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Hungria vai fazer referendo sobre acolhimento de migrantes em outubro

A Hungria vai realizar a 2 de outubro um referendo sobre o plano de relocalização dos migrantes entre os Estados-membros da UE, anunciou esta terça-feira a presidência húngara.

“Como Presidente da República, decreto a realização do referendo a 2 de outubro”, de acordo com a declaração oficial do chefe de Estado húngaro, Janos Ader.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, opõe-se à aplicação do plano da UE e o Governo de Budapeste tinha anunciado, no início do ano, que pretendia referendar a questão.

Os húngaros vão ser chamados a responder à seguinte pergunta: “Querem que a União Europeia decrete uma relocalização obrigatória de cidadãos não-húngaros na Hungria sem a aprovação do parlamento húngaro?”.

Proposta do Bloco sobre referendo foi “um impulso”, diz César

“É uma proposta que não teve vencimento na sociedade portuguesa. Não são conhecidas nenhumas reações positivas de nenhum dos partidos políticos a essa proposta”, disse Carlos César, sublinhando que se tratou de “um impulso”.

“Creio que ela acabou por ser uma proposta de impulso, com a espontaneidade própria de uma sessão de encerramento de um congresso de um partido”, acrescenta o presidente do Partido Socialista.

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse no passado dia 26 de junho que, se a Comissão Europeia avançar com sanções contra Portugal por défice excessivo, o partido colocará na agenda um referendo em Portugal sobre a Europa.

“Se tomar uma iniciativa gravíssima de provocar Portugal, a Comissão declara guerra a Portugal. Pior ainda, se aplicar sanção e usar para pressionar o Orçamento [do Estado] para 2017 com mais impostos, declara guerra a Portugal. E Portugal só pode responder recusando as sanções e anunciando que haverá um referendo nacional”, advertiu a bloquista, na sessão de encerramento da X Convenção do partido.

Para Carlos César, “não quer dizer que seja desprezível” a ideia de submeter ao voto das pessoas as “suas opções fundamentais”, mas, acrescenta, Portugal é um país com um nível de integração europeia “muito intenso” e consensual.

“Não creio que existam na sociedade portuguesa dúvidas que justificassem a existência de um referendo, a menos que ganhassem os partidos que defendem a saída da União Europeia, matéria sobre a qual já nem parece muito claro saber quais os partidos que defendem isso”, afirma.

Quando questionado pelo jornal i sobre a posição do PCP, que não acompanha a iniciativa do referendo, Carlos César interrompe a pergunta e diz: “sim. O que cresceu de forma muito significativa na sociedade portuguesa como em outras — ao contrário do que aconteceu no Reino Unido — foi a necessidade de as instituições e os cidadãos e as suas organizações se mobilizarem a favor do debate europeu”.

Na mesma entrevista Carlos César diz que as sanções “seriam uma medida injusta” em relação a um país que acabou por executar diretizes europeias e e medidas com o apoio da União Europeia com resultados que “não seriam muito positivas” e critica também as declarações do ministro das Finanças da Alemanha sobre a necessidade de um segundo resgate a Portugal.

“Como se percebe, nem o próprio ministro das Finanças alemão percebeu o que disse e do que falava. É por essas e por outras que, infelizmente, há cada vez mais cidadãos europeus que se revoltam contra essa arrogância persistente e insensata. Schauble é apenas um ministro de um Estado-membro e como tal se devia comportar”, afirma Carlos César.

Obama pede aos britânicos que não saiam da União Europeia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu aos britânicos que apoiem a permanência do seu país na União Europeia (UE) no referendo de 23 de junho próximo e destacou a influência do Reino Unido na Europa.

Num artigo publicado hoje no diário britânico “The Daily Telegraph”, Obama — que chegou na noite passada a Londres para uma vista oficial de três dias — sublinhou a sua convicção de que a participação do Reino Unido na UE aumenta o prestígio do país no mundo.

A opinião do presidente dos Estados Unidos sobre o debate europeu representa um apoio forte à campanha do primeiro-ministro britânico, David Cameron, a favor da manutenção do país na União Europeia, ao mesmo tempo que foi alvo de críticas dos partidários do “Brexit” (saída do Reino Unido da UE), encabeçados pelo mayor de Londres, Boris Johnson, que considera que Obama não deveria intervir num assunto interno do país.

O chefe de Estado norte-americano sublinha no seu artigo a especial relação entre os Estados Unidos e o Reino Unido, forjada no “campo de batalha”, em referência à aliança na Segunda Guerra.

Dirigindo-se aos cidadãos britânicos, Obama sustenta que “deveriam estar orgulhosos pelo facto da UE ter ajudado a estender os valores e práticas britânicos — a democracia, o império da lei, a abertura dos mercados — a todo o continente e à sua periferia.

“A União Europeia não modera a influência britânica, magnifica-a. Uma Europa forte não é uma ameaça para a liderança global do Reino Unido, aumenta a liderança global do Reino Unido”, reforça o presidente.

“Os Estados Unidos veem como a vossa voz poderosa na Europa garante que a Europa tenha uma postura forte no mundo”, diz ainda Obama, acrescentando que os EUA e o mundo precisam da influência britânica.

Ainda que reconheça que o voto de dia 23 de junho diga apenas respeito aos britânicos, Obama deixa claro que o resultado da decisão “é um assunto de profundo interesse para os Estados Unidos”.

“As dezenas de milhares de norte-americanos que descansam em cemitérios da Europa são um testamento silencioso de quanto entrelaçadas estão a nossa prosperidade e segurança”, escreve o presidente.

A necessidade do mundo ocidental enfrentar os desafios globais é também um argumento utilizado por Obama para defender a permanência do Reino Unido na União Europeia.

O presidente recorda a ameaça do grupo terrorista Estado Islâmico e sublinha a importância de se resolverem os conflitos no Médio Oriente — como os do Iémen, Síria e Líbia — ao mesmo tempo que se mostra a favor da manutenção do investimento na Aliança Atlântica.

“Neste mundo complicado, conectado, os desafios que a UE enfrenta — migração, desigualdade económica. Ameaças de terrorismo e alterações climáticas — são os mesmos que encaram os Estados Unidos e outras nações”, escreve.

“Juntos, Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia, transformámos séculos de guerra na Europa em décadas de paz, e trabalhámos como um para fazermos um mundo mais seguro, um lugar melhor. Este é um legado notável. E será também um legado notável o que iremos deixar quando, juntos, enfrentarmos os desafios deste novo século”,

O presidente norte-americano reúne-se esta tarde com David Cameron, e em seguida dará uma conferência de imprensa em que se espera que reitere o seu apoio à manutenção britânica na União Europeia.

Antes do encontro com o primeiro-ministro britânico, Obama almoçará no castelo de Windsor, nos arredores de Londres, com a rainha Isabel II, a quem — como escreve no seu artigo — o presidente espera desejar “pessoalmente” um feliz aniversário.

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