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Ucrânia anuncia que vai pôr termo ao tratado de amizade com a Rússia

De acordo com a página digital da presidência, o ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia informará a Rússia até 30 de setembro sobre a decisão de não prolongar o tratado, e que em caso contrário seria prorrogado automaticamente.

O ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano também vai apresentar ao Presidente Petro Poroshenko um projeto-lei sobre a denúncia do acordo, assinado em 1997, que em Moscovo está a ser interpretado como um passo para uma eventual rutura das relações bilaterais.

De acordo com o artigo 40.º do tratado, este acordo seria prolongado automaticamente em cada dez anos caso as partes não o denunciassem seis meses antes do final do prazo estipulado.

Kiev deverá também comunicar à ONU, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e outras instituições internacionais a sua recusa em prolongar o tratado com Moscovo.

Moscovo reagiu quase de imediato para lamentar “profundamente” os planos de Kiev, definidos como um “passo destrutivo”.

“Com o objetivo de servir interesses geopolíticos estranhos e ambições políticas próprias, as autoridades ucranianas estão dispostas a destruir com facilidade o que foi construído durante décadas, em romper laços que durante séculos forjaram várias gerações dos nossos antepassados”, declarou a diplomacia russa em comunicado.

A nota acrescenta que, segundo os termos do tratado, e após a receção da notificação oficial da Ucrânia, este deixará de ser válido em 01 de abril de 2019.

Em Kiev, refere a agência noticiosa Efe, também já foi admitida a intenção em rever toda a base legal de cooperação com a Rússia, incluindo o acordo de cooperação em águas do mar de Azov e no estreito de Kerch, assinado em 2003.

Em paralelo, sete polícias ficaram hoje feridos em Kiev durante confrontos com nacionalistas e formações de extrema-direita que protestavam contra a extradição para a Rússia de um presumível membro do grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI), que segundo os seus apoiantes combater os rebeldes separatistas no leste do país.

Dezenas de militantes de diversos movimentos de extrema-direita manifestaram-se frente à sede da procuradoria geral, no centro de Kiev, contra a expulsão na semana passada de Timour Toumgoïev, natural da Inguchétia, uma república do Cáucaso russo, referiu a agência noticiosa France-Presse (AFP).

Os confrontos eclodiram quando os manifestantes lançaram pedras em direção ao edifício e incendiaram um contentor de lixo.

Desde 2014 que decorre um conflito armado no leste da Ucrânia que opõe forças governamentais e milícias ultranacionalistas aos separatistas pró-russos, com um balanço de 10.000 mortos e dezenas de milhares de deslocados.

Kiev e o ocidente acusam a Rússia de fornecer apoio financeiro e militar aos separatistas, mas que Moscovo sempre desmentiu.

LUSA

Quatro elementos das Pussy Riot detidas imediatamente após libertadas

© Sapo 24

Um jornalista da Agência France Presse viu Veronika Nikoulchina, Olga Kouratcheva e Olga Pakhtoussova a celebrarem a libertação, minutos antes de terem sido forçadas a entrar numa viatura da polícia, sem que as autoridades policiais tenham prestado qualquer explicação à imprensa.

Um quarto membro, o porta-voz da banda Piotr Versilov, que fora libertado de outro centro de detenção em Moscovo, colocou um comentário na sua rede social Twitter a dizer que tinha sido detido pela polícia de choque, e conduzido às proximidades do estádio Loujniki, para onde o grupo fora levado após os incidentes registados no jogo França-Croácia.

“Eles (a polícia) informaram-nos que nos vão deter durante a noite”, acrescentava o comentário de Piotr Versilov no Twitter.

Por seu turno, Olga Pakhtoussova colocou na sua página do Twitter um vídeo captado no interior do veículo policial. No vídeo, a ativista refere que as autoridades os acusam de terem infringido a lei de manifestações públicas, sem darem pormenores.

Em 23 de julho, um tribunal negou provimento aos recursos dos quatro ativistas, que foram detidos a 15 de julho, em Moscovo, quando, vestidos de polícias, invadiram o campo onde se disputava a final do campeonato do mundo de futebol.

Os quatro ativistas foram considerados culpados de terem violado “de forma grosseira” as regras de comportamento dos espetadores pelo que foram sentenciados a 15 dias de prisão e proibidos de participarem em eventos desportivos durante três anos.

O incidente ocorreu ao minuto 53 da partida, em frente ao Presidente russo, Vladimir Putin, e aos seus homólogos francês e croata, Emmanuel Macron e Kolinda Grabar-Kitarovic, respetivamente.

O grupo russo Pussy Riot responsabilizou-se pelo incidente, tendo igualmente difundido uma lista com seis exigências, entre as quais a libertação dos presos políticos na Rússia, o fim das prisões durante as manifestações pacíficas e a autorização de competição política na Rússia.

A ação mais conhecida das Pussy Riot remonta a fevereiro de 2012 quando, numa catedral de Moscovo, cantaram uma oração ‘punk’ contra Vladimir Putin.

Em agosto de 2012, três membros do grupo foram condenados devido a “vandalismo motivado pelo ódio religioso”.

Ekaterina Samutsevich foi libertada em outubro de 2012, enquanto Nadejda Tolokonnikova e Maria Alekhina cumpriram 22 meses de sentença de prisão.

A 17 de agosto, as Pussy Riot marcam presença na edição deste ano do Festival Paredes de Coura. Fonte da Organização do Festival disse à agência Lusa estar confirmada a presença de Nadya Tolokno no certame.

“Não virá sozinha, mas não sabemos quem a acompanhará”, precisou à Lusa a mesma fonte.

As Pussy Riot também estão anunciadas para o festival Fringe, que se realiza em Edimburgo, de 03 a 27 de agosto. Maria Alekhina é esperada igualmente para a festa do livro da cidade escocesa, que tem início a 11 de agosto. A ativista russa deverá participar num encontro com o antigo ministro grego das Finanças Yanis Varoufakis.

LUSA

Milhares manifestam-se em Moscovo pela liberdade na Internet

Um tribunal russo ordenou a 13 de abril o bloqueio da popular aplicação, com 200 milhões de utilizadores em todo o mundo, mas a Telegram, desenvolvida pelo empresário russo Pavel Durov, prometeu manter a aplicação a funcionar e repetiu que fornecer tais informações violaria o direito à privacidade dos utilizadores.

Em consequência, a autoridade reguladora das comunicações russa bloqueou alguns servidores de empresas tecnológicas como a Google, Apple e Amazon, o que afetou milhões de ‘sites’, entre os quais o YouTube e o Gmail, mas não perturbou, até agora, o funcionamento da Telegram.

Hoje, feriado na Rússia, milhares de pessoas, entre as quais opositores ao Presidente russo, Vladimir Putin, manifestaram-se numa rua do centro de Moscovo com cartazes com inscrições como “Pela liberdade de expressão” ou “Abaixo o czar”.

O protesto, convocado pelo quase desconhecido Partido Libertário da Rússia, foi autorizado pela câmara municipal.

O dirigente opositor Alexei Navalny, que ganhou popularidade através de um blogue em que denunciava casos de corrupção de membros do governo russo, participou no protesto e acusou as autoridades de violarem a privacidade dos cidadãos.

“Ligo a televisão e vejo a notícia de que uns tipos decidiram que querem ter o direito de ler tudo o que eu escrevo no Telegram. Não vou tolerar isso!”, disse Navalny aos manifestantes, agradecendo ao fundador da Telegram.

“Obrigado Pacha [diminutivo de Pavel] Duroc por teres apelado à resistência, porque resistir é isto, é fazermos qualquer coisa, não nos calarmos”, disse.

O fundador da Telegram, Durov, escreveu numa rede social que a manifestação “não tem precedente” e disse sentir-se “orgulhoso de ter nascido no mesmo país” que os “milhares de jovens progressistas” que se manifestaram.

Durov, que também criou a rede social Vkontakte, a maior da Europa, acrescentou que “a Rússia está numa encruzilhada” na qual se vai decidir se a liberdade na internet é ou não inegociável.

Nos últimos anos, a Rússia adotou uma série de leis que limitam a liberdade na Internet e a privacidade dos utilizadores.

Uma dessas leis impõe aos operadores de telemóveis que registem os dados de chamadas e mensagens durante vários meses e outra prevê que ativistas possam ser multados ou presos por mensagens que tenham colocado nas redes sociais.

LUSA

Serviços secretos russos acusam Londres de “provocação grotesca”

Sergei Karpukhin-Reuters

“Neste caso sobre os Skripal, uma provocação grotesca fabricada de forma grosseira pelos serviços especiais da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, os países da Europa preferem acompanhar Londres e Washington e não querem saber o que se passou”, disse Serguei Narychkine numa conferência de imprensa em Moscovo.

O chefe dos serviços secretos russos apelou também ao diálogo entre Moscovo e os países do Ocidente para se evitar uma nova crise como a dos mísseis de Cuba, que opôs os Estados Unidos e a União Soviética em 1962.

“É importante acabar com este jogo irresponsável que consiste em insistir todos os dias na mesma coisa e não renunciar à força no quadro das relações internacionais e não atenuar a situação para que se chegue a uma nova crise como a de Cuba”, acrescentou.

“A comunidade internacional deve aceitar um diálogo saudável que não tenha por base visões egoístas, mas sim valores partilhados por todos e que respeitem as normas internacionais”, afirmou.

O envenenamento do ex-agente russo e da filha, no passado dia 04 de março, em Inglaterra está a provocar uma das crises mais graves entre a Rússia e os países ocidentais desde o final da Guerra Fria.

Londres acusa Moscovo de envolvimento no ataque através do uso de um agente químico (gás nervoso) ma a Rússia desmente qualquer implicação no assunto.

LUSA

Rússia vai expulsar diplomatas britânicos

“É evidente que o vamos fazer”, disse Lavrov quando questionado sobre a eventual reação de Moscovo à expulsão dos 23 diplomatas russos do Reino Unido.

Serguei Lavrov encontra-se na capital do Cazaquistão.

Após vários dias de acusações recíprocas, a primeira-ministra britânica Theresa May anunciou, na quarta-feira, a expulsão de 23 diplomatas russos e a suspensão dos contactos bilaterais com a Rússia, que declarou “culpada” do envenenamento de Serguei Skripal e de sua filha Yulia, que ocorreu em 04 de março em Salisbury, Inglaterra.

A Rússia dispõe de 59 diplomatas acreditados no Reino Unido. Os 23 diplomatas visados, considerados por Londres “agentes não declarados dos serviços de informações” têm “uma semana” para deixar o território. Esta será a mais importante vaga de expulsão de diplomatas russos pelo Reino unido desde a Guerra fria.

A Rússia nega qualquer a responsabilidade no ataque, que já mereceu a condenação de vários governos, incluindo o de Portugal, e de dirigentes como os presidentes norte-americano, Donald Trump, e francês, Emmanuel Macron, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.

LUSA

Mulher tenta vender virgindade da filha de 13 anos

Irina Gladkikh, de 35 anos, terá tentado vender a virgindade da sua filha de 13 anos a um homem de negócios rico, reporta o Mirror.

A mulher e uma amiga viajaram de Chelyabinsk até Moscovo, na Rússia, para vender “a primeira noite” da menina a um alegado cliente, mal sabia que este era afinal um agente disfarçado.

Contam as autoridades que a virgindade da menina seria vendida por mais de 21 mil euros. A mãe, depois de detida, fez saber que estaria a passar por dificuldades financeiras.

Irina, que terá participado em diversos concursos de beleza, sustentava-se vendendo o seu próprio corpo, assumem as autoridades.

Rússia perde contacto com primeiro satélite angolano

Receia-se um novo revés um mês após a perda de um outro aparelho.

“O contacto cessou temporariamente, perdemos a telemetria”, indicou a mesma fonte à agência France Presse, dizendo esperar restabelecer o contacto com o satélite.

O Angosat representa um investimento do Estado angolano de 320 milhões de dólares (269,6 milhões de euros) e o seu lançamento foi comemorado em Luanda com fogo-de-artifício.

Angola tornou-se assim no sétimo país africano, ao lado da Argélia, África do Sul, Egito, Marrocos, Nigéria e Tunísia, com um satélite de comunicações em órbita.

O aparelho, construído por um consórcio estatal russo, foi lançado com recurso ao foguete ucraniano Zenit-3SLB, envolvendo ainda a Roscosmo, empresa espacial estatal da Rússia, e estava em período de teste até março, aproximadamente.

Na semana passada, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha, disse que comercialmente 40% da capacidade do satélite já estava reservada e que o Estado angolano estima a recuperação do investimento em pelo menos dois anos.

LUSA

Putin anuncia recandidatura às presidenciais de 2018

Durante meses, Putin evitou dar uma resposta definitiva quanto à possibilidade de se apresentar às eleições marcadas para 18 de Março. Porém, a recandidatura do homem que tem governado a Rússia – ora como Presidente, ora como primeiro-ministro – nas últimas duas décadas é vista como pouco surpreendente.

O líder russo parte de uma posição praticamente inabalável para assegurar a reeleição. Putin está à frente de todas as sondagens e os seus níveis de popularidade interna estão consistentemente acima dos 80%. A falta de uma oposição forte e organizada também beneficiam o homem forte do Kremlin.

Em Junho, a comissão eleitoral impediu o mais conhecido activista anti-Putin, Alexei Navalni, de se candidatar às eleições, por ter sido condenado por fraude. Apesar de poucos lhe atribuírem chances reais para vencer Putin, Navalni tem sido a figura mais destacada no movimento de oposição ao regime actual. No final de Março, as denúncias que fez sobre um escândalo de corrupção que envolve o primeiro-ministro Dmitri Medvedev deram origem a protestos muito participados em várias cidades russas.

“A Rússia irá sempre seguir em frente e ninguém irá travar o seu progresso”, declarou Putin, durante o discurso em que anunciou a recandidatura.

Putin revelou a decisão durante um encontro com trabalhadores de uma fábrica de automóveis em Nizhni Novgorod, segundo a Reuters. De manhã, o Presidente russo tinha sido questionado sobre a possibilidade de se recandidatar durante uma cerimónia de atribuição de prémios em Moscovo, mas recusou dar uma resposta concreta.

“A minha pergunta para vós é: se tomar esta decisão, será que vocês e o povo irão apoiá-la?”, dirigiu-se Putin à plateia, que respondeu com aplausos, escreve o Moscow Times.

A limitação de dois mandatos consecutivos imposta pela Constituição torna muito provável que estes sejam os derradeiros anos de Putin no Kremlin, depois de ter chegado ao poder pela primeira vez em 2000 para suceder a Boris Ieltsin. Depois de ser reeleito, Putin afastou-se da presidência em 2008 para trocar de lugar com o então primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, e regressou após as eleições de 2012.

A Rapunzel existe e é russa

#растиКосаДоПят

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Dashik, como é conhecida nas redes sociais, deixou de cortar o cabelo há 14 anos e o resultado está à vista: um cabelo que chega quase ao chão.

A jovem russa conta com mais de 200 mil seguidores na rede social Instagram, onde publica várias fotografias.

 

Amnistia Internacional Portugal insiste com a Rússia para que investigue perseguições a gays na Chechénia

No documento, assinado por mais de 4.300 pessoas em Portugal, apela-se igualmente à Rússia para “garantir a proteção das pessoas que são alvo desta conduta violadora dos direitos humanos”.

Na ocasião, o diretor-executivo da Amnistia Internacional Portugal, Pedro Neto, e a assistente de campanhas, Ana Fonseca Farias, pretenderam também “obter esclarecimentos das autoridades russas sobre as denúncias de raptos, tortura e assassínios de pessoas identificadas como homossexuais na Chechénia”, documentadas na investigação da organização de direitos humanos.

Esta iniciativa da secção portuguesa da AI junta-se às de outras secções que, do Brasil a Taiwan, recolheram mais de meio milhão de assinaturas em todo o mundo para o mesmo fim e que, numa ação global, vão hoje entregar as respetivas petições nas embaixadas da Rússia nos seus países.

Ao longo desta semana e da próxima, estão igualmente previstas ações de protesto contra a repressão coordenada pelas autoridades chechenas em cidades de diversos países, entre os quais Bélgica, Canadá, Espanha, Finlândia, Holanda, Noruega, Reino Unido, Suécia e Ucrânia.

Para desvalorizar as denúncias feitas, as autoridades da Chechénia sustentam que não existem homossexuais no país, razão pela qual “a Amnistia Internacional responde com esta mobilização no mundo inteiro, para mostrar aos homossexuais na Chechénia que são reconhecidos e que é exigida a sua proteção”, sublinha a AI em comunicado.

Por último, a organização de defesa dos direitos humanos insta a comunidade internacional a “abrir as portas a todos os que enfrentam esta terrível purga e que fogem da perseguição homofóbica na Chechénia”.

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