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UE financia combate ao Ébola e à cólera em África

© Reuters

Em resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC), a UE vai financiar a Cruz Vermelha com 60 mil euros nas operações no Uganda e 40 mil no Ruanda, num total de 100 mil euros, segundo um comunicado.

Estas ajudas humanitárias destinam-se a prevenir a transmissão do vírus desde a RDC, bem como a financiar a deteção de casos e os preparativos nos países em causa.

Por outro lado, a luta contra a cólera no Zimbabué, doença que desde 06 de setembro já matou 48 pessoas, vai receber um financiamento de 90 mil euros.

Esta verba irá beneficiar 15 mil pessoas que vivem em quatro zonas de Harare afetadas pela bactéria que provoca a cólera.

LUSA

Petição em França contra expulsão de família para Portugal

mãe e os dois filhos, um rapaz de onze anos e uma menina de dois anos, estão sob ameaça de expulsão porque tinham um visto para Portugal quando deixaram o Brasil, explicou à Lusa fonte da rede, acrescentando que as autoridades francesas remetem para Portugal a responsabilidade de dar asilo à família.

“Eles fugiram [da República Democrática] do Congo, tinham o estatuto de refugiados no Brasil, mas a mãe era vítima de violência doméstica lá. Foi novamente obrigada a fugir e veio para França, onde tem familiares e quer viver, mas do Brasil deve ter sido mais fácil obter um visto português”, explicou um responsável da rede, que não quis ser identificado.

A Rede Educação Sem Fronteiras foi contactada por professores da escola do filho mais velho “porque a família está sob pressão” depois de ter recebido uma convocatória do posto de polícia “para ser enviada para Portugal”, não se tendo deslocado ao posto e estando agora “na clandestinidade”.

De acordo com a associação, o governo civil alega que o pedido de asilo deve ser feito em Portugal ao abrigo da Convenção de Dublin, ainda que a família nunca tenha vivido em Portugal e esteja em França há um ano.

No documento, assinado online por cerca de 3.400 pessoas, é ainda pedido ao governo civil que permita à criança de onze anos que continue a ir à escola no estabelecimento onde está inscrita, “em nome do direito à escolarização previsto na Convenção Internacional dos Direitos da Criança”.

LUSA

 

União Europeia condena ataque de rebeldes no Congo

A União Europeia condenou o ataque efetuado no sábado por rebeldes ugandeses da Frente Democrática Aliada (ADF) no leste da República Democrática do Congo e apelou à “cooperação” entre a ONU e as Forças Armadas e polícia congolesas.

Uma cooperação, afirma a União Europeia (UE), que efetive “a proteção da população da região”, considerando que “estes são atos intoleráveis”, segundo um comunicado dos porta-vozes do Serviço Europeu de Relações Externas, no qual expressa o seu apoio ao apelo das Nações Unidas aos grupos armados “para que ponham fim a todas as formas de violência”.

A UE insistiu na “importância de incrementar a cooperação” entre a Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco) e as Forças Armadas e a polícia congolesas para “proteger as populações do território de Beni”.

“A UE apresenta a suas sinceras condolências às vítimas, seus entes queridos e ao povo congolês”, lê-se no mesmo comunicado, segundo a Efe.

Pelo menos 36 civis morreram num ataque levado a cabo na tarde de sábado por rebeldes ugandeses da ADF no leste da República Democrática do Congo.

O ataque aconteceu na cidade de Beni, na província de Kivu do Norte, segundo o presidente da organização Sociedade Civil de Beni, Gilbert Kambale. “Mataram com catanas e machados todas as pessoas que encontraram no seu caminho, antes de entrarem nas casas, onde foram encontrados muitos corpos”, disse o ativista.

Gilbert Kambale criticou o ataque que não foi possível evitar, apesar da importante presença de soldados das Forças Armadas da República Democrática do Congo e da missão da ONU no país (ONUSCO) que, segundo disse, estavam avisados de que tal podia ocorrer.

Congo: Massacre durante a noite mata 30 pessoas

Cerca de 30 pessoas foram assassinadas num massacre na zona oriental da República Democrática do Congo, anunciaram este domingo as forças armadas locais.

Em declarações à Agência France Press (AFP), o porta-voz das Forças Armadas, Mak Azuray, disse que se suspeita que rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF, a sigla em inglês), um grupo islâmico armado de origem ugandesa que se opõe ao governo, terá morto 30 pessoas na cidade de Beni durante a noite.

“Nós apenas encontrámos os corpos”, disse Mak Azuray.

Os corpos das vítimas foram localizados, segundo Azuray informou à AFP, no bairro de Rwangoma, em Beni. O porta-voz das Forças Armadas disse também que os rebeldes se fizeram passar por militares para “chegarem e massacrarem a população” como vingança pelas operações militares na zona.

Gilbert Kambale, um responsável local, disse à AFP que 35 corpos deram entrada na morgue do hospital de Beni.

Beni situa-se na província de Nort-Kivu, que tem sido alvo de ataques constantes, desde outubro de 2014, que o Governo e as Nações Unidas atribuem à ADF, onde já morreram mais de 600 cidadãos.

Papa condena “silêncio vergonhoso” sobre violência no Congo

O papa Francisco lamentou este domingo o massacre ocorrido na República Democrática do Congo e criticou o “silêncio vergonhoso” que favorece a perpetuidade dos conflitos e a morte de inocentes sem “peso na opinião mundial”.

“O meu pensamento está com os habitantes do Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, recentemente atingidos por novos massacres que se perpetuam devido a um silêncio vergonhoso e sem chamar a nossa atenção”, disse Francisco, falando à janela do Palácio do Vaticano. “Por desgraça fazem parte de tantos inocentes que não têm peso na opinião mundial”, adiantou.

De acordo com a informação divulgada esta segunda-feira na página da Rádio Vaticano, um grupo de homens armados assassinou na noite de sábado pelo menos 50 pessoas no Kivu do Norte, perto da fronteira com o Uganda.

As autoridades de Kinshasa atribuem o massacre ao grupo islamita ugandês das Forças Democráticas Aliadas, embora um missionário que relatou o ocorrido ao Vaticano tenha dito que ouviu os agressores falarem na língua dos soldados congoleses.

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