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Sociedade Anglo-Portuguesa: 80 anos de amizade e difusão cultural

Sandra Carito, Embaixador Manuel Lobo Antunes, Karim M. A. Sacoor

Podemos afirmar que tem sido uma missão bem-sucedida?

Sem dúvida alguma. A nossa constituição estabelece que os seus objetivos passam pela transmissão da história, costumes e cultura de Portugal no Reino Unido, bem como contribuir para a redução do sofrimento das pessoas de Portugal e do Reino Unido.

A Sociedade Anglo-Portuguesa (APS, sigla em inglês) foi concebida num jantar, em honra da chegada do Embaixador Português Dr. Armindo Monteiro, por um grupo de empresários sedeados em Londres e com interesses em Portugal. A sociedade é gerida por um comité de voluntários que tem a responsabilidade de desenvolver projetos para que a APS possa continuar a desempenhar a sua missão.

O que é importante reter ou enaltecer da história da Sociedade Anglo-Portuguesa?

São 80 anos de história da sociedade. São 80 anos de amizade e difusão cultural.

De que forma estão a celebrar ou que projetos fazem parte das celebrações do 80º aniversário?

Iniciámos as celebrações com um jantar organizado num espaço simbólico – um antigo cofre de um banco convertido na City of London – e que teve como convidado de honra o Sr. Embaixador Português Manuel Lobo Antunes. O objetivo foi, através do convite para um jantar formal, introduzir novos conceitos para atrair novos membros e divulgar a história da APS. O jantar deu lugar a enigmas, desvendados pelos convidados, fazendo uso da história da APS e da aliança anglo-portuguesa.

No passado dia 11 de Outubro realizámos, ainda, uma palestra em colaboração com o Royal Hospital Chelsea, que teve como oradora, Isabel Stilwell.

No dia 22 de novembro realizar-se-á um concerto com músicos portugueses na igreja St Pauls Chruch Covent Garden, no coração do centro de Londres.

Por fim, teremos uma receção em conjunto com a sociedade Franco-British Society em Dezembro.

Estamos, ainda, na fase de planeamento de um jantar de gala em 2019 em colaboração com a Universidade de Oxford que, em 2019, comemora 50 anos a lecionar a língua portuguesa na universidade. A nossa missão este ano passa por uma maior aproximação com a comunidade universitária, pois são estes os membros do futuro que darão continuidade ao trabalho iniciado há 80 anos.

Temos conseguido aproximar-nos de organizações que têm interesses comuns para, assim, conseguirmos oferecer eventos impactantes aos nossos membros. Em conjunto com Canning House, este ano, o nosso prémio anual oferecido a um estudante no Reino Unido foi aumentado de £500 para £1,000.

É importante realçar que a APS só poderá continuar a sua missão se continuarmos a crescer em número de membros, pois a APS existe graças ao subscription fee, pago anualmente pelos seus membros. Eis a nossa missão este ano, aumentar o número de membros. No evento realizado no passado mês de setembro, que contou com a presença de 35 convidados, conseguimos cinco novos membros em função dos eventos. Esperamos repetir o modelo.

Portugal e o Reino Unido têm uma relação histórica de longa data, a mais antiga aliança internacional do mundo e que ainda se encontra em vigor. Devido ao “Brexit” haverá a necessidade de garantir a estabilidade da relação histórica entre Portugal e o Reino Unido?

Não podendo falar numa perspetiva comercial ou politica, independentemente da situação do Reino Unido na Europa. A APS apenas sobreviverá se souber continuar a celebrar e divulgar a aliança entre os dois países. Continuará a fazer parte da nossa missão contribuir para a estabilidade desta relação histórica. Temos uma posição privilegiada para poderemos continuar a oferecer eventos com convidados distintos. Em 2017, durante a palestra sobre os jesuítas no Japão no século XVI, tivemos a honra de poder contar com um representante da missão diplomática do Japão no Reino Unido. É através destes eventos, em colaboração com outras organizações, que tencionamos continuar a poder contar com convidados distintos que demonstram o quanto a amizade entre Portugal e Reino Unido consegue unificar outros povos.

O efeito “Brexit” já se fez sentir em Portugal? Quais poderão ser os custos e implicações do “Brexit” para Portugal em questões como como a emigração e as exportações?

A APS não poderá entrar no debate a nível económico. Até hoje, não temos promovidos eventos ou iniciativas em que o Brexit esteja em foco, pois não faz parte da nossa missão. Temos que continuar a educar o povo, mediante palestras, exibições de arte, concertos de música e jantares, através dos quais o impacto da cultura fica evidente, bem como o talento do povo e qualidade de bens e serviços produzidos. Temos a agradecer a um dos nossos patrocinadores, Fells, que nos doa anualmente o vinho oferecido aos nossos convidados durante os eventos. Esperamos que, caso o Brexit venha a acontecer, patrocinadores como estes possam continuar a importar os vinhos de Portugal que os nossos convidados, quer sejam eles Britânicos ou não, sabem apreciar.

Não tendo afiliações políticas, a APS tem a vantagem de poder desenvolver os seus objetivos independentemente da realidade política.

O possível efeito “Brexit” é agora uma das preocupações da Sociedade Anglo-Portuguesa?

Portugal e o Reino Unido sempre beneficiaram de uma relação privilegiada, fundada em respeito e amizade. Enquanto instituição de caridade, a APS tem um objetivo puramente social e cultural, por isso não poderemos entrar no debate comercial ou politico. Temos apenas que continuar a cumprir a nossa missão. A APS e o seu trabalho terão sempre lugar, quer o Reino Unido faça ou não parte da União Europeia, pois a cultura transcende o debate político-económico. Temos que nos adaptar às realidades e saber identificar os elementos culturais com os quais devemos preocupar-nos em divulgar. As nossas palestras têm-se focado, ao longo do curso da história, na Guerra Peninsular, na I Guerra Mundial, e na divulgação da história de Catarina de Bragança, através de palestras dadas por Isabel Stilwell e concertos com músicos portugueses.

Entre 2017 e 2018, a APS aumentou o número de membros em cem membros. Podemos acrescentar ainda que os nossos novos membros, nos últimos tempos, são, não só britânicos, como também pessoas de outras nacionalidades que residem no Reino Unido e com interesse na cultura portuguesa. Isto demonstra a necessidade de continuarmos a desenvolver formas inovadoras de apresentar a cultura e história portuguesa.

Temos a acrescentar a nossa gratidão ao apoio do Sr. Embaixador Manuel Lobo Antunes, nosso atual Presidente, e a todos os Presidentes anteriores.

Portugal pode ser “segunda casa” para investidores dos EUA após ‘Brexit’

António Costa falava na sessão de abertura de uma conferência denominada “Estados Unidos e Portugal uma parceria para a prosperidade”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e que será esta tarde encerrada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O primeiro-ministro, que vai visitar os Estados Unidos entre 10 e 16 deste mês, introduziu o tema do ‘Brexit’ já no final do seu discurso, observando que, na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia, Portugal e os Estados Unidos passarão a ser os países mais próximos geograficamente.

“Temos todas as condições para desempenhar esse papel de estreitamento de relações no mundo transatlântico – e essa cooperação vai seguramente reforçar-se com o ‘Brexit'”, sustentou o líder do executivo português.

Numa plateia maioritariamente constituída por diplomatas e empresários, António Costa assumiu depois que “muitas empresas norte-americanas, a exemplo de muitas outras exteriores à União Europeia, desejam continuar no Reino Unido” mesmo após ao ‘Brexit’.

“Mas, não desejando sair da União Europeia, essas empresas necessitam de encontrar uma segunda casa que lhe permita manter a sua presença na União Europeia. A todos esses [empresários] quero dizer que Portugal oferece dois em um: A possibilidade de continuarem no Reino Unido; e a possibilidade não saírem da União Europeia ao investirem em Portugal”, defendeu.

No seu discurso, o primeiro-ministro fez apenas uma referência indireta à recente decisão da administração norte-americana de impor tarifas alfandegárias nas importações de aço e alumínio da União Europeia, México e Canadá.

“Neste momento em que nem tudo corre da melhor forma entre uns e outros, é também importante que a longa amizade [Portugal e Estados Unidos] seja animada por boas notícias de cooperação e de estreitamento de relações”, disse.

Momentos antes, António Costa tinha voltado a defender que o porto de Sines pode ser uma porta de entrada para o gás natural liquefeito (GNL) norte-americano na União Europeia.

António Costa advertiu, neste ponto, uma vez mais, que esse abastecimento de gás natural proveniente dos Estados Unidos é um importante fator de segurança energética para a Europa.

Nesta conferência, o primeiro-ministro referiu-se também aos principais objetivos da sua visita de cerca de uma semana aos Estados Unidos, destacando, em primeiro lugar, a cooperação científica entre universidades dos dois países.

Além do aprofundamento da cooperação já existente desde 2006 entre o Massachusetts Institute of Technology (MIT), António Costa mencionou também, agora, como nova aposta, a Universidade de Standford, em São Francisco, na Califórnia.

“Queremos alargar a nossa cooperação com as universidades norte-americanas também à costa ocidental”, declarou, antes de falar sobre a organização pela Câmara do Comércio Luso Americana de uma conferência económica em Nova Iorque.

“Além desta conferência económica, vou também manter em Silicon Valley (Califórnia) um conjunto de contactos com algumas das grandes empresas norte-americanas”.

Ainda segundo o primeiro-ministro, “serão dinamizados os contactos com o vibrante ecossistema de inovação existente nos Estados Unidos”.

“A inovação é seguramente o motor de desenvolvimento das nossas economias. É uma vasta área de cooperação que devemos aprofundar, quer nas relações ao nível universitário, quer do ponto de vista das relações entre empresas”, acrescentou.

LUSA

Rússia vai expulsar diplomatas britânicos

“É evidente que o vamos fazer”, disse Lavrov quando questionado sobre a eventual reação de Moscovo à expulsão dos 23 diplomatas russos do Reino Unido.

Serguei Lavrov encontra-se na capital do Cazaquistão.

Após vários dias de acusações recíprocas, a primeira-ministra britânica Theresa May anunciou, na quarta-feira, a expulsão de 23 diplomatas russos e a suspensão dos contactos bilaterais com a Rússia, que declarou “culpada” do envenenamento de Serguei Skripal e de sua filha Yulia, que ocorreu em 04 de março em Salisbury, Inglaterra.

A Rússia dispõe de 59 diplomatas acreditados no Reino Unido. Os 23 diplomatas visados, considerados por Londres “agentes não declarados dos serviços de informações” têm “uma semana” para deixar o território. Esta será a mais importante vaga de expulsão de diplomatas russos pelo Reino unido desde a Guerra fria.

A Rússia nega qualquer a responsabilidade no ataque, que já mereceu a condenação de vários governos, incluindo o de Portugal, e de dirigentes como os presidentes norte-americano, Donald Trump, e francês, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

LUSA

Portugueses mobilizam-se para campanha nacional que celebra imigrantes no Reino Unido

A iniciativa partiu do vereador e vice Mayor de Lambeth, Guilherme Rosa, mas teve o apoio do grupo ‘Lambeth For Europe’, um grupo de ativistas que se formou para fazer campanha pela permanência do país na União Europeia (UE) e que continua ativo numa área onde 79% dos eleitores votaram contra o ‘Brexit’.

Guilherme Rosa disse à agência Lusa que o objetivo é mobilizar a comunidade portuguesa, que se estima ter cerca de 40 mil pessoas na área e onde existem dezenas de restaurantes e estabelecimentos portugueses, razão para ser apelidada de ‘Little Portugal’.

“Começou por ser dinamizado por portugueses, mas foi alargado a europeus e outras comunidades. Vamos ter discursos, um mapa com mensagens em ‘post it’ e vamos fazer um vídeo para partilhar nas redes sociais”, adiantou.

Para colocar os participantes a interagir no centro Wheatsheaf Community Hall, vai ser feito um ‘speed dating’, em que as pessoas terão alguns minutos para se conhecer antes de passarem ao próximo encontro.

Guilherme Rosa vai aproveitar também para promover um projeto intitulado ‘Welcoming Town Initiative’ [Iniciativa de Boas Vindas à Cidade].

“É destinada a mostrar abertura aos imigrantes, sobretudo fora das zonas urbanas, onde as comunidades estão mais isoladas, para criar coesão, promovendo o uso de bandeiras nacionais ou a organização de torneios de futebol e atividades com línguas”, adiantou à Lusa.

O evento de sábado insere-se numa campanha nacional lançada pelo jornalista e escritor britânico Matt Carr, cuja ideia surgiu em 2016, após o referendo que ditou a saída do Reino Unido da UE, em discussões nas redes sociais.

“O ‘One Day Without Us’ começou como uma sugestão de greve nacional, à semelhança do que aconteceu em 2006, nos EUA, e em 2009, em Itália”, contou à Lusa, enfatizando, todavia, que não é uma campanha contra o ‘Brexit’.

“É uma resposta à xenofobia e ao racismo que foram estimulados e legitimados pelo referendo. Houve pessoas que sentiram que tinham ganho que e que [o referendo] não era apenas sobre sair da UE, era a possibilidade de expulsar pessoas do país”, recordou.

O aumento dos crimes de ódio e do discurso político contra a imigração criou um ambiente hostil, pelo que Carr, que já escreveu livros sobre o tema da migração, sentiu que era necessário fazer algo simbólico.

A ideia de uma greve nacional não teve grande aceitação, pelo que este ano a iniciativa foi agendada para o fim-de-semana e marcada sobretudo por eventos locais e uma concentração junto ao parlamento britânico, em Westminster, com posters e faixas de protesto.

“Estão marcados 53 eventos em todo o país, mas mais surgem sempre mais nos últimos dias. Queríamos algo feito por todo o país, para mostrar a contribuição dos imigrantes nas comunidades de todo o país”, disse Carr, que refere que esta é uma campanha apolítica e feita por pessoas sem experiência.

É o caso da portuguesa Alice Barros, uma enfermeira num consultório de dentista em Peterborough, 150 quilómetros a norte de Londres, onde o voto a favor do ‘Brexit’ ascendeu aos 61%, superando a média nacional de 52%.

No ano passado, organizou um evento que recebeu cerca de 300 pessoas de diferentes comunidades, a maioria britânicas que quiseram manifestar apoio, mas muito poucos portugueses, afirmou à Lusa.

Porque foi abordada várias vezes sobre uma nova edição em 2018, decidiu repetir, novamente com comida e bebidas de várias partes do mundo, atividades para crianças e, como novidade, um ‘quiz’ [concurso de perguntas e respostas] e poesia.

O evento será no centro da cidade, na igreja de St. John, junto à centenária Catedral de Peterborough.

“Vai chamar-se ‘1 Day With Us’ [Um dia Connosco] porque achámos que era mais positivo e vamos fazer uma celebração da contribuição dos emigrantes para a cidade. Queremos que as pessoas que vão ao evento falem com as outras e convivam”, explicou.

Apesar de viverem na cidade cerca de 2.000 portugueses e existirem vários cafés portugueses, nenhum quis realizar o seu próprio evento, desinteresse que também encontrou nas comunidades polaca e lituana, igualmente numerosas.

Natural da Póvoa do Varzim e residente em Peterborough há 14 anos, Alice Barros admite ter sido vítima de racismo no início, mas, apesar de tal não ter acontecido após o referendo, foi nessa altura que ponderou deixar o país e regressar a Portugal.

“Mas sou casada com um britânico e temos filhos aqui. Não é assim tão fácil porque ele não fala português. Mas agora, desde que comecei a fazer o ‘One Day’, sinto mais apoio das pessoas e sou capaz de ficar”, revelou.

LUSA

Governo britânico esclarece imigrantes portugueses

A sessão, proposta pelo próprio governo da primeira-ministra Theresa May, pretende esclarecer questões sobre o estatuto dos cidadãos portugueses no Reino Unido após a saída do país da UE, com uma parte aberta a questões dos participantes.

Além de Robin Walker, adjunto do ministro para o ‘Brexit’, David Davis, estarão presentes a embaixadora britânica em Portugal, Kirsty Hayes, e funcionários de diferentes ministérios com conhecimento técnico para responder a perguntas mais específicas.

A iniciativa segue-se a outras semelhantes, feitas nomeadamente com as comunidades polaca, que possui cerca de um milhão de nacionais no país e cerca de 30 mil empresas no Reino Unido, e lituana.

Em dezembro de 2017, o Reino Unido e os outros 27 países chegaram a um entendimento que prevê a proteção dos direitos atuais dos cidadãos europeus após a saída do Reino Unido da UE, em março de 2019.

Este regime garante direitos semelhantes aos dos cidadãos britânicos, como o de permanecer no país e de trabalhar sem necessidade de vistos de autorização, e abrange a garantia de acesso às pensões de reforma ou outros serviços sociais.

Os direitos serão garantidos para os europeus que já residam no país e que se registem como “residente permanente” [‘settled status’] ou de “residente temporário” [‘pre-settled status’].

Em janeiro, o Home Office, equivalente ao Ministério da Administração Interna, incluiu no seu portal na Internet informação em português sobre o “Estatuto dos cidadãos da UE no Reino Unido” em português.

A versão original em inglês também foi traduzida para alemão, espanhol, francês, italiano, polaco, romeno e lituano.

Nesta página, explica que será aplicado em breve um sistema que simplificará o atual processo de pedido de residência permanente, e refere que os interessados “não necessitam de fazer nada, por enquanto”.

LUSA

“As vasectomias são de graça” disse político britânico aos desempregados

Os comentários do político conservador terão sido feitos em janeiro de 2012, quando Ben Bradley tinha apenas 22 anos no blog ‘Consbradders32’, num texto da sua autoria de título ‘Give us the benefits ‘cap’ – before we all drown!’, em português ‘deem-nos um limite para os subsídios – antes que nos afundemos todos!’. Porém só agora vieram a público.

“A quantidade de filhos que se tem é uma escolha de cada um; se não têm dinheiro para os sustentar, parem de os ter! As vasectomias são de graça” dizia a publicação.

Bradley, agora com 28 anos foi nomeado pela primeira-ministra Theresa May para vice-presidente do gabinete da juventude há seis dias e pretende reconectar o partido conservador com os jovens do país.

Membros do partido Trabalhista inglês (Labour party) já se insurgiram e pedem a May que rescinda a nomeação de Ben Bradley. “O partido nojento está vivo e de saúde” declararam em comunicado à publicação Daily Mirror.

Militantes deste partido também mostraram o seu desagrado “estas declarações de Bradley defendem ideias de eugenia”.

Num comunicado emitido entretanto pelo partido Tory, Bradley respondeu às acusações: “Peço desculpa pelo que foi publicado. Entretanto, amadureci desde que comecei a minha carreira política e percebo que a linguagem que usei não é apropriada”.

Exército quer recrutar candidatos de género e sexualidade diferentes

campanha de recrutamento foi lançada há vários meses e neste fim de semana as mensagens serão difundidas novamente na rádio, na televisão e na Internet.

Os vídeos, dos quais foram difundidos alguns excertos, visam garantir às mulheres, às pessoas homossexuais, aos muçulmanos e a outros que não terão problemas de aceitação no seio das forças armadas, colocando perguntas como: “Posso ser gay no exército?”, “E se me tornar emocional no exército?” ou ainda “posso praticar a minha fé no exército?”.

O chefe do Exército britânico, o general Nick Carter, explicou que o exército tinha o hábito de recrutar “jovens homens brancos dos 16 aos 25 anos”.

“[Estes] já não existem tanto à nossa volta como no passado. A nossa sociedade mudou”, disse o general à emissora BBC.

“Esta campanha é uma forma de reconhecer que atualmente já não dispomos de um exército tão grande, que a demografia do nosso país mudou e que devemos chegar a uma comunidade muito maior”, concluiu.

No final do ano passado, o exército britânico contava com pouco mais de 78.000 elementos a tempo inteiro, perto do objetivo governamental de chegar aos 82 mil até 2020.

No entanto, a campanha motivou críticas contra o exército, acusado, sobretudo, de ter cedido ao “politicamente correto”.

“As pessoas mais interessadas no exército não querem saber se vão ser entendidos ou se vão poder exprimir as suas emoções”, disse o coronel Richard Kemp, antigo comandante das tropas britânicas no Afeganistão, também em declarações à BBC.

“O que os inquieta mais é a forma como vão enfrentar o combate. Serão afetados pelas imagens de combate, porque é essa a razão pela qual as pessoas se alistam no exército”, salientou.

O general Nick Carter defendeu a campanha, afirmando-se “muito orgulhoso que o exército respeite verdadeiramente a origem étnica e social e o género de cada um”, sublinhando que nos últimos nove meses, os pedidos de entrada aumentaram entre 30 e 35%.

“Somos o tipo de empregador que não tem escalas de remuneração diferentes, será a mesma seja qual for o vosso género”, disse o general.

LUSA

Reino Unido receia que mísseis norte-coreanos possam atingir Londres

Gavin Williamson considerou que a Coreia do Norte “é uma ameaça real”, por estar atualmente “a caminho de ter mísseis balísticos que poderiam atacar” a capital britânica.

Referindo que o Reino Unido deve “intensificar” a forma de lidar com Pyongyang, porque é “um ator global” que ameaça a paz mundial, o membro do Governo de Theresa May afirmou que “o problema não é só para os Estados Unidos”.

“Nunca hesitaremos em lidar com a agressão ou a ameaça”, acrescentou, acentuando que o Reino Unido trabalha com os seus aliados e notando que dois vasos de guerra da marinha britânica foram direcionados para o Pacífico, para participar em operações conjuntas com os Estados Unidos e outros parceiros na região.

Gavin Williamson afirmou que o Reino Unido está a “trabalhar com os aliados na região, para assegurar que se continue a pressionar a Coreia do Norte”.

Especialistas norte-americanos estimaram que os mísseis do último ensaio da Coreia do Norte, realizado no mês passado, podiam percorrer uma distância até 13 mil quilómetros (Londres encontra-se a 8.600 quilómetros de Pyongyang).

O ministro da Defesa britânico concedeu a entrevista depois do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na apresentação da nova estratégia de segurança nacional, ter referido que China e Rússia estão contra os interesses norte-americanos.

LUSA

É refugiada, entrou no Reino Unido de camião e agora vai para Cambridge

Aos 23 anos, a jovem de origem afegã foi admitida na conceituada Universidade de Cambridge para tirar um doutoramento na área da Sociologia. A licenciatura e mestrado foram tirados na Goldsmiths University of London.

“A viagem foi bastante difícil, o meu irmão tinha apenas seis meses e não era muito comum as famílias viajarem com crianças pequenas. Parte da viagem foi feita por mar, em barcos improvisados onde os contrabandistas transportavam 30 a 40 pessoas”, recorda, em declarações à imprensa britânica.

Foi de camião que a família completou o resto da viagem até ao Reino Unido, um país que, acreditava, oferecia diversidade e igualdade de oportunidades. “Com o modelo de integração adotado, as pessoas podem ter a sua própria identidade e religião e ser simultaneamente cidadãs britânicas”, explica Rabia Nasimi.

Os pais da jovem de 23 anos estudaram em Moscovo, depois da invasão soviética ao Afeganistão. Depois de chegar à Grã-Bretanha, o pai, Nooralhaq Nasimi, fundou uma associação de solidariedade que fornece apoio e educação a imigrantes a residir no país.

O ingresso de Rabia na Universidade de Cambridge é um motivo de orgulho e merece destaque na imprensa britânica. É no âmbito do doutoramento em Sociologia que a estudante pretende melhorar o seu conhecimento sobre a cultura afegã.

Reino Unido anuncia apoio adicional às vítimas do furacão Irma

O apoio soma-se aos 35,3 milhões de euros disponibilizados anteriormente para ajudar as vítimas nos territórios dependentes do Reino Unido nas Caraíbas, onde se encontram cerca de 88 mil britânicos.

Theresa May referiu ainda que estão mais de mil militares na região e outros 200 dirigem-se para lá juntamente com 60 polícias.

“Trabalharemos com os nossos territórios ultramarinos para garantir que a vida seja retomada, que as pessoas tenham uma economia e uma boa vida”, disse a primeira-ministra.

O custo de reparação do arquipélago pode chegar a 1,10 bilhões de euros, segundo disse o chefe de governo de Anguilla, Victor Banks, à PA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Boris Johnson, visitou ontem as zonas afetadas, como as ilhas Virgens britânicas e Anguilla.

Segundo a AFP, o furacão Irma fez nove mortos nos territórios britânicos ultramarinos, dos quais cinco foram nas ilhas Virgens e quatro em Anguilla.

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