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Ó Portugal, quão mal te faz o sal?

Em Portugal, cerca de dois milhões de adultos são hipertensos, dos quais apenas metade sabe que sofre desta doença e só 11% têm a sua tensão arterial devidamente controlada. Além da medicação com um anti-hipertensor (que poderá ser necessária), são primordiais as recomendações para os hábitos e estilos de vida saudáveis: aumentar o consumo diário de frutas, hortaliças e legumes (nomeadamente a sopa), praticar mais atividade física e regularmente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, perder peso (caso tenha excesso de peso ou mesmo obesidade), reduzir o stress e diminuir o consumo de sal.
É sobre o sal, este inimigo da tensão arterial, que debruçamos hoje a nossa atenção, a propósito do Dia Mundial da Hipertensão, que se assinala anualmente a 17 de maio.
O Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), recentemente elogiado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) pela sua adoção estratégica integrada, apresenta como uma das metas para a saúde da população até 2020 a redução do consumo de sal entre 3 a 4% ao ano.
Sabia que apenas precisamos de um grama de sal por dia para viver?
A OMS recomenda a ingestão máxima de 5 gramas por dia. Em Portugal, o consumo de sal é de cerca de 10,7g por dia, portanto mais do dobro da quantidade máxima recomendada. A redução do consumo de sal é um dos fatores que mais contribui para ganhos na saúde das populações, em termos de custo-eficiência. Neste sentido, promovem-se estratégias como aumentar o conhecimento da população sobre sal e o seu teor nos alimentos, bem como intervenções de incentivo à sua redução junto da indústria alimentar. A taxa sobre o sal nos produtos alimentares, à semelhança da medida já preconizada para o açúcar com elevado sucesso na redução do consumo deste, poderá contribuir significativamente para a reformulação dos produtos junto da indústria alimentar.
Saberá Portugal como reduzir o sal? Deixo aqui algumas sugestões práticas para reduzir o sal na sua mesa:
1. Diminua a quantidade de sal que adiciona para tempero ou confeção dos alimentos;
2. Use e abuse das ervas aromáticas, especiarias ou sumo de limão para substituir o sal;
3. Não coloque o saleiro para a mesa;
4. Demolhe muito bem o bacalhau seco. Não sabe bem como o fazer? Primeiro passe as postas de bacalhau por água corrente para remover a maior quantidade de sal. Em seguida coloque as postas com a pele virada para cima num recipiente com água fria e mantenha-o dentro do frigorífico. Certifique-se que muda a água 3 a 5 vezes por dia. Quantas horas se deve demolhar? Depende do peso de bacalhau: acima de 3 kg, deve demolhar cerca 48 a 60 horas; entre 2 a 3 kg, cerca de 40 a 48 horas; e entre 1 a 2 kg, cerca de 30 a 40 horas.
5. Evite o consumo de alimentos ricos em sal: batatas fritas de pacote, enchidos e fumados, aperitivos salgados, conservas e enlatados, determinados tipos de queijo, sobretudo os mais curados, azeitonas, alguns molhos, alimentos pré-confecionados (aqueles que se compram pré-cozinhados e só precisam de ir ao forno ou microondas), sopas instantâneas, bolachas e biscoitos, caldos concentrados de gorduras (aqueles “cubinhos amarelinhos” que se usam para cozinhar e que estão repletos de sal e gordura de má qualidade).
6. Leia muito bem os rótulos dos alimentos. Evite alimentos que, por 100 g, possuem mais de 1,5 g de sal e modere a ingestão dos que têm entre 0,3 e 1,5 g de sal. Alimentos que, por 100 g, possuem valores de sal inferiores a 0,3 g são mais benéficos.

Autoria: Dr.ª Sandra Alves, Médica e Nutricionista e Membro da Sociedade Portuguesa do AVC

Cerca de um quinto dos portugueses acrescenta sal no prato da comida

Realizado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), este inquérito analisou o consumo adicional de sal dos portugueses e concluiu que 1,19 milhões (17,7%) costuma juntar este tempero ao alimento já confecionado.

O INSEF estudou 4.911 pessoas, na sua maioria em idade ativa (84,3% com idade entre os 25 e os 64 anos), cerca de três quintos (63,4%) dos quais “sem escolaridade ou com escolaridade inferior ao ensino secundário” e 11,2% desempregados.

Em relação ao consumo adicional de sal, os homens 8um em cada cinco) consomem mais do que as mulheres (uma em sete).

O grupo etário dos 25 aos 34 anos é aquele que mais adiciona o sal aos alimentos quando estes já estão no prato e o Algarve a região do Algarve onde é mais frequente este hábito: 35,8%.

O consumo adicional de sal foi mais frequente nas pessoas empregadas (19,6%), seguindo-se os desempregados (16,9%) e os reformados, domésticos ou estudantes (13,6%).

De acordo com os dados do INSEF, 13,7% das pessoas diagnosticadas com hipertensão arterial referiu adicionar sal no prato da sua comida.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Hipertensão, se cada pessoa consumisse menos duas grãos de sal por dia a taxa de Acidente Vascular Cerebral (AVC) cairia entre 30 e 40% nos cinco anos seguintes e ocorreriam menos 11 mil casos por ano em Portugal.

O consumo excessivo de sal é responsável por 2,3 milhões de mortes por ano, devido a doenças cardiovasculares, em todo o mundo.

Quase um quinto dos portugueses adiciona sal no prato da comida

Realizado pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), este inquérito analisou o consumo adicional de sal dos portugueses e concluiu que 1,19 milhões (17,7%) costuma juntar este tempero ao alimento já confecionado.

O INSEF estudou 4.911 pessoas, na sua maioria em idade ativa (84,3% com idade entre os 25 e os 64 anos), cerca de três quintos (63,4%) dos quais “sem escolaridade ou com escolaridade inferior ao ensino secundário” e 11,2% desempregados.

Em relação ao consumo adicional de sal, os homens 8um em cada cinco) consomem mais do que as mulheres (uma em sete).

O grupo etário dos 25 aos 34 anos é aquele que mais adiciona o sal aos alimentos quando estes já estão no prato e o Algarve a região do Algarve onde é mais frequente este hábito: 35,8%.

O consumo adicional de sal foi mais frequente nas pessoas empregadas (19,6%), seguindo-se os desempregados (16,9%) e os reformados, domésticos ou estudantes (13,6%).

De acordo com os dados do INSEF, 13,7% das pessoas diagnosticadas com hipertensão arterial referiu adicionar sal no prato da sua comida.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Hipertensão, se cada pessoa consumisse menos duas grãos de sal por dia a taxa de Acidente Vascular Cerebral (AVC) cairia entre 30 e 40% nos cinco anos seguintes e ocorreriam menos 11 mil casos por ano em Portugal.

O consumo excessivo de sal é responsável por 2,3 milhões de mortes por ano, devido a doenças cardiovasculares, em todo o mundo.

LUSA

Padarias que vendam pão com redução de sal antes de 2021 terão selo de qualidade

Segundo Fernando Araújo, a medida está a ser analisada com a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a indústria da panificação que tem mostrado “uma grande abertura” para produzir pão com menos sal.

A lei atual impõe como limite máximo de sal no pão 1,4 gramas por cada 100 granas de produto, enquanto “países como Inglaterra já estão em um grama”, disse.

Fernando Araújo recordou que Portugal tem um terço de pessoas hipertensas e as mais elevadas taxas europeias de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

“É necessário fazer alguma coisa”, sublinhou em entrevista à agência Lusa.

O acordo firmado com a indústria da panificação estabelece que até 2021 será reduzida a quantidade de sal no pão, até atingir um grama de sal por 100 gramas de produto.

Trata-se de “uma meta a quatro anos, ao fim dos quais será reduzido 30% do sal no pão”, destacou.

O acordo vai agora ser transformado em lei e caberá ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) realizar “um plano de amostragem anual às padarias de todo o país” para averiguar se a lei será cumprida.

“A indústria da panificação mostrou uma grande abertura para reformular a forma de produzir os pães, incluindo os tradicionais que estão excluídos da lei atual”, disse.

Segundo Fernando Araújo, as padarias que atinjam antes de 2021 o objetivo definido para essa data — um grama de sal por 100 gramas de pão — terá um selo de qualidade que poderá usar de forma visível no estabelecimento.

Esse selo deverá atestar que essa padaria cumpre “o objetivo ambicioso de 2021”.

LUSA

Governo quer criar taxa sobre alimentos com alto teor de sal

Bag of potato crisps

Segundo uma versão preliminar da proposta de Orçamento de Estado para 2018 (OE2018), datada de quinta-feira, dia da reunião do Conselho de Ministros, e a que a agência Lusa teve hoje acesso, o Governo quer introduzir uma nova taxa sobre os alimentos, consoante o seu nível de sal.

Assim, ficam sujeitos a este imposto as bolachas, biscoitos, cereais e batatas fritas, “quando tenham um teor de sal igual ou superior a 1 grama por cada 100 gramas de produto” ou 10 gramas por quilo.

Cada quilo destes alimentos pagará uma taxa de 0,80 cêntimos, lê-se na versão preliminar a que a agência Lusa teve acesso, ficando isentos as bolachas, batatas fritas e cereais com menos de um grama de sal por cada 100 gramas de produto.

Esta nova taxa é aditada ao Código dos Impostos Especiais de Consumo (IEC) e a receita obtida é “consignada à prossecução dos programas para a promoção da saúde e para a prevenção da doença geridos pela Direção-Geral da Saúde”.

Alimentos conservados em sal podem causar cancro no estômago

Pensa-se que a ingestão desses alimentos possa ter um papel importante no desenvolvimento do cancro no estômago, que tem vindo a diminuir de forma global nas últimas décadas, possivelmente devido à cada vez maior preservação dos alimentos através do frio (refrigeração e congelação), mais concretamente pela disseminação da utilização do frigorífico. A melhoria das condições sanitárias e a consequente redução da infeção pela bactéria Helicobacter pylori foi também determinante.

“O cancro gástrico resulta de uma complexa combinação, entre fatores ambientais e genéticos. Nos fatores ambientais conta-se a dieta com o recurso excessivo a alimentos ricos em sal, nomeadamente fumados e conservas e a infeção pela bactéria Helicobacter pylori, presente em águas contaminadas por exemplo”, esclarece Sandra Faias, Coordenadora da Unidade de Gastrenterologia do Hospital Lusíadas Lisboa.

Os principais sintomas do cancro no estômago são a dor persistente, náuseas, vómitos, enfartamento persistente, falta de apetite e emagrecimento. Quando existem sintomas, os tumores apresentam-se habitualmente em fase avançada e o prognóstico é reservado, com uma sobrevivência de cerca de 30% aos 5 anos. Assim, a prevenção é uma das principais armas contra este cancro.

E recomenda: “Para prevenir este tipo de cancro é importante ter cuidados alimentares. Deve-se aumentar o consumo de frutas e vegetais frescos, limitar o consumo de sal, evitando alimentos enlatados e fumados. Os indivíduos com antecedentes familiares de cancro gástrico devem fazer a pesquisa da infeção pelo Helicobacter pylori e eliminar a bactéria com antibióticos se ela estiver presente. Além disso, se detetada a presença de metaplasia de tipo intestinal nas biópsias do estômago, é recomendado fazer endoscopias de vigilância com regularidade, para deteção precoce de lesões neoplásicas do estômago.”

O cancro gástrico é o terceiro mais frequente e o terceiro com maior mortalidade em Portugal. O nosso país conta com o maior número de mortes por cancro no estômago da União Europeia, e ocupa o sexto lugar a nível mundial.

Portugueses consomem alimentos com menos Ácidos Gordos Trans, mas com sal e gordura a mais

A conclusão consta dos resultados preliminares de uma avaliação de ácidos gordos trans, gordura saturada e sal em alimentos processados, realizada por investigadores do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

O PtranSALT visou identificar as principais fontes alimentares de ácidos gordos trans, gordura saturada e sal, tendo analisado 360 amostras adquiridas em grandes superfícies e restaurantes “fast-food” da região da grande Lisboa, entre 2012 e 2015.

Na apresentação dos resultados preliminares do relatório, a bolseira de investigação do INSA Tânia Albuquerque, que participou neste projeto, revelou que se verificou, nos alimentos analisados, “uma redução efetiva dos teores de AGT”.

Esta descida foi especialmente acentuada em alimentos como línguas de veado (biscoitos), cream crackers, croissants, donuts, bolas de Berlim sem creme ou bolachas maria.

A diminuição destes AGT, que são prejudiciais para a saúde, também foi significativa nas batatas fritas de pacote, nas batatas fritas servidas em lojas de fast food e nas batatas fritas congeladas.

Nos croquetes, rissóis de camarão e chamuças também desceu a presença de AGT.

A propósito destes indicadores, a nutricionista Helena Cid, da multinacional Unilever, que entre outros produtos comercializa margarinas e cremes de barrar, sublinhou que esta diminuição da presença de AGT nos alimentos se deveu ao esforço da indústria que esteve atenta aos malefícios dos mesmos na saúde dos consumidores.

Helena Cid lamentou, contudo, que a legislação em vigor (Regulamento nº 1169/2011, da EU, do Parlamento Europeu e do Conselho de 25 de Outubro de 2011) não permita que seja possível o rótulo dos alimentos conterem informação relativa à presença de AGT.

No final da apresentação, Tânia Albuquerque sublinhou a importância desta diminuição, tendo em conta que o consumo de AGT está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e até cancro.

Ressalvando que estes são ainda resultados preliminares, a bolseira defendeu a continuidade da investigação, de modo a que os resultados da mesma possam ser fundamentados com dados de consumo.

Ao nível do sal, os resultados obtidos indicam que alguns alimentos ainda apresentam teores consideravelmente elevados.

Também algumas das amostras analisadas apresentam teores de gordura saturada elevados.

Tânia Albuquerque deu o exemplo de um croissant tipo francês, com manteiga, queijo e fiambre, o qual ultrapassa a dose de referência diária de sal recomendada.

Ao nível da gordura, este alimento apresenta mais de metade da dose de referência diária.

Ao nível dos bolos avaliados, a investigadora referiu o pastel de nata, o queque e a bola de Berlim, sendo o primeiro preferível em relação aos restantes, pois é o que tem menos gordura e o segundo com menos sal, enquanto a bola de Berlim é a que tem mais gordura e sal.

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