Inicio Tags Reabilitação

Tag: reabilitação

Obra de Reformulação do Molhe do Porto de Viana foi lançada ontem

A obra, ontem lançada, é a primeira das quatro intervenções previstas para a reabilitação do Molhe, que terá um custo global de 21,4 milhões de euros. Esta fase precursora terá a duração de doze meses e um custo estimado de 1.461.619€.

Com 2.170 metros de comprimento, o Molhe Norte (de proteção do porto de Viana do Castelo) é uma estrutura de taludes galgáveis, dispondo  de um passadiço de betão. A intervenção, ontem anunciada, englobará o reforço dos taludes existentes e a reparação do pavimento de betão em todas as extensões danificadas fruto das intempéries.

“Esta é uma obra de extrema importância porque assegura, principalmente, as questões de segurança desta infra-estrutura portuária, cada vez mais importante do ponto de vista económico para o país. Este ano o Porto de Viana já movimentou cerca de 237 mil toneladas de mercadorias, o que representa um crescimento exponencial de cerca de 16% face ao ano anterior”, sublinhou a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Além das atividades portuárias esta estrutura do Porto de Viana assegura ainda a actividade de construção e reparação naval; a indústria da fabricação de componentes para aerogeradores eólicos; práticas desportivas;  pesca; assim como áreas destinadas à atividade comercial (hotelaria, restauração, estabelecimentos de diversão e lazer).

Recorde-se que a APDL iniciou, no passado mês de fevereiro, a construção dos novos acessos rodoviários ao sector comercial do porto de Viana do Castelov isando melhorar a acessibilidade à infra-estrutura portuária, reforçando a sua competitividade e alargando o seu hinterland.

Porto de Setúbal reabilita Rampa das Baleias em Santa Catarina

A APSS encontra-se a realizar obras de reabilitação da rampa varadouro e do esporão adjacente em Santa Catarina, conhecida como “Rampa das Baleias”, com o objetivo de melhorar a segurança e a qualidade de utilização pública desta infraestrutura de apoio a embarcações, sendo a concretização de um anseio antigo dos seus utilizadores.

Os trabalhos decorrem em bom ritmo tendo já sido concluído o reforço do esporão adjacente através do enchimento com pedras, seguindo-se a preparação da lage para betonagem, o que será realizando aproveitando as boas condições de maré.

A intervenção cujo término está previsto para meados de agosto, arrancou no início do verão devido à necessidade de aproveitar condições meteorológicas e de marés mais favoráveis e também aos condicionalismos inerentes ao processo de contratação pública, contando a APSS com a compreensão dos beneficiários utilizadores da rampa para os transtornos causado.

“Efeitos da tendência da reabilitação nos grandes centros urbanos “

Importa perceber que a Reabilitação surge essencialmente motivada pela procura turística dos centros das principais cidades do País. Por diversos factores que não interessa estar aqui a nomear e dos quais destaco apenas o efeito das viagens “low cost”, assim como a livre circulação de estudantes estrangeiros pelas universidades, em conjunto criaram uma procura pelo mercado de arrendamento.

A Reabilitação não começa pelos proprietários dos muitos imóveis degradados e abandonados que perceberam que tinham activos para regenerar, até porque a lei os obrigava a cumprir o papel do Estado no que concerne à Habitação Social, mas sim pela possibilidade dada por uma nova legislação que permitiu que os mesmos pudessem ser vendidos, libertos de inquilinos e finalmente transformados. Durante muito tempo o único negócio de reabilitação chamou-se e chama-se ainda de “Alojamento Local”. Atrás da procura e do número de turistas, surgiu ainda a procura por novas unidades hoteleiras, motivo de reabilitação de muitos outros imóveis.

Como a crise promove novas soluções, também a legislação permitiu através de benefícios fiscais a criação de habitação para estrangeiros. Esta condição aliada às crises de outros países e conjugada pela nossa qualidade de vida, resultou na procura crescente de casa para habitar ou para situar a fiscalidade por parte de estrangeiros, mas que trouxe uma grande procura por habitação em essencial aos centros históricos e naturalmente ao mercado da Reabilitação Urbana.

Os centros das nossas principais cidades encontravam-se degradados e abandonados, fruto de políticas erradas na gestão de activos, das políticas de habitação e arrendamento e na gestão urbanística, a Ryanair, o DAESH que nos endereçou parte do turismo, e a crise com as suas necessidades alteraram regras, e o mercado fez, promoveu e desenvolveu a Reabilitação dos centros urbanos. Hoje visitamos estes centros não só o Porto ou Lisboa, mas de quase todas as cidades médias e vemos todos os dias novas casas, novas lojas, novos restaurantes, prédios outrora fechados e em ruína, reabilitados e vida nova nos velhos centros.

Quando o mercado ganha dimensão e começa a promover alterações, surge o momento de se proceder à sua análise e de corrigir procedimentos. Assim deve ser e é exactamente para isso que deveriam servir as políticas do Estado.

Situações existiram e existem com despejos injustos que haveria de corrigir, reabilitações que não trazem habitantes apenas gente temporária, obras que desvirtuam os centros e que em nada contribuem para a cidade, etc. Casos houve e há a que se chamou a atenção porque é sempre o que nos apresentam e o que queremos ver, menos será o que não se quer ver e que aparentemente se esconde.

Porque para além de hoje podermos ter de novo vida nos centros urbanos, mesmo que pejados por vezes dos mesmos turistas que vemos em qualquer cidade europeia, porque esses os turistas são sempre os mesmos, muitos antigos habitantes dos velhos centros também tiveram os seus problemas resolvidos. Não é visível para quem não vê, mas muitos habitantes de idade avançada e/ou em condições económicas difíceis, viviam em casas degradadas sem quaisquer condições, renegados por vezes a serem os únicos habitantes de um prédio, sós e abandonados, por via das indemnizações ou por via de acordos, puderam mudar de casa para melhores condições, e mesmo alguns conheço que puderam mudar para as suas terras. Muitos negócios comerciais falidos de repente tiveram uma solução e deram lugar a outros. Também se comprovam os muitos arrendamentos simulados, garantidos pelos direitos de leis injustas, para habitações de segunda opção ou ainda de subarrendamentos onde se aplica o Alojamento Local. Como nenhum destes assuntos teve ou tem a atenção das notícias, contrariamente a outros, a Reabilitação Urbana em curso traz consigo algum discurso negativo que urge remediar pela acção da política populista.

Surgem agora várias alterações legislativas com este propósito, sempre que alguma coisa começa a dar certo, que existe sucesso, que há gente que investe e tem ganho económico, mudam-se as regras do jogo e para mais neste caso que tem consigo o estigma maldito que dá pelo nome de “especulação imobiliária”.

Vamos voltar por isso à garantia de habitação por parte do proprietário, ao congelamento de rendas, aos impostos exacerbados sobre o investimento imobiliário e ao sempre crescente papel do cidadão na substituição do estado cada dia mais obrigado e menos capaz.

Houvesse o raciocínio invertido de que “ganhar dinheiro” não é pecado e faz toda a gente mais enriquecida, estaria o país em melhor estado e as cidades reabilitadas há muito mais tempo.

Fala-se agora da reabilitação do interior, o que até já acontece em alguns casos, contudo, existe uma panóplia de regras com este espírito subjacente e o mais provável é que continue a degradar-se. Poderá ser que surja um qualquer factor externo que motive um qualquer negócio, e então depois, com este princípio reaccionário, poderá ser que voltemos ao início do processo.

Todo o espaço em que vivemos é um bem presente e não futuro, como tudo o que é vivo, muda e altera, por isso necessita de uma contínua reabilitação.

Primeiro-ministro lança hoje concursos para reabilitação do IP3

© Tony Dias-Global Imagens

evento realiza-se às 10h20, junto ao nó de Raiva, Penacova, no IP3, anunciou a Infraestruturas de Portugal.

A cerimónia prevê o lançamento dos concursos de empreitada para a reabilitação do IP3 entre o nó de Penacova e a Ponte do Rio Dão, e para o Projeto de Execução para Duplicação do IP3 entre Coimbra e Viseu.

Em 4 de maio, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, explicou que a requalificação do IP3 entre Viseu e Coimbra deveria durar três a quatro anos.

Após a intervenção, o tempo de viagem deverá ser reduzido em um terço.

A primeira intervenção, que já conta com projeto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3, na zona da Livraria do Mondego, disse também na altura Pedro Marques, que falava aos jornalistas após uma apresentação à porta fechada do projeto aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Viseu, Dão e Lafões.

O ministro sublinhou que 85% do traçado vai ficar com perfil de autoestrada – com duas faixas em cada sentido -, quando hoje o IP3 apenas tem um quinto da via com esse perfil.

Mesmo assim, nos 15% onde não haverá um perfil de autoestrada, haverá, “em quase a totalidade”, duas faixas num sentido e uma no sentido contrário.

No total, só “3% do troço poderá ter de permanecer apenas com uma faixa para cada lado”, nomeadamente nas pontes, onde ainda vai ser avaliado se há condições “para algum tipo de alargamento”, explicou o ministro.

Pedro Marques sublinhou que a alternativa à requalificação do IP3 passaria pela “construção de autoestradas com portagens, que onerariam as famílias e as empresas”.

Questionado sobre a possibilidade de, no futuro, o IP3 ser transformado numa autoestrada, como aconteceu no IP5, o ministro assegurou que o Governo “está a fazer esta obra assim para não transformar o IP3 numa autoestrada com portagens”.

LUSA

“É urgente uma reabilitação estrutural”

Numa altura em que as cidades vão assistindo à degradação progressiva das suas estruturas urbanas e dos seus edifícios, decorrente do envelhecimento próprio, da sobrecarga de usos, ou ainda do desajustamento dos desenhos da sua organização a novos modos de vida, torna-se imprescindível o desenvolvimento de processos de intervenção de reabilitação.

A aposta na reabilitação estrutural, tanto ao nível do projeto como da obra é, portanto, o foco da Ponto 85.

Constituída por técnicos com avançados conhecimentos técnicos e experiência no ramo de consultoria e projeto para construção e reabilitação de edifícios e pontes, a Ponto 85 procura sempre a otimização de projetos com o objetivo de obter redução de custos em obra. “Lisboa tem uma construção muito antiga e bastante frágil para atividades sísmicas, pelo que é necessário apostar fortemente na reabilitação. Mas não se trata de reabilitação apenas superficial e de estética. É urgente uma reabilitação estrutural”, começa por nos explicar Hugo Leão.

A Ponto 85 começou os seus trabalhos de projetos e obra de edifícios com estruturas metálicas, no entanto, com a promoção da necessidade de se reabilitar a cidade de Lisboa, a empresa acabou por se direcionar naturalmente para a reabilitação urbana.

“O período de vida útil dos edifícios em projeto é de 50 anos, a partir daí é preciso manutenção e obras de intervenção mais profundas, e a verdade é que o parque edificado de Lisboa já tem mais de duzentos anos. Mas o que verificamos é que os senhorios ou os condomínios não têm, muitas vezes, capacidade financeira para essas obras de reabilitação”, avança o nosso entrevistado.

Assim, os programas de apoio e de incentivo à reabilitação promovidos pela Câmara Municipal de Lisboa têm-se revelado uma ferramenta importante, como é o caso do programa RE9. A Câmara Municipal decidiu criar um programa de reabilitação mais abrangente, especificamente vocacionado para a reabilitação da habitação na Cidade de Lisboa, com três prioridades que têm estado sempre presentes em todas as decisões da Câmara Municipal: Reutilizar, Reabilitar e Regenerar. Para a sua concretização, a Câmara Municipal estabeleceu um conjunto de parcerias envolvendo as várias entidades que atuam no setor da reabilitação urbana, assumindo-se a Câmara Municipal como um facilitador, um dinamizador e um regulador. Trata-se de um programa de apoio à reabilitação urbana que oferece nove vantagens para a reabilitação dos imóveis localizados na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa – cerca de 92% dos imóveis da Cidade de Lisboa.

A par destes programas de incentivos com os quais a Ponto 85 trabalha, a empresa desenvolve projetos de reabilitação para situações em que a capacidade de investimento é precária. “Os condomínios não têm capacidade de investimento para estas intervenções estruturais. Nestes casos desenvolvemos uma intervenção menos intrusiva possível e de custos mais baixos. A preocupação constante da Ponto 85 na reabilitação estrutural é a intervenção que permita o reforço das estruturas para situações em que se verifique atividade sísmica. “Existem vários fatores que agravaram o problema da antiguidade dos edifícios, como as obras que se foram concretizando, muitas delas precárias em planeamento e sem sensibilidade para a resistência das suas estruturas em caso de uma atividade sísmica”, avança Hugo Leão.

A Ponto 85 procura, por isso mesmo, promover a sensibilização para este aspeto de obras que modificam a estrutura de um edifício tornando-o mais frágil. “Sensibilizamos o nosso cliente para evitar intervenções desse tipo, arranjando soluções que não inviabilizam a resistência mecânica do edifício. Fazemos obras de conceção-construção e sugerimos uma proposta de solução estrutural que mantenha o comportamento do edifício ou que o melhore”, refere o nosso interlocutor, para quem o trabalho de um engenheiro não pode ser visto a curto prazo.

Com o foco na inspeção, reabilitação de estruturas e execução de estruturas novas, a aposta da Ponto 85 será desenvolver técnicas económicas e potentes no ponto de vista da reabilitação, tendo sempre em atenção a eventual atividade sísmica na cidade de Lisboa.

SAIR DO CONVENCIONAL COM UM REVESTIMENTO ÚNICO

Atenta a estes cenários, a Revista Pontos de Vista foi conhecer a Microcrete, marca que está na vanguarda e que tem vindo a crescer no mercado interno e internacional através daquele que é um produto inovador, o denominado Microcimento, um produto que proporciona benefícios práticos e decorativos no revestimento de pavimentos e paredes, ideal para projectos de reabilitação e decoração minimalista, até porque se assume como um material flexível e de enorme qualidade, capaz de enaltecer qualquer espaço, tornando-o mais moderno e distinto.

Fomos portanto perceber as mais-valias deste produto e marca e conversámos com Sérgio Vasconcelos, CEO da Microcrete, que nos deu a conhecer um pouco mais do background deste produto, das valias e vantagens do mesmo, sem esquecer as potencialidades que representa para o consumidor final e não só.

A entrada em Portugal do designado Microcimento deu-se há cerca de 8 anos, mais concretamente em 2008, período em que a Microcrete decidiu trazer este produto bastante reconhecido pelas suas valias em outros mercados, em especial o francês, pois esta é uma solução que permite, entre outras coisas, diversas utilizações que vai desde a impermeabilização à reabilitação e revestimento, aportando um «ar» moderno e novo. “A ideia primordial foi a de olharmos para o universo da construção como uma construção 2.0, ou seja, pretendemos trazer uma tecnologia moderna e diferenciadora como solução para os problemas do quotidiano”, esclarece o nosso entrevistado.

Como já foi salientado, em 2008 deu-se a entrada do produto da Microcrete, o Microcimento, em Portugal, período em que se viveu de uma forma mais profunda a crise no setor da construção, principalmente no domínio do edificado novo. Mas porquê correr este risco num período de dificuldades? Segundo Sérgio Vasconcelos, a marca gosta de trabalhar nos designados nichos de mercado, fazendo sempre algo pioneiro, mesmo que para isso seja necessário correr alguns riscos. “Naturalmente que corremos riscos, até porque quando o fazemos temos necessariamente que «educar» o mercado e isso é penoso e moroso. Temos de perceber que estávamos num momento de crise em Portugal e o nosso país, nessa altura, ainda se encontrava bastante atrasado relativamente a estes produtos mais inovadores na dinâmica da construção”, salienta o nosso interlocutor, lembrando que o mundo da reabilitação começou a surgir em Portugal nesse período, 2008, sendo que ainda hoje os dados existentes no âmbito da reabilitação são inferiores ao que era nesse período em mercados congéneres como o alemão ou o francês, “em que cerca de 85% do mercado assentava na reabilitação e o restante em construção nova. Em Portugal era o inverso, ou seja, cerca de 80% de construção nova e o restante ao nível da reabilitação. Aquilo que tenho aprendido é que tendencialmente seguimos o caminho dos restantes países europeus, embora ainda estejamos algo atrasados”, revela o CEO da Microcrete, assegurando que Portugal está no bom caminho, mas que este rumo é naturalmente árduo e complicado.

Cepticismo ultrapassado

O Microcimento «made in» Microcrete aporta um vasto conjunto de valias, além de poder ser revestido sobre madeira, tijoleira, pedra natural e cerâmica. É altamente resistente à água, gordura e óleos, e a sua aplicação é feita de forma rápida, sem barulho, confusão e entulho. Para além disso, problemas como a humidade, fissuras e a acumulação de sujidade nas juntas deixam de existir. “É um produto que agrada transversalmente a todos os agentes que tomam decisões, principalmente aos arquitectos, que o adoram por ser um produto contínuo. Para o utilizador final tem a vantagem de não possuir juntas, tornando-se mais fácil de limpar, e para os instaladores demora menos tempo a aplicar, ou seja, há poucos desperdícios”, revela.

Mas esta entrada no mercado não foi fácil. Longe disso. Principalmente por ser um produto desconhecido, o que provocou algum cepticismo no consumidor final. “Sim, o utilizador final tinha algumas dúvidas ao nível da eficácia e das garantias, mas fomos contornando e ultrapassando essas dificuldades e hoje a visão das pessoas sobre o Microcimento é o inverso, ou seja, sabem das qualidades e valias do produto. Além disso, não existiam aplicadores/instaladores dentro da própria marca e tivemos que criar uma equipa que assegurasse a aplicação do produto, o que ajudou no desenvolvimento da marca”.

Atento a estes cenários, o nosso entrevistado assegurou que o caminho passou também por acções de formação e workshops, sendo que atualmente a marca ministra dois workshops mensais em Lisboa e no Porto, completamente gratuitos, “ao contrário de outros países, em que são pagos. São ações abertas ao público em geral e profissionais, em que temos instaladores, engenheiros, arquitetos e o consumidor final. Tem tido bastante sucesso e todos os meses temos entre quarenta a sessenta pessoas que assistem a estes workshops o que ajuda na promoção e divulgação do produto”, afirma.

Inicialmente, a Microcrete assumia-se como uma marca importadora de Microcimento, algo que mudou em 2013, quando a mesma começou a produzir o produto, sendo actualmente a única empresa a fazê-lo em Portugal. “Foi uma consequência positiva em que aproveitamos o know-how que fomos adquirindo como instaladores para melhorar o produto e neste momento temos uma matéria prima de enorme qualidade, preferida até pelo mercado francês e isso dá-nos muita satisfação, pois sabemos que estamos no caminho certo”. Se inicialmente a marca detinha uma maior preponderância de atuação em obras novas, hoje os «pratos da balança» estão muito mais equilibrados, estando divididos entre a construção nova e a reabilitação. “Diria que, hoje em dia, o nosso volume de negócios é de 50/50, sendo que também estamos muito focados no domínio da reabilitação nos centros históricos do Porto e de Lisboa, principalmente no âmbito de parcerias relativamente aos nossos workshops”, salienta Sérgio Vasconcelos.

Desafios não cessam…e ainda bem

Atualmente a Microcrete opera a nível de todo o território nacional, mas também a nível internacional, estando presente em diversos países como França, Espanha, Holanda, Angola, entre outros. “Temos bastante qualidade e conseguimos ser bastante competitivos ao nível do preço”, salienta o nosso interlocutor, realçando que a marca se candidatou ao sistema de incentivos Portugal 2020, “pois pretendemos continuar a apostar fortemente no mercado”.

Mas será que este produto e marca vieram mudar o paradigma da construção e da reabilitação em Portugal? Para Sérgio Vasconcelos assumir essa linha de pensamento “é demasiado ousado e não temos essa veleidade, mas temos feito o nosso trabalho como agentes deste mercado e contribuído para o mesmo. Temo-nos assumido como alguém que compreende as necessidades e as exigências das pessoas e do seu dia a dia. A reabilitação tem e deve caminhar para que o utilizador ou o dono da propriedade/habitação saia de casa de manhã e quando regressa do trabalho a mesma esteja concluída. Este panorama é o ideal, e embora ainda seja uma utopia, acredito que estamos mais próximos do dia em que isso seja uma realidade. Os produtos, as soluções e os instaladores têm e estão a fazer este caminho e hoje já temos soluções que permitem essa celeridade e comodidade”.

Desafios, Desafios, Desafios! Nunca cessam e na Microcrete este desígnio é muito mais que um desejo ou aspiração. É uma realidade. E o desafio da marca passa, atualmente, pelo mercado externo, até porque no mercado interno o crescimento tem sido evidente e recorrente. “O que os outros vêm como obstáculos, nós vemos como desafios e temos orgulho porque vemos grandes marcas portuguesas da construção a utilizarem o Microcimento e isso é um sinal de que estamos a fazer um excelente trabalho de uma marca que foi pioneira ao trazer este produto para terras lusas. Continuamos a trabalhar um nicho de mercado, mas somos especialistas nesta área e sabemos o que fazemos. Temos rapidez de entrega, inovação na área com produtos e materiais de excelência. Por isso, estamos no caminho certo e sei que vamos singrar”, conclui Sérgio Vasconcelos, CEO da Microcrete.

 

Mais um Produto, mais uma Inovação

A Homeing – Interior Design and Home Living, que se realizou de 29 de Setembro a 1 de Outubro, foi palco da apresentação de um novo produto «made in» Microcrete, o M Liner. Um produto comercializado em kit pronto a aplicar, resultado da vontade de inovar que se traduz na optimização e simplificação da aplicação de microcimento, preservando todas as suas características. “O M Liner é produzido artesanalmente nas nossas fábricas, através do barramento manual de microcimento sobre uma fibra que permite o seu enrolamento, o que facilita o transporte e a sua aplicação em obra sem necessidade de mão-de-obra especializada. É uma grande evolução no setor, até porque o trabalho que até aqui demorava 3 a 4 dias a concluir, agora pode ser realizado e concluído no próprio dia. Estamos bastante satisfeitos com a presença que tivemos neste evento e com a curiosidade e receptividade que o produto teve”, afirma Sérgio Vasconcelos.

CONSTRUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE EDIFÍCIOS DE HABITAÇÃO DISPARA EM 2015

A procura do turismo residencial é cada vez maior, sendo que muitos edifícios com projetos de habitação destinam-se ao arrendamento de curta duração. É neste contexto que a CBRE divulga o seu mais recente estudo de mercado – Lisbon Residential Brick Index – com foco na construção e comercialização de edifícios de habitação em Lisboa.

O nível de preços no setor imobiliário em Lisboa já remete ao período pré-crise para produtos premium, mas com uma oferta de imóveis muito superior para este segmento. A melhoria da situação económica no país, aliada ao turismo e aos incentivos concedidos à reabilitação urbana e investimento estrangeiro, conduziram naturalmente à subida destes valores.

O centro histórico de Lisboa concentra o maior número de edifícios em reabilitação, onde zonas como a Avenida da Liberdade, Príncipe Real, Chiado, Bairro Alto e São Paulo são as mais valorizadas. Dos edifícios que ainda estão em construção, atualmente o preço médio de comercialização chega aos 5 500 €/m², valor que já é 10% superior face aos que já foram concluídos e vendidos em 2015.

Edifícios Residenciais em Construção por Zona
Edifícios Residenciais em Construção por Zona

A CBRE estima que durante o ano de 2015 foram concluídos 40 edifícios de habitação, o que significa um acréscimo de 69% na oferta da cidade de Lisboa, com mais 524 fogos.

Ainda que maioritariamente português, o perfil do comprador possui uma fatia de aproximadamente 20% de estrangeiros, sendo que ambos compram quer para utilização própria como para investimento, neste ultimo caso para colocação no mercado de arrendamento de curta duração.

Para Cristina Arouca, Diretora de Research e Consultoria da CBRE, “O conhecimento em tempo útil do que se está a verificar no mercado da promoção residencial da cidade tornou-se essencial numa altura em que a CBRE decidiu relançar o Departamento de Residencial.”

Acrescenta ainda “A tendência dos próximos anos será o aumento do número de edifícios reabilitados no centro de Lisboa, com destaque para a Avenida da Liberdade e Cais do Sodré, que renascem como zonas residenciais. Os imóveis com cachet estão a popularizar-se e, com a subida de preços e aumento da procura de imóveis em Lisboa, resta-nos aguardar uma possível estabilização no segmento alto do mercado em 2016”.

Sobre o Grupo CBRE

O Grupo CBRE, Inc. (NYSE:CBG), é uma empresa classificada na Fortune 500 e S&P 500, com sede em Los Angeles, líder mundial na prestação de serviços para o setor imobiliário (dados relativos a 2014). Com aproximadamente 70 mil colaboradores a nível mundial (excluindo empresas afiliadas), a CBRE desenvolve a sua atividade para promotores, investidores e ocupantes através de mais de 400 escritórios em todo o mundo (excluindo empresas afiliadas). Entre os seus serviços contam-se a consultoria e mediação em operações de venda e arrendamento de imóveis, administração de imóveis, gestão de projetos, serviços de avaliação, promoção, investimento imobiliário, research e consultoria. Em Portugal a empresa está presente desde 1988, prestando uma vasta gama de serviços em todo o território nacional. Para mais informações visite www.cbre.pt.

Linkedin: CBRE Portugal

EMPRESAS