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Cuidados de saúde primários são fundamentais no acompanhamento dos doentes com VIH

“Acreditamos que os CSP podem atuar em duas áreas principais: primeiro na área da prevenção e diagnóstico precoce da infeção por VIH, mas também ter uma maior participação no seguimento partilhado dos doentes”, afirma Telo Faria, internista e coordenador do Núcleo da Doença VIH.
De acordo com o Programa Nacional para a Infeção por VIH 2012-2016 e respetivos programas regionais, os CSP, juntamente com os Centros de Aconselhamento e Deteção do VIH (CAD), as Divisões de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (DICAD)e os Centros de Diagnóstico Pneumológico (CDP)  têm tido um papel fulcral na implementação e reorganização de uma rede de deteção precoce da infeção, com a realização de testes rápidos.
Relativamente ao seguimento dos doentes com VIH “é preciso ter em conta que esta doença tem características de cronicidade, como a Diabetes mellitus e a hipertensão arterial. Sendo uma doença crónica com alguns efeitos a nível metabólico, a associar às comorbilidades que advêm do processo de envelhecimento normal dos doentes, é fundamental que a sua gestão seja partilhada pela Medicina Interna e pela Medicina Geral e Familiar”, refere Telo Faria.
“Efetivamente nos últimos anos regista-se um número crescente de idosos com infeção VIH. Esta infeção é hoje uma doença com características de cronicidade e os doentes vivem muitos mais anos, clinicamente bem, chegando assim, à 3ª e 4ª idade. Por outro lado a existência no mercado, de fármacos para a disfunção erétil permitem a doentes o retomar da vida sexual ativa sendo assim potenciais infetados, se tiverem comportamentos sexuais de risco, além de poderem posteriormente infetar outros parceiros ou parceiras”, realça o especialista.
Telo Faria recorda ainda que “a epidemia em Portugal afeta as populações com comportamentos particularmente vulneráveis. Neste contexto, a percentagem de infetados ultrapassa os 5 por cento. Por outro lado a percentagem de diagnósticos tardios chegam a ser superiores a 60 por cento, o dobro da média europeia.” O coordenar do Núcleo da Doença VIH justifica estes números através dos fatores de organização dos Serviços de Saúde, à ausência de campanhas dirigidas a grupos de populações com vulnerabilidades particulares, e a fatores de ordem socioculturais complexos. Contudo, refere, tem havido um esforço nos últimos anos, para inverter esta situação.

Superalimentos estimulam a imunidade natural do organismo

Sementes de Goji

Considerados por isso mesmo como superalimentos, o Açaí, o Camu camu, a Erva de Trigo ou Goji, devido ao seu elevado teor em vitaminas, minerais e antioxidantes são eficazes no fortalecimento das defesas naturais do organismo, tornando-se especialmente úteis nesta época do ano para prevenir gripes e constipações.

Introduzidos regularmente na alimentação, estes superalimentos aumentam a imunidade e previnem as infeções. Incluídos em batidos, leite ou misturados em sopas, tornam-se um complemento prático e saboroso que constitui uma opção saudável para a alimentação diária.

Açaí
Com elevados níveis de antioxidantes, ajudam a prevenir o envelhecimento prematuro e as doenças degenerativas. Rico em aminoácidos, ácidos gordos essenciais, vitaminas, minerais e fibra. A elevada concentração em ácido linoleico (ácido gordo ómega-6) contribui para a diminuição dos níveis de mau colesterol (LDL) e aumento dos níveis de bom colesterol (HDL).

Erva de Trigo
A Erva de Trigo é uma das mais ricas fontes de nutrientes do planeta. Com propriedades anti-inflamatórias, é indicada para o alívio das dores reumáticas e artrites. Contém enzimas que combatem os radicais livres associados ao aparecimento do cancro e ao envelhecimento celular. Possui também vitaminas, tais como a vitamina A (mais do que a cenoura), vitamina C (mais do que a laranja), vitaminas E e K, e minerais, como magnésio, ferro, fósforo e cálcio. Rico também em Clorofila, que combate os radicais livres que danificam as células saudáveis e levam ao aparecimento de doenças degenerativas.

Goji
Rica em antioxidantes, devido à sua riqueza em carotenoides, vitamina C (500 vezes mais do que a mesma quantidade de laranjas), zinco e selénio. Previne as doenças degenerativas e os sinais de envelhecimento. Aumenta a resistência ao stress. Uma única baga de Goji contém 18 aminoácidos distintos, incluindo os 8 aminoácidos essenciais que o nosso organismo não produz, 6 vitaminas, 11 minerais e 22 oligoelementos, 5 tipos de ácidos gordos insaturados, 5 diferentes tipos de carotenoides e muitos pigmentos fenólicos. Os carotenoides, a vitamina C, a vitamina B1, a cisteína, o manganês, o zinco, o cobre e o selénio são alguns dos seus componentes com ação antioxidante.

Camu Camu
É a maior fonte conhecida de vitamina C. É rico em antioxidantes, como a vitamina C, potássio, cálcio, fósforo, ferro, magnésio, zinco, beta caroteno, aminoácidos e poderosos fitoquímicos. Reforça o sistema imunitário, previne gripes e constipações e é útil para obter uma pele saudável, cicatrização rápida e adequada regeneração muscular após atividade física intensa.

Por que é que nunca deve esfregar os olhos com as mãos?

Mas qual é pior coisa que pode acontecer afinal? O site She Finds foi tentar perceber e sublinha que os especialistas concordam que esfregar os olhos com as mãos é de facto uma das piores coisas que pode fazer pondo em risco a sua saúde. E mais, também não vai contribuir nada para a sua beleza.

A especialista em saúde feminina do Providence Saint John’s Health Center em Santa Monica Dra. Sherry Ross adverte que as mãos estão cheias de bactérias. “Quando esfrega os olhos, pode saber-lhe bem por um momento, mas está a transferir bactérias indesejadas e a exercer pressão numa área sensível e vulnerável.”

Esta ação além de aumentar o risco de inflamação nos olhos, como conjuntivite, pode mesmo, se os esfregar de forma mais agressiva, provocar danos na córnea.

A Dra. Kristine Arthur, médica no Providence Saint John’s Health Center, na Califórnia, sublinha ainda que esfregar os olhos com as mãos não desinfetadas aumenta ainda a probabilidade de contrair doenças infeciosas como gripes e resfriados.

As pessoas que usam lentes de contacto devem ter ainda mais cuidado para nunca esfregar os olhos com as mãos uma vez que estão em maior risco de desenvolver infeções mais graves que podem até levar a perda de visão, avisam os especialistas.

No campo da Beleza, este hábito também não lhe traz benefícios nenhuns, destaca o site She Finds. Isto porque, como destaca o dermatologista Dr. Tsippora Shainhouse, de Beverly Hills, esfregar a pele à volta dos olhos pode provocar uma irritação crónica e engrossar a pele desta zona, deixando-a hiperpigmentada e até com as rugas mais vincadas.

Portugal está a vender mais medicamentos para fora

A venda de medicamentos em Portugal já rendeu 775 milhões de euros em 2014. Isto representa um aumento de 74,5% em comparação com 2010, noticia o Diário de Notícias.
A tendência mantém-se nos primeiros nove meses deste ano, sendo que as farmacêuticas já exportaram fármacos no valor de 590 milhões de euros, mais 3% do que no período homólogo de 2014.
No top cinco dos maiores compradores estão os Estados Unidos, a Alemanha, o Reino Unido, a Bélgica, a França e Angola.
Em 2014, os Estados Unidos passaram para o primeiro lugar do top cinco com pedidos no valor de 162 milhões de euros, lugar que, para já, mantêm neste ano com 127 milhões.
Os produtos mais exportados por Portugal são os antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, cardiovasculares, medicamentos para o sistema nervoso central e digestivo e epilepsia.
Em contrapartida, Portugal importou medicamentos no valor de 1,6 mil milhões de euros.
“Uma fatia importante será de genéricos. Outros são produtos fabricado cá para outras empresas e há inovadores, que é uma componente que está a crescer e que pode ter alguma importância. Compram-nos porque têm a certeza da qualidade e o preço será competitivo. Conseguimos produzir menores quantidades e dar resposta mais imediata aos pedidos”, explica, ao Diário de Notícias, o diretor executivo da associação Health Cluster Portugal, Joaquim Cunha, sobre este fenómeno.

Portugal tem TAC mais potente do mundo

Novo equipamento TAC

Este novo equipamento possibilita a realização de uma TAC em crianças sem necessidade de sedação, na maioria das vezes, e está adaptado a doentes com fibrilhação auricular, arritmias ou próteses. Para além de único em Portugal, este equipamento é o segundo na Península Ibérica (o primeiro está em Barcelona), e junta-se aos apenas 30 que existem em toda a Europa.

O aparelho, de 640 cortes, utiliza uma dosagem e contraste inferiores quando comparado com os convencionais equipamentos e consegue, numa única rotação, captar uma imagem de 16 centímetros, possibilitando obter uma imagem de um órgão inteiro. Inclui ainda um software de quarta geração que reduz a dose de radiação, fazendo com que doentes com, por exemplo, stents possam também agora realizar este exame de diagnóstico.

A inovação do equipamento destaca-se na área pediátrica, uma vez que permite que as crianças realizem este exame sem recurso à sedação e movimento de mesa. A particularidade de obtenção de imagem em “one-shot” aumenta a rapidez do exame, melhora a qualidade da imagem e diminui a dose de radiação a que as crianças estavam anteriormente sujeitas.

Os doentes cardíacos são outro grupo que irá beneficiar do novo equipamento, uma vez que o exame faz o estudo completo do coração num único ciclo cardíaco em apenas 0,1375 segundos. Deste modo, os médicos vão poder avaliar possíveis alterações da anatomia e fisiologia do coração e as pessoas com um índice de cálcio coronário superior a 400, que antes não podiam realizar uma TAC para o estudo coronário, vão poder realizá-la.

Na área músculo-esquelética, o exame vai permitir a visualização do movimento e ajudar a detetar problemas que não são visíveis estaticamente, outra mais-valia que não se verificava com os equipamentos convencionais porque a cobertura anatómica do equipamento não o permitia. O aparelho subtrai também o osso/cálcio, permitindo uma visão melhorada dos vasos e ajudando a obter um diagnóstico mais rápido.

Também a neurologia vai ganhar com este equipamento com a possibilidade de se realizar um estudo completo do cérebro, que inclui arteriografia, venografia e perfusão, numa única rotação. Outra mais-valia estende-se aos estudos vasculares, uma vez que vai ser possível fazer uma Angio-TAC de corpo inteiro, ajudando no diagnóstico de doenças como a estenose aórtica, aneurismas da aorta abdominal e outras alterações nas artérias do corpo.

Este equipamento inovador está disponível no Hospital Lusíadas Lisboa. Para a realização de exames será necessária a prescrição do médico.

Aumentam infetados pelo VIH. Autoridades aconselham a fazer o teste

De acordo com o relatório Infeção por VIH, Sida e Tuberculose em números — 2015, hoje apresentado em Lisboa, mais de um quarto dos novos casos notificados em 2014 ocorreram em pessoas com 50 ou mais anos de idade e 6,5% em pessoas acima de 65 anos.
Para o diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida, António Diniz, registou-se novamente um aumento da frequência de casos em pessoas com mais de 50 e 65 anos.
Por esta razão, as autoridades aconselham a realização de um teste ao VIH a todas as pessoas com mais de 18 anos e não apenas às menores de 65 anos, como faziam até então.
Em 2014, registaram-se sete novos casos de VIH em pessoas com mais de 80 anos, 15 entre os 75 e os 79 anos, 19 entre os 70 e os 74 anos e 41 entre os 65 e os 69 anos.
O documento indica que, desde o início da epidemia em Portugal, 74,2% dos casos notificados ocorreram no grupo etário 20-44 anos e 14,6% em pessoas acima dos 49 anos.
Em 2014 voltou a registar-se uma descida de casos entre os 20-44 anos.
Em termos geográficos, as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e o Algarve concentraram 68,5% dos novos casos de VIH.
“Devem, por isso, adotar-se medidas específicas para estas regiões, nomeadamente para a área metropolitana de Lisboa”, defendem os autores do relatório.
No ano em análise, a transmissão mãe-filho da infeção por VIH registou um acréscimo do número de casos: quatro (três em 2013).
“Mesmo considerando a reduzida expressão numérica e a dificuldade de controlo de situações de afluxo de pessoas provenientes de outros países no período final de gravidez, este acréscimo deve incentivar a melhoria da estratégia de diagnóstico e adesão ao seguimento médico regular durante a gravidez das mulheres infetadas por VIH”, lê-se no documento.
Em Portugal continua a predominar a transmissão por via heterossexual, assistindo-se a um acréscimo progressivo nos homens que têm sexo com homens.
Quanto aos utilizadores de drogas injetáveis, a taxa de infeção é agora inferior à média europeia.
António Diniz sublinhou ainda a proporção de novos casos de infeção por VIH com sífilis (6,3 por cento).
O responsável do programa avançou com a estimativa de 0,6 por cento de pessoas a viverem infetadas pelo VIH em Portugal, o que totaliza 59.365 cidadãos.
Em 2014 registaram-se 1.220 novos casos de VIH: 876 homens e 344 mulheres.
Destes, 18,3 por cento apresentavam já sida.

Ébola: Novo caso confirmado na Libéria, segundo OMS

A Organização Mundial de Saúde anunciou hoje existir um novo caso confirmado de infeção do vírus do Ébola na Libéria, que tinha sido declarada livre da doença em setembro.
«Há um novo caso confirmado», disse o porta-voz da OMS Tarik Jasarevic à agência noticiosa francesa AFP, sem mais pormenores.
No início de setembro passado, a OMS anunciou que a Libéria estava livre do vírus do Ébola pela segunda vez. Em maio, a OMS tinha feito um anúncio idêntico, mas o vírus altamente mortal ressurgiu no país seis semanas mais tarde.

Vamos saber com dias de antecedência quando chega o período crítico da gripe

Depois de ter sido ter sido vacinado contra a gripe num dos poucos lares de idosos que ainda pertence à Segurança Social, o Lar de Monte dos Burgos, Eurico Alves  disse acreditar que, este ano, vai ser possível “estar à altura” e evitar que caos nas urgências se repita.  “No ano passado, a afluência foi muito grande e inesperada. Aprendemos com o que aconteceu e estamos focados para que não se repita, estamos a agir agora para não ter que reagir depois”, enfatizou. O secretário de Estado da Segurança Social, Agostinho Branquinho, que acompanhou a visita ao lar de idosos, também se vacinou, tal como o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos.

Foi desta forma assinalado o lançamento de uma operação de vacinação à escala nacional, que, nas próximas duas semanas, pretende imunizar o máximo possível de “pessoas de risco”, sobretudo as que têm mais de 65 anos e os profissionais de saúde, não só nos lares de idosos mas também na casa daqueles que usufruem de apoio domiciliário. Eurico Castro Alves pediu mesmo aos profissionais de saúde (um dos grupos de risco que menos adere à vacinação habitualmente) que “revelem o seu sentido de responsabilidade e se vacinem”. Atualmente, já há mais de um milhão de pessoas vacinadas.

Mas há outras medidas previstas para dar uma resposta adequada neste Inverno. O  Instituto Nacional de Emergência Médica está preparado  “para colocar macas em qualquer parte do território” e há um acordo com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) “para garantir retaguarda” às pessoas que não necessitam de estar nos hospitais, destacou.

Sem conseguir contabilizar quantos são os casos sociais (pessoas que podiam ter alta clínica mas ficam nos hospitais por não terem apoio familiar), o secretário de Estado da Saúde disse apenas que está  “a trabalhar em conjunto” com as IPSS para que, no “período de surto máximo [de gripe]”, haja resposta adequada. O encaminhamento de alguns casos para os privados, que também está previsto no plano de contingência para o Inverno, será uma situação “limite”. “Estou em crer que não será necessário”, disse.

Além de Manuel Lemos, também estiveram na cerimónia os presidentes da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, e da União das Mutualidades Portuguesas, Luís Silva.

O Lar de Monte dos Burgos é gerido pelo Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores da Segurança Social e alberga 146 idosos.

Os riscos de tomar a pílula sem orientação médica

O preço ou a indicação de amigas ou familiares não devem ser fatores a ter em conta na hora de escolher a pílula que vai tomar. Deve sempre procurar aconselhar-se junto do seu médico de família ou ginecologista. Só ele saberá qual é a pílula anticoncecional mais adequada para o seu organismo. Em alguns casos a toma deste medicamento pode até ser desaconselhada.

O site Bolsa de Mulher reuniu alguns exemplos dos riscos de tomar a pílula sem orientação médica.

As mulheres acima de 35 anos que são tabagistas, por exemplo, devem evitar tomar a pílula para minimizar o risco de sofrerem uma trombose. Risco esse que ainda é maior nas mulheres que deram à luz há pouco tempo (até 21 dias) que tomem este fármaco.

O uso da pílula também não é muito aconselhado a mulheres diabéticas ou obesas. Nas mulheres hipertensas este contracetivo oral pode aumentar o risco de trombose e Acidente Vascular Cerebral (AVC), bem como nas que têm problemas de circulação sanguínea.

O seu uso também é desaconselhado a mulheres que sofrem de hipertensão pulmonar e endocardite bem como em casos de cancro da mama.

Ordem dos Médicos avisa que 20 mil podem ficar sem médico de família

«Se nada for feito para garantir a integração de todos os especialistas» no concurso para ocupação de lugares de assistente em Medicina Geral e Familiar, o presidente do CRNOM afirma que «cerca de 20 mil utentes” da região Norte “vão voltar a ficar sem médico de família».

Em comunicado, Miguel Guimarães salienta que «apesar do procedimento concursal mais recente (e que abrange os médicos que obtiveram a sua especialidade na 2.ª época de 2015) ser nacional e coordenado pela ACSS, a realidade é que os erros e irregularidades do concurso da 1.ª época não estão a ser resolvidos de forma equitativa».

O presidente da Ordem dos Médicos do Norte recorda que na 1.ª época, gerida a nível regional, 20 especialistas de MGF ficaram excluídos por falta de vagas.

«Ao permitir que este grupo de jovens especialistas seja incluído neste segundo concurso de 2015 (uma medida positiva), sem que haja um aumento proporcional do número de vagas na ARS Norte, a ACSS defrauda as expectativas do grupo de médicos que concorre agora pela primeira vez limitando para todos os possíveis concorrentes (da 1ª e 2ª épocas) a possibilidade de acesso ao emprego», sustenta o responsável.

Miguel Guimarães aponta ainda outros erros nestes concursos que, em seu entender, «condicionam irremediavelmente os procedimentos».

«Os procedimentos de seleção continuam a ser fechados, sem qualquer garantia de ausência de conflitos de interesses por parte dos júris, e sem critérios de avaliação objetivos que valorizem claramente a formação adquirida e que sejam publicados previamente», refere.

Lamentando todo «o caos que se viveu no concurso da 1.ª época e que agora ameaça repetir-se», Miguel Guimarães assevera que «o grau de satisfação e motivação dos jovens médicos nunca foi tão baixo, como de resto o demonstram os vários estudos que têm sido realizados, as elevadas taxas de emigração e opção pelo setor privado».

Miguel Guimarães exorta o Ministério da Saúde e a ACSS «a contemplar de imediato mais 10 vagas na ARS Norte, respeitando o equilíbrio necessário para resolver a inclusão, no mesmo procedimento concursal, de dois grupos de médicos do norte que concluíram a sua formação em épocas distintas».

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