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Portugueses vão mais às urgências do que resto da OCDE

Portugal é o país com mais atendimentos nos serviços de urgência per capita num conjunto de 21 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Por cada 100 habitantes há, em média, 70 atendimentos nos hospitais nacionais, revelam dados referentes ao período entre 2001 a 2011, referidos no documento de trabalho da OCDE, recentemente divulgado e consultado pelo Público.

São mais 13,2 idas à urgência do que o segundo país com mais atendimentos – Espanha. Seguem-se o Chile, Canadá, Grécia e os Estados Unidos, todos acima da média da OCDE, (que é de 31 atendimentos por 100 habitantes).

República Checa, Alemanha, Nova Zelândia, Holanda, Polónia e Suíça são quem regista menos de 20 visitas aos serviços de urgência por 100 habitantes.

Enquanto em Portugal 80% dos atendimentos são genericamente devidos a ‘doença’, em sete dos 21 países acidentes e ferimentos daí decorrentes são quase sempre a principal razão para a ida às urgências.

Cortes no Novo Banco chegam já em dezembro

Novo Banco

Com o plano de reequilíbrio financeiro fechado, o Novo banco está a acertar os últimos pormenores da reestruturação exigida pelo Banco de Portugal. A garantia é dada pelo Diário Económico, que cita fontes próximas do processo para dar conta da preparação dos detalhes finais do plano de cortes.

A estratégia definitiva deverá estar pronta até 15 de dezembro, data em que o documento será entregue à Direção Geral da Concorrência da União Europeia. O calendário definido permite ao Novo Banco impor cortes na estrutura, salários e quadro de pessoal de acordo com as novas regras europeias, que entram em vigor no início o próximo ano.

O ajustamento na estrutura do Novo Banco tornou-se uma necessidade após o falhanço do primeiro processo de privatização, no qual o Baco de Portugal não conseguiu chegar a acordo com a Fosun, Anbang ou Apollo Global Management.

Para além da obrigação de reestruturar o grupo, a administração de Stock da Cunha tem também de cobrir as necessidades de capital identificadas pelos testes de esforço do Banco Central Europeu divulgados já este mês. O regulador da zona euro vai forçar o Novo Banco a compensar um ‘buraco’ de 1,4 mil milhões de euros, recorrendo a uma estratégia de recapitalização que será entregue hoje ao BCE e Banco de Portugal, depois de já ter sido aprovado pelo novo Ministro das Finanças, Mário Centeno.

Cerca de 80 mil portugueses há meses sem salário em Angola

Bandeira de Angola

A crise do petróleo continua a afetar o negócio da construção civil em Angola, sendo já 80 mil o número de trabalhadores portugueses que se encontra a trabalhar naquele país mas sem receber salário. Muitos querem regressar a casa mas nem dinheiro para a passagem de avião têm, revela hoje o Jornal de Notícias.

Portugal é o segundo país com maior presença no mercado da construção africano sendo que do total de 5,3 mil milhões de euros faturados na área, dois mil são provenientes de Angola. Porém, o orçamento angolano foi feito numa altura em que o petróleo estava nos 76,5 euros. Agora está a 44 euros.

Na sequência desta crise, Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, confirma a situação de que cerca de 80 mil trabalhadores estarão sem receber em média há, pelo menos, três meses. Por isso, muitos que virão a Portugal pelo Natal já não pensam em voltar.

“Há 200 mil trabalhadores portugueses a trabalhar na fileira da construção em Angola e cerca de 40% têm entre dois e seis meses de salário em atraso”, afirma o sindicalista, que revela que a empresa Soares das Costa é umas que se encontra nessa situação.

Apesar disto, “as empresas continuam a manifestar confiança neste mercado”, refere Reis Campos, que diz acreditar que as autoridades angolanas não vão deixar passar esta situação imune e que algo farão para que as consequências desta conjuntura sejam minimizadas.

Empresa de Évora que faz controlo de acessos a estádios pela net desenvolve novos negócios

Estádio do Dragão

A ExclusivKey, que emprega 16 funcionários, é uma das empresas que se instalou no novo Centro de Negócios do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), localizado no parque industrial e tecnológico da cidade.

O diretor executivo, João Paulo Empadinhas, contou à agência Lusa que “a empresa começou na área do controlo de acesso para eventos desportivos” e que, atualmente, está a tornar-se “transversal”, desenvolvendo “soluções próprias” para outras áreas.

“Temos bilhética, sistema de acreditação e sistema de controlo de visitantes para as áreas mais ´corporate` e estamos a fazer a integração com câmaras CCTV, que permite, através de tecnologia de reconhecimento facial, fazer o acesso de pessoas, mesmo sem haver a necessidade de colocar um código”, enumerou.

A ExclusivKey “nasceu” em 2009 e resultou da agregação de várias empresas, cujos sócios se conheceram no Campeonato da Europa de Futebol em Portugal, em 2004, quando elaboraram em conjunto um projeto que abarcou sete dos 10 estádios do Euro2004.

Desde então, segundo o diretor executivo, a empresa fez “toda a parte de controlo de acessos, bilhética, acreditação e gestão da operação dos acessos em quatro estádios do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2010”, em Angola, e em dois estádios do CAN de 2012, no Gabão.

“Tivemos a oportunidade do Brasil, com o Campeonato do Mundo e com a Copa das Confederações. Fizeram-se novos estádios e eram precisas novas soluções, que não existiam, e conseguimos fazer dois projetos grandes: Maracanã e a Arena Fonte Nova”, referiu.

João Paulo Empadinhas adiantou que a empresa trabalha com a Federação Angolana de Futebol na área da bilhética e faz o trabalho de gestão dos bilhetes para os jogos da seleção angolana, através de parceiros em Angola.

“Estamos a trabalhar em Moçambique, com um parceiro, para a organização de eventos na parte da acreditação, de convite e bilhética e, no Brasil, continuamos a trabalhar nos estádios”, além da gestão da bilhética no Pão de Açúcar, também no Brasil, indicou.

Em Portugal, indicou que o principal cliente da empresa é o Futebol Clube do Porto, em que “todo o controlo de acessos” no Estádio do Dragão “foi instalado e é operado” pela ExclusivKey.

O responsável acrescentou que a empresa está também a trabalhar com “um dos grandes clubes de futebol do Brasil para desenvolver a solução própria do clube”.

João Paulo Empadinhas realçou que, inicialmente, a empresa começou como “integradora de tecnologia que existia no mercado”, mas passou a desenvolver “soluções próprias e adaptadas à realidade dos organizadores”.

“O nosso ´software` permite ter o controlo em tempo real de tudo o que está acontecer”, afirmou, indicando que, entre outros dados, consegue-se “saber quantas pessoas estão a passar em cada torniquete” e “como está a venda dos bilhetes”.

O diretor executivo frisou que a aposta na internacionalização é para continuar, prevendo entrar, nos próximos anos, em novos mercados, principalmente da América do Sul e de África.

Com presença própria em Portugal, Brasil e Moçambique e, com parceiros em Angola, Gabão e Marrocos, a ExclusivKey vende os seus serviços sobretudo para o estrangeiro, apresentando uma faturação anual de cerca de 1,8 milhões de euros e uma taxa de exportação de quase 90%.

Professor de Leiria cria jogo de tabuleiro que obriga a exercício físico

Sporttable Box foi criado por Gil Carpalhoso, um professor de Educação Física de Leiria, que se deparou com a necessidade de encontrar uma solução para os seus alunos do 1.º ciclo quando chovia e não podiam ter aulas na rua.

“Quis criar um jogo que pudesse ser utilizado numa sala de aula. Começou por ser uma ferramenta de trabalho e depois desenvolvi-o para poder ser usado numa componente comercial”, conta à Lusa Gil Carpalhoso.

Sempre com os olhos postos na atividade física e movimento, o jogo desenrola-se num tabuleiro com peões, dados e cartas, que lançam desafios físicos à medida que se avança na partida.

Segundo Gil Carpalhoso, o Sporttable Box “resulta de uma fusão entre jogos de tabuleiro e atividade física, com um tema desportivo que concilia estratégias de jogo com divertidos desafios de atividade física”.

Em cima da mesa estão vários temas desportivos e cada tema tem quatro categorias que desafiam a “rapidez – não necessariamente a corrida -, força, destreza ou mímica”.

Cada carta “tem duas faces, que inclui um desafio, que pode ser de performance ou de confronto com o adversário”. Cada vitória obtida pelo participante fá-lo ganhar terreno e aproximar-se do fim do jogo.

Saltar, andar ao pé-coxinho, malabarismos com a mão ou pontaria são exemplos de tarefas que o jogador poderá ser chamado a realizar. “É preciso cumprir o desafio para progredir no jogo”, explica.

Gil Carpalhoso salientou que o Sporttable Box “promove a atividade física e combate o sedentarismo”. Além disso, “estimula o espírito competitivo da superação, o desenvolvimento da psicomotricidade, da coordenação, do equilíbrio, da orientação”, assim como o ‘fair play'”.

Destinado a crianças a partir dos oito anos, a idade limite só existe se não tiver mobilidade ou estiver impedido de realizar esforços.

Além de ser uma “ferramenta de trabalho para professores de Educação Física e monitores de atividades de tempos livres”, o Sporttable Box é também para ser jogado em família ou com amigos.

Catarina Martins: «O mais difícil vem sempre a seguir e é para isso que cá estamos»

Catarina Martins

Em declarações à agência Lusa, Catarina Martins, que a 30 de novembro de 2014 assumiu aquele cargo depois da criação de uma Comissão Permanente que extinguiu a liderança «bicéfala» que partilhava com João Semedo, a porta-voz do Bloco de Esquerda considera que o partido fez aquilo que disse que iria fazer e apontou as eleições legislativas na Madeira como a primeira «vitória» da nova liderança.

Atriz, mestre em Linguística, aos 42 anos a porta-voz da terceira maior força política do país, admite haver «um certo centrão» a quem pode ainda fazer confusão uma mulher, jovem, ter um lugar de liderança política, mas salienta que o voto de confiança no BE nas legislativas de 04 de outubro «mostrou que há quem deseje que a política responda de forma diferente» e que «é possível mudar» o rumo do país.

«Não é sozinha [que lidera o partido]. O Bloco de Esquerda tem um trabalho coletivo. Continuamos a fazer o nosso trabalho, continuamos a fazer aquilo que achamos que é o papel do BE: compromissos claros com as pessoas e nunca desistir de fazer mudanças concretas no tempo das nossas vidas», disse.

Embora seja a cara da Comissão Permanente que conduz o BE, composta ainda por Pedro Soares, Pedro Filipe Soares, Joana Mortágua, Adelino Fortunato e Nuno Moniz, a também deputada rejeitou, reiteradamente, que o resultado positivo do Bloco a 04 de outubro tenha sido o espelho das suas capacidades.

«Mas é preciso dizer que isto não vem só destas eleições, não vem só deste ano de trabalho, é um trabalho que vem de antes e que foi construído por toda a gente», referiu.

«Estas eleições são, acima de tudo, espelho da enorme esperança de uma nova forma de fazer politica e que a política passe a ser o lugar de nós todos falarmos de temas que percebemos, com uma linguagem que todos consigamos perceber, para construirmos coletivamente o futuro. Esse é o nosso caminho do qual faço parte, mas faço parte com os meus camaradas, coletivamente. É assim que deve ser», salientou.

Sobre o caminho que o BE começou quando foi designada porta-voz da já referida comissão, Catarina Martins destacou os resultados obtidos.

«Julgo que aquilo que dissemos que íamos fazer fizemos. Há um bloco unido, há um bloco capaz de ser prepositivo e de fazer a diferença na vida das pessoas. Lembro que em março deste ano o BE teve a sua primeira vitória quando duplicou o número de deputados na Assembleia Legislativa da Madeira depois de ter tido maus resultados. Tivemos um resultado extraordinário nessas eleições regionais da Madeira», explicou.

Apesar dos bons resultados alcançados, porta-voz do bloco assegura que o partido continua a «fazer o trabalho, continua a fazer aquilo que acha que é o papel do BE: compromissos claros com as pessoas e nunca desistir de fazer mudanças concretas no tempo das nossas vidas».

Sobre o futuro, Catarina Martins disse estar consciente que o caminho não será fácil.

«Vai ser preciso muito mais. O mais difícil vem sempre a seguir e é para isso que cá estamos», finalizou.

Grupo têxtil Crivedi compra Throttleman e relança marca com abertura de 8 lojas

«Temos um plano ambicioso para relançar a marca, que passa pela abertura de oito novas lojas, duas das quais já abriram em setembro, em Lisboa e no Porto, e as restantes seis deverão abrir no próximo ano e no seguinte», afirmou António Archer.
Para «dar mais dinâmica ao negócio» está prevista também a abertura de uma loja Throttleman ‘online’, por altura do lançamento da coleção primavera/verão, em janeiro ou fevereiro.

Essência do Vinho – Madeira termina 4ª edição em alta

Terminou este domingo, no Funchal, a 4ª edição do ESSÊNCIA DO VINHO – MADEIRA, o mais emblemático evento anual de vinhos que acontece na região. A organização, uma parceria entre o Diário de Notícias da Madeira e a EV-Essência do Vinho, está muito satisfeita com o resultado alcançado neste ano, traduzido pela visita de mais de 3.500 pessoas.

“O número de visitantes estrangeiros aumentou em comparação com o ano anterior, bem como notamos um crescimento assinalável de visitantes ligados à hotelaria e à restauração madeirenses. Efetivamente é reconfortante assistirmos à consolidação, ano após ano, do evento, que continua a ter uma transversalidade assinalável de públicos. Por isso, em 2016 aqui estaremos para promover nova edição”, destaca Carlos Perneta, diretor de marketing do Diário de Notícias da Madeira.

“O mercado de vinhos na Madeira está há muito consolidado e assume-se como uma montra importante para muitos produtores de vinhos portugueses, não apenas da região como do continente. Este evento é a oportunidade de os vermos reunidos numa mesma data, num só local. Os visitantes, profissionais e consumidores, já captaram essa dimensão. Tal como o mercado madeirense também o ESSÊNCIA DO VINHO – MADEIRA começa a entrar na fase da maturidade, pela que a exigência e os desafios de preparar uma nova edição que corresponda às expetativas crescentes são particularmente motivadores”, acrescenta Nuno Pires, diretor-executivo da EV-Essência do Vinho.

Durante três dias, ESSÊNCIA DO VINHO – MADEIRA apresentou mais de um milhar de vinhos de cerca de uma centena de diferentes produtores. Provas comentadas, workshops e sessões de show cooking completaram o programa da quarta edição.

Banco Alimentar recolheu 2.270 toneladas de alimentos no fim de semana

Os alimentos vão agora ser distribuídos por um total de 2.600 instituições de solidariedade social, abrangendo mais de 425 mil pessoas “com carências alimentares comprovadas”, indica o Banco Alimentar num comunicado.

A campanha contou com 42 mil voluntários e envolveu mais de 2.000 superfícies comerciais de todo o país, decorrendo em simultâneo com operações de recolha de alimentos organizadas pelos 264 bancos alimentares europeus.

No domingo, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome indicou à Lusa que na última campanha foram recolhidas 2.650 toneladas de alimentos.

Isabel Jonet esperava que o volume angariado no fim de semana passado fosse superior, o que acabou por não se verificar.

Poluição do ar causou mais de 6.000 mortes em Portugal em 2012

O relatório sobre qualidade do ar da Agência Europeia do Ambiente (EEA, sigla em inglês) hoje divulgado, refere que, em 2012, a exposição a partículas finas PM2.5, a ozono e a dióxido de azoto originaram 6.190 mortes prematuras em Portugal.

O maior número de mortes está associado às partículas finas, com 5.400, e as restantes distribuem-se pelos outros dois poluentes, refere a EEA.

No total dos 28 Estados membros da UE são 432 mil os casos de morte relacionados com PM2.5 e 92 mil nos restantes poluentes, segundo a informação.

O relatório refere-se a dados de 2013 recolhidos nos Estados membros e analisa as concentrações de partículas inaláveis (PM10) e PM2.5, ozono e dióxido de azoto, poluentes que podem causar problemas de saúde, cardíacos, respiratórios e cancro.

A entidade europeia concluiu que nas estações de medição portuguesas há uma situação de ultrapassagem do limite de concentração diária de PM10 em Lisboa, devido ao tráfego automóvel, dois casos de dióxido de azoto a mais, igualmente na capital, e em Braga.

Os valores acima do limite de ozono estavam em Almada, Faro, Lisboa, Setúbal e Vila Franca de Xira.

A EEA não aponta quaisquer casos de concentrações acima do autorizado nas PM2.5.

Alberto González Ortiz, da divisão da qualidade do ar da EEA, disse à agência Lusa que os valores apresentados “são semelhantes àqueles do ano anterior”.

“Os portugueses devem preocupar-se sempre com a qualidade do ar que respiram e devem pedir que as concentrações sejam mais baixas porque a contaminação vai provocar sempre danos na saúde”, salientou Alberto Ortiz.

Quando a análise tem em conta os valores limite da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais exigentes, são mais os pontos do país com situações acima do indicado.

“A maior parte das estações urbanas em Portugal apresentam valores acima dos limites da OMS no PM10, com exceção para Braga e Vila Franca de Xira”, referiu o responsável da EEA.

As PM10 resultam principalmente das emissões da indústria, transporte e aquecimento doméstico e podem causar cancro, problemas cardíacos e pulmonares ou arritmias.

Na comparação com o resto da Europa, nas PM10, “Portugal está entre aqueles que têm, concentrações mais baixas, abaixo da média europeia, no lugar 11, embora tenha algumas superações”, resumiu.

No caso do ozono, atendendo aos valores OMS, há problemas nas zonas urbanas, Lisboa, Porto e Braga, associados ao tráfego, acrescentou Alberto Ortiz.

“O relatório mostra que muitas cidades continuam a estar expostas a poluentes do ar em níveis inseguros segundo a OMS”, salienta a EEA, e acrescenta que os poluentes mais problemáticos são as partículas finas, o ozono e o dióxido de azoto.

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