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Portugal integra pódio de países que consomem mais antidepressivos

A OCDE divulgou um relatório sobre os países que mais consomem antidepressivos, Portugal ocupa o terceiro lugar.
O mesmo documento revela ainda que a tendência para recorrer a estes medicamentos é cada vez maior.
Nos últimos 13 anos, o número de portugueses que tomam antidepressivos numa base diária triplicou, revela a rádio TSF.
Em 2000, 33 mil pessoas tomavam estes comprimidos pelo menos uma vez por dia. Em 2013, este número superou os 88 mil.
À frente de Portugal nesta matéria estão apenas a Islândia e a Austrália. No caso do primeiro país, são cerca de 118 mil cidadãos a consumir antidepressivos todos os dias.

Venda de produtos anti-tabagismo e consultas para deixar de fumar diminuem

Segundo estes dados, entre setembro de 2014 e setembro de 2015 foram vendidos em farmácias e parafarmácias 130.390 embalagens de produtos anti-tabagismo, menos 33.174 do que no mesmo período do ano anterior.

Em 2013 foram vendidos 151.346 embalagens de produtos anti-tabagismo, número que subiu para 163.564 em 2014, para depois descer até aos 130.390.

Em valor, os fumadores já gastaram este ano cerca de 3,2 milhões de euros na compra destes produtos, ainda assim, menos cerca de 386 mil euros do que no ano anterior, em que o valor chegou quase aos 3,6 milhões de euros.

As farmácias são o ponto de venda preferido para a aquisição destes bens, onde foram vendidos este ano 89.123 embalagens (112.812 em 2014), ao passo que as parafarmácias venderam 41.266 embalagens (50.751 no ano anterior).

Dados do Infarmed sobre os medicamentos para desabituação tabágica demonstram igualmente uma diminuição da procura.

Numa análise comparativa dos últimos cinco anos, relativamente aos medicamentos colocados nas farmácias pelos armazenistas, verifica-se uma descida no número de embalagens disponibilizadas.

Em 2010 foram distribuídas pelas farmácias 149.917 embalagens destes medicamentos, número que desceu para 102.648 o ano passado (menos 47.269).

Os mesmos dados dão conta de um aumento de procura em 2012 (156.914) a que se seguiu uma diminuição contínua (128.193 em 2013).

Em valor, esta diminuição traduziu-se em menos 1,5 milhões de euros entre 2010 (4.405.148 de euros) e 2014 (2.862.325 de euros).

As consultas de cessação tabágica também têm vindo a diminuir, segundo os últimos dados disponíveis, que dizem respeito ao relatório anual da Direção-Geral da Saúde sobre prevenção do tabagismo, apresentado em novembro de 2014.

O relatório indica que cerca de 19% dos inquiridos fumadores responderam não ter interesse em parar de fumar, cerca de 65% responderam ter um interesse ligeiro ou moderado e 17% um forte interesse em parar de fumar.

O teste de Richmond, que avalia a motivação para a cessação tabágica, também citado pelo relatório, revelou por sua vez uma realidade ainda mais negativa: a grande maioria dos consumidores (85,5%) tem uma motivação baixa, 12,6% uma motivação moderada e apenas 1,8% uma motivação elevada para deixar de fumar.

Quanto às consultas do Serviço Nacional de Saúde para ajudar a deixar de fumar, entre 2009 e 2013, diminuíram de 25.765 para 21.577, o número de utentes atendidos nas consultas de apoio intensivo à cessação tabágicas baixou de 7.748 para 5.377, enquanto o número de locais de consultas para esse fim caíram de 223 para 116.

O tabaco mata por ano cerca de 11 mil pessoas em Portugal e na terça-feira assinala-se o Dia do Não Fumador.

Diabéticos têm maior risco de sofrer de cancro

“O cancro em portadores de diabetes tem um prognóstico significativamente pior do que na população sem diabetes”, acrescentou Miguel Melo, que é também assistente hospitalar do Serviço de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

A ligação entre estas duas doenças é um dos principais temas do Fórum Científico que a Bial promove na Alfândega do Porto, no sábado, Dia Mundial da Diabetes.

Segundo o especialista, nos últimos anos o melhor tratamento da diabetes proporcionado pelos avanços científicos tem levado a um aumento da esperança de vida e à consequente emergência de novas condições associadas à diabetes, como a disfunção cognitiva e demência, a depressão e o cancro.

“Estima-se que na próxima década as neoplasias possam inclusivamente ultrapassar a doença cardiovascular como causa de morte nas pessoas com diabetes”, referiu.

A relação entre diabetes e cancro é das “mais perigosas”, salientou Miguel Melo, que acrescenta: “Praticamente todos os cancros, sobretudo os mais frequentes, aumentam nas pessoas com diabetes. Sabemos que quase inevitavelmente uma pessoa com diabetes não controlada e que seja obesa vai ter pelo menos um cancro a partir dos 70 ou 80 anos. Sabe-se hoje que há uma correlação muito forte entre diabetes, obesidade e prevalência do cancro”.

“Onde há população mais obesa e com maior prevalência de diabetes, há maior prevalência de cancro”, frisou.

Segundo o especialista, “apesar de haver muita investigação em torno da diabetes, grande parte dessa investigação não tem sido dirigida para a ligação entre diabetes e cancro. Tem sido mais dirigida à relação entre diabetes e doenças cardiovasculares”.

“É urgente mudar este panorama porque quando as doenças cardiovasculares forem reduzidas vamos perceber a importância de saber mais sobre esta relação entre a diabetes e o cancro”, considerou.

De acordo com dados disponibilizados pela organização do fórum, mais de um milhão de portugueses sofre de diabetes e todos os dias surgem 150 novos casos da doença em Portugal.

O coordenador do Fórum Bial Diabetes considera, por isso, que “a diabetes é um dos principais desafios da Saúde em Portugal. Há dois milhões de portugueses em risco de pré-diabetes e cerca de 40% das pessoas não sabem que têm a doença, pelo que não estando devidamente acompanhadas e medicadas desenvolvem complicações com as quais é mais difícil de lidar numa fase avançada”.

“Estima-se que a diabetes roube em média nove anos de vida a pessoas com mais de 70 anos, um acréscimo de 12 meses em apenas dois anos”, sublinhou.

Miguel Melo, que também é membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, disse que o encontro irá abordar duas áreas fundamentais: cérebro e diabetes e cancro e diabetes.

Auditoria deteta indícios de roubo de 10% do ‘stock’ de medicamentos em Moçambique

Uma auditoria do Ministério da Saúde de Moçambique detetou indícios de desvio de cerca de 10% de medicamentos do Sistema Nacional de Saúde (SNS), disse hoje em Maputo o vice-ministro da Saúde, Mouzinho Saíde.

Saíde manifestou preocupação com a escalada do roubo de medicamentos no SNS, quando falava hoje em Maputo na abertura de uma reunião nacional da Inspeção-Geral da Saúde.
O nível de roubo de fármacos reduziu nos últimos tempos, assinalou o dirigente, mas continuam a ocorrer sérias irregularidades na gestão dos medicamentos do SNS.
Segundo Mouzinho Saíde, a auditoria analisou amostras de medicamentos avaliadas em cerca de 26 milhões de dólares (24,2 milhões de euros), mas detetou que havia indícios de desvios de cerca de 10% dessa quantidade.

Em associação com a onda de roubos de medicamentos do SNS, as autoridades determinaram o encerramento de duas farmácias e a aplicação de multas a 24, acrescentou Saíde.
De acordo com o vice-ministro, as atividades inspetivas detetaram situações de não envio de medicamentos para as províncias e a descoberta nas farmácias privadas de medicamentos de uso exclusivo no SNS.

Mouzinho apontou igualmente a ocorrência de casos de despesas não justificadas e o uso de combustível do SNS para fins privados.
Como resultado de ações, o Ministério da Saíde abriu 161 processos disciplinares, que “culminaram com a aplicação de várias sanções”, destacou o vice-ministro da Saúde, que não indicou o tipo de medidas disciplinares que as autoridades tomaram.

As autoridades sanitárias receberam este ano 250 queixas de utentes do SNS, tendo sido realizadas inspeções extraordinárias, para averiguar alegados casos de mau atendimento, cobranças ilícitas, desvio de fundos e de bens do Estado, acrescentou Mouzinho Saíde.
No fim de semana, a polícia moçambicana declarou guerra à venda de remédios nos mercados informais, tendo lançado em Chimoio, província de Manica, centro de Moçambique, uma operação relâmpago para desativar redes de vendedores e atendimentos clínicos ilegais.

“A operação iniciada na segunda-feira pretende travar a proliferação de medicamentos nos mercados informais e cortar a logística que incentiva o roubo de fármacos nos depósitos e hospitais públicos”, disse à Lusa Vasco Matusse, porta-voz do comando da Polícia de Manica.
Milhares de moradores da província de Manica compram medicamentos nos mercados informais, alimentando um negócio geralmente assegurado por jovens sem qualificações farmacêuticas e que garantem também o atendimento clínico.
O mercado informal é abastecido por medicamentos desviados do circuito das instituições públicas, geralmente envolvendo profissionais de saúde e farmácias de Chimoio.

Fumar aumenta em quatro vezes a probabilidade de ter doença periodontal

Os fumadores têm quatro vezes mais probabilidade de desenvolver doença periodontal avançada que a população não fumadora1. Para quem ainda não deixou de fumar, este é mais um dos malefícios atribuídos ao tabagismo.

Consultar o dentista regularmente, assegurar uma correta higiene oral e preferir dentífricos enriquecidos com vitamina B e Potássio, que fortalecem e reparam as gengivas, são alguns dos cuidados que podem melhorar a saúde oral dos fumadores.

Entre os efeitos nocivos do tabaco, entre os quais se contam a morte de 6 milhões de fumadores e não fumadores, os danos ao nível cardiovascular e respiratório, são também conhecidas as consequências ao nível da saúde e higiene oral: desde manchas no esmalte, halitose ou problemas nas gengivas, o tabaco representa uma ameaça na saúde bucal.

Apesar de deixar de fumar ser uma decisão benéfica para a saúde, no período de cessação tabágica pode verificar-se um aumento das úlceras orais. Ao eliminar o consumo de tabaco, o fluxo sanguíneo na boca aumenta, potenciando em alguns casos o aparecimento de úlceras.

Como explica Vera Henriques, médica dentista, “deixar de fumar é sempre a melhor opção para a saúde, de um modo geral. No entanto, podem verificar-se alguns incómodos decorrentes do aumento do fluxo sanguíneo na boca, tais como úlceras ou sangramento. Para evitar ou diminuir este efeito, é essencial escovar os dentes com cuidado, com escova de dureza média ou baixa e optar por dentífricos enriquecidos com vitamina B5 e sem SLS (Lauril Sulfato de Sódio). Existem várias opções disponíveis no mercado, tal como Yotuel Pharma, sendo fácil encontrar soluções adequadas.”

“Resultados são apenas a consequência…”

Cristina Coutinho

A marca Fitness UP tem vindo a expandir-se rapidamente. O que leva a este sucesso numa área de negócio que aparentemente está esgotada?
A marca Fitness UP é muito mais do que um conjunto de ginásios onde as pessoas fazem o seu exercício físico. Como costumamos dizer: “Ser UP é ser FELIZ” e, por isso, temos várias estratégias para que os nossos clientes sintam que fazem parte de uma família e não apenas de um negócio de saúde e bem-estar. A nossa preocupação com a qualidade das nossas instalações, com o serviço personalizado que os nossos colaboradores prestam aos nossos sócios, com um preço realmente competitivo e que permita a qualquer cidadão ter capacidade financeira para fazer exercício físico em segurança e em ginásios equipados com equipamento topo de gama, são os nossos objetivos principais. O mercado está “saturado” de ginásios e/ou estabelecimentos desportivos e o Fitness UP quer ir mais além. Estamos constantemente insatisfeitos porque queremos sempre mais e melhores condições para os nossos clientes e isso sente-se, está no ADN da empresa e de todos os elementos do staff.

É Diretora de Operações de uma cadeia de Ginásios, tem o seu próprio ginásio, Atleta de alta competição e Formadora. Como consegue conciliar a sua vida tão preenchida e ter sucesso em todas as áreas?
Tudo depende em primeiro lugar de ter as pessoas certas em todos os projetos onde estou inserida, quer seja profissionais e/ou pessoais e depois, conseguir cumprir um bom planeamento. Não considero que tenha sucesso em todas as áreas, aliás, penso sempre que posso fazer melhor e talvez por isso, por essa busca constante em querer melhorar em tudo o que faço, me faça ter a “sorte” em obter sucesso nos projetos onde estou inserida. Acima de tudo, considero-me uma pessoa com muita sorte porque tenho o privilégio de trabalhar com profissionais muito competentes, que me ajudam a ser melhor e desenvolver os meus skills de forma natural e gradual. As pessoas são o mais importante, quero que todos os que me rodeiam possam ter a possibilidade de ter sucesso, de crescer e desenvolver os seus skills. Este é um dos meus grandes focos.
Um dos livros que está sempre presente comigo e na forma como trabalho é “GOOD TO GREAT, Jim Collins”. Este livro é uma filosofia de vida porque se foca nas pessoas e na sua realização. Tento ser sempre muito objetiva e este livro conseguiu mostrar-me através de factos, que o sucesso de qualquer empresa/organização está nas pessoas que a constituem.

Na sua opinião, o que é liderar?
Liderar é fazer com que os outros façam aquilo que pretendemos de forma motivada, natural, sem pressão e com sucesso. Liderar é fazer aos outros o que gostávamos que nos fizessem a nós de forma a evoluirmos como profissionais e, mais importante, como pessoas. Todos querem fazer parte de algo que funcione, que tenha sucesso, que seja uma mais-valia para si e para os que o rodeiam. Liderar é dar o exemplo, sempre que solicito a um dos meus colaboradores, alunos, colegas, alguma coisa, em primeiro lugar tenho que dar o exemplo que já a fiz e que é possível de ser executada. Para além disso é muito importante as pessoas sentirem que são ouvidas no processo e não são apenas meros executantes. Somos pessoas, fomos feitos para pensar e esse é um dos desafios que coloco a todos os que me rodeiam porque também o faço comigo própria…pensar. Numa sociedade atual onde o tempo é precioso, temos que pensar, é fundamental pensar para que consigamos ser mais eficazes e rentabilizar todos os meios que temos ao nosso dispor.

Se tivesse de numa frase apenas descrever a cadeia de Ginásios Fitness UP, como o faria?
O Fitness UP é a família profissional e isto diz tudo sobre a empresa. O Fitness UP é muito mais do que uma cadeia de ginásios, “nós” e digo nós porque realmente a empresa é o resultado de todos os seus colaboradores, queremos marcar pela diferença, pretendemos ser diferentes não pela diferença em si mas pela qualidade que proporcionamos aos nossos clientes mas também aos nossos colaboradores. Quem trabalha no Fitness UP tem que ser feliz no seu local de trabalho e esse é um dos nossos principais focos. Fazemos muitos eventos para que os nossos clientes se sintam verdadeiramente parte integrante da empresa mas fazemo-lo de igual forma internamente para com o nosso staff.

Hoje em dia ainda vivemos um certo preconceito em ter líderes femininas em funções de chefia. Sente que isso é um entrave ou considera um desafio?
Parece-me que, felizmente, a evolução faz com que preconceitos se transformem em soluções que anteriormente eram impensáveis. Da forma como vejo o mercado, os números mostram-nos que as mulheres estão cada vez mais em qualquer cargo de destaque, seja ele de liderança ou não. Isto é muito positivo porque o equilíbrio entre homens e mulheres é absolutamente fundamental para uma sociedade evoluir e crescer de forma justa e com os valores da igualdade perfeitamente transparentes para todos. Liderar é um desafio constante, por isso o que considero mais importante não tem a ver se a pessoa é mulher ou homem, ou seja, o género, mas sim com os valores, skills e o know how que são fundamentais para fazer um trabalho/função de forma autêntica, honesta e com sucesso.

A sociedade está preparada para a liderança feminina?
Se não está, tem que passar a estar. Qualquer sociedade que pretenda ser evoluída tem que ter como base o princípio da igualdade de oportunidades. Acredito que as mulheres foram ganhando o seu espaço nas organizações e hoje em dia conseguimos verificar que há uma tendência para a igualdade, embora ainda não seja uma situação perfeita, temos que ter a consciência de que o caminho está a ser traçado e que o processo em si não acontece “da noite para o dia”. Não tenho dúvidas que a igualdade de oportunidades está cada vez mais saliente nas organizações porque já se aperceberam que as vantagens são diretas na sua eficácia, produtividade e por consequência…resultados.

No seu início de carreira, achava que aos 33 anos de idade iria ter o sucesso profissional que já tem?
Talvez por defesa mas não penso muito nisso porque acho sempre que não alcancei nada de especial. Vejo pessoas à minha volta com muito mais sucesso do que eu, por isso só tenho que continuar a tentar ser melhor todos os dias e proporcionar isso a quem trabalha comigo. No início da minha carreira lembro-me de pensar que um dia gostava de ter o meu negócio próprio e, hoje em dia, isso é uma realidade. No entanto, no momento já estou a pensar em evoluir noutros projetos. Parece-me que os nossos objetivos vão sendo alterados conforme o nosso estado de evolução, ou seja, o que antes parecia impossível ou muito difícil, agora já faz parte do passado e queremos passar para o próximo patamar. Esta é a essência de quem quer evoluir e, como já disse anteriormente, tenho muita “sorte” porque estou sempre rodeada de pessoas que na minha opinião são melhores do que eu e, por isso, tenho que estar constantemente a procurar melhorar-me.

“A Workview® tem como objetivo ajudar as empresas”

Paulo Pereira

Assumindo-se como uma empresa que introduz no mercado uma nova visão na área da Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho, Consultoria e Formação, a Workview posiciona-se atualmente como uma das líderes. Ser uma entidade credível, com serviços de qualidade e focada no cliente é o segredo do vosso sucesso?
O nosso sucesso no fundo é o congratular do esforço individual de cada um dos nossos Colaboradores, um quadro de recursos humanos qualificado, que desempenha as suas tarefas com esforço e determinação com o objetivo de assegurar serviços de qualidade para os nossos Clientes. A Workview® está enquadrada num mercado muito competitivo e o nosso sucesso é sustentado na aposta no capital humano, e a diferenciação é o fator fundamental que nos tem permitido crescer continuamente ao longo dos anos.

Asseguram um serviço de qualidade, proximidade e conforto. Em que isto consiste? De um modo geral, que serviços disponibilizam hoje e, para breve, há a ambição de alargar este leque de atividades para outras áreas ou chegar a outras geografias?
Estamos constantemente atentos às necessidades dos nossos clientes com o objetivo de lhes proporcionamos serviços adequados às suas necessidades e com altos padrões de qualidade. Por exemplo, os nossos clientes podem ter acesso à gestão dos serviços diariamente através da nossa plataforma online disponível em www.workview.pt, e ainda uma linha de apoio ao cliente, de modo a assegurar que todas as necessidades de acompanhamento sejam satisfeitas, estreitando assim a nossa relação. Procuramos as melhores e inovadoras soluções para colmatar as necessidades dos nossos clientes, como o caso das unidades móveis de saúde e clínicas, equipadas com a mais moderna tecnologia, que permitem uma maior proximidade e melhor conforto no atendimento, na área da Saúde no Trabalho.
O nosso foco tem sido a modernização e melhoramento dos nossos espaços. Recentemente iniciamos a modernização na delegação de Lisboa e temos como objetivo a concretização do mesmo em todas as instalações até final do próximo ano.
A Workview® começou a nível local com a prestação de serviços de saúde e segurança no trabalho, que são os serviços base obrigatórios por lei. Mas temos vindo a agregar novos serviços que complementam a nossa atividade, quer com desenvolvimento de projetos na área do ambiente, com o licenciamento no âmbito industrial e comercial, quer com a prestação de serviços de formação em empresas, dos mais diversos setores de atividade uma vez que em fevereiro deste ano acreditámos as nossas ações de formação na DGERT (Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) aumentando assim o nosso portfólio de serviços. Atualmente a aposta da Workview® é no mercado nacional reforçando a nossa presença em todo o país, sendo a possibilidade de internacionalização uma realidade que estamos a analisar internamente.

As campanhas “Locais de trabalho seguros e saudáveis” (nas quais integrou a Semana Europeia da SST 2015 que decorreu na semana de 19 a 23 de outubro) são já reconhecidas como as maiores iniciativas de SST a nível mundial. Na sua opinião, na realidade portuguesa, hoje as organizações estão empenhadas na gestão do stresse e dos riscos psicossociais? O que ainda falha?
Tem ocorrido uma grande consciencialização da sociedade a todos os níveis para a importância desta temática bem como o reforço da implementação de medidas de na gestão de stresse. O tecido empresarial necessita ter em conta o stresse relacionado com o trabalho e os riscos psicossociais, bem como o reflexo destes, nos vários contextos interpessoais no conjunto dos seus Colaboradores. Denota-se que este esforço é transversal a empresas de grande e média dimensão. Infelizmente, ainda se encontram à margem os negócios mais pequenos, quer seja por falta de apoios, ou ao acesso a conhecimentos especializados e orientação na matéria. Por vezes até o próprio colaborador não identifica possíveis fatores de stresse e quando os identifica não os transmite assim, também cabe ao colaborador a interiorização desta temática. As empresas deverão trabalhar enquanto equipa pois todos são importantes para o reconhecimento não só deste mas de outros fatores importantes para o desenvolvimento das mesmas. No entanto, esta campanha é muito importante pois tem levado o conhecimento a mais pessoas, sensibilizando as empresas para a importância da gestão do stresse e do seu impacto na motivação dos seus trabalhadores e produtividade da empresa.

Aproximadamente metade dos europeus considera o stresse uma situação comum no local de trabalho, o que contribui para cerca de 50% dos dias de trabalho perdidos. O stresse continua a ser uma problemática desvalorizada e incompreendida? A crise veio agudizar estas situações?
A sociedade atual está mais sensibilizada e consciencializada sobre a temática do stresse organizacional e sobre o seu impacto tanto na empresa, como na vida dos trabalhadores e sociedade em geral. Contudo, ainda existe um grande passo a dar por parte das empresas portuguesas na adoção de medidas que reduzam o stresse. Sinal de que estamos no bom caminho, tem sido a existência de campanhas de sensibilização para esta problemática, que tem aumentado a consciencialização da mesma, alertando pessoas e empresas para a importância da gestão do stresse. As crises não são livres de consequências para a sociedade e empresas. A necessidade económica de diminuição de recursos por parte das organizações leva a uma maior sobrecarga de trabalho do seu capital humano este, entre outros fatores, podem conduzir a aumento dos níveis de stresse.

Segundo dados divulgados pela Autoridade para as Condições de Trabalho, estima-se que morre diariamente uma pessoa por acidente de trabalho ou doença profissional. De quem é a responsabilidade de apostar na prevenção dos acidentes de trabalho? Qual tem sido o papel da Workview?
O empregador tem um papel ativo na prevenção dos acidentes de trabalho através da implementação de planos para prevenir/reduzir os riscos resultantes da sua atividade profissional. Os quadros dirigentes intermédios na medida em que interagem com os trabalhadores diariamente desempenham um papel essencial neste contexto. Embora os empregadores detenham a responsabilidade de assegurar as condições adequadas de trabalho é importante que os trabalhadores sejam envolvidos e adotem as medidas de segurança adequadas sabendo, desta forma, que se estão a proteger.
A Workview® tem como objetivo ajudar as empresas na prevenção de doenças profissionais e acidentes de trabalho ajudando-as a conhecer os riscos, implementar os requisitos legais e as condições de segurança adequadas para cada situação. Temos igualmente em conta a situação mais adequada para cada empresa, em função dos riscos existentes para os trabalhadores, avaliando caso a caso, de modo a que sejam reduzidos os níveis de sinistralidade, de doenças profissionais e de acidentes de trabalho. Este é um trabalho que fazemos individualmente em colaboração com cada um dos nossos clientes em função das suas necessidades específicas, pois trabalhamos com realidades organizacionais muito diferentes.

Para o futuro, qual continuará a ser a estratégia da Workview para cimentar a sua posição de liderança no mercado?
A continuação na aposta nos recursos humanos mais qualificados, motivados e envolvidos com a política estratégica da organização. Somos uma empresa de serviços feita do desenvolvimento das competências das pessoas e que, acima de tudo, tem por base um forte espírito de equipa. Apenas assim, se consegue manter uma equipa coesa e com bons índices de motivação ao longo destes anos. A orientação para o cliente é fundamental sendo a sua satisfação prioridade. Gerimos uma carteira de mais de 5000 clientes, temos ocorrências e algumas reclamações, como todas as empresas de serviços. Mas a nossa atitude é procurar fazer dessas situações oportunidades únicas para melhorar o nosso serviço.
A estratégia da Workview® inclui o desenvolvimento do negócio em outras áreas da medicina, segurança e do ambiente e estamos sempre à procura de novos modelos de serviços para satisfazer as necessidades que o mercado nos apresenta, criando assim serviços que complementem. O futuro da Workview® passa por manter a sustentabilidade e diversificar o modelo de negócio no sentido de aumentar a satisfação dos clientes e oferecer cada vez mais serviços de qualidade num mercado cada vez mais competitivo.

As mais-valias da Telemedicina

Pedro Henriques

São pioneiros na Telemedicina adaptada à Medicina no Trabalho em Portugal. Que obstáculos enfrentaram e ainda enfrentam para promover esta tecnologia na vossa área de atuação?
A utilização de novas tecnologias traz sempre algumas preocupações e renitências por parte das pessoas ou dos grupos mais conservadores, que compõem ainda grande parte das nossas Autoridades Administrativas.
A telemedicina pode ser definida como o conjunto de tecnologias e aplicações que permitem a realização de ações médicas à distância e já se encontra hoje aplicada a praticamente todos os ramos da ciência médica, desde os mais complexos e minuciosos como a cirurgia ou cardiologia, como aos mais frequentes ou simplesmente de rastreio.
Reconhecendo as valências da mesma, o poder legislativo tem vindo a regulamentar com normativos legais, tanto da União Europeia, como em legislação nacional ou mesmo em diretrizes emanadas por Autoridades Administrativas Portuguesas.
No entanto, e mesmo reconhecendo as mais-valias do uso das novas tecnologias, ou mesmo estando regulamentada legalmente, existe ainda muita resistência. Sendo pioneiros nesta área em Portugal, temos vindo a desbravar um terreno árduo, contra mentalidades conservadoras, havendo necessidade de apelar muitas vezes à legislação nacional e europeia ou aos tribunais para ultrapassar obstáculos que se levantam diariamente.

Neste momento há ainda quem duvide da legalidade da Telemedicina nesta área da saúde. Esta questão cria constrangimentos no desenvolvimento do vosso trabalho? Enquanto empresa especializada nesta área, o que podem dizer a futuros clientes no sentido de assegurar a legitimidade deste método?
Respondemos quase diariamente a esta pergunta, suscitada quer por empresas que pretendem contratar os nossos serviços, quer por empresas concorrentes nesta área, quer mesmo por autoridades que questionam os nossos serviços e já tivemos mesmo que apurar responsabilidades das mesmas junto dos tribunais portugueses.
A telemedicina está regulamentada no seio da União Europeia, que solicitou aos Estados Membros que se adaptem às novas tecnologias no âmbito da saúde. Por forma a cumprir as recomendações europeias, em 2012 foi criado um grupo de trabalho em Portugal com vários ilustres representantes da medicina. Em 2013 e 2014, o Ministério da Saúde português emitiu despachos, decretando a utilização da telemedicina nas Instituições de Saúde. A Direção-Geral de Saúde emitiu já este ano uma norma orientadora para as Instituições do Serviço Nacional de Saúde que pretendem adaptar a telemedicina e até mesmo a Ordem dos Médicos dedicou um capítulo (Capítulo XII) ao mesmo assunto, atribuindo aos médicos a liberdade completa e independência de decidir se usa ou recusa a telemedicina (n.º 1 do art.º 95.º do Código de Deontologia da Ordem dos Médicos).
Face ao exposto, podemos afirmar a total legalidade da prestação destes serviços por meio da telemedicina.

Que mais-valias trouxeram à Medicina no Trabalho ao introduzirem a Telemedicina? Para o leitor que ainda não conhece esta fase evolutiva da medicina, como definem este vosso serviço?
A telemedicina veio solucionar alguns problemas práticos com que, por exemplo, empresas de recursos humanos em Portugal se deparam, por forma a conseguirem cumprir a legislação no âmbito da medicina do trabalho, sobretudo quanto aos exames de admissão que devem ser realizados antes da integração dos trabalhadores.
As grandes empresas de recursos humanos ou de trabalho de temporário que têm uma grande rotatividade de admissão de colaboradores em todo o território nacional, sempre com um prazo de resposta muito curto, tinham uma dificuldade muito grande para realizar os exames médicos antes de ceder o trabalhador na empresa cliente.
Estas empresas tinham que contratar dezenas de prestadores de serviços de medicina do trabalho, que lhes pudessem dar uma cobertura nacional e ainda contar com a disponibilidade dos mesmos para a realização dos exames médicos de admissão antes do início das funções dos trabalhadores.
Neste processo aconteciam atrasos, adiamentos, faltas aos exames e horas perdidas nas deslocações às clínicas, que nem sempre eram conseguidas no espaço temporal desejável.
Através da telemedicina a Born2Score veio revolucionar a realização dos exames de admissão nestas empresas. Desenvolvemos um software que permite fazer a gestão dos mesmos e receber antecipadamente a avaliação de riscos a que cada colaborador estará exposto. Através de equipamentos médicos preparados para a telemedicina, que são levados às empresas clientes, é possível realizar exames complementares de diagnóstico a partir do escritório das mesmas e transmiti-los eletronicamente ao departamento médico, que com o recurso a uma chamada de videoconferência realiza a consulta, como se presencialmente se encontrassem.
Com este método, além da nossa capacidade de resposta praticamente imediata, eliminámos as faltas aos exames, deslocações e horas de trabalho perdidas, podendo o trabalhador no dia em que vai assinar o contrato, realizar de imediato o exame médico de admissão e receber imediatamente a ficha de aptidão para ser assinada quer pelo trabalhador, quer pelo responsável de recursos humanos.
Tudo isto se traduz num aumento de produtividade que tanta falta faz ao nosso tecido empresarial, resolvendo um dos problemas com que se têm que deparar diariamente.

Através deste método tecnológico, realizam consultas a partir de Portugal para todo o mundo e, assim, promovem a admissão ao trabalho a cidadãos que não se encontrem em território luso. Esta é a grande vantagem da telemedicina?
Efetivamente as novas tecnologias permitem ultrapassar barreiras que até então eram intransponíveis, nomeadamente pela distância ou horários, podendo mesmo realizar exames a trabalhadores que se encontram destacados por empresas portuguesas noutros países.

A modernização constante das tecnologias é uma mais-valia fundamental na área da saúde e, nomeadamente, neste vosso setor de intervenção? O que mudou e mudará com esta evolução tecnológica?
Ao contrário do que se possa imaginar, a Telemedicina não é um conceito recente, fruto da imaginação de criadores de filmes de ficção científica. Conceptualmente é uma técnica antiga e que se tem vindo a desenvolver na sua forma de aplicação e alcance, a par da evolução dos meios tecnológicos de telecomunicação à disposição.
A primeira referência a cuidados de saúde prestados à distância aparece no século XIX, numa altura em que o principal meio de comunicação era o correio. Nessa altura, o médico trocava informações com os seus doentes ou outros médicos através de carta. Como se pode imaginar, a velocidade com que a informação se propagava nessa altura não era ideal. Alguns autores reportam-se a épocas mais longínquas considerando que a comunicação da existência de um surto de peste numa povoação através de fogueiras ou outro tipo de sinais também se pode considerar telemedicina.
Atualmente e com as mais recentes tecnologias de comunicação, é possível desenvolver sistemas de Telemedicina com maior qualidade e versatilidade. É de registar, por exemplo, a utilização de sistemas de transmissão de ECG e vídeo entre ambulâncias e o hospital para a prestação de cuidados em situações de emergência e catástrofe. Sistemas de TeleRadiologia e TeleCardiologia que permitem a realização de exames em locais remotos do planeta e a sua visualização e análise de exames por especialistas em centros de referência.
A massificação da utilização da Internet tornou-a um meio poderoso de disseminação da informação clínica. Tornando possível o desenvolvimento de sistemas de informação e sistemas de educação e sensibilização da comunidade.
Não conseguimos, portanto, prever o futuro, mas sabemos que o mesmo continuará a trazer evoluções tecnológicas que permitirão a melhoria contínua da ciência médica.

No âmbito dos serviços prestados, a Born2Score não se foca apenas na Telemedicina. Em que outras áreas a marca utiliza as novas tecnologias no sentido de melhor exercer as suas funções?
De facto, a B2S não se limita apenas à prestação de serviços de telemedicina. Além deste departamento, temos várias áreas de ação, como por exemplo, a contratação pública com serviços especializados para dar resposta à necessidade do cumprimento no âmbito da medicina do trabalho aos Organismos Públicos e a medicina do trabalho convencional, (idêntica às restantes empresas certificadas), onde já prestamos serviços a cerca de um milhar de empresas.

Afirmam adequar os vossos serviços às necessidades práticas de cada ramo de atividade e especificamente de cada cliente. De que modo se comprometem com este objetivo?
Este é um dos nossos lemas, de que cada cliente é um cliente com especificidades próprias. E como tal, devemos apresentar uma solução personalizada às necessidades de cada um. Esta é a visão de trabalho partilhada por todos os colaboradores da Born2Score que tem permitido a garantia de satisfação de cada um dos nossos clientes e, simultaneamente, a motivação de cada pessoa que colabora connosco.

O vosso trabalho é suportado por profissionais experientes e altamente qualificados. Como definem a vossa equipa?
A nossa equipa é realmente composta por profissionais altamente qualificados e extremamente motivados no trabalho que têm vindo a desenvolver, tendo sido selecionados quer pela componente prático-científica que apresentam, quer pela motivação para ingressar numa empresa jovem, dinâmica e inovadora, quer pela disponibilidade que apresentam na aposta de uma constante melhoria dos serviços que a B2S vai oferecendo. Cada um dos profissionais que colabora com esta empresa tem contribuído para um crescimento sustentado e inovador e sem eles não seria possível termos chegado onde chegamos nem almejar chegar onde todos pretendemos chegar.
A Born2Score conta com uma equipa de profissionais com provas dadas em vários ramos, desde médicos do trabalho altamente experientes a um departamento de enfermagem exigente, mestres e engenheiros em segurança no trabalho, técnicos de segurança alimentar, gestores, advogados, formadores, etc. Todos com intensa paixão pelo trabalho que têm vindo a desenvolver, transmitindo essa alegria aos clientes.

São estas questões, abordadas ao longo da nossa entrevista, que possibilita o fator diferenciador relativamente a outras empresas ligadas a esta atividade?
Julgo que sim. O nosso fator diferenciador é a aposta em profissionais que acreditam na potencialidade das novas tecnologias e se esforçam diariamente para que, por meio destas, possamos responder com qualidade às especificidades de cada cliente.

Que planos têm delineados para a Born2Score no sentido de continuar a fazer parte da evolução da Medicina no Trabalho? A internacionalização é já uma realidade no âmbito da Telemedicina, mas será integrada no contexto de outros serviços da marca?
Temos objetivos bem delineados para a Medicina do Trabalho e para toda a componente que envolve estes serviços, como a sensibilização para hábitos saudáveis no ambiente de trabalho, a ergonomia, a segurança e higiene no trabalho, a segurança alimentar, entre outros.
Temos vindo a dar passos seguros quanto à internacionalização dos nossos serviços, assim como à criação de outras valências no âmbito nacional, que permitirão revolucionar outras áreas que não só a medicina do trabalho e que brevemente se tornarão público.

Num balanço final, um dos vossos objetivos é sensibilizar para a importância da saúde no trabalho. Esta tem sido uma missão facilmente concretizável?
Nunca é demais a sensibilização das empresas e dos empresários para a importância da saúde no trabalho e para fazer entender o fundamento que está por trás das prerrogativas legais que levaram à criação deste instituto (a medicina do trabalho). A nossa tarefa nunca é fácil, tendo em conta que não nos conformamos com o facto do cumprimento destes serviços apenas porque é legalmente obrigatório. Mas, fazendo um balanço final, julgo que estamos no caminho certo, continuando esta luta diária de sensibilização empresarial e, nalguns casos institucionais, tem trazido resultados positivos.

Uma “solução de saúde” integrada e única

Bruno Silva e José Vilarinho

O Hospital Privado de Alfena, unidade hospitalar do Grupo Trofa Saúde assume-se como uma unidade de saúde privada de referência na cidade de Valongo e na região Norte, disponibilizando um conjunto variado de valências médicas, cirúrgicas e de diagnóstico. A cada mês são mais de 13.500 atendimentos de consulta externa, mais de 3.500 atendimentos de serviço de urgência geral e pediátrico, e mais de 400 diárias de internamento, números avançados pelo Administrador Bruno Silva.
Em funções administrativas há cerca de dois anos, Bruno Silva deixou patente que a prioridade foi transformar Alfena num local de paragem, com as pessoas a terem agora solução de saúde na sua zona geográfica de circulação. Foi a constante aposta na acessibilidade e na disponibilidade que fizeram do Hospital Privado de Alfena um local de paragem; acessibilidade conseguida através dos acordos com a maioria dos Seguros e Subsistemas de saúde, e disponibilidade com o alargamento do agendamento de exames e consultas (pós-laboral), destaque para o serviço de urgência adultos e pediátrico 24 horas/365 dias. Este que é um dos hospitais mais recentes do Grupo Trofa Saúde é já o segundo Hospital do Grupo com o maior número de consultas no momento, o que para muito contribuiu a sua qualidade clínica e administrativa.

Um conceito inovador de organização, centrado no cliente/doente

Inaugurado em janeiro de 2012, fomos encontrar em Alfena um edifício de sete pisos construído de raiz, com uma capacidade atual de 97 camas, 55 consultórios, 6 salas de bloco operatório, uma estrutura pensada de forma a facilitar os procedimentos clínicos. Aliado a isso, em Alfena encontramos uma equipa de especialistas experientes, com capacidade técnica e diagnóstica, e jovem, com entusiamo e capacidade de trabalhar a pensar no futuro. Ademais, verifica-se aqui uma proximidade às populações locais, diferente da lógica de centralização dos outros grupos de saúde privados. É esta proximidade às populações que leva a que em Alfena se constituam equipas e se construam serviços para reforçar a autonomia do Hospital, possibilitando assim que as pessoas encontrem ali respostas às suas necessidades.
O Hospital Privado de Alfena, à semelhança de todo o Grupo Trofa Saúde, está apostado em trabalhar com equipas coesas e em subespecialização, com uma cobertura e presença diária muito constante. As consultas especializadas dentro das especialidades são disso exemplo. Depois de uma carreira de 18 anos na função pública, o Diretor Clínico José Vilarinho mostrou ter uma grande confiança no projeto do Hospital Privado de Alfena e no Grupo Trofa Saúde. “É este pensamento de trabalho em equipa e de solidariedade que lhes permite transferir doentes entre médicos, no sentido de dar o melhor atendimento possível”, adiantou o Diretor Clínico José Vilarinho. Para isso, todo o processo clínico é informatizado, o que permite que a informação clínica dos doentes circule internamente de Hospital para Hospital.

Piscina Terapêutica
Piscina Terapêutica

Uma “solução de saúde” integrada e única, que vai ao encontro das necessidades
A filosofia do Hospital Privado de Alfena, e a maior preocupação do Administrador Bruno Silva, é perceber aquilo que as pessoas necessitam a cada momento. Foi neste sentido que, e confrontados com a necessidade de comunicar melhor ao nível da saúde, introduziram este ano a figura de gestor de cliente, um interlocutor que ajuda em todo o processo, dando até apoio ao nível da estimativa de valor a pagar pelos atos médicos. Em Alfena há a preocupação de retirar complexidade à linguagem médica, preferindo-se uma linguagem mais acessível. “O nosso discurso e a nossa atitude têm de se adaptar a pessoas muito diferentes”, reforçou o Diretor Clínico José Vilarinho. Há também uma tentativa de que a experiência administrativa seja o mais harmonizada e padronizada possível entre as unidades, patente na colocação de um balcão de atendimento único em todos os hospitais.

O Hospital Privado de Alfena pretende ser uma “solução de saúde” integrada e única, disponível para as necessidades de qualquer família. Foi nesse sentido que lançaram, por exemplo, as aulas de desenvolvimento pediátrico para bebés a partir dos seis meses, respondendo às solicitações dos pais que pretendiam o desenvolvimento físico e cognitivo do bebé, bem como fortalece os laços entre mãe/pai e o bebé.

Unidade hospitalar com equipamento e tecnologia de ponta

A nível clínico tem havido um esforço grande para introduzir a diferenciação no Hospital, contando com ferramentas de diagnóstico bastante evoluídas. Recentemente introduziram a possibilidade de cirurgia refrativa (Lasik), sendo o único Hospital do grupo com essa cirurgia. Trata-se de uma cirurgia oftalmológica feita com o objetivo de melhorar o estado refrativo do olho e diminuir ou eliminar o uso de óculos ou lentes de contacto, efetuada com uma tecnologia laser muito avançada, com um índice geral de satisfação superior a 95%. A destacar também o equipamento de ressonância cardíaca, uma novidade para o estudo cardíaco através de ressonância magnética cardíaca, que permite realizar uma avaliação morfológica e funcional das estruturas cardíacas. O Hospital Privado de Alfena está equipado com os meios tecnológicos mais avançados, com capacidade de realizar todo o tipo de exames necessários a complementar o diagnóstico clínico. Neste momento o Grupo Trofa Saúde está a trabalhar num projeto na área da oncologia, numa tentativa de encontrar soluções para o aumento dos números deste tipo de patologia.

Transformar Alfena numa referência de saúde privada

No seu quarto ano de atividade, Alfena tem-se revelado uma aposta de sucesso do Grupo Trofa Saúde. Tendo em atenção que a maior parte dos clientes do setor privado são convencionados, seja por Seguros ou Subsistemas de saúde, têm-se apercebido que no geral as pessoas ficam surpreendidas com os valores acessíveis que ali encontram. De realçar ainda o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por António Vila Nova, atual presidente do Grupo Trofa Saúde, que levou a que o Grupo fosse considerado marca de eleição dos consumidores na categoria “Hospitais Privados” do Grande Porto e zona Norte, num estudo realizado pela Consumer Choice em 2013.

O Grupo Trofa Saúde, com Hospitais presentes em Gaia, Alfena, Boa Nova, Trofa, Braga, Famalicão, Maia, Braga-centro, apresenta um plano de expansão em que todas as unidades estão próximas entre si, sendo o objetivo criar uma série de hospitais geograficamente situados em zonas estratégicas, constituindo eixos de passagem. Imbuído no prestígio da marca Trofa Saúde, o Hospital Privado de Alfena tem como ambição transformar-se numa referência de saúde privada. Conscientes de que há sempre problemas, tal como em todos os hospitais, a ideia é crescer de forma progressiva, organizada e realista.

Labconcept, na vanguarda da inovação

Ana Vicente

Enquanto marca reconhecida pela dedicação que presta aos produtos e equipamentos de saúde, a Labconcept tem promovido o crescimento e progresso nesta área em Angola. Como definem este vosso papel, crucial num país em pleno desenvolvimento?
A Labconcept aposta, desde o início, em marcas de qualidade reconhecida, numa equipa de profissionais competentes e em formação contínua. Prestamos assistência técnica imediata com uma equipa técnica residente.

A inovação é o pilar na produção de medicamentos e equipamentos destinados à área de saúde. Neste sentido, o que podemos esperar dos produtos Labconcept?
A Labconcept procura estar em busca contínua de produtos inovadores na área da saúde, de modo a trazer para Angola meios de diagnóstico e tratamento de ponta, contribuindo assim para o crescente desenvolvimento das técnicas dos nossos clientes, bem como para a formação dos quadros integrantes.

Apesar de produzirem e distribuírem para a saúde no âmbito global, dão especial ênfase aos Bancos de Sangue e Diagnóstico Laboratorial. Porquê estas duas especialidades? De que modo a presença da Labconcept permitiu uma evolução mais evidente nestas áreas específicas?
Os Bancos de sangue têm sido a nossa grande preocupação, ao quais temos dedicado grande parte do nosso trabalho. Uma transfusão exige segurança e qualidade e com os equipamentos da marca Abbott temos conseguido passar essa segurança para os profissionais da área, garantido um serviço de excelência.
O Diagnóstico Laboratorial é o ponto principal e exato para um bom diagnóstico e consequente tratamento por parte do profissional de saúde. A aposta nesta área permite antecipar e agir de acordo com o necessário, permitindo ao doente um tratamento adequado e ajustado. Também nesta área temos contado com marcas de topo como a Abbott Diagnóstico e Molecular, Analyticon e R-Biopharm.

De forma a permitir um acompanhamento integral aos vossos clientes, a Labconcept dedica-se, ainda, às áreas de formação, consultoria e assistência técnica. O que podem dizer-nos sobre estes serviços?
A assistência técnica e formação dos nossos clientes foram sempre os nossos objetivos principais. Assumimos cada projeto como um todo e fazemos um acompanhamento muito próximo ao cliente após a instalação dos equipamentos. As marcas que representamos apostam também na formação, o que nos permite, muitas vezes, proporcionar formação para os utilizadores, no estrangeiro, nas instalações das próprias marcas.

Atualmente têm direcionado as vossas atenções para uma nova área de negócio, dedicada à formação especializada na área da saúde. Em que consiste esta vertente da Labconcept?
Ao longo do nosso trabalho verificámos que há uma grande carência na formação especializada na área da saúde. Como tal criámos a Cletraining – Formação Especializada, que aposta fortemente nesta área de formação. Temos, na nossa bolsa de formadores, profissionais com larga experiência e que muito têm contribuído para o sucesso destas ações contínuas. A Cletraining – Formação Especializada, enquanto unidade de negócio da empresa Labconcept, é a primeira em Angola, certificada pelo INEFOP, dedicada inteiramente ao setor da saúde.

O que reserva o futuro à Labconcept? De que modo continuarão a promover a inovação junto dos diferentes players da saúde em Angola? A internacionalização passa pelos planos vindouros?
A aposta na inovação será sempre um dos nossos pontos de honra. Para 2016 temos planeadas algumas novidades no que respeita ao diagnóstico precoce, ajudando assim a contribuir para o desenvolvimento e crescimento da saúde em Angola.
A internacionalização poderá ser uma das nossas apostas para o próximo ano, levando a outros países o sucesso, a inovação, a aposta no serviço e formação e o crescimento que temos vindo a desenvolver em Angola. Temos já desenvolvido contactos nesse sentido, sendo no entanto prematuro o anúncio dos mesmos.

A 2ª Semana da Farmácia Angolana e III ExpoFarma 2015 aconteceram recentemente. De que modo esteve a LabConcept presente neste evento? Qual a importância destes momentos para a saúde e inovação?
A Labconcept marcou presença nestes dois eventos, apresentando uma linha de artigos para farmácias e dando continuidade aos projetos de formação para farmacêuticos, nomeadamente ações sobre Logística Farmacêutica, Gestão de Stocks em Farmácias e Farmácia Comunitária. Este tipo de encontros são muito importantes para dar a conhecer a um maior número de profissionais de saúde os novos serviços e artigos que estão disponíveis.

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