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“O trabalho colaborativo é uma vantagem intrínseca do BIM”

De forma a contextualizar o nosso leitor, o que é o Building Information Modelling (BIM)?

O BIM é uma abordagem tecnológica inovadora que está a revolucionar o setor da Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC). Consiste em replicar a edificação num modelo digital 3D que centraliza toda a informação – arquitetura, estrutura, redes de água, eletricidade, instalações mecânicas, etc.

Esta inovação permite, pela primeira vez, manter a informação atualizada e acessível, simultaneamente, a todos os participantes no processo (donos de obra, projetistas, empreiteiros, gestores de exploração) e em todas as fases de vida de uma edificação: desde o início do projeto ao planeamento da obra, construção, operação e manutenção.

A que desafios vem responder o BIM e, sobretudo, porque se tornou crucial na Indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção?

O imperativo da evolução BIM nasce dos avanços tecnológicos dos últimos anos, de uma maior competição do mercado, das crescentes exigências dos Donos de Obra e das imposições da legislação.

De facto, as metodologias tradicionais vão deixando de dar resposta adequada à evolução do setor; a construção baseia-se ainda em projetos de especialidade distintos, desenvolvidos por entidades diferentes, sequenciais, pouco colaborativos e integrados, e que facilmente apresentam indicações divergentes. Exemplificando, é frequente surgirem incompatibilidades entre estrutura (pilares, vigas) e instalações (canalizações, ar condicionado, etc.).

A integração de toda a informação é uma etapa imprescindível no final do projeto, implicando um considerável consumo de tempo e recursos, e não dispensa a compatibilização dos projetos durante a construção.

A metodologia BIM ultrapassa estes condicionalismos. Recorrendo a softwares interoperacionais e complementares, atuando em processos controlados, possibilita o desenvolvimento sincronizado das várias especialidades, com deteção automática de incompatibilidades (clash-detection), permitindo a rentabilização dos recursos, a redução dos imprevistos e consequentes aumentos de custos e prazos.

O impacto desta metodologia estende-se muito para além da conclusão da obra. O projeto e a construção significam apenas 20% do custo total da vida do edifício, enquanto a sua exploração e manutenção atingem 80%. Um projeto BIM proporciona uma gestão centralizada eficaz, com efetiva redução dos custos de operação.

Estas vantagens tornam a adoção do BIM uma tendência generalizada e uma exigência crescente de Donos de Obra, particularmente em mercados internacionais.

A par dos edifícios eficientes, o trabalho colaborativo é também o foco do BIM. Mas que outras vantagens ou mais-valias, igualmente fulcrais, apresenta o BIM?

O trabalho colaborativo é uma vantagem intrínseca do BIM, pois permite o envolvimento de diversas entidades, ainda que geograficamente dispersas, no projeto; uma mais-valia significativa num mundo cada vez mais especializado e global.

Contudo, a característica fundamental e diferenciadora da metodologia BIM é a centralização de toda a informação num modelo único, validado e em permanente conexão, que abrange todos os intervenientes em todas as fases da vida de uma edificação.

Este modelo fornece acesso seguro a informação atualizada, melhorando a comunicação e gerando uma dinâmica de distribuição de tarefas por equipas altamente especializadas, partilha de experiências, deteção de conflitos e resolução de problemas, que conduz a uma maior eficácia do processo e promove a obtenção de projetos mais funcionais e sustentáveis, com economia de meios.

A utilização de objetos paramétricos/inteligentes, que possuem uma geometria 3D associada a propriedades (modelos, números de série, datas de validade, etc.) e regras específicas, incrementa a automatização e permite a disponibilização de informações essenciais.

Atinge-se, assim, uma otimização da produção – por ex., as peças desenhadas são geradas automaticamente, libertando as equipas para tarefas mais especializadas; a extração de quantidades é possível em qualquer momento; a análise das atividades no espaço e no tempo, face às necessidades de enquadramento, equipamento e aprovisionamento, possibilita uma gestão de obra mais eficaz.

Qual será o futuro do BIM e, principalmente, dos setores onde opera?

O setor AEC é uma das indústrias menos eficientes da atualidade: a maioria dos processos não está automatizada e a generalidade das edificações é um protótipo sem replicação. Numa época em que a gestão de recursos é imperativa, a estandardização inteligente do setor é essencial para garantir a otimização da produção com aumento da qualidade e segurança.

O BIM será certamente protagonista neste cenário. A sua poderosa capacidade de simulação de cenários diversos, de alcançar as soluções mais vantajosas, já a tornam na metodologia state-of-the-art para o setor AEC. As possibilidades de gestão centralizada das construções, através da integração de equipamentos inteligentes, tornarão o BIM na pedra basilar da transformação digital do setor.

Com a experiência de quase um século, de que forma a Teixeira Duarte tem respondido aos desafios da transformação digital na construção?

A Teixeira Duarte, enquanto empresa empenhada na inovação tecnológica, procurou desde sempre integrar as metodologias mais avançadas para garantir a qualidade do seu processo de produção.

A evolução para a digitalização não constituiu exceção, tendo-se consolidado na implementação do BIM a partir de 2016, com a formação específica das equipas, a conceção de procedimentos, o desenvolvimento de projetos e divulgação.

Entre os trabalhos executados pela empresa nesta metodologia contam-se obras públicas e privadas, hospitais, estruturas marítimas e rodoviárias, em diversos países.

Como reconhecimento da sua atividade nesta área, a Teixeira Duarte foi distinguida com o 1º lugar no Prémio de Excelência BIM 2017 na categoria de “Construção e Coordenação”, promovido pela Comissão Técnica BIM Portuguesa (CT 197 – BIM).

Fundada em Portugal, a Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A. atua atualmente em que mercados internacionais?

A Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A. é uma empresa portuguesa constituída em 1934 com uma estrutura e experiência que remontam ao início de atividade do seu fundador, Eng.º Ricardo Esquível Teixeira Duarte, em 1921.

Atua nas áreas de Geotecnia e Fundações, Reabilitação, Obras Marítimas, Edificações, Infraestruturas, Metalomecânica, Obras Subterrâneas e Obras Ferroviárias, com um total de cerca de 4.000 colaboradores. Para além de Portugal, a empresa está presente em 16 países: Angola, Argélia, Brasil, Colômbia, Equador, Espanha, Estados Unidos da América, França, Gabão, Koweit, Macau, Marrocos, Moçambique, Peru, Reino Unido e Venezuela.

Pioneira na construção e com uma reconhecida capacidade na conceção, inovação, construção e gestão de grandes projetos e empreendimentos, a Teixeira Duarte está a dois anos de festejar o centenário. São cem anos de Teixeira Duarte, são cem anos de…?

… cem anos de Engenho, Verdade e Compromisso, valores estruturantes na conduta dos colaboradores da Teixeira Duarte e que têm permitido à empresa cumprir a sua missão: Fazer, contribuindo para a construção de um mundo melhor.

Qual a importância da Construção no Grupo Teixeira Duarte?

A Construção é a génese e a base do Grupo Teixeira Duarte, sendo a Teixeira Duarte – Engenharia e Construções, S.A. a empresa do Grupo de referência neste setor.

Para além da Teixeira Duarte – Engenharia e Construções existem outras sociedades participadas que operam em áreas específicas, nomeadamente nas obras subterrâneas e ferroviárias.

O constante e sustentado crescimento desta atividade dotaram a Teixeira Duarte de uma capacidade empresarial forte, com meios e recursos que lhe permitiram múltiplos processos de internacionalização e a diversificação da sua atividade a outros setores. Hoje, para além da construção, o grupo atua nas concessões e serviços, imobiliária, hotelaria, distribuição e automóvel, operando em 19 países, em quatro continentes, com a colaboração de mais de 11.000 colaboradores.

Em termos consolidados, a construção representou, em 2018, 58% do volume de negócios do grupo, tendo a atividade desenvolvida nos mercados externos um peso de 73%.

Em termos não consolidados, acrescenta-se que os proveitos operacionais alcançados pelas empresas do grupo no setor da construção em 2018 atingiram o valor global de 636.061 milhares de euros, um aumento de 4,5% face a 2017.

“A nossa aposta é na inovação”

A Contraven é líder de mercado na aplicação de betão leve. Como é que se alcança um lugar de alto destaque num mercado tão difícil como é o caso do setor da construção?

A Contraven iniciou a sua atividade há 20 anos com a aplicação de betão leve à base de poliestireno. Num mercado onde este tipo de soluções eram praticamente inexistentes, houve um trabalho intensivo no sentido de divulgar as vantagens destas soluções face às convencionais. O facto de termos sido pioneiros foi um fator determinante, no entanto é certo que o nosso foco no desenvolvimento de novas formulações, de forma a satisfazer as várias necessidades do mercado foi igualmente indispensável. No decurso da nossa atividade e quando ainda estavam a iniciar-se os passos na indústria da reciclagem, a Contraven desenvolveu soluções capazes de incorporar esferovite reciclado. Um resíduo extremamente problemático devido ao seu volume e por inexistência de afetação em novos produtos. Aliada ao desenvolvimento das formulações próprias desenvolvemos os nossos próprios equipamentos, como é o caso das máquinas MMBL, capazes de assegurar o cumprimento dos requisitos das atuais cinco soluções em betão leve: Betcel®, Betespuma®, Betnível®, Betforma® e Betfloor®. Passados 20 anos a Contraven é muito mais do que o betão leve, devido à nossa vontade constante de superar as dificuldades de um  tão exigente e competitivo.

Já se encontram em Portugal, Angola, Moçambique e Brasil. É possível estabelecer as principais diferenças que afastam este país na vossa área de atuação?

Apesar do denominador comum destes países, certo é que as questões económicas não poderiam ser mais díspares, o que levou a que a nossa abordagem fosse também ela diferenciada.

Em Angola a abordagem passou pela criação de uma empresa de capital 100% português. Na altura estávamos perante uma economia emergente, mas com inúmeras condicionantes a nível de infraestruturas e capacitação da mão-de-obra. Passados 12 anos a evolução está à vista e, apesar da grave crise que o país atravessou, a indústria angolana é neste momento uma realidade e caminha a passos largos no sentido da diversificação. Ao longo deste 12 anos edificamos em Angola uma unidade industrial de geotêxtil, outra de poliestireno e uma confeção de têxtil-lar, para além dos serviços técnicos de construção.

A economia brasileira na altura encontrava-se em franco crescimento, mas estávamos perante uma economia num estado de desenvolvimento já avançado. Como tal, apostamos no estabelecimento de parceria com uma empresa brasileira capaz de desenvolver a área dos betões leves, implementando todo o know-how da Contraven, desde os equipamentos, à reciclagem e aplicação das nossas formulações. A área das resinas já é uma indústria amadurecida no brasil, pelo que não foi política da empresa reforço das marcas próprias Confloor® e Conwall®. No Brasil o processo passa por fomentar a adoção de novas técnicas construtivas incluindo o betão leve à base de poliestireno, à semelhança do que foi feito em Portugal.

Em Moçambique estamos perante um país com algumas semelhanças culturais a Angola, mas uma economia mais pequena e ritmo de crescimento mais gradual, pelo que a nossa presença no mercado tem uma expressão pouco significativa.

Por outro lado, que semelhanças os aproximam? A língua enquanto fator comum é um facilitador na hora de realizar negócios?

O principal elemento unificador é de facto a língua, fator que consideramos ter um grande impacto no sucesso das empresas portuguesas nesses países. A herança histórica e a presença portuguesa é significativa, o que se reflete numa afinidade intrínseca da população em geral e revela-se um ponto de partida favorável ao desenvolvimento de negócios.

Um dos objetivos traçados pela CPLP é o fortalecimento dos fluxos comerciais entre os países e enfoque nos desafios e oportunidades. Enquanto empresária sente esta realidade?

A Contraven é uma PME de cariz familiar, tendo o seu percurso de internacionalização sido levado acabo por iniciativa e recursos próprios. Reconhecemos no entanto, que as iniciativas desenvolvidas pela CPLP promovem o reforço dos vínculos culturais e preservação da história comum a estes países, o que é um elemento facilitador das relações negociais entre os mesmos.

Ao longo de 18 anos de existência a inovação mostrou-se ser uma palavra latente na vossa existência. Que planos estão neste momento em curso e que merecem destaque?

A nossa aposta sempre foi na inovação, seja pela introdução de novos produtos ou abordagem de novos mercados. Neste momento, as nossas ações estão focadas na área do betão leve no desenvolvimento de técnicas de aplicação mais eficientes e equipamentos tecnologicamente mais avançados, capazes de fazer face à realidade da mão-de-obra disponível nos mercados amadurecidos. No que concerne aos revestimentos resinosos manteremos a nossa aposta no desenvolvimento de formulações capazes de satisfazer os requisitos técnicos cada vez mais exigentes dos acabamentos. A grande aposta passará pela diversificação de mercados, sempre com foco nos países da CPLP.

Nível de Atividade na Reabilitação Urbana mantém tendência de crescimento

Quanto à evolução do índice respeitante à Carteira de Encomendas observa-se, tal como no mês anterior um forte aumento, 40,7% em termos homólogos, o que deverá permitir às empresas terminar o ano de 2017 com boas perspetivas no segmento da reabilitação.

A produção contratada em meses, ou seja o tempo assegurado de laboração a um ritmo normal de produção, fixou-se em 8,3 meses, o que traduz uma subida de 23% face ao observado no mesmo mês do ano anterior.

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Os índices relativos ao Nível de Atividade e Carteira de Encomendas são calculados a partir do Saldo de Respostas Extremas ponderado. A Produção Contratada corresponde ao valor absoluto apurado, em meses.

 

“O COMPROMISSO COM ANGOLA É DE AÇO”

Não obstante ao atual contexto económico, o setor da construção é um dos setores mais promissores em Angola, em termos de evolução e fundamental na regeneração das economias locais e nacional. O contexto económico despertou novas oportunidades de negócios para a empresa?

O atual contexto económico tem sido bastante adverso, dada a drástica descida da cotação do Barril do Petróleo, principal fonte de receita para o Orçamento de Estado Angolano. Enquanto produtores nacionais, não podemos dizer que a procura não tivesse aumentado, porque aumentou efetivamente, todavia também nós fomos e continuamos a ser atingidos pela falta de divisas, o que afetou consideravelmente a importação de algumas matérias primas, pois apesar de adquirirmos grande parte da nossa matéria prima no mercado nacional, temos também necessidade de importar alguns produtos que são essenciais para manter os níveis de qualidade do nosso produto. Apesar de tudo isto, temos vindo a conseguir manter os níveis de produção e não fizemos despedimentos, pelo contrário!

A Fabrimetal tem desenvolvido um trabalho de forma muito comprometida com Angola, gerando um valor acrescentado significativo à economia nacional. Que produtos a empresa conseguiu introduzir este ano de forma a corresponder às exigências do mercado atual?

Efetivamente o compromisso da Fabrimetal com Angola é de “aço”. O valor agregado que geramos para a economia nacional é substancial, quer no nível de emprego gerado quer no contributo que damos à redução das importações. Tínhamos previsto para este ano um investimento com vista à produção de produtos complementares ao Varão de Aço, tais como Barras, Cantoneiras e Perfis, todavia face à situação macroeconómica não nos foi possível avançar. Reforçamos a nossa presença no mercado com a nossa atual gama de produção, Varões de Aço Reforçado FM TMT dos diâmetros 8 a 32. Apostamos continuamente na qualidade do nosso produto.

Denotam-se fortes avanços no setor da construção em Angola, porém a crise evidenciou algumas debilidades que teimam em persistir. Que principais desafios enfrentam no setor enquanto produtores nacionais de forte presença no país?

Um dos principais desafios que temos é, face à atual conjuntura, mantermos a nossa estrutura e os níveis de produção. Estamos convictos de que o pior da crise já tenha passado e como tal, verificando-se melhorias no ambiente económico, o nosso compromisso com Angola será certamente reforçado.

No ano passado estiveram presentes na Projekta, a maior feira dedicada à indústria da construção, obras públicas, urbanismo e arquitetura, em Angola. Uma feira que fomenta oportunidades de contacto, negócio e investimento internacional necessárias à revitalização e reconstrução das infraestruturas base do país. A Fabrimetal tem novidades promissoras para apresentar na edição deste ano da feira?

Estivemos efetivamente presentes no ano passado e estaremos também este ano. A nossa presença estará em linha com a do ano anterior. Temos hoje uma notoriedade maior no mercado, tendo um nível maior de responsabilidade também para com os nossos clientes. As novidades serão o que já materializamos até ao momento, a introdução do sistema de vazamento contínuo para obtenção de Bilets (Lingotes), o novo sistema de empacotamento do nosso produto e obviamente o reforço contínuo que temos depositado no sistema de qualidade. A Fabrimetal tem caminhado ao lado de Angola no seu progresso e afirmação no mundo global. Na sua opinião, o potencial do mercado angolano continua a ser devidamente reconhecido? Nós acreditamos que sim. No nosso caso em particular, com dados precisos podemos afirmar que temos potencial para crescer quer ao nível do mercado interno quer ao nível do mercado externo! Isto é demonstrativo de que o mercado continua a ser reconhecido, não obstante o atual ambiente macroeconómico.

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Setor da construção cresce em 2015 após 13 anos de quebras consecutivas

De acordo com a análise de conjuntura de março de 2016 da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), a subida do VBP do setor resultou da evolução positiva de todos os seus segmentos de atividade: a construção residencial aumentou 5%, a construção de edifícios não residenciais subiu 5,1% e os trabalhos de engenharia civil progrediram 1%.

De acordo com os valores das Contas Nacionais Trimestrais disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a evolução positiva do setor da construção em 2015 refletiu-se num crescimento de 4,1% do investimento em construção e de 3,7% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) das empresas de construção.

No ano passado, também o emprego acompanhou o aumento da produção, registando um crescimento de 0,6%, enquanto o consumo de cimento subiu 6,9%.

Segundo a FEPICOP, o desempenho positivo do setor em 2015 “assentou no forte dinamismo do segmento imobiliário, resultante do aumento da procura, particularmente a oriunda do exterior”.

Em termos de transações imobiliárias, adianta, no mercado residencial destacou-se o “forte aumento” do montante das novas operações de crédito para aquisição de habitação (+74%). Já na construção nova de habitação houve um “expressivo aumento” do licenciamento (+19%), após 15 anos consecutivos de redução no número de fogos licenciados.

Pelo contrário, o mercado das obras públicas, “refletindo a política orçamental restritiva e a redução do investimento público, manteve-se em declínio”, com quebras de 37% no valor dos contratos de empreitadas de obras públicas e de 19% no montante de obras postas a concurso.

Para 2016 a federação antecipa uma “evolução positiva, mas mais moderada do que em 2015, do nível de atividade da construção”, admitindo um crescimento de 2,5% sobretudo impulsionado pelo segmento residencial (+4,0%), enquanto a área de engenharia civil deverá ficar-se pelos 1,5% e a construção não residencial deverá crescer cerca de 3%.

 

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