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Jornalista da RTP vence primeira edição do prémio de jornalismo “GSK Vacinas: a face visível da prevenção”

© ORDEM DOS MÉDICOS DENTISTAS

“Numa altura em que disparam os casos de sarampo em todo o mundo devido à falta de vacinação, com o aumento da mortalidade e sequelas e em que percebemos que, até em países como Portugal, com taxas de vacinação acima dos 95%, o risco persiste devido à fácil mobilidade de pessoas e a movimentos anti-vacinação contraproducentes e atentatórios da saúde pública, considero da maior importância o destaque que a GSK decidiu dar à área da vacinação, com sensibilização e incentivo aos media. Esta é uma causa de todos, que nos toca a todos e à qual todos nos devemos empenhar. A comunicação social tem aqui um papel de serviço público incontornável, de literacia em saúde e, consequentemente, assim faz parte da solução. Essa causa foi o móbil que motivou a reportagem agora premiada e que é mais um contributo no combate a doenças para as quais há vacinas cientificamente comprovadas”, explica Paula Rebelo.

O Prémio de Jornalismo “GSK Vacinas: a face visível da prevenção” foi lançado em abril de 2018, com o objetivo de distinguir trabalhos jornalísticos, cujo conteúdo abordasse aspetos relevantes relacionados com a mais-valia da vacinação e a importância da mesma na prevenção de patologias. Os critérios de avaliação foram a coerência com os objetivos da iniciativa, criatividade, investigação, relevância e qualidade geral do trabalho jornalístico.

Os membros do júri destacam no trabalho vencedor, “a atualidade do tema, a relevância e o interesse público. Adicionalmente, a abrangência de pontos de vista considerados, bem como as diferentes perspetivas apresentadas, demonstram uma preocupação clara em reunir informação factual e objetiva, que contribua para esclarecer a opinião pública relativamente a um tema tão pertinente”.

“As vacinas não salvam vidas, mas a vacinação sim. A vacinação é uma das principais conquistas da ciência e o seu impacto na saúde pública é enorme, sendo uma das intervenções mais custo-efetiva no setor da saúde. Numa altura em que tanto se fala de uma maior aposta na prevenção, é importante debater o que pode ainda ser feito para fortalecer o Programa Nacional de Vacinação, um dos maiores ativos do Serviço Nacional de Saúde e com resultados inquestionáveis de ganhos em saúde para a nossa população”, defende Silvia Guichardo, Diretora-Geral da GSK.

A vacinação evita a morte de dois a três milhões de pessoas, por ano, prevenindo cerca de 60 mortes por hora, em todo o mundo, por ano1 Segundo a Organização Mundial de Saúde, somente a água potável, rivaliza com a vacinação na sua capacidade de salvar vidas2 Por cada euro investido em vacinas são poupados cerca de 22€ entre custos diretos e indiretos, sendo esta uma das intervenções mais custo-efetiva no setor da saúde3. Em Portugal, para além de contribuir para a erradicação da varíola, a vacinação permitiu eliminar outras cinco e controlar outras sete doenças4

A GSK tem mais de 40 vacinas desenvolvidas, que ajudam a proteger as pessoas de 22 doenças (2/3 das doenças preveníveis por vacinas)5,6. Cerca de 40% das crianças de todo o mundo são imunizadas por, pelo menos, uma vacina da GSK6.

Sobre a GSK

A GSK é uma multinacional farmacêutica, impulsionada pela ciência e inovação, com um propósito especial: ajudar as pessoas a fazerem mais, sentirem-se melhor e viverem mais tempo. Com uma história que começou há 300 anos, a GSK emprega mais de 100 pessoas em Portugal na área farmacêutica. A sua ambição é ser uma das empresas farmacêuticas mais inovadora, com melhor performance e de maior confiança do mundo. Para saber mais: www.gsk.pt.

Primeiro debate entre Santana e Rio a menos de dez dias das eleições

Depois de várias trocas de argumentos entre as candidaturas, o primeiro debate está marcado para as 21:00, na estação pública, será moderado pelo jornalista Vítor Gonçalves e vai ter a duração de 70 minutos.

No dia 10 à noite terá lugar o segundo e último frente a frente televisivo, na TVI, e no dia 11 de manhã um debate radiofónico, organizado pela Antena Um e pela TSF.

A polémica sobre os debates começou logo na apresentação da candidatura de Pedro Santana Lopes, a 22 de outubro, quando o antigo primeiro-ministro propôs que as estruturas distritais e regionais realizassem debates, o que, no limite, poderia resultar em 21 frente a frente.

A proposta foi imediatamente rejeitada por Rui Rio, defendendo que a campanha não deveria “ser transformada num espetáculo ambulante pelo país fora”.

Mais tarde, Santana enviou uma carta a Rio sobre os debates a e as duas candidaturas dialogaram durante algumas semanas para encontrar uma “solução consensual”.

A 13 de dezembro, Rui Rio considerou o “assunto encerrado” com a aceitação de dois debates televisivos, um na RTP e outro na TVI. Santana Lopes criticou a exclusão da SIC e reafirmou a sua disponibilidade para um debate em cada um dos três canais generalistas, mas apenas viria a ser acertado mais um debate entre ambos, mas na rádio.

Os dois candidatos já formalizaram a candidatura à liderança do PSD e ambos entregaram as respetivas moções de estratégia global com vista às eleições diretas de 13 de janeiro e ao Congresso, que se realiza entre 16 e 18 de fevereiro em Lisboa.

Há oito anos, nas últimas diretas em que houve disputa, na altura entre quatro candidatos, realizaram-se três frente-a-frente (entre Passos Coelho e Paulo Rangel, entre Rangel e Aguiar-Branco e entre este e Passos) e um debate com os quatro candidatos, incluindo Castanheira Barros.

Nesse debate a quatro, Passos Coelho defendeu a demissão do então Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, e, a par de Paulo Rangel, o voto contra o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) do Governo PS de José Sócrates, que viria a ser votado dias depois no parlamento, ainda antes das eleições internas. No entanto, a ainda líder Ferreira Leite optou pela abstenção.

O Governo de José Sócrates viria a cair cerca de um ano depois, precisamente na sequência de um chumbo da quarta versão do PEC, com os votos contra do PSD já liderado por Passos Coelho.

LUSA

Conheça as aldeias portuguesas vencedoras das Sete Maravilhas

Depois de o público votar nas 14 finalistas (duas por cada categoria), a organização da iniciativa revelou, numa cerimónia no Piódão, no concelho de Arganil (distrito de Coimbra), transmitida pela RTP, as sete vencedoras: Dornes na categoria de Aldeias Ribeirinhas, Sistelo de Aldeias Rurais, Fajã dos Cubres de Aldeias de Mar, Piódão na categoria de Aldeias Remotas, Castelo Rodrigo de Aldeias Autênticas, Monsaraz na rúbrica de Aldeias Monumento e Rio de Onor de Aldeias em Áreas Protegidas.

A edição das Sete Maravilhas dedicada às aldeias portuguesas tem como objetivo promover o património histórico, natural e gastronómico.

“Esta eleição foi um sucesso, com níveis de participação históricos. As aldeias têm futuro e muitas oportunidades, não vamos mais largar as nossas aldeias, com outras iniciativas no futuro. E agora vamos continuar com a nossa missão de promover os grandes valores da identidade nacional. As Sete Maravilhas vão voltar em breve com mais temas que puxam pelos territórios e pelas nossas gentes”, referiu o presidente da organização, Luis Segadães, na cerimónia, que teve início no domingo à noite.

Repórteres Sem Fronteiras acusam Guiné-Bissau de violação da liberdade de expressão e do direito de acesso à informação

Num comunicado enviado à agência Lusa, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) condenou a suspensão das atividades da RTP e da RDP na Guiné-Bissau, considerando que é “uma grave violação da liberdade de expressão e do direito de acesso à informação”.

“Ao encerrar estes meios de comunicação social para pressionar Portugal, a Guiné-Bissau fica privada de vozes essenciais que contribuem para a pluralidade de opiniões em tempo de crise”, referiu a organização de defesa da liberdade de imprensa.

Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

No entanto, posteriormente, anunciou que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da RTP e RDP.

Crise política de Guiné-Bissau deixa ONU em alerta

Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

No entanto, posteriormente, anunciou que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da RTP e RDP.

Um dia depois, o ministro guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão portuguesas no país “não é uma questão política, mas apenas técnica”.

“Acompanhamos com grande preocupação a situação na Guiné-Bissau, desejando que o país possa encontrar o caminho da paz, da democracia e do respeito pelos direitos Humanos. E que se transforme num fator de estabilidade na região”, disse António Guterres, numa conferência de imprensa conjunta com o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, em Lisboa.

Questionado especificamente pela decisão do Governo guineense de suspender a atividade da RTP, da RDP e da Agência Lusa (mais tarde revogada em relação à Lusa) no país, Guterres disse: “Por isso mesmo, tudo quanto possa pôr em causa esse caminho a ONU vê com grande preocupação”.

“A situação já foi revista em relação à agência Lusa, mas ainda não foi em relação às emissões da RTP e da RDP. Nós consideramos que a permanência da proibição representa um atentado contra a liberdade de imprensa e contra o direito dos guineenses à informação”, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros português.

No entanto, Santos Silva disse que o Governo português tem “esperança que o bom senso impere e a decisão seja revista”.

“Tanto mais que hoje todos nós sabemos que os motivos invocados carecem de fundamento, visto que o Governo português dispôs-se a rever o Acordo e o Protocolo de Cooperação [no domínio da Comunicação Social]. Estamos a trabalhar nesse sentido e não há aqui nenhuma questão técnica em causa”, completou.

Santos Silva afastou ainda a possibilidade de, neste momento, o incidente vir a afetar a cooperação bilateral.

Em comunicado a RTP lamenta a decisão de Guiné-Bissau:

“A RTP lamenta profundamente a decisão de impedir os guineenses de aceder às emissões da RTP África e da RDP África.

Estas emissões constituem há muito uma janela da Guiné-Bissau para o mundo; são também o lugar de encontro dos povos lusófonos onde, todos os dias, sabemos uns dos outros.
Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, têm feito destas emissões um espaço de liberdade, de desenvolvimento e de respeito mútuo.
Com esta decisão os guineenses veem reduzido o seu poder de escolha e o seu acesso a uma informação e programação feita com rigor, com isenção e com pluralismo.

Os guineenses que vivem fora do seu país terão maior dificuldade em saber o que se passa na sua terra de origem.
Diminuir as opções disponíveis de informação, de entretenimento e de cultura só pode ser visto como um retrocesso.

Ao longo de muitos anos a RTP tem mantido com a Guiné-Bissau, num espírito de entreajuda, uma relação de cooperação técnica e de formação, com vantagens mútuas. Procuraremos manter e, se possível, desenvolver essa relação com a Guiné-Bissau, ligada por fortes laços a toda a Comunidade Lusófona.

A RTP formula votos de que esta decisão possa ser ultrapassada o mais brevemente possível”.

A série onde os medricas não entram

Pelo menos uma vez na vida, todas quisemos ser a Marion de Os Pequenos Vagabundos – O Tesouro do Castelo sem Nome

Não por causa dos longos cabelos loiros ou dos lindíssimos olhos esverdeados de Béatrice Marcillac – a actriz que a interpretava na série televisiva, que se estreou na RTP, no início da década de 1970 –, até porque naquela época, em Portugal, a televisão era ainda a preto e branco.

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Só mais tarde, nos anos 1980, quando voltou a ser exibida, vimos a cores a série franco-belga-suíça-canadiana realizada por Pierre Gaspard-Huit (que curiosamente tem no seu currículo um filme intitulado Lavadeiras de Portugal e mais tarde, em 1974, a série Paul et Virginie).

O que nos fazia querer ser a canadiana Marion Nooligan, a quem chamavam Marion-des-Neiges, era ela ser a única rapariga num bando de rapazes e parecer tão destemida.

Eles eram adolescentes corajosos que lutavam em cima de bicicletas, como se fossem cavaleiros de outra época. Subiam penhascos e torres de abadias nas Ardenas belgas agarrados a cordas com imensa facilidade, a mesma com que percorriam túneis húmidos de castelos abandonados em busca de um tesouro escondido pelos templários.

Os Pequenos Vagabundos DR

Enfrentavam ladrões malfeitores e raptores de crianças com armas a sério e escondiam-se, sem medo, dentro de armaduras antigas. Citavam Virgílio, sobreviviam a coisas terríveis como serem crucificados e apaixonavam-se naquelas férias pela primeira vez.

Tudo isto decorria em oito episódios, de 30 minutos cada, que começavam quando o parisiense Jean-Loup (interpretado por Philippe Normand) era surpreendido pelos pais que o mandavam para um campo de férias nas Ardenas belgas, em plena floresta, em vez de ir para a habitual praia com os amigos de sempre.

É na Bélgica que Jean-Loup conhece Cow-Boy (Marc di Napoli), que era um ás a lançar o laço, Byloke (Jean-Louis Blum) e Lustucru (François Mel). Os rapazes, já repetentes no campo de férias, pertenciam ao clube Javalis que tinha uma regra de admissão: para se entrar não se podia ser medricas.

Ora, é claro que depois de uma série de provas dificílimas, como, por exemplo, dar duas voltas à pista de kart de olhos vendados), o nosso herói moreno de olhos verdes, Jean-Loup, entra.

Desafiados por um professor, os rapazes do campo de férias partem para uma corrida ao tesouro: se decifrarem um criptograma num manuscrito antigo, descobrem o esconderijo de uma reserva de ouro escondida pelos templários. É nessa busca de um tesouro verdadeiro que os Javalis se encontram com os outros três do grupo – Patrick (Thierry Bourdon), Franz (Frédéric Néry) e Marion – que andavam a cavalo e tinham um pastor-alemão.

E é lá para o episódio 6, intitulado O Fio da Meada, quando se preparam uma vez mais para enfrentar os malfeitores e decifrarem o enigma do tesouro escondido, que acontece a cena em que todas sentimos orgulho em Marion e que tem este diálogo:

Jean-Loup – Voltaste?

Marion – Sim. Não gostas?

Jean-Loup – Sim. Mas a expedição é um pouco arriscada e …

Marion – Tens medo por mim?

Jean-Loup – Sim, um pouco. Este não é o lugar mais indicado para uma rapariga.

Marion – Se eu fosse um rapaz, já não havia problema, não era? Levavas-me contigo?

Jean-Loup – Sim.

É então aí que Marion o desafia. A rapariga apanha os seus longos cabelos loiros e esconde-os dentro de um boné de bombazina cinza que enfia na cabeça. Olha o rapaz fixamente mostrando que está pronta para tudo.

Jean-Loup esboça um sorriso. E nós passamos a acreditar, para todo o sempre, que entrar no clube dos rapazes e sobreviver num mundo de homens afinal era possível: bastava recorrer ao truque de Marion, esconder os longos cabelos dentro de um boné.

Até hoje andamos todas a tentar encontrar um boné de bombazina como aquele.

 

 

Governo reforça: canais públicos que vão para TDT não vão ter publicidade

O ministro da Cultura reforçou esta quarta-feira que há já uma decisão política do Governo de que os dois canais públicos da RTP que vão passar para a Televisão Digital Terrestre (TDT) não vão ter publicidade comercial.

O ministro Luís Filipe de Castro Mendes falava esta quarta-feira à Lusa, um dia depois do novo adiamento da votação na especialidade do projeto de lei que alarga a oferta na TDT e conta com os contributos do Bloco de Esquerda (BE), PS, PCP e PEV, após a apresentação na sexta-feira de propostas de alteração pelo PSD, uma delas no sentido de que a RTP tenha canais na TDT sem publicidade comercial.

O Conselho de Ministros aprovou a 23 de junho o alargamento da oferta de TDT, que prevê dois canais da RTP – RTP 3 e RTP Memória – sem publicidade e outros dois reservados para os privados, sendo que para estes últimos será lançado concurso.

“O que temos em concreto é uma resolução do Conselho de Ministros que define a abertura de dois canais públicos na TDT, o que temos em curso é um processo legislativo que está na Assembleia da República e que deve ser acompanhado com toda a atenção, mas não podemos esquecer que há já uma decisão política do Governo nessa matéria”, disse o governante, à margem da apresentação do estudo Digital News Report, do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo.

Luís Filipe de Castro Mendes quis reforçar ainda que “uma coisa é a decisão política que está tomada, outra coisa é a legislação para o futuro de todos os aspetos que dizem respeito à TDT”, afirmando que o poder legislativo está a assumir essa tarefa e que o processo não está terminado.

Quanto às restantes questões que envolvem a TDT, o ministro disse que existem negociações em curso e também não revelou as datas relativas ao concurso público.

“Vamos por fases, primeiro vamos ter os dois canais públicos na TDT e os privados após um processo de concurso”, disse.

Durante a sua intervenção na apresentação do estudo Digital News Report, Luís Filipe de castro Mendes falou sobre a importância do serviço pública e da sua obrigação de “responder cabalmente” às mudanças de consumo resultantes da transição para o digital.

A este respeito, destacou também o esforço e o investimento que as empresas públicas, como a RTP e a Lusa, assim como as privadas têm feito “no sentido de ir ao encontro dessa nova tendência”.

Contribuição Audiovisual no OE deve assegurar idêntico valor para RTP

RTP

António Feijó falava à Lusa à margem da audição do CGI, órgão que supervisiona e fiscaliza a administração da RTP, na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto.

O presidente do CGI recordou que o Tribunal de Contas decidiu que a CAV (contribuição para a RTP que consta nas faturas da eletricidade) era um imposto indireto, embora consignado a uma entidade em particular, neste caso a televisão pública.

“E como é um imposto indireto deve ser inscrito no Orçamento do Estado [OE]”, continuou, neste caso no ministério da Cultura, que é quem tem a tutela da comunicação social.

Ou seja, até à data, a receita resultante da CAV ia diretamente das empresas elétricas para a RTP, o que já não vai acontecer.

“Há duas preocupações que isso [inclusão da CAV no OE] levanta e são muito simples: que a receita não diminua e que o financiamento seja atempado”, salientou António Feijó, uma posição que o CGI tinha defendido na comissão parlamentar que durou cerca de duas horas.

Para António Feijó, é importante que “o montante seja idêntico ao que era porque a RTP tem de ter previsibilidade daquilo que recebe da CAV”.

Por outro lado, espera que a entrega daquele financiamento “seja atempado” e não haja dilação do fluxo financeiro.

Resumindo, que “seja idêntico e atempado”, disse, acrescentando que isso “tem de ser preservado nesta alteração”.

Desde 2014 que a RTP deixou de ter indemnização compensatória, passando a ser financiada pela CAV e pelas receitas comerciais.

Na semana passada, a Comissão de Trabalhadores da RTP tinha manifestado, no encontro com o ministro da Cultura, João Soares, a sua preocupação com a forma como a CAV aparece inscrita no OE para 2016.

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