Inicio Tags Relatório

Tag: relatório

Vendas da Super Bock Group recuam 1,4% em 2018 para 458 milhões

© Divulgação/ Super Bock Group

Segundo o documento, o investimento no ano passado foi de 42 milhões de euros, “mais 12 milhões de euros” relativamente a 2017, onde se inclui o “aumento da capacidade no centro de produção de Leça do Balio e Pedras Salgadas”, entre outros.

“O abrandamento da economia mundial e o clima de incerteza no comércio influenciaram os nossos resultados. Ainda assim, aumentámos o volume de vendas da Super Bock e Pedras na Europa, com particular destaque para o exemplar desempenho de ambas as marcas na Galiza”, refere a Comissão Executiva liderada por Rui Lopes Ferreira no relatório de gestão de 2018 da Super Bock Group.

“Na China, as circunstâncias conjunturais e a forte pressão concorrencial criaram um ambiente menos positivo para as marcas importadas, pelo que não atingimos tudo o que ambicionávamos. Apesar das condições adversas, Super Bock fez o seu caminho e alicerçou a sua presença. Obviamente, prosseguir este trabalho e transformá-lo em crescimento mantêm-se como objetivo“, acrescenta a Comissão Executiva.

Em África, “as economias de Moçambique e Angola continuaram desfavoráveis. Mas também neste continente fomos e continuaremos a ser ativos, a gerar laços fortes. De tal modo que em 2018 crescemos nos canais ‘on e off-trade’ nos vários países africanos onde estamos presentes”, adiantou.

Na parte do documento que respeita o desempenho económico, a Super Bock refere que a conjuntura “conduziu à redução do valor económico direto gerado para cerca de 424 milhões de euros, o que representa uma redução de 2% face a 2017 proforma“.

O valor económico “direito distribuído apresentou um aumento de cerca de um milhão de euros”, lê-se no documento.

Interior do país é o mais afetado pela falta de medicamentos

A indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição. O recurso a estas consultas causou elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3M€ a 43,8M€), quer para o utente (2,1M€ a 4,4M€). As regiões mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do país são as que registam mais ocorrências deste tipo.

A população do distrito de Beja surge no estudo como uma das mais prejudicadas, registando o maior número de pessoas obrigadas a interromper o tratamento devido à falta de determinados fármacos: 9,30%, quase o dobro da média nacional (5,70%).

Enquanto a média nacional é de 21,50%, em Bragança o valor atinge os 31,17% e regiões como Viseu, Beja e Guarda rondam os 30%.

Os inquéritos para o relatório sobre o “Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no Cidadão e no Sistema de Saúde”, da CEFAR, foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação de utentes de 2.097 farmácias em Portugal.

61% dos Baby Boomers afirmam que consultam frequentemente o telemóvel/portátil da empresa, durante as férias

Quando questionados se consultam frequentemente os dispositivos da empresa durante as férias, 61% dos Baby Boomers, 51% da Geração X e 33% dos Millennials responderam afirmativamente. No entanto, esta tendência parece ter vindo a decrescer a cada nova geração. Os Millennials já estão menos propensos a consultar o telemóvel e o portátil durante as férias e por isso, é expectável que a Geração Z ainda o faça com menos frequência.

Numa altura, onde o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal é tão desejada, por todas as gerações, parece que é difícil cumprir. Segundo os resultados do estudo, quando questionados se consultavam o telemóvel e/ou o portátil da empresa fora do horário de trabalho, 66% dos Baby Boomers, 60% da Geração X e 49% dos Millennials responderam que sim.

Para além disso, 50% dos Baby Boomers, 65% da Geração X, 80% dos Millenials e 74% da Geração Z responderam que gostariam de trabalhar numa empresa que não permitisse trabalhar horas extra, responder a emails e/ou atender chamadas fora do horário de trabalho. Ao analisar as respostas das gerações percebe-se que este equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é mais expectado pelas gerações mais recentes. Por isso, é que os principais benefícios que valorizam num empregador passam pela flexibilidade de trabalho e possibilidade de trabalhar a partir de casa.

No entanto, ao avaliar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, são os Millenials a dar uma avaliação menos positiva e os Baby Boomers uma mais positiva, apesar destes últimos serem o que consultam mais os dispositivos da empresa fora de horas do trabalho, ou até mesmo de férias.

Metodologia
Este relatório “Talento Z: Os nativos digitais no mercado laboral” traduz-se na análise de preferenciais e tendências no mercado laboral, de quatro diferentes gerações, em Portugal. Mais de 855 inquiridos anónimos de quatro diferentes gerações aceitaram participar no inquérito a nível nacional, da Hays Portugal.

As diferentes gerações foram determinadas pelos anos de nascimento, sendo que foi os Baby Boomers estão compreendidos entre os anos 1946-1964, Geração X entre os anos 1965-1980, os Millennials entre os anos 1981-1994 e por fim, a Geração Z entre os anos de 1995-2012. O estudo é fundamentado no nosso conhecimento enquanto empresa de recrutamento especializado, de modo a proporcionar às empresas um panorama de como cada geração, especialmente da Geração Z, encara o mercado de trabalho. Em relação à Geração Z, foram analisadas apenas as respostas dos inquiridos entre os anos compreendidos entre 1995-2001.

A delinquência e a perda custam 49 Mil Milhões de euros anualmente aos retalhistas europeus

Na Europa, a perda conhecida e desconhecida, representou uma médica de 1,44% das vendas dos retalhistas entre 2015 e 2017, e 2,1% se juntamos o custo em medidas de segurança e prevenção contra o furto (0,61%). Por sectores, estas perdas e o investimento em segurança alcançaram na alimentação 2,6% das vendas, seguidas de 2,1% para os artigos têxteis e o perpetuado nas estações de serviço. No seu conjunto, os custos da delinquência representariam a faturação total da quarta cadeia de distribuição europeia.

Estes são dados do novo relatório, ‘Retail Security in Europe. Going beyond Shrinkage’, realizado pela Crime&Tech, uma organização da Università Cattolica del Sacro Cuore – Transcrime com o apoio da Checkpoint Systems.

Este estudo focou-se em 11 países europeus: Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Itália, Países Baixos, Polónia, Suécia, Reino Unido e Rússia, e adota uma metodologia inovadora que inclui um inquérito a retalhistas, que representam cerca de 23 mil lojas, dados sobre as perdas de 3500 lojas (o maior conjunto de dados deste tipo jamais analisado), e a análise de 1600 notícias sobre a delinquência nos comércios retalhistas, um grupo de referência e entrevistas com mais de 50 diretores de segurança.

Tendências

Por sector, a fraude em alimentação alcançou 2% das vendas, seguido de 1,4% em artigos têxtis e o terceiro em seções de acessórios para animais. No seu conjunto, os custos das perdas o gasto em segurança representaria a faturação total da quarta principal cadeia de distribuição europeia

Top 5 de artigos furtados

Demonstrando os produtos de mairo risco para os ladrões, o relatório revela que os cinco principais artigos furtados, por valor, no retalho alimentar incluem bebidas alcoólicas, queijo, carne, doces e enlatados.

No sector têxtil, acessórios, malhas, calças e camisas foram os artigos mais atrativos, enquanto que os telemóveis e acessórios lideraram a lista no sector eletrónico e ferramentas de alto valor.

Sazonalidade do furto

De acordo com a maioria dos inquiridos (62%), o inverno é a época em que há maior probabilidade de perda, seguido da primavera e verão – considerando que na época mais alta do verão os valores elevam a estação para o segundo lugar.

Fatores que favorecem a fraude no retalho

Entre os fatores externos que mais impactam o fenómeno da perda, os retalhistas europeus destacam que está é maior em áreas urbanas com alta densidade populacional e rendimentos mais baixos. O relatório destaca também que não existe uma relação de causa-efeito entre o nível de perda e a propriedade, segundo as fontes policiais consultadas.

Ainda assim, o estudo da Crime&Tech, com o apoio da Checkpoint Systems, destaca que a perda é maior em lojas de tamanho grande e que existe uma correlação entre o número de horas de abertura ao público e a perda registada. Por outro lado, a fraude é mais elevada em estabelecimentos próximos de estações de comboio ou do metro, nos situados em ruas de grande afluência do público e as lojas que dispõem de caixas de self payment.

O uso de armas de fogo e navalhas alcança os 38% na Europa

O furto externo por parte dos consumidores continua a ser a causa mais frequente da perda desconhecida na distribuição comercial. 28,2% é cometido por indivíduos que acuam sozinhos e 71,8% por grupos compostos por 2 ou 3 pessoas.

Cabe assinalar que na Europa continua a ser marginal o uso da força, seja mediante armas de fogo (16,7%) ou violência física (8,3%), sendo a ameaça a força sem ver qualquer arma a que na maioria dos casos se utiliza para perpetuar o furto (52,8%). O relatório assinala o aumento dos microgrupos organizados nómadas, e que este é um fenómeno emergente.

O furto interno e o produzido na cadeia de distribuição continuam a ser significativos. O relatório destaca que, além da apropriação indevida dos artigos, é possível detetar fraude pela manipulação dos dados das vendas e dos KPIs, pelo uso desleal dos cartões de fidelização e de oferta, nos falsos reembolsos e devoluções, e no aumento do preço dos artigos. O relatório aponta que muitos retalhistas se limitam a analisar os perfis laborais apenas no processo inicial da contratação do pessoal e menos quando já pertencem à equipa.

Relativamente ao pessoal interno relacionado com os furtos, o relatório indica que são os funcionários da sala de vendas ou da Caixa ou os mais envolvidos em fraudes, assim como os responsáveis de loja, sobretudo em estabelecimentos de moda e beleza e cosmética.

Por outro lado, mais de dois terços dos retalhistas inquiridos alegam ter sofrido algum tipo de fraude na sua cadeia de distribuição, seja por serviços logísticos, de limpeza e por parte do pessoal de segurança subcontratado.

Nos 11 países europeus que aborda o estudo, o custo das medidas de proteção tomadas pelos retalhistas ascende a 0,6% da sua faturação total. Por âmbitos, é maior o investimento em segurança de bricolagem e gasolineiras (1%), têxtil (0,7%) e alimentação (0,6%). As contramedidas mais habituais são as câmaras de vigilância, os sistemas EAS e os alarmes ligados à central.

No referente a tecnologias, a proteção dos artigos com etiquetas representa 71,7%. A RFID (Identificação por radiofrequência digital) utilizada independente ou juntamente com o código de barras por 7,6% dos retalhistas.

Impacto económico nos 11 países europeus: 49 mil milhões de euros

O custo da delinquência (35 mil milhões de euros) mais o investimento em medidas de segurança (14,5 mil milhões de euros) comporta um impacto anual que representam 2,1% dos valores de vendas dos retalhistas europeus, quer dizer, 49 mil milhões de euros nos 11 países analisados, isto é, 89 euros por europeu ao ano per capita.

Para o futuro, os autores do relatório consideram importante analisar com maior profundidade como são contabilizadas as perdas por parte da distribuição comercial, que impacto tem na atividade delativa estas perdas, como afeta este fenómeno a atitude de compra dos consumidores, que relação existe entre os departamentos de segurança, auditoria e controlo da gestão, como se avalia o inventario e a sua relação com a fraude, como melhorar o processamento de dados, que contramedidas se podem adotar para ser mais eficientes na luta contra o furto, assim como planear novas formas que estimulem o intercambio de informações e práticas entre os retalhistas.

Ao referir-se ao relatório, o Professor Ernesto Savona, Diretor da Crime&tech, declara: «A investigação revela que os retalhistas de toda a Europa utilizam uma combinação de técnicas para medir a perda, termino este no qual incluem uma variedade de perdas tanto delativas como não delativas. Todos estes diferentes focos deverão ser tidos em conta na hora de interpretar os resultados apresentados. Por esta razão, o estudo vai mais além da perda e analisa as políticas e as tecnologias de inventário dos retalhistas, os fatores de contexto que influenciam as perdas dos retalhistas, o modus operandi dos ladrões, e como se adaptam e combinam as contramedidas e as soluções de segurança.”

 

David Pérez del Pino, Diretor Geral da Checkpoint Systems para Espanha e Portugal, adiciona: «A Checkpoint tem uma larga trajetória na investigação de perdas de vendas de retalhistas, e já patrocinou e publicou vários prestigiosos relatórios durante os últimos 16 anos. O novo estudo “Retail Security Europe” ajudará os retalhistas a avaliar e definir as suas próprias estratégias de prevenção de perdas, a reduzir os furtos e a melhorar a experiência do cliente.»

«Na celebração dos nossos 50 anos, que tem lugar este ano, acreditamos que a luta contra a fraude é mais importante que nunca. O facto de que a perda, se se converte em volume de negócio, seria equiparável ao quarto maior retalhista europeu no deve levar-se com ligeireza. É extremamente preocupante que as ações de uns poucos possam afetar financeiramente as empresas e os seus funcionários. À luz do difícil clima atual do comércio retalhista, é mais importante que nunca que se tome nota das conclusões e se adotem as medidas necessárias para reduzir as suas perdas.»

 

Metodologia

O estudo da Crime&Tech com o apoio da Checkpoint Systems realizou-se em 11 países da Europa: Alemanha, Bélgica, Espanha, Finlândia, França, Itália, Países Baixos, Polónia, Suécia, Reino Unido e Rússia, e adota uma metodologia inovadora que inclui um inquérito a retalhistas, que representam cerca de 23 mil lojas, dados sobre as perdas de 3500 lojas (o maior conjunto de dados deste tipo jamais analisado), e a análise de 1600 notícias sobre a delinquência nos comércios retalhistas, um grupo de referência e entrevistas com mais de 50 diretores de segurança.

Cinco mitos relacionados com a motivação dos colaboradores

As férias chegaram ao fim, os dias são mais curtos e está cada vez mais frio. A nível empresarial, podemos afirmar que estas semanas caracterizam uma fase conhecida pela redução na produtividade, maior lentidão e também alguma falta de criatividade. Por isso, esta época também é reconhecida como “Blue January”.

Apesar de tudo, janeiro também apresenta oportunidades únicas, porque permite voltar a orientar os esforços na motivação dos colaboradores e também fomentar um ambiente laboral mais atrativo e gratificante. As equipas de recursos humanos, os colaboradores e a chefia da empresa podem contrariar o “azul” de janeiro e incentivar a produtividade em 2019, reforçando a estratégia, sem sucumbir aos hábitos tradicionais errados que teoricamente ensinam a fomentar a produtividade no trabalho.

Tendo em conta o contexto, a Sage, empresa líder em soluções de gestão empresarial na Cloud, destaca os mitos mais conhecidos no que à produtividade dos colaboradores diz respeito. São as empresas que realmente entendem o que motiva os seus colaboradores que se sentem mais seguras na tomada de decisões e na criação de um ambiente mais produtivo:

  1. Os colaboradores procuram grandes momentos de diversão, como jogos de ping pong ou atividades em equipa:

Todas as empresas mais “descontraídas” podem ter esses momentos, mas apesar de 40% das empresas considerar importante os jogos no escritório para os colaboradores, a realidade é que apenas 5% dos colaboradores valoriza esse tipo de atividades. De facto, segundo o estudo realizado pela Sage “Qual é a razão para os seus colaboradores não trabalharem?”, mais de metade dos inquiridos entendem-nas como uma distração.

  1. Dizer “obrigado” é suficiente para demonstrar aos seus colaboradores que reconhece o seu trabalho:

Agradecer é um grande ponto de partida, dado que 66% dos colaboradores inquiridos desejam sentir-se valorizados e reconhecidos pela empresa. Com isto, pretendem sentir que a empresa valoriza a sua contribuição no trabalho. Dizer obrigado vai muito mais além de um agradecimento, já que se trata de um novo sistema baseado na recompensa e no reconhecimento. Como por exemplo, enviar um e-mail aos colaboradores onde destaca o grande desempenho de todos durante um trimestre ou programando uma reunião de revisão mensal com a administração. É importante assegurar que a equipa se sente valorizada e que recebem um feedback regular.

  1. Os horários de trabalho flexíveis e o trabalho remoto distraem os colaboradores e prejudicam a sua produtividade

Algumas empresas hesitam na hora de estabelecer horários flexíveis ou permitir trabalho remoto, mas a verdade é que 81% dos colaboradores afirma que este tipo de flexibilidade é essencial. Procuram trabalhar num ambiente que se torne melhor para eles, aumentando desse modo a sua produtividade.

Porque é que é que os colaboradores não podem trabalhar a partir das 07h00 da manhã e terminar mais cedo se são mais produtivos de manhã? Porque é que os pais devem perder os eventos da escola dos seus filhos, apenas para que possam “ser vistos” no escritório? A ideia é considerar a opção de oferecer uma maior liberdade aos colaboradores para que possam criar os seus próprios horários e trabalhar remotamente, especialmente em janeiro, sendo esta uma época mais “triste”.

  1. O bem-estar é o fator mais importante para os colaboradores durante o mês de janeiro

É provável que os colaboradores regressem de férias com o objetivo de melhorar o seu bem-estar, tanto a nível psicológico como físico. Para isso, a empresa deve estar preparada para apoiar estas iniciativas, mas não apenas em janeiro. 39% dos colaboradores inquiridos consideram que as equipas de recursos humanos poderiam fazer mais para melhorar o seu bem-estar no trabalho. Apesar de janeiro ser um bom momento para começar, se não se continua a aplicar isto durante todo o ano, pode ser compreendido como um gesto vazio dos responsáveis.

Podem oferecer-se benefícios como vouchers para o ginásio ou fruta, já que isto garante um certo apoio para a saúde mental e também demonstra que a empresa valoriza a saúde e o bem-estar dos seus colaboradores graças a esta cultura. No entanto, tudo isto se deve aplicar de forma contínua na empresa.

  1. Motivar os colaboradores é uma prioridade durante o mês de janeiro porque a produtividade é menor

Existem várias organizações que fazem suposições para comunicar os objetivos dos recursos humanos em função do “gutfeel”. Neste caso, as equipas de recursos humanos deveriam utilizar dados e análises dos colaboradores para desenvolver perspetivas processáveis. Em que momento é que existe maior rotação? Foram explorados todos os dados dos inquéritos para compreender o que afeta o compromisso e quando? Ter acesso a ideais práticas pode marcar a diferença entre a compreensão dos mitos e a realidade.

Perfil de imigração mudou e Portugal é agora escolha para estudar

© Reuters

De acordo com o documento, até meados da última década as principais razões de entrada ou de solicitação de entrada no país eram de natureza laboral.

No entanto, nos últimos anos – também por força da situação da economia portuguesa e do decréscimo das oportunidades de trabalho nos setores económicos onde os imigrantes tendiam a inserir-se – os fluxos de entrada passaram a estar associados principalmente ao estudo e ao reagrupamento familiar.

O relatório estatístico anual de 2017 sobre indicadores de integração de imigrantes faz uma análise dos vistos de residência atribuídos nos postos consulares em 2015 e 2016, indicando que mostram a prevalência dos vistos associados ao estudo e ao reagrupamento familiar.

Esta tendência foi também notada em intervalos temporais anteriores, de 2008 a 2014.

Em 2015 estes dois tipos de vistos representaram em conjunto 65,3% do total de vistos, repetindo-se a tendência no ano de 2016, representando 67,8% do total de vistos.

Por outro lado, segundo o relatório, nota-se que tem ganho importância relativa a concessão de vistos de residência para reformados (representando 8,1% e 11,9% do total de vistos de residência emitidos, respetivamente em 2015 e 2016).

O mesmo relatório revela que nos últimos anos Portugal viu o perfil da sua população estrangeira residente mudar progressivamente. Os títulos que mais cresceram desde o inicio da presente década foram as autorizações de residência para atividade independente: eram 174 autorizações em 2011, passando para 2.528 em 2016, ou seja mais 6% face a 2015.

As autorizações para atividade de investigação ou altamente qualificada eram 334 em 2011 passando para 2.816 em 2016, enquanto as autorizações de residência para investimento eram inexistentes em 2011 e em 2016 registaram-se 4.310.

O relatório refere ainda que as autorizações de residência para atividade profissional subordinada passaram de 7.501 em 2011 para 19.065 em 2016, ainda que -14% face a 2015.

Relativamente às características sociodemográficas da população estrangeira residente em Portugal o documento revela que, como em anos anteriores, a população estrangeira residente não se distribui de forma equilibrada pelo país, concentrando-se principalmente nas zonas urbanas do litoral, assumindo maior impacto no Algarve.

As mulheres imigrantes são em maior número e, mantendo a distribuição das últimas décadas, a população estrangeira residente é tendencialmente mais jovem que a população portuguesa, concentrando-se nos grupos etários mais jovens e em idades ativas.

O Observatório das Migrações (OM) tem entre as suas atribuições “recolher, sistematizar e analisar informação estatística e administrativa de fontes nacionais e internacionais respeitantes ao fenómeno da imigração, nomeadamente os indicadores de integração de imigrantes e de refugiados”.

LUSA

Negligência da EDP pode ter provocado um dos maiores Incêndios de 2017

Segundo um documento que surge no relatório da Comissão Técnica Independente, que tem como fonte o Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Florestais do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a causa do fogo que começou a 15 de outubro na Lousã e se espalhou a nove concelhos é negligente e tem como ponto de origem as linhas elétricas.

“A ignição com origem nas linhas elétricas, neste caso particular em que terá sido provocada por queda de árvore sobre uma linha de média tensão, pode resultar do não cumprimento do regulamento de segurança das linhas elétricas pela entidade gestora, a EDP”, refere o relatório da Comissão Técnica Independente entregue na terça-feira no parlamento.

Os técnicos da comissão dizem que em causa está “a distância mínima de segurança dos condutores [linhas elétricas] às árvores”, que não deverá ter sido cumprida.

“Trata-se, neste caso, de situações devidamente regulamentadas e cujo cumprimento pode só por si evitar situações deste tipo e todas as suas consequências”, acrescentam.

Esta é a segunda vez que a EDP é apontada nos relatórios de análise dos incêndios, sendo que no primeiro caso foi no documento elaborado pelo especialista Xavier Viegas para analisar os incêndios de junho, especificamente o de Pedrógão Grande.

Na altura, o relatório do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais concluiu que o fogo de Pedrógão Grande foi causado por “contactos entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão” da EDP, que “não se encontrava devidamente cuidada”.

“O incêndio mais grave resultou das ignições de Escalos Fundeiros e de Regadas, que, em nosso parecer, terão sido causados por contactos entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão. Esta situação configura, em nossa opinião, uma deficiente gestão de combustíveis na faixa de proteção da linha, por parte da entidade gestora”, refere.

O documento sustenta que “com a diferença de cerca de uma hora e meia, esta linha terá produzido descargas e causado as ignições que deram origem aos dois incêndios”.

Sublinha ainda que “as faixas de proteção da rede elétrica de média tensão gerida pela EDP não se encontram devidamente cuidadas”.

Na altura, a EDP refutou as acusações, dizendo que a linha elétrica estava com a proteção “bem constituída” e o presidente do concelho de administração da empresa mostrou-se surpreendido com os resultados do relatório da equipa de Xavier Viegas.

Os incêndios do ano passado provocaram mais de 100 mortos e mais de 250 feridos.

LUSA

Metade da população mundial sem acesso a cuidados essenciais de saúde

O Tracking Universal Health Coverage: 2017 Global Monitoring Report, que avalia indicadores na área da saúde em mais de 120 países, refere que mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo, o correspondente a 12% da população mundial, gastam menos de 10% do seu orçamento familiar em cuidados de saúde.

Apesar de se ter registado um progresso de 3% no cumprimento da meta de acesso a cuidados de saúde, os dados do relatório indicam que pelo menos 180 milhões de pessoas gastam um quarto do seu orçamento nesta área e que este grupo está a crescer a um ritmo de 5% ao ano.

O diretor de Saúde e Nutrição do Banco Mundial, Timothy G, Evans, assinalou que o crescimento se deve ao facto de “os Governos não conferirem prioridade à saúde pública e de as pessoas terem cada vez mais altas expectativas de como deve estar a sua saúde”, levando-as a pagar “porque não obtêm uma cobertura pública suficiente”.

A diretora-geral adjunta do departamento de Cobertura Sanitária Universal da OMS, Naoko Yamamoto, realçou o surgimento de entidades privadas de assistência médica para suprir as necessidades que “deveriam ser cobertas pelos serviços públicos”.

Yamammoto referiu que China e Índia, com grande densidade populacional, foram os países onde este fenómeno se registou mais acentuadamente no ano passado.

O relatório aponta a América latina como a região no mundo que apresenta a menor percentagem de pessoas que gastam pelo menos 10% do orçamento familiar em assistência na área da saúde, registo que representa 14,8% da população mundial, cerca de 88 milhões de pessoas.

Quase 100 milhões de pessoas caem na extrema pobreza (viver com menos de 1,7 euros por dia), porque têm de pagar pelos cuidados de saúde, e outros 122 milhões de pessoas caem abaixo da linha da pobreza (2,5 euros diários) por causa dos gastos na saúde.

Ainda sobre o que as famílias despendem com a saúde, 6,3 milhões de pessoas caíram na pobreza nos países de fracos recursos, muito embora a percentagem de pessoas revele uma descida nos últimos anos.

Nos países pobres, apenas 17% das mães e filhos recebem assistência médica básica, enquanto a percentagem aumenta para 74% nas nações ricas.

O documento da OMS e do BM destaca ainda que mil milhões de pessoas não recebem tratamento para a hipertensão, mais de 200 milhões de mulheres não têm acesso ao planeamento familiar e cerca de 200 milhões de crianças não recebem todas as vacinas de que necessitariam.

LUSA

OCDE corta previsão de crescimento português para este ano e o próximo

Nas previsões económicas divulgadas hoje, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) piorou a sua estimativa para o crescimento económico, esperando agora que o Produto Interno Bruto (PIB) português cresça 1,2% em 2016 e 1,3% em 2017, quando em novembro antecipava avanços de 1,6% e de 1,5%, respetivamente.

Assim, a OCDE duvida que a economia portuguesa cresça ao ritmo de 1,8% previsto pelo Governo para este ano e para o próximo, de acordo com as estimativas inscritas no Programa de Estabilidade 2016-2020, remetido a Bruxelas no final de abril.

O relatório afirma que a economia cresceu menos do que a zona euro neste primeiro trimestre, apoiada num “consumo privado robusto”, enquanto o investimento, pelo contrário, “caiu acentuadamente e continua a prejudicar o crescimento, devido sobretudo ao elevado endividamento privado, fraco balanços dos bancos, incerteza política e à perda do ímpeto reformista”.

No documento, que foi preparado por uma equipa do departamento de Estudos Económicos liderada pelo ex-ministro Álvaro Santos Pereira, a OCDE admite que o consumo privado “pode compensar parcialmente os resultados negativos do investimento”.

Mas avisa que não será sempre assim: “As políticas para impulsionar a procura interna não vão produzir efeitos duradouros”.

A instituição afirma que medidas como o aumento do salário mínimo nacional, a reversão dos cortes salariais na função pública e da sobretaxa em sede de IRS “vão manter o consumo privado robusto”.

“Mas o aumento da despesa em consumo sofre limitações impostas por uma taxa de poupança historicamente baixa e uma reduzida criação de emprego, levando o consumo privado a perder o vapor”, diz a OCDE.

Reciprocamente, acrescenta a organização, “o investimento deve recuperar ao longo de 2017, enquanto o aumento da competitividade e a recuperação da procura extrema vão fortalecer as exportações”.

“Em conjunto, estes desenvolvimentos devem apoiar um crescimento económico moderado nos dois anos”, afirma.

Ainda assim, a instituição liderada por Ángel Gurría afirma que os riscos para o crescimento da economia “são maioritariamente internos e estão relacionados com o alto endividamento dos setores público e privado”.

Entre os riscos está a revisão em baixa do ‘rating’ atribuído pela agência canadiana DBRS, “o que tornaria o acesso a financiamento externo, incluindo do Banco Central Europeu, mais difícil”.

Para a OCDE, a fraca rendibilidade e peso do crédito malparado “aumentam as preocupações face à estabilidade do setor financeiro”, mas considera que medidas políticas que reduzam o endividamento empresarial e ‘limpem’ o balanço dos bancos “podem reduzir a vulnerabilidade dos bancos e permitir mais recursos para o investimento”.

A organização também piorou a estimativa para o desemprego, esperando que represente 12,1% este ano e 11,5% no próximo, quando em novembro apontava para taxas de 11,3% e 10,6%, respetivamente.

O mesmo aconteceu com a taxa de inflação, que a OCDE espera agora que seja 0,3% este ano e 0,8% no próximo, quando no ‘Economic Outlook’ anterior previa que fosse 0,7% este ano e 1% em 2017.

Intensificaram-se os riscos que ameaçam a estabilidade financeira

No Relatório de Estabilidade Financeira divulgado hoje, o BdP conclui que houve uma intensificação para a materialização dos riscos à estabilidade financeira, destacando, entre eles “um aumento da volatilidade dos mercados” relacionada com “o processo de consolidação orçamental em curso”.

Para o banco central, “os desenvolvimentos de mercado refletiram uma maior incerteza dos investidores relativamente à continuação da consolidação orçamental e à prossecução das reformas estruturais em Portugal. Esta incerteza foi expressa por diversas organizações internacionais, tendo sido atenuada após a aprovação do Orçamento do Estado para 2016”.

Nesse sentido, afirma a instituição liderada por Carlos Costa, para manter a confiança dos investidores internacionais na sustentabilidade da dívida é necessário que “o processo de consolidação orçamental prossiga e que continue a ser acompanhado pela implementação de reformas estruturais”.

“Esta orientação é também fundamental para criar condições para o aumento do crescimento potencial e o reforço da competitividade externa da economia portuguesa”, afirma o BdP.

Nesse sentido, o banco central considera que o aumento da exposição dos bancos a títulos de dívida soberana durante a crise económica e financeira deve ser revertido, numa altura também em que se perspetivam alterações regulamentares nesta área.

Outro risco que se intensificou desde a divulgação do último relatório de estabilidade financeira, em novembro, foi a manutenção das taxas de juro baixas – ou mesmo negativas – por “um período prolongado”, o que pode “afetar particularmente” a rendibilidade do setor bancário em Portugal.

“Estes fatores dificultam a recuperação da rendibilidade sustentada pelo aumento do produto bancário, reforçando, assim, a necessidade de uma significativa redução de custos operacionais, num contexto em que os indicadores de eficiência operacional do sistema bancário português comparam desfavoravelmente com os de outros países da área do euro”, salienta.

No que diz respeito apenas às taxas de juro reduzidas, o BdP admite que, no curto prazo, “este contexto pode ser favorável para a economia portuguesa, tendo em atenção a sua posição devedora, mas constitui um fator de pressão sobre a margem financeira do sistema bancário”.

Embora se tenham observado a intensificação destes riscos, a maioria dos fatores de alerta para estabilidade financeira em Portugal, identificados no Relatório de Estabilidade Financeira anterior (divulgado em novembro de 2015), mantiveram-se, designadamente “o nível elevado de endividamento dos setores público e privado, a baixa rendibilidade no sistema financeiro e a elevada concentração no ativo do sistema a determinados setores, classes de ativos e geografias”.

Quanto à concentração por geografias, o banco central salienta “a exposição direta e indireta a Angola”, lembrando que a economia angolana enfrenta “desafios económicos e financeiros que poderão repercutir-se num aumento do crédito em risco e de imparidades no balanço dos bancos portugueses”.

O endividamento do setor público e do setor privado “subsiste muito elevado, apesar da desalavancagem observada nos últimos anos”, o que “confere à economia e, em particular, ao sistema financeiro, uma posição mais vulnerável a desenvolvimentos adversos na atividade económica e à perceção de risco dos investidores”.

Isso poderá “traduzir-se em maiores níveis de incumprimento, por parte das empresas e das famílias, custos de financiamento mais elevados e/ou em dificuldades acrescidas no acesso dos emitentes nacionais a financiamento de mercado, com impacto negativo na atividade económica e na rendibilidade do sistema financeiro”, alerta o BdP.

EMPRESAS