugal não vai além do 18º lugar. Ainda assim, fica no top 10 na subcategoria de opções para a educação das crianças (6º), mas fica sempre abaixo dos 10 primeiros nas restantes subcategorias que são a qualidade da educação (16º), os custos da educação (17º), a disponibilidade da educação (17º), o bem estar da família (19º)  e, por fim, as opções de cuidados das crianças (20º).

O índice de “trabalhar no estrangeiro” é o que fica mais mal colocado de todos os índices portugueses. A pior subcategoria é a que está relacionada com as perspetivas e satisfação com a carreira (44º), seguida pela economia e segurança laboral (35º) e pela relação entre trabalho e lazer (20º). No entanto, Agne Steponaityte considera que em Portugal “a economia está a aumentar” e defende que “há muitas oportunidades”.

Fonte: Observador

Tem asma? Então leia

Em Portugal, um milhão de pessoas sofre de asma. A doença respiratória matou, em 2013, 122 pessoas — mas é possível ter qualidade de vida sendo asmático. Há, no entanto, pormenores que podem fazer a diferença no quotidiano destes pacientes. Investigadora na universidade de Aveiro desde 1991, Sílvia Rocha é mãe de uma menina asmática. A doença de Íris revelou-se aos 7 anos, o que levou a mãe a inteirar-se sobre o que poderia fazer para ajudar. Em 2014, escreveu um livro com conselhos práticos para os pais e para os próprios doentes. Chama-se “Descomplicar a Asma” e contém conhecimentos importantes.

Doença inflamatória crónica dos brônquios, a asma atinge ambos os sexos e grupos etários, das crianças aos muito velhos. A tendência prevista pela Organização Mundial de Saúde é de agravamento. Sendo crónica, é muito importante que quem sofre desta condição aprenda a viver com ela. Heterogénea — chamam-lhe por vezes “as asmas” —, as suas crises podem ser desencadeadas por vários fatores. Podem ser os ácaros que existem em casa, o pólen de flores, árvores e arbustos, que se acentua na primavera, o pelo de animais, ou determinados medicamentos. Mas há também fatores que agravam a asma, como o fumo do tabaco, a poluição, perturbações emocionais, mudanças bruscas de temperatura ou infeções das vias respiratórias. Seja qual for o(s) factor(es) desencadeante(s) do seu filho ou familiar, é muito importante saber quais são.

No caso de Sílvia Rocha, a asma da filha era provocada pelos ácaros. Existentes “em todo o lado”, obrigam a “cuidados simples na organização da casa, que deve estar sempre limpa, arejada, sem muitos elementos decorativos que permitam a acumulação de pó e sem tecidos ou carpetes”. Íris aprendeu que não podia “ter muitos livros ou peluches no quarto”. Mas aqui fica um truque: “Se o peluche for para o congelador durante o dia, já pode ir para a cama do seu filho durante a noite.”

Nem sempre é fácil “evitar o contacto com o alergénio que desencadeia a asma”. Se este for um tipo de pólen, evitar o ar livre na primavera pode revelar-se impossível. Mas há boas práticas que se devem construir em cada família, de modo a controlar a doença. “É muito importante ter um caderno para ir fazendo anotações”, aconselha a investigadora, até para mostrar ao médico que acompanha o paciente, importante aliado. “À medida que o seu filho vai crescendo, vá fazendo as anotações com ele, para ele próprio se interessar” e estar informado sobre a sua doença.

Outro fator diferenciador na qualidade de vida é fazer uma “alimentação rica em antioxidantes”. “Os benefícios de uma dieta rica em frutos e vegetais frescos, com vitaminas C, E e b-caroteno, pode compensar episódios de stresse oxidativo, provocados pela poluição ou fumo de tabaco. Sílvia Rocha insiste na importância do seguinte: “A asma não menoriza uma pessoa de maneira nenhuma. Não implica nenhuma limitação física. Se se quiser, pode-se ser um atleta olímpico.” E manter a calma é fundamental. “O stresse é um fator que agrava a asma.” Quanto ao resto, é levar uma vida saudável, ao ar livre e ser feliz.

Por uma cultura do descanso

Zahari Markov

A Colchaonet.com surgiu em 2005 sob um olhar visionário e futurista. Em que consistia esta visão e de que modo se tem vindo a apresentar como um fator determinante para o sucesso e excelência da empresa?
Em 2005 tivemos a energia e coragem para arriscar e criar a Colchaonet.com. O facto de trabalharmos numa área de negócio tão especializada como a nossa, faz com que todos os anos o mercado nos teste e compete-nos a nós saber enfrentar os desafios que nos surgem e superá-los. A nossa visão continua a ser a mesma do início, apostar na qualidade dos nossos produtos e serviços, acrescentada agora com os anos de experiência que temos.

Desde a sua criação, a marca tem trilhado o seu percurso com base numa expansão constante e significativa. O que promove este crescimento exponencial?
Sem dúvida que a confiança que os nossos clientes depositam em nós é fundamental. Ao longo destes anos, temos mais de 40 mil clientes satisfeitos e fidelizados que recorrem á Colchaonet.com seja para adquirir um novo colchão, almofada ou outros complementos. Para além disso recomendam-nos aos seus familiares e amigos.
O nosso crescimento não seria possível, nem a confiança dos nossos clientes, sem a equipa de profissionais especializados que temos em loja. E que fornecem aos clientes todas as informações necessárias para escolher os produtos de acordo com as necessidades de cada um dos clientes.

A empresa aposta firmemente na diversidade da sua oferta, estando associada a distintas marcas e produtos diferenciados. O que podemos esperar da ColchaoNet.com não apenas no mercado da colchoaria, mas também de almofadas, têxtil, sommiers e estrados?
Cada vez mais as nossas lojas são procuradas para projetos “chave na mão”. Os clientes procuram o colchão, as almofadas, o estrado, a cabeceira, entre outros. É a pensar nisso que é possível encontrar outros produtos que têm sido muito bem recebidos pelos nossos clientes, tais como, poltronas e cabeceiras personalizáveis. Como trabalhamos em estreito relacionamento com as marcas, a maioria dos produtos disponíveis são exclusivos da Colchaonet.com. Aproveito para desvendar que em breve teremos a gama A Portuguesa da Molaflex com um colchão assinado pelo Nuno Gama. A nossa preocupação constante é a de ouvir o cliente, saber mais sobre o que pretende e usar o nosso conhecimento apostando numa gama de produtos diversificada que corresponda ás expectativas do cliente.

Dormir é um ato essencial e fundamental na vida saudável da sociedade. De que modo é premente ter o colchão adequado? De que modo a marca apoia os seus clientes nesta tão importante decisão?
Como disse anteriormente as nossas equipas de loja têm um papel fundamental. Frequentam formações técnicas das marcas, sobre materiais e inovações técnicas utilizadas na produção de colchões e complementos. Estão sempre disponíveis para esclarecer todas as dúvidas dos nossos clientes e apoiar a sua tomada de decisão. Precisamente porque sabemos como dormir bem afeta o dia a dia das pessoas.

A equipa especializada da ColchaoNet.com tem aqui um papel importante no acompanhamento dos clientes, quer nas compras online, quer nas vossas lojas físicas?
Sem dúvida! Muitas vezes os clientes sabem que precisam de um colchão, mas não fazem ideia do que existe disponível no mercado. E quando iniciam as pesquisas de compra sentem-se completamente perdidos. Na loja online têm a possibilidade de encomendar com acompanhamento telefónico, e nas lojas podem experimentar diversos tipos de colchões.

A Linha do Sono, lançada em 2015 em parceria com a Oficina da Psicologia, vem dar um maior contributo a uma sociedade que ainda não conhece todos os benefícios do bem dormir?
Sim, a Linha do Sono foi uma excelente parceria temporária que tivemos com a Oficina da Psicologia. E tinha como objetivo esclarecer todas as variáveis externas que podem influenciar o sono. Muitas vezes levamos as preocupações do dia a dia para a nossa cama, é preciso saber “desligar” as preocupações na hora de dormir. No entanto, isso pode não ser o suficiente se o colchão não for o mais indicado, se a almofada não tiver a altura necessária. E no dia seguinte de manhã acordamos com as mesmas preocupações e com dores.

É por todas estas razões que a ColchaoNet.com foi considerada pelo IAPMEI PME Líder 2015?
Esta foi uma distinção da qual muito nos orgulhamos, que reconhece o nosso empenho no mercado e capacidade de crescimento e evolução, tornando-nos também mais competitivos.

De que modo no futuro continuarão a expandir a marca e a fazer crescer o conceito pelo qual criaram a empresa em 2005?
Vamos sempre continuar a trabalhar para ter produtos e serviços de qualidade superior. Porque sabemos que é por estes valores que os clientes nos conhecem. Gostamos desafios, e gostamos de trabalhar com padrões altos, melhorando todos os dias. Continuaremos a expandir a nossa marca com a abertura de novas lojas, sendo a próxima abertura em Braga. Para que possamos cuidar do descanso do maior numero de pessoas, pois este é o lema da nossa marca.

Doenças raras: A ‘roleta-russa’ sem vencedores

O Dia das Doenças Raras assinala-se hoje, dia 29 de fevereiro, o dia mais raro do ano. O Lifestyle ao Minuto foi conhecer algumas pessoas que vivem todos os dias com uma doença e dá-lhe a conhecer três histórias.

“Quem olha para mim não nota que tenho uma doença”

Na sua maioria, as doenças raras são “progressivas e potencialmente incapacitantes”. “Tento não estar sempre a pensar nisso mas o futuro assusta-me”, começa por dizer Marta Jacinto. Aos 39 anos, a doente de Pseudoxantoma elástico (PXE) ocupa, desde 2013, a presidência da Aliança Portuguesa de Associações das Doenças Raras.

“Quem olha para mim não nota que tenho uma doença. Consigo fazer a minha vida normal, tenho de ser vista pelos médicos [dermatologia, cardiologia e oftalmologia] e ter alguns cuidados especiais.” Mas a evolução da doença é incerta e as previsões são pouco animadoras.

Além da claudicação intermitente (sensação de cãibra), Marta pode perder a visão central ou ter hemorragias internas. Não pode tomar um simples anti-inflamatório (uma vez que propicia a hemorragia), e não deve andar de carrinhos de choque ou tudo o que possa provocar um traumatismo craniano ou ocular (que pode resultar na perda de visão).

Marta Jacinto tem uma doença rara hereditária (PXE), desde os 19 anos, que afeta o tecido em algumas partes do corpo. O tecido elástico no corpo vai ficando mineralizado: com depósito de cálcio e outros minerais no tecido – Marta explica que tem uma espécie de “pele de galinha”.

Esta doença que afeta entre uma em cem mil pessoas e uma em 25 mil (entre 100 e 400 pessoas em Portugal) pode provocar alterações na pele, olhos e sistemas cardiovascular e gastrointestinal.

“Durante um ano não dissemos a ninguém”

Já o caso de Tomás Maurício é bastante diferente. Este jovem de 21 anos, que está agora a recuperar de um AVC, sofre de uma Distrofia Muscular de Cinturas tipo Emery-Dreifuss, uma doença neuromuscular que faz com que vá perdendo o tecido muscular e, portanto, a facilidade de movimentos.

Os primeiros sintomas surgiram por volta dos quatro anos. Foi na escola que começaram a notar que o Tomás não subia as escadas como os outros meninos – subia devagar e agarrado ao corrimão – e que se se encostassem a ele, caía, explicou a mãe, Fernanda, ao Lifestyle ao Minuto.  Foi perdendo a marcha e desde os 12 anos que se move em cadeiras de rodas.

Desde julho do ano passado, quando teve o AVC, deixou de poder comer e escrever sozinho. Ainda assim o seu maior objetivo é voltar a estudar (está no 12º ano, no ensino regular), recuperar a pouca independência que tinha e a rotina.

Fernanda explica que a sua vida mudou radicalmente. “Durante um ano não dissemos a ninguém.” Não sabiam o que fazer nem o que os esperava. A situação do Tomás acabou por afetar a relação de Fernanda com o marido e o casal acabou por se separar.

“Sempre na esperança de novas formas de melhorar a qualidade de vida”

Vítor Severino tem 43 anos e há oito que sabe que o cansaço rápido, dispneia, desmaios, arrepios e tonturas que tem são sintomas de Hipertensão Pulmonar idiopática – uma doença “altamente incapacitante”, como o próprio descreve, e de causa desconhecida.

Nas palavras de Vítor Severino, esta doença consiste, em termos simples, em pequenos trombos que tapam as veias e artérias por onde o sangue tem de circular, obrigando o coração a fazer um esforço extra.

Esta doença pode levar à insuficiência ventricular direita e, consequentemente, ao óbito. Vítor conta que esteve à beira da morte – o coração ficou muito dilatado, os níveis de potássio dispararam, os rins pararam e o corpo rejeitava a medicação.

Mas Vítor tem associado um tromboembolismo pulmonar que foi possível operar em França. Desde aí diz ter uma qualidade de vida muito superior. Infelizmente, as opções em Portugal há muito que acabaram, é apenas acompanhado pelos médicos das especialidades e toma anticoagulantes para facilitar a circulação do sangue.

E lamenta-se: “Isto é um pau de dois bicos, nunca sei se morrerei da doença ou dos efeitos da doença”. Até porque o risco que o estado do seu coração representa poderia ser prevenido se o diagnóstico da doença tivesse sido rápido.

 

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