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Vai de férias? A saúde oral não pode ser descurada

Luís Pedro Ferreira explica que em primeiro lugar “deve ser efetuada, como medida preventiva, uma visita ao médico dentista no período prévio às férias para que possam viajar descansados e evitar dissabores que possam alterar o plano de viagem. Para quem esteja em tratamento poderá estar indicado levar medicamentos ou produtos que possam ser necessários em caso de urgência.”

Em segundo lugar “todos os produtos de higiene oral utilizados durante o ano também são imprescindíveis na mala nas férias. Nunca esquecer a escova de dentes em bom estado, pasta dentífrica, fio dentário e colutório. Um kit de bolso será uma boa opção para viagens longas permitindo assim uma adequada higiene oral, no mínimo após o pequeno-almoço e antes de dormir.”

Uma vez que esta época é típica de algumas extravagâncias alimentares, como ingestão de refrigerantes e gelados, nomeadamente nos intervalos das refeições o que aumenta o risco de agressão ao esmalte dentário e gengivas aumentam, o especialista explica que é importante “optar por frutas na hora do lanche em detrimento aos alimentos cheios de açúcar, uma alternativa bem mais saudável. E para as crianças que passam muito tempo no campo de férias em desportos radicais: “devem ser utilizados protetores bucais e capacete de forma a prevenir acidentes mais graves.”

O especialista alerta ainda que “no caso de ocorrer um traumatismo dentário é conveniente ir ao dentista pois um tratamento precoce minimiza o risco de complicações posteriores. No caso dos dentes temporários estes podem afetar diretamente a formação dos definitivos na forma, cor e direção de erupção. Se um dente permanente for acidentalmente removido é importante procurar rapidamente um dentista, conservando o dente em soro, leite ou saliva, ou inserindo-o cuidadosamente na sua posição inicial, segurando pela coroa e mantendo-o no local pedindo que morda uma gaze, até chegar ao profissional.”

“Prevenção significa saúde, inteligência e investimento. Pessoas inteligentes investem na prevenção e boa saúde,” recomenda ainda o especialista.

Sobre a BQDC

A Associação BQDC foi fundada oficialmente em 2012 e atua em Portugal desde o início deste ano, sendo integrada por 11 clínicas que congregam um vasto número de destacados profissionais que partilham de princípios nucleares: qualidade, ética, aposta na formação, inovação e promoção dos melhores tratamentos e cuidados de saúde oral. Para mais informações sobre a BQDC consultar: www.bqdentalcenters.pt.

Faltam dentes naturais a quase 70% dos portugueses

No total, há 68% dos portugueses a quem faltam dentes naturais, sendo que 37% têm falta de um a cinco dentes, a mais de 10% faltam seis a oito dentes, a 12,9% faltam mais de oito dentes e a 6,2% da população faltam todos os dentes.

O barómetro, realizado a pedido da Ordem dos Médicos Dentistas e a que a agência Lusa teve acesso, mostra ainda que mais de metade dos portugueses (57,6%) com falta de dentes naturais não tem nada a substituir os dentes em falta. A contabilização da falta de dentes naturais excluiu, neste barómetro, os dentes do siso.

A percentagem de portugueses com dentes em falta e que nada têm a substituí-los tem aumentado, ainda que ligeiramente, em comparação com os dados de 2014 e de 2015.

No atual barómetro, destaca-se que dos portugueses com mais de seis dentes em falta há mais de um terço que não têm nenhuma prótese, dentadura ou implante.

“Não queremos ter metade do país desdentado”, assume o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas em declarações à agência Lusa.

Orlando Monteiro da Silva sublinha que “as pessoas com recursos têm muito mais dentes e as pessoas com menos recursos são muito mais desdentadas”.

“Temos dois pesos e duas medidas. É uma saúde oral totalmente a duas velocidades. Um país que tem acesso a cuidados tem muito menos dentes perdidos e melhores hábitos de higiene. E o país que não tem acesso tem mais dentes perdidos e piores hábitos. Esta dicotomia, esta diferença, todos temos a responsabilidade de combater”, afirmou o bastonário à Lusa.

O barómetro de saúde oral, feito a pedido da Ordem, tem validade estatística e foi realizado através de 1.102 entrevistas presenciais em todas as regiões portugueses, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Fim à vista para a restauração de dentes

Uma nova descoberta mostrou que um medicamento usado no tratamento da Alzheimer é capaz de fazer crescer os dentes, reparando as cavidades provocadas pelas cáries.

A investigação publicada na revista Scientific Reports revelou que o fármaco Tideglusib consegue estimular as células-tronco existentes no polpa do dente, de forma a que consigam gerar nova dentina, um tecido do dente que está coberto pelo esmalte.

Esta nova técnica pode fazer com que a necessidade de restaurar os dentes com recurso a resinas compostas ou amálgama de prata diminua significativamente. “A simplicidade da nossa abordagem torna-a ideal para um produto dentário clínico a ser usado no tratamento de grandes cáries, proporcionando uma proteção à polpa e restruturando a dentina”, referiu Paul Sharpe, principal autor do estudo, ao The Telegraph.

Os investigadores do Dental Institute do King’s College London consideram que o facto deste fármaco já ter passado por testes clínicos para o tratamento da doença de Alzheimer pode fazer com que aprovação para o seu novo uso clínico seja mais rápida.

Em entrevista ao jornal inglês, o CEO da Oral Health Foundation, Nigel Carter, mostrou-se agradado com esta nova forma mais natural, menos evasiva e, com certeza, menos assustadora, de reparar o dente. “Esta é uma abordagem extremamente interessante e inovadora”, referiu e continuou: “esperamos que seja aplicada clinicamente, o que poderia, sem dúvida, ser um progresso no tratamento desta doença dentária”, referiu.

A SAÚDE VISUAL E O ACESSO AOS CUIDADOS PRIMÁRIOS DE SAÚDE

O Governo, no seu programa para a saúde, estabeleceu como prioridade a defesa e a promoção do SNS, tendo especial foco na reforma da rede de cuidados primários de saúde. Avizinhava-se um novo ciclo que tem como objetivos a melhoria da qualidade e da efetividade da primeira linha de resposta do SNS. As duas áreas a reforçar seriam a Saúde Oral e a Saúde Visual, áreas quase inexistentes ao nível dos cuidados primários.

Era expectável que deste Conselho de Ministros, dedicado a uma área tão fundamental como a saúde, surgissem modelos de resposta inovadores, de fácil acesso e que constituíssem acima de tudo um aproveitamento de uma capacidade já instalada, mas não usufruída pelo Estado, os Optometristas. Contudo, as medidas apresentadas por este Conselho de Ministros sugerem, uma vez mais, que os cuidados primários foram esquecidos.

Os Optometristas são peças fundamentais na implementação e desenvolvimento das reformas pretendidas para os cuidados primários. Constituímos neste momento a classe mais numerosa na área da Saúde Visual, com mais de mil profissionais em exercício, académica e profissionalmente habilitados, devidamente organizados e regidos por normas e orientações. Segundo o documento “Rede Nacional de Especialidade Hospitalar e de Referenciação de Oftalmologia” de Fevereiro de 2016, e de acordo a ACSS, exercem funções no SNS em Portugal Continental 422 Médicos Oftalmologistas, sendo que em 2014, 47,63% desses especialistas tinham idades superiores a 50 anos. Mesmo com as entradas de novos médicos na especialidade não tem havido alteração sensível ao número de especialistas a atuar no SNS ao longo dos últimos 5 anos. Torna-se deste modo claro que não existe uma solução para a reforma dos cuidados primários que envolva os Médicos Oftalmologistas, tanto pela escassez destes profissionais no SNS, como pelo facto dos mesmos estarem, por definição, inseridos nos chamados cuidados secundários.

Como recentemente noticiado, os dados constantes no Relatório Anual sobre o Acesso aos Cuidados de Saúde revelam um aumento do tempo médio de resposta e das listas de espera no SNS, sendo as consultas das especialidades de Dermatologia e Oftalmologia as que apresentam maiores dificuldades de acesso. A não diferenciação de cuidados primários e secundários ao nível da Saúde Visual, a inexistência de uma primeira linha de resposta e a centralização de todos estes cuidados numa única classe profissional são as variáveis culpabilizadas pelas extensas listas de espera e o excessivo tempo de resposta. No entanto, são também as variáveis sobre as quais existe a possibilidade de atuar e inovar. Os Optometristas têm vindo a intervir juntos das autoridades competentes e entidades governativas, apresentando-se como uma solução para os objetivos a que o atual Governo se propõe e oferecendo a capacidade já instalada e ao serviço da comunidade. A partilha nos cuidados de saúde visual envolvendo os Optometristas Portugueses não é ainda uma realidade aproveitada pelo SNS. No entanto, existem casos de sucesso, onde a multidisciplinariedade trouxe vantagens inegáveis. O Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro esteve na vanguarda do setor com a colocação de Optometristas no seu serviço de Oftalmologia, o que permitiu pôr fim a listas de espera excessivas e desenvolver novos métodos de rastreio e acompanhamento de utentes com maior celeridade, eficiência e eficácia. Portugal tem mais de mil Optometristas e realizam mais de 2 milhões de consultas anuais, fonte: Associação Profissional de Licenciados de Optometria. Os Optometristas representam um dos pilares dos cuidados primários de saúde visual em Portugal. Contudo, a adiada integração destes profissionais no Serviço Nacional de Saúde, assim como a inexistência de regulamentação da profissão de Optometrista tem impedido Portugal de retirar total benefício deste recurso nacional.

OPINIÃO DE VERA CARNEIRO – VOGAL DA DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE PROFISSIONAIS LICENCIADOS DE OPTOMETRIA (APLO) dedicada à área da comunicação com entidades governamentais e outras autoridades da Saúde em Portugal.

Consultas de saúde oral em centros de saúde arrancam sábado

De acordo com um despacho hoje publicado em Diário da República, a partir de dia 2 de julho arrancam as experiências piloto, em alguns centros de saúde da Grande Lisboa e do Alentejo, para ampliar o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral (PNPSO).

Numa primeira fase, que decorre até 31 de dezembro deste ano, têm acesso a consultas de saúde oral os doentes portadores de diabetes, neoplasias, patologia cardíaca ou respiratória crónica, insuficiência renal em hemodiálise ou diálise peritoneal e os transplantados, inscritos nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) onde decorrem as experiências piloto.

Na segunda fase, a partir de 1 de janeiro de 2017, em função da avaliação das necessidades não satisfeitas e dos tempos de espera, pode o projeto ser alargado a todos os utentes inscritos nos referidos ACES, de forma faseada e progressiva, dependendo da referenciação pelo médico de família.

Na zona da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, as experiências piloto vão decorrer nos ACES de Almada-Seixal (Centro de Saúde do Monte da Caparica), Arco Ribeirinho (Centro de Saúde da Moita), Médio Tejo (Centro de Saúde de Fátima), Lezíria (Centros de Saúde de Salvaterra de Magos, do Cartaxo e de Rio Maior), Estuário Tejo (Centros de Saúde da Azambuja, Alenquer e Arruda dos Vinhos) e Oeste Sul (Centros de Saúde da Lourinhã e de Mafra-Ericeira).

No âmbito da Administração Regional de Saúde do Alentejo, as experiências piloto realizam-se no ACES Alentejo Central, designadamente nos Centros de Saúde de Montemor-o-Novo e de Portel.

Os utentes inscritos nestes centros de saúde poderão ser referenciados para consultas de saúde oral, na sequência de decisão do médico de família, devendo o médico que presta a consulta de saúde oral manter “estreita articulação” com os restantes profissionais da equipa de saúde familiar.

O despacho especifica que os cuidados de saúde oral incluídos nas experiências piloto incluem apenas os tratamentos considerados necessários em termos clínicos, deixando de forma intervenções de natureza estritamente estética.

Atualmente, no âmbito do PNPSO, beneficiam do cheque-dentista, crianças e jovens com idade inferior a 18 anos, grávidas em vigilância pré-natal no Serviço Nacional de Saúde, idosos beneficiários do complemento solidário e utentes infetados com o vírus do VIH/Sida.

O PNPSO é revisto pela Direção Geral da Saúde até ao dia 29 de julho de 2016.

Pessoas com menos dentes vivem menos tempo

As pessoas com problemas cardiovasculares que possuem a dentadura completa correm menos riscos de morte do que aquelas com problemas cardíacos e que possuem menos dentes.

De acordo com um estudo do Hospital Universitário de Uppsala, na Finlândia, a perda de cada dente acentua o risco de morte por qualquer motivo, sendo que as pessoas que perderam todos os dentes e têm problemas de coração são duas vezes mais propensas a morrer.

Para o estudo, lê-se no site ABC.es, foram analisados os dados de saúde cardíaca e bocal de 15.456 pessoas de 39 países. Os participantes foram divididos tendo em conta o número total de dentes: nenhum, 1 a 14, 15 a 19, 20 a 25 e 26 a 32, sendo que o número máximo e total de dentes numa pessoa é 32.

Nos três anos e sete meses de estudo, os cientistas finlandeses detetaram 705 mortes cardiovasculares e 1.120 mortes por qualquer causa.

E quando relacionaram o número de dentes dos pacientes falecidos, os investigadores notaram que: passar de um total de dentes entre os 20 e os 25 para um total de 15 a 19 dentes aumenta o risco de sofrer um acidente cardiovascular em 6%, de morte cardiovascular em 17% e de morte por qualquer causa em 16%.

Quando comparados com os pacientes que mantiveram a dentadura com aqueles que perderam dentes no período de análise, os investigadores concluíram que aqueles que tinham perdido todos os dentes corriam um risco 27% maior de sofrer um episódio cardiovascular, 85% maior de morrer devido a problemas de coração e 81% maior de falecer por qualquer causa.

Só 3% dos adultos nunca tiveram problemas de cáries dentárias

O III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, a que a agência Lusa teve acesso, foi realizado em cinco grupos etários representativos da população regional e nacional portuguesa, de acordo com critérios recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pela primeira vez foram incluídos grupos etários da população adulta no Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, com as crianças, já anteriormente estudadas, a revelarem “melhorias significativas” na sua saúde dentária.

“O grupo dos 35-44 anos é a grande surpresa do estudo nacional. Praticamente todas as pessoas já tiveram contactos com cárie. Só 3% dos adultos em Portugal nunca tiveram problemas de cárie. A partir de uma determinada idade, podemos esperar que todos os portugueses têm ou tiveram problemas relacionados com a saúde dentária”, afirmou em entrevista à agência Lusa o coordenador do Programa da Saúde Oral da Direção-geral da Saúde, Rui Calado.

O estudo identificou uma média de 10,3 dentes com problemas por pessoa, mas concluiu que quase cinco daqueles dentes se encontra já tratados havendo ainda quatro que são dentes perdidos.

“O grande problema é termos um valor muito elevado de dentes perdidos devido a cárie, seguramente porque as pessoas procuram o dentista muito tarde. Mas o acesso a medicina dentária existe e verificou-se, porque dos 10,3 com problemas, só 1,5 estão por tratar”, explicou Rui Calado.

“Aliás, os níveis de adesão, de acesso são novidades para nós. Estávamos à espera de piores níveis de acesso. O que acontece é que as pessoas têm acesso mas procuram os dentistas muito tarde”, acrescentou.

No grupo dos idosos, entre os 65 e os 74 anos, há uma média de 15 dentes doentes por cada pessoa, sendo que 11,5 são dentes já totalmente perdidos, em relação aos quais a única alternativa é a reabilitação através de próteses.

“A única solução é a reabilitação. A forma tem de ser pensada e estudada, porque qualquer conta, por mais ligeira que seja, nos indica que estamos a falar de valores astronómicos, se quisermos fazer uma intervenção pública”, ressalvou o coordenador do Programa de Promoção de Saúde Oral.

Em relação às crianças, a DGS diz ter ficado claro “os ganhos de saúde em função do desenvolvimento do Programa” (que forne os cheques-dentista, entre outras intervenções), com mais de metade das crianças de seis e de 12 anos a estarem totalmente livres de cáries e com todos os dentes saudáveis.

A média de dentes com problemas é de 1,6 nas crianças de seis anos e de 1,2 nas crianças de 12, indicadores que se reduziram para metade quando comparados com o que se encontrou no estudo feito em 2000.

“Temos uma excelente situação de saúde dentária nas crianças até aos 12 anos de idade”, vincou Rui Calado, considerando que a aplicação de selantes promovida pelo Programa de Saúde Oral tem estado a funcionar, bem como os tratamentos realizados através dos cheques-dentista.

O Programa Nacional de Saúde Oral, que tem sido desenvolvido em parceria com a Ordem dos Médicos Dentistas, promove a aplicação de selantes de fissuras em molares permanentes saudáveis em crianças e permite ainda outros tratamentos através de cheques-dentista facultados aos 7, 10, 13 e 15 anos.

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