Inicio Tags Reino Unido

Tag: Reino Unido

Soldados ilibados de violação de colega que acabou por suicidar-se

Em 2009, Anne-Marie Ellement foi violada por dois colegas da Royal Military Police, do Exército britânico.

Dois anos depois, a soldado acabaria por se suicidar e o caso que estava nas mãos da justiça já teve o seu veredito final: Jeremy Jones e Thomas Fulton foram considerados inocentes.

Os soldados alegaram que a relação sexual foi consensual e lamentaram a morte de Anne-Marie Ellement. Mas insistiram não ter culpa no sucedido.

Já a mulher foi descrita como uma pessoa distante e que não seria considerada, entre os seus pares, uma boa conquista.

 

‘Brexit’ assusta mais os europeus que os britânicos

A sondagem em cinco países europeus feita pela TNS concluiu que 78% dos alemães, mais de dois terços dos espanhóis e quase seis em dez franceses querem que o Reino Unido fique na União Europeia.

Estes valores ultrapassam os 38% de britânicos que apoiam a permanência na união, havendo pouco mais de 34% que querem sair, de acordo com a TNS. Cerca de 28% dos britânicos não decidiu.

A questão será apresentada em referendo a 23 de junho.

Questionados sobre as consequências de uma saída, apenas um décimo dos britânicos responderam que a economia da união irá melhorar, enquanto 38% acredita que se vai deteriorar e 21% disse que nada mudaria.

Já os inquiridos continentais mostravam-se menos otimistas. Dois terços dos alemães, 43% dos espanhóis, 39% dos polacos e 33% dos franceses preveem que o ‘Brexit’ prejudique a economia europeia.

O inquérito, levado a cabo entre 04 e 14 de abril, simultaneamente na França, Alemanha, Espanha, Polónia e Reino Unido.

 

Aproveite enquanto pode: O whisky velho está a acabar

Com ou sem gelo, de malte único ou misturado, velho ou novo, o whisky é um dos luxos mais apreciados pelos verdadeiros fãs de bebidas alcoólicas em todo o mundo. Mas em breve, uma parte dos apreciadores pode ter de passar a escolher outro ‘vício’ ou pelo menos adaptar o palato a uma nova versão.

O aviso é lançado pela CNN, que foi falar com produtores de whisky escocês e descobriu uma falha na produção da bebida no final dos anos 80 e início dos anos 90 do século passado, que combinada com o recente aumento da procura vai provocar uma ‘seca’ de whisky velho de malte único em breve.

Na época em que os atuais whiskys velhos estavam a ser produzidos, a Escócia vivia um período de fracas exportações e muitas destilarias fechavam portas. Agora, as poucas casas de produção sobreviventes estão a ter cada vez mais dificuldades para satisfazer as necessidades do mercado, principalmente devido ao ganho de popularidade na Ásia.

“Na China, toda a gente fala de whisky velho”, garantiu Stephen Notman, da Whisky Corporation, a mais famosa empresa de investimento na bebida britânica do mundo. Em entrevista à CNN, o especialista garantiu que “a escassez de malte único raro e velho já começou e só vai ficar pior” e explicou que a atual falta de oferta se deveu à incapacidade de prever o atual interesse: “Nunca ninguém imaginou que existiria procura de whiskys de 30 ou 40 anos”.

Os preços das versões mais raras da bebida escocesa de malte único estão a ficar cada vez mais altos, chegando a um novo recorde com a venda de uma taça de Macallan M num leilão em Hong Kong por mais de 570 mil euros.

Mesmo com as destilarias a trabalhar nos limites máximos de produção, a verdade é que o ingrediente mais essencial para o whisky velho não pode ser controlado: o tempo. Os próximos 10 a 15 anos deverão ser de relativa escassez, pelo menos para quem tem os bolsos mais vazios. Para os mais ricos, a possibilidade de pagar mais pelo luxo do malte único escocês vai passar a ser apenas ligeiramente mais pesado para a carteira.

Cameron jogou tudo e descobre agora em Bruxelas se pode reclamar vitória

David Cameron

Com tanto em jogo, deixaram de se ouvir as críticas a “chantagem britânica” e os líderes europeus insistem que se trabalhará noite dentro e manhã fora para garantir que David Cameron sai de Bruxelas com um acordo capaz de convencer os seus eleitores, sem beliscar os princípios fundamentais da UE e as preocupação vitais dos restantes Estados.

Para ninguém a jogada é tão decisiva como para o primeiro-ministro britânico que, depois de ter aceitado como boa a proposta apresentada no início do mês pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, não pode regressar a Londres com um acordo que dilua ainda mais as exigências que fez em Novembro. Pior, só o fracasso das negociações, o que seria uma prenda para os eurocéticos, a começar pelos do seu próprio Partido Conservador, e um desaire irreparável no esforço para vencer o referendo à permanência do país na UE.

Um cenário intermédio continua em cima da mesa – a realização de uma cimeira de urgência no final do mês, para dar mais tempo aos negociadores de partir as pedras que continuam no caminho de um acordo. Mas com as sondagens a indicarem que há cada vez mais eleitores a pensar votar “não” no referendo à UE (há valores díspares e a fiabilidade dos estudos ainda não recuperou do fiasco das legislativas, mas a média dos inquéritos indica que a vantagem do “sim” se está a estreitar), Cameron precisa rapidamente de um acordo para conseguir realizar a consulta já em Junho – Downing Street agendou uma reunião do Governo para a tarde de sexta-feira, na qual, a haver acordo, será anunciada a data da votação.

Os últimos dias de negociações foram frenéticos – Cameron foi a Berlim, Paris e Bruxelas, Tusk a meia dúzia de capitais que são vitais para um acordo – e o tom das declarações ganhou dramatismo. Nos corredores da diplomacia ficou claro que, apesar do entendimento de que há uma base para acordo, não tinham ainda sido ultrapassadas as divergências sobre aqueles que são os dois pontos mais polémicos da renegociação: os países mais pobres, com os de Leste à cabeça, estão preocupados com os apoios sociais que Londres poderá recusar aos seus emigrantes no país; Paris teme que Cameron obtenha poder de veto sobre as iniciativas para uma maior integração da zona euro ou fique em condições de isentar a City da regulamentação financeira europeia.

A 24 horas do início da reunião, a chanceler alemã foi o mais longe que podia no apoio a Cameron e à imprescindibilidade de um acordo. “Penso que é do nosso interesse nacional que o Reino Unido continue a ser um membro ativo numa União Europeia forte e bem-sucedida”, disse Angela Merkel no Bundestag, ao explicar aos deputados aquela que é a posição da maior economia da UE.

A chanceler, que tem sido a principal aliada de Cameron, recusou a tese de que Cameron usou a renegociação apenas para calar os eurocéticos do seu partido, ao afirmar que em Bruxelas não vão estar “apenas os interesses particulares britânicos” e que “vários pontos [levantados por Londres] são justificados e compreensíveis”. Sobre a contenciosa proposta para limitar os apoios aos trabalhadores comunitários, disse ser “evidente que cada país membro deve poder proteger o seu sistema social contra os abusos”. Disse concordar com a afirmação, simbólica para Londres, de que nem todos os países estão obrigados a caminhar no sentido de uma maior integração política e afirmou que não deve existir discriminação nas relações entre os membros da zona euro e os restantes, mesmo que aqueles devam ser capazes “tomar decisões por si só”.

Também o primeiro-ministro francês veio dizer que Paris, apesar das reservas que ainda tem, não consegue imaginar a UE sem o país do outro lado do Canal da Mancha. O “Brexit” “seria um choque para a Europa com consequências difíceis de imaginar”, afirmou Manuel Valls, sublinhando como Merkel que a permanência britânica “é do interesse da Europa, da França e do Reino Unido”. A Leste, há sinais de que pouco mudou: o primeiro-ministro checo, Bohuslav Sobotka, disse que está disponível para chegar a um acordo, mas “não à custa dos cidadãos do país – Praga, como os países vizinhos, quer que os cortes no apoio aos imigrantes se restrinjam ao Reino Unido e não aceita que se apliquem a quem já lá reside.

Tusk prometeu enviar uma nova proposta de acordo aos Estados-membros ainda na noite desta quarta-feira e agendou um “pequeno-almoço inglês” para a manhã de sexta, antecipando que as negociações não fiquem terminadas durante a madrugada anterior. “Cameron precisa de uma decisão por isso penso que conseguirá alguma coisa”, nem que seja preciso prolongar as negociações até ao almoço, disse à Reuters um diplomata europeu. Uma urgência que a primeira-ministra finlandesa, Juha Sipila, resumiu de forma clara: “Creio que chegaremos à unanimidade. Se o Reino Unido deixasse a UE seria uma catástrofe, em termos económicos e em muitos outros sentidos, para a União Europeia”.

Governo britânico vai impor fim do boicote a produtos israelitas

“Os boicotes impostos localmente podem fazer recuar a integração e ainda prejudicar o comércio externo britânico e as relações internacionais”, indica uma nota do gabinete do ministro de Estado.

“Os boicotes dos municípios comprometem as boas relações entre a comunidade, envenenam e polarizam o debate, enfraquecem a integração e alimentam o antissemitismo”, acrescenta o comunicado.

As novas regras devem ser anunciadas no final desta semana pelo ministro de Estado Matt Hancock durante uma visita a Israel, precisa ainda a declaração do Governo, sem referir as penalizações que vão ser impostas.

O ministro deverá sublinhar a necessidade de “desafiar e impedir estes divisivos boicotes de municípios”, refere a agência noticiosa France-Presse.

As novas regras apenas vão abranger a Inglaterra, pelo facto de a decisão nas outras regiões do Reino Unido ser da responsabilidade dos respetivos governos.

O Governo israelita já saudou a medida. “Congratulamo-nos com a decisão tomada pelas autoridades britânicas em não permitir iniciativas anti-israelitas a nível local”, disse o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Emmanuel Nahshon.

“A medida foi adotada após alguns casos nos quais elementos anti-israelitas tentaram desencadear iniciativas locais contra Israel”, acrescentou.

A medida será aplicada ao setor público de Inglaterra no seu conjunto, incluindo o Serviço Nacional de Saúde.

As sanções oficiais decididas pelo governo central vão ser a única exceção ao anunciado fim deste boicote, que também abrange empresas envolvidas no comércio de armamento, combustíveis fósseis e tabaco.

A medida segue-se a uma série de boicotes locais nos últimos anos e que originaram fortes críticas das autoridades israelitas.

Em 2014, o município de Leicester instituiu um boicote aos bens provenientes dos colonatos israelitas instalados na Cisjordânia ocupada.

E em 2015 a União Europeia apoiou a retenção de produtos provenientes dos colonatos israelitas, uma decisão que Israel considerou discriminatória e que poderia “comprometer” o processo de paz com os palestinianos.

O Partido Trabalhista, na oposição, já reagiu e definiu a proibição dos boicotes como “um ataque à democracia local”.

Em paralelo, o diretor do programa de relações económicas para o Reino Unido da Amnistia Internacional (AI), Peter Frankental, indicou que a medida constitui um recuo “nos incentivos às empresas para assegurarem que nas suas cadeias de fornecimento não existem violações dos direitos humanos, como escravatura, e numa situação em que os organismos públicos deixam de poder controlá-las”.

Produtores de whiskey podem ser decisivos para impedir ‘Brexit’

Nem parceiros europeus, nem Parlamento: a palavra decisiva quanto à saída do Reino Unido da União Europeia poderá ser dada por uma das indústrias mais importantes para a economia britânica.

Responsáveis por mais de 5,1 mil milhões de euros em exportações todos os anos, os produtores de whiskey são antigos parceiros próximos do poder britânico, com influência decisiva na estratégia nacional. As grandes destilarias escocesas estão preocupadas com os efeitos negativos de um ‘Brexit’ nos resultados financeiros, colocando em risco os 10.000 funcionários do setor.

“Somos muito claros: somos a favor do Reino Unido continuar na União”, afirmou o líder da Diageo, dona da marca Johnnie Walker, em declarações à Bloomberg. A liderança da empresa que é dona da Chivas Regal segue pela mesma linha: “A Pernod Ricard é uma companhia pró-Europa”.

As elevadas taxas de importação e impostos pesados em países fora da União Europeia reduzem as margens das destilarias e por isso, os produtores de whiskey não estão dispostos a arriscar perder dezenas de milhões de libras em exportações para o território europeu.

“A indústria trabalhou imenso para remover as fronteiras comerciais e sair do mercado único causaria imensos problemas” avisa Billy Walker, dono da BenRiach Distillery. O produtor de whiskeys de luxo, com preços que chegam aos 500 euros por garrafa, garante que 95% da produção é exportada e avisa: “Parece-me claro que o ‘Brexit’ não é uma decisão muito inteligente”.

Conhece o ‘lado negro’ dos brócolos?

Conhecidos por prevenir alguns tipos de cancro e combater os níveis elevados de colesterol, os brócolos são um dos alimentos funcionais mais consumidos em todo o mundo. E os seus benefícios são vários.

Fibra, ácidos gordos ómega 3, fitosterol, carotenóides, vitaminas A, B, C, E e K são apenas alguns dos nutrientes presentes neste crucífero, considerado por muitas publicações especializadas como um superalimento.

Mas os brócolos têm um lado negro… ou dois. Segundo o médico espanhol David Mariscal, as pessoas que sofrem de hipotireoidismo – quando a glândula tiroide apresenta um funcionamento anómalo e produz muito pouca quantidade de hormona tiroideia – devem evitar comer brócolos (e qualquer outro alimento crucífero, como a couve-flor, a couve e o repolho).

Em causa, lê-se no El País, está a presença de substâncias responsáveis pelo aroma e pela cor dos brócolos e que possuem a capacidade de bloquear a absorção e utilização de iodo, o que impede a atividade da glândula tiróide.

Contudo, o consumo de brócolos não é, ainda, motivo de alarme. Embora o consumo deste alimento tenha levado ao desenvolvimento de hipotireoidismo em ratos, uma investigação da Universidade do Estado de Oregon (Estados Unidos) feita em pessoas concluiu que o consumo diário de 150 gramas de couve-de-Bruxelas (também um crucífero) não teve qualquer efeito adverso na função da tiróide.

Um outro lado negro dos brócolos é a sua acidez. Diz uma investigação da Universidade de Dundee, no Reino Unido, que a acidez dos brócolos assado é idêntica – a nível de desgaste – à dos refrigerantes, podendo danificar os dentes. A acidez é menor quando os brócolos são cozidos ou colocados na sopa.

As pessoas com problemas de digestão e insuficiência renal devem controlar o consumo de brócolos e evitar ingeri-los quando ainda estão crus. O aconselhamento médico é fundamental para estas situações.

Mas são mais os aspetos positivos acerca dos brócolos do que aqueles que lhe querem tirar a boa fama.

Embora o tipo de confeção seja determinante para a ‘boa saúde’ dos brócolos, além do seu elevado nível nutricional, os brócolos tem estado no centro das atenções devido ao seu poder medicinal – embora ainda controverso e a carecer de mais evidências científicas, pelo menos no que toca ao à prevenção do cancro. Uma das primeiras evidências cientificas chegou em 2007 e depois em 2011 também pela Universidade do Estado de Oregon, que tem analisado nos últimos anos o lado bom e o lado mau deste alimento.

Em 2014, a Reuters noticiava que uma substância química encontrada nos brócolos e outros vegetais pode melhorar os sintomas comportamentais e sociais do autismo em jovens do sexo masculino.

Os custos monetários que levam o Reino Unido a apostar no ‘Brexit’

David Cameron

São custos de ‘contexto’ que David Cameron quer deixar de suportar. Anualmente, o Reino Unido ‘perde’ algo como 4,5 mil milhões de libras, algo equivalente a 6,1 mil milhões de dólares, com contribuições para o mercado único da União Europeia, noticia o site Express.

Esta é uma das conclusões que os impulsionadores do ‘Brexit’ (termo concebido para a saída do Reino Unido da União Europeia) apuraram nas suas investigações sobre os custos financeiros que a inclusão do Reino Unido na UE tem para o país.

Matthew Elliot, porta-voz do movimento ‘Vote Leave’ (movimento a favor do ‘Brexit’) refere que “há políticos pro-europeus que afirmam ser importante que nos mantenhamos na União Europeia porque somos ajudados financeiramente por fazer parte do mercado único”.

“As nossas pesquisas mostram que os benefícios desse mercado único são ultrapassados pelas faturas de milhares de milhões de libras que damos a Bruxelas a cada ano”, contrasta o porta-voz.

O líder acrescenta ainda que “se votarmos ‘sim’, voltaremos a ter a capacidade de recuperar o controlo e negociar um novo tipo de comércio com a Europa que favoreça os interesses dos britânicos”.

“Vamos deixar de dar biliões por ano a Bruxelas e com isso podemos apostar no nosso Serviço Nacional de Saúde”, conclui.

Refira-se que David Cameron já anunciou que o próximo ano dará aos britânicos a possibilidade de votarem a favor ou contra a saída da União Europeia. A realização de um referendo já está nos planos do primeiro-ministro.

Lloyds Bank vai eliminar 945 postos de trabalho no Reino Unido

Estes cortes fazem parte do plano de eliminação de cerca de 9.000 postos de trabalho até 2017, que foi anunciado no ano passado, e vão afetar a rede de agências, a divisão de crédito ao consumo, de gestão do risco e de recursos humanos.

“O Lloyds Banking Group está comprometido em levar a cabo estas mudanças de uma forma cuidadosa e sensível”, garantiu a entidade.

Ao longo dos últimos anos, Horta Osório tem vindo a cortar os custos de um dos principais bancos do Reino Unido, através da redução da rede de agências e da venda de ativos, de forma a ajudar a impulsionar a rentabilidade da instituição e voltar a distribuir dividendos aos acionistas, enquanto o Governo britânico vende a sua participação no banco.

Outras instituições financeiras britânicas, como o Royal Bank of Scotland, também estão a reduzir o número de agências de forma a acompanhar a cada vez maior utilização dos serviços oferecidos pelos canais ‘online’ dos bancos por parte dos clientes.

EMPRESAS