Inicio Tags Saúde

Tag: saúde

Dia do Sono: Tudo o que a ciência descobriu

No Dia Mundial do Sono, o Lifestyle ao Minuto reuniu as principais conclusões a que a ciência chegou sobre o sono nos últimos tempos. Confirme-as:

1. Deitar-se depois das 23h pode levá-lo a ingerir mais 220 calorias do que as pessoas que vão cedo para a cama, como lhe noticiámos aqui.

2. Dormir demais é prejudicial para a saúde. Se dormir pouco (menos de sete horas) faz muito mal, dormir demais (mais de nove horas) também não é nada positivo. É o que sugerem vários estudos que lhe divulgámos aqui.

3. Os dispositivos móveis interferem com a qualidade do sono. Além dos ecrãs dos telemóveis e tablets deixaram as pessoas mais despertas, a tendência de acordar a meio da noite para verificar se existem ou não notificações novas é cada vez maior.

4. O sono é fundamental para a inteligência emocional. Diz um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, que as poucas horas de sono interferem diretamente com a capacidade de compreender e decifrar emoções de terceiros.

5. A prática de mindfulness ajuda a dormir melhor e por mais tempo, como indicou um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, também nos Estados Unidos.

6. Recorrer a terapeutas ou à terapia comportamental é também uma forma eficaz de dormir melhor, como indica uma revisão científica divulgada este ano.

7. O relógio circadiano do cérebro tem um botão de ‘reiniciar’, que consegue manipular os neurónios de tal maneira que o ritmo circadiano interno do corpo fica deslocado, diz um estudo da Universidade de Vanderbilt.

8. O sono ajuda a processar a memória, como indicou um estudo da Universidade de Exeter.

9. Os padrões de sono dos nossos antepassados não são, afinal, assim tão diferentes dos padrões de sono atuais, como indicou um estudo norte-americano.

10. Uma boa noite de sono ajuda a manter a memória forte e a afastar a doença de Alzheimer, como indica um estudo da Universidade da Califórnia.

Curioso: O lado que escolhe para dormir pode ter influência nas suas funções digestivas. Como lhe mostrámos aqui, dormir para o lado direito pode fazer com que acorde com azia, isto porque como o estômago tem menos espaço desse lado o suco gástrico pode ficar no esófago durante a noite.

Ao ritmo atual a Europa só conseguirá erradicar tuberculose em 2100

O número de casos de tuberculose está a baixar, mas muito lentamente, e a este ritmo a Europa só conseguiria eliminar totalmente casos novos da doença no ano de 2100, ou seja, daqui a 84 anos. No grupo de países da Europa e da Ásia Central, o número de novos casos está a cair em média 5,2% por ano.

Desde 2005 que o número de novos casos de tuberculose tem caído em média 5,2% por ano – um decréscimo menor entre 2010 e 2014, apenas 4,3% -, constituindo um dos decréscimos mais acentuados em todo o mundo. Em Portugal, verifica-se a mesma tendência decrescente, com um declínio equivalente à da União Europeia/Espaço Económico Europeu – 4,5%. Os resultados foram apresentados esta quinta-feira no oitavo relatório conjunto entre o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e Gabinete Regional da Europa da Organização Mundial de Saúde (OMS/Europa) – que compreende 53 países.

A diminuição do número de casos em Portugal tem sido, ao longo dos últimos 10 anos, mais acentuada no grupo etário entre os 15 e os 44 anos. Já a partir dos 45 anos o ritmo de redução de número de casos ao longo dos anos tem sido menor. Ainda assim, Portugal, com 21,3 casos por 100 mil habitantes, está próximo do grupo com menor incidência – aqueles que têm menos de 20 casos por 100 mil habitantes, como a Alemanha, o Reino Unido ou a Grécia.

A tuberculose continua a ser uma das principais preocupações de saúde para a OMS/Europa. Estima-se que em 2014 existissem entre 320 mil e 350 mil casos de tuberculose na região europeia da OMS, o que equivale a uma média de 37 casos por 100 mil habitantes. A doença será considerada eliminada quando se registarem anualmente menos de um caso de tuberculose por milhão de habitantes. Mas a este ritmo a Europa não conseguirá eliminar a doença antes de 2100, disse ao Observador o ECDC.

Os países desta região que não pertencem à União Europeia (UE) ou ao Espaço Económico Europeu (EEA, na sigla em inglês) têm taxas altas de tuberculose e de resistência da bactéria a várias dos medicamentos usados. Por outro lado, os países da UE e EEA apresentam um número significativo de casos tuberculose entre as populações mais vulneráveis, como imigrantes e prisioneiros.
Os grupos mais vulneráveis, como as populações mais pobres e marginalizadas ou os imigrantes e refugiados, são também os grupos onde é mais provável o aparecimento de bactérias multirresistentes (com resistência a vários antibióticos). “Por causa das condições em que vivem, a tuberculose é, muitas vezes, diagnosticada muito tarde e é mais difícil para estes grupos completar o tratamento. Se queremos eliminar a tuberculose da Europa, ninguém deve ser deixamos para trás”, disse a diretora da OMS/Europa, Zsuzsanna Jakab.

A tuberculose e os migrantes
Há um consenso geral de que os migrantes e refugiados devem ter acesso a cuidados de saúde, quer tenham documentos ou não, quer se tenham conseguido registar ao não. A probabilidade de adoecerem com tuberculose aumenta com a falta de condições de salubridade onde vivem, mas está sobretudo dependente da incidência da doença no país de origem.

Em comunicado de imprensa, o ECDC e OMS/Europa referem que a probabilidade de os migrantes poderem transmitir a doença aos residentes europeus é mínima porque os contactos são limitados e a tuberculose não é facilmente transmissível. Mais, a Síria tem menos casos de tuberculose por ano do que a União Europeia – 17 casos em 100 mil habitantes, contra 37 casos em 100 mil habitantes.

É certo que o aumento do número de refugiados impõe uma pressão maior nos serviços de saúde dos países que os recebem. E, ainda que os refugiados constituam um grupo prioritário para a prevenção e controlo de algumas doenças, porque são um grupo vulnerável, isso não significa que representem uma ameaça à saúde pública na Europa, esclareceu o ECDC ao Observador.

O risco de os refugiados de adoecerem quando chegam à Europa tem aumentado devido à sobrelotação dos centros de acolhimento, onde as condições de higiene e salubridade estão comprometidas, acrescentou o ECDC. “Garantir níveis apropriados de acesso ao diagnóstico médico e aos serviços de tratamento e a implementação de rastreio apropriado ligado a esses serviços são importantes.”

A Organização Mundial de Saúde apresentou recomendações sobre o rastreio de tuberculose, especialmente em migrantes e refugiados de países com elevada taxa de incidência da doença e que viajaram e vivem em condições precárias. Esta é uma forma de evitar que os contactos mais próximos sejam contaminados, mas não deve de forma nenhuma ser usada para negar a entrada de migrantes ou refugiados.

As dificuldades de vencer a tuberculose
A tuberculose pulmonar é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também chamado de bacilo de Koch, e é a forma mais comum da infeção com esta bactéria. A vacina da BCG, constante do Plano Nacional de Vacinação, não previne a infeção, mas diminui a gravidade de algumas formas de tuberculose, como a meningocócica.

Tirando esta vacina dada às crianças, não existe nenhuma vacina contra a tuberculose e os doentes têm de ser tratados durante seis meses com um conjunto diferente de medicamentos. O tratamento prolongado é uma das dificuldades no combate à doença, porque alguns doentes não cumprem a medicação integralmente. A interrupção do tratamento ou a medicação intermitente podem potenciar o aparecimento de formas resistentes.

A resistência das bactérias a vários antibióticos (multirresistência) pode aparecer quando o tratamento não é adequado e aumentar por transmissão entre pessoas. “Se os doentes com tuberculose multirresistente não forem diagnosticados precocemente e tratados com sucesso, isso põe não só a vida deles em risco, mas aumentam o risco de transmissão da doença”, esclareceu o ECDC ao Observador.

A incidência de tuberculose na Europa aumentou rapidamente desde 1990 e atingiu o pico em 1999-2000, começando a diminuir a partir de 2005. Um dos problemas adicionais da tuberculose é que aparece como doença oportunista em doentes imunodeprimidos, com os seropositivos. Na região europeia da OMS, entre 18 mil a 21 mil casos de tuberculose são de doentes com VIH (vírus da imunodeficiência humana).

Portugal precisa de maior articulação entre a emergência pré-hospitalar, os Serviços de Urgência e as Unidades de AVC

Existem dois indicadores importantes de qualidade no tratamento do AVC agudo que são a percentagem de admissões nas Unidades de AVC (UAVC) e a percentagem de admissões através da Via Verde. Segundo os dados da Direção Geral de Saúde, apenas 62% dos doentes admitidos nos hospitais por AVC são admitidos em Unidades de AVC e menos de 50% (cerca de 43% na média dos últimos 3 anos) dos doentes admitidos na Unidade de AVC são admitidos através da Via Verde.

“Impõem-se planos de reestruturação da urgência e das redes de referenciação do AVC. Impõe-se uma atualização das condições de funcionamento das unidades de AVC e da respetiva hierarquização para efeitos de referenciação, para que o doente certo vá para o centro certo”, afirma Maria Teresa Cardoso, internista e coordenadora do NEDVC.
“De facto está a começar uma nova era no tratamento do AVC agudo e para o maior número de doentes beneficiar dela, é preciso encurtar o tempo desde o início dos sintomas até à realização da terapêutica de reperfusão. Reconhecer o AVC e ligar o 112 é o passo certo nesse sentido”, observa a internista.

Nos últimos anos ocorreu uma redução expressiva do número de óbitos por doença vascular cerebral em Portugal. Também a mortalidade intrahospitalar por AVC isquémico tem vindo a diminuir, apesar de cada vez se morrer mais no hospital e menos no domicílio. No entanto, a taxa de mortalidade por DVC em Portugal continua muito acima da média europeia e esta patologia encontra-se em primeiro lugar como a doença associada a maior produção hospitalar segundo os dados da DGS (Doenças Cérebro-cardiovasculares em números – 2015).

Maria Teresa Cardoso refere ainda que “atualmente está a acontecer uma grande viragem no tratamento dos doentes com acidente vascular isquémico.  Dispomos da trombectomia (retirada do trombo por métodos mecânicos) até às 6 h, com grande eficácia na reperfusão do vaso e independência do doente aos 90 dias.  Mas esta terapêutica só se aplica a um determinado grupo de doentes com AVC isquémico e só está disponível nos grandes centros. Tal como acontece com a trombólise, o tempo é determinante no sucesso do procedimento e na sobrevida do doente com autonomia. À medida que o tempo passa, a elegibilidade do doente para terapêutica endovascular aproxima-se de zero”.

Assim, “colocar o doente certo no hospital certo com a equipa certa resultará num maior  número de doentes elegíveis para este tratamento específico. O objetivo ultimo é aumentar a percentagem de doentes a fazer trombólise e intervenção endovascular”, explica a especialista.
O NEDVC considera que assumem particular relevância neste domínio, fatores de educação na saúde, como o reconhecimento pela população dos sinais de alarme do AVC, o seu entendimento como uma situação potencialmente ameaçadora de vida e da disponibilidade de meios específicos de auxílio ao acionar a Via Verde do AVC, chamando o 112.

Reconhecer os sinais de alerta e chamar de imediato o 112 é crucial para o doente poder usufruir do melhor tratamento e ter maior probabilidade de ficar autónomo. Boca ao lado, dificuldade em falar e perda de força no braço, ou num dos lados do corpo, são os sinais de alerta que não podem ser ignorados nem menosprezados.

Diga-me a sua profissão e dir-lhe-ei como é a sua saúde

Estar o dia todo sentado, usar o computador muitas horas seguidas e ter maus hábitos durante a hora de expediente. A Associação Americana do Coração analisou estes e outros fatores e criou um ranking das profissões mais perigosas para a saúde.

A lista tem ainda por base a comparação dos níveis de pressão arterial, do índice de massa corporal (IMC) do tipo de alimentação dos 5.566 trabalhadores. Eis as piores profissões para a saúde:

1. Condutores de autocarros, comboios e camiões. Os investigadores notaram que as pessoas com esta profissão tendem a fumar e a passar muito tempo sentadas, o que faz com que tenham um maior risco de sofrerem um AVC.

2. Secretários e administradores. Os hábitos alimentares pouco saudáveis e comuns em 68% dos inquiridos fazem desta profissão um atentado para a saúde, uma vez que a este ‘pecado’ juntam-se as horas a fio sem sair da cadeira. As pessoas com empregos sedentários tendem a ter níveis de colesterol elevados, o que impulsiona o risco de problemas de coração.

3. Empregados de restaurantes, cantinas e cafés. Lidam com comida todos os dias, mas são os que pior comem, diz a investigação, revelando que 79% dos inquiridos desta área seguem uma dieta má.

4. Seguranças, polícias e bombeiros. Seja pelos turnos rotativos ou pela falta de tempo para comer, estes profissionais têm, na sua maioria, uma má alimentação, sendo que 90% dos inquiridos mostram-se mais propensos a ter peso a mais ou a serem classificados como obesos. Os níveis elevados de colesterol e a pressão arterial alta são outras duas consequências nocivas deste tipo de emprego.

Entre os mais saudáveis, diz a BBC, estão os gerentes, os freelancers, os profissionais de saúde, os atletas e todos os que trabalhem directamente em comunicação, uma vez que são os que mais exercício praticam e os que mais cuidados têm com a alimentação.

O ranking dos empregos mais ‘amigos’ da saúde é liderado pelos profissionais de fitness.

Mas a profissão não afeta apenas a nível de peso e coração, os ouvidos também sofrem e estes são os empregos mais prejudiciais para a saúde auditiva. De um modo geral – que inclui stress, descanso, alimentação, qualidade e segurança – estas são as profissões mais perigosas.

Cientistas podem ter descoberto forma de recuperar memórias

O estudo, realizado em ratos pelo cientista japonês Susumu Tonegawa, Nobel da Medicina em 1987, mostrou que ao estimular áreas específicas do cérebro com luz azul os cientistas conseguiam que os ratos recuperassem memórias que antes lhes eram inacessíveis.

Os resultados, publicados na quarta-feira, fornecem a primeira prova de que a doença de Alzheimer não destrói as memórias, apenas as torna inacessíveis.

“Como os humanos e os ratos tendem a ter um princípio comum em termos de memória, as nossas conclusões sugerem que os pacientes com doença de Alzheimer, pelo menos nos primeiros tempos, podem também manter as memórias nos seus cérebros, o que significa que existe uma possibilidade de cura”, disse Tonegawa, citado pela AFP.

Os cientistas questionam-se há anos se a amnésia provocada por um traumatismo craniano, o stress ou doenças como o Alzheimer resulta de danos em células cerebrais específicas, o que tornaria impossível recuperar as memórias, ou se em causa está o acesso a essas memórias.

Para tentar comprovar a segunda hipótese, Tonegawa e colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, usaram ratos que tinham sido geneticamente modificados para exibir sintomas semelhantes aos dos doentes de Alzheimer, uma doença degenerativa do cérebro que afeta milhões de adultos em todo o mundo.

Os animais foram colocados numa caixa que tinha uma corrente elétrica baixa a passar no chão, provocando uma sensação desagradável, mas não perigosa, de choque elétrico nos pés.

Um rato não afetado que seja colocado novamente na mesma caixa 24 horas depois fica paralisado de medo, antecipando a mesma sensação desagradável, mas os ratos com Alzheimer não mostraram qualquer reação, sugerindo que não têm memória da experiência.

Quando os cientistas estimularam zonas específicas do cérebro dos animais – as “células de engramas” associadas à memória – usando uma luz azul, os ratos aparentemente relembraram-se do choque.

Além disso, ao examinar a estrutura física dos cérebros dos ratos, os investigadores constataram que os doentes tinham menos sinapses (ligações entre neurónios).

Através da estimulação luminosa repetida, os cientistas conseguiram aumentar o número de sinapses até níveis comparáveis aos dos ratos saudáveis.

A certo ponto, deixou de ser necessário estimulá-los artificialmente para suscitar a reação de terror perante a caixa.

“As memórias dos ratos foram recuperadas através de um meio natural”, disse Tonegawa.

Isto significa “que os sintomas da doença de Alzheimer desapareceram”, acrescentou o neurocientista.

“É uma boa notícia para os pacientes”, congratulou-se o Nobel da Medicina, que no entanto se mostrou prudente: “Num estádio precoce, a doença poderá ser tratada no futuro, desde que se desenvolva uma nova tecnologia que cumpra os requisitos éticos e de segurança.

Os investigadores estimam que a técnica só funcionasse durante alguns meses nos ratos, ou durante dois ou três anos nos humanos, até a doença avançar de tal maneira que eliminasse todos os ganhos.

A Organização Mundial de Saúde estima em 47,5 milhões o número de pessoas no mundo afetadas por demências, 60 a 70% das quais de doença de Alzheimer, que por enquanto é incurável.

Aprenda a melhorar a saúde dos seus intestinos

A alimentação é a causa e a consequência da saúde… para o bem e para o mal. E os intestinos são quem mais sofre quando as escolhas alimentares não são as mais acertadas e adequadas.

A saúde intestinal é fundamental para o bem-estar geral e são vários os alimentos que contribuem para o bom estado dos intestinos. Segundo o site Mind Body Green, estes são os truques a seguir:

1. Adicionar açafrão aos alimentos, uma vez que esta especiaria é altamente benéfica para a pressão sanguínea, baixando os níveis de colesterol. Além disso, é um alimento anti-inflamatório e anti-cancro.

2. Deixar de usar o microondas. As pessoas que usam frequentemente o microondas não só podem estar a aquecer mal (e em demasia) os alimentos, como são mais propensas a comer comidas processadas e pré-confecionadas, repletas de açúcar, sal, gordura e químicos.

3. Conhecer o tipo de corpo e adaptar a alimentação. As pessoas que tendem a ter mais gordura visceral (acumulada na barriga) devem ter um cuidado redobrado na escolha dos alimentos, que se querem o mais naturais possíveis. O excesso de gordura visceral é verdadeira prejudicial para a saúde dos órgãos.

Cirurgia em regime de ambulatório diminui infeções hospitalares

cirugia

“A cirurgia de ambulatório permite que o doente não tenha necessidade de pernoitar no hospital. O paciente, sendo operado neste regime, tem uma menor possibilidade de contrair infeções de origem hospitalar por menor contacto com outros doentes que possam ser portadores de infeções graves”, explica Carlos Magalhães, presidente da APCA.

E acrescenta: “Mas existem mais vantagens. Ao ir para casa, após a cirurgia, o paciente tem uma maior integração a nível familiar e socioprofissional, com o apoio e conforto da família de uma forma quase imediata que, se é importante para todos, tornam-se fundamental quando falamos de crianças e idosos. É de sublinhar ainda que este tipo de cirurgia fornece acompanhamento médico, sendo o paciente apoiado, por uma equipa de profissionais multidisciplinares, no pós-cirúrgico.”

Nos últimos anos, a cirurgia em regime de ambulatório tem apresentado um forte desenvolvimento em Portugal, apresentando valores superiores a 55% de toda a atividade cirúrgica nacional. O principal fator de sucesso deve-se à característica multidisciplinar, envolvendo diferentes grupos profissionais, assim como a garantia de segurança e de elevados índices de qualidade no tratamento dos doentes.

A Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA) tem como principal objetivo defender, promover e protagonizar o processo de evolução da cirurgia de ambulatório no nosso País. Para mais informações consulte o site: http://www.apca.com.pt/.

Infertilidade afeta 30 por cento das mulheres com endometriose

“A endometriose é uma doença benigna que afeta dez por cento das mulheres em idade reprodutiva e carateriza-se pelo crescimento de tecido endometrial fora do seu local habitual, que é a cavidade uterina. Sempre que ocorre a menstruação existe sangramento nessas zonas, o que provoca uma reação inflamatória crónica que produz aderência nos órgãos e o crescimento de tumores que, apesar de benignos, provocam dor e, em muitos casos, infertilidade.

A infertilidade surge em cerca de 30% das mulheres com endometriose, como resultado da alteração da função tubária, diminuição da recetividade do endométrio, comprometimento do desenvolvimento dos ovócitos e embrião ou distorção da anatomia pélvica”, explica Fátima Faustino, Responsável do Centro Especializado em Endometriose do Hospital Lusíadas Lisboa.

A gravidade dos sintomas da endometriose pode variar de mulher para mulher, no entanto, os mais comuns envolvem dor de intensidade progressiva e incapacitante durante a menstruação e ato sexual, bem como perdas de sangue anormais.

Fátima Faustino esclarece ainda a importância do diagnóstico precoce no sucesso do tratamento: “O diagnóstico da endometriose exige uma avaliação médica detalhada e a realização de exames complementares, como, por exemplo, uma ressonância magnética pélvica. No entanto, o diagnóstico definitivo envolve uma investigação cirúrgica através de laparoscopia. Quanto mais rápido se obtiver o diagnóstico da doença, mais eficaz será o tratamento e menor será a probabilidade de consequências graves”.

“O tratamento da patologia exige a envolvência de uma equipa multidisciplinar e pode implicar o recurso a técnicas de procriação medicamente assistida ou de técnicas eficazes no controlo da dor. Na maioria dos casos, é utilizada a cirurgia minimamente invasiva como forma de tratamento da doença, sobretudo em mulheres que associam dor e infertilidade”, conclui a especialista.

Mais de metade do que comemos não é comida ‘real’

Os alimentos processados ocupam um grande espaço na alimentação diária de quase todas as pessoas. Não vale a pena negar, começa ao pequeno-almoço com os cereais, segue-se a merenda da manhã com uma barrita e por aí adiante. E o fast food está longe de ser o único exemplo de comida processada.

Só nos Estados Unidos, 58% da energia adquirida todos os dias é à base de alimentos processados e ultra-processados. E esta bem que pode ser uma realidade mundial.

E para se ter um exemplo da quantidade de alimentos processados estão ‘à mão de semear’, vejamos a definição de alimentos processados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos: alimentos que sofreram uma transformação de forma bruta, seja para alargar o prazo de validade, seja para melhorar o sabor dos alimentos consumidos no seu estado cru. Farinhas, cereais, barritas, bolachas, hambúrgueres pré-feitos, refeições pré-congeladas, iogurtes, manteigas, queijos fundidos, batatas fritas, etc. São muitos mais os alimentos processados e ultra-processados do que imagina.

Mas além dos alimentos processados, existem os alimentos ultra-processados, como é o caso dos produtos repletos de aditivos, químicos e açúcares adicionados (muitas vezes escondidos em nomes e códigos que não são pronunciáveis) que prometem fazer dos alimentos os mais saborosos de todos (e também mais viciantes), como diz um estudo realizado em conjunto por duas universidades de São Paulo e por uma universidade em Boston.

Segundo a Direção Geral da Saúde (DGS), “os produtos processados como as bolachas, biscoitos, bolos, cereais de pequeno-almoço, refrigerantes, sumos, iogurtes, entre outros, geralmente contêm excesso de açúcar. Para verificar a presença e a quantidade de açúcar nos alimentos é importante ler os rótulos das embalagens, nomeadamente a lista de ingredientes e a informação nutricional”.

No guia para a alimentação saudável, a DGS diz que “num dia alimentar saudável, os alimentos muito processados industrialmente (ex.: refrigerantes, bolos, folhados, salgadinhos, aperitivos, produtos de salsicharia e charcutaria, etc.) podem ser consumidos desde que em pequenas porções e com pouca frequência”.

Prestadores públicos de cuidados de saúde com mais queixas e elogios

Dos 17.823 processos de queixas e reclamações que chegaram à ERS entre janeiro e junho de 2015, 66,3% relacionaram-se com prestadores públicos e os com internamento os mais visados.

A maioria das reclamações (50,9%) visava prestadores situados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Na sequência do alargamento das competências da ERS, nomeadamente no âmbito territorial, foram ainda registados processos provenientes das Regiões Autónomas: dois relativos à Região Autónoma da Madeira e dois sobre prestadores da Região Autónoma dos Açores.

Este é, aliás, o primeiro relatório da ERS a ser elaborado e divulgado após a publicação do regulamento que definiu os termos, as regras e as metodologias que presidem ao seu Sistema de Gestão de Reclamações (SGRec), sendo por isso “bastante diferentes” dos anteriores

A temática mais recorrentemente assinalada nas reclamações é a dos tempos de espera (com 20,6% das ocorrências), seguindo-se os cuidados de saúde e segurança do doente (15,9%).

Os procedimentos administrativos, a focalização no utente, o acesso a cuidados de saúde, questões financeiras foram os outros motivos das queixas dos utentes.

“Os tempos de espera são o tema mais mencionado em reclamações visando prestadores com internamento, independentemente de se tratar de estabelecimentos do setor público ou não público”, lê-se no documento.

Em relação aos prestadores sem internamento, “no setor público há uma maior referência a dificuldades no acesso a cuidados de saúde, enquanto o setor não público reclama maioritariamente sobre procedimentos administrativos”

No primeiro semestre do ano passado, a ERS recebeu ainda 2.027 elogios e louvores, na sua maioria provenientes de utilizadores de estabelecimentos localizados na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo (55,7%).

As unidades do setor público receberam 73,3% dos elogios, os quais são mais frequentes em estabelecimentos com internamento.

O pessoal clínico (33,9%) e a organização dos serviços clínicos (23,5%) são os mais visados nestes elogios.

 

EMPRESAS