Inicio Tags Reino Unido

Tag: Reino Unido

Luz verde para primeira central nuclear do Reino Unido em 20 anos

O governo britânico confirmou esta quinta-feira que vai avançar com a construção da primeira central nuclear da Grã-Bretanha em 20 anos. Há duas semanas, durante a cimeira do G20 na China, a nova primeira-ministra britânica, Theresa May, tinha explicado aos jornalistas que tinha adiado a decisão em julho para poder analisar as informações recolhidas pelo anterior governo de David Cameron, que se demitiu na sequência da vitória do Brexit no referendo de finais de junho. “É a forma como operamos”, sublinhou a líder, sem avançar datas para uma decisão final.

De acordo com a BBC, o governo de May informou esta a China e França que o projeto de Hinkley Point é para avançar. A estatal elétrica chinesa, CGN, vai investir no projeto avaliado em 18 mil milhões de libras (cerca de 21,2 mil milhões de euros) com um terço do dinheiro, a par da empresa francesa EDF, que vai cobrir os restantes custos com a central de produção de energia nuclear, localizada no canal de Bristol, entre o sul do País de Gales e o sudoeste de Inglaterra.

Críticos do acordo têm alertado que, para além dos custos crescentes deste projeto, financeiros mas sobretudo ambientais, há implicações nefastas em envolver governos estrangeiros na construção de centrais britânicas. A China aceitou investir em Hinkley Point e numa outra central elétrica em Sizewell sob a condição de poder estar igualmente envolvida no projeto de Bradwell.

“A GMB [central sindical britânica] sempre manteve reservas quanto a ligar os projetos de Bradwell e Sizewell ao contrato de Hinkley”, diz Justin Bowden, secretário-geral do sindicato. “O governo nunca deveria ter permitido que o país ficasse dependente dos chineses.”

Em comunicado, o governo britânico explicou esta quinta-feira que o projeto vai avançar com algumas condições, prevendo-se a “imposição de um novo enquadramento legal para futuros investimentos estrangeiros nas infraestruturas mais importantes” do país.

Há dois meses, o diretor-executivo da Greenpeace congratulou-se com a suspensão dos planos e deixou novos avisos sobre os potenciais custos ambientais de se construir mais uma central nuclear no Reino Unido, onde já existem 15 reatores funcionais em sete centrais. “O Reino Unido tem de investir em fontes de energia renovável sustentáveis e seguras”, disse John Sauven. “Theresa May tem agora a oportunidade de parar este elefante branco radioativo.”

O projeto de Hinkley Point, que segundo o governo vai garantir 7% da eletricidade consumida pelos britânicos, está em debate desde janeiro de 2006, quando o Reino Unido apresentou o primeiro projeto para construir uma nova central nuclear no país, que seria aprovado em março de 2013. Em outubro desse ano, Cameron anunciou que aceitava pagar 92,5 libras (quase 109 euros) por megawatt/hora da central de Somerset, o dobro do preço médio de mercado. May já avisou que as faturas de eletricidade vão subir 3,9%.

A decisão francesa de investir no projeto foi aprovada pelo conselho de administração da EDF em julho deste ano, nove meses depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter alcançado um acordo de palavra com Cameron em outubro de 2015, durante uma visita a Londres. Nesse mês, a CGN assinou os primeiros acordos de investimento com a EDF.

Reino Unido e França avançam para construção de muro em Calais

O Governo britânico revelou que vai financiar a construção de um muro “muito brevemente” na cidade francesa de Calais para impedir a saída de refugiados para a ligação entre o Norte de França e as ilhas britânicas.

O ministro do Interior, Robert Goodwill, disse na terça-feira que o muro de quatro metros de altura faz parte de um pacote conjunto entre o Reino Unido e a França de reforço da segurança no porto de Calais no valor de 20 milhões de euros. O muro irá estender-se ao longo de um quilómetro na estrada que dá acesso à zona dos ferries do Canal da Mancha e terá um custo superior a 2,2 milhões de euros, financiado pelo Governo britânico.

“A segurança que temos estado a garantir no porto vai ser aperfeiçoada com melhores equipamentos”, explicou Goodwill durante uma comissão parlamentar em que explicava no que vai consistir a “Grande Muralha de Calais”, como lhe chamou o tablóide Daily Mail. “Vamos começar a construir este novo e grande muro como parte do pacote de 17 milhões de libras que temos realizado com os franceses.”

A construção deve começar este mês e deverá estar concluída até ao final do ano. O objectivo é impedir o acesso dos migrantes e requerentes de asilo que moram no campo denominado a “Selva” à estrada. Os camionistas que por ali passam denunciam ataques organizados pelas máfias de tráfico de seres humanos, que tentam usar os camiões para fazerem os migrantes chegar ao Reino Unido. Os condutores dizem que os habitantes do campo de migrantes estão a ficar cada vez mais agressivos e atiram pedras e outros objectos para tentarem travar os camiões.

Na segunda-feira, camionistas e habitantes locais bloquearam a estrada, em protesto contra a falta de segurança na entrada para o porto e exigiram o desmantelamento do campo de refugiados. Para além do muro, o Governo britânico diz que vai investir em espaço adicional para que os camiões possam parar em segurança.

“A estrada é tomada de assalto todas as noites pelos migrantes”, afirmou o presidente do porto de Calais, Jean-Marc Puissesseau, citado pelo jornal localLa Voix du Nord. Actualmente já existem cercas com arame farpado e câmaras de vigilância, mas que vão permanecer mesmo depois da construção do muro, de acordo com a BBC.

A decisão foi recebida também com algumas críticas por parte de activistas locais. “Este muro é a mais recente extensão de quilómetros de cercas e de [aparelhos de] vigilância e segurança já construídos. Irá apenas levar as pessoas a caminharem mais para o contornarem”, disse François Guennoc, membro do grupo Albergue dos Migrantes, citado pelo The Guardian.

Deputado inglês demite-se após escândalo com prostitutos

Domingo, o jornal britânico Sunday Mirror publicou uma história em que garante que Keith Vaz, casado e pais de dois filhos, terá sido filmado a pagar a dois acompanhantes os respetivos serviços sexuais.

O deputado da oposição indicou que deixa de presidir a poderosa Comissão dos Assuntos Internos, que investiga, entre outras, questões ligadas à imigração, droga e trabalhadores do sexo, para que esta possa manter “o trabalho importante” a que se dedica e “para evitar quaisquer distrações”.

“Lamento genuinamente que os recentes eventos tornem impossível continuar (à frente da Comissão) se me mantiver no cargo”, sublinhou Keith Vaz, antigo ministro para os Assuntos Europeus no governo do ex-primeiro-ministro Tony Blair.

A história, contada ao pormenor na agressiva imprensa tabloide britânica, tem provocado um debate sobre se o jornal invadiu injustamente a vida privada de Keith Vaz.

O Sunday Mirror justificou a reportagem com base no “interesse público” em expor Keith Vaz, dado que desempenha funções numa área de define a legislação para os trabalhadores do sexo e para as drogas.

Numa declaração ao Mail on Sunday, Keith Vaz atacou os jornalistas: “lamento genuinamente a dor e a angústia que as minhas ações provocaram”.

Segundo o Sunday Mirror, o deputado foi filmado e a conversa gravada ao encontrar-se em agosto com acompanhantes do sexo masculino num apartamento que lhe pertence a norte de Londres.

Numa das conversas com um acompanhante publicada pelo tabloide e no Daily Mirror, Keith Vaz aparentemente oferece-se para comprar cocaína numa data a combinar, embora seja percetível também a parte em que afiança que não é para consumo próprio.

Keith Vaz, natural do Iémen e filho de pais goeses (Índia), foi eleito pela primeira vez para o Parlamento britânico em 1987 pelo seu círculo eleitoral de Leicester (centro de Inglaterra).

Deputado britânico demite-se depois de ser apanhado com prostitutos

O deputado britânico Keith Vaz, um dos membros mais influentes do Partido Trabalhista e presidente da comissão parlamentar para os assuntos internos, está envolvido num escândalo sexual que o fez pedir a demissão, ainda que temporária. Vaz, que é um dos responsáveis no parlamento pela legislação relativa às drogas e à prostituição, foiapanhado com dois prostitutos no seu apartamento em Londres. A investigação foi divulgada pelo The Sunday Mirror, que publicou fotografias e uma gravação do som de uma conversa entre Keith Vaz e os dois prostitutos. Antes deste último encontro, a 27 de agosto, o deputado trabalhista tinha-se encontrado uma outra vez com os dois prostitutos.

De acordo com o jornal britânico, o deputado pagou 300 libras (150 libras a cada um) e ainda se ofereceu para pagar cocaína, se os homens quisessem. O jornal divulgou ainda uma conversa por chat entre o deputado e um dos homens no dia anterior ao encontro, em que Vaz lhes pediu que trouxessem poppers (uma droga para melhorar o desempenho sexual). Vaz tem defendido estas práticas no parlamento britânico — quando a substância foi proibida, o deputado defendeu a sua utilização, e, na discussão sobre a criminalização da prostituição, Vaz assumiu que os clientes dos prostitutos não devem ser acusados de crime.

img7

Edição de 4 de setembro do The Sunday Mirror, que divulgou a reportagem sobre o escândalo sexual do deputado Keith Vaz.

O Mirror fotografou o deputado e os prostitutos a chegar ao apartamento de Vaz, e gravou a conversa entre os três homens. A conversa terá sido sobre um terceiro prostituto, romeno, que se iria juntar a eles mais tarde. Antes, via chat, Vaz já tinha pedido aos acompanhantes de luxo que lheenviassem imagens do prostituto romeno. Quando os acompanhantes lhe disseram que o romeno deveria trazer cocaína, o deputado ofereceu-se para pagar a droga. Durante a conversa, Keith Vaz conversou com os acompanhantes sobre outro encontro que teve, com outro prostituto que eles conheciam, e que teve de fazer sexo sem preservativo.

Dos dois pagamentos de 150 libras efetuados aos acompanhantes, pelo menos um deles estará ligado a um funcionário da Silver Star, uma fundação de caridade criada pelo próprio Keith Vaz em 2007, para combater a diabetes. A fundação foi criada depois de o deputado ter descoberto que sofria de diabetes, e promove rastreios por todo o país. De acordo com o The Sunday Mirror, trata-se do primeiro pagamento, efetuado a 5 de agosto, com a referência “pintura”.

Um dos ex-administradores da instituição, que ainda é um dos responsáveis da Silver Star, já garantiu que “irá haver uma investigação”. “A nossa instituição é mundial, tem a sua sede em Leicester, e nós fazemos um bom trabalho a alertar os diabéticos para as questões da saúde. O sr. Vaz fundou-a e é o patrono. Não consigo acreditar que ele usasse alguém ligado à instituição para pagar aos seus acompanhantes“, lamentou Malde Modhwadia, um dos antigos administradores da instituição.

Afastamento imediato da comissão

O deputado Keith Vaz já reagiu à divulgação das imagens polémicas. Num comunicado, enviado ao Mail on Sunday, o deputado garantiu que está “genuinamente arrependido pela dor e sofrimento” causado — “particularmente à minha mulher e aos meus filhos”, acrescentou. “Irei informar a comissão, na terça-feira, da minha intenção de abandonar a presidência das sessões da comissão, com efeitos imediatos“, explicou o deputado, afirmando que a decisão é “inteiramente baseada naquilo que são os melhores interesses da comissão”.

No entanto, Keith Vaz criticou duramente o The Sunday Mirror pela divulgação da história. “É profundamente perturbador que um jornal nacional tenha pagado a indivíduos para agirem desta maneira”, explicou o deputado. Vaz já anunciou que irá agir “em concordância” relativamente ao jornal.

Jeremy Corbyn, o líder do Partido Trabalhista — pelo qual Vaz foi eleito deputado –, já veio dizer que se trata de um “assunto privado”, acrescentando: “Ele não cometeu nenhum crime, pelo que eu sei”. O líder trabalhista admitiu, no entanto, que irá falar com o deputado.

Inspirou-se em livro para acusar pai de violação

O caso, ocorrido no Reino Unido, foi descrito pela advogada de defesa do arguido que, sem identificar nomes nem idades, revelou como tudo aconteceu.

A jovem acusou o pai de a ter violado oito vezes ao longo de seis anos. “O depoimento que ela fez à polícia foi tão convincente, que ao pai não restava outra defesa que não fosse a de dizer que era inocente”, contou Cathy McCulloch, citada pelo “The Telegraph”.

Ao analisar o testemunho da filha, a advogada notou o uso de expressões e descrições que pareciam ser demasiado rebuscadas para a sua idade. Foi quando soube que o livro preferido da jovem era o romance de E. L. James, “As 50 Sombras de Grey”, que descobriu semelhanças muito fortes entre a obra e a acusação. Após a análise do livro, não restavam dúvidas.

A jovem foi confrontada com este facto em tribunal, onde acabou por confessar que tinha inventado tudo com a ajuda do livro. A ideia era “ensinar uma lição ao pai” por este ser demasiado conservador na sua educação.

Juíza encarregada de inquérito sobre pedofilia no Reino Unido demite-se

Lowell Goddard, que justificou a sua decisão com uma “série de erros” cometidos antes de assumir o cargo, é a terceira juíza a deixar a liderança deste caso, aberto no verão de 2014 por Theresa May, então ministra do Interior e atual primeira-ministra britânica.

A imprensa revelara antes informações confirmadas pelos ministérios implicados, que 114 dossiês relativos a acusações abusos sexuais contra crianças entre 1979 e 1999 tinham desaparecido.

Um desses dossiês implicaria, segundo a imprensa, deputados e outras personalidades políticas numa rede de pedofilia.

O inquérito foi sendo atrasado devido às sucessivas demissões dos dois juízes precedentes, acusados de conflitos de interesses.

Elizabeth Butler-Sloss foi obrigada a renunciar porque o seu irmão Michael Havers, procurador-geral nos anos 80, foi acusado de tentar impedir um antigo deputado de tornar públicas as acusações de abusos sexuais.

Para evitar novas acusações de conivência, a juíza neozelandesa Lowell Goddard foi nomeada em fevereiro de 2015, explicando perante os deputados britânicos não ter qualquer ligação com as instituições do país.

Na quinta-feira, a juíza explicou ser impossível trabalhar “com as numerosas dificuldades colocadas por uma série de erros” cometidos antes da sua nomeação.

Na véspera, Goddard tinha sido acusada pelo diário The Times de se ter ausentado três meses do Reino Unido – em férias ou para regressar à Nova Zelândia – desde a sua nomeação no ano passado.

Polícia divulga vídeo “chocante” de atropelamento

O atropelamento correu a 23 de julho, às 0.55 horas, no parque de estacionamento de Vicarage, em Norfolk.

Um homem de 30 anos, caminhava no parque com dois amigos quando foi atingido. Na sequência do impacto, foi projetado cerca de cinco metros, refere a polícia de Norfolk, em comunicado.

A vítima foi levada para o hospital de Norfolk e Norwich, onde permanece internada, 11 dias após o atropelamento. Fraturou a pélvis e sofreu lesões graves nas pernas.

“As motivações para o atropelamento não são conhecidas, mas estamos a tratar o assunto como uma tentativa de homicídio e consideramos que se tratou de um ato isolado”, disse o detetive Stu Armes, da polícia de Norfolk.

“O vídeo que revelamos é chocante e reconheço que algumas pessoas o achem perturbador. No entanto, reflete a seriedade do incidente e como poderia ter tido consequências fatais”, acrescentou Stu Armes.

“Pedimos ajuda para identificar o condutor do carro ou as pessoas que o acompanhavam. Acreditamos que três pessoas estavam na viatura, incluindo uma mulher”, disse Stu Armes.

Como Rikki foi estrangulado e 22 anos depois o suspeito da sua morte foi detido em Portugal

O corpo de Rikki Neave foi encontrado num bosque, num dia de inverno. Estava nu e havia sinais de que fora estrangulado. A sua roupa foi depois encontrada dentro de um bidão. Rikki, um miúdo de seis anos, tinha sido visto na véspera, às nove da manhã, a sair de casa, no bairro de Welland, não muito longe da autoestrada e dos campos que rodeiam Peterborough, uma cidade 120 quilómetros a norte de Londres. Isso foi em 1994.

James Watson também é de Welland. Na altura da descoberta do cadáver de Rikki tinha 13 anos. Hoje tem 35 anos. Em abril de 2016, 22 anos depois, a polícia foi bater-lhe à porta para o levar à esquadra. Foi interrogado e informado que passou a ser o principal suspeito do homicídio da criança. Apesar de não o terem mantido preso, porque ainda não está acusado formalmente, fixaram-lhe um termo de identidade e residência e proibiram-no de se ausentar do país. Mas em junho, Watson saiu. Escondeu-se dentro da autocaravana de um amigo e veio por aí abaixo: de Dover, na costa inglesa, pelo eurotúnel até Calais, em França, e daí para Espanha, até chegar a Portugal. Na cabeça dele, fazia sentido. Só precisava de se apresentar outra vez para ser interrogado no dia 20 de setembro, o que dava mais do que tempo para ir e vir.

É assim que se rouba dinheiro no multibanco

Uma mulher espera para usar a caixa de multibanco. De repente, deixa cair a carteira no chão e baixa-se para a apanhar. Um homem, que está à frente dela a levantar dinheiro, apercebe-se do sucedido e baixa-se para a ajudar. Um outro homem, que levanta dinheiro na caixa ao lado, aproveita para roubar o cartão. A mulher, entretanto, já se encontrava num ângulo em que conseguira ver e decorar o código PIN.

Este é um dos esquemas mais usados para roubar dinheiro nos terminais ATM e está a ser divulgado pelo Barclays, do Reino Unido. O banco apela a que os clientes não se distraiam para que não seja alvos de fraude e publicou o vídeo a mostrar o esquema.

Diz o The Independent que as fraudes nos terminais ATM têm crescido a alta velocidade no Reino Unido, correspondendo ao roubo de 32,7 libras (quase 39 milhões de euros). Veja como se processa o golpe:

Adeus, David. Olá, Theresa. A nova inquilina de Downing Street

Theresa May já tomou posse como nova chefe do governo britânico.

Substitui hoje David Cameron após ter emergido como a candidata consensual para ultrapassar a guerra interna no Partido Conservador na sequência da campanha do Brexit.

A passagem de testemunho ficou formalizada quando Cameron apresentou a demissão à rainha Isabel II para ceder o cargo à nova líder dos conservadores britânicos.

De seguida, Theresa May recebeu a soberana a autorização para formar governo, podendo agora começar assumir as plenas funções quando se dirigir para o número 10 de Downing Street, residência oficial do chefe do executivo.

Naquela que foi a sua última intervenção no Parlamento enquanto primeiro-ministro esta manhã Cameron recebeu uma ovação de pé.

EMPRESAS