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(Re) adaptação é a palavra de ordem na HCCT

Vítor Mota, Manager da HCCT, fala-nos sobre a atuação da empresa no mercado e do seu papel na Indústria 4.0 ou nova Revolução Industrial.

A HCCT assume-se como uma empresa que está no mercado para desenvolver competências; para nós, competências, significa saber fazer coisas, tendo em vista um objetivo pré-definido e que se pretende alcançar”, começa por explicar Vítor Mota. “O saber fazer, na e para a HCCT, é essencial. O que pretendemos é que os nossos clientes saibam rentabilizar as suas competências. Isto pode ser entendido a nível individual ou de uma equipa ou mesmo de uma dada organização”, acrescenta ainda.

A empresa enfatiza a importância da liderança nas empresas. Para Vítor Mota há muito a dizer sobre a liderança, mas existem alguns aspetos fulcrais a enumerar.

O líder tem de ser mentor e catalisador da equipa, o responsável pelo processo e resultado, a pessoa que vai à frente. Liderar é bem-dispor, é motivar. Liderar é direcionar um grupo de pessoas, de forma positiva, para o que se pretende alcançar, transformando o grupo em equipa.

As pessoas devem deslocar-se diariamente para a empresa motivadas; caso contrário, a produtividade e a rentabilidade da empresa vai ressentir-se. “Temos de saber «agarrar» as pessoas e extrair delas o seu melhor, potenciar o seu talento. A empresa e a vida das pessoas não podem estar dissociadas, isso não funciona”, refere Vítor Mota.

A nova revolução industrial

A Indústria 4.0 ou nova Revolução Industrial está aí, está no mercado e no mundo. “Mas em Portugal tem acontecido de forma mais lenta devido à mentalidade da sociedade em geral”, diz-nos.

Para o nosso entrevistado as revoluções não acontecem num dia. Tratam-se sim, de um conjunto de acontecimentos “sucessivos e que vão impulsionando a mudança”. O mesmo aconteceu com a Indústria 4.0 que foi surgindo.

“Hoje, o consumidor não se contenta apenas em comprar um determinado produto; tem de saber mais sobre ele, se está disponível noutros formatos, cores, materiais, se é, efetivamente, o melhor para si e, sobretudo, decidir sobre o aspeto final. Estamos a voltar ao conceito de há cinco séculos atrás, onde tudo era feito à medida do cliente, mas agora com produção à escala global”, acrescenta Vítor Mota.

Na sua ótica, quando se fala de empresas que trabalham para a Europa ou para o mundo, já é possível perceber alguma mudança de mentalidade. No entanto, quando se fala de empresas locais ou de organismos públicos ainda sente haver um caminho a percorrer.

“Não podemos dizer que as empresas não estejam preparadas para a Indústria 4.0; as empresas são as pessoas, são os líderes, são os colaboradores. A preparação parte deles; as mentalidades devem mudar”, adianta o nosso entrevistado. Nos últimos anos muito se tem falado sobre empreendedorismo e empreendedores, o que, genericamente, as pessoas associam apenas aos empresários. “Está errado. Todos nós temos de ser empreendedores nas nossas tarefas do dia-a-dia e assumir a responsabilidade individual no todo”, reforça Vítor Mota.

A revolução industrial está a trazer esta mudança porque “só sobrevive, quem melhor se adapta”, refere o nosso interlocutor, citando Darwin. “Se, enquanto trabalhadores ou empresários, queremos ter efetivamente um lugar no mercado, temos de nos adaptar. Adaptar implica conhecer as nossas próprias competências, os nossos talentos e capacidades e saber o que melhorar”, diz-nos ainda.

A mentalidade deve ser alterada. Porque o próprio mercado assim exige. A HCCT insiste nesta mudança e quer ter um papel ativo nela.

Presença da HCCT no mercado

Os serviços que a HCCT disponibiliza vão sempre ao encontro das necessidades específicas de cada cliente. Seja a melhoria de uma competência de uma pessoa, de uma equipa, departamento ou organização, seja da melhoria do próprio processo na empresa.

A visão que a empresa procura difundir é que, hoje, nada é estático nem definitivo. Irão continuar a nascer e a desaparecer empresas num curto espaço de tempo; outras vão sobreviver outras ainda irão ser pioneiras durante décadas. A diferença está na capacidade de adaptação.

Cada pessoa tem de saber adaptar-se e readaptar-se, aprender e reaprender constantemente. Quando a HCCT se refere a pessoas, refere-se tanto a colaboradores, como a líderes, como a equipas e organizações.

“Nos últimos anos conseguimos perceber, em Portugal, uma maior abertura de mentalidade, quer ao nível da liderança quer de colaboração. Os novos empresários são mais proativos e dinâmicos, entendem que é necessária a capacidade de adaptação constante e por isso inovam, o que é extremamente positivo para a sociedade e para a economia em geral”, conclui Vítor Mota.

“A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”

Jomro é uma empresa direcionada para o comércio de máquinas para a Indústria Têxtil e Confeção e tem como premissa apostar na escolha de produtos e marcas com qualidade de excelência. Veit, Logopak, Polypack, Human Solutions, Trecolan, Kuris e Schoen + Sandt são as representações da Jomro em Portugal. Tratam-se de marcas alemãs e, como tal, não poderiam corresponder mais à filosofia de Hans-Martin Heidenreich para quem a qualidade, sustentabilidade e confiança justificam o preço dos produtos. “A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”, afirma o nosso interlocutor.

JOMRO 02Questionado sobre qual tem sido a estratégia da Jomro e o seu posicionamento no mercado, o nosso entrevistado segue a mesma linha de pensamento: é alemão, por isso é exigente, rigoroso e trabalha afincadamente. Sobre a solidez da empresa no mercado português, Hans-Martin Heidenreich também não hesitou na resposta: “somos alemães”, disse entre risos. “Conheço só duas maneiras de trabalhar: trabalhar bem ou não trabalhar. Esta é a nossa mentalidade e reflete-se na influência que a Alemanha tem atualmente na Europa e no mundo. Sabemos que o produto alemão é bom e que garante estabilidade e sustentabilidade”, diz-nos o nosso interlocutor.

No entanto, sabe perfeitamente os fatores que o motivaram a mudar-se para Portugal e sabe que a qualidade e evolução da indústria têxtil portuguesa estão a marcar pontos. “Foi uma boa aposta. Portugal está a aproximar-se cada vez da mentalidade alemã. Está a tornar-se bastante rigoroso e disciplinado”, refere.

Enquanto empresa de representações, a Jomro trabalha hoje para empresas alemãs, fabricantes de máquinas de confeção, de renome. “Temos máquinas para a transformação (corte) da matéria-prima têxtil, máquinas para o acabamento, prensagem e de embalar. Este é o nosso forte”, explica-nos o nosso entrevistado.

A verdade é que, ao longo destes 30 anos de presença no mercado português, Hans-Martin Heidenreich assistiu aos altos e baixos da indústria têxtil portuguesa. Quando se mudou para Portugal, na altura, existiam cerca de cinco mil empresas e a indústria têxtil representava 35% do PIB português. O setor definhou, mas hoje, volta a ter uma visibilidade forte no panorama internacional, depois de se assistir à valorização do produto nacional e à aposta na modernização das fábricas. E é aqui que entra a Indústria 4.0.

A Revolução Industrial

A Indústria 4.0 está aí e está a mudar o mercado. É preciso saber o que mudou, que desafios acarreta e qual é o seu impacto na indústria têxtil.

A revolução industrial é uma evolução dos sistemas produtivos industriais que garante benefícios como a redução de custos, de energia, o aumento da segurança e da qualidade, e a melhoria da eficiência dos processos.

Para Hans-Martin Heidenreich, a mudança na indústria têxtil e o ponto de viragem deu-se com a nova máquina de fusão da VEIT, a FX Diamond, onde o “design encontra a tecnologia”. Com esta máquina verificam-se excelentes resultados de fusão graças a um controlo extremamente preciso dos dois importantes parâmetros de fusão – temperatura e pressão. As entrelinhas modernas de alta tecnologia geralmente têm apenas uma faixa de temperatura bastante pequena para uma melhor ligação com a cola. Consequentemente, o controlo exato de temperatura hoje é muito mais importante do que nunca. Para atender a esses requisitos a VEIT desenvolveu um novo e inovador sistema de controlo de aquecimento. “Trata-se de uma máquina-chave com bastante influência e importante para o processo da revolução industrial neste setor”, explica o nosso entrevistado.

Também a BITCOIN, uma moeda totalmente virtual, na opinião de Hans-Martin Heidenreich, faz parte deste processo da revolução industrial e é um elemento importante para a Indústria 4.0, isto porque as máquinas podem faturar e contabilizar, ou seja, a máquina possui uma conta virtual BITCOIN que credita/debita, “ao vivo”, prestações de serviço.

É de senso comum que a revolução industrial terá um grande impacto em todos os setores, no entanto, para Hans-Martin Heidenreich na indústria têxtil, será um processo mais difícil de ser implementado por se tratar de um setor menos automatizável. “Por exemplo, temos representadas nossas com produtos que oferecem todas as possibilidades de serem máquinas integradas na filosofia da Indústria 4.0. São máquinas que trabalham com software e que podem ser controlada remotamente. Mas penso que esta revolução industrial não é transversal a todos os processos intrínsecos à indústria têxtil. Não se trata de um setor que possa ser totalmente automatizado”, realça o sócio-gerente da Jomro.

O E-Commerce

Contudo, no setor têxtil, a digitalização e o comércio eletrónico têm revolucionado modelos de negócio, conferindo muito mais poder de customização e de escolha aos clientes. É o caso do e-commerce, por exemplo. As novas formas de consumo estão a conduzir ao aumento das compras online em Portugal. Mas esta nova forma de comércio tem ainda um grande potencial de crescimento no nosso país, tendo em conta que o comércio eletrónico é responsável neste momento por apenas 8,6% do total de todas as compras efetuadas pelos portugueses, muito abaixo dos 11,3% da média europeia. Mas Hans-Martin Heidenreich considera que o e-commerce não veio para substituir ou fazer concorrência ao comércio tradicional. Trata-se de um processo complementar e que depende do produto. No caso da Jomro o e-commerce é apenas uma alavanca para se vender o produto, é o ponto para iniciar o contacto. “O nosso produto exige formação, exige explicação e exige acompanhamento que não se pode fazer numa loja online. A venda final tem de ser feita pessoalmente”, conclui Hans-Martin Heidenreich.

“O sucesso da agap2IT deve-se à qualidade dos seus colaboradores”

Que aspetos contribuíram para o crescimento e a consolidação que a marca agap2IT  apresenta hoje no mercado?

PEDRO MOTA PEREIRAA agap2IT nasceu em 2005 no sentido de colmatar necessidades identificadas no tecido empresarial. Foi nosso desígnio levar aos negócios, o melhor know-how em tecnologias da TIR (Third Industrial Revolution).

A nossa atuação de sucesso em clientes de vários setores de mercado, tornou possível a criação de um grupo de raiz de ação global, do qual fazem já parte mais de 40 empresas de inovação e tecnologia.

A necessidade de acrescentar valor aos negócios e empresas, com o melhor conhecimento de Transformação Digital, manteve-se sempre como parte fundamental do ADN da agap2IT. Por um lado, a coexistência de operações múltiplas a nível internacional num clima de autonomia operacional e, por outro, o potenciar de sinergias estratégicas no desenvolvimento de projetos complexos e inovadores, acelerou ainda mais o nosso crescimento a nível nacional e global.

No início da atividade, o nosso core business era prestação de serviços de consultoria em Engenharia e em Tecnologias de informação, a par de execuções de desenvolvimento aplicacional in house em regime de Turn Key. Crescemos e, no presente, somos uma consultora com sete unidades técnicas especializadas e detentoras das competências necessárias para assumir as diferentes fases de um projeto, desde o levantamento de requisitos até à implementação, entrega e manutenção, aplicando as metodologias adequadas a cada fase e ao objetivo do projeto.

Atualmente, a agap2IT é também uma plataforma de nearshore, aproveitando o potencial e qualidade dos engenheiros portugueses e a sua capacidade de construir soluções técnicas. Temos um foco não só no mercado nacional, mas também a nível europeu através da deslocalização de projetos.

Empenhada na inovação, a agap2IT procura desenvolver e potenciar a tecnologia como parte integrante de qualquer organização. Que desafios enfrentam quando se fala de modernização de empresas numa economia cada vez mais global?

A situação económica desafiante na última década constituiu para as empresas de qualquer setor uma oportunidade. A agap2IT transformou os desafios dos seus clientes, em projetos diferenciadores. Este processo de acrescimento de valor tornou possível o desenvolvimento sustentado da nossa organização desde a sua génese.

O tecido empresarial mostra, à medida que a conjuntura económica se desanuvia, uma maior abertura para investimento tecnológico. O nosso conhecimento em Transformação Digital é global, dada a atuação direta e indireta em vários países europeus, e do nearshore para projetos de atuação mundial.

Uma verdadeira revolução digital da economia é o que se pretende com a Indústria 4.0. As empresas estão preparadas para esta transformação?

As empresas estão atentas às necessidades dos seus clientes. Sabem que o presente e futuro passa pela disponibilização de produtos e serviços cada vez mais assentes em tecnologia de Big Data, IoT, Machine Learning, Sistemas Cognitivos e Robótica.

Estudos recentes apontam que em 2020, 50% da despesa das empresas nacionais em tecnologias de informação incidirá sobre a terceira plataforma, assim as empresas entendem que é um requisito modernizarem-se e há um esforço conjunto de diversas instituições para o fazerem. Tanto em Portugal como na União Europeia existem linhas de ação para o fomento da Indústria 4.0 e Digitalização.

Falar-se de uma revolução da economia e do mundo do trabalho é falar, também, de uma revolução na forma de gerir pessoas nas organizações?
A mudança será gradual. Os departamentos de RH das empresas têm de estar atentos aos seus quadros e têm de antever as necessidades de novos perfis de colaboradores, conjuntamente com as faculdades e escolas técnicas.

As gerações que chegam ao mercado de trabalho são cada vez mais qualificadas, seletivas e estão imersas no contexto digital. Estas vão conviver com outros profissionais qualificados e preparados para uma constante mudança de carreiras. Soma-se a estes perfis, a já perspetivada automação da economia, a que cada organização terá de atuar, planeando antecipadamente.

De que forma a valorização humana está presente na agap2IT e como procuram incutir essa ideologia nas organizações com as quais trabalham?

O sucesso da agap2IT deve-se à qualidade dos seus colaboradores. Desta forma, a sua valorização é constante. Faz-se através de um plano de carreira e acompanhamento de proximidade e pela passagem do espírito “agapiano”. Entre as regalias que estão disponíveis para todos, salientamos a disponibilização de formação certificada dada in house.

A valorização humana, o empreendedorismo, a responsabilidade social são pilares da agap2IT, que procuramos fomentar na ação diária que temos com empresas dos mais variados setores.

A agap2IT consolidou em 2016 a sua posição no setor da inovação e tecnologia. A estratégia seguida está a potenciar e a diversificar a oferta, com um foco claro nas necessidades e oportunidades apresentadas pelo mercado. E como se prevê o ano de 2017?

FISMO desafio atual da agap2IT passa por acompanhar as necessidades de Transformação Digital de clientes e futuros clientes. Em abril lançámos o FootballISM, a mais completa plataforma de gestão de informação para Futebol, criada a partir da experiência em formação do Sporting Clube de Portugal que permite gerir a evolução desportiva, escolar, social e pessoal do principal ativo do Futebol: os jogadores. A plataforma analisa de forma detalhada e transversal o “scouting”, o recrutamento, a avaliação de treino e a competição, a gestão de instalações e equipamentos e a componente médica e jurídica. A plataforma permite uma avaliação quantitativa e qualitativa ilimitada de dados, fornecendo aos responsáveis dos clubes a melhor informação para o controlo e tomada de decisões. Esta plataforma tem suscitado o interesse de diversos clubes a nível mundial, destacando estes como pontos positivos, o leque de funcionalidades que a plataforma disponibiliza, a flexibilidade de utilização e a facilidade e celeridade em obter a informação necessária para a gestão de um clube de futebol.

Em Portugal, estamos a expandir os nossos Centros de Competências de Transformação Digital. No Porto, temos um novo escritório (na Trindade Domus) e expandimos o espaço de Lisboa (de 500 m2 para 1000 m2). Desta forma vamos servir um número maior de clientes em nearshore. Paralelamente, a expansão internacional está a decorrer e o nosso desafio é consolidar as operações em cada novo país em que entramos. Holanda, Alemanha e Inglaterra são a aposta deste ano.

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