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A Campanha de Natal da Zomato oferece presentes a dobrar com Zomato Gold

O Natal ficou mais dourado com a campanha de Natal do Zomato Gold – a subscrição integrada na app Zomato que tem levado foodies de Norte a Sul do país a descobrir novos sítios para comer e beber fora de casa e ter acesso a ofertas em todos eles, em Lisboa e no Porto.

A partir de hoje, todos os subscritores que escolham comprar uma subscrição de 3 meses (24€), 6 meses (34€) ou de 12 meses (59€) para si, recebem uma segunda subscrição Zomato Gold de oferta com a duração de três meses para oferecer a alguém especial e tornar esta quadra ainda mais única. Esta campanha está disponível até ao dia 23 de dezembro.

Um presente “ dois em um ” destinado a todos os amantes de comida e de experiências gastronómicas diferentes todos os dias mas que não dispensam uma boa companhia para partilhar as suas refeições.

O Zomato Gold é a subscrição que oferece o segundo prato mais caro da conta ou até duas bebidas gratuitas nos vários parceiros que se distribuem entre Lisboa e o Porto, numa lista em crescimento constante e que já engloba uma grande variedade de restaurantes e bares.

Até ao momento, os membros Zomato Gold somam 95 mil visitas aos restaurantes e bares parceiros, nas duas cidades. A Zomato estima que, em cada ida ao restaurante exista uma média de 2.6 pessoas sentadas à mesa. Sendo o consumo médio por pessoa de 15 euros, a Zomato afirma que o Zomato Gold já gerou mais de três milhões e setecentos euros em lucro nos parceiros.

Para mais informações sobre o Zomato Gold: www.zoma.to/gl
Regulamento da campanha: bit.ly/NatalZomatoGold

Sobre a Zomato
A Zomato é uma app de descoberta de restaurantes que disponibiliza informação sobre mais de um milhão de restaurantes em 23 países.
O conteúdo detalhado e atualizado da Zomato inclui os menus dos restaurantes, fotos tiradas pelas equipas que percorrem as ruas nas várias cidades onde está presente, coordenadas e outras informações; os utilizadores podem avaliar e dar opinião sobre os restaurantes, bem como criar a sua própria rede de foodies com recomendações personalizadas.

Em Portugal, a plataforma conta com 8,5 milhões de visitas por mês, sendo a plataforma de descoberta de restaurantes mais completa para quem procura opções para comer fora, entregas ao domicílio, serviço de take-away ou sair à noite. A plataforma está disponível nas versões web ( www.zomato.com ) e mobile (iOS, Android e Windows Phone).

Nova Peixaria aposta na tecnologia dos Kiosks Levoo monomarca

Esta inovação permite que o cliente faça o seu pedido com total comodidade, tendo à sua disposição a personalização total dos vários pratos e menus, os vários meios de pagamento – que vão desde os tradicionais cartões multibanco e refeição, assim como o MB WAY, Paypal, e inclusive o Cartão Oferta Alegro – sem a pressão habitual das filas das caixas.

Estas novas formas de atendimento permitem aos clientes poupar tempo, ao mesmo tempo que deixam de sentir a pressão das filas ou do atendimento, muitas vezes acelerado ou motivado pelas horas do almoço e jantar.

O facto de também existir um ponto de recolha próprio para levantar o pedido, faz com que a experiência de compra seja muito mais gratificante, ao ponto de se pensar que já não se perde qualquer tempo por não existirem filas.

Para os responsáveis do Centro Comercial Alegro Alfragide pela implementação do projeto, “A contínua aposta na inovação e na oferta de serviços pioneiros aos nossos clientes é um foco diário da Equipa Alegro pelo que estamos muito orgulhosos por disponibilizar o piloto de Kiosks Monomarca no restaurante ‘Nova Peixaria’, em parceria com a startup 100% portuguesa, Levoo. O feedback dos Kiosks multimarca, apresentados em maio deste ano, tem sido muito positivo sendo que, como qualquer tecnologia inovadora, passa por uma fase inicial da sua evolução, mas com a noção de que parte dessa vulnerabilidade ruma a um caminho de maturação.”

Frederico Fontes, um dos responsáveis pela Nova Peixaria no mesmo centro comercial, destaca ainda: “Desde maio deste ano que disponibilizamos o nosso restaurante pela Levoo, tanto nos Kiosks multimarca do C. C. Alegro, como através da aplicação. A experiência tem sido de muita transformação e tão compensadora para nós e para os nossos clientes que decidimos avançar com uma solução totalmente personalizada para o estabelecimento do mesmo centro comercial.”

A Levoo é uma start-up portuguesa que visa mudar a forma como as pessoas fazem os seus pedidos nos restaurantes, aumentando a sua satisfação e melhorando a sua relação com as marcas parceiras.

Estudos internacionais mostram que o futuro da restauração passa pela criação de propostas de valor self-service, quer sejam analógicas quer digitais, como são os casos dos Kiosks e Apps Levoo (iOS e Android). Este posicionamento também permite às marcas aderentes melhorar o seu atendimento e relação para com os clientes, ao mesmo tempo que aumentam as suas vendas e o valor médio por transação.

A Levoo já tinha lançados os seus Kiosks multimarca na Centro Comercial Alegro Alfragide e Centro Colombo, concretizando-se agora a primeira instalação de Kiosks monomarca, sempre em paralelo com as Apps Levoo.

Pode fazer aqui o download para Android e iOS.

Toda a tecnologia apresentada foi desenvolvida pela Levoo e já está integrada com um dos mais prestigiados softwares de faturação de ponto de venda em Portugal, a Zone Soft, assim como acomoda alguns dos principais programas de fidelização, como são o caso do Tuga Resiste, do h3, e o freebee®, este último com mais de 300.000 utilizadores à data.

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Caso deseje saber mais informação, não hesite contatar-nos em info@levoo.pt.

Mais informações em www.levoo.pt ou www.zonesoft.pt

Czar Lisbon Restaurant lança menu executivo

O Czar Lisbon Restaurant tem agora novos menus para quem gosta de comer bem, em pouco tempo. Ao todo são três menus diferentes com assinatura do chef Mário Moreira.czarlobby

Entre Trouxa de Brie, Folhado de Pato, Tataki de Salmão com legumes daépoca, Lombinho de Porco confitado ou Risoto de Camarão, a oferta é variada e diferente em cada dia do mês. Sempre com prato de carne ou peixe, à escolha, com direito a entrada e seguido de maravilhosas sobremesas.bxIMG_1775

Disponíveis estão o Menu Executivo, composto por três pratos (entrada, prato principal e sobremesa), a 12,5€ por pessoa; o Menu Express, que inclui dois pratos (prato principal e sobremesa ou entrada), a 9€ por pessoa; e o Menu Degustação com cinco pratos, com ou sem bebidas, a 12€ ou 15€ por pessoa.

Com uma decoração contemporânea, elegante e acolhedora, o Czar Lisbon Restaurant é o lugar perfeito para relaxar, enquanto saboreia a típica gastronomia portuguesa ou faz uma viagem pelos sabores da cozinha internacional. Situado no centro de Lisboa, o hotel tem ainda 77 quartos confortáveis e sofisticados que convidam a um merecido descanso num ambiente cosmopolita.

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Sobre o chef Mário Moreira

Apaixonado pela cozinha, Mário Moreira formou-se na Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Lisboa. Depois de uma breve passagem pelo catering, esteve em vários restaurantes de assinatura, tendo, nos últimos anos, vindo a consolidar o seu know-how em hotéis como o Ritz, grupo Sana e Intercontinental do Estoril.

Sobre o Czar Lisbon Hotel Lisboa

Situado na Av. Almirante Reis, em pleno centro de Lisboa, o Czar Lisbon Hotel é ideal para uma estadia de lazer ou em negócios. Contemporâneo e acolhedor, o hotel tem 77 quartos, lugares de estacionamento e transportes públicos mesmo à porta.

Sobre a Amazing Evolution

A Amazing Evolution dedica-se à gestão de ativos, com especial foco na gestão de unidades turísticas. Atualmente, o seu portfólio é composto por uma grande diversidade de hotéis em Portugal continental e ilhas, tendo registado um crescimento acentuado neste último ano.

Celeiro. Em terra de peixe quem tem carne maturada quer ser rei

“Aqui na Comporta era muito difícil conseguir comer um bom bife.” Gonçalo Pessoa, 41 anos, responsável pelo hotel/retiro Sublime Comporta, explica desta forma por que razão apostou na vazia açoriana maturada como um dos trunfos do Celeiro, o recém-aberto restaurante do complexo. E completa: “É que peixe fresco, na grelha, todos os outros fazem. E fazem-no bem. Nós quisemos oferecer algo diferente, mas sem sair do que é português e bom.” É justo. E como é que tudo começou?

A casa de férias

Gonçalo apaixonou-se pela Comporta há cerca de 15 anos, quando um amigo o convidou para passar férias na zona. “Logo aí achei que tinha um potencial incrível, e na altura ninguém falava disto”, conta. Tanto gostou que decidiu procurar um terreno para construir uma casa de férias. Não tinha pressa, estava só à espera da oportunidade certa.

Ela apareceu em 2004: um terreno de 17 hectares, que adquiriu, e para o qual pediu licença de construção de uma casa e de um apoio agrícola. “Estava à espera que fosse como em Lisboa, em que as licenças demoram tempo a ser emitidas. E eu queria que demorasse porque na altura, depois de comprar o terreno, não tinha dinheiro para avançar logo com a construção.”

Problema: a Câmara Municipal de Grândola revelou-se de uma eficácia extrema e em pouquíssimo tempo a obra ficou licenciada. Solução: Gonçalo foi renovando a licença de ano a ano, sem construir, até que, em 2011, com esta a expirar, avançou, finalmente, para a obra.

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O Celeiro é uma das novidades do ano do Sublime Comporta, um hotel/retiro construído num terreno de 17 hectares na Muda, entre Comporta e Grândola.
(foto: © Nelson Garrido / Divulgação)

O hotel

“Já tínhamos a ideia de poder rentabilizar a casa de alguma forma quando não estivesse cá”, diz, para explicar que a ideia de fazer um hotel não caiu propriamente de paraquedas. O que aconteceu foi simples: já com as fundações feitas, Gonçalo percebeu que o terreno, pela sua dimensão, pedia algo mais que uma casa de férias. “O turismo estava a chegar à zona, havia cada vez mais procura, vimos aqui uma oportunidade”, recorda.

O projeto inicial foi alterado e Gonçalo perdeu uma casa de férias mas ganhou um turismo de habitação para gerir. E até nem lhe faltava experiência nessa área, mas apenas do ponto de vista do utilizador: por ser comandante da TAP já dormia boa parte do ano em hotéis.

O Sublime recebeu os primeiros hóspedes no verão de 2014, mas com uma configuração diferente da que tem hoje. Durante dois anos, foi composto por apenas dois edifícios, o principal e um anexo, que somavam, ao todo 14 quartos. Este ano, a oferta cresceu. E muito: aos dois edifícios juntaram-se uma série de villas modulares, de diversas tipologias, inspiradas nas típicas cabanas da zona. Villas essas que também estão à venda, chave na mão, com preços a partir dos 750 mil euros. O negócio pode ser feito numa ótica de investimento: na época em que não estiverem a usufruir da casa, os donos destas cedem a sua gestão ao hotel e partilham os lucros.

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O edifício principal do Sublime Comporta.
(foto: © Nelson Garrido / Divulgação)

“90% dos nossos hóspedes são estrangeiros”, afirma Gonçalo, que revela já ter uma lista considerável de interessados nas cabanas. É o resultado da fama da Comporta junto dos mercados francófonos e, mais recentemente, do americano. Aliás, o hotel recebeu recentemente um casal ilustre vindo dos Estados Unidos: os atores Harrison Ford e Calista Flockhart.

O restaurante

Voltemos ao Celeiro. O novo restaurante do Sublime — cujo projeto tem assinatura dos arquitetos José Alberto Charrua e Miguel Câncio Martins (interiores) — é outro dos reforços do hotel para este ano. Abriu no início de julho. “Inspirámo-nos nos celeiros de arroz da Comporta”, diz Gonçalo, para justificar a enorme estrutura em ferro, envidraçada, que conta com uma decoração curiosa: mistura peças de design com velharias compradas ao famoso senhor Júlio, cuja barraca de beira de estrada, a caminho das praias do Pego e Carvalhal, é um clássico da zona. A loiça usada segue o mesmo princípio — tanto se encontram peças Vista Alegre como outras, bem mais coloridas, vindas de uma olaria de São Pedro do Corval, perto de Reguengos de Monsaraz, a capital nacional do barro.

No que ao restaurante diz respeito, a intenção dos responsáveis é equilibrar a percentagem de clientes nacionais e estrangeiros. “E também fazer com que as pessoas tenham vontade de repetir a visita, para experimentar mais coisas”, acrescenta Gonçalo, que explica que o antigo restaurante do complexo “funcionava com menu degustação, tipo fine dining“, logo não convidava à repetição. Daí a vontade de mostrar argumentos, e suprir a tal lacuna de um bom bife. Mas não só: a carta inclui uma série de petiscos e entradas partilháveis, caso dos pastéis de massa tenra (9€), dos chamados croquetes de orelha de coentrada (9€) — na verdade, são mais empadas que croquetes –, ou dos peixinhos da horta (8€). Quem quiser, pode complementar com uma sopa, que também as há: a canja de choco e lingueirão (14€), por exemplo, traz umtwist interessante à receita típica.

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Estes são os chamados croquetes de orelha de coentrada. Apesar da designação parecem-se muito mais com empadas. (foto: © Tiago Pais / Observador)

Nos pratos principais, destaque para as carnes maturadas, de origem açoriana: tanto a vazia (27€), servida fatiada em tábua de madeira, como o costeletão (60€), que alimenta duas pessoas. E as opções não se esgotam aí: sendo este um restaurante alentejano, o porco da terra também tem direito a lugar na mesa, seja a presa (24€) ou as plumas (23€). Da mesma forma, e porque o mar dista a apenas cinco minutos, o peixe também não falta: robalo (28€), garoupa (26€) e uma opção do dia, que dependerá da sorte dos pescadores locais.

A cozinha está a cargo do chef Bruno Caseiro, que fez carreira em Londres como braço-direito de Nuno Mendes, o chef português que ganhou uma estrela Michelin no Viajante e que tem levado, com sucesso, sabores portugueses à capital britânica na sua Taberna do Mercado, além de chefiar um dos hot spots londrinos, o Chiltern Firehouse. “Queríamos uma cozinha próxima daquilo que se faz na Taberna do Mercado e foi o próprio Nuno que nos recomendou o Bruno”, conta Gonçalo. Essa influência faz-se notar, por exemplo na textura e empratamento dos peixinhos da horta, que é semelhante à do restaurante londrino.

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Na garrafeira do Celeiro incluem-se alguns vinhos menos conhecidos da região.
(foto: © Nelson Garrido / Divulgação)

Noutro campeonato, o das bebidas, é importante fazer duas referências. Primeira: o bar de apoio ao Celeiro também merece menção e uma paragem, pré ou pós-refeição, graças ao respetivo design e aos cocktails de assinatura do barman Gonçalo Pinhal, que trabalhou anteriormente no Cinco Lounge, em Lisboa. Segunda: na garrafeira encontram-se alguns vinhos menos conhecidos da região, capazes de surpreender os palatos mais rodados. São disso exemplo os Serras de Grândola, produzidos na quinta A Serenada, ou os da Quinta da Areia Safada, vizinha do hotel. Mais não seja porque ambos provam que, apesar da fama, ainda há segredos para desvendar na região.

Um restaurante para todos os “esquisitinhos” alimentares que andam por aí

Era uma velha drogaria. Daquelas onde clientes variados entram habitualmente, na esperança de ali encontrarem algo que lhes resolva uma necessidade ou um problema. De certa forma, o número 233 da Rua Silva Carvalho, em Lisboa, continua a ter a mesma missão, só que agora é sob a forma de um restaurante, o Dois.três.três. O freguês é carnívoro? Faça favor de entrar. Vegetariano ou vegan? Não faltam soluções. E se não pode comer glúten nem lactose, tem aqui mais um espaço para colocar no mapa.

O principal critério é que os alimentos sejam saudáveis, conta ao Observador Marta Loureiro, a proprietária. E estes podem sê-lo na forma de carne, de peixe, de vegetais e até de bolos. Marta não pode comer glúten nem lactose, pelo que o seu primeiro restaurante em Lisboa (já trabalhou na restauração, no Algarve) tinha de ter comida de que ela pudesse desfrutar. Escolheu instalar-se em Campo de Ourique, mesmo ao lado da rua D. João V, por ser uma zona “com muitas tascas tradicionais” e “pouca oferta para quem tem restrições alimentares”, explica. “Faço isto a pensar nas pessoas que são diferentes”, diz a proprietária, criativa de profissão.

O Dois.três.três tem duas salas para 25 pessoas e um pátio ao ar livre, onde cabem mais dez. Menos, quando o sol aparece forte (pelo menos enquanto ainda não há toldo). As prateleiras brancas da drogaria que ali funcionou durante meio século mantêm-se, mas agora estão cheias de livros sobre cozinha vegetariana e chás orgânicos ingleses para venda. O teto tem o relevo típico dos edifícios antigos e Marta Loureiro também decidiu manter, no mesmo sítio, o letreiro com o lema “Para bem servir e merecer a vossa preferência“. Nas paredes há fotografias de C.B. Aragão em exposição, que podem ser compradas pelos clientes. “Se aparecer mais alguém que queira expor, também funcionamos como galeria.”

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O pátio é pequeno e tranquilo. © Fábio Pinto / Observador

Na cozinha está Ana Burguete, que todos os almoços tem de preparar um prato vegan, um prato de carne ou peixe que não leva glúten, esalgados, como a galette, que é uma empada aberta de queijo, abóbora e nozes. Quando o Observador lá esteve, o prato de peixe era bacalhau com natas e batata-palha sem glúten, um ingrediente “muito difícil de arranjar sem contaminação de fábrica”. Isto é, sem aqueles avisos que normalmente vêm nas embalagens a alertar o consumidor que aquele alimento pode conter vestígios de amendoim, ovos, trigo, sulfitos e sabe-se lá mais o quê.

O menu de almoço muda todos os dias e inclui um prato à escolha, uma sopa e o chá do dia. Também há três menus vegan de pequeno-almoço: o menu iogurte (3,50€) é composto por iogurte com granola e fruta mais uma torrada, o menu chá do dia traz um bolo (3€) e há ainda outro com o sumo do dia mais uma torrada (3€). “Faço com pasta vegetal de frutos secos ou húmus”, explica.

Sábado é dia de brunch. Por 12€ vão para a mesa três variedades de pão, queijo flamengo e brie, fiambre, bacon, iogurte com fruta e granola, ovo cocotte ou mexido, uma fatia de bolo, frutos secos, pão alemão com abacate e salmão fumado, uma bebida quente e uma bebida fria. Para as crianças há um brunch à altura delas, mais pequenino nas quantidades e no preço (4€). Até há pouco tempo, sábado também era dia de feijoada à brasileira, estando agora no seu lugar uma moqueca.

Fora das refeições há sempre, por exemplo, as pequenas energy ballsvegan, feitas de tâmaras ou figos, frutos secos, aveia sem glúten e fruta. Scones, tostas, bolachas, panquecas e bolos vegan sem lactose também moram no Dois.três.três. Das 17h30 às 19h00 há uma happy hour com os bolos do dia a serem vendidos com desconto, bifanas em bolo do caco e descontos nas bebidas alcoólicas — há vinho a copo, gin, uísque e vodka.

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A courgete recheada com legumes e acompanhada por salada de lentilhas, um dos pratos do dia. Ao lado está o chá biológico e o bolo de chocolate sem glúten nem lactose. © Fábio Pinto / Observador

A pensar no verão e nas pessoas que fogem do centro em direção às praias, Marta Loureiro está a planear fazer cestos de piquenique para que os clientes possam levar comida saudável para comer ao pé do mar. E para que os clientes também aprendam algumas receitas, brevemente haverá workshops de comida e de hortas verticais, previstos ao fim de semana.

“Hei de ser criativa para o resto da vida, por isso o que eu quero é fazer uma grande família no bairro”, diz a proprietária. Às quintas-feiras, às 16h00, há um grupo que se reúne ali para ensinar e aprender a fazer tricô e croché. “Faço questão de fazer boa vizinhança com as lojas aqui da zona, comprar o mais possível às mercearias, ao talho e às drogarias.” O mesmo se aplica aos clientes. Marta quer rever muitas caras e, por isso, faz as vontades todas “aos esquisitinhos”, isto é, a quem pede um prato mas quer mudar-lhe ingredientes porque não gosta de determinado alimento. “Para bem servir e merecer a vossa preferência”, pois claro.

L’Artusi. Quando a comida italiana é um livro aberto (com 790 receitas)

Para explicar o conceito do L’Artusi nada como transportá-lo para a realidade portuguesa. Imagine-se, para esse efeito, que alguém pegava no mítico Livro de Pantagruel e decidia abrir um restaurante em que todos os pratos da ementa não eram criações de um chef ou cozinheiro mas antes reproduções fidelíssimas das receitas compiladas e selecionadas pelos autores da obra, Maria Manuel Limpo Caetano, Bertha Rosa-Limpo e Jorge Brum do Canto.

Foi precisamente isso que o italiano Paolo Morosi, 67 anos, fez com La Scienza In Cucina e L’Arte di Mangiar Bene de Pellegrino Artusi. “Não é bem um livro, preferimos antes chamar-lhe um manual”, avisa a filha Isaura, a responsável pelo restaurante. Seja então: é um manual feito entre o final do séc. XIX e o princípio do séc. XX que reúne 790 receitas de cozinha tradicional italiana, de todas as regiões. E isto não é, de todo, um pormenor — foi a primeira obra deste género a abranger a totalidade da, à época, recém-unificada Itália.

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A obra que deu origem ao restaurante, na respetiva montra.
(foto: © Divulgação)

A relação de Paolo com o manual em questão não é de agora. Não só o ofereceu de presente de casamento ao irmão, em 1974, como, garante a filha, “já tinha a ideia de abrir um restaurante com as receitas do Artusi”. Há uns anos, vendeu os negócios que tinha no Brasil, no ramo da hotelaria e restauração, e mudou-se para Lisboa. Quando Isaura — que é italo-brasileira — decidiu vir ter com o pai, surgiu a oportunidade ideal para passar das ideias aos atos. Pegaram no antigo restaurante Merca-Tudo mas não fizeram obras revolucionárias. “Como a comida é caseira, a ideia é que isto pareça uma casa e tenha um ambiente familiar”, diz Isaura. Dia 1 de maio abriram portas.

Mas quem era esse Pellegrino Artusi?

Isaura elucida. “Ele não era cozinheiro, era um comerciante muito interessado pela gastronomia.” Tão interessado que decidiu, por si, compilar uma série de receitas de origens diversas. “Muitas eram-lhe enviadas por carta, por donas de casa, e ele experimentava-as com a sua cozinheira Marietta. Mas também acontecia ele experimentar um prato num restaurante e gostar tanto que ia à cozinha e pedia para o refazerem à sua frente”, conta a responsável. Depois, Artusi não se limitava a descrever a receita. “No livro ele conta sempre uma história engraçada à volta de cada prato, com muitas expressões toscanas”, explica Isaura.

Curiosamente, a primeira edição do livro foi um fiasco. “Ninguém o queria publicar, teve de pagar do próprio bolso essa primeira edição”, recorda a responsável. Mas o reconhecimento acabaria por chegar, antes mesmo da sua morte, em 1911. Data desse ano a versão de La Scienza In Cucina que usam no L’Artusi. “É a mais completa, porque ele foi sempre acrescentando receitas”, justifica Isaura. Das 790 que compõem a dita edição, foram escolhidas 17 para o primeiro menu do restaurante. Tanto se podem pedir à carta, como optar por um menu degustação para duas pessoas, com sete pratos, que fica por 100€.

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Isaura Morosi ao balcão do L’Artusi. O restaurante ocupa o antigo espaço do Merca-Tudo, na rua homónima. (foto: © Divulgação)

Como seria de esperar, a oferta tem muito pouco a ver com a dos outros restaurantes italianos de Lisboa. “Aqui percebe-se que a comida italiana não é só pasta e pizze.”A provar a afirmação de Isaura estão coisas como língua de vitela com molho picante (14€), caldeirada à livornese (18€), empadão de pombo (18€) ou o chamado assado morto com cheirinho a alho e alecrim (18€). Com uma base de trabalho tão grande é natural que a ementa vá rodando. E Isaura confirma-o: “Sim, só trabalhamos com produtos frescos e por causa da sazonalidade algumas receitas vão entrando e outras saindo.”As bebidas que acompanham são todas italianas, para evitar que o velho Artusi dê voltas na tumba. Vinhos, claro, mas também cerveja, refrigerantes ou até água.

E até a banda sonora foi pensada de acordo com o conceito da casa. Nada de Eros Ramazzotti nem Toto Cutugno (o de “L’Italiano”): Paolo Morosi fez uma playlist com música contemporânea da obra de Pellegrino Artusi e a filha Isaura intercalou-a com gravações das receitas, declamadas pelo recém-falecido ator italiano Paolo Poli.

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O bacalhau Monte Branco (11€(, outra das receitas de Artusi.
(foto: © Divulgação)

A partir de 1 de junho o restaurante abrirá também ao almoço mas só na esplanada. A sala interior ficará disponível sob reserva para quem quiser um almoço de trabalho, num ambiente mais recatado. Nesse período serão servidas receitas mais rápidas e económicas, mas também elas retiradas do manual de Artusi. E nem podia ser de outra forma. Afinal, como Isaura faz questão de dizer: “Os cozinheiros aqui são meros intérpretes do livro.” Capisce?

Nome: L’Artusi
Morada: Rua do Merca-Tudo, 4 (São Bento), Lisboa
Telefone: 21 396 9368
Horário: Das 19h às 22h30. Encerra às terças. A partir de 1 de junho abre também aos almoços, exceto ao domingo.
Preço Médio: 50€ (menu degustação, sem vinhos) ou 35€ (à carta)
Reservas: Aceitam
Site: lartusiristorante.com

E os grandes chefs chegaram… ao aeroporto

Em breve, as opções gastronómicas do Terminal C do Newark Liberty International Airport irão incluir ofertas de nada menos que quatro chefs com estrelas Michelin, um dos prémios gastronómicos de maior prestígio. Os conceitos incluem “surf bar e oásis de sushi”, de Josh Capon, e cozinha rural francesa de Alex Guarnaschelli.

“As pessoas que viajam estão a exigir uma comida melhor”, diz Frank Sickelsmith, vice-presidente do departamento de restauração e bebidas da HMS Host [que tem restaurantes espalhados por vários aeroportos] e que foi um dos impulsionadores desta tendência, com o steak house Bonfire, do célebre chef Todd English. “Tornámo-nos foddies”.

O desejo de boa comida sempre existiu, mas nem sempre alinhado com as ofertas dos aeroportos. Sanduiches pré-embaladas, cachorros-quentes, hambúrgueres e talvez uma fatia de pizza gordurosa era o melhor a que um viajante poderia aspirar. A expressão “comida de aeroporto” acabou por servir para definir um certo tipo de comida – e não o tipo que deixa os críticos gastronómicos extasiados.

Mas agora, um passageiro em trânsito pelo John F. Kennedy International Airport pode degustar um salmão grelhado com aveludado de feijão preto, tempura de camarão, um tamale assado de pimenta acompanhado de salada de jicama, com vinagrette de côco e lima, ou deliciar-se com um frango souvlaki marinado em cominhos e iogurte no Reagan National Airport.

“Estamos mais especializados em viajar”, comenta Sean Aziz, diretor de comunicações da OTG, a empresa por trás do novo ímpeto de Newark e de novos estabelecimentos no National Airport. “As pessoas querem saber quem cozinha a sua comida, de onde ela vem, como foi cultivada”, adianta. Aziz chama-lhe “refeição responsável”.

Ben Rababy, vice-presidente da United Concessions Group, já tinha reparado na nova tendência. Recorda os tempos em que um serviço à mesa de uma cadeia nacional era considerado um upgrade. “Eles elevaram realmente a fasquia”, afirma. “Agora, vai-se pelos chefs, recrutados localmente”.

“Acreditamos firmemente que teremos mais sucesso se dermos aos passageiros o que eles querem em vez de os obrigarmos a consumir o que temos”, diz Steve Baker, vice-presidente da administração comercial da Metropolitan Washington Airports Authority, que gere os aeroportos Reagan National e Dulles International, locais que estão a atravessar um renascimento culinário.

Tradicionalmente, os aeroportos recebem os seus dividendos a partir de duas fontes: receitas aeronáuticas, das taxas de aterragem e rendas que as linhas aéreas pagam pela utilização das instalações aeroportuárias; e receitas não- aeronáuticas por concessões como alugueres de carros, estacionamento, lojas e serviços de alimentação. Mas anos de corrupção e fusões resultaram num número muito menor de intervenientes que pagam rendas e taxas que financiam e permitem a manutenção dos aeroportos – já para não falar das redes WiFi e outros serviços exigidos pelos passageiros. As confortáveis cadeiras de baloiço em madeira do Baltimore-Washington International Marshall Airport não são de graça.

“À medida que as linhas aéreas se consolidaram foram aumentando a sua influência sobre os aeroportos”, comenta Darren Perry, diretor executivo do ramo de aviação da L.E.K. Consulting. É isso que, em parte, está a conduzir à inovação pelo lado não-aeronáutico, adianta.

E agora, os chefs célebres estão a desempenhar um papel importante nesse movimento.

“É muito do género ‘façam que eles aparecem’”, continua Perry. “Se pensarmos no que é importante num restaurante de aeroporto, o reconhecimento vem no topo da lista. O aumento dos programas de televisão [de culinária] e a fama destes chefs… atrai um envolvimento [que um aeroporto] não conseguiria de outra maneira”.

John Thomas, diretor do departamento de aviação e viagens da L.E.K. Consulting, afirma: “Aumenta as receitas dos aeroportos, retira pressão às companhias aéreas e oferece uma melhor experiência aos clientes. É uma estratégia muito inteligente”.

Thomas adianta que o Pittsburgh International tem um dos programas mais bem sucedidos, combinando lojas topo de gama com restaurantes apetecíveis, com um sabor local.

Os responsáveis do Changi International de Singapura tornaram o seu aeroporto num destino comercial e gastronómico tão popular que foi preciso colocar sinais a desencorajar os não-passageiros a ocuparem os lugares dos restaurantes e cafetarias em prole dos portadores de bilhetes de avião.

Durante anos, comer no National, de Washington, ou no Dulles, de Virginia, era uma experiência perfeitamente razoável. Os amantes de sushi tinham os seus rolos de atum no Matsutake, ou os seus bifes no Sam and Harry’s. Mas os administradores reconheceram que uma grande parte das ofertas de restauração estava desatualizada, e que simplesmente não havia variedade suficiente. Por isso, quando foi altura de rever o programa de concessões, Baker diz que procuraram novas ofertas e conceitos mais chamativos. “Queremos que as pessoas, quando aterram, saibam que estão a comer na capital do país”, afirma Baker. E isso significa boa comida com raízes locais.

Depois da remodelação, em 2013, acrescentaram alguns dos locais favoritos, como o Ben’s Chili Bowl, fizeram regressar o Legal Seafood e atraíram quase uma dezena de restaurantes criados ou inspirados por chefs de renome, incluindo Michael Symon e Carla Hall, ambos presenças habituais do programa culinário The Chew, do canal ABC. E viram as receitas das lojas e serviços de restauração aumentar 15%. Em 2013, fizeram 28,9 milhões de dólares (24,6 milhões de euros); acreditam que vão fechar 2015 com 34 milhões (quase 29 milhões de euros), dos quais 21,4 provêm das operações de alimentação e bebidas.

A forma como os chefs se envolvem varia. Enquanto alguns estabelecimentos têm o nome do chef, outros são simplesmente “inspirados” por um mestre em particular, o que poderá significar que este lhes dá ideias para o menu.

Recentemente, Symon, vestido informalmente, de calças de ganga e um chapéu cinzento na cabeça, senta-se a uma mesa no Dulles International, autografando livros de cozinha para fãs deliciados. Se parecia estranho estar a autografar cópias de Carnivore em frente ao controlo de segurança, Symon não o deixou transparecer.

Entre o número cada vez maior de cozinheiros célebres que passa por ali, ele tem sido talvez dos mais ativos, cozinhando hambúrgueres e servindo cervejas nos dias de abertura, e oferecendo conselhos sobre a melhor forma de cozinhar um peru nas sessões de autógrafos que ocorreram poucos dias antes do Dia de Ação de Graças. Largava grandes sorrisos, fazia selfies, conversava e lançava charme para os fãs. Alguns, como Angela Barnitz, uma mãe a tempo inteiro de Ashburn, na Virginia, nem sequer tinham um voo para apanhar. Apenas queria conhecê-lo pessoalmente. “Sou uma fã incondicional do The Chew”, diz. “Ele é fantástico”.

Symon, vencedor de um James Beard Award [o prémio americano de cozinha, escrita e educação culinária], teve algumas renitências em lançar-se nesta empreitada. Tinha já vários restaurantes de sucesso, incluindo dois em Cleveland e outro em Detroit. Apesar de conhecer casos de restaurantes bem-sucedidos em aeroportos, não estava seguro que isso se adequasse à sua marca. Mas por outro lado, como passageiro frequente que é, também ele já tinha tido que se contentar vezes sem conta com a péssima comida de aeroporto.

“Nós não queríamos que as pessoas dissessem: ‘É um ótimo restaurante para um aeroporto’. Queríamos que fosse um ótimo restaurante e ponto final”, comenta Rababy, do United Concessions Group, que trabalhou com Symon sobre o conceito.

Por isso, Symon deu o passo em frente. Em 2012 abriu o Bar Symon, especializado em hambúrgueres, sanduiches, saladas e batatas fritas, no Pittsburgh International Airport, não muito longe da região onde cresceu. Esse estabelecimento gera agora mais 35% de receitas do que o que estava no mesmo local antes, afirma Rababy. Em Fevereiro, Symon lançou o seu Lola Burger, de bifes com ovos estrelados, pickles de cebola, bacon e cheddar servidos num brioche, no Dulles. “Quem não quer estar em [Washington] D.C?”, afirma com um grande sorriso ao mesmo tempo que assina a outro fã babado uma cópia de Five for Five. “E estar no aeroporto significa que não tenho de competir diretamente com o [chef] José Andrés”.

Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post

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