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Bruno Magalhães conquista novo pódio no regresso ao Rali de Portugal

Bruno Magalhães e o navegador Hugo Magalhães já sabiam que o Rali de Portugal seria uma das provas mais duras da temporada, fruto da passagem dos WRC que degradavam os pisos e dificultavam a tarefa dos pilotos do Campeonato de Portugal de Ralis. Ainda assim, e depois de ter ganho o também duríssimo Rali da Acrópole, na Grécia, no Campeonato da Europa FIA de Ralis (ERC) em 2018, o tricampeão nacional acreditava ter capacidades para superar esse desafio e entrar na luta pela vitória no evento nacional. Contudo, dois pneus que descolaram da jante na sexta-feira fizeram o piloto do Team Hyundai Portugal perder cerca de 1m30s, conseguindo, no entanto, mostrar a sua rapidez no sábado, ao ser o mais rápido em quatro das cinco primeiras classificativas do dia entre os pilotos portugueses. No final, o 2.º lugar na prova nacional acaba por ser um bom resultado para Bruno Magalhães, que vinha de um resultado semelhante no Azores Rally.
“Foi um prazer voltar a disputar o Rali de Portugal, sempre uma prova longa e muito dura, mas cujo público fantástico nos leva a superar todas as adversidades”, começou por referir Bruno Magalhães. “De facto, os azares com os furos na sexta-feira afastaram-nos da luta pela vitória no CPR, mas o 2.º lugar acaba por ser positivo para o nosso campeonato, depois do pódio nos Açores. Além disso, demonstrámos no sábado o nosso verdadeiro andamento, já com o carro mais adaptado ao meu estilo de pilotagem. Quero agradecer a todos os nossos patrocinadores, à equipa e a todo o Team Hyundai Portugal, que conseguiu aqui uma dobradinha muito importante”, concluiu o tricampeão nacional e vice-campeão da Europa, que vai agora preparar o início da fase de asfalto do CPR, no Rali de Castelo Branco, nos dias 22 e 23 de junho.

Regresso ao Rali de Portugal é momento especial para Bruno Magalhães

A última participação de Bruno Magalhães no Rali de Portugal remonta à época de 2013, ainda na versão algarvia do evento pontuável para o WRC. Depois disso, o tricampeão nacional apostou numa carreira no Campeonato da Europa FIA de Ralis (ERC), que culminou com o título de vice-campeão europeu em 2017 e o 3.º lugar em 2018. Agora, na época em que regressa ao Campeonato de Portugal de Ralis, Bruno Magalhães tem também a oportunidade de voltar a disputar o mais importante e mediático evento do automobilismo português, defendendo as cores do Team Hyundai Portugal.

“Sim, este regresso é um momento especial porque qualquer piloto português quer estar no Rali de Portugal, por tudo o que esta prova significa para o nosso desporto”, referiu Bruno Magalhães, que regressa ao CPR depois do pódio obtido no Azores Rallye.

“Será a primeira vez que disputo o Rali de Portugal desde o regresso da prova à região Norte, por isso grande parte dos troços serão uma novidade para mim. Por outro lado, senti no Monday Test que demos um passo em frente na afinação do carro após os Açores, e além disso tivemos um bom feeling com os pneus Michelin que são usados no Campeonato do Mundo. É fundamental ter confiança no carro para sermos competitivos ao longo de todo o rali, que deverá ser bastante duro e disputado. Toda a equipa fez um excelente trabalho de preparação e agora só nos resta dar o máximo para tentar entrar na luta pela vitória entre os portugueses”, concluiu o piloto do Hyundai i20 R5, navegado como é hábito por Hugo Magalhães.

Disputado entre quinta-feira (dia do Shakedown) e domingo, o Vodafone Rali de Portugal é a quarta prova pontuável para o CPR, tendo um total de 10 classificativas e 174,85 kms cronometrados no evento nacional, cuja classificação é determinada após a especial de Amarante 1, no sábado.

Rali de Portugal de volta ao Porto

Volkswagen Polo R WRC of Sebastien Ogier of France parked in front of Guimaraes castle during the first day of the WRC Rally of Portugal in Guimaraes, Portugal, 21 May 2015. The competition runs from 21st to 24th of May. JOSE COELHO/LUSA

“O traçado ainda está a ser estudado com o Automóvel Clube de Portugal (ACP), mas haverá alterações. O envolvimento da Câmara do Porto será semelhante ao de 2016, devendo rondar os 500 mil euros, entre pagamentos de ‘fee’ [taxas] e custos logísticos de organização”, descreve a autarquia numa resposta enviada à Lusa, na qual explica que receberá o “retorno direto da bilheteira” e um “retorno extraordinário” devido à transmissão televisiva para “mais de 100 países”.

No seu portal de notícias, a câmara revela que este ano “a zona da Trindade será libertada” do evento para “facilitar as acessibilidades” e que “a zona dos Clérigos será pela primeira vez usada como cenário” da classificativa que, segundo a empresa municipal Porto Lazer, chega ao Porto “a 18 de maio, com duas passagens ao fim da tarde”.

“O centro do Porto vai voltar a receber os melhores pilotos do Campeonato do Mundo de Ralis no dia 18 de maio. Tal como em 2016, a Porto Street Stage vai integrar o programa oficial da 52.ª edição do Rali de Portugal, com duas passagens ao final da tarde de sexta-feira, com início às 19:03 e 19:28”, descreve a empresa municipal no seu site.

A Porto Lazer acrescenta que este ano o Rali de Portugal “constituirá a sexta prova do calendário do Mundial de Ralis, disputando-se uma vez mais na zona Norte do país, entre os dias 17 a 20 de maio”.

Questionado pela Lusa sobre mais detalhes do novo traçado da prova, o gabinete de comunicação da Câmara do Porto vincou que o mesmo “ainda está a ser estudado com o ACP”.

A Lusa perguntou também qual o envolvimento financeiro na organização do evento, tendo o gabinete respondido que “será semelhante ao de 2016, devendo rondar os 500 mil euros, entre pagamentos de ‘fee’ e custos logísticos de organização”.

A autarquia destaca que a competição realizada na cidade “terá um retorno direto de bilheteira que reverte para a Câmara”.

De acordo com a Porto Lazer, em 2016 assistiram à Street Stage do Porto, que se centrou na Avenida dos Aliados, junto à Câmara do Porto, “mais de 80 mil espetadores”.

O gabinete de comunicação da câmara acrescenta que a prova será transmitida “para mais de 100 países, através de transmissão internacional, representando um retorno extraordinário”.

No seu portal de notícias, a autarquia diz mesmo que o Rali de Portugal representa “um binómio investimento/retorno dos mais atraentes”, notando que “em 2017, mesmo sem a Street Stage do Porto, resultou num retorno de 137 milhões de euros para o país”.

De acordo com a Porto Lazer, “em 2018 haverá algumas novidades no percurso, que chegará também à zona dos Clérigos, permitindo assim ampliar as zonas de público e melhorar ainda mais a mobilidade na cidade”.

“Em 2016, na primeira vez que o Campeonato do Mundo de Ralis entrou na cidade de forma competitiva, o trabalho extraordinário da organização permitiu que as avenidas dos Aliados e D. Afonso Henriques, onde maioritariamente decorreu a competição, estivessem interrompidas ao trânsito apenas no dia da prova”, acrescenta a empresa.

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, revelou na quarta-feira que o Rali de Portugal 2018 vai passar pelo Porto, cidade onde vai regressar a “Porto Street Stage” e vai ser “ainda maior do que no ano passado, porque alargámos, sobretudo, as zonas do público e de mais fácil acesso aos espetadores”.

Barbosa falava aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração da Feira Internacional de Turismo de Madrid (Fitur).

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